Archive for the ‘Ciência e Tecnologia’ Category

Alemanha completa calendário para 2019 com clássico contra Argentina em outubro

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Após o decepcionante desempenho em 2018, com eliminação precoce na Copa do Mundo e rebaixamento na recém-criada Liga das Nações, a seleção da Alemanha completou o seu calendário para 2019. Nesta sexta-feira, a Federação Alemã de Futebol anunciou que a sua equipe nacional vai enfrentar a Argentina em 9 de outubro, em amistoso marcado para Dortmund.

A data era única das reservadas pela FIFA para compromissos das seleções que a Alemanha ainda não havia definido contra quem jogaria. A equipe entrará em campo pela primeira vez no ano em 20 de março, em Wolfsburg, para amistoso contra a Sérvia. Depois, terá sete compromissos pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2020, sendo o primeiro deles no dia 24, contra a Holanda, em Amsterdã. E fará um segundo amistoso em 2019, exatamente esse diante da Argentina.

O compromisso, que foi marcado para o Signal Iduna Park, é um dos grandes clássicos do futebol, tendo decidido as edições de 1986, 1990 e 2014 da Copa do Mundo, com os alemães tendo vencido as duas últimas finais e perdido a primeira.

“Era o desejo da nossa liderança esportiva ter a oportunidade de desenvolver o elenco e testá-lo contra uma equipe excepcional. A Argentina está entre as principais nações no futebol mundial”, disse Reinhard Grindel, o presidente da Federação Alemã de Futebol.

Diretor da seleção alemã, Oliver Bierhoff, destacou que o clássico pode ser uma boa oportunidade de desenvolvimento para o objetivo da equipe de voltar a ser protagonista no futebol de seleções. “É importante para nós competir com os melhores times do mundo, já que queremos voltar ao topo do futebol mundial”, afirmou.

Confira todos os compromissos da Alemanha para 2019

Local
20/03/2019 Alemanha Sérvia Wolfsburg
24/03/2019 Holanda Alemanha Amsterdam
08/06/2019 Bielorússia Alemanha
11/06/2019   Alemanha Estônia Mainz
06/09/2019 Alemanha Holanda Hamburgo
09/09/2019 Irlanda do Norte Alemanha
09/10/2019 Alemanha Argentina Dortmund
13/10/2019 Estônia Alemanha
16/11/2019  Alemanha Bielorússia Mönchengladbach

 

19/11/2019                          Alemanha                      Irlanda    do Norte                                        Frankfurt

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.espn.com.br

São Paulo – Brasil – 12:30

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Josy Galvão

A farmacogenética revoluciona o mundo dos negócios

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Eli Lilly acerta a compra da rival Loxo Oncology por US$ 8 bilhões – Jornalistas: James Fontanella-Khan e Eric Platt, do Financial Times, de Nova York 08/01/19

O laboratório farmacêutico americano Eli Lilly acertou a compra da rival Loxo Oncology, de menor escala, por US$ 8 bilhões, em mais um negócio na onda de fusões do setor vista nos últimos meses. A transação vai aumentar sua carteira de produtos contra o câncer.

Pelas condições do acordo, os acionistas da Loxo vão receber US$ 235 por ação, 68% a mais do que o preço de fechamento dos papéis em 4 de janeiro, refletindo o alto valor sendo pago pelas empresas do setor de oncologia.

Os grandes laboratórios farmacêuticos entraram em uma onda de fusões nos últimos meses em busca de mais medicamentos contra o câncer, já que buscam reforçar suas linhas de produtos em desenvolvimento antes de perder a proteção de patente de uma série de remédios de altas vendas para tratamentos da doença.

Na semana passada, a Bristol-Myers Squibb acertou a compra da empresa de biotecnologia Celgene, que tem uma grande carteira de drogas contra o câncer, por US$ 90 bilhões. A GlaxoSmithKline, por sua vez, comprou a Tesoro, também com foco na oncologia, por US$ 5,1 bilhões.

A Eli Lilly está empenhada em ampliar sua linha de produtos em desenvolvimento contra o câncer. A Loxo tem foco em medicamentos para pacientes com cânceres definidos genomicamente.

“Usar medicamentos personalizados para atacar tumores-chave proporciona uma abordagem cada vez mais forte para o tratamento do câncer”, disse Daniel Skovronsky, diretor científico da Eli Lilly.

