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“Echte Liebe” – O ‘amor verdadeiro’ que move o Borussia Dortmund

Juergen Klopp Felipe Santana comemoração Dortmund Real Madrid (Foto: Reuters)Felipe Santana é abraçado por Klopp: técnico é tão fanático quanto a torcida (Foto: Reuters)

“Echte Liebe”. A expressão em alemão pode não estar na ponta de sua língua, mas é a melhor e mais prática referência quando se fala de Borussia Dortmund. Numa tradução literal, o mantra significa “amor verdadeiro” e simboliza com perfeição o que moveu o clube em oito anos de uma falência financeira até a finalíssima da Liga dos Campeões, a ser disputada neste sábado, às 15h45m (de Brasília), no mítico estádio de Wembley, em Londres, contra o rival Bayern de Munique.

O ano era 2005. Afundado numa dívida de € 180 milhões (R$ 468 milhões), o Borussia via como necessário mudar radicalmente todos os seus costumes. Curiosamente, havia sido campeão europeu sete anos antes muito por conta de uma fórmula completamente abolida em tempos atuais: altíssimos salários aliados a contratações exorbitantes e até certo ponto midiáticas, como os € 25 milhões pagos para tirar o brasileiro Amoroso do Parma. O sucesso repentino em 1997 fez os dirigentes confiarem que ali estava o caminho. Bastaria segui-lo à risca e pronto: seria questão de tempo para se tornar um Milan ou um Real Madrid, por exemplo.

Jurgen Klopp Borussia (Foto: Divulgação / Puma)Estrategista? O técnico Jürgen Klopp trouxe nova mentalidade ao Borussia (Foto: Divulgação / Puma)

O Borussia acreditou. Não apenas persistiu no erro, como tentou inovar. Foi o primeiro clube da Alemanha a entrar no mercado de ações de Frankfurt. Também jogou rios de dinheiro ao tentar criar uma própria empresa fornecedora de material esportivo. O próximo passo seria a quebra financeira. Com as receitas bloqueadas, o clube ainda viu o Westfalenstadion ser hipotecado e teve de ceder seu nome numa tentativa urgente de angariar lucros – a companhia de seguros Signal Iduna é a detentora do “naming rights” até hoje.

Andreas Möller Borussia Dortmund (Foto: Getty Images)Andreas Möller ergue taça da Champions de 97:
Borussia entraria em crise pouco depois (Getty)

A situação era tão delicada que o próprio Bayern tirou dos seus cofres € 2 milhões – valor considerado migalha para os bávaros, historicamente sempre organizados. Muito embora num ato mais de cordialidade do que propriamente com a intenção de salvar o rival, sem reações e com todo o caixa no vermelho.

– Peguei o começo do problema do Dortmund. Infelizmente quebrou na bolsa e teve que se desfazer de alguns jogadores, como eu, o Rosicky, o Amoroso. Jogamos dois anos inteiros cobrando 20% a menos do que previa no nosso contrato. Foi algo que o grupo inteiro concordou. Mas aí chegou num momento em que para renovar não tinha mais condições e acabei saindo para o clube conseguir algum dinheiro – contou o atacante Ewerthon, que defendeu o Borussia entre 2001 e 2005, sagrando-se campeão alemão em 2002 antes de se transferir para o Real Zaragoza, da Espanha.

Razão e paixão andam juntas

A reestruturação anunciou-se com a chegada de um dos grandes nomes de todo o processo: o chefe-executivo Hans-Joachim Watzke. Apoiado na filosofia de que um clube de futebol deve ser visto como uma empresa, ele logo contratou a consultoria alemã Roland Berger para atuar em quatro vertentes: o estratégico, o financeiro, a gestão e a eficiência operacional.

Capital era mais do que necessário para tomar as primeiras medidas e, em meados de 2006, o Borussia pegou um empréstimo de € 125 milhões junto a um banco americano. Comprou de volta o estádio, que se transformou num grande aliado na campanha com 100% de aproveitamento em casa na Champions, e utilizou o restante nas divisões de base. Gastos excessivos foram cortados, e o elenco passou até a viajar para jogos fora de casa de ônibus. Graças a Watzke, o time ainda criou uma estratégia baseada num estilo ofensivo, encantador. Os torcedores, apaixonados por jovens jogadores formados no próprio time, logo se integrariam na missão de recolocar o Dortmund no topo do país e continente.

- Michael Zorc (manager e ex-jogador do clube por 17 anos) e eu desenvolvemos uma filosofia na qual o time deveria jogar verticalmente, colocar o adversário permanentemente sob pressão. Em seguida foram selecionados os jogadores – é uma tarefa mais fácil quando se tem jovens – e encontramos em Jürgen Klopp o treinador ideal – disse Watzke.

Michael Zorc e Hans-Joachim Watzke diretor Borussia Dortmund (Foto: AFP)Michael Zorc e Hans-Joachim Watzke: dirigentes fundamentais na recuperação do clube (Foto: AFP)

O Borussia chegava, então, ao seu “Echte Liebe”. Personificado em Klopp, mantinha a razão e paixão de mãos dadas. Em sua primeira entrevista coletiva, o ex-treinador do modesto Mainz 05 prometeu que a partir de então o Dortmund viveria de jogos intensos e emocionantes. Os torcedores logo se renderam ao estilo, baseado na vontade de se doar por completo para o time.

