Arquivo da categoria ‘História’

O domingo é das mães, mas, são os pais que comemoram os filhos em campo – Futebol se traz do berço

Futebol se traz do berço

© Getty Images

“Que benção!”, comentou o meia inglês Joey Barton no Twitter sobre o nascimento do filho Cassius Joseph, no dia 28 de dezembro de 2011. “No minuto em que o vi, soube que o amaria pelo resto da vida. É a descrição mais próxima que consigo fazer daquele momento. Não existe nada mais importante — nem o fato de jogar bola ou todas as bobagens que colocamos na cabeça.” De fato, o sentimento do jogador do Olympique de Marselha deve ser o mesmo de todo novo papai do planeta bola. Veja um exame dos laços únicos que unem os bebês ao mundo do futebol.

Assim como Barton, hoje em dia diversos atletas usam a rede mundial de computadores para anunciarem a chegada dos pimpolhos. Só no Barcelona, em menos de um ano foram seis jogadores transmitindo a grande notícia pelo Twitter: Gerard PiquéPedroPintoVíctor ValdésDavid Villa Cesc Fàbregas. Mais recentemente, esse verdadeiro baby boom catalão foi reforçado por ninguém menos que Lionel Messi, mas o craque preferiu comemorar usando outra rede: a dos goleiros adversários, claro.

Bebês artilheiros
Em junho do ano passado, Messi marcou o terceiro da Argentina na vitória de 4 a 0 sobre o Equador pelas eliminatórias para o Brasil 2014 e celebrou com a bola debaixo da camisa para anunciar a gravidez da companheira Antonella Roccuzzo. Mais tarde, em novembro, o jogador, eleito FIFA Ballon d’Or nos últimos quatro anos, festejou o nascimento do pequeno Thiago colocando o polegar na boca ao marcar pelo Barça na UEFA Champions League, contra o Celtic. Para completar, tatuou mais tarde a imagem do bebê na perna. Haja carinho!

Antes do argentino, muitos outros também fizeram o gesto, como o brasileiro Fred, o atacante Carlos Tévez ou o francês Bafétimbi Gomis. Já no Stjarnan, clube da Islândia especialista em comemorações insólitas, em vez da tradicional chupeta um jogador simplesmente simulou o parto.

Contudo, de todas as celebrações de gol envolvendo nascimentos, a mais famosa certamente é a de Bebeto na Copa do Mundo da FIFA EUA 1994. Quando fez o segundo do Brasil no duelo das quartas de final contra a Holanda, o brasileiro embalou nos braços um recém-nascido imaginário. “Foi uma partida especial para o Bebeto, porque a mulher dele tinha acabado de dar à luz”, recordou Romário em entrevista posterior. “Foi um jeito de comemorar muito emocionante, e ele inventou na hora. Quando marcou e começou a embalar a criança, o Mazinho, que estava ao lado dele, começou a imitá-lo, e eu fiz o mesmo. Repetimos o gesto os três juntos.” Mas o bebê cresceu, e hoje Matheus de Oliveira é uma grande revelação do futebol brasileiro. Aliás, o meia-atacante do Flamengo chegou a jogar com o pai no amistoso que Bebeto e Ronaldo organizaram na reabertura do Maracanã, no último dia 27 de abril.

Na semana anterior, o atacante do Salzburg Jonathan Soriano não se contentou em marcar um gol para comemorar o nascimento do filho. No começo da tarde de 20 de abril, o jogador espanhol estava no hospital para ver a mulher dar à luz a terceira filha, chamada Abril. Em seguida, foi para a Red Bull Arena enfrentar o WAC pelo Campeonato Austríaco. Soriano entrou em campo no início do segundo tempo, com o jogo empatado em 2 a 2, e marcou três vezes para selar a goleada de 6 a 2 do Salzburg e, de quebra, chegar a 25 tentos na temporada.

Outro papai goleador é Louis Saha. Autor de 146 gols em 418 jogos na primeira divisão da Inglaterra, ele diz que a sua vida mudou com a chegada do filho Lou. “Quando lhe dou a mamadeira, acompanho o movimento da boca como um treinador acompanha o atacante”, comparou ele em junho do ano passado. O único problema é que, desde então, o francês não marcou um golzinho sequer nas passagens por Sunderland e Lazio. Já o centroavante chinês Mao Biao, do Teda, também atravessou um longo jejum. Foram 1.014 dias antes de finalmente reencontrar o caminho das redes, e duas vezes em menos de uma semana — justamente na semana em que a família Biao havia ficado maior.

Nomes e apelidos para a vida
Marcar gols nunca foi um problema para Ole Gunnar Solskjaer. Muito pelo contrário: foram 272 em 517 partidas na carreira. Aliás, a habilidade e a regularidade do norueguês na passagem pelo Manchester United lhe renderam o apelido de “baby face killer”, em referência ao contraste entre o rosto inocente e a crueldade com as defesas adversárias. Outro “bebê” que vestiu a camisa dos Diabos Vermelhos e hoje está no Rio Ave é Tiago Manuel Dias Correia, mais conhecido como Bébé, na grafia lusitana, mas com o mesmo significado da alcunha do brasileiro Anderson Luis de Carvalho, o Nenê. “Eu era o mais magro, e os outros diziam que eu chorava sem parar”, explicou o ex-jogador do Paris Saint-Germain, atualmente no Al Gharafa, do Catar. “Além disso, ao contrário de Anderson, Nenê não tinha outro.”

Conscientemente ou não, diversos jogadores nomearam o rebento em homenagem a ídolos dos gramados. Antonio Cassano, por exemplo, é o orgulhoso papai de Lionel, enquanto os filhos de Ivica Olic atendem pela graça de Luca e Toni (Antonio). Em matéria de criatividade, porém, ninguém supera o torcedor. Na Inglaterra, um seguidor do Burnley usou os nomes de 14 jogadores do seu time do coração para batizar o filho Jensen Jay Alexander Bikey Carlisle etc. Antes dele, na década de 1960, um fã do Liverpool havia feito algo parecido, mas incluindo os nomes de todos os membros da comissão técnica e da diretoria. Já um apaixonado torcedor do rival Everton decidiu chamar a filha de Eva-Toni-Ann, um trocadilho com a palavra inglesa usada em referência ao lado azul da cidade.

Mas a torcida do Manchester City não fica atrás em matéria de dedicação ao time. O goleiro Joe Hart contou recentemente que um torcedor tentou fazer com que ele autografasse o próprio neném. “Isso mostra que tem muita gente esquisita nesse mundo”, comentou o inglês. “Nunca imaginei que fossem me pedir uma coisa dessas algum dia.”

Mas há de se reconhecer que alguns futebolistas fazem de tudo para não decepcionarem os seus fiéis seguidores. O volante Fabian Delph, do Aston Villa, já avisou que não vai assistir ao parto da mulher caso o nascimento aconteça em dia de jogo. “Eu adoraria ver o meu filho nascer, mas, idealmente, seria bom que fosse numa quarta-feira”, admitiu ele no mês passado, quando a equipe ainda flertava com a zona de rebaixamento.

