A Bundesliga virou Bayernliga: veja o diagnóstico que explica o hexa inédito

A Bundesliga virou Bayernliga: veja o diagnóstico que explica o hexa inéditoQual seria o valor de uma festa surpresa se você já soubesse de sua existência? É mais ou menos o que acontece no Campeonato Alemão há seis temporadas: todas terminaram com título do Bayern de Munique – a maioria tão previsível quanto o corte de Robben para o meio seguido de um chute colocado no ângulo. O que tentaremos responder a seguir é se a monotonia na corrida pela Bundesliga tem solução. Afinal, só um torcedor em toda a Alemanha ainda não se cansou do cenário atual…

Primeiro, vamos aos fatos. Separamos alguns números e um pouquinho de história para mostrar o tamanho da hegemonia doméstica do Bayern desde 2012/13, quando achávamos ser o último ato de Jupp Heynckes – pois ele saiu da aposentadoria a pedidos da diretoria para erguer mais um troféu. Parece fácil – e foi mesmo.

 

Bayern no Alemão 2017/18*:

  • Melhor ataque: 76 gols (2,62 gols/jogo)
  • Melhor defesa: 21 gols
  • Maior posse de bola: 61,9%
  • Maior percentual de acerto de passe: 87,2%
  • Mais chutes a gol (ataque): 18 por jogo
  • Menos chutes a gol (defesa): 8,6 por jogo
  • Mais goleadas (três ou mais gols de diferença): 9

*Números do WhoScored

A tabela abaixo mostra quando os bávaros confirmaram matematicamente o título e a pontuação final neste período (em asterisco estão os recordes históricos da Bundesliga). O Bayern ainda pode chegar a 87 pontos caso vença todos os seus compromissos restantes. Importante lembrar que o torneio é disputado em 34 rodadas por ter 18 clubes, então o aproveitamento seria superior a 85%.

Quando o Bayern foi campeão?

Temporada Rodada Pontos
2012/13 28ª 91
2013/14 27º 90
2014/15 30ª 79
2015/16 33ª 88
2016/17 31ª 82
2017/18 29ª 72*

*Campeonato ainda em andamento

 

Tudo tem sido muito diferente da temporada 2000/01, até hoje lembrada como a mais emocionante no que diz respeito à briga pelo título. O Schalke começou a última rodada na vice-liderança, venceu o Unterhaching e terminou o seu jogo “campeão” graças à derrota parcial do Bayern – a invasão da torcida para festejar o que seria o primeiro título desde 1958 não me deixa mentir.

O problema é que a bola ainda rolava em Hamburgo. O Bayern precisava de um empate e teve uma falta indireta dentro da área aos 48 minutos do segundo tempo. Oliver Kahn atravessou o campo, atrapalhou a barreira, e Patrik Andersson terminou marcando o gol salvador. Insano. Veja abaixo:

Onde estão os rivais?

Aquele foi o terceiro título em sequência do Bayern, feito só repetido por ele (1972-74 e 85-87) e pelo Borussia Mönchengladbach (1975-77) até então. Agora tente não se impressionar com essa estatística: nas duas últimas décadas de Bundesliga (desde 1998/99), 70% dos títulos (14) acabaram na Baviera.

Nas seis vezes em que o Bayern saiu de mãos vazias, a taça ficou dividida entre Borussia Dortmund (3), Werder Bremen (1), Stuttgart (1) e Wolfsburg (1). Os Aurinegros são quem mais se aproximaram de criar uma resistência, mas os confrontos diretos desta temporada (9 a 1 no agregado!) ilustram que a distância já foi muito menor. O 6 a 0 pela 28ª rodada foi a pior derrota do Dortmund nos últimos 27 anos de Bundesliga.

Na temporada de pontapé do hexa (2012/13), Bayern e Dortmund fizeram a final da Liga dos Campeões em Wembley. Spoiler: deu Bayern. Os bávaros também registraram naquele ano a maior diferença para o segundo colocado na história da Bundesliga.

 

A diferença do Bayern para os vices

Veja quantos pontos os hexacampeões terminaram à frente em cada ano

Tais vantagens foram construídas com algumas humilhações. O Bayern acumulou 65 goleadas no período, praticamente um terço de todos os jogos que disputou.

Quantas goleadas* o Bayern aplicou?

  • 2012/13: 13
  • 2013/14: 12
  • 2014/15: 11
  • 2015/16: 10
  • 2016/17: 11
  • 2017/18: 9

Total: 66 de 199 jogos (33,1%)

*Vitórias por três ou mais gols de diferença

 

O Hamburgo, que até segunda ordem ostenta o fato de ser o único a ter participado de todas as edições da Bundesliga desde 1963, foi quem mais sofreu na mão do Bayern: 13 derrotas, um empate, seis gols pró e 58 gols contra. O canal oficial da Bundesliga no YouTube até preparou um vídeo sobre o tema numa de suas últimas visitas a Munique:

Estatísticas do Bayern na Bundesliga (desde 2012/13):

  • 199 jogos
  • 159 vitórias
  • 25 empates
  • 15 derrotas
  • 517 gols pró
  • 119 gols contra
  • 4,3 gols marcados para cada sofrido
  • 2,6 gols/jogo
  • 84% de aproveitamento

Internacionalmente, os insucessos alheios ao Bayern puxam o coeficiente da Alemanha para baixo. Desde o Borussia Dortmund de 2012/13, nenhum alemão além do Bayern chegou a uma semifinal de Liga dos Campeões ou Liga Europa.

