Archive for the ‘Copa do Mundo 2018’ Category

Löw: “Se o espírito brasileiro agora encontrar a paz, está ok”

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Treinador da seleção da Alemanha lembra que seu time teve derrotas antes das copas de 2010 e 2014. Joachim Löw afirma que derrota para o Brasil por 1 a 0 em casa “não preocupa”.

O Brasil venceu a Alemanha por 1 a 0 no aguardado amistoso em Berlim na última terça-feira (27/03), o último antes das convocações para a Copa do Mundo na Rússia. Quase quatro anos após a goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa de 2014, as duas seleções voltaram a se enfrentar.

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 00:14

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Josy Galvão

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Pode uma alemã torcer pelo Brasil? Claro!

Na fatídica noite do 7 a 1, uma gringa no Rio de Janeiro torceu pela Alemanha. No amistoso, quatro anos mais tarde, seu coração batia pelo Brasil. Pode? A colunista Astrid Prange responde com plena convicção.

Brasil venceu Alemanha por 1 a 0 no amistoso de 27/03/2018Brasileiro Thiago Silva e alemão Sandro Wagner disputam a bola durante o amistoso em Berlim

Caros brasileiros, minha alma canta! Confesso que fiquei feliz com o resultado do amistoso entre Brasil e Alemanha nesta terça-feira (27/03), no Estádio Olímpico de Berlim. Pode? Pode ser alemã e torcer contra a própria pátria?

Como faço parte do grupo crescente de pessoas neste mundo que vive ou viveu um tempão fora do seu país, digo “sim”, claro. No coração sempre cabe mais um, especialmente um país hospitaleiro como o Brasil, que me presenteou com tantos momentos inesquecíveis.

Um deles foi o 7 a 1, em 8 de julho de 2014. Lembro que passei aquela noite no Bar Butesquina, em Copacabana, no Rio de Janeiro, com meu marido e amigos brasileiros.

DW-Journalistin Astrid Prange bei WM in Brasilien 2014 (privat)Astrid Prange no Rio, na noite do 7 a 1. Ela escreve sobre Brasil e América Latina para a Deutsche Welle

Como era uma das poucas “gringas” no lugar, resolvi torcer pela Alemanha. Achava que a Alemanha precisava. Para não parecer antipática, tinha pintado as unhas nas cores da Alemanha e do Brasil, queria enviar um sinal de paz para os torcedores brasileiros.

“Flamengo, mais um gol!”

Depois do primeiro gol da Alemanha, ainda fiquei feliz e achava que a seleção alemã tinha tido um bom começo e pelo menos já tinha salvado a própria honra. O clima no bar era de bom astral, pois o jogo ainda estava em aberto. Mas cada gol da Alemanha aumentava a preocupação e o sofrimento entre os torcedores brasileiros.

Minha alegria inicial diminuía. A goleada era demais. Ninguém entendia mais nada. Depois do quinto gol, me entregaram um troféu de papel machê. O público começou a torcer pelo time da Alemanha. E cantava: “Flamengo, Flamengo, mais um gol, mais um gol”, pois os jogadores da seleção alemã vestiam camisas nas cores do time carioca.

O salvador da pátria se foi

Essa foi demais. Os brasileiros torcendo pela Alemanha, e a alemã sentindo pena do Brasil. O gesto dos torcedores brasileiros abandonando a própria seleção mostrou a desilusão e a decepção com o próprio time. Mas também os limites de um mito nacional maltratado, de um time que, no meio de uma crise política, estava sobrecarregado de expectativas e não servia para salvador da pátria.

Os corações que batiam no peito dos torcedores naquela noite, naquele bar, simplesmente não aguentaram mais ver seu próprio time sendo massacrado. Mas, graças a Deus, o coração humano é maior que qualquer pátria. Por mais que sejamos carimbados pelo país em que nascemos e crescemos, nada nos impede de criar raízes novas, dentro do nosso país ou fora.

Ontem, torci pelo Brasil. Ainda bem que só teve um gol. A Seleção não desafiou meu coração, ele continua batendo pelos dois países, daqui da Alemanha, com passaporte alemão. Com uma pátria velha e uma pátria nova. E com a alma cantando. E desejando uma Feliz Páscoa!