- Tal como cada pessoa que trabalha no Borussia é um torcedor do clube, o mesmo aconteceu no Mainz. Quando eu era jogador lá tínhamos 800 torcedores em sábados chuvosos e se alguém morresse ninguém iria noticiar ou ir ao nosso funeral. Mas amávamos o clube e temos esse mesmo sentimento aqui no Dortmund. É um clube muito especial, um clube de trabalhadores – afirmou Klopp em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”.

Influência – inusitada – do Barcelona de Messi

Trabalho, por sinal, não faltou ao irreverente Klopp. Se hoje o Borussia é um time dos sonhos com uma base de jovens faminta pelo sucesso, muito foi feito pelo treinador e seus superiores. A primeira tarefa foi eliminar qualquer semelhança com o passado, quando o clube era associado à arrogância por conta de seus delírios de grandeza. Klopp utilizou métodos curiosos para impôr seus conceitos na prática.

- Eu pegava as fotos das comemorações de gol de Messi no Barcelona. Ele celebrava cada um como se fosse o primeiro que tivesse marcado na carreira. É algo perfeito para mostrar ao meu time. Faço isso com frequência. Não uso vídeos porque eu não copio o estilo do Barcelona. Mas você vê todos comemorando o gol número 5.868 como nunca fizeram antes. Isso é o que você sempre deve sentir – até morrer. Você pode falar de espírito. Ou pode viver tudo isso.

- Klopp montou o elenco, ele é a motivação do time, ele acredita no Borussia. É um cara maluco positivamente, vive suas emoções como um jovem. Definitivamente, é ele quem cria essa boa e vencedora atmosfera – opinou Hartwig Hasselbruch, jornalista da renomada revista “Kicker”.

Messi comemora gol do Barcelona sobre o Milan (Foto: AFP)Klopp mostrou fotos como esta, de Messi comemorando um gol pelo Barcelona, a seus jogadores (AFP)

Como apenas entrega não vence jogo, Klopp precisou recrutar o que se transformariam em seus pupilos ao longo dos últimos anos. O paraguaio Lucas Barrios foi o primeiro, destacando-se na conquista do Campeonato Alemão de 2010/2011 e em clássicos contra o Bayern. Custou € 4,2 milhões junto ao Colo Colo, do Chile, em 2009 e, diante de tantos gols, acabou vendido ao chinês Guangzhou Evergrande por € 8,5 milhões em maio de 2012, logo depois do bicampeonato nacional e pouco antes do título da Copa da Alemanha. Um pouco mais do que 100% de valorização.

Kagawa e Götze, os ‘filhos postiços’

Quem mais encantou o técnico alemão, no entanto, veio basicamente sem custos. Em meados de 2010, o Borussia Dortmund acertava a contratação do então desconhecido Shinji Kagawa, do Cerezo Osaka, pelo valor de sua cláusula de rescisão – meros € 350 mil (cerca de R$ 900 mil na cotação atual). Convenceu rapidamente os fãs com o seu futebol plástico e inteligente e, merecidamente, entrou para a seleção da Bundesliga logo em seu primeiro ano. Sua saída para o Manchester United, em 2012, viria a machucar o coração do “paizão” Klopp. Fato potencializado quando atestou que o camisa 10 não estava sendo de fato bem aproveitado por Sir Alex Ferguson.

- Kagawa é um dos melhores jogadores do mundo e agora joga 20 minutos no Manchester United – como ponta-esquerda! Realmente, eu tenho lágrimas em meus olhos. Meia central é o lugar ideal para ele, que é um jogador ofensivo com um dos melhores faros de gol que eu já vi. Mas para muitos japoneses significa mais jogar no United do que no Dortmund. Choramos por 20 minutos, um no ombro do outro, quando ele saiu – contou.

Mais recentemente, Klopp viveu caso semelhante com Mario Götze, o novo herdeiro da camisa 10 – mas que também já está de malas prontas, desta vez para o Bayern de Munique, a quem se referiu como “vilão dos filmes de James Bond” por contratar seus melhores atletas. O anúncio da transação foi feito no fim de abril, ainda com a temporada em jogo, e abalou as estruturas no Borussia.

- Foi como um ataque do coração. Aconteceu um dia depois da vitória contra o Málaga (nas quartas de final). Tive um dia para comemorar e aí alguém pensou: “chega, volte para o seu lugar no chão”. No nosso CT o Michael Zorc (manager do clube) andou como se alguém tivesse morrido. Ele disse: “eu tenho que te falar uma coisa…” (…). Eu não consegui dormir naquela noite, essa é a verdade. Liguei para seis ou sete jogadores que sabia que ficariam afetados. Eles pensaram que não eram bons o bastante e queriam vencer juntos. Esse é o motivo pelo qual a notícia machucou muito eles. Mas o Bayern disse ao Mario: agora ou nunca. Eu falei para ele que não era assim, que eles viriam em dois, três anos. Mas ele é um menino de 20 anos e pensou que precisava ir. Eu sei o quão difícil será achar alguém para substituí-lo no próximo ano, mas vamos jogar diferente. Apenas leva tempo – recordou.

