Archive for maio \30\UTC 2011

Lazio faz oferta oficial pelo atacante polaco germânico Miroslav Klose, diz jornal italiano

Atacante do Bayern também está na mira de mais quatro clubes.

Miroslav Klose Thomas Muller gol Alemanha (Foto: EFE)Miroslav Klose em ação pela Alemanha (Foto: EFE)

Segundo o jornal “La Gazzetta Dello Sport”, o Lazio fez uma proposta oficial ao Bayern de Munique para contratar o veterano atacante Miroslav Klose. Aos 33 anos, o segundo maior artilheiro em Copas do Mundo vem sendo pouco aproveitado na equipe bávara e, por isso, pode acabar aceitando a oferta.

Além disso, os dirigentes do Bayern não pensam em oferecer um novo contrato ao atleta por conta de sua idade elevada. Por sua vez, o Lazio, que conta com os brasileiros Hernanes e André Dias em seu elenco, propõe um contrato de dois anos com salário anual de R$ 4 milhões.

No entanto, a diretoria do Lazio precisa ser rápida. Klose, que tem 109 convocações na seleção da Alemanha, também estaria na mira de outros clubes como Milan, Everton, Tottenham e Valencia.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/

JGalvão

Veja convocação da Alemanha para a Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2011

DFB

Equipe convocada – Imagen: DFB

Silvia Neid, Técnica da seleção de futebol feminino da Alemanha, dilvulgou a lista das jogadoras  convocadas para Copa do Mundo2011. Aabertura do torneio será em Berlin no dia 27 de junho. O jogo de abertura será entre a equipe da casa e o Canadá.

“Durante as últimas semanas de treinamentos juntamos diversas impressões e aprendizados, que nos ajudaram a tomar a decisão final“, declarou Silvia Neid para a imprensa. “Foi muito difícil, aifnal não se tratava de excluir cinco jogadoras – das 26 pré-convocadas- mas sim escolher 21“, acrescentou.

A lista final de Neid,  conta com alguns nomes já conhecidos como Birgit Prinz, Ariane Hingst, Kerstin Garefrekes, Nadine Angerer e Inka Grings. Segundo Neid ainda há muito trabalho a ser feito até a data de estréia. “Queremos e vamos estar prontas para qualquer desafio, que sabemos que vamos enfrentar“, finalizou.

Confira a lista final da convocação:

Goleiras
Nadine Angerer
Ursula Holl
Almuth Schult

Zagueiras
Saskia Bartusiak
Linda Bresonik
Verena Faißt
Lena Goeßling
Annike Krahn
Babett Peter
Bianca Schmidt

Meio de Campo
Fatmire Bajramaj
Melanie Behringer
Kerstin Garefrekes
Ariane Hingst
Kim Kulig
Simone Laudehr
Celia Okoyino da Mbabi

Atacantes
Inka Grings
Martina Müller
Alexandra Popp
Birgit Prinz

Por JGalvão

Risoto de alcachofra e presunto cru

Ingredientes

1/4 de xícara de azeite
1 cebola média, picada
300 g de fundo de alcachofra em conserva no azeite, em cubinhos
2 xícaras de arroz do tipo arbório
1/2 xícara de vinho branco seco
2 litros de caldo de legumes fervente
100 g de presunto cru em fatias rasgadas
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1/2 xícara de queijo parmesão ralado

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o azeite e frite a cebola até ficar macia. Adicione o fundo de alcachofra e refogue por meio minuto. Junte o arroz e frite, mexendo, por um minuto. Despeje o vinho, misture e espere evaporar. Acrescente uma concha do caldo e cozinhe, mexendo sempre, até o caldo evaporar. Deixe cozinhar, juntando aos poucos o caldo restante, sem parar de mexer, por 25 minutos ou até o arroz ficar al dente. Adicione o presunto, a salsinha e metade do parmesão e mexa. Sirva polvilhado com o parmesão restante.
Rende 4 porções.

Fonte: http://claudia.abril.com.br

JGalvão

Alemanha vence Uruguai em amistoso internacional

Alemanha comemora gol no amistoso contra o Uruguai (Foto: AFP)

(Foto: AFP)

A seleção alemã ganhou por 2 x 1 seu amistoso com o Uruguai na tarde desse domingo, em Sinsheim, sul da Alemanha. Com desfalques como Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker e Sami Khedira, o selecionado de Joachim Löw entrou em campo com alguns de seus principais jogadores no banco de reservas, como os poloneses Miroslav Klose e Lukas Podolski e o novato Mario Götze.