“O portfólio da Loxo Oncology de […] inibidores direcionados especificamente para os pacientes com mutações ou fusões nesses genes, em combinação com diagnósticos avançados que permitem saber exatamente que pacientes podem se beneficiar, cria novas oportunidades para melhorar as vidas das pessoas com cânceres avançados”, acrescentou.

O negócio foi anunciado antes da conferência JPMorgan Healthcare, em San Francisco, encontro do setor onde muitos negócios são promovidos no início de cada ano.

O Deutsche Bank foi o assessor financeiro único da Eli Lilly, que teve como consultor jurídico a Weil, Gotshal & Manges. O Goldman Sachs e a banca de advocacia Fenwick & West trabalharam para a Loxo.

 

Matéria originalmente publicada por: Fonte: https://www.valor.com.br

São Paulo – Brasil – 11:00

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Josy Galvão

 

Testes genéticos preveem a reação de cada pessoa a medicamentos

A medicina personalizada está chegando sem fazer alarde e com resultados mais rápidos e eficazes.

 (Getty Images/Reprodução)

 

Muitas vezes, ao sair de uma consulta médica com uma receita na mão, você se pergunta: “Será que são o remédio certo e a dose adequada para mim?”. Pois já é possível saber antes de tomar o primeiro comprimido – e com mais exatidão do que pelos métodos usuais, que se baseiam em dados estatísticos de grandes estudos e na experiência do médico.

A resposta está nos genes. São eles que coordenam a produção de enzimas necessárias para quebrar os fármacos. Dependendo das particularidades individuais, a mesma dose de determinada medicação, que não funciona para alguns, pode levar outros ao hospital.

farmacogenômica, ou farmacogenéticaidentifica as características genéticas para prever a reação da pessoa ao medicamento. Mostra de antemão quem corre o risco de apresentar efeitos adversos graves a fim de reduzir sua incidência e conseguir maior adesão ao tratamento. “A medicina de precisão é uma oportunidade de tornar os tratamentos mais individualizados e propensos a produzir bom resultado”, disse o geneticista Francis Collins, diretor dos prestigiados Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, para a rede de televisão CBS.

A principal ferramenta da medicina sob medida são os testes genéticos. “Eles permitem que se descubra o medicamento adequado em tempo mais rápido, com maior eficiência, mais segurança e menor custo”, esclarece Guido Boabaid May, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e fundador de uma startup dedicada à realização de testes para doenças da mente. É o caso da depressão, que atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo e já constitui a maior causa de incapacidade física e mental.

Graças às informações fornecidas por esses testes, houve aumento de 50% na taxa de remissão de sintomas psiquiátricos entre pacientes que antes não respondiam à medicação – de acordo com um dos maiores e mais controlados estudos sobre a aplicação desses testes em pacientes com doenças mentais, apresentado em maio no Congresso da Associação Americana de Psiquiatria. Além disso, os resultados apareceram mais depressa.

Segundo May, pelo método tradicional, os médicos precisam esperar de três a seis semanas para observar se um antidepressivo está provocando boa resposta – ou até 12 semanas se for uma combinação de fármacos. O estudo, realizado sob a coordenação dos médicos Sagar Parikh e John Greden, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, acompanhou 1 167 voluntários recrutados em 20 centros médicos.

Embora a bagagem genética seja um dos fatores que influenciam a resposta ao medicamento – além de idade, estado nutricional, condição de saúde e ambiente, que podem ser avaliados na consulta –, durante muito tempo ela permaneceu inacessível. O termo farmacogenética foi cunhado em 1959.

O campo, porém, só se desenvolveu a partir dos anos 1980, especialmente depois de 2000, com a divulgação das conclusões do Projeto Genoma Humano, consórcio internacional que consumiu uma década de pesquisas e investimentos monumentais para mapear os 30 mil genes do DNA humano.

Planos de combate no DNA

Os testes genéticos procuram marcadores no DNA, os chamados poliformismos de base única, locais onde ocorrem variações que indicam como a pessoa reagirá a um fármaco: se terá uma resposta benéfica (a desejada), neutra (o remédio não fará efeito) ou desfavorável (haverá muitos efeitos colaterais).

Essa informação facilita a escolha do medicamento e o ajuste da dose. O uso mais consagrado é para determinar a indicação do anticoagulante oral varfarina na prevenção e tratamento da trombose, formação de coágulos nas veias.