O Dortmund foi às quartas da Champions em 2013/14 e 2016/17, e o Wolfsburg, em 2015/16. Na Liga Europa, as melhores campanhas foram também nas quartas de final, de Wolfsburg (14/15), Dortmund (15/16), Schalke (16/17) e Leipzig (17/18), que enfrenta o Olympique de Marselha na edição atual.

Como consequência, a Itália jogou a Alemanha para quarto no ranking de coeficiente dos clubes da UEFA (pontuação nas últimas cinco temporadas). Poderia ser pior caso as regras de classificação para a Liga dos Campeões não tivessem sido modificadas nesta temporada – as quatro principais ligas têm garantidas quatro vagas diretas cada.

Coeficiente por país da Uefa (Foto: Reprodução)

Coeficiente por país da Uefa (Foto: Reprodução)

 

O reflexo das contas bancárias

As finanças ajudam a explicar o que se passa em campo. O Bayern emplacou pelo décimo ano seguido um lugar entre os cinco clubes de maior faturamento do mundo de acordo com estudo da consultoria Deloitte. Foram € 587,8 milhões (R$ 2,35 bilhões na cotação atual) arrecadados na temporada 2016/17, atrás apenas de Barcelona, Real Madrid e Manchester United.

Os alemães na última edição do Football Money League (top-30):

4. Bayern (€ 587,8 milhões)

12. Borussia Dortmund (€ 332,6 milhões)

16. Schalke (€ 230,2 milhões)

25. Borussia Mönchengladbach (€ 169,3 milhões)

 

Mais da metade da receita do Bayern (58% ou € 343,4 milhões) veio da área comercial, o que corresponde essencialmente a patrocínios e marketing – e indica enorme mérito administrativo, uma vez que o clube tem, por lei, ações majoritárias (pelo menos 50% + 1) nas mãos dos torcedores.

Nenhum dos quatro da lista acima dele chegou a 50% com o comercial, já que compensam bastante em outras fatias como broadcast (direitos de transmissão de TV) e também matchday (tudo o que é relacionado ao dia de jogo). Na Alemanha, por tradição, os ingressos são mais acessíveis a camadas mais baixas da população – e a média de público é superior a 40 mil há uma década.

Como nem todos têm o poder econômico do Bayern, as diferenças ficam latentes nos elencos. De acordo com estudo da Sporting Intelligence, o salário médio anual de um jogador do Bayern é 89% (1,89x) maior do que um do Borussia Dortmund; 213% (3,13x) maior do que um do Schalke, o perseguidor mais próximo da vez; e 1.057% (11,6x) maior do que um do Freiburg, o menor da Bundesliga.

 

Veja a diferença de um salário médio anual entre os clubes na Bundesliga (em libras, à esquerda, e dólares, à direita) (Foto: sportingintelligence)

Veja a diferença de um salário médio anual entre os clubes na Bundesliga (em libras, à esquerda, e dólares, à direita) (Foto: sportingintelligence)

 

Em contratações, mais uma prova do desequilíbrio. Novamente considerando desde 2012/13, o Bayern desembolsou € 461,2 milhões em reforços. O rival mais próximo, Borussia Dortmund, gastou 14% a menos, e o Schalke, 65% a menos. Veja o gráfico abaixo com os investimentos dos principais europeus e demais alemães de relativo peso:

 

Quanto os clubes gastaram desde 2012/13?

Bayern é o primeiro alemão da lista, mas está abaixo de ingleses
Fonte: Transfermarkt

Ainda é preciso destacar a competência de o Bayern fortalecer o seu elenco ao mesmo tempo em que enfraqueceu alguns de seus rivais. Foi assim com Manduzkic (Wolfsburg), Dante (Borussia M’Gladbach), Götze (Dortmund), Lewandowski (Dortmund, fim de contrato), Kimmich (Stuttgart), Hummels (Dortmund), Süle, Wagner e Rudy (Hoffenheim, este último em fim de contrato) e, o próximo da lista, Goretzka (Schalke, também a custo zero).

Com muita inteligência, o Bayern conseguiu evitar adentrar ao mundo dos supervalores do mercado de transferências. Tanto que ainda não superou a barreira dos € 50 milhões, enquanto o PSG já contratou Neymar por € 222 milhões. Mas o chefe executivo Karl-Heinz Rummenigge já admitiu que isso deve mudar em breve, provavelmente após a Copa do Mundo.

 

Os mais caros da história do Bayern:

1. Tolisso (€ 41,5 milhões, Lyon)

2. Javi Martínez (€ 40 milhões, Athletic Bilbao)

3. Vidal (€ 37,5 milhões, Juventus)

4. Götze (€ 37 milhões, Borussia Dortmund)

 

5. Hummels (€ 35 milhões, Borussia Dortmund)

5. Renato Sanches (€ 35 milhões, Benfica)

 

Dois dos nomes da lista já não fazem parte do elenco bávaro, mas por opção técnica, que aceitou Götze de volta ao Borussia e emprestou Renato Sanches ao Swansea. É bem diferente da situação do próprio Dortmund, que negociou muitos de seus destaques recentes para ligas ou clubes mais atraentes: Hummels (Bayern), Gündogan (Manchester City), Mkhitaryan (Manchester United, agora Arsenal), Dembélé (Barcelona) e Aubameyang (Arsenal).

