Archive for abril \30\America/Sao_Paulo 2011

Mourinho admite: ‘Não consegui motivar os meus jogadores’

113292389, Real Madrid via Getty Images /Real Madrid

Treinador lamenta derrota para o Zaragoza e afirma que adversário mereceu o resultado por ter se dedicado mais do que o Real Madrid

Depois de ver sua marca pessoal de nove anos sem perder dois jogos seguidos em casa, o técnico José Mourinho admitiu que falhou na derrota do Real Madrid para o Zaragoza, neste sábado,  no Santiago Bernabéu. Não em poupar jogadores, como Cristiano Ronaldo, que não ficou nem no banco, mas sim em conseguir motivar os atletas que entraram em campo.

Segundo o português, sua equipe entrou em campo apática, contra um adversário que buscou a vitória a todo o tempo para garantir sua permanência na primeira divisão, e isso acabou fazendo toda a diferença no resultado final do duelo deste final de semana.

– O treinador não conseguiu motivar seus jogadores, que não jogaram bem no primeiro tempo. Não já havíamos dado três gols aos nossos adversários antes de melhorar no segundo tempo, aí ficou muito difícil. O Zaragoza jogou bem, entrou em campo com vontade de vencer e quando saiu na frente conseguiu segurar muito bem o resultado – explicou Mourinho.

113292318, Real Madrid via Getty Images /Real Madrid

O treinador do Real, no entanto, não acredita que a decisão de não escalar alguns de seus principais jogadores tenha feito alguma diferença. Ele se lembra que a equipe chegou a jogar com esta escalação em outras partidas importantes e conseguiu as vitórias que precisava.

– O time era basicamente o mesmo que jogou contra o Atlético de Bilbao e o Valencia, em outros jogos ainda mais difíceis. Naquelas ocasiões, eles ganharam com facilidade. A ausência do Cristiano foi uma decisão minha, mas tínhamos o Higuaín e o Benzema jogando, além do Adebayor no banco. Isso não é uma desculpa – completou.

A derrota do Real abre ainda mais caminho para o Barcelona confirmar o tricampeonato espanhol. Na Liga dos Campeões, a situação não é muito melhor para o time da capital. Depois de perder por 2 a 0 no jogo de ida, no Santiago Bernabéu, o próprio Mourinho chegou a dizer que a equipe “já estava eliminada”.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

JGalvão

Com gols de Elano e Ganso, Santos derruba o São Paulo e está na final

Ganso comemora gol do Santos contra o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

(Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

O São Paulo, líder da primeira fase do Paulistão, tinha como única vantagem decidir a semifinal em jogo único no Morumbi, com 95% dos ingressos à disposição. O Santos, por sua vez, tem sempre a vantagem de contar com Elano, Ganso e Neymar. E foram estes três que definiram a vitória alvinegra por 2 a 0 neste sábado que colocou o Peixe na decisão.

Muricy Ramalho, hoje à frente da equipe litorânea, passou o jogo todo tentando anular um Tricolor que já não tinha Lucas, Fernandinho e Rhodolfo, machucados. O técnico sempre diz fazer sua parte defensiva por confiar em seus craques na frente. E foi o que aconteceu no segundo tempo. Primeiro, seu trio gerou o gol de Elano, aos 15 minutos. Depois, Ganso recebeu de Neymar para liquidar o clássico, aos 27.

Em sua terceira final seguida de Estadual, o Santos espera por Palmeiras ou Corinthians, que se enfrentam no Pacaembu neste domingo. Ao São Paulo, pela quinta vez seguida eliminado nas semifinais do Paulistão, resta o duelo com o Avaí pelas quartas de final da Copa do Brasil antes de estrear no Brasileiro.

Elano comemora gol do Santos contra o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM) (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

O jogo – Nos primeiros minutos do clássico, não houve tempo de os defensores dos dois times se colocarem no espaço definido por seus treinadores. As peças ofensivas das duas equipes impuseram velocidade e habilidade e nem ligaram para o forte calor do início da partida no Morumbi.

Primeiro, Ilsinho e Jean forçaram o time todo a jogar na esquerda em cima do veterano Léo e houve até simulação de pênalti até que, aos dois minutos, a bola parou na defesa nos pés de Alex Silva. Só que o zagueiro se enrolou e foi facilmente desarmado por Neymar, que entrou na área de Rogério Ceni e carimbou a trave.