Kagawa Götze Borussia Dortmund (Foto: AFP)Kagawa e Götze encantaram Jürgen Klopp: técnico criticou pouca utilização do japonês no United (Foto: AFP)

‘Queremos jogar o tipo de futebol que as pessoas se lembrem’

Götze praticamente já faz parte do passado para o Borussia. Descartado da final por não se recuperar de uma lesão muscular na coxa direita sofrida na semifinal contra o Real Madrid – ao menos a justificativa é essa -, ele verá os holofotes se voltarem ao polonês Robert Lewandowski. Com dez gols na edição da Champions (quatro deles marcados num só jogo contra o Real Madrid), o atacante é outro grande exemplo de que este Borussia deu certo: foi contratado por € 4,5 milhões em 2010 e, se deixar o clube neste mercado, não será por menos de € 20 milhões. Para o pesadelo do treinador, o Bayern é o favorito a contratá-lo.

Apesar de ter 1,84m e reunir os trejeitos de um centroavante clássico, Lewandowski encaixou-se perfeitamente no esquema que Klopp propôs: o “gegenpressing”, de explicação simples, mas funcionamento complexo para quem começa do zero. Realizar a transição rápida a partir do momento em que rouba a bola, seja no campo defensivo ou ofensivo, como no gol marcado pelo próprio polonês diante do Málaga, nas quartas de final, depois de receber passe açucarado de Reus.

Robert Lewandowski gol Borussia Dortmund jogo Real Madrid (Foto: Reuters)Com os quatro gols sobre o Real, Lewandowski
assumiu a vice-artilharia da Champions (Reuters)

- Dortmund é um lugar que as pessoas exigem que o time deva jogar com as características mais próximas ao meu coração: com muito sentimento envolvido e intensidade até o último minuto. Queremos jogar o tipo de futebol que as pessoas se lembrem – ressaltou Klopp.

Os jogadores compraram este conceito e fizeram do Borussia hoje um modelo distinto de futebol. Talvez até um exemplo, ainda que soe familiar pelas influências da ofensividade do Barcelona e, principalmente, do esquema defensivo do Milan de Arrigo Sacchi. Klopp aprimorou sua tese desde os tempos em que era comandado por Wolfgang Frank no Mainz 05.

- Apesar de estarmos na Segunda Divisão fomos o primeiro time alemão a jogar no 4-4-2 sem um líbero. Assistimos a um vídeo chato 500 vezes do Sacchi fazendo exercícios de defesa sem a bola com Ladini, Baresi e Albertini. Estávamos acostumados a pensar que se os outros jogadores eram melhores, você deveria perder. Depois disso aprendemos que qualquer coisa é possível. Você pode bater equipes melhores usando táticas – afirmou o treinador, que recebeu alguns telefonemas de José Mourinho depois de conseguir anular Xabi Alonso e, consequentemente, Cristiano Ronaldo nas semifinais da Champions.

Robô-jogador e uma torcida apaixonada

A tecnologia também entra em ação no Borussia quando o assunto é o aperfeiçoamento. Um dos (nem tão) segredos dos treinamentos do time é o auxílio do “Footbonaut”, um mini-campo robótico de 14m² com oito canhões que lançam bolas para os jogadores testarem sua precisão nos passes.

- Parece que você está cercado de dez colegas de time que estão ali só para te dar assistências – disse o meia Mustafa Amini, uma das “cobaias”.

Vem das arquibancadas outro grande fator que pesou na reconstrução dos aurinegros. A atuação da “Muralha Amarela”, setor no Signal Iduna Park atrás de um dos gols que foi preservado pela sua importância histórica, repercutiu pelo continente. Para os europeus mais modernos, era difícil acreditar que 25 mil pessoas assisitiam a todos os jogos de pé, pulando e interagindo – como no mosaico em 3D feito contra o Málaga. Ou que conseguiam manter uma média de 80.551 torcedores no último Campeonato Alemão – a melhor do planeta.

Muitos deles não poderão estar em Londres pelo alto custo da viagem – e também dos ingressos. Essa já era uma das preocupações de como ajudar a incentivar o time nos momentos mais difíceis do jogo, mas a Uefa tratou de complicar a situação dos aurinegros e vetou qualquer mosaico em Wembley por questões de segurança.

- É muito triste para nossos torcedores. No meio das arquibancadas, há a seção VIP. Não dá para fazer as coreografias, porque é preciso todo o espaço – lamentou Daniel Lörcher, secretário do clube.

Há quem acredite, porém, que o torcedor dará o seu jeito ao fazer da final um espetáculo. Para a imprensa alemã, os fãs do Borussia são em geral mais preocupados com o que se passa nas arquibancadas, ao contrário da torcida do Bayern, um público com perfil mais observador. Mas esta, é claro, não é a única diferença entre os dois finalistas.

Faturamento do Bayern é duas vezes maior

O contexto coloca em confronto dois estilos de clubes que chegaram até o topo com méritos. Segundo levantamento feito pela empresa de consultoria “Deloitte”, o Borussia Dortmund é hoje, oito anos depois de sua falência, o 11º clube mais rico do mundo, com € 189 milhões gerados em 2012. A presença na Liga dos Campeões trouxe uma arrecadação de € 28,3 milhões ao clube, que possibilitará realizar novos acordos comerciais – ainda a maior fatia da pizza, com € 97,3 milhões de faturamento (51%).