Os primeiros 8 minutos de jogo foram bastante tranquilos, com muita troca de passes por parte das duas equipes, mas nenhum que pudesse ser chamado de conclusivo. Aos 20 minutos do primeiro tempo, o artilheiro do Bayern München, Mario Gomez, abriu o placar para os donos da casa, Alemanha 1 x 0 Uruguai. O atacante alemão tentou mais duas conversões logo em seguida, sem sucesso. Aos 34 minutos, o jovem André Schürrle, do Mainz 05 aumentou para os alemães, Alemanha 2 x 0 Uruguai. Aos 40 minutos, os uruguaios até chegaram a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento.

No intervalo, uma substituição feita por Löw: Klose entrou no lugar de Özil, que não havia feito um bom primeiro tempo. Logo aos 2 minutos da segunda etapa, 47 minutos de jogo, Gargano diminuiu para o Uruguai, Alemanha 2 x 1 Uruguai. A partir daí, o jogo seguiu em um ritmo mais morno, possivelmente um reflexo do cansaço pelo recente fim da temporada europeia. O técnico Joachim Löw fez mais algumas alterações, que não mexeram no resultado do jogo, como aos 57 minutos, em que colocou Podolski no lugar de Schürrle e aos 66, em que colocou Holger Badstuber no lugar de Arne Friedrich, que completa 32 anos hoje, e Benedikt Höwedes no lugar do capitão Philipp Lahm, que passou a braçadeira para Klose. O técnico ainda substituiu Toni Kroos por Christian Träsch e Marcel Schmelzer por Mario Götze.

Foi uma partida bastante equilibrada, com uma boa apresentação de ambas equipes diante de suas torcidas, e um bom resultado mesmo para a seleção uruguaia, que foi derrotada com diferença de apenas um gol, na casa do adversário. Para a seleção alemã, um resultado satisfatório, após o recente fim da temporada europeia, frente a uma seleção que vem se reinventando e surpreendeu na última Copa do Mundo. O último encontro entre as duas seleções aconteceu, inclusive, neste torneio, com vitória da Alemanha na disputa de terceiro lugar.

Os próximos compromissos da seleção alemã são pelas Eliminatórias da Euro 2012, onde vem tendo um excelente desempenho. Dia 03/06, em Viena, jogará com a Áustria, e em 07/06, em Baku, encontrará o Azerbaijão.

por Natascha Galvão

JGalvão

Auto-retrato de uma Rainha

Rainha Silvia da Suécia

“Abuso sexual acontece em todas as classes sociais”

A monarca descreve sua cruzada mundial contra a exploração infantil, defende a criação de filhos sem palmada e diz que o povo adora a realeza porque gosta de conto de fadas.

img.jpg
COMO QUALQUER MORTAL
Elegante aos 68 anos, ela faz dieta, mas não resiste a uma feijoada.

Ela nasceu na Alemanha, é filha de mãe brasileira, viveu em São Paulo entre a infância e a adolescência e é rainha da Suécia. As raízes múltiplas de Silvia Renate Sommerlath, 68 anos, conhecida como rainha Silvia da Suécia, e o fato de falar seis línguas – alemão, espanhol, inglês, sueco, português e francês, além de dominar a comunicação de sinais para deficientes auditivos –, a capacitam a comandar o desafio internacional que abraçou desde 1999, quando fundou a World Childhood Foundation: combater o abuso e a exploração sexual infantil mundo afora.

img2.jpg“No Japão, por exemplo, há meninas de classe média
que se prostituem para comprar iPad, smartphones, etc.”

A rainha veio ao Brasil na semana passada para divulgar a causa e arrecadar fundos para a Childhood Brasil. No País, a batalha contra esse tipo de exploração tem conseguido mais visibilidade. Desde que o serviço gratuito Disque 100 foi criado, oito anos atrás, mais de 66 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes foram registradas. É em oportunidades como essas que ela mais sente o valor de ser uma monarca, segundo disse em entrevista exclusiva à ISTOÉ. Usar a coroa para dar visibilidade a essa luta é sua real gratificação, garante. Casada há 35 anos com o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, mãe da princesa herdeira Vitória, do príncipe Carlos Felipe e da princesa Madalena, bonita, magra e simpática, a rainha Silvia diz que entende o interesse dos comuns mortais pela vida dos nobres como sendo uma busca por uma referência de conduta.