O caso do Schalke, porém, talvez seja mais emblemático. Tem uma ótima base, mas não conseguiu segurar nenhuma de suas revelações nos últimos anos. Veja só o time que os Azuis Reais poderiam ostentar num hipotético mundo fantasioso:

Como seria o time do Schalke se não tivesse vendido todas as suas estrelas (Foto: GloboEsporte.com)

Como seria o time do Schalke se não tivesse vendido todas as suas estrelas (Foto: GloboEsporte.com)

E a bola?

Tudo isso, ainda que indiretamente, pode estar afetando a forma como o futebol é jogado na Alemanha. Em recente entrevista à “Eurosport”, o técnico da seleção alemã, Joachim Löw, afirmou estar preocupado com o que os times fazem quando têm a bola. Confira o depoimento:

A bola está mais no alto do que no chão. Isso deixa o jogo mais lento e ele acaba sendo resolvido por acidentes. Talvez nos últimos anos tenhamos falado demais do que se faz quando o rival tem a bola e muito pouco do que se faz quando você a tem.

Só se ouve como se trabalha sem bola. Linha de quatro, cinco, como se movimentar… Mas o problema principal é que sempre se trabalha contra a bola. E as soluções no futebol são: “O que acontece quando tenho a bola? Como dividir os espaços, construir o jogo, as posições dos jogadores para abrir sistemas defensivos, o jogo de posição necessário para criar desordem? O próximo passo deve ser esse. Se eu não tenho essas soluções, os jogos serão resolvidos por acidentes.

Os times que dominam na Europa têm um jogo ofensivo fortíssimo, partindo desde os defensores, que sempre encontram soluções na saída de bola. Se quisermos melhorar o nosso futebol (na Alemanha), temos que começar a nos perguntar o que fazemos com a bola. Isso é o mais importante”.

Jöachim Löw está preocupado com o futebol jogado na Bundesliga: "A bola está mais no alto do que no chão" (Foto: Reuters)

Jöachim Löw está preocupado com o futebol jogado na Bundesliga: “A bola está mais no alto do que no chão” (Foto: Reuters)

 

O que poderia mudar?

No fim de março, os clubes votaram pela permanência da regra 50+1, que vigora desde 1998 e tem como objetivo manter a maioria das ações na mão dos torcedores. Antes disso, as equipes eram consideradas organizações sem fins lucrativos e, portanto, pertenciam aos sócios – as exceções foram o Bayer Leverkusen (Bayer) e o Wolfsburg (Volkswagen), que sempre estiveram ligados às empresas, e o Hoffenheim, que tem como proprietário o milionário Dietmar Hopp.

 

A lei surgiu há duas décadas para que fosse possível aumentar a competitividade econômica do futebol alemão, mas também assegurar que a identidade dos clubes seguisse intacta. O problema é que, para alguns, ela não parece ainda ser sustentável após o crescimento exponencial da Premier League e a competição desleal com o investimento do Oriente Médio.

Insatisfeito com o andamento da Bundesliga, o diretor executivo da DFL (Liga de Futebol Alemã), Christian Seifert, propôs a votação, mas colidiu de frente com as associações dos torcedores. Há uma forte corrente que acredita que os problemas não seriam resolvidos com a aberturas das portas para o dinheiro estrangeiro.

Alguns especialistas no futebol alemão opinaram sobre o campeonato. A Bundesliga está chata? O Bayern tem culpa? O que poderia mudar o panorama atual? Veja abaixo:

Archie Rhind-Tutt, freelancer para BBC e site da Bundesliga:

A disputa pelo título é apenas reflexo da qualidade do jogador que o Bayern tem no banco em comparação com a competição. Estou surpreso com a facilidade com que eles conseguiram superar essa temporada. Não esperava que tivessem essa sequência quando Jupp Heynckes retornou.

A maior decepção foi o Dortmund não conseguir ameaçar o Bayern nesta temporada depois de um ótimo começo. Dado o domínio financeiro do Bayern, porém, ter uma disputa competitiva pelo título sempre será difícil. O fato de o Schalke ter sido mais forte nesta temporada é ótimo, mas, pelo bem da liga, isso precisa continuar nos próximos anos.

Borussia Dortmund não conseguiu oferecer resistência ao Bayern mesmo após liderar no início do campeonato (Foto: REUTERS)

Borussia Dortmund não conseguiu oferecer resistência ao Bayern mesmo após liderar no início do campeonato (Foto: REUTERS)

Não acho que a liga seja desinteressante. Que você tenha um campeonato onde muitos clubes ainda têm a torcida como donos não deveria ser subestimado. Às vezes o futebol precisa ser mais do que apenas ganhar um outro troféu e enquanto muitos torcedores alemães adorariam ver o Bayern ser ultrapassado, não significa que eles simplesmente queiram ver seus clubes jorrar dinheiro para disputar um título. O fato de seus clubes representarem suas comunidades ultimamente é simbólico para o torcedor local, mesmo que um pouco de sucesso no campo possa ajudar as coisas.

Pessoalmente, acho que o modo como a Bundesliga continua a promover jovens talentos a torna interessante. Veja a situação dos técnicos no início da temporada, com seis na casa dos 30 anos. Esse número ainda é incomparável nas cinco principais ligas da Europa.