Como a dose terapêutica é próxima da dose tóxica, capaz de ocasionar hemorragias graves, durante anos foi o segundo medicamento a provocar mais idas ao pronto-socorro nos Estados Unidos. O quadro mudou com a análise de variações nos genes CYP2C9 e VKORC1. “Ela ajuda a estabelecer a dose de maior eficácia e menor risco de hemorragia”, explica Guilherme Suarez Kurtz, professor de farmacologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O teste também está bem documentado para a codeína, analgésico potente da família dos opioides, destinado ao alívio de dores moderadas. Cerca de 10% da população apresenta uma variação no gene CYP2D6 que torna a metabolização do remédio mais lenta, impedindo que produza o alívio desejado. Já outros 30% o metabolizam de maneira tão rápida que até doses baixas podem ter efeitos tóxicos, como confusão mental e sonolência extrema.

Outro teste avalia a possibilidade de a sinvastatina, medicação mais empregada para controle do colesterol, causar dores ou desgaste nos músculos. Conforme o resultado, recomenda-se dose menor ou outra estatina. Pacientes HIV positivos também podem se beneficiar. Devido a uma variação genética específica, de 5% a 10% deles estão predispostos a uma reação de intolerância tão forte ao antirretroviral abacavir, integrante do coquetel contra a aids, que os obriga a suspender o uso.

Na Austrália, é obrigatório realizar o teste antes de prescrever o abacavir, avisa Kurtz. “Essa informação pode ser decisiva para obter uma resposta terapêutica excepcional.” Os testes são úteis, ainda, para quem vai tomar o anticonvulsivante carbamazepina, droga mais receitada contra epilepsia. Em portadores de certa variação genética, ela pode induzir a reações cutâneas gravíssimas, com formação de úlceras capazes de infectar e até provocar a morte.

Na oncologia, testes genéticos ajudam a traçar o plano de combate ao câncer. Nesse caso, o que se examina não são as características herdadas dos familiares, mas os genes do próprio tumor para estimar sua sensibilidade aos medicamentos e escolher alvos específicos. O pioneiro desses agentes é o trastuzumabe, anticorpo que ataca uma proteína produzida pelo gene Her2 positivo, presente entre 20% e 25% dos tumores de mama e responsável por uma das formas mais agressivas da doença.

Já o imatinibe é recomendado para tratar leucemia e outros tipos de câncer quando se encontram mutações nas células malignas sugestivas de sensibilidade à droga. Esses medicamentos surtem efeito apenas para as pessoas que se encaixam nesses perfis.

Enquanto em áreas como o câncer alguns testes já estão incorporados na rotina de cuidados do paciente, em outras a implantação acontece em ritmo mais lento do que o esperado em decorrência de quatro obstáculos, apontados por Guilherme Kurtz:

• Custo. São caros – em média 4 mil reais nos serviços privados –, e a maioria dos planos de saúde não os reembolsa. A tendência é que o preço caia à medida que forem se difundindo.
• Resistência do profissional. É necessário convencer o médico de que essa ferramenta é segura e substitui o método tradicional de tentativa e erro.
• Falta de evidência de utilidade clínica. Uma coisa é mostrar que uma variação genética está associada a um fármaco. Outra é provar a utilidade dessa informação. Tem de estar documentado, por meio de pesquisas científicas, que a variação é frequente e decisiva para o tratamento.
• Ausência de diretrizes sobre como interpretar os resultados e fazer a prescrição. Algumas iniciativas procuram suprir essa lacuna.

O https://www.pharmgkb.org/ é um banco de dados público, ligado aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, que divulga informações sobre 65 farmacogenes envolvidos na resposta a várias drogas. Já o Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium, consórcio internacional baseado nos Estados Unidos desde 2009, disponibiliza 35 diretrizes sobre remédios para diversas doenças. Na Holanda, o Dutch Pharmacogenetics Working Group, fundado em 2005, realiza trabalho semelhante.

Bagagem brasileira

Duas áreas em que as aplicações têm crescido, inclusive no Brasil, são a neurologia e a psiquiatria. Os testes realizados na startup criada por Guido May sequenciam 26 genes à procura de 506 variantes para 79 medicamentos contra depressão, transtorno bipolar, ansiedade, insônia, fibromialgia, epilepsia, Alzheimer e Parkinson entre outras doenças.

