Archive for the ‘Comportamento’ Category

A fala racista do presidente do Schalke e o poder do vil metal

Após o bilionário Clemens Tönnies insultar africanos, fica-se com a impressão de que, para a elite, o discurso da dignidade humana é para boi dormir, especialmente quando um de seus integrantes é acusado de racismo.

Clemens Tönnies

Clemens Tönnies ficará três meses afastado da direção do Schalke 04

 

Clemens Tönnies ficou bilionário com sua empresa de produtos alimentícios (Tönnies Holding, de carnes e salsichas) em Rheda-Wiedenbrück, pequena cidade de 48.500 habitantes a pouco mais de 100 quilômetros de Gelsenkirchen, casa do Schalke 04. O time sempre foi a grande paixão de Tönnies e, desde 2001, ele é o presidente do clube.

Na qualidade de empresário, e como um dos homens mais ricos da Alemanha e do mundo (atual nº 1.349 da lista da Forbes), ele foi convidado pelos organizadores do evento Dia do Ofício, em Paderborn, a falar perante 1.600 convidados no começo deste mês.

Um dos temas do seu discurso foi a possível instituição de um imposto para combater as mudanças climáticas, especialmente em países da África. Em vez de mais um imposto, Tönnies propôs o financiamento e construção de 20 usinas elétricas na África por ano.

Ele justificou sua proposta com o seguinte argumento: “Assim, os africanos parariam de derrubar árvores e de produzir crianças quando fica escuro.”

Além da estapafúrdia afirmação racista, talvez um dos aspectos mais assustadores tenha sido a não reação da plateia. Ninguém protestou. Ninguém vaiou. Ninguém se levantou e deixou o recinto como atitude simbólica de repulsa. Nem o arcebispo convidado de honra sentado na primeira fila foi capaz de um mínimo gesto de desaprovação. Pelo contrário, ao final, o discurso foi aplaudido pelos presentes.

Não bastasse isso, após a repercussão negativa de sua fala, o próprio Tönnies propôs ao Conselho de Ética do Schalke 04 o seu afastamento temporário da presidência do clube por três meses. Ditou a sua própria sentença, que foi aceita sem mais delongas pelo conselho, com a justificativa de que a acusação de racismo contra o presidente é “infundada”.

É o caso de se perguntar: o que mais precisa ser dito para considerar como racista uma afirmação que insulta toda população da África?

Houve, porém, algumas vozes que se levantaram contra o racismo explícito manifestado pelo dirigente.

Pablo Thiam, por exemplo, que nasceu na Guiné e cresceu em Bonn, onde seu pai trabalhava como diplomata. Durante anos, Thiam jogou na Bundesliga, em clubes como Colônia, Wolfsburg, Stuttgart e Bayern. Atualmente, dirige o departamento dos times de base do Wolfsburg, além de ser o responsável pelo setor de integração que luta contra discriminação e racismo.

“Estou estupefato. Simplesmente me faltam palavras. Nem sei o que dizer. Com seu discurso, o presidente do Schalke contraria frontalmente todo trabalho que estamos desenvolvendo pelo diálogo e pela integração de migrantes e refugiados”, disse.

Para Thiam desculpas não bastam: “São desculpas de meia-pataca. Por acaso ele se desculpou com a população africana que insultou? Não. O seu pedido de desculpas se dirigiu exclusivamente aos próprios alemães. Nenhuma palavra sobre os africanos alvos da sua manifestação.”

Hans Sarpei, de origem africana e ex-jogador do Schalke, foi no mesmo diapasão: “Do clube e do senhor Tönnies espero que as palavras sejam seguidas por ações. É preciso se distanciar claramente de toda e qualquer discriminação e xenofobia. O presidente deve pedir desculpas publicamente a todos os africanos.”  

Peter Lohmeyer não é apenas um dos atores de cinema mais conhecidos da Alemanha, mas também um dos mais famosos fãs de carteirinha do Schalke 04. Só que depois da difamação dos africanos pelo presidente do clube e da generosa pena de três meses de suspensão do cargo, Lohmeyer decidiu devolver a carteira de sócio.

“Faço isso porque sou fanático pelo Schalke, clube que sempre esteve na vanguarda e na luta contra discriminação e racismo. Tenho muito orgulho disso. Agora vem um açougueiro rico e questiona essa postura. O clube sempre se orgulhou de mostrar o cartão vermelho para palavras e atos racistas. Quem contraria esse preceito não é Schalke de coração. Está lá por outros motivos; quiçá por interesses pessoais”,a firmou o ator.

Na TV alemã pipocaram depoimentos de torcedores, especialmente das torcidas organizadas, muito contrariados com as declarações do dirigente. Muitos pediram sua renúncia. Na partida do Schalke pela Copa da Alemanha sábado último, centenas de fãs levantaram cartões vermelhos exigindo a saída do presidente.

É interessante verificar que a maioria das críticas veio de pessoas da grande massa torcedora, dos assim chamados cidadãos comuns. Também era de se esperar que a classe dirigente deste meganegócio chamado futebol se posicionasse claramente sobre o assunto.

Cartolas influentes, como Watzke, do Dortmund, ou Rummenige e Hoeness, do Bayern, todos muito falantes quando do alto do pódio fazem discursos sobre responsabilidade social, mantiveram silêncio sepulcral e se fecharam em copas. Não reações, como se sabe, na verdade representam uma tomada de posição, porque quem cala, consente.

O próprio arcebispo de Paderborn, Hans-Josef Becker, presente no evento, só se manifestou discretamente alguns dias depois, através de comunicado oficial, ressaltando que o arcebispado é contra qualquer tipo de discriminação, seja por palavras ou atos. Aproveitou para dizer que Tönnies já havia pedido desculpas, dando assim o caso por encerrado.