 

Lars Pollmann, jornalista esportivo e torcedor do Borussia Dortmund:

A disputa pelo título certamente é chata. Não tem sido uma disputa de verdade em anos.

Mas não é culpa do Bayern em si. Eles têm trabalhado para ter esse tipo de vantagem há décadas. O problema é a disparidade financeira entre o Bayern e o resto da Bundesliga. Até o Dortmund, um dos 15 mais ricos da Europa, não chega perto dos salários que o Bayern pode pagar. Naturalmente, isso leva a uma concentração de talentos em favor dos bávaros, então todos os clubes precisam ser perfeitos e torcer para que o Bayern se atrapalhe bastante. Você pode culpar esses outros times por não terem sido perfeitos nos últimos anos, especialmente o Dortmund, que até esteve na liderança no início desta temporada.

Honestamente, nada pode mudar até que o Bayern tome uma série de más decisões. A escolha do próximo treinador pode ser um fator, mas novamente será para o Dortmund e, possivelmente, para o Leipzig também. Se a Bundesliga estivesse aberta para o investimento de estrangeiros, certamente o Bayern seria a opção mais atrativa para as empresas ou possíveis proprietários. A não ser que a UEFA introduza um teto salarial, o que não deve acontecer por muitos motivos, não vejo como outros clubes diminuírem essa diferença. Talvez o Leipzig consiga alguma coisa graças à Red Bull, mas décadas de uma grande desvantagem não serão facilmente anuladas, até mesmo para um novo rico.

Mark Lovell, correspondente do Bayern para a ESPN:

A corrida pelo título se tornou entediante, mas podemos dizer que o restante da liga (fora o Bayern) é bastante competitivo, com todos podendo vencer todos. O Borussia Dortmund caiu de nível, os dias do time de Jürgen Klopp já estão muito distantes, enquanto a equipe de Thomas Tuchel conseguiu desafiar apenas em 2016. Isso não é culpa do Bayern, eles são notavelmente bem administrados e provavelmente ganhariam o campeonato se Alan Pardew (técnico inglês ex-West Brom) ou mesmo eu estivéssemos no comando.

É improvável que o Bayern seja desafiado domesticamente a não ser que a regra 50+1 seja proibida. Essa é a lei que previne um milionário louco de assumir os clubes por completo. O que a gente vê na Inglaterra e nem sempre funciona.

Mesmo se fosse abolida, não surpreenderia se o Bayern vencesse a Bundesliga por 15 anos seguidos, como o Celtic na Escócia. Foi longe demais. Eles estão financeiramente muito à frente de qualquer clube. Você não pode nem mais usar o termo “rival” – os rivais do Bayern estão na Liga dos Campeões. Não vejo essa situação mudando porque o clube está muito bem administrado para deixar escapar essa enorme vantagem.

 

Kit Holden, correspondente do Daily Mail na Alemanha:

A disputa pelo título é obviamente muito monótona, e tem sido em graus variados desde 2012. Olhando para trás, é uma pena que o primeiro ano de Thomas Tuchel no Borussia Dortmund tenha coincidido com o período de Pep Guardiola no Bayern. O Dortmund de 2015/16 poderia provavelmente ter batido o Bayern em 2016/17, mas não é assim que as estrelas se alinham.

O Bayern pode ser muito desonesto, sempre dizendo que cabe aos outros clubes melhorar e depois comprar seus melhores jogadores, como Goretzka, Lewandowski e Hummels. Dito isto: o Bayern sempre roubou os melhores jogadores da liga, mas eles nunca foram tão consistentemente dominantes como são agora. Penso que é uma mistura de gestão muito boa a longo prazo no Bayern e uma gestão muito míope em clubes como Schalke, Wolfsburg, Leverkusen e até mesmo o Dortmund nos últimos 18 meses. O futebol moderno também é cada vez mais dominado pelos superclubes, devido ao círculo vicioso das receitas da Liga dos Campeões e ao crescimento exponencial do preço dos jogadores. O Bayern é apenas um sintoma disso.

Também acho que vale a pena destacar que Pep Guardiola quebrou o ciclo tradicional de domínio do Bayern. No passado, o Bayern dominaria por dois ou três anos, mas depois seria surpreendido por um novo clube (Bremen em 2004, Stuttgart em 2007, Wolfsburg em 2009, Dortmund em 2011 e 2012). O choque levaria a repensar o Bayern, e eles iriam se reconstruir sob um novo técnico e dominar novamente. Mas eles nunca conseguiram vencer por mais de três anos seguidos antes de Guardiola aparecer. Ao levar uma equipe já brilhante para o próximo nível, Guardiola quebrou o ciclo, mantendo o Bayern no topo durante a quarta temporada. As coisas então quase se desintegraram um ano após a saída de Guardiola e, se não fosse por Heynckes, teria entregado o título este ano.