Na sequência, foi Marlos quem deu o bote em Danilo, aos cinco minutos, para levar perigo. Miranda retribuiu o presente saindo com a bola segundos depois nos pés de Elano. Só que até o veterano mostrou-se precipitado com um chute fraco de longe, sem nenhum perigo para o goleiro são-paulino encaixar.

Foi a senha para Muricy Ramalho, com fixação por bom posicionamento defensivo, mandar seu time diminuir o ritmo. E o Santos transformou o movimentado clássico em um confronto de marcadores, sem a velocidade que Neymar e Zé Eduardo, pelo clube alvinegro, e Dagoberto e Marlos, dos mandantes, tanto gostam.

De um lado, o Peixe, sem a bola, tinha Arouca, Danilo e Elano à frente da defesa, que raramente tinha os laterais Jonathan e Léo subindo. Com isso, os são-paulinos eram obrigados a jogar pelas pontas e eram facilmente desarmados, até porque um dos volante sempre caía pelos lados para desarmar um rival.

Do outro lado, Xandão era um lateral que nem passava do meio-campo para ajudar Alex Silva na caça a Neymar, que não venceu mais quase nenhum duelo contra eles. Já Casemiro colava em Ganso e muitas vezes tinha o auxílio de Carlinhos Paraíba para anular a criatividade santista. Nem adiantava Zé Eduardo sair da marcação de Miranda porque a ligação direta do campo defensivo vinha quase sempre com um lançamento errado.

Se a lenta troca de passes entre os defensores santistas irritava a torcida são-paulina, grande maioria no clássico, agradava a Muricy, que tinha tempo para, após anular um rival, achar um jeito de agredi-lo. Assim, fez Neymar e Zé Eduardo tornarem mais frequentes os botes à zaga adversária. E liberou as descidas de Léo pela esquerda com Elano vindo pela direita como surpresa. Teve o jogo nas mãos.

Jonathan nem subia para vigiar Dagoberto, mas o atacante, vendo seu time começar a ser dominado, resolveu aparecer e chamar Marlos também para o jogo, mostrando que Léo deixava espaço em suas costas. Com isso, supriu um pouco o desfalque de Lucas e Fernandinho criando oportunidades até para Ilsinho deixar o clássico aberto novamente. O gol tricolor não saiu aos 32 minutos do primeiro tempo porque Rafael fez duas defesas seguidas em chutes de Dagoberto e Ilsinho.

No intervalo, mais uma vez Muricy pensou em evitar perigos e trocou o atacante Zé Eduardo pelo zagueiro Bruno Aguiar. Mas a mudança também beneficiou o ataque santista, já que, com o 3-5-2, o nada inspirado Marlos e Dagoberto estavam muito bem cercados e Jonathan pôde subir como gosta. Até o Tricolor entender o que havia acontecido, já via as bolas santistas passando por sua área.

Muricy, porém, não ganha jogo, tanto que Jean, em alguns lances, criou chance de furar sua defesa. Como o próprio técnico do Santos sabe, quem poderia colocar seu time na final eram Elano, Ganso e Neymar. E foi em um improviso do atacante, que desestabilizou a defesa rival segurando a bola na área, que Ganso recebeu livre na linha de fundo para Elano, também sem marcação, cabecear e abrir o placar aos 15 minutos.

Paulo César Carpegiani tentou resolver sacando Casemiro e Marlos para as entradas de Fernandão e Rivaldo. Mas nenhum dos veteranos têm hoje a qualidade de Neymar e Ganso, que já tinha mais liberdade com um santista a mais no meio-campo. Sem Casemiro, o camisa 10 do Peixe ficou ainda mais solto para, aos 27 minutos, aproveitar mais um improviso de Neymar e, novamente sem marcação, fazer o gol que definiu o clássico.

Com 2 a 0 no placar, Muricy pôde até sacar Léo e Elano, pensando no jogo de terça-feira contra o América, no México, pela Libertadores. O São Paulo tentava na raça, mas nem seus torcedores acreditavam mais, tanto que os que não foram embora, vaiavam, xingavam o time ou simplesmente se calavam. Sorte da minoria santista, que gritou “olé” e provocou. A vaga na final já era deles.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 2 SANTOS

Local: Estádio Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 30 de abril de 2011, sábado
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 44.675 pagantes
Renda bruta: R$ 1.232.468,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Luis Alexandre Nilsen e Mauro André de Freitas (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Rodrigo Braghetto e Marcelo Rogério (ambos de SP)
Cartões amarelos: Casemiro e Miranda (São Paulo); Paulo Henrique Ganso (Santos)

GOL:
SANTOS: Elano, aos 15, e Paulo Henrique Ganso, aos 27 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão), Carlinhos Paraíba, Ilsinho (Willian José) e Juan; Marlos (Rivaldo) e Dagoberto
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar)
Técnico: Muricy Ramalho.