Não resta dúvida de que Tönnies é muito importante para o Schalke. Basta lembrar que foi a figura-chave na obtenção do patrocínio milionário da empresa russa Gazprom e que pessoalmente injetou recursos financeiros consideráveis no clube quando necessário. Além do mais, como um dos homens mais ricos da Alemanha, é muito bem relacionado nas altas rodas políticas e empresariais, não só do país como também da Europa.

É sintomático que figuras exponenciais da assim chamada elite política e econômica tenham vindo em socorro do dirigente. Para essa elite, se tratou apenas de um comentário infeliz que não deveria ser sobrevalorizado. Fica-se com a  impressão de que, para o andar de cima da sociedade, o discurso da dignidade da pessoa humana, da ética, dos valores da inclusão de todos é um discurso para boi dormir, especialmente quando um de seus integrantes é acusado de racismo e discriminação.   

Tönnies ficará três meses afastado da direção do Schalke 04, pelo menos formalmente. Nem pensa em renunciar ao cargo. Em novembro estará de volta. É tempo suficiente para refletir e se lembrar de que o mínimo a fazer é pedir desculpas publicamente a todos os africanos que insultou com seu discurso.

Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Desde 2002, atua nos canais ESPN como especialista em futebol alemão. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast “Bundesliga no Ar”. A coluna Halbzeit sai às terças. Siga-o no TwitterFacebook e no site Bundesliga.com.br

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Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 15:57

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Josy Galvão

 

Clube alemão faz ação contra homofobia no futebol

Nas redes sociais, o capitão do Wolfsburg, o francês Joshua Guilavogui, usou braçadeira com as cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGBT+, que será utilizada durante toda a temporada.

Clube alemão faz ação contra homofobia no futebol

Após estreia com vitória no Campeonato Alemão diante do Schalke, neste sábado (25), o Wolfsburg foi parabenizado por mais uma ação, com repercussão também fora dos gramados. Seu capitão, o francês Joshua Guilavogui, utilizou uma braçadeira com as cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGBT+, que será utilizada durante toda a temporada.

A iniciativa prevê o fim do preconceito de gênero dentro do ambiente do futebol masculino e será usada por todos os capitães que defenderem a camisa do time, inclusive o time feminino. No site oficial, o presidente do Wolfsburg, Jorg Schmadtke, falou sobre a ação.

“Nós somos uma associação a favor de uma sociedade tolerante. Por isso, queremos nos posicionar não apenas seletivamente contra a discriminação, mas enviar um sinal claro ao longo da temporada por meio de todas as nossas equipes para mostrar que estamos a favor da diversidade”, finalizou.

 

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.foxsports.co

São Paulo – Brasil – 00:14

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Josy Galvão

 

Louis Vuitton ou Hermès: qual a marca de luxo mais autêntica?

Reprodução/Forbes

E não há negócio onde as apostas na autenticidade são mais altas do que no mercado de luxo

Atualmente, vivemos na era da autenticidade. Marcas, comunicações e relações autênticas com os consumidores são obrigatórias. Cerca de 86% deles disseram que essa característica é muito importante na hora de decidir quais marcas apoiar, revelou um estudo conduzido pela Stackla.

Essas descobertas foram validadas por outro estudo global da Cohn & Wolfe. Na pesquisa, feita com 15 mil entrevistados, 91% dos consumidores globais disseram que recompensariam uma marca por sua autenticidade por meio de “compra, investimento, endosso ou ação semelhante”. Desses 91%, mais de 60% “compram ou expressam maior interesse de compra” por uma marca que percebem ser genuína.

E não há negócio onde as apostas na autenticidade são mais altas do que no mercado de luxo, onde a confiança dos consumidores em patrimônio, perícia e qualidade é recompensada pela disposição de pagar a mais pelo privilégio de propriedade.

Na economia atual, onde dominam enormes conglomerados multinacionais como a LVMH, com fixação nos lucros trimestrais e crescimento, marcas de luxo são ameaçadas por serem onipresentes.

Quando essas marcas são vistas e estão disponíveis em todos os lugares, seus valores – sua autenticidade como verdadeiro luxo – se diluem. O colaborador da FORBES Walter Loeb apresenta uma excelente visão geral do delicado equilíbrio que a LVMH enfrenta ao manter a exclusividade e aumentar a acessibilidade.

“A autenticidade é considerada o grande desafio para o segmento de luxo do nosso tempo”, escrevem Patricia Anna Hitzler e Günter Müller-Stewens, da Universidade de St. Gallen, Suíça, em um estudo intitulado “O Papel Estratégico da Autenticidade nos Negócios de Luxo”. Nele, os autores definem os principais impulsionadores dessa característica como perícia, escassez de oferta, estética única e ligação à origem.

Além disso, Patricia e Müller-Stewens aconselham que os lucros devem ficar em segundo plano em relação a valores e ideais mais duradouros, para que um status autêntico de marca de luxo seja conquistado:

“O significado e a operação de longo prazo são princípios orientadores, aos quais uma organização que deseja ser percebida como autêntica deve prestar atenção especial. Isso pode incluir motivos como a preservação de empregos ou a promoção do patrimônio histórico e cultural.” Buscar o lucro, destacam os especialistas, é vital para a sobrevivência de uma organização. No entanto, a realização direcionada de lucros não é unicamente decisiva para a satisfação plena e duradoura. Um especialista sinaliza: “Deve haver algo diferente do mundo da imagem. Essa ‘outra coisa’ é o objetivo maior, uma missão que deve ser parte da identidade de uma organização de luxo que, junto com seus valores, dá à empresa uma estrutura na qual deveria operar”.

Com essa perspectiva em mente, estudei duas das mais conceituadas marcas de luxo do mundo – Louis Vuitton e Hermès – para ver como elas poderiam ser comparadas em termos de autenticidade. À primeira vista, a Louis Vuitton está no topo da lista do estudo “Global Authentic Brand 100”, da Cohn & Wolfe, classificada em 65o lugar. A Hermès, por outro lado, não aparece no ranking.