“O gene MTHFR é responsável pela codificação de uma enzima do fígado, de mesmo nome, que converte o ácido fólico da dieta na sua forma ativa, o metilfolato, para ser utilizado pelo organismo”, exemplifica May. “O ácido fólico é precursor de três neurotransmissores: serotonina, dopamina e norepinefrina. Uma variante nesse gene reduz a atividade dessa enzima, o que afeta a produção desses mensageiros químicos relacionados ao humor. A pessoa com essa característica pode necessitar de suplementação com metilfolato para responder melhor ao tratamento.”

A Rede Nacional de Farmacogenética (Refargen) reúne desde 2003 pesquisadores do Brasil inteiro empenhados em investigar e desenvolver terapêuticas individualizadas mais eficazes e menos tóxicas para nossa população. “Algumas variações genéticas são comuns em povos europeus, africanos ou ameríndios. A extrapolação desses dados não é apropriada aos brasileiros porque somos heterogêneos e miscigenados.

Precisamos testar a frequência dessas variações em pessoas de diversas regiões para determinar se o teste pode ser útil aqui”, explica Kurtz, que coordena a Refargen. Por exemplo, uma delas, associada a reações cutâneas graves à carbamazepina, é bastante comum no Sudoeste da Ásia, mas pouco prevalente no Brasil. “Conhecendo bem as características da população, podemos escolher que testes devemos implementar.”

Para Kurtz, mais interessante do que fazer apenas testes voltados para medicamentos específicos, seria traçar um painel genético individual cobrindo diversos genes, que valeria para a vida inteira. As informações ficariam guardadas no nosso prontuário médico eletrônico para serem consultadas sempre que necessário. Talvez esse seja o próximo passo da medicina personalizada.

 

Matéria originalmente publicada por: Fonte:   https://claudia.abril.com.br

São Paulo – Brasil – 08:50

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Josy Galvão

Risco de danos cerebrais por cabecear bolas de futebol é cinco vezes maior nas mulheres

O estudo sugere medidas específicas para cada sexo para evitar lesões na cabeça causadas pelo futebol.

Risco de danos cerebrais por cabecear bolas de futebol é cinco vezes maior nas mulheresPortugal – França: Eugenie Le Sommer disputa a bola com Carole Francisco Leong

Os danos cerebrais provocados por cabecear uma bola de futebol podem ser cinco vezes mais extensos em mulheres do que em homens, segundo um estudo publicado na última terça-feira, feito com base em quase 100 jogadores amadores.

O estudo, publicado na revista ‘Radiology’, sugere que medidas específicas para cada sexo podem ser necessárias para evitar lesões na cabeça causadas pelo futebol.

“Há muito que os investigadores e clínicos descobriram que as mulheres se sentem piores depois de uma lesão na cabeça que os homens, mas alguns diziam que isso só acontecia porque as mulheres estão mais dispostas a relatar os sintomas”, disse o autor principal do estudo, Michael Lipton, professor de radiologia, psiquiatria e ciências comportamentais no Albert Einstein College of Medicine, dos Estados Unidos da América.

“Com base no nosso estudo, que mediu mudanças objetivas no tecido cerebral em vez de sintomas auto-relatados, as mulheres parecem mais propensas que os homens a sofrerem traumatismo cerebral por cabecear bolas de futebol”, acrescentou.

Para o estudo, 49 jogadores e 49 jogadoras foram submetidos a uma forma de ressonância magnética chamada imagens por tensor de difusão (DTI), que analisa a saúde da substância branca do cérebro, observando o equilíbrio da água no tecido.

A idade dos jogadores variava de 18 a 50 anos, e ambos os grupos reportaram um número similar de cabeçadas no ano anterior. Os homens relataram uma média de 487, e as mulheres, 469.

Os exames mostraram que “o volume de substância branca danificada em mulheres jogadoras de futebol era cinco vezes maior do que nos jogadores homens”, segundo o estudo.

As mulheres tinham oito regiões do cérebro onde a substância branca – que envolve a comunicação entre diferentes partes do cérebro – tinha sido afetada, em comparação com três nos homens.

Os investigadores disseram que as mudanças no cérebro eram “subclínicas”, o que significa que os jogadores não relataram nenhuma habilidade de pensamento alterada.

Mas as mudanças continuam a ser uma preocupação, porque podem ser precursoras de lesões e danos cerebrais futuros, incluindo declínio cognitivo e mudanças comportamentais.

“Antes que uma disfunção séria ocorra, é sensato identificar os fatores de risco para lesão cerebral cumulativa – como cabecear uma bola, no caso das mulheres – para que as pessoas possam agir para evitar maiores danos e maximizar a recuperação”, disse Lipton.