O Bayern, no entanto, arrecadou quase o dobro. É o quarto clube na lista – atrás do Real Madrid, Barcelona e Manchester United -, com € 368 milhões de receitas na temporada 2011/2012 (55% deste montante com as dez empresas que o patrocinam). O que possibilitou, por exemplo, sequer consultar o Borussia para comprar a revelação Mario Götze.

- É um pouco parecido com o que os chineses fazem na economia ou na indústria. Olha os outros e copia o que eles fazem. Pega o mesmo caminho, só que com mais dinheiro e outros jogadores. E, naquele momento, você vai ser o melhor de novo – alfinetou Klopp, sobre as semelhanças entre o Bayern e o Borussia quanto ao estilo de jogo. Curiosamente, a frase veio um mês antes de tomar conhecimento da aquisição de Götze.

Devoto de sua filosofia, o Borussia tem plena consciência de que poderá perder novos destaques para outros centros ou até mesmo ver o filme se repetir com o Bayern. O que importa, de fato, é a fidelidade ao “Echte Liebe”, refletido nas palavras de Hans-Joachim Watzke. E nem o título da Liga dos Campeões com todos os seus bônus mudaria esse panorama.

- Nesse clube, apenas gastamos o dinheiro que ganhamos. Esse é o nosso paradigma, e é assim que continuará. Escolhemos uma rota sustentável e mesmo se vencermos a Champions não nos transformaremos – encerrou.

Fonte:  http://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 00:21

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JGalvão

Diferentes gerações, Heynckes e Klopp decidem a Liga dos Campeões

A decisão da Liga dos Campeões, neste sábado, entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund, terá um duelo entre dois grandes treinadores de gerações diferentes, Jürgen Klopp e Jupp Heynckes.
Jupp Heynckes é jogado para o alto pelo elenco: técnico deixa o time ao final da temporada
Jupp Heynckes é jogado para o alto pelo elenco: técnico deixa o time ao final da temporada - Reuters
Heynckes tem 67 anos e está chegando ao final da carreira. A aposentadoria pode até não acontecer ao término desta temporada, como chegou a ser dado como certo pelo Bayern, mas virá em breve. Já são mais de duas décadas de sucesso nos bancos de reservas da Alemanha e de outros países da Europa.
Como jogador, ele também obteve ótimos números, tendo sido artilheiro do Campeonato Alemão, quando ainda atuava pelo Borussia Mönchengladbach, além de ter feito parte da seleção alemã que foi campeã da Eurocopa de 1972 e da Copa do Mundo de 1974.
A carreira como treinador também começou no Gladbach, equipe que assumiu em 1979, com 34 anos, e deixou em 1987, para ir pela primeira vez para o Bayern. Além dos dois clubes, Heynckes comandou o Schalke 04 e o Eintracht Frankfurt.
Na primeira passagem pela equipe da Baviera, o técnico conquistou o título do Campeonato Alemão duas vezes seguidas, em 1989 e 1990. Na temporada 1991/1992, foi demitido, após quatro jogos sem vencer, o que foi classificado pelo então dirigente do Bayern e atual presidente, Uli Hoeness, como o erro mais grave de sua carreira.
Após a demissão, Heynckes foi para a Espanha, onde treinou Athletic de Bilbao, Tenerife e Real Madrid, onde quebrou um jejum de 32 anos do clube sem vencer a Liga dos Campeões. Depois, assumiu o Benfica, voltou ao Athletic, passou por Schalke e Gladbach, clube em que teve que abandonar pela primeira vez a carreira em 2007, por conta de problemas de saúde.
Em 2009, o treinador aceitou voltar ao Bayern na condição de interino para substituir Jürgen Klinsmann e tentar a classificação para a Liga dos Campeões. Depois, passou duas temporadas no Bayer Leverkusen e retornou ao comando do time de Munique.
Os anos, a experiência, os sucessos e as derrotas deram a Heynckes uma serenidade que parece ser sua principal virtude, além de boa vontade para aprender com os mais jovens. Inclusive, alguns dizem que Klopp foi sua referência tática na montagem do Bayern atual.
 Klopp festeja durante a vitória do Borussia Dortmund sobre o Real Madrid

Klopp festeja durante a vitória do Borussia Dortmund sobre o Real Madrid - Getty
Já Klopp, de 44 anos, pertence à geração de técnicos alemães que surgiram nos últimos anos. Sua carreira como jogador não foi de muito sucesso, o que causou brincadeiras do próprio. Como treinador, por outro lado, se tornou uma das revelações ao levar o Mainz 05 à elite nacional em 2004.
Na temporada 2008/2009, o Bayern, que queria um treinador jovem, pensou nele e chegou a sondá-lo, mas decidiu contratar Jürgen Klinsmann.
Klopp então foi contratado pelo Borussia Dortmund. Em sua primeira temporada, foi sexto colocado no Campeonato Alemão, na segunda, quinto, e na terceira veio a glória com o título de uma equipe feita com contratações baratas e jovens da base.
Depois do bicampeonato do Dortmund, Uli Hoeness foi interrogado se não se arrependia de não ter contratado o treinador. O dirigente, então, reconheceu as conquistas do técnico, mas afirmou que o Bayern talvez não o desse tanto tempo para obter sucesso quanto o rival deu.
Klopp continuará no Borussia, enquanto o Bayern trocará a geração do comando. A equipe de Munique apostou recentemente em Louis van Gaal e Heynckes, dois técnicos experientes,e passará a contar com Josep Guardiola na próxima temporada.
 