Grafite, Josué, Barzagli e Dzeko comemoram o único título alemão do Wolfsburg, na temporada 2008/09 (Foto: AP )

Grafite, Josué, Barzagli e Dzeko comemoram o único título alemão do Wolfsburg, na temporada 2008/09 (Foto: AP )

 

A regra “50 + 1” não impede os investidores de injetarem dinheiro em clubes, apenas os impede de assumir o controle político total. Um Roman Abramovich ou um Sheikh Mansour poderiam comprar 100% das ações do Borussia Dortmund, por exemplo, mas 50 + 1 significaria que ele ainda poderia, teoricamente, ser eliminado pelos membros. Tirar 50 + 1 deixaria os clubes alemães abertos ao tipo de gestão irresponsável que vemos na Premier League, mas isso não significa necessariamente mais sucesso para os clubes menores. O Wolfsburg, por exemplo, está isento do 50 + 1. Mesmo que a Volkswagen tenha investido milhões em jogadores como Kevin De Bruyne, eles não puderam desafiar o Bayern e agora estão lutando para evitar o rebaixamento. Não há sucesso sem dinheiro, mas o dinheiro não significa sucesso.

O que a Bundesliga precisa mais que tudo é que o Bayern acerte um muro, como sempre costumava fazer. Isso deveria ter acontecido nesta temporada, mas Heynckes deu estabilidade brilhantemente, enquanto o Dortmund implodiu e todas as outras equipes no top-6 lutaram para manter um alto nível. No entanto, este continua sendo um período de transição para o Bayern. Se, por exemplo, Heynckes e Lewandowski forem embora no verão, as coisas poderiam rapidamente dar errado para um novo treinador. Então Dortmund, Schalke, Leverkusen ou Leipzig teriam de fazer uma grande temporada, e de repente você tem uma séria corrida pelo título novamente. Parece muito simples, mas tem que acontecer em algum momento.

 

Matheus Henrique Souza, administrador do perfil @HomeFCB:

Não acho que a Bundesliga esteja “chata”, mas claramente perdeu o brilho, muito por culpa dos outros clubes do que propriamente do Bayern. Exemplo: o Schalke tem uma das melhores, se não a melhor, base da Alemanha e do mundo, sempre revela grandes jogadores como Özil, Neuer, Sané, agora o Goretzka, que hoje são titulares da seleção alemã. O principal problema é a mentalidade desses clubes, que não se “protegem”. O Bayern, quando contrata ou renova com algum jogador, não coloca multa rescisória nos contratos, ou seja, vende pelo preço que quiser.

Outro exemplo: Julian Brandt, um dos maiores talentos da Alemanha e principal jogador do Leverkusen, tem uma cláusula abaixo de € 30 milhões – qualquer clube de topo pode pagar isso. O Borussia Dortmund do Klopp conseguiu durante alguns anos competir de igual para igual com o Bayern, pois manteve suas estrelas nesse período (2010-2014). Então, a Bundesliga perdeu o brilho por culpa da mentalidade dos dirigentes dos seus clubes, e nisso o Bayern é modelo para qualquer clube no mundo.

O Bayern tem o que todos os clubes deviam ter: uma boa administração. E isso vem do passado, o clube sempre foi modelo nesse quesito. Os outros se “perderam” no momento de sucesso, não conseguiram se manter. O Hamburgo é um grande exemplo disso, com uma história enorme, mas que nos últimos cinco anos sempre briga contra o rebaixamento.

Para ser atrativa de novo, deveriam seguir o exemplo do Bayern, não se perder em pequenos momentos de sucesso e manter os pés no chão, e um fator muito importante: saber que nenhum jogador é maior que o clube. Isso ficou muito evidente nas saídas de Dembélé (Barcelona) e Aubameyang (Arsenal) do Dortmund. O clube mostrou fraqueza nesses casos, coisa que no Bayern nunca aconteceria. 

 

Goretzka, estrela do Schalke e presença constante na seleção alemã, já fechou com o Bayern para 2018/19 (Foto: AP Photo/Michael Probst)

Goretzka, estrela do Schalke e presença constante na seleção alemã, já fechou com o Bayern para 2018/19 (Foto: AP Photo/Michael Probst)

 

Mark Hallam, repórter da Deutsche Welle:

O que é realmente assustador é a sensação de que o Bayern pode ganhar outros seis. Eles são financeiramente à prova de balas e já estão construindo um futuro sem suas estrelas mais antigas, como Ribéry e Robben. O Bayern continua discretamente comprando os melhores talentos da Bundesliga – já sabemos que Gnabry e Goretzka vão se juntar ao clube neste verão. Goretzka tem apenas 23 anos e tem sido o destaque do vice-líder Schalke nesta temporada. Ele certamente jogará com Kroos no meio-campo da Alemanha na Copa do Mundo se estiver em condições.

Para piorar as coisas para o resto da liga no momento, se o Bayern não roubar suas estrelas, os clubes milionários da Premier League vão bater à porta. O Dortmund não conseguiu manter o Aubameyang, que foi para o Arsenal, o Leipzig está perdendo Naby Keita para o Liverpool, e muitos outros certamente seguirão o mesmo destino após a Copa.

A liga como um todo também se tornou uma das incubadoras de jovens talentos, seja da Alemanha ou de outros lugares. Neymar foi direto para o Barcelona, mas Firmino precisou de um tempo no Hoffenheim antes de estar realmente pronto para o Liverpool e para a seleção brasileira.