No entanto, às vezes existe uma linha tênue entre o júbilo da paternidade e o peso da responsabilidade. Foi o que percebeu o mesmo Barton poucas semanas após a tocante postagem anunciando a chegada do filho. “Horas de sono sem interrupção, não precisei me levantar para alimentar o bebê, as alegrias dos jogos fora de casa!”, brincou ele no Twitter.

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil –  21:01

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JGalvão

Sir Alex Ferguson: cronologia de um ícone

AnteriorSir Alex Ferguson anunciou nesta quarta-feAnteriorira que pretende se aposentar ao final da atual temporada. Aos 71 anos, o escocês irá abandonar o futebol consagrado como um dos maiores, se não o maior treinador de todos os tempos. A seguir, veja a cronologia dos principais momentos que marcaram as quase quatro décadas da sua extraordinária carreira.

1º de junho de 1974: Aos 32 anos, Ferguson é nomeado técnico do East Stirlingshire, time da segunda divisão da Escócia. Com um contrato de meio expediente e salário de apenas 40 libras por semana, ele assume uma equipe que nem sequer tem goleiro.

7 de outubro de 1975: Depois de chamar atenção como disciplinador rigoroso na sua primeira temporada à frente do East Stirlingshire, Ferguson recebe uma proposta do St. Mirren, também da Escócia, e acerta a transferência após consultar o seu mentor, Jock Stein.

19 de abril de 1977: O ex-atacante do Rangers conquista o primeiro dos seus 39 troféus como treinador, conduzindo o St. Mirren ao título da segunda divisão do Campeonato Escocês.

31 de maio de 1978: O St. Mirren se torna o primeiro e único clube a demitir Ferguson, após descobrir um acordo do técnico com o Aberdeen. Posteriormente, o escocês reclamou demissão sem justa causa em um tribunal trabalhista, mas perdeu o processo, com o presidente do clube, Willie Todd, alegando que ele “não tem capacidade para ser treinador”.

3 de maio de 1980: Ferguson inaugura a sua coleção de 16 títulos de primeira divisão ao levar o Aberdeen ao segundo Campeonato Escocês da sua história, o primeiro em três décadas em meia. Antes de deixar o clube, o técnico ganhará a competição mais duas vezes, fechando o seu tricampeonato particular em 1984/85, a última temporada em que a liga do país não foi vencida por Celtic ou Rangers.

11 de maio de 1983: Ferguson conduz o Aberdeen a uma surpreendente vitória sobre o Real Madrid em Gotemburgo e fatura a Recopa Europeia.

6 de novembro de 1986: Depois de recusar ofertas de Arsenal, Rangers e Tottenham, Ferguson deixa o Aberdeen para se tornar técnico do Manchester United. Os Diabos Vermelhos ocupam a penúltima colocação no Campeonato Inglês.

8 de novembro de 1986: O primeiro jogo como técnico do United termina com derrota de 2 a 0 diante do Oxford.

7 de janeiro de 1990: Mark Robins marca contra o Nottingham Forest o gol que classifica o Manchester United para a quarta fase da Copa da Inglaterra e supostamente salva o emprego do seu treinador. Os Diabos Vermelhos, que não venciam desde meados de novembro do ano anterior, seguem firmes na competição até a conquista do título, o primeiro da era Ferguson, com um triunfo sobre o Crystal Palace em jogo extra.

15 de maio de 1991: Com dois gols de Mark Hughes, o United bate o Barcelona por 2 a 1 na final da Recopa Europeia em Roterdã e ergue o seu primeiro caneco continental desde 1968.

26 de novembro de 1992: Após ter contratado o goleiro Peter Schmeichel por 530 mil libras em meados do ano, Ferguson faz outro grande negócio ao pagar 1,2 milhão de libras ao Leeds por Eric Cantona. “Se alguma vez, em algum lugar do mundo, um jogador foi feito para jogar no Manchester United, esse jogador foi Eric Cantona”, diria depois.

2 de maio de 1993: Embalado pela chegada de Cantona, o United sai da décima posição para conquistar o seu primeiro Campeonato Inglês em 26 anos, terminando dez pontos à frente do Aston Villa.

5 de maio de 1996: Depois de ser criticado por vender o badalado trio Mark Hughes, Paul Ince e Anrei Kanchelskis para contratar jovens como David Beckham, Paul Scholes e os irmãos Neville, Ferguson leva o Manchester ao terceiro título da Premier League em quatro temporadas.

26 de maio de 1999: Com dois gols nos acréscimos do segundo tempo, os Diabos Vermelhos viram o jogo contra o Bayern de Munique e vencem uma memorável e eletrizante final da UEFA Champions League em Barcelona. O triunfo, que inspira a famosa frase de Ferguson “futebol… que coisa!”, garante uma inédita tríplice coroa ao clube, que já tinha vencido a Copa daInglaterra e o Campeonato Inglês.

12 de junho de 1999: O técnico do Manchester United se torna Sir Alex Ferguson após ser nomeado cavaleiro pela Rainha da Inglaterra no Palácio de Buckingham. “Se os meus pais estivessem vivos para ver isso, ficariam muito orgulhosos”, disse.

4 de fevereiro de 2002: Depois de anunciar a intenção de se aposentar ao final da temporada 2001/02, e quando tudo indicava que Sven-Goran Eriksson assumiria o seu lugar, Ferguson recua e declara que ficará no cargo por pelo menos mais três anos.

21 de maio de 2008: Ferguson conquista a sua segunda Liga dos Campeões e, mais uma vez, após uma final emocionante. A escorregada decisiva de John Terry na disputa de pênaltis contra o Chelsea pavimentou o caminho para o United erguer a taça em Moscou.

14 de maio de 2011: Muito tempo depois de cumprir a ambição de “tirar o Liverpool do seu pedestal”, o escocês ofusca o recorde de 18 títulos ingleses dos Reds. Com uma vitória de 1 a 0 sobre o Blackburn, o Manchester United chega a 19 troféus na Premier League, 12 deles sob o comando de Ferguson.

23 de abril de 2013: Contratado a peso de ouro no início da temporada, Robin van Persie marca todos os gols da vitória do United sobre o Aston Villa por 3 a 0 e garante a 13º taça do Campeonato Inglês e o 28º título importante do clube na era Ferguson.

8 de maio de 2013: Ferguson surpreende o mundo do futebol ao anunciar a sua aposentadoria e faz um agradecimento aos torcedores. “Foi uma honra e um enorme privilégio ter a oportunidade de comandar o clube de vocês. A experiência como técnico do Manchester Unitedsignificou muito para mim.”