Fonte: http://espn.estadao.com.br

JGalvão

Borussia Dortmund Deutscher Meister 2010-2011

Apesar de ainda faltarem duas partidas para o término do campeonato, o Borussia Dortmund sagrou-se campeão do Campeonato Alemão neste sábado, ao vencer o Nuremberg  por 2 a 0.

Este foi  o sétimo título alemão da história do clube de Dortmund, que já havia erguido a taça nas temporadas de 1955–56, 1956–57, 1962–63, 1994–95, 1995–96 e 2001–02.

Herzlichen Glückwunsch an die Deutsche Meisterin!

Veja as fotos da comemoração.

Imagens: © AP, © dapd.

Por JGalvão

Esmalte adesivo para as unhas

Conheça os novos esmaltes adesivos e confira o passo a passo da sua aplicação, que leva somente 5 minutos

Lady Gaga

Lady Gaga usa adesivo em forma de gravata nas unhas
Foto: Divulgação

Os esmaltes adesivos são os objetos de desejo de quem adora unhas pintadas, mas não tem tempo para passar horas na manicure ou habilidade para fazer a mão em casa. A novidade faz sucesso há mais de um ano no exterior e pode ser vista nas mãos de famosas como Lady Gaga.

Além da praticidade de colorir as unhas sem precisar esperar o esmalte secar, os adesivos coloridos têm estampas variadas que nem a mais habilidosa das manicures conseguiria fazer. Além de serem aplicados em casa, os esmaltes adesivos nacionais duram até uma semana e são vendidos em cartelas com diferentes formatos de unha. Já os de marca internacional chegam a durar até 15 dias, intactas.

Confira as estampas vendidas no Brasil e o passo a passo para aplicar o adesivo em casa. E mais: saiba como comprar as marcas estrangeiras pela internet sem dificuldades!

Passo a passo

Foto: Gabriela Gonçalves

1. Retire os resíduos de esmalte ou cremes das unhas. empurre ou tire as cutículas. escolha o adesivo ideal para o formato de cada unha. Retire o adesivo da cartela com um palito.

2. Posicione o adesivo sobre a unha, perto da base. Pressione o adesivo do centro até o final do comprimento da unha. Em seguida, pressione do centro para as laterais. Tome cuidado para não fazer dobras ou formar bolhas de ar. Dica: se formar bolhas, tente descolar e colocar o adesivo de novo (há o risco de perder a cola no processo).

3. Caso o adesivo fique grande nas laterais da unha, acerte o tamanho dele com um alicate (depois de colado mesmo). Em seguida, corte o adesivo bem rente ao dedo e depois empurre os cantos para baixo com um palito, para que ele fique sob as cutículas. Assim, os possíveis defeitos do adesivo na unha ficarão disfarçados.

4. Dobre para baixo o excesso do comprimento do adesivo na ponta da unha. É simples: você pode fazer isso com as próprias mãos. Depois, retire o que sobrou com uma lixa simples, a 90o do dedo. Dê o acabamento final na decoração com a própria lixa, na ponta do dedo. Isso eliminará as rebarbas de cada dedo.

5. Uma dica importante: para fazer seu esmalte adesivo durar mais, basta passar uma camada de base finalizadora de secagem rápida. Pronto!

Sugestão de produtos

Foto: Divulgação

1. Tenshi Eliana Super Pérola PasseNati, R$ 13,99*
2. IDry Nail Apliques Incoco (Compre pelo E-bay), R$ 20,25**
3. Salon Effects Sally Hansen (Compre pelo E-bay), R$ 24,75**

*preços pesquisados em março/2011
** Valores calculados com base na cotação do dólar a R$ 1,66
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Fonte: http://mdemulher.abril.com.br

JGalvão

Escolha os melhores alimentos para combater o colesterol

Aprenda a controlar o colesterol comendo os alimentos certos e veja quais devem ficar de fora das refeições

Mude os hábitos à mesa. Quer um exemplo? Troque o queijo amarelo pelo branco
Foto: Dreamstime

Quando se fala em colesterol, logo vem à nossa mente que ele é o grande vilão das doenças do coração. E pode até ser, mas apenas se você não o controlar como se deve. Em níveis moderados, ele é até benéfico.