 

Você pode culpar o Bayern por continuar a fortalecer impiedosamente um time sem rival nacional, mas eles estão fazendo isso porque querem a Liga dos Campeões. Você também pode culpar o resto, especialmente o Dortmund, por não ter conseguido atingir o seu potencial nas últimas temporadas. Mas vamos dizer que o Dortmund teve uma temporada tranquila – ainda é injusto esperar que lute pelo título. Talvez, em vez de 20 pontos atrás do Bayern, deveria estar 10. Mas o fato é que as duas equipes não estão no mesmo nível. Se você juntar os dois times hoje, não tenho certeza se alguém do Borussia teria vaga. Talvez apenas Reus e Weigl – e olhe lá.

Você pode tentar culpar a Premier League e outros gigantes europeus nesta era de transferências exorbitantes – imagine se a Bundesliga ainda tivesse jogadores como De Bruyne, Özil, Mkhitaryan, Sané, Dembélé e Firmino para ameaçar o Bayern a cada semana.

Não tenho certeza se existe uma solução além de paciência. Estamos falando dessa sequência de seis títulos, mas as bases do domínio doméstico do Bayern foram estabelecidas décadas atrás. É o clube alemão mais bem administrado com folga, e isso tem sido uma constante há muito tempo.

Não tem acontecido há anos, mas algum dia o Bayern pode perder o rumo e comprar os jogadores errados, ou contratar um idiota para treinador. Se falhar, o técnico certo e a safra certa de jovens talentos do outro lado (como o Dortmund de Klopp) eventualmente se materializarão numa ameaça adequada. O problema é que isso pode levar anos.

E então há a opção mais bombástica. A DFL (Liga Alemã de Futebol) poderia rasgar o regulamento da Bundesliga e esperar investimentos para nivelar o futebol dentro de campo, mas muitos dos torcedores nunca a perdoariam por isso. A maioria apoia a regra “50+1”, ela gosta da ideia de seu clube pertencer aos membros. Não acho que muitos estão preparados para pagar esse preço para derrubar o Bayern.

 

E eu nem tenho certeza se os xeques viriam se a Bundesliga abrisse suas portas. O Bayern não estaria à venda (Audi, Allianz e Adidas já têm pequenas participações e são muito saudáveis financeiramente). O Dortmund já faz parte do mercado de ações e, portanto, não seria uma venda simples – muitos acionistas são torcedores, sem o desejo de negociar ou especular sobre as ações. O Leverkusen (Bayer), Wolfsburg (Volkswagen), Leipzig (Red Bulld), Hoffenheim e Hannover já têm donos, mesmo que três deles ainda se mantenham fieis ao “50+1” no papel. Então o que resta? Alguém no exterior realmente gostaria de injetar bilhões no Mainz, Hamburgo, Colônia ou Schalke – sabendo que os torcedores provavelmente se colocariam contra? Não é o mesmo que comprar o PSG, Chelsea ou Milan.

 

Matéria originalmente publicada por:   https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 00:22

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Josy Galvão

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Futebol Feminino – Brasil bate Argentina e fica a um empate do título na Copa América Feminina

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A seleção brasileira feminina de futebol manteve os 100% de aproveitamento na Copa América nesta quinta-feira. No estádio La Portada, em La Serena, no Chile, a equipe de Vadão levou a melhor no clássico com a Argentina ao arrancar no segundo tempo para vencer por 3 a 0, pela segunda rodada da fase final.

O resultado deixou o País em ótimas condições na briga pelo título. A seleção lidera a fase final com seis pontos, contra três da Argentina e zero de Chile e Colômbia, que se enfrentam ainda nesta quinta. Na rodada final, domingo, o Brasil encara as colombianas precisando apenas de um empate para conquistar a competição, enquanto as chilenas duelam com as argentinas.

O triunfo desta quinta também deixou o Brasil muito perto de uma vaga no Mundial de 2019, na França, já que o primeiro e o segundo colocados da Copa América vão direto para a competição, enquanto o terceiro disputará repescagem contra um representante da Concacaf.

A seleção também se aproximou da vaga direta à Olimpíada de Tóquio, em 2020, dada justamente ao campeão do torneio continental. O segundo colocado também fará uma repescagem, mas contra um país da África.

Apesar da superioridade técnica do Brasil, a Argentina segurou bem o potente ataque adversário e levou o placar em igualdade para o intervalo. Mas logo com um minuto no segundo tempo, Marta cruzou da direita, a bola passou por todo mundo e Cristiane chegou do outro lado para empurrar para a rede.

O gol abriu caminho para uma vitória mais tranquila. Logo depois, Thaisa deixou sua marca para ampliar. Já na reta final, a seleção ainda fez o terceiro. Aos 33, Formiga tocou para Debinha, que arriscou de fora da área para vencer a goleira e selar o resultado.

 

Matéria originalmente publicada por:   https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 23:15

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Josy Galvão

 

Futebol Feminino – Atletas do futebol feminino no Brasil ainda jogam sem registro profissional

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Investir no futebol feminino custa pouco em comparação com as cifras astronômicas que envolvem os homens. Pelo que o Estado apurou, com orçamento anual de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões é possível montar um time competitivo. A rejeição dos dirigentes, porém, está no retorno financeiro. Basicamente, a modalidade é deficitária, mesmo em clubes já estabelecidos no cenário nacional.

Para se ter uma ideia, a equipe campeã brasileira da Série A1 recebe da CBF algo em torno de R$ 120 mil de prêmio. Entre os homens, o título rendeu mais de R$ 18 milhões ao Corinthians na última temporada.