img1.jpg
“O atleta sueco Patrick Sjoberg (medalhista olímpico) demorou 30
anos para revelar que foi submetido a abuso sexual por vergonha”

ISTOÉ– A Childhood Brasil tem obtido resultados positivos?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Um dado concreto é o número de ligações do disque-denúncia nacional, que, apenas nos três primeiros meses deste ano, recebeu quatro mil comunicados. Mas a gente sabe que isso é só o topo do iceberg. Nestes doze anos da Fundação Childhood Brasil, o número de casos aumentou muito. Não porque haja mais abuso, e sim porque hoje se fala mais sobre isso, se denuncia mais. E essa é nossa maior vitória, ter conseguido dar visibilidade ao que tenta ser invisível.

ISTOÉ– O que pode ser feito para estimular as denúncias?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – O depoimento protegido é um passo muito importante. É preciso que as crianças se sintam seguras para denunciar o que está acontecendo com elas. Para se sentir segura, ela tem de ser tratada como criança, ser ouvida de forma protegida, humanizada. Estamos implantando salas, ou mesmo casas, com ambiente compatível, brinquedos, lugares onde a vítima infantil é tratada como criança, tem acompanhamento psicológico. Isso é muito importante. Aqui no Brasil, por exemplo, uma criança que sofreu esse tipo de violência física tem de repetir a história, em média, oito vezes – para médicos, juízes, pais, psicólogo, delegado, etc. É mais um trauma, é muita humilhação.
ISTOÉ– A internet é apontada como propagadora de crimes de pedofilia. Como lutar contra uma tecnologia com poder de sedução assombroso sobre crianças e adolescentes?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Com a internet, de fato, ficou pior ainda. A família acha que as crianças estão seguras brincando dentro de casa, mas não sabe que muitos pedófilos entram em contato com seus filhos por esse canal. O problema é que muitos pais não sabem como lidar com a internet, não sabem manusear o equipamento. As crianças sabem muito mais do que eles. A gente sempre diz aos pais para ensinar os filhos a jamais dizer o nome, dar o endereço, divulgar fotos, contar que está sozinho em casa. Dizemos também para tirar o computador do quarto e botar em um lugar visível da casa, como a sala, a cozinha, onde se possa verificar se eles estão entrando em páginas de pornografia, por exemplo. E limitar o tempo da criança no computador.
ISTOÉ– O que mais pode ser feito?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – A família também tem meios de bloquear a pornografia através de softwares. Porém, as maneiras que os pedófilos usam para fazer contato se multiplicam. Já distribuímos mais de 800 mil cartilhas, no Brasil todo, para pais e professores, ensinando como navegar com segurança. Outro dado importante é a adesão de muitas empresas a um software que alerta se um funcionário acessar material pornográfico com crianças. Imediatamente, uma mensagem é mandada para a polícia, que apura, investiga e pune a pessoa.

ISTOÉ– O abusador costuma ser uma pessoa com distúrbio mental?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Não necessariamente. Na Suécia, tivemos um caso de uma menina que fez amizade virtual com uma Catarina e acabou marcando um encontro. Mas essa Catarina tinha 45 anos, era um homem e a garota foi abusada sexualmente. Depois que a polícia prendeu esse pedófilo, descobriu que ele já tinha feito o mesmo 80 vezes antes. E ninguém denunciou. É triste, é revoltante. Aliás, experts dizem que bastam três contatos pela internet para a gente se considerar amigo. Apenas três! Veja que perigo para um inocente.

ISTOÉ– É o chamado “muro do silêncio” que permite aos abusadores agir tanto tempo sem ser descobertos?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Sim. A Unicef diz que há 1,2 milhão de casos de abuso de crianças no mundo. Mas não se sabe se esse dado reflete a realidade porque, independentemente do país, essa violência atravessa classes sociais e nem sempre é levada às estatísticas. Não está ligada à pobreza, miséria, ao subdesenvolvimento. Acontece em todas as camadas sociais.
ISTOÉ – A senhora mora em um país que é líder em democracia e com leis sólidas, como a que proíbe castigos físicos em crianças. Aqui a cultura é diferente. A Childhood trabalha nesse sentido também?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Trabalhamos com os direitos da criança e isso envolve tudo. O passo seguinte da criança que sofre violência doméstica pode ser um abuso. O castigo físico não é o nosso foco. O foco da Childhood é o abuso e a superação. Mas está dentro. E eu acho que não se deve bater em crianças.
ISTOÉ– A senhora criou três filhos sem nunca dar nem uma palmadinha?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Olha, tenho de que dizer que uma vez quase… (risos). Mas o meu lema é educar sem bater. Dá para conversar, há caminhos. Tem um método muito bom: contar até dez. Depois respirar fundo e, se precisar, contar de novo. Criança sempre quer testar os pais, saber os limites. Na Suécia a cultura é sedimentada: é normal educar sem bater.