Mas as aparências enganam. Veja, na galeria de fotos abaixo, 5 motivos para a Hermès estar acima da Louis Vuitton no que diz respeito a luxo autêntico:

O luxo autêntico sussurra, não grita

No geral, a LVMH investiu muito mais em despesas de marketing e vendas do que a Hermès. Em 2017, 38,4% da receita total da empresa, de € 42,6 bilhões (US$ 48,6 bilhões), foram destinado a essas ações. Em comparação, a Hermès destinou 29,8% de suas receitas de € 5,5 bilhões (US$ 6,28 bilhões) para o mesmo propósito.

No entanto, esses números não são uma comparação estrita, já que a LVMH contempla 70 marcas individuais versus a Hermès.

A lista da FORBES das marcas mais valiosas do mundo apresenta os detalhes. A Louis Vuitton (a marca), classificada como 15ª no ranking geral e avaliada em US$ 33,6 bilhões, gerou US$ 12,9 bilhões em vendas e investe US$ 5,4 bilhões – 42,9% das vendas – em publicidade. Se isso não é gritante, eu não sei o que seria. (A LVMH não reporta receitas de suas marcas individuais.)

Por outro lado, a Hermès gasta 5% das vendas (US$ 298 milhões dos US$ 6 bilhões em receita) em publicidade. Elegância sutil e silenciosa é a abordagem da Hermès com relação à publicidade, e não a ampla exposição como no caso da Louis Vuitton.

O luxo autêntico não é para todos, mas para alguém especial

Sim, o monograma da Louis Vuitton tem uma herança que se estende por mais de um século, sendo introduzida pela primeira vez em 1896. Mas hoje, apesar do alto preço de suas bolsas de lona, ​​a marca e seus produtos podem ser os maiores perpetuadores de poluição gráfica do mundo.

Onde quer que você vá, uma bolsa LV está à espreita. A onipresença está em completa oposição ao código de conduta de uma autêntica marca de luxo.

A Hermès faz exatamente o oposto. Seu estilo é característico e imediatamente reconhecível para os familiarizados, embora, em nossa cultura obcecada por celebridades, a marca tenha se tornado mais amplamente reconhecida.

E, enquanto podem orgulhosamente usar Hermès – quem mais pode realmente pagar por ela? -, as celebridades possuem a marca, mas não são de propriedade da marca. Victoria Beckham teria uma coleção de bolsas da Hermès no valor de mais de US$ 2 milhões.

Ao mesmo tempo em que a Hermès rejeita os endossos das celebridades como uma estratégia de marketing, a Louis Vuitton a abraça completamente. Angelina Jolie, por exemplo, recebeu cerca de US$ 8,5 milhões para representar a marca em uma única campanha publicitária em 2011. Isso, supostamente, foi um dos maiores contratos de endosso de uma campanha publicitária.

Nesse cenário, a Louis Vuitton quebra outra regra fundamental do marketing de marcas de luxo descrito por Vincent Bastien e Jean-Noël Kapferer em um capítulo, em 2013, de “Luxury Marketing: A Challenge for Theory and Practice”:

“Celebridades devem ser usadas com cautela na estratégia de luxo, se a marca quiser construir seu poder de precificação, distinção, estilo e apelo sustentado. Elas não são usadas ​​como agentes de vendas, para novos clientes comprarem o produto por meio de um modelo de imitação”.

A Hermès faz o certo, usando verdadeiros compradores da marca para dar um testemunho autêntico de seu extraordinário valor.

O luxo autêntico é esquivo, não de fácil acesso

Exclusividade por meio da distribuição cuidadosamente controlada de uma coleção de marca de grife é outra característica do luxo autêntico. Assim como essas marcas não podem ser fortemente promovidas ou projetadas para agradar a todos, parte do mistério e da magia está no raro e difícil de conseguir.

A Louis Vuitton opera cerca de 460 boutiques. A Hermès não fica muito atrás, com pouco mais de 300 lojas em todo o mundo, mas é aí que as semelhanças terminam. A primeira também é amplamente distribuída em todo o mundo em várias lojas de departamentos de luxo, como Neiman Marcus, Saks, Bloomingdales, Nordstrom e Barneys, enquanto apenas um conjunto limitado de perfumes, louças e presentes da Hermès estão presentes nos mesmos locais.

A Louis Vuitton não é o que alguém chamaria de inacessível, muito pelo contrário. Las Vegas, por exemplo, tem nove locais onde os produtos da marca podem ser comprados. Por outro lado, a Hermès limita estritamente a produção e os locais para comprar suas principais linhas. Além disso, mantém uma lista de espera para pessoas que querem comprar uma Birkin, uma de suas bolsas clássicas que geralmente exige dois ou anos ou mais de paciência.

A Hermès limita estritamente a produção e a distribuição de seus produtos com a intenção explícita de não atender à demanda do consumidor, mas de melhorá-la. A Louis Vuitton, por outro lado, responde às pressões de seus acionistas para impulsionar o crescimento. Isso requer mais produtos distribuídos em mais lugares.

No caso do luxo autêntico, quanto mais fundo você cavar, mais autêntico ele se tornará

O luxo autêntico está no centro da marca Hermès e do que ela representa. No caso da Louis Vuitton, ao mesmo tempo que mantém as aparências, não mede esse fator.

Por exemplo: o “Business of Korea” informou este ano que os sapatos da Louis Vuitton são produzidos em uma fábrica na Romênia e, em seguida, enviados para a Itália, onde as solas são fixadas. Isso acontece apenas para que a marca possa anexar uma etiqueta de “Made in Italy” nos produtos. Essa operação é estritamente legal, embora não autenticamente genuína, uma vez que as regras da União Europeia especificam que o país de origem pode ser reivindicado onde a produção final é realizada, não onde a maioria do produto é realmente feita.