Segundo o cardiologista Marcelo Bertolami, do Instituto Dante Pazzanese, o colesterol é fundamental para a produção de hormônios. O “monstrinho” da história é uma proteína que o transporta pelo corpo, a LDL, conhecida como colesterol ruim. Em níveis elevados, é ela quem provoca o risco de problemas cardiovasculares. Que tal, então, mantê-la equilibrada comendo os alimentos certo?

Mudança de hábitos faz bem!

Coma frutas, legumes e verduras, especialmente as de folhas verde-escuras, como brócolis, couve e espinafre. Ricas em flavonoides, interferem no metabolismo das gorduras. Troque frituras e alimentos empanados pelos assados e grelhados.

Na prática…

Evite Prefira
Leite integral Leite desnatado ou leite de soja
Iogurte Iogurte desnatado e light
Manteiga Margarinas cremosas ou light
Óleo de soja Azeite ou óleo de canola
Queijos amarelos (prato, mussarela, parmesão) Queijo branco ou ricota
Requeijão e cream cheese Requeijão e cream cheese light
Carnes gordas e miúdos
(cupim, costela, fígado, miolo, língua)
Carnes magras
(coxão mole e duro, patinho, lagarto)
Embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, bacon) Peito de peru e de chester
Frutos do mar (camarão, lula, mariscos) Peixes (sardinha, pescada, atum, linguado)

Fonte:

JGalvão

Mboma: Futebol pode vencer o racismo

Ícone do futebol africano com a braçadeira de capitão da seleção camaronesa, o campeão olímpico em Sydney 2000 Patrick Mboma se mudou com a família para a periferia de Paris quando ainda era apenas uma criança.

Em entrevista ao FIFA.com, ele fala da sua experiência de discriminação no futebol, diz que a questão tem raízes sócio culturais e aponta as possíveis soluções para que as barreiras raciais sejam superadas.

FIFA.com: Para você, quais são as causas da discriminação e do racismo no futebol?
Patrick Mboma
Acho que a única causa evidente é a manipulação das pessoas. O futebol é um esporte universal, onde todas as classes sociais, raças e sexos se encontram. Alguns se utilizam das massas para transmitir mensagens a pessoas cegas pelo desejo de ganhar, o que parece ter se tornado a verdadeira diversão. Quando dois adversários se enfrentam, o racismo é o último dos males que os opõem. No entanto, algumas demonstrações de discriminação podem aparecer, como principalmente no confronto entre Celtic e Rangers na Escócia. O respeito aos valores do futebol é capaz de acabar com isso, exceto quando os manipuladores das massas estão obcecados pela necessidade de fazer mal.

Você se mudou de Camarões para a França aos dois anos de idade e cresceu numa região de Paris com alta concentração de imigrantes. Em algum momento, você foi vítima de racismo ou discriminação?
Eu e a minha família vivemos em Montfermeil e depois em Bondy, cidades da periferia parisiense que têm uma reputação ruim e com toda razão. A mistura de tipos e raças fazia com que quase não existissem demonstrações de racismo, mas isso não impedia que grupos se formassem, ainda que a sabedoria de uns e outros não deixasse tolices dessa natureza se proliferarem. A periferia não está imune a esses males, mas tem pelo menos o mérito de lutar contra eles. No entanto, como a delinquência está fortemente presente naquelas regiões, é fácil passar mensagens errôneas com o objetivo de difundir ideias racistas ou xenófobas.