ISTOÉ– O que a motivou a escolher um tema tão delicado como o abuso sexual infantil para defender?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Sempre me interessei por problemas relacionados a crianças e trabalho muito com eles. Meu marido e eu formamos uma fundação para crianças deficientes. Reconheço que o abuso sexual é a luta mais difícil. Me sinto gratificada por ter uma posição que me permite chamar a atenção para essas questões, somar esforços, fazer alguma coisa. Não sou política, não tenho interesse pessoal, mas sou grata por ter a oportunidade de ajudar.
ISTOÉ – O que ajuda mais a vítima a se recuperar: expor a ferida e enfrentar o preconceito ou esconder?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – A superação se dá de maneiras distintas. Neste ano, um atleta sueco muito conhecido, Patrick Sjoberg (medalhista olímpico no salto em altura), escreveu uma biografia, aos 46 anos, na qual revela que havia sido submetido a abuso sexual por seu padrasto e treinador (Viljo Nousiainen) dos 10 anos até a adolescência. Ele demorou todos esses anos para contar porque sentia vergonha e para não machucar a mãe. Depois que ele fez a revelação, outros que foram abusados por essa mesma pessoa também resolveram contar. Quer dizer, é um trauma que muitos carregam a vida toda, mas que, em algum momento, parecem precisar revelar até para se libertar.
ISTOÉ– A prostituição infanto-juvenil é uma violência que tem a ver com a pobreza?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Sim, mas a sociedade de consumo também gerou novas situações. No Japão, por exemplo, há meninas de classe média que se prostituem para comprar iPad, smartphones, etc. Então, essa é uma luta ampla e difícil mesmo. A questão da desigualdade social, da miséria, não está só no Brasil; países ricos também enfrentam o problema, por outra via, mas o mesmo problema. Eu fico muito contente porque mais e mais empresas e entidades se engajam e adotam o código de condutas (para prevenir e denunciar a exploração sexual da criança).

ISTOÉ– No Brasil também?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Aqui, a Childhood é parceira do governo, de ONGs, comunidades e empresas. Temos um pacto com mais de 900 empresas pelo enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas. É o projeto Na Mão Certa, dirigido a caminhoneiros.

ISTOÉ– O mundo inteiro parou para assistir ao casamento do príncipe William com a inglesa Kate Middleton. Por que a vida de suas majestades interessa tanto aos não nobres?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Talvez se procure uma figura, um exemplo, e as famílias cujas histórias as pessoas acompanham há anos acabam virando uma referência. Não sei. E todo mundo gosta de casamentos que parecem conto de fadas, não é?

ISTOÉ– É difícil ter de ser sempre exemplar?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Olha, a possibilidade que eu tenho de ajudar compensa tudo. E eu procuro ser eu mesma, sempre. Não dá para viver no faz de conta, encarnar uma persona e deixar de ser autêntico. Não gosto da palavra poder. Prefiro dizer que tenho a possibilidade de ser útil para chamar a atenção para coisas importantes. E isso é muito bom.

ISTOÉ– A senhora possui alguma característica brasileira? Qual?

RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – O brasileiro é uma pessoa carinhosa, espontânea, alegre, positiva. Eu tento viver como uma pessoa latina. Espero ter essas características em mim.

ISTOÉ– A senhora é vaidosa, usa cremes, faz ginástica e dieta?
RAINHA SILVIA DA SUÉCIA – Sim, sim. Sou como todas as mulheres, me preocupo com a vaidade. Mas dieta eu só faço na minha casa, aqui no Brasil, não. Aqui como tudo o que adoro e sempre tenho saudade, como da feijoada e dos doces maravilhosos. Sou contente por ter a possibilidade de vir sempre ao Brasil.

