Archive for the ‘Copa do Mundo 2018’ Category

Alemanha prioriza evolução de novatos e espera ter 2 ou 3 na Copa

 Ex-atacante Oliver Bierhoff  é o diretor esportivo da Alemanha (Foto: Ivan Raupp)

Ex-atacante Oliver Bierhoff é o diretor esportivo da Alemanha (Foto: Ivan Raupp)

 

A Alemanha desembarcou nesta semana na Rússia com um grupo jovem para a disputa da Copa das Confederações. A média de idade é de apenas 23 anos. Seis dos 23 convocados são estreantes: Stindl (Borussia Mönchengladbach), Plattenhardt (Hertha Berlin), Younes (Ajax), Demme (RB Leipzig), Demirbay (Hoffenheim) e Sandro Wagner (Hoffenheim). Apenas três estiveram na última Copa do Mundo (Draxler, Mustafi e Ginter), e sete na Eurocopa de 2016 (Ter Stegen, Leno, Jonas Hector, Kimmich e Emre Can, além de Draxler e Mustafi).

Enquanto isso, as maiores estrelas do país, como Özil, Müller e Neuer, foram poupadas da competição. Diretor esportivo da seleção alemã, o ex-atacante Oliver Bierhoff participou de uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira em Sochi e foi questionado pelo GloboEsporte.com sobre o tema.

– Nossa meta principal é vencer a Copa do Mundo em 2018. Temos muitos jogadores que disputaram a última Copa do Mundo, a Eurocopa da França, a Liga dos Campeões. Acreditamos que, para tornar o time melhor e fazer com que ele cresça, temos que dar um pouco de espaço e descanso para esses jogadores. E também dar oportunidade a jovens, como esses dois ao meu lado (Joshua Kimmich e Julian Brandt), para que eles se conheçam melhor e dar-lhes experiência internacional. Esta é uma ótima oportunidade para todos eles crescerem pessoalmente e também como time. Temos certeza de que, a longo prazo, a equipe terá sucesso com isso se desenvolvermos os jogadores nesses torneios – justificou.

Bierhoff tentou tirar um pouco da responsabilidade desse jovem time ao dizer que a prioridade não é a conquista do título. E analisou o aproveitamento que espera ter dos novatos de olho no Mundial do ano que vem, também na Rússia. 

– Não podemos nos fixar em números, não sabemos quantos desses jogadores estarão na Copa do Mundo no ano que vem, espero que muitos, mas depende dos que estão em casa descansando. Sabemos que eles vão evoluir e tirar proveito dessa experiência. O torneio não terá sido um sucesso só se formos campeões, mas também se conseguirmos desenvolver vários jogadores. Aí, quando eles forem para casa, dirão que foi uma boa experiência. Espero que possamos ter dois ou três jogadores que poderão nos ajudar na Copa do Mundo do ano que vem.

 

Kimmich e Julian Brandt são apostas na seleção da Alemanha (Foto: Ivan Raupp)

Kimmich e Julian Brandt são apostas na seleção da Alemanha (Foto: Ivan Raupp)

 

O lateral/volante Kimmich, do Bayern de Munique, e o meia-atacante Brandt, do Bayer Leverkusen, também estiveram na coletiva. Kimmich respondeu sobre as comparações com o ídolo alemão Philipp Lahm, que se aposentou ao fim desta temporada.

– Jogamos juntos no Bayern, e somos da mesma posição. Ele é um grande jogador, dá o máximo no campo. Mas cada jogador tem sua própria carreira e quer ser o melhor de si mesmo.

O atleta do Bayern ainda brincou em relação à visita de uma escolinha de futebol de Sochi ao treino da Alemanha na quinta e arrancou risos dos jornalistas presentes. 

– Claro que não entendo russo, mas conheci algumas palavras, e essas palavras não podem ser ditas aqui na coletiva.

A estreia alemã na Copa das Confederações é contra a Austrália, na próxima segunda-feira, às 12h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Sochi.