Astrid Prange de Oliveira foi para o Rio de Janeiro solteira. De lá, escreveu por oito anos para o diário taz de Berlim e outros jornais e rádios. Voltou à Alemanha com uma família carioca e, por isso, considera o Rio sua segunda casa. Hoje ela escreve sobre o Brasil e a América Latina para a Deutsche Welle. Siga a jornalista no Twitter: @aposylt.

 

 

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São Paulo – Brasil – 23:59

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Josy Galvão

 

Meia alemão critica atuação de colegas em jogo contra o Brasil

Toni Kroos expressa decepção com jogadores reservas que entraram em campo em amistoso de Berlim. Técnico Joachim Löw deixa claro que derrota não é motivo para mudar sua filosofia de preparação para a Copa.

Jogador Toni Kross durante amistoso contra o Brasil em BerlimKross: “não somos tão bons quanto nos dizem que somos ou mesmo quanto alguns de nós pensam”

O jogador Toni Kroos, meio de campo da seleção alemã, fez duras críticas a seus colegas após a derrota por 1 a 0 contra o Brasil nesta terça-feira (28/03) em Berlim. Segundo ele, o jogo deixou evidente “que não somos tão bons como costumam nos dizer que somos ou como talvez alguns pensam”, afirmou o atleta, em entrevista à televisão estatal alemã ZDF.

“Nós tínhamos alguns jogadores em campo que tiveram a chance de se apresentar num jogo deste nível. E eles não o fizeram”, lamentou Kroos, visivelmente irritado com o resultado da partida, em recado destinado principalmente aos não titulares que atuaram no amistoso. “Eu esperava mais. Quando alguém ganha uma oportunidade num jogo como esse, então dá para você esperar aqui ou ali uma outra linguagem corporal.”

O treinador da Alemanha, Joachim Löw, reconheceu que as sete substituições fizeram com que a equipe não jogasse com o habitual entrosamento. “Nosso jogo não esteve tão redondo quanto normalmente”, sublinhou. “Nós fortalecemos o adversário no primeiro tempo com uma série de perdas de bola. Nossa linguagem corporal, o domínio e segurança não foram bons.”

Há dois meses e meio da estreia na Copa do Mundo da Rússia, contra o México, a derrota contra o Brasil fez com que a seleção alemã deixasse de alcançar o almejado recorde de 23 jogos sem derrota, para se conformar com o modesto balanço de quatro testes seguidos contra grandes seleções sem uma vitória sequer e apenas três gols.

No entanto, Löw não vê motivos para modificar sua filosofia de trabalho. “Eu não estou preocupado porque sei que o time é capaz de algo completamente diferente. Toda equipe tem um dia em que as coisas não funcionam. Eu sei do que somos capazes e da mentalidade que temos”, enfatizou o treinador, que tranquilizou os torcedores. “Eles podem ter certeza de que vamos melhorar.”

 

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São Paulo – Brasil – 00:34

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Josy Galvão

Brasil vence Alemanha em reencontro após 7 a 1

Em último amistoso antes das convocações para a Copa do Mundo na Rússia, seleção brasileira marca 1 a 0 contra a atual campeã mundial. Vitória em Berlim vem quase quatro anos após goleada na semifinal da Copa no Brasil.

Único gol da partida foi marcado por Gabriel Jesus aos 37 minutos do primeiro tempo

Único gol da partida foi marcado por Gabriel Jesus aos 37 minutos do primeiro tempo

 

O Brasil venceu a Alemanha por 1 a 0 no aguardado amistoso em Berlim nesta terça-feira (27/03), o último antes das convocações para a Copa do Mundo na Rússia. Quase quatro anos após a goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa de 2014, as duas seleções voltaram a se enfrentar.

O único gol da partida foi marcado por Gabriel Jesus aos 37 minutos do primeiro tempo, com ajuda do goleiro alemão Kevin Trapp, que, ao tentar defender a cabeçada do atacante brasileiro, acabou colocando a bola para dentro do gol. Foi o nono gol de Jesus com a camisa da seleção – todas as vezes que ele marcou, o Brasil venceu.

Quando abriu o placar, Jesus tinha acabado de perder a melhor chance do jogo até então: ao receber de Willian, o camisa 9 deu um drible no alemão Jérôme Boateng, deixando-o no chão, mas acabou chutando por cima do gol. Ele estava impedido, mas a arbitragem não marcou.