Em sua passagem pelo Brasil, Silvia revelou que continua ligada aos costumes e, principalmente, à culinária brasileira. Ela contou que o cozinheiro do palácio em que mora aprendeu a fazer feijão, farofa e até vatapá, um dos seus pratos prediletos. Revelou também, que a famosa canção “Dancing Queen”, do grupo Abba, foi feita em sua homenagem e apresentada pela primeira vez em um show especial, na véspera do casamento real.

Fonte: http://www.istoe.com.br e http://g1.globo.com/globo-news

JGalvão

Muito além da vaidade

Com muita garra elas testam seus limites em esportes de alta intensidade, dominados por homens.

A analista de sistemas carioca Carla Guerra, de 37 anos, e a advogada paranaense Vivian Dombrowski, de 28, são triatletas. Diariamente, cada uma corre cerca de 10 quilômetros, pedala 30 quilômetros e nada outros 5 quilômetros. Aos sábados e domingos, os números podem dobrar, mas o horário de sair da cama é o mesmo: antes das 5 da manhã. O sacrifício compensa, dizem. “Sinto-me forte e disciplinada. Só não posso usar sandália, porque os pés ficam feios”, diz Carla. Mulheres como Carla e Vivian invadiram uma arena dominada pelos homens: a dos esportes de alta intensidade. Elas fazem corridas de longa distância, triatlo e praticam modalidades como o levantamento de pesos e cross-fitting, que, segundo as estatísticas, são dominadas por homens numa proporção de 70%.

VIDA NOVA
Débora Viana durante um treino em São Paulo. Ela começou a correr por tristeza e terminou disputando maratonas grávida

Os indicadores da nova presença feminina são eloquentes. A organizadora de corridas Corpore realiza desde 2008 a Ultramaratona 24 Horas, na Escola Naval do Rio de Janeiro. No primeiro ano havia 11 mulheres e 38 homens. No ano passado, foram 24 mulheres para 139 homens. Os campeonatos femininos de boxe organizados pela federação brasileira começaram em 2003 com 20 competidoras. Em 2010, já houve 80 mulheres em 11 categorias. A proporção de mulheres está crescendo também no topo da pirâmide esportiva, onde se alinham os profissionais. Em 1996, a equipe brasileira nas Olimpíadas de Atlanta foi formada por 225 atletas, dos quais 66 eram mulheres. Em 2008, nos Jogos de Pequim, a proporção era de 144 homens e 133 mulheres. Por que isso?

Em 2003, quando a dentista paulistana Débora Viana, de 35 anos, calçou os tênis de corrida pela primeira vez, estava triste com o final de um relacionamento. Começou a correr e, em poucos meses, observou mudanças radicais em seu corpo e comportamento. “Era baladeira, 10 quilos mais gorda e extremamente ansiosa”, afirma. “Depois, conheci o pai da minha filha nas pistas e corri até quatro semanas antes do parto.” Antes de saber que estava grávida, disputou maratonas.

Em sete anos, quadruplicou o número de mulheres em torneios de boxe

A atividade muda, mas as histórias se repetem. Em 2008, chegou ao país o cross-fitting, cujos objetivos são o condicionamento físico e a resistência. Em uma hora de aula, os praticantes levantam peso, realizam movimentos da ginástica olímpica, corrida, agachamentos e parkour – uma mistura de saltos sobre obstáculos, rolamentos e escaladas. Essa variedade acabou atraindo a médica paulista Paula Barbosa, de 38 anos, dois filhos e ex-sedentária. “Nunca pensei que fosse capaz de fazer barra ou subir em uma corda”, afirma. Depois de oito meses exercitando-se quatro vezes por semana, ela exibe uma barriga enfeitada por gominhos. “O esporte me tornou uma pessoa mais determinada, positiva e guerreira”, afirma. Mas não menos feminina.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com

JGalvão

Galvão Bueno entrevista David Luiz em Londres

Zagueiro do Chelsea e da Seleção Brasileira recebe o apresentador na capital inglesa, anda no tradicional táxi e fala sobre altura, carreira e vida pessoal

Com apenas 14 anos, David Luiz foi dispensado do São Paulo por conta da sua baixa estatura. Aos 18, trocou o Vitória e a terceira divisão do Brasil pelos gramados da Europa. O zagueiro fez sucesso em Portugal com a camisa do Benfica e, com isso, teve uma chance na Seleção Brasileira. Ainda desconhecido para grande parte dos brasileiros, ganhou prestígio e foi contratado pelo Chelsea, da Inglaterra. Em pouco tempo conquistou a vaga no time titular e os torcedores dos Blues. Do alto do seu 1,89 metro, David Luiz recebeu o “Na Estrada com Galvão” na capital inglesa e ganhou um apelido carinhoso do apresentador: “Torre de Londres”.