O estudo não forneceu razões formais para as diferenças, mas alguns especialistas sugerem que a força do pescoço, as hormônios sexuais ou a genética poderiam ser os motivos.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://desporto.sapo.pt

São Paulo – Brasil – 07:00

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Josy Galvão

Uma breve história do sono – e da insônia

 (AnnaRise/iStock)

 

As horas passam e o corpo exausto rola na cama. Os olhos estão fechados, mas o cérebro continua em atividade alucinante. O silêncio é interrompido por rangidos, latidos, miados. Todo mundo parece dormir, menos você. Na verdade, um terço da humanidade está na mesma situação e passa a noite em claro. A ansiedade, uma eventual má digestão e até a cama desconfortável costumam levar à insônia. Mas, quando a dificuldade aparece quase toda noite, a causa pode estar em moléculas recém-encontradas no cérebro. São as oleamidas hidrolases que, ao pé da letra, cortam a vontade de dormir.

Essa é, ao menos, a suspeita de cientistas do Instituto Scripps, na Califórnia, Estados Unidos, chefiados pelo químico Dale Boger. Em 1994, eles identificaram uma proteína cerebral, a oleamida, que causaria o sono. “Ela aparecia em grande quantidade em gatos mantidos acordados por 22 horas”, explica Boger em entrevista à SUPER. “A oleamida provoca a sensação de que estamos despencando de cansaço”, diz ele, que já a identificou em seres humanos. Para o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo, a oleamida não é assim tão boa de cama: “O sono é fundamental para o organismo e, por segurança, a natureza deve ter criado várias substâncias para detoná-lo”, opina. “A oleamida provavelmente é apenas uma delas.”

Mesmo se a oleamida sozinha não fizer ninguém adormecer, a descoberta mais recente do pessoal do Instituto Scripps continuará sendo de arregalar os olhos. Há dois meses, eles encontraram uma segunda molécula cerebral de efeito oposto à do sono. Trata-se da oleamida hidrolase, capaz de quebrar em pedacinhos as oleamidas do repouso. “Quando restam poucas delas inteiras, a gente acorda”, conta Boger. O químico desconfia que muita hidrolase no cérebro significa grande dificuldade para dormir.

Sem chegar a dormir pesado

Em todo o mundo, um em cada cinco indivíduos usa com freqüência algum medicamento para adormecer. Depois de atravessar a noite sob sedação, essa gente passa o dia como um andróide mal programado. É a síndrome pós-sedativo, causada por uma noite ruim. Sim, porque dormir bem é seguir um script muito definido.

Nas fases 1, 2, 3 e 4, o sono se aprofunda cada vez mais. O auge do relaxamento físico acontece na última etapa, a fase REM (sigla para movimento rápido dos olhos, em inglês), que também é rotulada de sono paradoxal. Pois, enquanto o corpo descansa, o cérebro funciona a pleno vapor.

Depois de sonhar um pouco, as células cerebrais dão um tempo na fantasia. Interrompem a fase REM e voltam para as fases 4, 3 e 2 respectivamente. Então recomeça o ciclo até entrar em outra fase REM. O processo se repete três a seis vezes por noite. “Algumas substâncias como o álcool e os calmantes acabam criando uma espécie de sono artificial”, explica Rubens Reimão. “A pessoa sente a ilusão de ter dormido um sono pesado, mas seu cérebro não chegou às fases restauradoras do corpo e da mente, que são a 4 e a REM.” O resultado é que ela acorda péssima.

Todo barulho desperta e a gente não nota

Quando o corpo não experimenta as fases do sono plenamente, acaba acordando fraco. “Isso ocorre cada vez mais”, diz Fernando Pimentel de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, que mostrou um estudo no 9º Simpósio sobre Distúrbios do Sono, há dois meses, em São Paulo. Ele comparou dois hospitais, um no barulhento centro de Belo Horizonte e outro em um subúrbio silencioso. Os pacientes do hospital central se recuperaram mais devagar. “Buzinas e motores sempre despertam”, diz Souza. “Mas só nota quem fica acordado mais do que 1 segundo. Menos do que isso, não se percebe que o sono foi interrompido várias vezes.”