Após um primeiro tempo equilibrado e sem acréscimos, a segunda grande chance de gol do Brasil veio aos 9 minutos do segundo tempo, com uma finalização de Paulinho defendida pelo goleiro Trapp.

O ritmo da partida caiu quando o técnico Joachim Löw começou a fazer substituições, a fim de completar a lista de jogadores da Copa. Ao todo, a Alemanha substituiu cinco atletas, enquanto o Brasil mexeu apenas em um.

Com a derrota, assistida por mais de 72 mil pessoas no estádio Olímpico, em Berlim, a Alemanha interrompe uma série de 22 partidas invictas. Uma vitória ou empate nesta terça-feira quebraria o recorde anterior da seleção, conquistado entre os anos de 1978 e 1980.

Em entrevista após a partida, o técnico Tite elogiou a marcação brasileira durante o jogo. “A pressão na saída de bola alemã foi impressionante. Tiramos muitas bolas do Kross, que é o articulador. Foi uma marcação alta, agressiva”, disse ele ao jornal Folha de S. Paulo.

O treinador também mencionou a falta que Neymar faz no time, mas frisou que a “equipe está aprendendo a ser forte sem ele”. O jogador está se recuperando de uma cirurgia no pé, mas deve estar de volta à seleção brasileira durante a Copa.

Sobre o fantasma do 7 a 1, Tite afirmou que a vitória desta terça-feira proporcionou um “sentimento de resgate de autoestima” e “um pouco de orgulho próprio” ao time brasileiro, mas não apaga a goleada sofrida em 2014. “Não é agora que vencemos que o 7 a 1 vai deixar de ser falado”, declarou.  

Freundschaftsspiel Deutschland gegen Brasilien (Reuters/F. Bensch)

Escalação

Os dois times encararam a partida desta terça-feira de forma completamente distinta. O Brasil foi a campo com força máxima, com Fernandinho no lugar de Douglas Costa para dar mais consistência ao meio-campo. Essa foi a única alteração no time que venceu a Rússia por 3 a 0 na sexta-feira passada em Moscou.

Completam a escalação de Tite os jogadores Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda, Marcelo, Casemiro, Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Gabriel Jesus. Quatro deles estavam em campo no 7 a 1: Marcelo, Fernandinho, Paulinho e Willian.

Ao chegar a Berlim, Tite já ressaltara importância emocional do duelo. “É o jogo contra o campeão mundial, que nos venceu por 7 a 1. Foi uma etapa que passou, e agora estamos num período de reconstrução. Vai ser emocionalmente importante enfrentar a Alemanha. Traz esse componente emocional”, disse o técnico.

Por outro lado, na Alemanha, o tom era de que o jogo não seria nada além de um amistoso – um teste importante contra um adversário forte para preparar a equipe e tirar dúvidas em torno da convocação para o Mundial na Rússia.

O treinador Joachim Löw inclusive dispensou dois nomes certos na Copa e que estiveram em campo na derrota por 7 a 1 no Mineirão: Thomas Müller e Mesut Özil.

Além disso, foram várias as alterações em relação ao time que empatou em 1 a 1 com a Espanha na sexta-feira passada em Düsseldorf. Uma delas foi a escolha do zagueiro Boateng para atuar pela primeira vez como capitão do time, na ausência de Sami Khedira, capitão contra a seleção espanhola e homem de confiança do técnico alemão.

Nesta terça-feira, Löw escalou como titulares Kevin Trapp, Marvin Plattenhardt, Julian Draxler, Toni Kroos, Antonio Rüdiger, Boateng, Joshua Kimmich, Leroy Sane, Ilkay Gündogan, Mario Gomez e Leon Goretzka.

Próximos jogos

O duelo desta terça-feira foi o último amistoso antes do anúncio dos 23 convocados de cada seleção para a Copa do Mundo na Rússia. A lista deve ser divulgada em maio.

Antes de estrear no Mundial, que começa em 81 dias, o Brasil ainda tem dois amistosos: em 3 de junho contra a Croácia, e em 10 de junho contra a Áustria.

Já a Alemanha joga contra a Áustria em 2 de junho e contra a Arábia Saudita em 8 de junho, também em amistosos.