O título de uma autêntica marca de luxo deve ser conquistado, não autoproclamado

Para ser uma autêntica marca de luxo, a designação deve ser conquistada (Hermès) e não apenas um título reivindicado (Louis Vuitton). Em última análise, a Louis Vuitton é forte em marketing, mas leve na autenticidade. A Hermès é o oposto.

O fato de que a Louis Vuitton pode continuar impulsionando as vendas e o crescimento é digno de crédito, como comprovam seus resultados mais recentes, do primeiro semestre: 25% de crescimento da receita nas categorias de moda e artigos de couro onde é classificada.

Mas, como disse Abraham Lincoln, “você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, e todas as pessoas algumas vezes, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.

Até hoje, a Louis Vuitton fez um excelente trabalho ao manter um crescimento agressivo por meio de marketing e gerenciamento especializados, mas está brincando com sua autenticidade. Este pode ser o calcanhar de Aquiles da marca, o fator que que poderá desequilibrá-la. Os clientes verdadeiramente ricos querem marcas autênticas de luxo e não pretendentes.

Matéria originalmente publicada por:       https://forbes.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:02

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Josy Galvão

 

Futebol tem, intuitivamente, elementos do pensamento lean

Um dos esportes mais praticados no mundo, o futebol, também guarda elementos típicos do pensamento lean, que intuitivamente foram incorporados ao longo dos anos e auxiliaram na evolução dessa atividade esportiva que se torna ainda mais popular nos períodos de Copa do Mundo, como esta que ocorreu na Rússia.

Como foram surgindo espontaneamente, ou seja, não foram implementados por alguém com conhecimento de gestão, esses elementos lean presentes no futebol são evidentemente subutilizados.

Nesta Copa do Mundo, por exemplo, uma grande novidade foi o já polêmico VAR (sigla em inglês de Video Assistant Referee), conhecido no Brasil como “árbitro de vídeo”, um sistema criado pela FIFA para tentar evitar os erros de arbitragem que são tão comuns no futebol.

O VAR foi claramente concebido para ser uma “ferramenta” poka-yoke, expressão japonesa que pode ser traduzida como “à prova de erros”, que representa métodos ou dispositivos que ajudam as pessoas num ambiente de trabalho a evitarem falhas.

Esse sistema já auxiliou em diversas marcações de pênaltis, gols e cartões, porém como vimos na primeira partida da seleção brasileira no mundial – e também em outros jogos –, o sistema aparentemente não impediu que alguns erros ocorressem. Ou pelo menos não convenceu algumas pessoas de que as algumas falhas estão sendo efetivamente coibidas. Isso nos leva ao aprendizado de que tão importante quanto ter um poka-yoke é desenvolver a forma mais correta e precisa de usá-lo. Por se tratar de uma primeira experimentação desse sistema, espera-se que algumas reflexões e melhorias possam ser feitas sobre como melhorá-lo para que o jogo não perca a fluidez e principalmente que iniba ainda mais os erros que os árbitros possam cometer.

Por outro lado, um bom exemplo do uso de um dispositivo poka-yoke é o do chip na bola, que indiscutivelmente foi aplicado sem nenhuma discussão nas partidas da Copa. Esse sistema funciona com a instalação de um chip dentro da bola e alguns transmissores espalhados no estádio que conseguem capturar a informação de onde a bola está no campo, ou seja, consegue identificar se a bola entrou ou não no gol. Essa informação é repassada para o árbitro pelo seu relógio. Outras informações que podem ser repassadas ao árbitro pelo relógio são os jogadores que receberam cartões amarelos ou vermelhos e as substituições dos jogadores. Toda essa informação pode ajudar o árbitro a tomar decisões mais coerentes.

Outro conceito tipicamente lean que também, de certa forma, é utilizado no futebol é o andon, ferramenta que mostra o estado das operações em uma área e avisa quando ocorre algo de anormal. Por exemplo, o apito do árbitro e a bandeira dos assistentes sinalizam a todos acerca de uma situação anormal (falta, impedimento, reversão etc.), que podem ocorrer durante o jogo.

A diferença evidente, porém, é que o andon, uma vez utilizado num ambiente de produção, pressupõe a necessidade de resolver o problema alertado, atuando nas causas raízes, para que a mesma falha não ocorra novamente. No futebol, o apito e as bandeiras dos árbitros não conseguem, obviamente, evitar que erros futuros ocorram. Tanto isso é verdade que atletas que são alertados por terem provocado faltas voltam a cometê-las diversas vezes numa mesma partida. Caberia, então, ao treinador e à comissão técnica tentar entender o “porquê” de seus jogadores estarem fazendo muitas faltas ou ficando sempre em impedimento. Entendendo o real problema, poderiam propor contramedidas adequadas a cada uma das situações, podendo agir desde situações comportamentais, como com jogadores mais temperamentais, a mudanças de esquema de jogo e treinamentos específicos para o caso de impedimentos constantes. Dessa forma, sempre o mais importante é entender as causas dos problemas, analisá-las e combatê-las.

Outro aspecto muito aparente no futebol é a “gestão visual”, um conceito fundamental do pensamento lean, que permite o entendimento da situação real do trabalho por todos os envolvidos.

O mais óbvio deles é a numeração das camisas dos jogadores, que desde 1933 torna possível reconhecer de forma rápida quem são os jogadores e suas respectivas posições dentro do campo. Outro mecanismo visual que facilitou a comunicação entre os árbitros e jogadores e espectadores foram os cartões vermelhos e amarelos, criados na Copa de 70, pois no mundial anterior, em um jogo entre Inglaterra e Argentina, um jogador foi expulso, mas se recusou a sair de campo porque não havia entendido o árbitro alemão. As famosas bandeirinhas dos árbitros assistentes também foram criadas na década de 70 e seguiram a mesma lógica dos cartões, ou seja, facilitar o entendimento dos jogadores e espectadores, com uma sinalização mais visual, para marcações de algumas infrações, como: impedimento, falta e reversão.