Fonte:  http://espn.estadao.com.br

São Paulo – Brasil –  23:57

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JGalvão

Gás de xisto ameaça a qualidade das cervejas da Alemanha

A Federação das Cervejarias Alemãs (Brauer Bund) advertiu o governo da Alemanha de que a extração de gás de xisto (shale gas) ameaça contaminar o lençol freático do país. Mas o problema não é apenas ambiental: a qualidade da tradicional cerveja alemã, admirada em todo o mundo, corre sérios riscos – adverte a Brauer Bund.

O processo de extração do shale gas envolve técnica de fratura hidráulica conhecida como fracking. Consiste em injetar água, areia e produtos químicos no subsolo para pressionar os depósitos de gás para a superfície.

“Acreditamos que um efeito de longo prazo do fracking nos lençóis freáticos não pode ser descartado”, diz a carta enviada pela Brauer Bund a seis ministros do governo alemão. “A oferta segura de água não contaminada para a indústria de bebidas não pode ser garantida.”

De acordo com a revista alemã Der Spiegel, a composição da cerveja na Alemanha é regulamentada pela “lei de pureza” (Reinheitsgebot) desde 1516. O produto não pode conter nada além de água, cereal maltado, lúpulo e fermento.

O governo liderado pela chanceler Angela Merkel elaborou projetos de lei para regulamentar a extração do shale gas. Concordou, na semana passada, em proibir ofracking em áreas de nascentes e na proximidade de lagos.

Os cervejeiros, no entanto, dizem que as propostas não são suficientes para garantir a integridade do suprimento de água.

Revolução energética. Na reunião de cúpula europeia de quarta-feira, 22, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a Europa “não pode ficar para trás na corrida global”.

O Continente tem 75% dos recursos de energia de xisto dos Estados Unidos. Mas os americanos estão perfurando 100 vezes mais rápido do que os europeus.

Os resultados obtidos nos Estados Unidos colocam toda a competitividade da indústria mundial em alerta – e tende a provocar uma verdadeira revolução energética no mundo.

Apenas desde 2008 até o ano passado, a exploração por fracking reduziu o preço do gás natural à indústria americana em mais de 60%. E os preços praticados hoje nos Estados Unidos chegam a estar até 80% abaixo dos cobrados na Europa.

Segundo Marc-Oliver Huhnholz, porta-voz da Brauer Bund, “pelo menos metade das cervejarias da Alemanha tem seus próprios poços, por causa do grande volume de água utilizado. Essas fontes nem sempre estão localizadas em áreas protegidas”. (As informações são da Dow Jones.)

Fonte:  http://economia.estadao.com.br

São Paulo – Brasil – 23:44

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JGalvão

Schweinsteiger vê Borussia ‘mais fraco’ sem Mario Götze

Mario Götze Borussia Dortmund (Foto: Reuters)Mario Götze não participará da final da Liga
dos Campeões, no sábado (Foto: Reuters)

A ausência de Mario Götze na final da Liga dos Campeões parece ser motivo de alívio para o Bayern de Munique. Futuro companheiro do jovem meia, o volante Schweinsteiger acredita que o Borussia Dortmund ficará enfraquecido sem uma de suas principais peças.

- Quando jogadores com o Götze saem, talvez o time fique um pouco mais fraco. Teria sido o maior jogo da carreira dele, então, fico solidário. Mas o Dortmund vai escalar 11 jogadores que darão 100% pela causa – afirmou o jogador do Bayern.

Segundo o Borussia, a ausência de Götze se dará por conta de uma lesão sofrida no jogo de volta das semifinais da Champions, contra o Real Madrid. Porém, como o meia já teve sua transferência para o Bayern anunciada, comenta-se na Alemanha sobre a possibilidade do clube de Dortmund ter optado por não levar o atleta a campo.

Schweinsteiger também falou sobre a possibilidade de disputar a terceira final de Liga dos Campeões em apenas quatro anos – embora nas outras duas oportunidades (2010 e 2012) o clube tenha saído como vice-campeão.

- Quero ganhar desta vez. E é por isso que eu jogo no Bayern. Queremos vencer, não importa quem esteja no caminho. E espero que o treinador escreva um pouco mais da sua história. Depende apenas de nós. Sabemos do que somos capazes, mas não fico pensando no jogo 24 horas por dia. É preciso relaxar um pouco, também – disse.

Fonte:  http://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 23:35

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JGalvão

Alexander Frei : “O Borussia será campeão”

No dia 14 de abril, quando soou o apito final do clássico entre Basel e Zurique, um dos mais brilhantes e bem-sucedidos jogadores já surgidos na Suíça deixou o campo pela última vez. A partir de então, Alexander Frei assumiria uma nova tarefa como dirigente do Lucerna.

Nos seus 16 anos de carreira, o agora ex-jogador de 33 anos não se cansou de balançar as redes, e não apenas pelo selecionado helvético, mas também com as camisas de Basel e Borussia Dortmund. Pelo clube suíço, ele anotou um total de 108 tentos em 166 partidas, enquanto pelo Borussia foram 34 gols em 74 jogos da Bundesliga.

Cerca de um mês após ele pendurar as chuteiras, o goleador suíço, concedeu uma entrevista e falou sobre a sua carreira como jogador, a seleção suíça e as chances do Borussia na final da Liga dos Campeões da UEFA.