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:32

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Josy Galvão

Neuer volta aos gramados no dia do seu aniversário

Neuer voltou aos treinos e poderá recuperar a tempo de ir à Rússia

O goleiro alemão Manuel Neuer, do Bayern Munique, voltou esta terça-feira a treinar após seis meses afastado dos gramados devido a uma fratura no pé, em setembro de 2017, informou o clube campeão alemão.

“Manuel Neuer deu mais um importante passo no seu longo aguardado retorno. O capitão do Bayern treinou pela primeira vez hoje de manhã, efetuando alguns exercícios de corrida, sob a orientação de Thomas Wilhelmi”, informou o clube.

O jogador, que comemora esta terça-feira 32 anos, tem estado ausente dos gramados desde setembro, mas existe a expectativa de que possa vir a participar da Copa do Mundo da Russia, com a Alemanha, a seleção campeã mundial.

“Estou bem”, disse Neuer em declarações à televisão do clube, admitindo que ainda possa retornar no decorrer da temporada, embora não queira apressar o processo, de modo a não colocar em risco a carreira.

Entretanto, o treinador alemão, Joachim Löw, também se mostrou “otimista” quanto a um regresso do jogador, a tempo de integrar os convocados para o Mundial de futebol, que acontecerá entre 14 de junho e 15 de julho, na Rússia.

 

Auf wiedersehen! 

 

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 23:08

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Por Josy Galvão

Alemanha afasta clima de revanche antes de duelo com Brasil

Joachim Löw escala equipe alternativa para reencontro com seleção brasileira, no último amistoso antes da convocação para o Mundial. Nationalelf dá caráter de mero teste ao jogo e rejeita vínculo com 7 a 1.

Toni Kroos (esq.) e Willian durante a histórica partida do 7 a 1Toni Kroos (esq.) e Willian durante a histórica partida do 7 a 1

Exatos 1.359 dias depois da maior derrota já sofrida por uma seleção anfitriã numa Copa do Mundo, o Brasil volta a enfrentar a Alemanha. Nesta terça-feira (27/03), quase quatro anos após a goleada por 7 a 1 no Mineirão, a atual campeã mundial recebe o recordista de títulos mundiais em Berlim, no último amistoso preparativo antes das convocações para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

E as duas seleções encaram a partida de forma completamente distinta. O Brasil vai a campo com força máxima, provavelmente com Fernandinho no lugar de Douglas Costa para dar mais consistência ao meio-campo. E ao chegar a Berlim, o treinador Tite ressaltou a importância emocional do duelo.

“Temos que ter naturalidade de saber que vamos enfrentar a Alemanha em Berlim. É o jogo contra o campeão mundial, que nos venceu por 7 a 1”, afirmou Tite após a vitória por 3 a 0 contra a Rússia, na semana passada. “Foi uma etapa que passou, e agora estamos num período de reconstrução. Vai ser emocionalmente importante enfrentar a Alemanha, sim. Traz esse componente emocional”, acrescentou. Apenas quatro atletas que estavam em campo no 7 a 1 – Marcelo, Fernandinho, Paulinho e Willian – estão agora em Berlim.

“Brasil de hoje está dois degraus acima”

Do lado da Alemanha, o tom é de que o jogo não é nada além de um amistoso, de um teste importante contra um adversário forte para preparar a equipe e tirar dúvidas em torno da convocação para o Mundial.

O treinador Joachim Löw inclusive dispensou dois nomes certos na Copa e que estiveram em campo no 7 a 1 – Thomas Müller e Mesut Özil –, além de sinalizar mais mudanças na equipe. A Alemanha deve ter ao menos cinco alterações em relação ao empate em 1 a 1 com a Espanha.

Um dos protagonistas da campanha vitoriosa na Copa do Mundo de 2014, o meio-campista Toni Kroos ressaltou não ser possível comparar a seleção brasileira atual à de 2014.

“Quando olho para o time atual em comparação a 2014, eles estão dois degraus acima. Eles têm jogadores muito bons. Meu companheiro [de Real Madrid] Casemiro está indo muito bem. Eles se juntaram bem. O Brasil é definitivamente um dos favoritos ao Mundial”, disse Kroos, que também deve estar entre os poupados por Löw.

As intenções da comissão técnica e o discurso de atletas passam a impressão de, intencionalmente, diminuir o peso do confronto. No suposto time titular para esta terça-feira, apenas Mats Hummels esteve em campo no Mineirão há quatro anos.