No caso dos times femininos, não há pagamento por direitos televisivos. As fontes de receita acabam sendo limitadas a patrocínio de camisa e, em raríssimos casos, direitos econômicos. Santos, Ferroviária e Iranduba-AM são exemplos de equipes que assinam a Carteira de Trabalho das jogadores.

Por outro lado, o próprio Corinthians, que acaba de abrir mão da parceria com o Audax, de Osasco (SP), para investir em um time próprio, ainda registra as suas atletas com vínculos não profissionais, conforme é possível verificar pelo BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. De acordo com a diretora Cristiane Gambaré, isto acontece porque o projeto do futebol feminino corintiano é bancado via Lei de Incentivo ao Esporte, que proíbe o pagamento ao esporte profissional. Ou seja, na prática, todas as jogadoras do elenco são amadoras.

“O Corinthians contratou algumas jogadoras e já as perdeu antes mesmo de treinar ou jogar. Perdeu porque não tem vínculo com elas. Aí vem os clubes da Europa que são profissionais e levam mesmo”, analisou a treinadora do Santos, Emily Lima.

O clube da Baixada Santista percebeu que poderia começar a ganhar dinheiro com suas Sereias da Vila, a exemplo do que já faz com as joias que despontam entre os homens. “Se você pegar um contrato de jogadora nossa, vai ver que ele é igualzinho ao do masculino. Então, a quebra de contrato gera multa, logo, receita ao clube”, explicou o gerente executivo Alessandro Rodrigues.

“A questão da obrigatoriedade em si não é o melhor dos mundos. Mas entendo que, em havendo essa obrigatoriedade, ela tende a contribuir para o desenvolvimento da modalidade como um todo”, disse Alessandro Rodrigues.

 

Matéria originalmente publicada por:   https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 23:08

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Josy Galvão

Futebol Alemão – Confira as partidas e prognósticos para a 31ª rodada da Bundesliga 2017/2018

Resultado de imagem para bundesliga 2017/18

Temporada 2017/ 2018

31ª Rodada

Res   Palp
20/04/2018 15:30 Borussia Mönchengladbach – VfL Wolfsburg : 2 : 1
21/04/2018 10:30 RB Leipzig
– TSG 1899 Hoffenheim : 2 : 2
    Eintracht Frankfurt
– Hertha Berlin : 2 : 0
   VfB Stuttgart SV Werder Bremen : 1 : 2
Hamburger SV
Sport-Club Freiburg : 0 : 2
Hannover 96
– Bayern de Munique : 1 : 4
21/04/2018 13:30 Borussia Dortmund
– Bayer 04 Leverkusen : 2 : 1
  FC Augsburg 1. FSV Mainz 05 : 2 : 0
   1. FC Köln FC Schalke 04
  :   1 : 3

Classificação

OBS: Pos Clube jogos pontos V E D Gols Saldo
CL* 1 Bayern de Munique 30 75 24 3 3 81:22 +59
CL* 2 FC Schalke 04 30 55 16 7 7 47:33 +14
CL* 3 Bayer 04 Leverkusen 30 51 14 9 7 55:37 +18
CL* Qual. 4 Borussia Dortmund 30 51 14 9 7 57:41 +16
EL* Qual. 5 RB Leipzig 30 47 13 8 9 45:42 +3
EL* Qual. 6 TSG 1899 Hoffenheim 30 46 12 10 8 55:42 +13
  7 Eintracht Frankfurt
30 46 13 7 10 41:37 +4
  8 Borussia Mönchengladbach
30 40 11 7 12 39:48 -9
  9 Hertha Berlin 30 39 9 12 9 35:35 0
10 VfB Stuttgart
30 39 11 6 13 27:35 -8
  11  FC Augsburg 30 37 9 10 11 38:40 -2
  12 SV Werder Bremen
30 37 9 10 11 34:36 -2
  13 Hannover 96 30 35 9 9 12 38:44 -6
14 VfL Wolfsburg 30 30 5 15 10 30:37 -7
15 1. FSV Mainz 05 30 30 7 9 14 32:47 -15
ZR  16 Sport-Club Freiburg 30 30 6 12 12 26:50 -24
ZR* 17 Hamburger SV 30 22 5 7 18 23:48 -25
ZR* 18 1. FC Köln 30 21 5 6 19 29:58 -29
CL* – Classificados diretamente para a Champions League 2018/2019
CL* Qual. – Classificado para torneio de qualificação da Champions League 2018/2019
EL* Qual. – Classificados para Liga Europa 2018/2019
ZR – Zona de repescagem – joga com 3º colocado da 2.Bundesliga
ZR* – Zona de rebaixamento para a 2.Bundesliga

 

 

Auf wiedersehen! 

 

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 00:06

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Por Josy Galvão

Para Rummenigge: “Se alguém pode vencer o Real Madrid neste momento é o Bayern”

Rummenigge: «Se alguém pode vencer o Real Madrid neste momento é o Bayern»

O diretor executivo do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge, mostrou-se esta quarta-feira confiante para as semifinais da Liga dos Campeões, afirmando que o seu clube é o único capaz de vencer o Real Madrid. 

“Se alguém pode vencer o Real Madrid neste momento, é o Bayern. Temos de manter o foco até quarta-feira e preparar bem o jogo, mas dado o nosso atual momento se alguém consegue vencê-los, somos nós”, disse Rummenigge, a menos de uma semana do jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões, em Munique. 