Ser um jogador de futebol famoso lhe deu uma oportunidade privilegiada de combater o problema?
Lutei contra o racismo menosprezando a sua existência. Durante a infância, eu não compreendia quando era chamado a torto e a direito de “negro” ou “bamboula” (termos racistas em francês) por amigos que não tinham a menor intenção de me insultar. Eles só estavam repetindo palavras que haviam ouvido de alguém. Mais tarde, percebi que algumas pessoas reagiam em nome da honra e outras preferiam se mostrar mais inteligentes não dizendo nada. No final das contas, compreendi que os mais mal educados e limitados intelectualmente eram os primeiros a provocar inutilmente os outros. Embora muitas vezes tenha sido difícil não reagir, prefiro guardar as minhas convicções para mim mesmo. A cor da pele, a religião ou a condição de alguém não pode separar dois seres que se amam. Então, como eu poderia pensar que não somos capazes de conviver, quando todos os tipos de pessoas torcem para o time em que jogo? Ser conhecido me dá a oportunidade de transmitir mensagens de paz, compreensão e consolo, mas nunca de educar os intolerantes. Fui vaiado pelos meus próprios torcedores quando jogava no Cagliari e os gritos de macaco estavam na moda. Em vez de deixar o campo ou vociferar, procurei marcar os meus gols, e eles acabaram trazendo a maioria de volta à razão. Os meus gols impediram que aqueles gritos ecoassem.

Que papel o futebol pode e deve ter nesta luta?
O futebol é um meio de transmissão de mensagens e o seu poder é incomensurável. Mas é preciso escolher o momento certo. Uma vez que os principais responsáveis se comprometem, nenhum flagelo é capaz de durar por muito tempo. A bola de futebol fascina desde quando se é pequeno e, simbolicamente, ela deve continuar rolando. A inocência das crianças deve ser preservada, e as pessoas têm de enxergar quem está do outro lado do campo como adversário, e não mais como inimigo. O futebol possui as suas limitações e nunca se tornará um mar de rosas, mas acho possível utilizá-lo para vencer muitas batalhas, inclusive aquelas contra o racismo e a xenofobia.

Você acredita ter passado uma outra visão da África ao conquistar o Torneio Olímpico de 2000 com a seleção de Camarões?
Como a vitória iria mudar a natureza do futebol africano ou a imagem do continente? As seleções do mundo inteiro respeitam os países africanos há bastante tempo. A Nigéria já tinha sido campeã em 1996 e a minha vida não mudou por causa disso, embora eu tenha ficado muito orgulhoso dos meus “irmãos”. O esporte africano vem conquistando vitórias há muito tempo. Os quenianos, por exemplo, são fundistas fantásticos, mas isso não quer dizer que eles farão do Quênia o melhor país do mundo. Ainda assim, a ênfase dada a essas vitórias mostra que os nossos povos foram ignorados por muito tempo.

Você não acha que pelo menos a Copa do Mundo da FIFA realizada na África ajudou o continente e enterrou certos preconceitos?
A promoção da África foi a primeira vitória e o principal legado da competição. Entretanto, mais uma vez o continente teve de provar que era capaz de dar conta do recado. A África do Sul tem um passado doloroso, mas apesar da organização bem-sucedida de uma Copa do Mundo de Rúgbi, as dúvidas persistiam. Eu preferia que tivessem dedicado mais tempo elogiando a união dos povos que reinou durante semanas, em vez das dúvidas sobre a segurança do país.

Depois de ter jogado na Itália, Inglaterra, Japão, França e Líbia, você diria que o racismo tem sempre as mesmas feições?
O racismo pode ser diferente, e até mesmo não existir, dependendo de onde você está e da atenção que lhe dá. Tudo está relacionado à cultura. O japonês nunca irá gritar insultos racistas, enquanto que o líbio o fará para desestabilizar ou provocar. O italiano segue o movimento das massas, sem necessariamente ter convicções próprias. Já o inglês parece ter respeito pelas regras e medo da repressão. Isso é o que sinto, é a minha percepção. Ela muda de uma pessoa para outra.

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

Tite se recusa a falar sobre arbitragem do clássico de domingo

O técnico Tite é extremamente cauteloso para não criar polêmica com o Palmeiras às vésperas do clássico que definirá um dos finalistas do Campeonato Paulista, domingo, no Pacaembu. Nesta sexta-feira, por exemplo, ele se recusou a fazer comentários sobre o árbitro Paulo César de Oliveira, encarregado de apitar a semifinal.

“Não quero falar sobre arbitragem. Não vou falar”, avisou, ficando em silêncio em seguida. Antes, Tite havia dito que: “Será um grande jogo, uma decisão, com vários detalhes importantes. Estamos preocupados apenas em jogar bem”.

Ao contrário de Tite, a diretoria do Palmeiras criou intriga com Paulo César de Oliveira. Os dirigentes adversários ficaram revoltados com a escolha do árbitro, que já foi alvo de polêmicas em outros jogos da equipe do Palestra Itália. Pelo Corinthians, o diretor de futebol Roberto de Andrade acusou o rival de pressionar o profissional para tentar tirar proveito da situação.