FIFA.com: Frei, poderia resumir em poucas palavras o que foi a sua carreira no futebol?
Alexander Frei: Muito tempo investido, muito esforço e alguns interesses pessoais negligenciados. Tive a felicidade de jogar em três países diferentes. Tive uma época sensacional na França, no Rennes. No Borussia talvez eu tenha vivido a minha fase mais intensa porque a pressão era maior. E o projeto Basel, que iniciei em 2009, também foi excepcionalmente bem-sucedido.

Qual foi o seu melhor momento e qual foi o momento mais triste?
O mais triste foram sem dúvidas as Eurocopas de 2004 e de 2008 com a contusão no primeiro jogo. É difícil ficar de fora de um momento tão grandioso. Quanto ao melhor momento, posso dizer que vivenciei uma alegria incrível e momentos extraordinários em todos os clubes por onde passei.

Existe uma partida ou um gol que tenham ficado marcados de forma especial na sua memória?
Muitos. Na realidade consigo me lembrar de todos os gols, mas obviamente há gols que foram mais importantes e mais emocionantes do que outros. Dois momentos muito intensos foram dois gols contra o Manchester na Inglaterra e um gol também contra o Manchester em casa. Também teve um gol na Copa do Mundo contra Togo. Talvez tenha sido o meu melhor jogo pela seleção suíça nos últimos anos. Mas houve muitas situações que eu colocaria entre os meus melhores momentos.

Com qual jogador você ficou mais impressionado ao longo da sua carreira e qual treinador mais o influenciou?
No Rennes, o meu técnico era László Bölönï, que apostou em mim e me ajudou a me destacar internacionalmente. Havia muitos jogadores excepcionais no Rennes, como o (Kim) Karlström ou o Petr Cech no gol, no Borussia havia o (Roman) Weidenfeller e o (Sebastian) Kehl. O Kehl ficou em segundo e em terceiro na Copa do Mundo, foi várias vezes campeão alemão e agora está na final da Liga dos Campeões. Todos esses jogadores me marcaram muito. No Basel, havia o Marco Streller, com quem formei uma ótima dupla de ataque por quatro anos.

Você jogou no Borussia Dortmund de 2006 a 2009. Em função disso, vem acompanhando a fantástica campanha do seu ex-clube na Liga dos Campeões da UEFA?
Claro. Contra o Málaga eu tinha certeza de que o Borussia se classificaria. A pressão no estádio, com a torcida apoiando, é tão grande que apenas clubes muito grandes não se sentem oprimidos. Contra o Real Madrid, o Borussia poderia perfeitamente ter marcado o gol decisivo para liquidar o jogo mais cedo. Mas preciso admitir que, se o jogo tivesse cinco o sete minutos a mais, o Borussia estaria eliminado.

Como você avalia as chances do Borussia na final contra o Bayern de Munique?
O Borussia vai vencer a Liga dos Campeões!

Na sua opinião, a que se deve o fato de os clubes alemães estarem dominando o futebol europeu atualmente? 
O Bayern de Munique e o Borussia Dortmund desenvolveram um estilo de jogo que talvez será dominante nos próximos anos. Mas a cada dois ou quatro anos é normal que tenha início uma nova era. Por muito tempo, o Barcelona foi o melhor, mas no ano passado o Chelsea acabou com esse domínio. Neste ano foram os clubes alemães. Mas as condições atuais são muito mais propícias aos clubes alemães do que aos outros.

Você é o maior artilheiro da história da seleção suíça. Quem seria capaz de seguir os seus passos?
Não temos uma dúzia de grandes atacantes na suíça, mas contamos com alguns jogadores interessantes, inclusive entre os mais jovens. Acredito que em algum momento surgirá um jogador que vai quebrar o meu recorde. Mas para superar essa marca é preciso jogar de cinco a oito anos como titular na seleção e estar em grande fase. Seria uma grande vantagem ter um forte desempenho também jogando por clubes. Isso dá um colorido especial à seleção, que ganha uma autoconfiança completamente nova.

Como você avalia o trabalho de Ottmar Hitzfeld no comando da seleção suíça?
Ottmar Hitzfeld adota um estilo bem diferente do estilo do (Jakob) Kuhn. O Kuhn talvez fosse mais direcionado para o ataque. É claro que ele também se beneficiou de uma geração incrível de jogadores. Sob o comando do Hitzfeld a equipe está mais estruturada e mais sólida defensivamente. Acredito que o normal seria a suíça se classificar para a Copa do Mundo de 2014, inclusive ficando com a vaga direta.

O que você acha do Grupo E, no qual está a Suíça?
Todos os países realizam um trabalho intenso. Nas categorias de base e na formação de jogadores os países estão cada vez mais próximos. As estruturas funcionam igual em todos os países. A questão é apenas saber se o trabalho vai funcionar ou não e se o desempenho dos jogadores será acima da média ou não. Mas não podemos dizer que não tivemos sorte no sorteio. Poderíamos ter pegado equipes de outro calibre que estivessem em melhores condições de vencer o grupo.

Dizem que a decisão de pendurar as chuteiras costuma ser acompanhada de sentimentos antagônicos. Foi muito difícil encerrar a sua carreira?
Desde setembro ou outubro eu já sabia que iria parar de jogar agora no meio do ano. Não me sento sofrendo na arquibancada e não penso que eu deveria estar jogando. Tenho um ponto de vista diferente sobre o futebol atualmente. Os meus sentimentos são apenas positivos.