Essas noites maldormidas e a insônia são os maiores males na cama hoje. Para quem fica em claro, a equipe do Instituto Scripps, nos Estados Unidos, testou uma substância, o composto 6, que serve de isca para as hidrolases da insônia. Ela induz um sono natural e restaurador. Se todos os testes comprovarem sua eficácia, o composto 6 poderá se transformar em um remédio muito mais eficiente do que os sedativos que andam por aí.

A História nos braços de Morfeu

Século 5 a.C.
Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.), considerado o pai da Medicina, observa que estados de tristeza e depressão costumam levar à insônia. Hoje se sabe que, de fato, existe uma nítida relação entre estados depressivos e insônia.

Século 4 a.C.
O filósofo grego Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) reconhece que o sono é uma necessidade vital. Só errou ao achar que ele era provocado pelo coração, e não pelo cérebro.

Século 1 a.C.
Os gregos passam a usar a traqueotomia, um furo na traquéia, para tratar a apnéia, a parada respiratória em pleno sono. A medida era um tanto severa, mas é impressionante notar que eles já percebiam a gravidade do problema.

Século 17
Surgem as roupas feitas exclusivamente para dormir. Mas as camisolas eram encontradas apenas nos armários dos nobres. A população em geral dormia como no passado – nua, com uma touca para proteger a cabeça.

Século 18
Em 1729, o biólogo francês Jean-Jacques D’Ortous explica que o organismo de todos os seres trabalha em ciclos que se repetem. Ou seja, todos necessitam intercalar períodos de atividade e repouso.

Século 19
Em 1881, o médico francês Jean-Baptiste Gélineau descreve a narcolepsia, doença que faz o corpo “desligar” e leva à crises agudas de sono ao longo do dia.
Enquanto isso, as camisolas se popularizam e, para serem diferentes, os ricos têm uma idéia da China: dormir de pijamas.

Década de 20
O médico alemão Hans Berger inventa o eletroencefalograma em 1929, exame que mostra a atividade cerebral. Com isso, prova que as ondas nervosas jamais cessam. O cérebro não “apaga” nem durante o sono.

Década de 50
Em 1953, o estudante de Medicina americano Eugene Aserinsky e seu professor de fisiologia, Nathaniel Kleitman, descobrem o estágio REM.

Ainda nos anos 50
Em 1956, no filme Baby Doll, de Elia Kazan, a atriz americana Carrol Baker representa a mocinha que, na hora de ir para a cama, aparece com uma minicamisola e calções curtos. Surgia mais um traje para dormir.

Década de 60
Em 1965, o fisiologista francês Henri Gastaut descobre a apnéia, a perigosa parada respiratória durante o sono, que pode ser fatal e, antes, era considerada apenas um ruidoso caso de ronco.

 

 

Matéria originalmente publicada por:   https://super.abril.com.br

São Paulo – Brasil – 19:14

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Josy Galvão

Câncer de partes moles ganha primeiro remédio em 40 anos

Novo medicamento é aprovado em tempo recorde e traz esperança para um tipo de tumor que não tinha tratamentos disponíveis até então.

A droga é administrada por meio de uma infusão intravenosa (Foto: GettyImages)

 

Metade do peso de seu corpo está distribuída em músculos, gordura, tendões, nervos periféricos… E, assim como acontece no resto do organismo, as células que compõem essas estruturas podem ficar doentes e originar um câncer. Trata-se do sarcoma de partes moles, um tumor relativamente raro, mas que provoca cerca de 5 mil mortes só nos Estados Unidos por ano — infelizmente, faltam dados sobre a incidência dele aqui no Brasil.

“Até agora, não existia uma droga específica para combatê-lo”, conta o oncologista Rodrigo Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Mas a espera está prestes a acabar: a droga olaratumab, da farmacêutica Eli Lilly, foi recentemente liberada pelas agências regulatórias dos Estados Unidos e da Europa.

Seus resultados preliminares foram tão positivos que o remédio ganhou o selo de terapia inovadora e teve o processo de aprovação acelerado, uma vez que ele pode beneficiar um grande número de pacientes. A experiência, que foi relatada num artigo científico publicado no prestigiado periódico The Lancet, envolveu 133 voluntários, que foram divididos em dois grupos.

O primeiro ganhou doses do olaratumabe e de doxorrubicina, um quimioterápico convencional. A segunda turma recebeu apenas a tal doxorrubicina. Os indivíduos que se valeram do tratamento duplo tiveram uma sobrevida média sem progressão da doença de 11,8 meses, o que não foi obtido apenas com a químio.