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil –  22:55

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JGalvão

Senna: 19 anos depois da morte, ainda o herói dos pilotos

Ayrton Senna durante GP Brasil de 1989 em Jacarepaguá

Ayrton Senna durante GP Brasil de 1989 em Jacarepaguá – Silvio Porto

Dos cinco campeões mundiais que disputam a temporada 2013 da Fórmula 1, pelo menos três têm motivos para ficar emocionados neste dia 1º de maio. Há exatos dezenove anos, o tricampeão brasileiro Ayrton Senna morria, na pista de Imola, depois de se estatelar com sua Williams no muro ao passar reto na Curva Tamburello. O britânico Lewis Hamilton (campeão em 2008) tem nas cores de seu capacete a predominância do amarelo, da mesma forma como Senna, e jamais escondeu que essa é uma homenagem ao ídolo brasileiro. “Quero ser grande como Senna”, diz Hamilton. O bicampeão Fernando Alonso (2005 e 2006), aos 31 anos, ainda com muita sede de vitórias, confessou que na infância Senna sintetizava a palavra vitória. “Ele é o melhor piloto de todos os tempos.” E o tricampeão Sebastian Vettel (2010, 2011 e 2012), com apenas 25 anos, é quem promete pulverizar os recordes do ídolo brasileiro: em 105 GPs disputados, tem 28 vitórias, 38 poles e 49 pódios (Senna teve 41 vitórias em 162 GPs, 65 poles e 80 pódios). Mas não são as estatísticas que vão mudar a cabeça do alemão, para quem Senna é simplesmente a sua “maior inspiração”.

Fonte:  http://veja.abril.com.br/

São Paulo – Brasil –  18:28

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JGalvão

Zâmbia: uma tragédia e um conto de fadas

Zâmbia: uma tragédia e um conto de fadas

O futebol da Zâmbia estava nas alturas naquele mês de abril de 1993. Em poucos anos, o país havia saído do anonimato e ganhado as manchetes esportivas.

No Torneio Olímpico de Futebol Masculino de 1988, em Seul, três gols de Kalusha Bwalya haviam ajudado os zambianos a derrotarem por 4 a 0 uma Itália que tinha Ciro Ferrera, Luigi de Agostini e Andrea Carnevale e chegar ao título do Grupo B. No mesmo ano, o mesmo Kalusha tinha batido craques como Roger Milla, Rabah Madjer e George Weah para ser o primeiro zambiano coroado melhor jogador da África.

A seleção do país havia sido terceira colocada na Copa Africana de Nações 1990 e tinha obtido um primeiro e um terceiro lugar nas duas últimas edições da Copa da CECAFA, torneio regional africano. Até mesmo os clubes zambianos estavam brilhando: o Nkana chegara à final da Copa dos Campeões da África em 1990, e o Power Dynamos ganhara a Recopa Africana no ano seguinte.

A paixão pelo futebol era indescritível, e havia uma certeza de que o país do sul do continente estaria entre os grandes do planeta na Copa do Mundo da FIFA 1994. A seleção havia vencido o grupo da primeira fase e chegado à etapa final das eliminatórias africanas. Para carimbar o passaporte aos Estados Unidos, precisaria superar Marrocos e Senegal.

A chave começou com uma viagem a Dacar. Animados pela torcida, jogadores e comissão técnica embarcaram na aeronave Buffalo DHC-5D em Lusaca naquele sábado há 20 anos.

Todos imaginavam que teriam pela frente mais um capítulo de um conto de fadas que os levaria da obscuridade à Copa do Mundo da FIFA. Na verdade, estavam prestes a protagonizar uma tragédia de proporções inexplicáveis. Logo depois da segunda parada em Libreville, no Gabão, o avião despencou no Oceano Atlântico, matando todos os 30 passageiros, 25 deles jogadores ou membros da comissão técnica da Zâmbia.

“Não há palavras para descrever a devastação”, recordou Kalusha, que, juntamente com Charles Musonda, teve a vida salva por um detalhe — os dois viajavam separadamente porque atuavam fora do país, por PSV e Anderlecht, respectivamente. “O nosso povo não para de chorar. Havia tanta esperança, tanta animação, e tudo foi simplesmente despedaçado.”

Esperava-se que a Zâmbia se retirasse das eliminatórias, mas o líder Kalusha tinha outras ideias. Ele ajudou a formar uma nova seleção, e o que faltava a ela em experiência, sobrava em motivação. Pouco mais de cinco semanas depois da tragédia de Libreville, Kalusha e Johnson Bwalya marcaram os gols da vitória sobre o Marrocos por 2 a 1 em casa na abertura do Grupo B. As lágrimas tomaram conta dos mais de 50 mil espectadores no Estádio da Independência naquela noite.

“Foi uma ocasião muito emocionante”, disse Kalusha. “Os amigos que tínhamos perdido permaneciam nos nossos pensamentos, e demos a eles um desempenho maravilhoso.”

A Zâmbia empatou fora de casa com o Senegal antes de derrotar o mesmo adversário por 4 a 0 em casa. Com os resultados, um simples empate no Marrocos seria suficiente para concluir aquela que poderia ser a classificação mais improvável da história das eliminatórias. Os zambianos continuaram no caminho certo por mais de uma hora, mas, aos 17 minutos do segundo tempo, Abdeslam Laghrissi marcou o gol que deu fim ao sonho e garantiu os marroquinos no Mundial dos EUA.

Mesmo assim, apenas dois meses antes do torneio, Kalusha e os jovens companheiros mais uma vez orgulharam a nação. Inesperadamente, a Zâmbia alcançou a final da Copa Africana de Nações na Tunísia.

Na decisão, poucos acreditavam que fosse possível superar a Nigéria de Sunday Oliseh, Jay Jay Okocha, Finidi George, Emmanuel Amuneke, Daniel Amokachi, Victor Ikpeba e Rashid Yekini, mas aZâmbia só precisou de três minutos para abrir o marcador com Elijah Litana. Dois gols de Amuneke acabaram garantindo a vitória dos nigerianos por 2 a 1, mas os heroicos zambianos saíram com o título de campeões morais pelo desempenho incrível após aquela catástrofe em Libreville.

Por todas essas razões, foi emocionante o fato de a maior tragédia do futebol do país ser também o cenário do seu maior triunfo: em 2012, depois de outro período de obscuridade, a Zâmbia conquistou o título africano na capital gabonesa. Aquele triunfo foi, naturalmente, dedicado às 30 pessoas que perderam a vida no dia 27 de abril de 1993, uma data que nunca será esquecida.

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil – 23:20

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JGalvão

Uwe Seeler, um atacante letal

 West German captain Uwe Seeler is chaired by teammates

© Getty Images

Quando pensamos em jogadores como Franz Beckenbauer, Alfredo di Stefano, Diego Maradona ou Pelé, imediatamente os associamos aos clubes com os quais fizeram história: Bayern de Munique, Real Madrid, Napoli e Santos, respectivamente. Na Alemanha, os torcedores do Hamburgo também idolatram até hoje um atacante letal que marcou a história do clube em quase duas décadas no meio do século passado: Uwe Seeler.

Nascido no dia 5 de novembro de 1936 na cidade de Hamburgo em uma família de esportistas (o pai Erwin era um dos jogadores mais populares do Hamburgo naquela época), Uwe Seeler começou a treinar futebol no clube bem cedo, com apenas dez anos. Em 1953, aos 16, o jovem craque fez a sua estreia na equipe profissional.