 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 01:30

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Josy Galvão

Alemanha desembarca em Sochi para a Copa das Confederações

Com Löw inquieto, forte segurança e sem papo, Alemanha desembarca em Sochi

Sob forte esquema de segurança, a seleção alemã desembarcou em Sochi por volta das 8h (de Brasília, 14h no horário local) desta quinta-feira para a disputa da Copa das Confederações. A delegação chegou ao aeroporto sem atender os jornalistas presentes e foi direto para o ônibus que a levou ao hotel onde está hospedada.

Chamou atenção a inquietude do técnico Joachim Löw. O comandante se mostrou agitado para que o veículo partisse logo. Entrou, sentou-se, roeu as unhas, deixou o assento, saiu para apressar a comissão técnica e até mexeu no volante quando o motorista não estava no local. 

Forte esquema de segurança para a chegada da Alemanha em Sochi (Foto: Ivan Raupp)

Forte esquema de segurança para a chegada da Alemanha em Sochi (Foto: Ivan Raupp)

 

A estreia é contra a Austrália, na próxima segunda-feira, no Estádio Olímpico de Sochi, às 12h (de Brasília) Na terceira rodada da fase de grupos, volta a jogar na cidade contra Camarões. E se avançar às semifinais como primeiro do Grupo B, o time jogará uma terceira vez no estádio, contra o segundo do A.

Entre os 23 jogadores convocados para a Copa das Confederações, apenas três estiveram na última Copa do Mundo: os zagueiros Mustafi (Arsenal), Ginter (Borussia Dortmund) e o meia-atacante Draxler (Paris Saint-Germain). Outro destaque é o goleiro Ter Stegen, do Barcelona. O mesmo Ginter defendeu a Alemanha na Olimpíada do Rio de Janeiro – foram vice-campeões, perdendo a final para o Brasil -, além de Süle (Hoffenheim), Goretzka (Schalke 04) e Brandt (Bayer Leverkusen). A média de idade do grupo é bem baixa: 23 anos, com nenhum jogador na casa dos 30. Os principais nomes, como Müller, Neuer, Boateng, Kroos, Hummels e Özil, foram poupados.

Técnico Joachin Löw, com o diretor e ex-jogador Bierhoff ao lado (Foto: Ivan Raupp)

Técnico Joachin Löw e na poltrona ao lado o diretor e ex-jogador Bierhoff  (Foto: Ivan Raupp)

 

Matéria originalmente publicada por:   http://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 00:50

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Josy Galvão

Alemanha quebra tabu de 57 anos e goleia San Marino por 7 a 0

Grupo C: Alemanha 'cilindra' São Marino

Foto: Reuters

 

A Alemanha não encontrou nenhuma dificuldade ao enfrentar San Marino, na tarde deste sábado e goleou os visitantes por 7 a 0, no estádio Grundig, em Nuremberg, pela sexta rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. O diferencial da partida ficou por conta da queda de um tabu.

Foi a primeira vez em 57 anos que os 11 titulares da partida pertenciam a 11 clubes diferentes. Desde 1960 que isso não acontecia. Nos últimos anos Bayern de Munique e Borussia Dortmund eram as equipes com maior número de jogadores.

O fim do tabu só foi possível porque o técnico Joachim Löw veio para o confronto com uma equipe totalmente renovada. Apenas três campeões mundias em 2014 estavam presentes no grupo, Matthias Ginter, Julian Draxler e Shkodran Mustafi.

A Alemanha foi para a partida com uma equipe extremamente jovem e contou com Lars Stindl, do M’Gladbach, Marvin Plattenhardt, do Hertha Berlin, Amin Younes, do Ajax, Diego Demme, do RB Leipzig, Kerem Demirbay e Sandro Wagner, estes do Hoffenheim.

Os gols:

Draxler abriu o marcador, aos 11 minutos, Sandro Wagner marcou, aos 16′, 29′, Younes, aos 37′. Após o intervalo, Mustafi  ampliou a vantagem alemã aos 47′ minutos, Brandt foi o autor do sexto gol (72′) e Sandro Wagner fez o hat trick aos 85′.

Como já anunciado anteriormente, esta será a equipe que representará a Alemanha na Copa das Confederações, na Russia. A Alemanha fará a sua primeira partida contra a Austrália, dia 19 de junho, em Sochi. Ao final do post, confira os jogos da Copa Das Confederações.

