#Eurocopa2012 – Dez momentos que marcaram a Euro

Dez momentos que marcaram a Euro

© Getty Images

Espanha e Itália entrarão em campo neste domingo para decidirem a final da UEFA Euro 2012, sonhando em escrever um novo capítulo na ilustre história da competição. Antes do grande jogo, relembre alguns dos momentos que eternizaram craques e seleções na memória dos torcedores e fizeram do torneio o que ele é hoje.

1. A primeira e única glória soviética
O primeiro campeonato europeu de seleções, realizado em 1960, deu à União Soviética o seu único grande título e consagrou o nome de Viktor Ponedelnik. O atacante de 23 anos fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Iugoslávia, em Paris, a sete minutos do fim da prorrogação. Ainda assim, teve a humildade de reconhecer que o craque da competição foi o companheiro Lev Yashin. “Tive a sorte e a honra de jogar ao lado desse goleiro, o maior de todos os tempos”, disse Ponedelnik mais tarde.

2. Um finalista decidido na sorte
Portugal pode ter considerado cruel a eliminação na semifinal deste ano, mas a frustração de perder nos pênaltis não é nada comparada à maneira como a União Soviética foi eliminada em 1968. Após o empate sem gols persistir durante 120 minutos de jogo com a Itália, coube ao capitão soviético Albert Shesternyov escolher cara ou coroa para decidir se a sua seleção iria para a final. Para a tristeza do jogador, apelidado de “Ivan, o Terrível”, a sorte naquele dia estava ao lado da Azzurra, que avançou para a decisão e acabou conquistando o título, mais uma vez sobre a Iugoslávia. Dois anos depois, as cobranças alternadas de pênaltis passaram a fazer parte do regulamento.

3. A inspiradora imprudência de Panenka
Se alguma vez ficou comprovado que a disputa por pênaltis, longe de ser “uma loteria”, é um teste de técnica e equilíbrio psicológico, foi na final da Euro 1976. Diante da cobrança mais importante da história do seu país, um pênalti que poderia dar o título europeu à Tchecoslováquia e arruinar o sonho da então campeã mundial Alemanha, Antonín Panenka tomou distância, correu em direção à marca fatal, freou no último segundo e habilmente deu um leve toque embaixo da bola para colocá-la no fundo das redes do já batido Sepp Maier. Pelé descreveria o feito como obra “de um gênio ou de um louco”.

4. Platini e nada mais
Nenhum jogador dominou tanto uma edição da Eurocopa como Michel Platini em 1984. O francês marcou nove gols em cinco partidas, com direito a dois tripletes “perfeitos” (um gol de pé direito, outro de canhota e um de cabeça) contra Bélgica e Iugoslávia. No entanto, o tento mais importante de Platoche saiu na semifinal contra Portugal. Em um jogo considerado por muitos o melhor da história do torneio, ele fez a diferença aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando o placar apontava 2 a 2, marcando o gol da classificação para a final contra a Espanha, em que a Françaconquistaria o seu primeiro título continental.

5. A magia de Marco van Basten
Se Platini continua a ser o maior artilheiro da história da Euro, o gol mais bonito do torneio talvez pertença a outro craque da bola. Marco van Basten já havia encantado durante toda a edição de 1988, mas foi na final contra a União Soviética que o holandês concebeu uma obra-prima, anotando o gol do título com um sem-pulo espetacular de um ângulo aparentemente impossível. “Era o segundo tempo e eu já estava um pouco cansado”, disse ele ao UEFA.com recentemente. “Quando o Arnold Mühren cruzou a bola, pensei: ‘posso dominá-la e tentar passar por todos esses zagueiros ou posso fazer do jeito mais simples e arriscar um chute’.” A decisão de Van Basten garantiu o primeiro grande título da Holanda.

6. O suor e as lágrimas de Vilfort
O triunfo da Dinamarca na Euro 1992 foi adequadamente descrito como um conto de fadas, mas essa história na verdade teve episódios de alegria e dor. Antes do início do torneio, o meio-campista Kim Vilfort havia sido informado que a filha de sete anos, Line, estava sofrendo de leucemia terminal. Ele chegou a deixar a seleção por duas vezes, mas foi convencido pela família a retornar. O astro do Brondby perdeu a terceira partida da Dinamarca na fase de grupos para estar no hospital ao lado de Line, mas voltou para participar da vitória na semifinal contra a Holanda e entrou para a história ao marcar o gol do título na decisão diante da Alemanha. Poucas semanas depois, a menina faleceu sabendo que o pai era um herói nacional.

7. Um gol de tirar o chapéu
Inglaterra e Escócia, os rivais mais antigos do futebol internacional, nunca haviam se enfrentado em uma grande competição até a Euro 1996, quando Wembley foi palco de um clássico decidido em poucos e emocionantes minutos do segundo tempo. O termômetro subiu na capital inglesa quando David Seaman defendeu o pênalti de Gary McAllister, mantendo a vitória parcial dos donos da casa por 1 a 0, e atingiu a temperatura máxima com o gol espetacular de Paul Gascoigne. Depois de receber um passe em profundidade na ponta esquerda da grande área, o meio-campista deu um lindo chapéu em Colin Hendry e bateu de primeira para as redes do seu então companheiro de Rangers, Andy Goram.

8. O voleio de ouro de Trezeguet
Embora a Euro 1996 tenha sido decidida no gol de ouro, o tento de Oliver Bierhoff não chegou a ser uma pintura. Quatro anos depois, porém, David Trezeguet saiu do banco para garantir o título europeu com um voleio de canhota no teto da rede, completando a memorável virada francesa na eletrizante final contra a Itália. “Primeiro fiquei feliz pelos meus companheiros, depois pela minha família, e finalmente por mim”, comentou o atacante recentemente. “Tínhamos o sonho de sermos campeões do mundo e da Europa.” Graças ao golaço de Trezeguet, o sonho virou realidade.

9. A inesquecível zebra azul e branca
Ninguém esperava por essa. A Grécia, que pagava 250 por 1 nas bolsas de apostas antes do início do torneio de 2004, protagonizou a maior zebra da história da Eurocopa. Depois de passar da primeira fase às custas de Espanha e Rússia, a seleção de Otto Rehhagel bateu França, República Tcheca e, por fim, o anfitrião Portugal, sempre por 1 a 0, para erguer a taça. “Os gregos fizeram história no futebol”, disse o técnico logo após o apito final. “É incrível.”

10. Três minutos de puro Zidane
Com 90 minutos de jogo completados no Estádio da Luz, em 2004, a Inglaterra vencia a França por 1 a 0 e, apesar de um pênalti perdido por David Beckham, parecia já estar com os três pontos no bolso. Até que Zinedine Zidane decidiu mudar o rumo da história. Não satisfeito em empatar o jogo aos 46 do segundo tempo em bela cobrança de falta, o maestro francês vestiu o capuz de carrasco e completou a virada com um gol de pênalti três minutos depois. Mais tarde, ele descreveria a partida como “uma das melhores” que já jogou.

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Para você, qual foi o momento inesquecível da Euro?

Fonte: http://pt.fifa.com

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JGalvão

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