“Foi uma surpresa enorme”, relembrou Seeler em entrevista. “Jogamos em Rothenbaum contra o Göttingen 05, e os meus adversários tinham o dobro da minha altura e do meu peso. No entanto, joguei bem e venci alguns duelos de cabeça.”

Com o tempo, Seeler se tornaria um dos maiores ícones do Hamburgo e ficaria famoso também fora dos limites da cidade.

Capitão honorário sem títulos
Em 1954 Seeler estreou pela seleção alemã sob o comando do célebre treinador Sepp Herberger. Poucos meses haviam passado desde o “Milagre de Berna”, como ficou conhecida a vitória daAlemanha na final da Copa do Mundo da FIFA Suíça 1954. Foi o início de uma brilhante carreira pelo selecionado germânico.

Com apenas 1,68 m, o baixinho Seeler marcou um total de 43 gols em 72 partidas pela Alemanha. Aposentou-se como o maior artilheiro da história do seu país e era considerado um dos melhores centroavantes de todos os tempos. Embora não tenha conquistado nenhum título pelo país, ele chegou perto em várias oportunidades. Foi vice-campeão mundial em 1966 e ficou na terceira e quarta colocações, respectivamente, em 1970 e 1958.

Apenas dois anos depois da sua despedida, a Alemanha conquistou a Eurocopa 1972 e, em 1974, na Copa do Mundo da FIFA disputada no seu próprio país, sagrou-se novamente campeã mundial. Mesmo assim, Seeler viria a ser nomeado capitão honorário da seleção alemã.

Seeler jogou no Hamburgo durante toda a carreira. Venceu nove vezes consecutivas o antigo Campeonato do Norte da Alemanha e se sagrou campeão alemão em 1960. Na temporada em que o Hamburgo ficou com o título nacional, o combativo atacante foi eleito o melhor jogador do país.

Seeler, que participou de quatro edições da Copa do Mundo da FIFA, façanha igualada por poucos jogadores, venceu a Copa da Alemanha em 1963. Na temporada seguinte, tornou-se o primeiro artilheiro da edição inaugural da recém-criada Bundesliga.

“Marquei muitos gols bonitos e também importantes na minha carreira”, afirmou Seeler, analisando a sua periculosidade diante da meta adversária. “Foram muitos de bicicleta, peixinho e até com a parte de trás da cabeça. Mas nunca fui um jogador que se matava em nome da beleza. Para mim o mais bonito era quando a bola passava a linha do gol. Pessoalmente, um gol muito importante para mim foi um que marquei em 1965 na Suécia. Na ocasião, precisávamos vencer a qualquer custo para nos classificarmos para a Copa do Mundo na Inglaterra. E eu havia acabado de passar por uma séria operação no tendão de Aquiles e ainda não sabia direito se estava tudo em ordem. Marcar até um gol naquele jogo foi muito importante para a minha autoconfiança, e então eu soube que poderia continuar jogando em alto nível.”

Mais que apenas um jogador 
Na realidade, a principal característica de Seeler era a sua combatividade, e não a sua técnica. Até hoje, permanece inesquecível um gol meio de costas, meio com a parte de trás da cabeça, que ele marcou contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo da FIFA 1970. “Acredito que não é possível treinar esse tipo de jogada. Foi um gol que se originou por causa da necessidade. A bola voou até mim e eu precisei correr para trás. Correr de costas já não é algo tão fácil. Mas a bola caiu atrás de mim, eu cabeceei com a parte de trás da cabeça e a bola ainda foi parar dentro do gol… Para isso é preciso um pouquinho de sorte.”

Dentro e fora de campo, o ex-jogador, hoje com 76 anos, foi e continua sendo um ídolo, recebendo várias honrarias. Ele ganhou a Folha de Prata, maior prêmio esportivo da Alemanha, recebeu o Prêmio Bambi e foi o primeiro esportista a receber a Ordem de Mérito Alemã e a ser agraciado com o título de Cidadão Honorário de Hamburgo.

Pai de três filhos, ele hoje vive retirado em Hamburgo e continua a ser amado como sempre mesmo décadas depois de ter se aposentado. E assim como as pessoas nunca se esquecerão do grande centroavante Uwe Seeler, ele também nunca se esquecerá do seu grande amor no futebol: “Sou hamburguês desde a raiz e carrego o losango do Hamburgo no meu coração. Sou um torcedor fanático. O Hamburgo é e sempre será o meu clube.”

Carreira de Jogador

Data  de nascimento: 8 novembro de 1936
Local: Hamburgo (Alemanha)
Posição: Atacante

Clubes: Hamburger SV (1953-72)

Seleção: 72 jogos (43 gols)

Títulos:
Campeonato Alemão (1960)
Copa da Alemanha (1963)
Vice-campeonato da Recopa Europeia (1968)
Vice-campeão mundial com a Alamanha (1966)
Artilheiro do Campeonato Alemão (1963/64)

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil – 23:20

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JGalvão

2 de abril de 1963 – Quando o Santos de Pelé ofuscou o Botafogo

Gilmar, Mauro, Nílton Santos, Zito, Zagallo, Mengálvio, Pepe, Garrincha, Pelé, Amarildo e Coutinho viveram juntos a alegria máxima no dia 17 de junho de 1962. Naquele domingo, uns com lágrimas nos olhos, outros em pura festa, os astros da Seleção Brasileira se abraçaram para comemorar o bicampeonato mundial do país, após a primeira taça conquistada na Copa do Mundo da FIFA Suécia 1958.

Nove meses mais tarde, porém, os 11 jogadores estavam em lados opostos do campo para duelarem por outro título de prestígio. Aliás, 12 integrantes do escrete de Aymoré Moreira que venceu o Mundial no Chile em 1962 jogavam pelo Botafogo ou pelo Santos (o botafoguense Didi também disputou o torneio), fato que atesta que os dois clubes era os melhores do país naquela época.

No dia 19 de março de 1963, o   Alvinegro carioca chegou à decisão da Taça Brasil — precursora do Campeonato Brasileiro — na condição de campeão estadual e vencedor do Torneio Rio-São Paulo. Já o Peixe era o então campeão paulista, brasileiro, sul-americano e mundial.  Com dois gols da canhota letal de Pepe, o Santos venceu por 4 a 3 no Estádio do Pacaembu.

Doze dias mais tarde, Édison, Quarentinha e Amarildo deram ao Fogão a vitória por 3 a 1 na partida de volta, assistida por mais de 100 mil pessoas no Maracanã. Como os gols marcados no campo do adversário ainda não eram critério de desempate, o título seria decidido em um terceiro jogo.

Considerando que o confronto aconteceria novamente no Rio de Janeiro, o Botafogo era considerado favorito. E o time da casa realmente iniciou a partida de forma brilhante, com Garrincha e Quarentinha atormentando a zaga santista. Contudo, à medida que passava o tempo no cronômetro do Maracanã, os visitantes começaram a assumir o controle do jogo. Aos 25 minutos, abriram o placar com o ponta-direita Dorval, enquanto o homem do flanco oposto, Pepe, acertou um forte chute para ampliar a vantagem da equipe do técnico Lula pouco antes do intervalo.