A goleada da Alemanha não alterou a situação do Grupo C  para as eliminatórias do Mundial de 2018. Os alemães seguem na liderança com 100% de aproveitamento ( 18 pontos). San Marino se mantém na lanterna sem nenhum ponto e com seis derrotas (já são 28 gols sofridos).

Veja os melhores momentos da partida!

Jogos da Copa das Confederações:

 

São Paulo – Brasil – 23:43

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Josy Galvão

 

 

 

Cristiano Ronaldo pode bater recorde e ser vendido por R$660 milhões

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O Real Madrid estaria prestes a receber uma proposta de 180 milhões de euros (cerca de R$ 664,5 milhões) para negociar o atacante português Cristiano Ronaldo, informou o jornal “A Bola”.   

De acordo com a publicação, Manchester United, Paris Saint-Germain (PSG) e Mônaco estariam dispostos a desembolsar a quantia recorde. Além disso, clubes chineses também se demonstraram interessados em pagar o valor astronômico pelo português.   

Ao desembarcar na Letônia, onde Portugal joga uma partida das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2018, Cristiano afirmou que “nada é impossível” sobre uma transferência do clube merengue.   

CR7, que está com 32 anos, tem contrato com o Real Madrid até 2021 e acabou de ter mais um ano de conquistas, com os títulos do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões da Europa – onde terminou como artilheiro pela sexta vez consecutiva.  

 

Matéria originalmente publicada por:   http://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 20:53

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Josy Galvão

FIFA confirma vídeo árbitro para Copa de 2018

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou nesta quarta-feira (26) que a entidade utilizará a arbitragem de vídeo na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.   

Segundo o cartola, que participa da assembleia-geral da Conmebol, em Santiago, no Chile, os testes do chamado “VAR” (sigla em inglês para “árbitro auxiliar de vídeo”) têm dado apenas retornos positivos.   

“Não é possível que, em 2017, todos os expectadores no estádio e em casa saibam que o árbitro errou e ele seja o único a não saber”, disse Infantino. O juiz de vídeo já havia sido experimentado no último Mundial de Clubes e, a partir do segundo semestre, será implantado na primeira divisão do Campeonato Italiano.   

Na Copa de 2014, no Brasil, a FIFA já havia usado um sistema de câmeras para saber se a bola entrou ou não no gol, similar ao empregado no tênis.

 

 

Matéria originalmente publicada por:    http://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 23:00

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Josy Galvão

O orgulho voltou

O treinador faz a seleção dar show, resgata o prestígio e a admiração entre os brasileiros, surpreende o mundo e inspira um país ferido pela crise política e econômica a recuperar a autoestima nacional.

O orgulho voltou

COMEMORAÇÃO Tite vibra com o gol do Brasil no jogo de 3 a 0 contra o Paraguai: líder que transcende o futebol

 

A Seleção é a pátria de calções e chuteiras. A definição do cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) virou lugar comum por sintetizar o simbolismo e a relevância do futebol na vida do brasileiro. Há décadas, a bola em campo representa o estímulo ao convívio social, reforça laços entre as comunidades e funciona como um escape lúdico à dura realidade. Em 2014, porém, quando o País teve de engolir à força o trágico resultado de 7×1 na semifinal da Copa do Mundo jogada em casa, a paixão pelo esporte e a credibilidade da Seleção como símbolo de força nacional sofreram um duro golpe. O país do futebol não merecia mais a alcunha que lhe coube tão bem por anos. Na semana passada, menos de três anos após o estopim da crise que deixou explícita a insatisfação dos torcedores, era possível notar as camisas canarinho de volta às ruas. À medida que a hora do jogo se aproximava, torcedores mais ansiosos compartilhavam nas redes sociais imagens da Arena Corinthians prestes a receber a Seleção comandada por Adenor Leonardo Bachi, o Tite. Na terça-feira 28, a vitória de 3×0 contra o Paraguai não apenas tornou o Brasil o primeiro a se classificar para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, como marcou a oitava vitória em oito jogos, o resgate da confiança dos brasileiros na equipe e o surgimento de um novo momento da Seleção diante do País, semelhante aos tempos de prestígio em que éramos, de fato, os melhores do mundo. “Reforçamos a idéia de sermos novamente a pátria de chuteiras”, diz Maurício Murad, sociólogo do esporte. Mais: o futebol apresentado pelo time de Tite devolveu aos brasileiros a autoestima ferida nos últimos anos pelas intermináveis tragédias nacionais em diversos campos – na política, na economia e na segurança pública.