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil –  23:29

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JGalvão

Final da Champions-2015 será em Berlim; a da Liga Europa na Polônia

Estádio Olímpico de Berlim receberá a final da Champions League 2014/2015

Estádio Olímpico de Berlim receberá a final da Champions League 2014/2015 - AFP
A Uefa anunciou nesta quinta-feira que o Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha, será o palco da grande final da Champions League 2014/2015. Já a da Liga Europa será no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia.
Inaugurado em 1936 para os Jogos Olímpicos daquele ano, o estádio de Berlim foi sede de duas edições da Copa do Mundo de futebol: 1974 e 2006. Para esta última, passou por grande reforma. Ao todo, foram seis jogos realizados no local em 2006, incluindo a estreia do Brasil com vitória por 1 a 0 sobre a Croácia e a final entre Itália e França.Localizado na capital alemã, o Estádio Olímpico recebe habitualmente as partidas do principal clube da cidade, o Hertha Berlim. Com capacidade para 74.220 espectadores, a praça esportiva ainda tem em sua agenda a realização de shows e eventos de outras modalidades, como atletismo.

A final da Champions League da atual temporada será entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund, neste sábado, às 15h45 (de Brasília), em Wembley, na Inglaterra. No próximo ano, em 24 de maio, a decisão será na cidade de Lisboa, em Portugal, no Estádio da Luz.

Final da Liga Europa será na Polônia

Além de confirmar a sede da final da Liga dos Campeões, a Uefa também divulgou que o Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia, receberá a final da Liga Europa em 2014/2015. Com capacidade para 57 mil espectadores, o local abrigou a abertura da Eurocopa de 2012.

Fonte:  http://espn.estadao.com.br

São Paulo – Brasil –  23:14

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Torcida do Bayern monta ‘cachecol gigante’ de 1,6 km de comprimento

cachecol bayern de munique gigante (Foto: Agência AFP)Funcionários da rádio juntam todos os cachecóis recebidos através da campanha (Foto: Agência AFP)

A rádio “Bayern 3″, da empresa Bayerischer Rundfunk, colhe os frutos de uma campanha na qual pedia para que os torcedores do Bayern de Munique de todo o mundo enviassem seus cachecóis. Agora, diante de milhares de acessórios, os funcionários tiveram a missão de montar uma peça gigantesca com exatos 1.618,4 metros de comprimento – o equivalente a cinco vezes a altura da Torre Eiffel – para entregar ao clube nesta quinta-feira. Ela estará exposta na Allianz Arena no próximo sábado, durante o evento no qual reunirá mais de 45 mil torcedores para assistir à decisão da Liga dos Campeões contra o Borussia Dortmund.

Com o nome de “Nós somos do Sul”, a campanha ainda sorteou um par de ingressos dentre os que enviaram cachecóis para a grande decisão da Liga dos Campeões, no lendário estádio de Wembley. Uma torcedora que morava em uma vila próxima a Dachau, antigo campo de concentração, foi premiada.

cachecol bayern de munique gigante (Foto: Agência EFE)Juntas, peças têm mais de um quilômetro de extensão (Foto: Agência EFE)

Fonte:  http://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 23:08

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Hoffenheim vence Kaiserslautern e larga na frente nos playoffs do Alemão

O Hoffenheim está próximo de permanecer na primeira divisão do Campeonato Alemão, graças a um brasileiro: Roberto Firmino. No jogo de ida dos playoffs contra o Kaiserslautern, a equipe do técnico Markus Gisdol venceu por 3 a 1, com dois gols do atacante, e agora pode até perder por um gol de diferença que permanece no grupo de elite na Alemanha.

Os playoffs da Bundesliga funcionam da seguinte forma: o antepenúltimo do Alemão, neste caso o Hoffenheim, encara o terceiro colocado da segunda divisão, o Kaiserslautern. Quem se der melhor nos duelos fica com a vaga na próxima temporada.

Desta forma, o primeiro jogo aconteceu nesta quinta-feira, na Wirsol Rhein-Neckar-Arena, casa do Hoffenheim. Enquanto o jogo de volta é já na próxima segunda-feira, com mando do Kaiserslautern, no Fritz-Walter-Stadion.

Quem já garantiu vaga na primeira divisão alemã foi o Hertha Berlim, campeão da liga de acesso, e o Eintracht Braunschweig, que acabou em segundo. Do outro lado, o Greuther Fürth terminou na lanterna da Bundesliga e disputará a segunda divisão na próxima temporada, assim como o Fortuna Düsseldorf, 19º colocado.

O jogo - O grande destaque para os donos da casa foi o brasileiro Roberto Firmino. Primeiro, aos 11minutos de jogo, o atacante abriu o placar para o Hoffenheim. Mais tarde, ele voltou a marcar e deixou os mandantes com uma vantagem mais tranquila.

Porém, no segundo tempo, o Kaiserslautern resolveu acordar e voltou para o jogo. Aos 12 minutos, Idrissou descontou para os visitantes. Depois do gol, a equipe partiu para o ataque em busca do empate, mas desperdiçou algumas chances.