No segundo tempo, só deu Santos. Após uma linda jogada de Pelé, Coutinho fez 3 a 0 com nove minutos de bola rolando. Mais tarde, Pelé aproveitou um lance genial de Mengálvio para encobrir o goleiro Manga e praticamente definir a goleada. “Praticamente” porque, a dez minutos do fim, o Rei do Futebol ainda marcou o segundo dele, desta vez selando o incontestável triunfo santista por 5 a 0.

Botafogo e Santos se reecontraram em diversos duelos emocionantes no auge das carreiras de Garrincha e Pelé, os maiores craques da história dos dois clubes. O confronto daquele 2 de abril de 1963, que hoje completa 50 anos, deu ao Alvinegro paulista o segundo dos seus cinco títulos consecutivos da Taça Brasil. Além disso, os companheiros de Pelé registraram naquela data o que continua sendo a maior vitória do Santos sobre o clube carioca desde o primeiro encontro entre as duas equipes, um amistoso na Vila Belmiro vencido por 8 a 2.

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil –  22:41

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JGalvão

Viajando pelo mundo: Berna – Suíça

Como prometemos, hoje vamos visitar a cidade de Berna, capital da Suíça. Venha conosco, temos certeza de que você vai gostar!

Berna: capital suíça e patrimônio mundial

O seu centro histórico fez com que Berna fosse incluída na lista do patrimônio cultural da humanidade da UNESCO e atrai até hoje milhares de turistas.

“A história de Berna está intimamente ligada ao seu rio, o Aare”, descreve para swissinfo Soledad Michel, guia oficial da cidade para o espanhol.

Para turistas que cruzam a Europa central, o centro histórico de Berna é uma das paradas obrigatórias. Apesar de ser possível percorrê-lo, sem muito esforço, no espaço de poucas horas, vale a pena dedicar um pouco mais de tempo para desfrutar da sua oferta cultural e de entretenimento.

Caminhar antes do anoitecer por algumas das suas pontes, ver o reflexo dos raios de sol nas águas do rio Aare e pedir uma bebida em alguns dos terraços das concorridas ruas da cidade nas tardes de sol podem ser uma boa desculpa para hospedar-se na capital suíça.

Visita a partir do Jardim das Rosas

O Jardim de Rosas (1902) oferece uma vista panorâmica do centro histórico, dos campos verdes nas suas cercanias e, à distância, da silhueta imponente das montanhas dos Alpes suíços.

A partir desse ponto os turistas começam a percorrer mesmo roteiro em que a cidade foi avançando nos seus primeiros séculos de desenvolvimento.

Um dos primeiros passos podem ser dados no fosso dos ursos. “Esses fossos foram construídos na metade do século XIX como representação do escudo de Berna, o animal heráldico, o emblema da cidade”, nos introduz Dolores Michel, guia oficial em espanhol e outros idiomas na Secretaria de Turismo de Berna.

Lá, com uma anedota, ela inicia nosso encontro explicando o começo do centro histórico: “Existe uma lenda, na qual a presença de um urso no escudo de Berna deve-se ao fato do duque fundador ter declarado, em 1191, que a cidade receberia o nome do primeiro animal caçado”.

“Bär em alemão significa Urso”, de que deriva então a palavra ‘Berna’. Os que não crêem em lendas pensam que o nome tem origem celta”, detalha nossa guia, que há 21 anos percorre com turistas as ruas da cidade.

A energia hidráulica do Aare

A história de Berna começa nas margens do rio Aare, onde o fundador da cidade, Bertoldo V de Zäringen, erigiu uma fortaleza. Após sua morte ela foi destruída pela população da cidade entre os anos 1268 e 1270.

A igreja de Nydegg foi construída exatamente sobre as ruínas da fortificação entre 1341 e 1346. “Edificar uma igreja era uma forma de dizer que acima de nós não existe nenhum imperador, apenas Deus”, comenta com respeito a guia Michel, que com suas descrições nos transporta com a imaginação à Berna medieval.

Depois da ponte de Nydegg, chegamos ao bairro “Matte”, a parte mais baixa da cidade desenhada seguindo os contornos do rio Aare.

“Antigamente lá viviam os artesãos. Havia, por exemplo, curtidores de couro, pessoas dedicadas à cerâmica e também havia muitos moinhos de farinha e serrarias. Essas eram atividades que exigiam a presença de água. Mas hoje em dia ainda vivem muitos artistas no Matte”.

Na metade do século XVI viviam no bairro 600 pessoas, cerca de 10% da população na cidade. Hoje já são 1.400. Uma central elétrica em funcionamento desde 1891 abastece a demanda de eletricidade de 1.700 lares.

“A história de Berna está intimamente ligada ao seu rio, o Aare”, sublinha Michel, que vive há mais de quarenta anos na Suíça. Ela lembra que nos finais de agosto de 2005, o bairro viveu uma inundação recorde que obrigou a evacuação temporária dos seus habitantes. O volume do Aare havia quadruplicado devido às fortes chuvas que haviam caído nos Alpes. As águas levaram consigo neve derretida e uma grande quantidade de pedras e árvores.

As arcadas de Berna

Ao chegarmos no outro lado da ponte, encontramos a “Gerechtigkeitsgasse”, ou “rua da Justiça” em alemão, decorada com dezenas de bandeiras dos cantões suíços.

Lá se destacam suas famosas e muito conservadas arcadas. “São quase seis quilômetros. Por isso, nós dizemos que elas compõem o circuito comercial mais largo da Europa”, lembra nossa guia, mostrando ao mesmo tempo as diversas lojas, especializadas em antigüidades, roupas exclusivas e também galerias e cafés.

Na rua “Junkergasse” dobramos à esquerda para chegar na catedral, a mais importante obra do gótico tardio no país.

O pórtico, no exterior da igreja, e dentro, o conjunto de cadeiras do coro (a primeira renascentista, 1525) a o vitral do Juízo Final, situada na capela central (1460) são os elementos destacados pelos guias turísticos e também motivo de explicação por parte da nossa anfitriã.

A torre da catedral

“A parte do coro é a mais antiga. Quando chegou a Reforma em 1528, a construção ainda não havia sido concluída”. Apesar disso, “conscientes da importância da catedral, os protestantes decidiram continuar com as obras”, lembra Dolores Michel durante sua descrição sobre outros detalhes interessantes da catedral.

Conhecer a maior construção religiosa da Suíça (iniciada em 1421) requer tempo, o que geralmente falta aos turistas. Calcula-se que 70 mil deles subam anualmente na sua torre, também a mais alta do país (com 254 degraus e terminada em 1893).

De regresso à via central do centro histórico, fazemos uma parada na casa do Albert Eistein na rua “Kramgasse” 49.