Resta analisar se ainda hoje a comunicação em campo é eficiente, em especial em partidas internacionais, em que os árbitros e jogadores falam línguas diferentes.

Mesmo nas questões táticas que envolvem uma partida é possível identificar elementos da gestão lean. Quem nunca ouviu falar nas expressões “carrossel holandês”, “retranca italiana” ou “tiki-taka espanhol”? Todos esses termos se referem a esquemas táticos que foram consagrados por algumas seleções e são conhecidos até hoje. No futebol moderno e dinâmico, um termo muito conhecido é a “compactação”. Ou seja, os jogadores jogam bem próximos uns dos outros em setores menores do campo, com o intuito de facilitar o controle da bola e melhorar a marcação, seja no ataque ou na defesa. Para isso, os atletas precisam ser versáteis e ter múltiplas habilidades, como marcação, passe, desarme, chute, velocidade etc.

Esses conceitos aproximam-se dos layouts celulares que são bastante utilizados nos ambientes de manufatura e administrativos, pois justamente tem como intuito melhorar os fluxos. E necessitam dessa proximidade física de diferentes processos e de um time multifuncional.

Seria interessante que os treinadores tivessem conhecimento acerca de como mudanças de layout podem auxiliar em um ambiente lean. Com isso poderiam potencializar e solidificar um esquema tático.

Percebe-se então que, mesmo intuitivamente, alguns elementos do lean auxiliaram na evolução tática e de jogabilidade do futebol. Entretanto, um maior conhecimento do lean thinking por parte das federações, clubes e seleções poderiam trazer reflexões profundas com intuito de identificar e eliminar causas raízes de problemas organizacionais dentro e fora do campo. Eliminariam diversos desperdícios e agregariam ainda mais valor para os seus clientes, os torcedores.

Renato Mariz é especialista lean do Lean Institute Brasil com mais de 10 anos de experiência em gerenciamento de obras e aplicação de conceitos lean na construção no Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolveu métodos para aplicação do trabalho padronizado na construção, gerando aumento da produtividade e redução de desperdícios. Instrutor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Pará (Sinduscon/PA) para disciplina “Lean Construction”. É engenheiro civil pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Engenharia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde desenvolve doutorado no programa de pós-graduação.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.lean.org.br

São Paulo – Brasil – 08:00

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Josy Galvão

 

Conheça a única mulher com lugar no banco de reservas na Copa da Rússia

Iva Olivari, chefe da delegação da Croácia, é a única mulher a sentar em campo na Copa – Reprodução/Instagram

 

Entre meiões, chuteiras, calções e a tradicional camisa vermelha e branca quadriculada, ela se destaca em seu tailleur azul marinho, meia-calça cor da pele e scarpin preto. Seria praticamente impossível os olhares não se desviarem de Luka Modrić para Iva Olivari, a coordenadora da delegação da Croácia, nas comemorações das vitórias recentes sobre Dinamarca e Rússia. Enquanto a seleção croata busca fazer história e ser finalista do Mundial, ela já fez. É a primeira mulher a ocupar um assento num banco de reservas em uma Copa do Mundo de futebol masculino, com um cargo de chefia.

O caminho até ouvir o hino croata de pé, na beira do campo do estádio de Kaliningrado, na estreia da seleção contra a Nigéria, foi longo e cheio de percalços. Iva, de 49 anos, iniciou sua trajetória junto com o nascimento da Federação Croata de Futebol, após a independência do país da Iugoslávia, no início dos anos 90. Trabalhou em diversos cargos administrativos, após abandonar a carreira de tenista, aos 16, por causa de lesão no punho. Até chegar a um dos postos mais altos da entidade em 2012. Mas no Mundial do Brasil ela ainda ficou atrás dos panos. Ainda era cedo para colocar uma mulher ao lado da comissão técnica recheada de homens.

Como mulher num ambiente amplamente masculino, Iva sabe que causa estranheza seu lugar na seleção. Mas nunca se deixou abater pelos comentários sexistas que recebeu e recebe até hoje. Não por parte do seu ambiente de trabalho. Ela ressalta que na federação croata há mais mulheres do que homens, muitas delas em funções superiores. Fruto, segundo ela, do comando do presidente Davor Suker, um dos ídolos do futebol da Croácia, na chefia da entidade desde 2012. Foi ele quem a chamou para gerenciar a seleção.

— É um orgulho dizer que a federação, liderada por ele, dá todo o apoio à equidade de gêneros — disse Iva, que acredita que a educação recebida em casa a ajudou a superar o preconceito e a desconfiança. — Meus pais sempre nos criaram (ela e a irmã) com a crença de que podemos realizar tudo o que queremos, se formos fortes o suficiente e se formos persistentes no que fazemos. É assim que eu crio meus filhos até hoje.

Chamada de “tia Iva” pelos jogadores, croata tem quebrado a predominância masculina – Reprodução/Instagram

 

A proximidade com os jogadores e sua função estratégica — ela é o Edu Gaspar da CBF — a colocaram no banco de reservas na Rússia. “Tia Iva”, como é chamada carinhosamente por eles, conhece os atletas de longa data. Como trabalhou nas divisões de base, a maioria teve o primeiro contato com ela ainda na adolescência.

Hoje, além de todas as funções burocráticas como organizar viagens, vistos, credenciamento, jogos e treinamentos, ser o elo com a UEFA e a FIFA, ela tem o papel de conselheira dos jogadores.