Os bávaros atravessam um bom momento depois de derrotarem, em casa, o Leverkusen por 6-2, vitória que lhes permitiu passar à final da Copa da Alemanha.

“Foi uma grande demonstração da qualidade da nossa equipe. Os nossos torcedores estão muito entusiasmados e a equipe tem claramente todos os recursos para conseguir aquilo que deseja”, acrescentou o dirigente alemão.

Com o 28.º título nacional garantido e com a passagem para a final da Copa da Alemanha, que será em 19 de maio, o clube alemão tem como objetivo vencer a Liga dos Campeões de modo a igualar o feito de 2013, também com Jupp Heynckes no comando da equipe, de conquistar três títulos numa só temporada. 

Em 2017 o Bayern enfrentou os merengues nos quartas de final da Champios, vencendo por 2-1 em Munique, mas acabou perdendo a eliminatória em Madrid, por 4-2, com três gols do português Cristiano Ronaldo. 

As duas equipes vão disputar as semifinais da Liga dos Campeões em 25 de abril, na Allianz Arena, e em 1 de maio, no Santiago Bernabéu, em Madrid.

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 23:51

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Por Josy Galvão

Futebol Alemão – Confira as partidas e prognósticos para a 31ª rodada da 2.Bundesliga 2017/2018

Resultado de imagem para Bundesliga2

Temporada 2017/ 2018

31ª Rodada

Res   Palp
20/04/2018  13:30 SpVgg Greuther Fürth
– VfL Bochum 1848 : 0 : 1  
  Eintracht Braunschweig
– Arminia Bielefeld : 1 : 2
21/04/2018 08:00 1. FC Union Berlin
1. FC Heidenheim 1846 : 1 : 3
  SV Sandhausen
– SV Darmstadt 98 : 1 : 2
   SSV Jahn Regensburg
– FC St. Pauli : 3 : 1
22/04/2018
08:30 Fortuna Dusseldorf – FC Ingolstadt 04 : 2 : 0
1. FC Kaiserslautern
SG Dynamo Dresden : 1 :4
  FC Erzgebirge Aue – MSV Duisburg : 1 : 1
23/04/2018  15:30 Holstein Kiel   
– 1. FC Nuremberg : 2 : 2

Classificação

POS  Clube jogos pontos V E D Gols Saldo
1 Fortuna Dusseldorf 30 53 16 5 9 48 : 40 +8
2 1. FC Nuremberg 30 51 14 9 7 52 : 35 +17
3 Holstein Kiel 30 49 12 13 5 58 : 37 +21
4 SSV Jahn Regensburg 30 44 13 5 12 48 : 44 +4
5 Arminia Bielefeld 30 43 11 10 9 48 : 44 +4
6 VfL Bochum 1848 30 43 12 7 11 32 : 34 -2
7 FC Ingolstadt 04 30 42 11 9 10 43 : 34 +9
8 SV Sandhausen 30 41 11 8 11 34 : 28 +6
9  1. FC Union Berlin 30 40 10 10 10 48 : 41 +7
10 FC Erzgebirge Aue 30 39 10 9 11 33 : 43 -10
11 Eintracht Braunschweig 30 38 8 14 8 35 : 33 +2
12 MSV Duisburg 30 38 10 8 12 41 : 52 -11
13 1. FC Heidenheim 1846 30 37 10 7 13 46 : 53 -7
14 SpVgg Greuther Fürth 30 37 10 7 13 33 : 41 -8
15 SG Dynamo Dresden 30 37 10 7 13 40 : 49 -9
16 FC St. Pauli 30 37 9 10 11 30 : 43 -13
17 SV Darmstadt 98 30 33 7 12 11 39 : 43 -4
18 1. FC Kaiserslautern 30 29 7 8 15 36 : 50 -14

Auf wiedersehen! 

 

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 23:39

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Por Josy Galvão

Eintracht Frankfurt vence o Schalke 04 e enfrenta o Bayern de Munique na final da Copa da Alemanha

Golaço de Jovic coloca Eintracht Frankfurt na final da Taça

O Eintracht Frankfurt derrotou o Schalke 04 por 1 a 0, fora de casa, e garantiu vaga na decisão da Copa da Alemanha. A final será contra o Bayern de Munique e está marcada para o dia 19 de maio, em jogo único.

A classificação veio com um gol de Luka Jovic, aos 30 minutos do segundo tempo. O Schalke, além de ter a torcida a seu favor, também ficou com um jogador a mais em campo nos últimos dez minutos após a expulsão do suíço Gelson Fernandes, do Eintracht.

A equipe anfitriã, no entanto, não conseguiu aproveitar a vantagem numérica. O Schalke contou com a participação do zagueiro brasileiro Naldo entre os titulares. Vice-líder do Campeonato Alemão, o time foi surpreendido pelo adversário que ocupa apenas a sétima colocação no torneio de pontos corridos.

O Bayern de Munique, campeão alemão antecipado, agora vai em busca de seu 19.º título da Copa da Alemanha. Na semifinal, o time atropelou o Bayer Leverkusen com uma goleada por 6 a 2 em noite inspirada do atacante Thomas Müller, que marcou três gols.

 

Matéria originalmente publicada por:   https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 23:23

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Josy Galvão