600 anos da Torre do Relógio

Como em toda visita guiada, o tempo urge. Temos que chegar em quatro minutos antes do relógio completar a hora na frente da Torre do Relógio, uma das maiores atracões turísticas de Berna.

Essa torre, que havia servido várias vezes de prisão, se converteu no campanário depois do devastador incêndio de 1405.

Debaixo do grande relógio se encontra o relógio astronômico com a hora solar. Ao lado deles estão as figuras mecânicas (1527 – 1530) que encantam jovens e velhos.

“A três minutos antes de completar a hora, o galo canta pela primeira vez. E ele o fará por três vezes como na frase dita por Jesus Cristo para São Pedro: ‘Antes que o galo cante, você me negará por três vezes’. Depois o bobo da corte toca os sinos e os ossos, nos pés de Cronos, também giram. O galo canta de novo e no passar da hora Cronos gira o relógio de areia que ele carrega na sua mão, conta as batidas do sino movendo a sua boca e o cetro que ele carrega na outra mão.

Com o terceiro canto do galo termina o espetáculo. “O maior mérito é que o mecanismo original foi conservado até os dias de hoje. O relógio funcionava da mesma maneira no século XVI”.

Soleda Michel ainda nos mostra o Palácio Federal, sede do governo suíço e dos Parlamento federal, e também algumas das onze coloridas fontes históricas que decoram as ruas de Berna.

Agora, a tarde ensolarada convida à desfrutar uma especialidade suíça – um Rösti, por exemplo – em algum das mesas na Praça dos Ursos (Bärenplatz), “chamada assim em lembrança ao primeiro fosso dos ursos, localizado exatamente nesse ponto, quando a cidade ainda estava cercada por um muro”.

Uma visita guiada interessante, mas que permanece apenas uma pequena introdução ao centro histórico de Berna. Um casal de turistas originários de Valência, na Espanha, conta que essa é a sua segunda visita à capital suíça. “Na primeira vez nós fizemos uma viagem de duas semanas pela Europa e visitamos Berna por algumas horas. Desta vez nós viemos para ver a cidade nos seus detalhes”. Quem disse que dá para conhecer Berna em apenas algumas horas?

Key facts

Dados importantes sobre o turismo em Berna:
600.518 pernoites em 2005.
55% dos turistas vêm de fora da Suíça.
Origem dos visitantes (baseado no numero de pernoites):
1. Alemanha
2. Estados Unidos
3. França
4. Reino Unido
5. Itália
6. Japão
7. Espanha
8. Áustria
9. Países Baixos
10. Rússia
11. China
Berna dispõe de 2.300 camas.
Taxa de ocupação: 50,6%
Duração media da permanência do turista em Berna:
1,8 dias.
Fonte: Secretaria de Turismo de Berna

Terminamos aqui a nossa visita a Berna. E aí, gostou? A nossa próxima parada será na cidade de Aachen, na Alemanha e você é nosso convidado!

Fonte: http://www.swissinfo.ch

Fotos: http://cidadesemfotos.blogspot.com.br

São Paulo – Brasil –  22:51

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JGalvão

Pauleta: um ciclone de golos

Pauleta celebrates a goal for Portugal

© Getty Images

Em 1995/96, um ainda desconhecido Pedro Pauleta deixou o arquipélago dos Açores para rumar ao continente e jogar no Estoril-Praia, clube que, na altura, alinhava na segunda Liga portuguesa. E, tal como sempre tinha feito nos clubes açorianos, não demorou a demonstrar uma capacidade goleadora que lhe valeu um lugar na história do futebol português e europeu.

Os 19 golos que marcou no Estoril abriram-lhe as portas da oportunidade, mas o esperado salto para um clube de topo do futebol português não aconteceu. Nunca aconteceu, aliás. Na época seguinte rumou a Espanha, alguns anos depois tornou-se ídolo em França e, contas feitas, acabou por ser o primeiro internacional que nunca jogou no principal campeonato português.

E, logicamente, não estamos a falar de um internacional qualquer. Ao longo dos 88 jogos que fez ao serviço de Portugal, Pauleta marcou nada menos do que 47 golos, número que lhe permitiu ultrapassar um recorde que muitos pensavam ser inigualável. Estava batida a marca de 41 golos de uma lenda que dá pelo nome de Eusébio e mais do que justificada a alcunha de “Ciclone dos Açores”, atribuída a Pauleta pela forma impiedosa com que alvejava as balizas adversárias.

“Os recordes são para bater”
Eusébio ficou para trás, Pauleta escreveu o seu nome nas páginas da história do futebol português, mas o agora vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol acredita que a hierarquia dos goleadores não vai demorar muito a ser alterada.

“É um orgulho muito grande. Fico feliz por ter atingido essa meta e por ser, ainda hoje, o melhor marcador da seleção. Mas estes recordes são para se bater, como eu bati o do Eusébio, outro jogador vai bater o meu. É a lei da vida, mas fazer parte do lote de melhores marcadores é um feito enorme e estar em primeiro é ainda melhor”, afirma Pauleta, apontando, claro, o nome do seu provável sucessor.

“O Cristiano Ronaldo vai bater o meu recorde. É perfeitamente normal que o bata, dado a sua idade e, claro, a sua qualidade. E eu ficarei feliz por isso, porque quantos mais golos marcar mais vitóriasPortugal vai conseguir”, explica o antigo avançado, antes de recordar uma carreira cheia de bons momentos.

O “hat-trick” inesquecível
“Felizmente, tive mais momentos bons do que maus. Joguei duas fases finais de Europeus e Mundiais. Fazer um ‘hat-trick’ num mundial é algo único [em 2002, frente à Polónia na fase de grupos], mas a presença na final do Europeu de 2004 foi o momento mais alto das carreiras dos jogadores da minha geração e, ao mesmo tempo, o momento mais triste”, recorda, referindo-se à derrota frente à Grécia, no jogo decisivo do Euro 2004, que Portugal organizou.

“Não conseguimos ganhar o troféu. Chegar a uma final e não ganhar é mesmo muito triste, sobretudo por ser em casa. Foi uma oportunidade única. Foi um momento muito triste, mas, ao mesmo tempo, de grande satisfação, porque atingimos o que Portugal nunca tinha conseguido: estar na final de uma grande competição de seniores”, destaca Pauleta.

Fazendo um “flashback” de toda a carreira, o antigo avançado só guarda um pequeno lamento. “É caso único nunca ter jogado na Liga portuguesa. São coisas do futebol. Saí de Portugal com 22 anos para Espanha e as coisas correram-me muito bem no Salamanca e no Corunha. Depois melhoraram ainda mais em França. Pelos golos que marquei, tornou-se impossível voltar, naquela altura, aPortugal. É verdade que tinha o objectivo de representar um grande português, mas depois de passar a barreira dos 30 anos deixou de fazer grande sentido”, justifica.

Ídolo em Espanha e França
Não brilhou nos principais relvados portugueses – a não ser pela seleção, claro -, mas espalhou a sua classe goleadora nas ligas espanhola e francesa. Do Salamanca transferiu-se para o Deportivo da Corunha e ajudou a equipa galega a conquistar o histórico título de campeão espanhol em 1999/2000.