A postura de Tite também é premeditada. O treinador espera que o Corinthians se beneficie por causa de suas atitudes políticas. “Devo ficar concentrado no meu trabalho, controlando as minhas manifestações públicas. Vou fazer isso”, contou, antes de beber um gole d’água e derramar um pouco do líquido em seu uniforme.

Tite já conseguiu doutrinar seus jogadores. “Falar de arbitragem só vai provocar ainda mais pressão. O árbitro está sujeito a errar, assim como os jogadores. Devemos dar crédito a ele e torcer para que faça uma boa arbitragem, sem prejudicar ninguém”, aprendeu o lateral direito Alessandro.

Fonte: http://espn.estadao.com.br

JGalvão

Nigéria aposta no entrosamento

Nigéria aposta no entrosamento

Getty Images

Embora tenha a história de maior sucesso do futebol feminino africano, a Nigéria chega à Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011 como grande zebra. Apesar de terem se classificado para os cinco torneios anteriores e de contarem com a já conhecida combinação de talento e força física, as nigerianas são o azarão do dificílimo grupo que também é integrado pela anfitriã e atual bicampeã mundial Alemanha, por uma seleção francesa que vem em crescimento e pelo tradicional selecionado canadense, campeão da CONCACAF.

Mesmo assim, motivada pelo vice-campeonato mundial da categoria sub-20 no ano passado, a Nigéria acredita na possibilidade de classificação, e boa parte das expectativas estão depositadas sobre os ombros da treinadora Eucharia Ngozi Uche, que recebeu a missão de levar o país pela primeira vez à semifinal da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Ex-atacante e ex-capitã da seleção feminina, com participação nos plantéis que obtiveram apenas um ponto em seis jogos nas duas primeiras edições do Mundial, Uche foi assistente técnica por uma década até ser alçada à condição de primeira mulher treinadora da seleção principal no início de 2009.

Uche assumiu depois de o país sofrer diante da Guiné Equatorial nas semifinais do Campeonato Africano a sua primeira derrota contra um país do continente. Uma das pioneiras do esporte na Nigéria, ela apostou em uma combinação de experiência e juventude para dar firmeza a um grupo que estava com o moral baixo.

A treinadora diz que a confiança entre as atletas será fundamental para o sucesso na Alemanha. “Estamos entusiasmadas e com alto astral”, afirmou Uche recentemente. “As jogadoras nunca estiveram tão unidas. Elas se veem como uma só e falam a mesma língua da comissão técnica, que é a da vitória. Fazemos tudo como se estivéssemos no mesmo útero. Em uma situação assim, é difícil errar.”

Preparação e motivação
Uche também vem trabalhando com a seleção feminina olímpica que superou a Namíbia com duas goleadas neste mês e enfrentará a Guiné Equatorial ainda neste ano. Paralelamente, a Federação Nigeriana de Futebol contratou o assistente técnico Thomas Obliers, de nacionalidade alemã, para ajudar a preparar a seleção principal que disputará a Copa do Mundo Feminina da FIFA.

Foi uma derrota por 8 a 0 justamente para a Alemanha em um amistoso no final do ano passado que marcou o pior momento de Uche no comando, e o resultado serviu como lembrete de que a treinadora e o grupo precisam estar totalmente preparados para o Mundial. “As coisas serão diferentes desta vez, porque ninguém vai nos golear assim na Copa do Mundo”, destacou Uche recentemente.

O elenco está em preparação total desde fevereiro e já marcou dois amistosos contra Gana para maio, antes da viagem à Alemanha para uma concentração e diversos jogos-treinos. Uche explicou que o selecionado ainda tem muito trabalho pela frente. “Queremos crescer nos aspectos tático, técnico e mental, para que a gente não perca a concentração em nenhum momento”, disse. “Na final (do Campeonato Africano) contra a Guiné Equatorial, perdemos a concentração por um momento, mas não culpo as meninas demais porque uma final tem os seus próprios problemas de tensão”, completou, relembrando a vitória de 4 a 2 no último mês de novembro na África do Sul.