– Posso te botar um apelido? Você tem quase 1,90 metro, é alto, tem postura, é elegante jogando, está cada dia mais importante, joga em Londres: “Torre de Londres”, valeu? – brincou Galvão Bueno, fazendo referência a um dos principais pontos turísticos da cidade.

Além de chamar a atenção por conta da altura e a habilidade com os pés direito e esquerdo, outra marca registrada do zagueiro é a vasta cabeleira, que já lhe rendeu a comparação com um brasileiro que faz sucesso no basquete da NBA: Anderson Varejão.

– Tenho 1,89 metro mais o cabelo. Deixei crescer em Portugal por causa do frio e de repente virou moda, virou uma imagem de marca. Depois teve essa comparação com o Anderson (Varejão) e fiquei feliz porque é uma pessoa vitoriosa.

A conversa com David Luiz começou com um passeio em um dos tradicionais e charmosos táxis ingleses. Mas foi às margens do rio Tâmisa, em frente ao Parlamento Inglês e à Torre de Londres, que o brasileiro falou sobre sua carreira, família, estrutura do Chelsea e ídolos no esporte.

Na Estrada com Galvão bueno David Luiz  (Foto: Reprodução/TV Globo)Tradicional táxi inglês com adesivo da 3ª temporada do ‘Na Estrada com Galvão’ (Foto: Reprodução/TV Globo)

Confira trechos da entrevista com David Luiz:

Ídolo e referência: pai e Kaká

“Meu pai vai ser meu ídolo eternamente. Mas no futebol, hoje, quem eu admiro e vou sempre admirar é o Kaká, por inúmeros motivos, como pessoa, jogador. Tenho certeza que ele vai superar esse momento que está passando e vai ser exemplo para muita gente.”

Carreira na Europa e reconhecimento no Brasil

“Aconteceu tudo muito cedo na minha vida. Com 18 anos vim para a Europa, pulando etapas e fases de uma carreira normal. Saí da terceira divisão no Brasil, com o Vitória, para jogar em alto nível na Europa. Então eu sabia que esse reconhecimento no Brasil não viria tão facilmente. Agora, na Seleção Brasileira, as coisas estão mudando.”

David Luiz com Galvão Bueno (Foto: Reprodução / TV Globo)Galvão Bueno e David Luiz na beira do Tâmisa
(Foto: Reprodução / TV Globo)

Pés no chão e vida pessoal

“Tenho que aproveitar. A carreira vai passar, minha vida vai continuar, assim como eu era um mero desconhecido que nasceu em Diadema (SP). Uma pessoa simples e humilde e vou continuar sendo assim. Tenho que aproveitar hoje o privilégio de ter a melhor profissão do mundo, onde faço o que amo e ganho bem para isso. Por outro lado, tenho que saber lidar com esse privilégio de ter tudo nas mãos de uma forma muito rápida, mas se perde tudo muito rápido também. Então procuro investir e pensar no futuro.”

Família

“Tive a sorte de ter pais professores, formados em pedagogia, e por isso sempre me instruíram da melhor maneira, mostrando o lado bom e o ruim da vida e o que eu deveria fazer. Nunca me forçaram a nada e me abriam os olhos com a experiência que têm. Isso tudo vem da minha criação, dos meus princípios, e o ser humano é reflexo daquilo que representa para a sociedade.”

Estrutura no Chelsea

“Com a estrutura que o Chelsea tem, uma das melhores do mundo, tem que saber desfrutar disso. Não vou estar no clube uma ou duas horas, podendo estar cinco ou seis para evoluir, me aperfeiçoar.”

Brasileiros na Inglaterra

“O brasileiro, o sul-americano em si é a melhor matéria-prima do futebol, eles (ingleses) falam isso. Mas taticamente a Europa é muito mais evoluída. Hoje em dia tudo está mais próximo, o jogador brasileiro chega na Europa mais pronto, está mais parecido com o europeu, o inglês. A parte física aqui na Inglaterra é o grande diferencial.”

Fonte: http://globoesporte.globo.com

JGalvão