— É uma pessoa maravilhosa, nosso anjo da guarda. A conheço há 10 anos e todos nós a adoramos — afirmou o goleiro Subašić, em entrevista recente.

Rusgas acontecem, ela admite. Nem sempre todos estão de bom humor. Mas nada que estremeça o bom relacionamento entre eles.

— Todos eles são grandes estrelas do futebol, mas eles me respeitam. Nosso relacionamento é muito aberto e direto. Dizemos um ao outro o que temos que fazer e continuamos. Estou aqui para eles, tento ser discreta o máximo possível e eles sabem que podem confiar em mim. É um relacionamento que foi construído há muitos anos — conta.

Em meio aos jogadores, Iva comemora vitória da Croácia sobre a Dinamarca, nas oitavas – Reprodução/Instagram

Sob os holofotes nesta Copa — deu diversas entrevistas para meios de comunicação de todo o mundo —, ela sabe que, mesmo sem levantar bandeiras ou fazer parte de movimentos feministas, a sua presença no Mundial é um ato político em si. Iva tem recebido muitas mensagens de mulheres reconhecendo e parabenizando seu trabalho.

Lentamente, a mentalidade do mundo em relação às questões de gêneros está mudando, acredita Iva. Destaca o fato de a FIFA ter uma secretária-geral (a senegalesa Fatma Samoura, que ocupa o cargo desde 2016, eleita pela Forbes, neste ano, a mulher mais poderosa do esporte internacional).

— Mais e mais pessoas são capazes de aceitar ver mulheres no futebol, mesmo nas posições mais altas. Devido à popularidade mundial, o futebol é uma plataforma muito boa para promover a diversidade de todos os tipos, social, racial, sexual, e todos nós, independentemente do sexo, devemos nos esforçar para promover toda a igualdade.

Iva sonha em fazer história. Se a Croácia ganhar a Copa de 2018, a ex-tenista será a primeira mulher com chance de ter em mãos o troféu de campeão do mundo.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     https://oglobo.globo.com

São Paulo – Brasil – 06:50

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Josy Galvão

 

 

 

“Eu te amo” versus “Ich liebe dich”

Há quase duas décadas na Alemanha, o colunista Ricardo Domeneck ainda pasma com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. “Para eles, parecemos saídos de uma telenovela.”

Symbolbild Universität Seminar Bibliothek Flirt (Yü Lan/Fotolia)

Sim, dizem que “ich liebe dich” quer dizer “eu te amo” em alemão. Será mesmo que “eu te amo” quer dizer “ich liebe dich” em português? Não quero relativizar sentimentos que certamente ocorrem por toda a espécie, independente de cultura. Os poemas de amor de todos os tempos e lugares estão aí para confirmar. Ora, é patente que ele (em português, é masculino o sentimento, o amor) ou ela (em alemão torna-se feminino, “die Liebe“) pode ser observado até mesmo em outras espécies. Algumas espécies são monogâmicas. Outras são poligâmicas. E nós, Homo sapiens? “Nós quem, cara pálida?” – alguém poderia responder.

Há quase duas décadas na Alemanha, ainda pasmo por vezes com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. A essa coisa que chamam de amor. Como podem por vezes ser diferentes as reações a situações tão parecidas. Minha impressão ainda é que, para eles, parecemos saídos de uma telenovela, e nem mesmo das brasileiras, mas das mexicanas. Exagerados! Dramáticos! Gosto de brincar que é tudo culpa de Dolores Duran, Chico Buarque e Angela Rô Rô. Essas nossas lições de fossa.

Eu não deveria ter ouvido tantas vezes os versos daquela canção: “E que me sobe às faces e me faz corar / E que me salta aos olhos a me atraiçoar / E que me aperta o peito e me faz confessar / O que não tem mais jeito de dissimular / E que nem é direito ninguém recusar / E que me faz mendigo, me faz suplicar.”

Não é à toa. Olhem isso. Exageradíssimos. Não consigo pensar em algo equivalente entre os alemães. Sempre brinco com outra coisa: para nós do sul, virar os olhos é expressão de êxtase. Para os do norte, é expressão de tédio.

Pensem bem: na década de 1970, quando Chico Buarque estava compondo “O que será (À flor da pele)”, por aqui reinavam supremos Kraftwerk, Can e Tangerine Dream. Enquanto Chico Buarque e Milton Nascimento soltavam seus falsetes, por aqui cantavam “Wir laden unsere Batterie / Jetzt sind wir voller Energie / Wir sind die Roboter” [“Nós carregamos nossas baterias / Agora estamos cheios de energia / Nós somos os robôs”]. Carambola, vamos nos entender como? Está certo, está certo, estou fazendo exatamente o que eles reclamam que eu faço: exagerando.

Mas deixem-me contar uma história: certa vez, levei um pé na bunda de um alemão. Sofri como um condenado, como um camelo, estava mais perdido do que cachorro que caiu de foguete espacial. Sabe a Laika? Pois é, a Laika.

Estava na casa de um amigo, que olhou para mim, lá sofrendo, e disse: “Como deve ser difícil ser assim.” Eu falei: “Assim como?” E ele respondeu: “Sofrendo como um condenado por causa do fim de um namoro.” Fazia duas semanas! “Criatura, faz duas semanas!”, eu disse. “Ainda vou sofrer por seis meses pelo menos.” E ele respondeu o de sempre: “Como você é exagerado.”

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 20:25

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Josy Galvão

Jogadores leiloam camisas para ajudar brasileiro sem teto em Portugal

Dois zagueiros brasileiros vendem na internet camisas especiais do Acadêmica de Coimbra para compatriota morador de rua poder pagar multa ao Serviço de Estrangeiros. Quantia necessária foi obtida em 48 horas.