Defesa e ataque
A retaguarda nigeriana foi muito questionada depois do torneio africano, mas a treinadora não concorda totalmente com as críticas. Ela destaca que a sua linha de defesa não contou com a importante Faith Ikidi, que não conseguiu se liberar do seu clube na Suécia. “A verdade é que foi a minha defesa que me surpreendeu mais na África do Sul”, declarou. “Ela foi maravilhosa durante todo o torneio mesmo sem ter jogado junta antes. A defesa se saiu muito bem na minha opinião.”

Também há incertezas do outro lado do campo, já que a atacante Cynthia Uwak, que já chegou a ser eleita a melhor jogadora da África, ficou de fora do plantel do Campeonato Africano por problemas físicos. Com tantas atletas em países diferentes, é sempre difícil reunir o grupo para avaliar a forma física e técnica, mas Uche diz que a jovem que atua na Alemanha é dona do próprio destino e tem tempo suficiente para se estabelecer. “Não descartei a Cynthia da Copa do Mundo, mas ela precisa provar que pode jogar”, disse. “Não existe lugar garantido na minha equipe, e será ótimo se a Cynthia provar que ela é boa o suficiente.”

Nigéria, que só passou da fase de grupos uma vez em cinco participações na Copa do Mundo Feminina da FIFA, estreará na Alemanha 2011 contra a França no dia 26 de junho de Sinsheim. O país buscará revanche contra a Alemanha no dia 30 de junho antes de fechar a participação no Grupo A contra o Canadá em 5 de julho.

Luis Fabiano treina com elenco, faz gol e pode voltar na quarta-feira

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Crédito da Imagem: Divulgação/Site São Paulo

O treino do São Paulo nesta sexta-feira contou com a presença do ídolo da torcida tricolor, Luis Fabiano. O atacante, que chegou há um mês no clube, ainda se recupera de uma lesão no joelho, mas participou das atividades no gramado com o resto do grupo, chegou inclusive a marcar um gol e está otimista para fazer sua reestreia na quarta-feira, em partida válida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, contra o Avaí.

No início do treino desta tarde, Luis Fabiano correu em volta do gramado enquanto o técnico Paulo César Carpegiani coordenou um treino tático com o time que enfrentará o Santos pela semifinal do Campeonato Paulista neste sábado. Depois, o camisa 9 participou do rachão com o grupo, fez um gol, e saiu sem reclamar de dores.

Para Carpegiani, no entanto, ainda é cedo para confirmar a presença do atacante no jogo de quarta-feira. “Foram poucos minutos nesta sexta. A partir de segunda-feira vamos começar a pensar melhor nisso”, ressaltou.

Luis Fabiano segue fazendo fisioterapia para se recuperar completamente da lesão no joelho e poder estar à disposição da equipe para a partida contra o Avaí. O atacante deverá participar dos treinamentos nos próximos dias e será reavaliado a partir de segunda-feira para verificar sua condição de jogo.

Fonte: http://espn.estadao.com.br

JGalvão

Homens de palavra: Alex Ferguson

Próximo de conquistar o seu 15º título nacional no Reino Unido, além de ter no currículo seis troféus de competições continentais europeias e uma conquista da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, “Sir” Alex Ferguson é um verdadeiro gigante do futebol.

Conhecido por muitos como o “Poderoso Chefão”, o técnico nascido em Glasgow está prestes a completar 25 anos de reinado no Manchester, período em que obteve verdadeiros milagres, viveu momentos polêmicos e cultivou rixas com adversários como Arsène Wenger, Rafael Benítez e Kevin Keegan.

A mentalidade de Ferguson foi moldada pelas ideias socialistas e operárias do bairro de Govan, perto dos estaleiros do rio Clyde. A seguir,  frases que trazem um pouco das opiniões de uma figura bastante carismática.

“O meu maior desafio não é o que está acontecendo no momento. O meu maior desafio foi derrubar o Liverpool do seu poleiro.” 
Ferguson sobre a sua maior conquista 

“Ao final deste jogo, vocês estarão a apenas dois metros do troféu da Liga dos Campeões, e se perdermos vocês não poderão nem tocar nele. E muitos de vocês nunca conseguirão chegar mais perto. Nem ousem voltar aqui sem darem tudo.” 
Ferguson durante o intervalo da final da Liga dos Campeões da Europa em 1999, contra o Bayern de Munique 

“Não posso acreditar. Não posso acreditar. Futebol. Que coisa!” 
Ferguson depois de vencer aquela final contra o Bayern com uma virada espetacular nos últimos minutos de jogo