Saltou mais uma fronteira e o sucesso continuou de braços bem abertos para Pauleta, tal como o jogador festejava os seus golos, em honra do açor, pássaro que é o símbolo do arquipélago de onde é natural.

Melhor jogador da Liga francesa em tuas épocas consecutivas ao serviço do Bordeaux (2001/02 e 2002/03), tornou-se ainda lenda do Paris Saint-Germain, clube que representou até terminar a carreira profissional em 2007/08, tornando-se no melhor marcador de sempre do clube parisiense.

Regresso às origens
Depois de jogar duas fases finais de Copas do Mundo da FIFA (2002 2006), nas quais marcou quatro golos, de superar tantas marcas incríveis, seria de esperar que Pauleta pendurasse as chuteiras de vez, mas o coração falou mais alto e voltou para junto dos seus. O antigo avançado conta a história na primeira pessoa.

“Dois anos depois de deixar o PSG, decidi ajudar o clube da minha freguesia, onde tinha jogado o meu pai e onde joga o meu filho. Fiz três ou quatro jogos no Desportivo de São Roque para dar alegria aos adeptos. Na primeira vez que joguei, enchi o campo e também foi por isso que fui: para ajudar o meu clube”, lembra Pauleta, que até conseguiu números bem interessantes no Desportivo de São Roque.

“É obvio que queria ter jogado mais, mas o corpo já não deixava.  Ainda assim, marquei sete golos em dois jogos [risos]. Ganhámos a Taça da ilha de São Miguel, o que também foi importante. Ainda alinhei 10 ou 15 minutos na final antes de me lesionar. Foi giro e guardarei esses momentos para recordar para sempre”, garante.

O novo desafio
As chuteiras foram penduradas de vez e Pauleta abraçou um novo projeto. Tornou-se vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, onde transmite a sua larga experiência aos mais novos como diretor para a formação.

“Tem sido bastante agradável. Voltar à Federação para estar com as seleções deixa-me orgulhoso, porque a seleção sempre foi o meu clube em Portugal. Tenho acompanhado as equipas mais jovens e, não querendo ser vaidoso, acho que posso ser um bom exemplo de profissionalismos. Poder passar essa mensagem para os mais jovens é muito bom”, garante o maior goleador da seleção portuguesa de todos os tempos.

Pedro Pauleta

Posição: atacante

Clubes: Santa Clara (1990 a 92), Operário (1992 a 94), U. Micaelense (1994/95), Estoril-Praia (1995/96), Salamanca (1996/97), Deportivo da Corunha (1998 a 2000), Bordeaux (2000 a 2002), Paris Saint-Germain (2003 a 2008) e Desportivo de São Roque (2010/11). 

Principais títulos: Vice-campeão europeu de 2004 (Portugal), Liga Espanhola (1999/2000), duas Taças de França (2003/04 e 2005/06), duas Taças da Liga de França (2001/02 e 2007/08).

 

*Texto escrito em português (Portugal)

Fonte: http://pt.fifa.com

São Paulo – Brasil –  20:40

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JGalvão

Viajando pelo Mundo: Kiel – Alemanha

Que tal viajar pelo o mundo em nossa companhia? O Batom e Futebol não gosta de ficar parado, então resolvemos conhecer o mundo e convidamos você para vir conosco! Hoje vamos conhecer Kiel, na Alemanha!

Kiel: cidade à beira-mar e porta para o Mar Báltico

Capital do estado de Schleswig-Holstein, Kiel foi durante muitos anos uma importante cidade portuária e naval, sendo marcada hoje por uma cena estudantil ativa, um estilo de vida despreocupado e o charme urbano. Isso fica evidente na bela localização da cidade, no fiorde de Kiel, e no moderno centro da cidade, onde o ponto de encontro é a Dänische Straße, a rua dos dinamarqueses, que transparece o charme marítimo nos seus prédios da fase de ouro do século XIX.

Porto, estaleiros e o portão para a Escandinávia

Onde o mar encontra o coração da cidade, a água é o elemento dominante. Prova disso são a expansão do porto no Mar Báltico e os enormes guindastes pórticos no estaleiro, os gigantescos ferryboats no cais escandinavo e ainda, é claro, a “Kieler Woche”, a semana de vela que tornou Kiel a meca dos melhores velejadores de todo o mundo.

A importância da cidade como centro naval e portuário teve consequências também para o seu crescimento rápido e, de certa forma, não planejado no século XIX. Depois da devastação sofrida na Segunda Guerra, planejava-se que a cidade fosse reconstruída bem no estilo da época, de forma moderna, aberta e mais espaçosa. O objetivo era que o centro da cidade e sua ligação com a água passassem a ser o eixo principal, mas a reconstrução dos prédios históricos destruídos deveria ser completamente desprezada. Há mais de uma década, porém, o centro da cidade vem sendo rigorosamente valorizado, através da restauração da histórica rua Eggerstedtstraße. Além disso, a transformação da praça do antigo mercado, “Alter Markt” permitirá inclusive a reconstrução de parte do antigo centro histórico.

Charme marítimo e o festival de música mais famoso do Norte

As pitorescas falésias na região de Kiel-Friedrichsort, inúmeras praias na zona urbana, o calçadão da “Fördepromenade” na margem esquerda do fiorde, as comportas do Canal de Kiel, entre o Mar do norte e o Mar Báltico em Kiel-Holtenau, o porto e o bairro da Marinha, Marinehafen e Marineviertel, o Jardim Botânico da Universidade Christian-Albrechts, a rua Holstenstraße – uma das mais antigas zonas de pedestres da Alemanha – ou a interessante construção da ponte levadiça Hörnbrücke são apenas algumas das atrações de Kiel. O mesmo vale para os museus: o Museu da Navegação no cais Sartorikai, o Museu do Computador, o salão de artes Kunsthalle, com um acervo der peças da Antiguidade, e o Museu das Máquinas são apenas alguns exemplos. Na vida cultura, o Teatro de Kiel, o Teatro Polonês e a Orquestra Filarmônica oferecem uma programação variada. O ponto alto do verão é o famoso Festival de Música de Schleswig-Holstein, que atrai dezenas de milhares de pessoas. E para todos os outros, a viagem a Kiel já vale a pena só para provar os melhores „Kieler Sprotten“, uma típica especialidade de peixe da cidade.

Estrada para grandes navios: o canal entre Mar do Norte e Mar Báltico

O Nord-Ostsee-Kanal é a hidrovia artificial mais movimentada do mundo e liga o Mar Báltico ao Mar do Norte. Com cerca de 100 quilômetros de extensão, o canal atravessa (link zu Bundesländer -> Schleswig-Holstein) Schleswig-Holstein (/link) desde os fiordes de Kiel, no Mar Báltico, até a foz do Elba no Mar do Norte. Os navios surgem como miragens e é espantoso como eles parecem deslizar através dos campos. Há uma ciclovia que corre sempre ao longo do canal, ou diretamente perto, e em intervalos de poucos quilômetros há sempre lugares para descansar, repor energias e apreciar a vista. A paisagem é totalmente plana e o olhar alcança o horizonte: pedalar ao longo do canal é uma experiência e tanto!