Pés de jogador de futebol

Tem gente que é capaz de dar até a camisa do corpo para ajudar um compatriota. Ou quase.

Os jogadores brasileiros Yuri Matias e Brendon Lucas, do time Acadêmica de Coimbra, da segunda divisão portuguesa, se solidarizaram com um compatriota sem teto da cidade, leiloando na internet duas camisas com o fim de arrecadar fundos para quitar uma multa imposta ao homem de 50 anos.

O também brasileiro, que foi para Portugal à busca de uma vida melhor, costuma dormir na estação ferroviária de Coimbra, perto da área de treinamentos do Acadêmica. Ele procurou o clube desesperado para pedir ajuda aos atletas brasileiros: fora multado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras por não conseguir regularizar sua situação em Portugal, devido ao fato de não ter trabalho.

Matias e Lucas, ambos zagueiros de 22 anos, se solidarizaram. Para envolverem os torcedores na causa, decidiram leiloar a camisa especial de aniversário de 130 anos de fundação do Acadêmica. O uniforme do clube de futebol mais antigo de Portugal fora presenteado pela diretoria em novembro.

“O objetivo era arrecadar um dinheiro para entregá-lo ao senhor”, contou Yuri Matias, ex-jogador do América de Recife, à agência de notícias Efe. Depois de feitas as ofertas em seus respectivos perfis do Facebook, o valor de que o morador de rua precisava foi obtido em apenas 48 horas. “Prefiro não dizer quanto dinheiro arrecadamos, o que se sabe é que já temos o suficiente”, acrescentou.

O companheiro Brendon Lucas é cria do Palmeiras, e defendeu os goianos Anápolis e Grêmio Anápolis antes de se transferir para o Portimonense, em Portugal, que o emprestou ao Acadêmica.

O time da cidade de Coimbra vem brigando para voltar à elite, e atualmente aparece em segundo lugar na segunda divisão, com 40 pontos, um a menos do que o líder, o Porto B, que não pode ser promovido.

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 23:31

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Josy Galvão

Em festa de Carnaval de clube alemão, dupla se veste de árbitro de vídeo; veja como ficou a fantasia

Imagem relacionada

Colônia tem um Carnaval conhecido na Alemanha. E tal clima também envolve o principal clube da cidade. 

No evento festivo do atual lanterna do Campeonato Alemão, dois jogadores se superaram na criatividade ao irem vestidos de árbitro de vídeo. O goleiro Timo Horn e o zagueiro Dominic Maroh pensaram, inclusive, nos detalhes, como objetos de comunicação e até mesmo uma TV falsa que mostra os dois reclamando na imagem.

A Bundesliga é um dos campeonatos que têm usado o VAR, e o curioso é que a sala onde se localiza o árbitro que vem participar por meio do vídeo fica justamente em Colônia.

Apesar de estar na última colocação do Alemão, o Colônia tem motivos para comemorar – e não apenas o Carnaval. Afinal, depois de ter ficado as 16 primeiras rodadas da competição sem ganhar (13 derrotas e três empates), o time vem de três triunfos seguidos e já sonha com a permanência na elite.

Na 16ª rodada, o clube estava 12 pontos atrás do 16º colocado, o time que jogaria um playoff contra o terceiro da segunda divisão por um lugar na elite. Atualmente, a diferença é somente de quatro pontos.

O Colônia voltará a campo no sábado, quando receberá o Augsburg no RheinEnergieStadion, às 12h30 (de Brasília).

 

 

Matéria originalmente publicada por:    http://www.espn.com.br

São Paulo – Brasil – 23:19

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Josy Galvão

No trânsito com Beethoven, casais gays e mascotes

Cidades da Alemanha competem para ver quem tem o semáforo mais original. Além do famoso Ampelmann berlinense, figuras como personagens das TVs locais e mulheres em prol da igualdade estampam sinais de trânsito.

Ampel-Kasperl

Travessia livre com o Kasperl

A cidade bávara de Augsburg teve a ideia de substituir as anônimas figurinhas dos sinais de trânsito por personagens de um orgulho local: o teatro de marionetes Augsburger Puppenkiste, cultuado pelas crianças – e não só – de toda a Alemanha. Na foto, o risonho e falador Karperl. Detalhe importante: ele só aparece no sinal verde; para o vermelho, permanece o bonequinho convencional.

Mainzelmännchen-Ampel (picture alliance/dpa/A. Arnold)

Da telinha para o trânsito

Parece o Cartman do “South Park”, mas não é. A municipalidade de Mainz optou por coordenar o trânsito com os Mainzelmännchen, seis personagens de desenho animado que desde 1963 pontuam os intervalos comerciais da emissora ZDF, sediada nessa cidade no sudoeste da Alemanha. Na foto, Det, cujos companheiros se chamam Anton, Berti, Conni, Edi e Fritzchen.

Pferdle und Äffle-Ampel (picture-alliance/dpa/Fanclub Pferdle und Äffle/Klaus Winter)

Bichinhos suábios a caminho

Já em Stuttgart, o fã clube dos mascotes da emissora de TV regional SWR ainda está lutando para que suas personagens favoritas sejam adotadas nos semáforos da capital de Baden-Württemberg. Trata-se de Pferdle e Äffle (“cavalinho” e “macaquinho”, no dialeto suábio), que se tornaram uma dupla em 1963. No fim de 2017, seus aficionados já haviam conseguido reunir 12 mil assinaturas.

Bonn - Beethoven Ampel (Imago/Steinach)

Sob o signo beethoveniano

Na corrida por um lugar na luz, a cidade de Ludwig van Beethoven, Bonn, não ficou para trás: o retrato do compositor já decora um sinal de trânsito na praça Bertha von Suttner Platz, não muito longe da casa de nascença do grande músico. O modelo foi o célebre retrato pintado por Karl Stieler em 1819, que também só brilha no sinal verde. Em 2020 completam-se os 250 anos de nascimento de Beethoven.