“Sir Matt Busby estaria fazendo 90 anos hoje, mas acho que ele estava lá em cima chutando sem parar.” 
Ferguson reflete sobre a inesquecível vitória em Barcelona 

“O conselho mais importante que ele me deu foi o de não ler a imprensa. Foi um ótimo conselho, e desde então não li mais nada.” 
Ferguson sobre conselhos de Busby 

“Pode ser difícil identificar quem fará sucesso como treinador. Por exemplo, ninguém aqui pensava que Mark Hughes viraria técnico, de jeito nenhum, e todos nós achávamos que Bryan Robson seria certamente um técnico de primeira.” 
Ferguson sobre os seus ex-jogadores que viraram técnicos 

“Dizem que ele é um homem inteligente, certo? Fala cinco línguas! Tenho um garoto de 15 anos da Costa do Marfim que fala cinco línguas!” 
Ferguson sobre Arsène Wenger 

“Ele estava cheio de papo furado, me chamando de Chefe e Grandão no nosso drink após o jogo de ida. Mas teria sido melhor se as saudações dele tivessem vindo acompanhadas de uma taça de vinho decente. O que ele me deu foi removedor de tinta.” 
Ferguson sobre José Mourinho 

“Eles vêm com a história de que ‘a Inglaterra é tão forte, somos terríveis no jogo aéreo, não conseguimos isso, não conseguimos aquilo’. Depois ganham por 3 a 0.” 
Ferguson sobre a bajulação italiana

“Aquele rapaz deve ter nascido em impedimento.”
Ferguson sobre Filippo Inzaghi 

“Apostei com ele que ele não faria 15 gols no campeonato nacional, e vou precisar mudar a minha aposta. Se ele chegar a 15, vou poder mudar porque sou o técnico. Vou passar para 150 agora.” 
Ferguson sobre Cristiano Ronaldo 

“Se ele fosse um pouquinho mais alto, seria o melhor zagueiro do Reino Unido. O pai dele tem 1,88 m. É bom conferir o leiteiro.” 
Ferguson sobre Gary Neville 

“David Beckham é quem melhor sabe chutar uma bola no Reino Unido e não é por dádiva divina, mas porque ele treina com uma dedicação incansável que a vasta maioria dos jogadores menos dotados nem imaginaria.” 
Ferguson sobre David Beckham 

“Foi um incidente absurdo. Se eu tentasse cem ou um milhão de vezes, não aconteceria de novo. Se eu conseguisse, teria continuado jogando!” 
Ferguson sobre a vez em que acertou uma chuteira na cabeça de David Beckham 

“Seja correndo com a bola dominada ou saindo em disparada, Ryan pode deixar os melhores jogadores de defesa com ‘sangue torto’.” 
Ferguson sobre Ryan Giggs 

“Lembro-me de quando o vi jogar pela primeira vez. Ele tinha só 13 anos e flutuava sobre o chão como um cocker spaniel perseguindo um pedaço de papel prateado ao vento.” 
Ferguson sobre Giggs 

“Quando o contratamos (Rooney) aos 18 anos, todo mundo perguntou como ele seria aos 21. Agora ele tem 21, e as pessoas estão perguntando como ele será aos 25. O destino sempre quis assim.” 
Ferguson sobre Wayne Rooney 

“Às vezes a gente olha para um campo, vê uma vaca e acha que é uma vaca melhor do que a que a gente tem no nosso campo. É assim mesmo. Certo? Só que nunca acaba sendo como se imagina.” 
Ferguson sobre o breve flerte de Rooney com o Manchester City 

“É o City, não é? É um clube pequeno com uma mentalidade pequena. Só sabe falar do Manchester United. Não consegue se livrar disso.”
Ferguson sobre o City 

“Às vezes a gente tem um vizinho barulhento. Não dá para fazer nada. Ele vai continuar barulhento para sempre. É necessário ir em frente com a vida, ligar a televisão e colocar o volume um pouco mais alto. Hoje os jogadores mostraram o seu futebol. Essa é a melhor resposta de todas.” 
Ferguson depois de uma vitória no clássico da cidade 

“O primeiro tempo poderia ter terminado 20 a 0. Mas daí o bom senso dominou, ou o futebol chato dominou!” 
Ferguson sobre a vitória de 3 a 2 diante do Fulham em 2005 

“Está ficando arrepiante agora. De mexer a bunda na cadeira.” 
Ferguson sobre as semanas finais da disputa pelo título de 2002/03

JGalvão