Um dos beneficiados pela rotação no time titular é o meia Ilkay Gündogan, do Manchester City. Ele não esteve na Copa no Brasil, mas também minimizou o resultado histórico.

“Consigo entender que os brasileiros tenham ficado bastante decepcionados, mas não se trata mais da mesma equipe. Este será um teste de igual para igual. Para mim, Brasil é um dos favoritos à Copa do Mundo”, disse o meia. “O resultado [de 2014] não tem importância para nós. Os jogadores brasileiros jogam em grandes clubes, estão acostumados com pressão. Isso faz deles o Brasil que estamos acostumados.”

Equipe alternativa contra o Brasil

O tabloide alemão Bild fala em “equipe B” contra o Brasil. Mas não é para tanto. Apesar das mudanças, a Nationalelf manterá um alto nível de qualidade em campo. Löw deve poupar ainda Sami Khedira, que sentiu uma pancada contra a Espanha. Além de Gündogan, Leon Goretzka e Leroy Sané devem ser titulares contra o Brasil. O lateral-esquerdo Jonas Hector dará lugar para Marvin Plattenhardt. E, ao que tudo indica, Löw deve testar o goleiro Bernd Leno e dar uma folga para o centroavante Timo Werner.

Crédito: Christian Charisius / dpa / AFP

Joachim Löw: “Nem sempre se coloca todas as cartas na mesa” (Crédito foto: Christian Charisius / dpa / AFP)

A mudança não será apenas na escalação, mas também na formação tática. Prévias dão indícios de que a Alemanha deve ir com uma linha de três zagueiros contra o Brasil: Mats Hummels, Antonio Rüdiger e Matthias Ginter. Löw tem tentado dar uma variação tática à equipe. Por um lado, ele quer estender o leque de opções de formações, mas por outro, tem dúvidas e insatisfações em relação ao setor defensivo.

“Deu tudo errado nos primeiro 20 minutos”, disse o zagueiro Jérôme Boateng, referindo-se à pressão sofrida nos momentos iniciais contra a Espanha. “Eles brincaram de gato e rato conosco.”

Mas também há a questão de não revelar tudo aos adversários antes do Mundial. “Nem sempre se coloca todas as cartas na mesa”, disse Löw, após o empate contra a Espanha.

O Bild inclusive comparou a escalação alternativa frente ao Brasil com a manobra tática usada por Sepp Herberger, comandante da Nationalelf em 1954. Na fase de grupos, ele escalou os reservas contra a poderosa Hungria, e a seleção alemã perdeu por 8 a 3. Na final, com os titulares, a Alemanha surpreendeu e conquistou seu primeiro título mundial, com uma vitória por 3 a 2, que ficou conhecida como o Milagre de Berna.

Destaque para goleiro “alemão”  Alisson

As atenções da mídia esportiva alemã definitivamente não estão voltadas ao 7 a 1. Na Alemanha, os assuntos são outros: as dúvidas de Löw para a convocação – levar ou não um segundo lateral-esquerdo, se o goleiro Manuel Neuer irá se recuperar a tempo do Mundial e quem será o segundo centroavante no elenco. Todos os nomes em debate – Werner, Mario Gómez, Lars Stindl, Sandro Wagner e até Nils Petersen, que tem ganhado apoio popular – balançaram as redes na última rodada da Bundesliga.

Para o duelo desta terça-feira, o portal esportivo alemão Kicker, por exemplo, tem como destaque uma galeria de fotos com um breve perfil dos 25 atletas convocados por Tite e uma reportagem sobre Alisson. O portal aponta que o goleiro da Roma ganhou notoriedade nesta temporada e enaltece suas qualidades – foram 12 de 29 partidas sem sofrer gols no Campeonato Italiano, além de quatro em oito duelos na Liga dos Campeões. Mas certamente, a atenção foi despertada pelo sobrenome Becker – o “alemão” Alisson nasceu em Novo Hamburgo, possui raízes alemãs e há pouco deu início ao processo para adquirir a cidadania alemã.

Brasil e Alemanha já se enfrentaram 22 vezes, sendo 18 delas em amistosos. Ao todo foram cinco vitórias alemãs, cinco empates e 12 vitórias brasileiras. Com a Alemanha como mandante (teve um jogo em solo americano) foram 13 partidas, com quatro vitórias alemãs, dois empates e sete vitórias do Brasil. Levados em conta somente os quatro jogos oficiais, a única derrota brasileira foi justamente o 7 a 1. O Brasil venceu os alemães na final do Mundial de 2002 (2 a 0) e nas Copas das Confederações de 2005 (3 a 2) e 1999 (4 a 0 – a maior goleada imposta pelo Brasil à Alemanha).