Ampelmänner mit Herz (picture-alliance/dpa/J. Stratenschulte)

Luz verde para os casais gays

Em tempos de aceitação e tolerância, nem só os grandes astros têm a honra de coordenar o trânsito. Em 2015, na época da Parada do Orgulho Gay, Viena deu lugar à imagem de um casal homossexual em seus cruzamentos. Em breve, Frankfurt pretende seguir o exemplo, espalhando duplas gays e lésbicas pelo centro da cidade.

Ampelfrau (Getty Images/S. Postles)

Mulheres no comando

Em março de 2017, em Melbourne, Austrália, dez “homenzinhos do semáforo” cederam lugar a companheiras femininas – ainda que só por 12 meses. Mesmo ridicularizado por alguns, o projeto iniciado por uma organização de interesse público visa incentivar a igualdade de direitos entre os sexos. Também na Alemanha veem-se de vez em quando “mulheres do semáforo”, em Colônia e Leipzig, por exemplo

Ampelmann

O primeiro já é “cult”

Mas o “Ampelmännchen” mais famoso da Alemanha é certamente o de Berlim, que hoje dispõe até de lojas próprias, adornando uma enorme gama de artigos, de camisetas e chaveiros a toalhas, ventiladores e… sinais de trânsito para decoração de interiores. Ele foi lançado em 1969 na antiga Alemanha Oriental, criado por Karl Peglau, que não era sequer designer, mas sim psicólogo do trânsito.

Sinal de trânsito

E os burros também?

Outra cidade que quer igualmente fazer uma diferença através de seus semáforos é Wesel, no Baixo Reno, adotando a imagem de um jumento. A dificuldade é que as diretrizes alemãs para sinais luminosos preveem a representação de um transeunte, e não de um quadrúpede. A municipalidade responsável, em Düsseldorf, está estudando a proposta dos originais vizinhos.

 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:41

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Josy Galvão

Tênis como passagem de metrô em Berlim

Promoção leva dezenas de pessoas a acamparem dias em frente às lojas para conseguir um dos 500 pares disponíveis, vendidos por 180 euros. Mais uma inovação da criativa empresa de transporte público da capital.

Tênis da BVG

Estampa de tênis é inspirada em bancos do metrô berlinense

 

Já imaginou usar um tênis que vale como passagem do transporte público? A ideia, meio absurda, acaba de ser lançada pela empresa pública que administra os ônibus, metrôs e bondes de Berlim, a BVG.

No ano passado, já havia escrito sobre a eficiência do transporte público na capital alemã e a criatividade da empresa na busca por novos usuários. Mas a cada ano que passa a BVG parece se superar na irreverência. Para comemorar seu aniversário de 90 anos, a queridinha de Berlim inovou mais uma vez, com uma campanha lançada em parceria com a Adidas.

A empresa criou um tênis, com a mesma estampa dos bancos dos metrôs berlinenses, que vale como um bilhete anual nas dez linhas de metrô, 22 de bonde e mais de 150 de ônibus. A passagem é bordada na língua do calçado. Enquanto a passagem anual custa entre 728 e 761 euros, dependendo da forma de pagamento, o tênis sai por 180 euros.

Há, porém, uma condição meio adversa nesta promoção: o proprietário tem que estar usando o tênis para que a passagem seja válida. Apenas levá-lo na mochila e mostrar no controle não vale.

Além disso, o usuário tem que usar ambos os pés. Essa regra foi imposta para evitar que espertinhos fiquem com um pé só e vendam o outro, possibilitando que duas pessoas andem com o mesmo o bilhete. Ou seja, se a pessoa precisa do transporte público diariamente, terá que usar o mesmo sapato o ano todo.

A promoção também foi limitada. Apenas 500 pares foram colocados à venda, em duas lojas na cidade, o que levou à formação de filas três dias antes do início das vendas, na terça-feira passada. Nem temperaturas negativas nem o frio impediram dezenas de interessados de acamparem em frente aos estabelecimentos comerciais.

A campanha fez mais sucesso do que o lançamento de iPhones na cidade. Na véspera do início das vendas, centenas de pessoas passaram a noite no meio da neve esperando a abertura da loja. O produto se esgotou em poucas horas.

Tênis com ticket do transporte público de Berlim

Ticket anual é bordado na aba

 

Mas nem todos estavam interessados no bilhete de transporte público. Alguns esperavam revender o sapato por um valor bem maior, devido à edição limitada da peça. No ebay, o tênis está sendo vendido por mais de mil euros. 

Segundo a porta-voz da BVG, a campanha visava atrair a atenção dos jovens e ganhá-los como novos usuários do transporte público e talvez como futuros funcionários.

Com a campanha, a BVG mostrou novamente que é uma das empresas de transporte mais inovadoras do mundo. A aproximação com seu clientes começa pelo slogan: “Porque nós te amamos!” e segue com propagandas criativas nas quais faz piada dos próprios problemas ou destaca que tudo é permitido em seus veículos, só não pode deixar de pagar a passagem.

Outra ação que deu o que falar ocorreu em dezembro. A empresa ofereceu um pequeno show da banda irlandesa U2 numa estação de metrô da linha U2. Alguns passageiros foram pegos de surpresa. Os músicos chegaram à estação, onde o show acústico foi transmitido ao vivo nas redes sociais da BVG, usando o metrô.

O tênis não é o primeiro produto pessoal lançado pela BVG. Além de passagens, em sua loja virtual, a empresa vende uma coleção de roupas com a estampa dos bancos de metrô, capas para celulares e xícaras. Só mais um porém sobre o tênis: ele não vale como passagem para o S-Bahn, os trens que são operados pela Deutsche Bahn (DB).

 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 12:56

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Josy Galvão