Habitat e biosfera: Ostsee-Infocenter

A apenas poucos quilômetros de Kiel, o centro de informações do Mar Báltico, ou Ostsee-Infocenter , apresenta de forma compreensível e prática informações sobre o surgimento do Mar Báltico, sua flora e fauna, as ameaças ao Mar Báltico e que esforços são feitos para protegê-lo. Além disso, há informações interessantes sobre a pescaria. No tanque e nos aquários de água do mar o visitante pode conhecer o mundo submarino do Mar Báltico, enquanto pássaros litorâneos da região são mostrados no sue habitat típico.

Viagens e o navio dos seus sonhos: cruzeiros Kiel

Com os modernos terminais Ostseekai, Schwedenkai e Norwegenkai, Kiel tornou-se um dos portos mais importantes da Alemanha para cruzeiros. Mais de 140 desses navios ancoram no porto de Kiel e mais de 300.000 passageiros saem para conhecer a cidade todos os anos. Praticamente todas as companhias de navegação usam Kiel como porto de partida e chegada em viagens pelo Mar Báltico: seja uma viagem pela região nórdica da Noruega, Suécia ou Lituânia, ou por um dos muitos povoados para os quais se pode partir de Kiel. Mas mesmo para quem preferir ficar um pouco mais em Kiel: o porto das barcas é uma dica para um bom passeio.

Megaevento dos velejadores: Kieler Woche

A Kieler Woche, ou “Semana de Kiel”, é uma regata que acontece todos os anos no mês de junho, realizada na cidade desde fins do século XIX. Ela é não só a maior competição de vela do mundo, mas também uma grande festa popular e da cidade. Todo o centro da cidade transforma-se em uma área de festas, fechada para o trânsito. Muito mais de 1.000 eventos atraem convidados de todo o mundo. Além de concertos ao ar livre, variedades e teatro, são oferecidas também delícias culinárias de todos os continentes. A alma da Kieler Woche, porém, continua sendo a vela – afinal, a principal razão para que grandes velejadores venham de todo o mundo para cá.

O nosso próximo destino é Berna, capital da Suíça, esperamos vocês!

Fonte: http://www.germany.travel

Fotos: http://www.germany.travel http://cidadesemfotos.blogspot.com.br

São Paulo – Brasil –  14:49

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JGalvão

Uma virada épica liderada por Pepe

O ano de 1958 foi inesquecível para Mazzola, Pelé, Pepe e Zito. Juntos, eles cruzaram o mundo e foram à Suécia dar ao Brasil o seu primeiro título da Copa do Mundo da FIFA.

Mazzola finalizou aquele ano com uma grande transferência para o Milan, e rapidamente se tornou um dos mais bem-sucedidos jogadores sul-americanos no futebol italiano em todos os tempos. Pepe acabou a temporada com uma impressionante média de um gol por jogo graças à sua infalível perna canhota. Zito começou 1959 sendo considerado o melhor meio-campista do planeta por importantes jornais europeus. Quanto a Pelé, ganhou uma fama incalculável e passou a ser mais conhecido que outros superastros do esporte como o piloto Juan Manuel Fangio e o boxeador Sugar Ray Robinson.

No entanto, no começo daquele ano de 1958, todos eles eram famosos em São Paulo, mas ilustres desconhecidos no resto do mundo. Há exatos 55 anos, o Palmeiras de Mazzola e oSantos de Pelé, Pepe e Zito se encontraram no Pacaembu. Embora os dois times se enfrentassem com frequência em partidas altamente disputadas, naquele confronto pouca coisa estava em jogo além do orgulho — santistas e palmeirenses já estavam eliminados do Torneio Rio-São Paulo. Ainda assim, ninguém poderia prever o espetáculo que aquela noite reservava.

Urias abriu o placar para o Palmeiras. Pelé empatou. Pagão virou o jogo para o Peixe: 2 a 1. Nardo empatou de novo. No entanto, a partir daí, o Santos passou a dominar o rival. Dorval colocou o time do técnico Lula à frente no placar; com uma de suas famosas bombas de canhota, Pepe ampliou a vantagem, e Pagão marcou outro, colocando o Peixe em um indiscutível 5 a 2 antes do intervalo.

“Falei no vestiário que eles seriam capazes de reverter cinco gols, mas, se marcássemos dez, eles estariam perdidos”, lembrou Zito. “Vamos destruir o Palmeiras hoje.”

Enquanto Lula inflamava os seus jogadores para aplicar uma humilhação histórica nos rivais, Osvaldo Brandão, técnico do Verdão, tinha um problema e tanto para resolver. “O nosso goleiro Edgar começou a chorar no intervalo”, revelou Mazzola. “Ele dizia: ‘não posso voltar’. Então, o Brandão colocou em campo o Vítor, um jovem goleiro reserva.”

No entanto, apesar da inexperiência, Vítor começou a parar os perigosos ataques do Santoscom grandes defesas. Lá na frente, os atacantes do Palmeiras começaram a tornar possível o que parecia impossível. Paulinho diminuiu a diferença antes que Mazzola fizesse mais dois gols e empatasse o placar. Então, faltando dez minutos para o fim, Urias colocou o Palmeiras na frente: 6 a 5.

O Verdão conseguia uma milagrosa virada. Porém, para azar dos palmeirenses, aquela foi apenas a primeira de duas incríveis reviravoltas na partida, assistida por privilegiados 43 mil torcedores no estádio do Pacaembu. Pepe, cuja altíssima média de gols devia-se quase que exclusivamente à sua incrível canhota, marcou dessa vez com a direita, e a seguir de cabeça, colocando o Santos na frente de novo: 7 a 6. Ao final da partida, os torcedores de ambos os times aplaudiram efusivamente os jogadores, tanto os santistas quanto os palmeirenses. Os atletas de lado a lado se abraçaram.

“Quando o jogo acabou, nem nós conseguíamos acreditar, foi uma virada incrível”, confessou o meia santista Jair da Rosa Pinto. “Foi inacreditável”, completou Mazzola. “Até hoje há torcedores que me param nas ruas para me perguntar sobre aquele jogo. Ninguém esquece.”

“Fazer gol com a perna direita e com a cabeça foi algo raríssimo na minha carreira”, lembra Pepe sobre o duelo que completa 55 anos nesta quarta-feira. “Naquele jogo, fiz gols de todos os jeitos. Foi uma das maiores partidas da história do futebol brasileiro.”

Horas depois, o principal herói daquela inesquecível noite foi até a parada de ônibus, entrou na fila de forma anônima e, por volta das 3h da manhã, sentou-se em um banco e voltou para casa. E foi bom ele aproveitar: o anonimato era algo que para Pepe, Pelé, Zito e Mazzola estava definitivamente com os dias contados.

Fonte: http://pt.fifa.com

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São Paulo – Brasil –23:01

JGalvão

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