O olaratumabe integra a classe das terapias-alvo, drogas que agem como um míssil teleguiado e atacam com precisão uma parte específica do câncer. “Ele interfere numa proteína chamada PDGFR-alfa, que está envolvida no desenvolvimento do tumor. Assim, impede que as células cresçam e causem mais incômodos”, explica Munhoz, que também é médico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

O novo medicamento já passa a ser a primeira opção de tratamento junto com a químio no sarcoma de partes moles com metástase. A expectativa é que ele chegue ao Brasil apenas em 2018 ou 2019.

 

Matéria originalmente publicada por:   http://saude.abril.com.br

São Paulo – Brasil – 23:45

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Josy Galvão

Homens e mulheres metabolizam remédios de maneira diferente

Pesquisa mostra que diferenças de metabolismo exigem adequação do medicamento às especificidades da natureza do corpo. Na Alemanha, agências reguladoras já exigem testes em ambos os sexos.

Doping am Arbeitsplatz (picture-alliance/U. Baumgarten)

A travessia entre o diagnóstico e a cura de uma doença submete homens e mulheres a tratamentos com remédios que não necessariamente são adequados às particularidades de cada organismo, concluiu um estudo realizado no Instituto Max-Planck em Dresden, na Alemanha. Para os cientistas envolvidos na pesquisa, a produção de medicamentos pela indústria farmacêutica desconsidera o fato de que a diferença entre os sexos vai além do aparelho reprodutor.

Um exemplo é o metabolismo hepático. A equipe de Dresden descobriu que a gordura no sangue do homem e da mulher é diferente. Isso indica que o fígado de um e de outro funciona de maneira distinta. Por esse fator, um quinto dos homens analisados pelos pesquisadores apresentou risco maior de desenvolver ao longo da vida diabetes tipo 2, pressão alta e obesidade. Essas informações deveriam ser levadas em conta na hora de definir a composição de um remédio para eles. Mas na maioria dos casos, não são.

Nas mulheres, as chances de uma síndrome metabólica são menores. Só que outro problema foi detectado – aliás, um problema para as mulheres que tomam pílula. O consumo de anticoncepcionais, segundo o estudo, produz uma mudança drástica na gordura sanguínea. A consequência é que as células do fígado acabam danificadas.

Os cientistas alemães chegaram ainda à conclusão de que a pílula faz diminuir a formação do colesterol bom, o HDL, e eleva o perigo de infecções, pressão alta e arteriosclerose. Foram identificados também distúrbios de ritmo do coração e da circulação do sangue. Tudo isso poderia potencializar os efeitos colaterais de um medicamento, ou mesmo fazer o organismo da mulher reagir de uma forma inesperada.

A medicina de gêneros

Vera Regitz-Zagrosek, do Instituto de Pesquisa de Gêneros do hospital Charité, em Berlim, alerta para uma negligência que pode transformar qualquer remédio em uma possível ameaça. “Por motivos econômicos, a maioria dos testes para desenvolvimento de medicamentos usa animais machos”, afirma.

O caminho para minimizar os riscos pode estar na medicina de gêneros. De acordo com Regitz-Zagrosek, o que essa área da saúde pretende é repensar a fabricação e a indicação de fármacos. Para ela, os especialistas precisam se perguntar: “Posso dar isso a um homem? A uma mulher? Na mesma dosagem? Faz diferença se a mulher está no período menstrual?”.

As mulheres metabolizam remédios mais lentamente, aponta a pesquisa de Dresden. Por isso, estão sujeitas a uma superdosagem, o que não ocorre com os homens.

Outro desafio é tirar o rótulo de que certas doenças só atingem um lado. A osteoporose, por exemplo, é considerada por muitas indústrias farmacêuticas uma doença de mulher, e os medicamentos geralmente são fabricados para elas. Mas a diminuição da densidade dos ossos afeta homens, que no fim são tratados com os mesmos princípios ativos indicados para o sexo oposto.

Na visão de Jürgen Gräßler, pesquisador do Hospital Universitário de Dresden, as conclusões do estudo “podem significar que, no futuro, teremos que fazer um controle mais eficaz e começar cedo ações de prevenção, como dieta e atividades físicas”.

Na Alemanha, as primeiras mudanças já começaram a surgir. Agências reguladoras exigem que testes para medicamentos sejam feitos em ambos os sexos porque a natureza de cada corpo não é igual.

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 20:40

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Josy Galvão