Porém, depois de boas oportunidades, a zaga do Kaiserslautern bobeou, saiu mal, e Roberto Firmino aproveitou de novo, mas desta vez foi o garçom. O brasileiro rolou para Schipplock, que chutou de primeira para fazer o terceiro e tranquilizar o torcedor do Hoffenheim.

Fonte:  http://espn.estadao.com.br

São Paulo – Brasil –  23:01

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A Alemanha está orgulhosa da final da Liga dos Campeões

Chamada de “Final dos sonhos” ou “jogo do século”, a final neste sábado da Liga dos Campeões que opõe pela primeira vez dois clubes alemães, o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, empolga um país orgulhoso por voltar a ser uma grande potência do futebol europeu.

A partir do momento em que as duas equipes derrotaram nas semifinais o Barcelona e o Real Madrid, a Alemanha começou a comemorar e a se preparar para esse evento que acontece “uma vez e nunca mais”, como descreveu o jornal alemão Bild.

“Querida República do futebol! Até sábado, nada é mais importante. Isto é algo histórico, mais importante que a chanceler, mais importante que o euro”, escreveu o jornal no começo da semana.

Nas cidades dos clubes, a febre se instalou há tempos. Os 25.000 ingressos para a final destinados ao Borussia Dortmund, por exemplo, foram disputados por cerca de 500.000 torcedores.

Telões gigantes serão montados em três praças da cidade, enquanto em Munique longas filas se formaram na busca pelos ingressos gratuitos que possibilitarão assistir à partida na Allianz-Arena.

Até a orquestra filarmônica da cidade bávara participa das festividades. Um hino à glória do clube, conduzido pelo maestro Lorin Maazel vestindo a camisa do Bayern pode ser visto e ouvido.

A maior aglomeração de torcedores, porém, deve acontecer em Berlin, onde cerca de 100.000 pessoas assistirão ao jogo em frente ao Portão de Brandemburgo.

Hoje no auge, a Alemanha comemora o status de potência no cenário europeu recuperado graças a reformas promovidas no início dos anos 2000 que buscavam reencontrar a competitividade perdida.

Para Philipp Koster, diretor de redação da revista “11 Freunde”, não há nenhuma surpresa no sentimento de orgulho que se vê nas ruas. “O futebol se tornou o grande espetáculo na Alemanha. É também o único criador de vínculos na nossa sociedade. Na verdade, a nação alemã encontrou sua identidade no futebol”, explicou esta semana o jornalista, em encontro com correspondentes estrangeiros.

“Todas as atenções estão voltadas para a Bundesliga”, diz Christian Seifert, presidente da Liga Alemã de Futebol (DFL). “Será que somos hoje o melhor campeonato do mundo? Mostraremos isso nos próximos anos, se continuarmos neste caminho, mas com certeza podemos nos orgulhar”, exalta o dirigente.

Já Franz Beckenbauer, lenda do futebol alemão, acredita que “Este é o momento certo para mostrar que os alemães estão no comando”.

Contudo, a final divide opiniões entre os alemães. De acordo com pesquisa do instituto TNS Emnid, 67% dos entrevistados acreditam na vitória do gigante bávaro, que disputa a terceira final em quatro anos na competição continental, enquanto 47% querem ver o Borussia se sagrar campeão (contra 30% para o Bayern).

“A torcida a favor do Dortmund se deve mais ao ódio que se tem pelo Bayern”, analisou Philipp Koster. “O Bayern é o clube alemão mais amado e mais odiado. Ele encarna tudo que as pessoas gostariam de ser: bem-sucedidas, inteligentes e refinadas. Ao mesmo tempo, ele possui algumas caraterísticas assustadoras como o calculismo e a frieza”, explicou.

No sábado à noite, a célebre frase do atacante inglês Gary Lineker, após a derrota para os alemães na semifinal da Eurocopa de 1996, fará mais sentido do que nunca : “O futebol se joga em 11 contra 11, e, no final, é a Alemanha que vence”.

AFPAFP - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização.

Fonte: http://esportes.terra.com.br

São Paulo – Brasil – 22:54

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Futebol Feminino – Wolfsburg bate o favorito Lyon na final da UCL

Final da Liga dos Campeões feminina - Wolfsburg e Lyon, Louisa Necib e Anna Blasse (Foto: AFP)Wolfsburg é o novo vencedor da Liga dos Campeões feminina (Foto: AFP)

Enquanto Bayern de Munique e Borussia Dortmund se preparam para a grande final da Liga dos Campeões, a versão feminina da competição já tem campeão. E o vencedor também é da Alemanha. Com um gol de pênalti no segundo tempo, o Wolfsburg surpreendeu o favorito Lyon nesta quinta-feira e ficou com a taça da Champions das mulheres.

A partida, disputada no estádio Stamford Bridge, colocou frente a frente equipes diferentes. De um lado, o Lyon, atual bicampeão e com um retrospecto de 35 vitórias e um empate nas últimas 36 partidas da temporada. Para completar, o time francês havia disputado as três últimas finais da Champions, sempre contra adversárias alemãs. Já o Wolfsburg estava na decisão pela primeira vez.

O gol da vitória da equipe alemã saiu somente na etapa final, quando Laura Georges colocou a mão na bola dentro da área. Na cobrança do pênalti, Martina Müller bateu para garantir a vitória e o título do Wolfsburg.

Fonte:  http://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 22:13

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