Resgate do futebol

A transformação não se deve apenas à melhora da qualidade técnica dos atletas, mas também à competência de Tite para organizar o grupo desde junho do ano passado, quando ele assumiu o comando da equipe. “Tite conseguiu implantar seu estilo de jogo e com isso os atletas têm mostrado o mesmo desempenho e rendimento apresentado nos clubes em que jogam”, disse à ISTOÉ o meio-campo Paulinho. “Além de se destacar pela técnica, é um incentivador, um motivador. A conversa com ele é sempre para cima, olho no olho.” As mudanças do dia a dia se refletem nos jogos. Logo que chegou, o treinador criou um esquema de comunicação diária com os jogadores, mesmo com a maior parte treinando em outros países. Além disso, o gaúcho é conhecido por valorizar o coletivo e não dar preferência a um atleta específico. “Ele teve de reestruturar os jogadores, arrumar a parte tática e melhorar o ambiente de treino”, diz Muricy Ramalho, ex-treinador multicampeão pelo São Paulo. Agora, vem a segunda parte do desafio. É valido lembrar que desde junho do ano passado a Seleção só enfrentou rivais sul-americanos e ainda não teve chances de testar as mudanças contra os europeus. “Nos próximos jogos, ele vai tentar alternativas táticas, experimentar outros jogadores e medir forçar com os melhores da Europa.”

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Tite é uma unanimidade tão grande entre torcedores e jogadores que brincadeiras na internet começaram a surgir na semana em que o Brasil se classificou para a Copa de 2018. A frase “Tite, organiza a minha vida”, exaltando o trabalho do técnico após modificar completamente a equipe que foi comandada por Luiz Felipe Scolari e Dunga, foi compartilhada nas redes sociais por milhares de brasileiros. Outro fato que mostra como a popularidade de Tite deslanchou foi a pesquisa realizada pelo Instituto Paraná entre os dias 25 e 27 de março, que apontou que 15% dos brasileiros votariam no treinador caso ele resolvesse se candidatar à Presidência da República. Com a sequência de oito vitórias em oito jogos, o gaúcho cravou a melhor marca de um treinador em todas as participações nas Eliminatórias, superando o recorde de João Saldanha, em 1970, de seis triunfos seguidos em seis partidas. A representação popular e o carisma de Tite diante da torcida também vem sendo comparados aos do técnico Telê Santana, que comandou a seleção de 1982, considerada a melhor de todos os tempos. Para se ter uma ideia, quando foi treinador do São Paulo, Telê optou por morar no próprio centro de treinamento do clube. “Há muito tempo não víamos algo assim: um profissional que não se reduz ao futebol. Ele passa a imagem de líder que abraça, festeja e comemora com os jogadores”, diz Murad. “Tite tem autoridade sem ser autoritário e é desse tipo de liderança que o Brasil precisa, que valoriza a coletividade e transmite confiança.”

O técnico da Seleção ocupou um espaço que há tempos estava vago no imaginário popular. Havia uma carência em relação a líderes de expressão popular e o gosto do brasileiro pelo futebol ainda era amargo. Historicamente, o esporte sempre ajudou a compensar os aspectos negativos da vida cotidiana. Os grandes eventos culturais são considerados uma válvula de escape coletiva. Nos tempos de ditadura militar, especialmente na década de 1970, o apogeu do futebol e da Seleção brasileira funcionou como uma compensação para uma realidade política altamente opressora e violenta. “Hoje, há outro tipo de sufocamento social. Vivemos uma crise política, econômica e moral que deixou o País em frangalhos”, afirma Murad. “O esporte mostra como podemos ser mais criativos.” A boa fase da Seleção desperta mais do que a admiração. “A paixão e o orgulho voltam e esses sentimentos despertam a sensação de pertencer a uma nação que teve o melhor futebol do mundo”, afirma o ex-jogador e atual comentarista Tostão. A mudança de comportamento da torcida é visível. “Conseguimos perceber a reação por onde passamos, nos aeroportos, hotéis e estádios”, diz o meia Paulinho. “Hoje, um jogador mostra raça, faz uma jogada bonita, a torcida reage, grita o nome dele e isso motiva qualquer um dentro de campo.”