A Alemanha recebeu o Brasil duas vezes em Berlim. Em junho de 1973, teve vitória brasileira, gol de Dirceu, e empate em 1 a 1, em setembro de 2004, com gols de Ronaldinho Gaúcho e de Kevin Kurányi, atacante nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

A Alemanha enfrentou candidatos ao título mundial na Rússia nos últimos três amistosos – todos terminaram empatados: 0 a 0 com a Inglaterra, 2 a 2 com a França e 1 a 1 com a Espanha.

Provável escalação da Alemanha:

Bernd Leno; Antonio Rüdiger, Mats Hummels e Matthias Ginter; Joshua Kimmich, Ilkay Gündogan, Leon Goretzka e Marvin Plattenhardt; Lars Stindl e Leroy Sané; Timo Werner (Sandro Wagner).

Provável escalação do Brasil:

Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Fernandinho, Willian e Philippe Coutinho; Gabriel Jesus.

 

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:03

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Josy Galvão

O que dizem os alemães antes do jogo com Brasil?

Declarações dos jogadores e time planejado pelo técnico Joachim Löw deixam claro: seleção alemã usará partida em Berlim apenas como mais um teste antes da Copa da Rússia.

Löw en Düsseldorf, com o grupo que enfrentará o Brasil

Löw en Düsseldorf, com o grupo que enfrentará o Brasil

 

A julgar pelas declarações dos jogadores e pelo time planejado pelo técnico Joachim Löw, a partida contra o Brasil, nesta terça-feira (27/03) em Berlim, não será nada mais que outro teste antes da Copa da Rússia.

Na sexta-feira, em Düsseldorf, a Alemanha jogou com o que tinha de melhor à disposição no empate em 1 a 1 contra a Espanha. Mas, daquele time, só devem começar jogando contra o Brasil três ou quatro jogadores.

Entre os liberados para o jogo de terça, estão jogadores considerados fundamentais no esquema de Löw, como Thomas Müller, Mesut Özil e Sami Khedira. Também o zagueiro Jérôme Boateng, o meia Julian Draxler e o lateral Jonas Hector devem ficar de fora.

Os que estarão em campo, como a dupla do Manchester City Leroy Sané e Ilkay Gündogan, se distanciaram de qualquer clima de revanche e ressaltaram que o Brasil não é mais o time de 2014. Veja o que eles e outros disseram sobre a partida em Berlim.

Training Nationalmannschaft Joachim Löw mit Toni Kroos (picture-alliance/dpa/F. Gambarini)

Löw deve manter Toni Kroos para a partida contra o Brasil

 

Ilkay Gündogan, meio-campista

“Nós, do Borussia Dortmund [seu então time], estávamos incrédulos diante da televisão no 7 a 1. Mas o atual time do Brasil não pode ser comparado ao de 2014. Eles tem um balanço defensivo e ofensivo muito melhor,  tem jogadores nos melhores times do mundo, experientes. O 7 a 1 não é mais assunto para gente, o duelo por si só torna a partida em Berlim especial.”

Joachim Löw, técnico

“Aquela partida [7 a 1] será assunto para os próximos 10, 20, 30 anos. É um assunto para o século. Mesmo eu ainda assisto aos gols às vezes. Quando se ganha do anfitrião por 7 a 1, isso fica na memória.”

Leroy Sané, meia-atacante

“O Brasil se tornou muito mais forte e tem, mesmo sem Neymar, um time muito forte. Todos estão com vontade de jogar contra o Brasil. Nós queremos ganhar esse jogo.”

Jérôme Boateng, zagueiro

“O Brasil é do mesmo calibre que a Espanha, talvez com um pouco mais de força ofensiva. Será um bom teste, para novamente ver como estamos.”

Mats Hummels, zagueiro

“Vamos entrar com uma equipe um pouco diferente, de modo a ganhar mais experiência”

Toni Kroos, meio-campista

“Eu acho que o Brasil está num nível muito mais alto do que em 2014.”

 

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 21:22

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Josy Galvão