Entretanto, o ex-jogador Zico explica que os torcedores deram um voto de confiança ao esporte e não à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O desencanto dos brasileiros com a Seleção também foi motivado pela avalanche de problemas por trás da organização que opera o futebol no País. A entidade foi alvo de diversos escândalos de corrupção e desde o ano passado perdeu pelo menos cinco patrocinadores de peso em função do envolvimento em desvios. Em dezembro, a Justiça dos Estados Unidos indiciou o presidente Marco Polo Del Nero e o ex-chefe Ricardo Teixeira por mais de duas décadas sob a acusação de formação de quadrilha e recebimento de dinheiro indevido.

Hoje, porém, com a volta do prestígio da Seleção, os brasileiros conseguem diferenciar o esporte da entidade, que segue envolvida em investigações. “Cresce na população uma consciência de que a CBF não merece o futebol brasileiro”, diz Murad. Quando Tite foi convidado a assumir a Seleção, ele demorou a confirmar a contratação. Isso para deixar claro à CBF que ele e a comissão técnica seriam os responsáveis pelo que ocorre em campo, sem interferências da entidade.
A titerrevolução, como vem sendo chamado pelo jornal espanhol Marca o período em que Tite está a frente do grupo, é o resgate das raízes culturais brasileiras por meio do futebol livre, solto, com ginga e bem jogado. A transformação principal ocorreu de dentro para fora dos campos. “Ele defende táticas utilizadas por grandes jogadores, prefere o time compacto, alterna marcações, usa triangulações e avança com muitos atletas. Esse é o futebol moderno”, diz Tostão. Além disso, o treinador é reconhecido por desenvolver o potencial de cada jogador. É o caso de Paulinho, que atualmente atua em um clube chinês e foi reconvocado pelo técnico, com quem já havia trabalhado no Corinthians. “Ser chamado para vestir a camisa da Seleção é o ápice”, diz. “Quando nos reunimos vejo essa mesma vontade nos outros, o ambiente é muito bom.” O capitão Neymar também concorda que o futebol vive um momento de resgate da autoestima . “Podemos sonhar um pouco mais com a Seleção”, afirmou, após a disputa contra o Paraguai. O artilheiro da competição também acredita na renovação da relação com os torcedores. “É uma felicidade fazer o brasileiro sair de casa para ter o prazer de ver o jogo do Brasil. Lembro a época que também queria ver meus ídolos Ronaldo, Ronaldinho e Robinho jogando e isso tem voltado”, diz.

A imprensa internacional tem chamado a atual fase da Seleção de titerrevolução 

Uma das características que aproxima a atual Seleção da consagrada equipe de 1982 é o destaque de talentos individuais, como Neymar, ao mesmo tempo em que prevalece a importância do grupo. Telê Santana, explica Muricy, desenvolvia um trabalho muito parecido com o de Tite, sobretudo no que se refere ao tratamento dos jogadores. Por esse conjunto de fatores, o grupo de Adenor tem grandes possibilidades de chegar ao Mundial muito mais bem preparado do que em momentos anteriores. Entretanto, ainda é preciso enxergar os obstáculos e o longo caminho pela frente. O próprio Tite declarou que ainda não considera a Seleção Brasileira pronta. “Na medida em que se repete o desempenho e não se oscila, cria-se uma consistência”, afirmou. “A equipe precisa se consolidar.” Além disso, ainda não se pode dizer que o trauma do 7×1 passou, falta o enfrentamento das seleções mais fortes. Em junho, o Brasil voltará a campo em dois amistosos, contra a Austrália e Argentina. “Temos a possibilidade de virar a página e mostrar que depois da experiência com Dunga finalmente voltamos ao encontro de nossas identidades culturais com o futebol”, afirma Murad. É consenso que muito ainda precisa ser feito e que o ciclo de mudanças está apenas no início. Mas se a Seleção mantiver o trabalho e o desempenho apresentado até agora, as sombras vão ficar para trás.

“Subir e permanecer são os nossos desafios”
Tite fala quais são seus próximos desafios após a classificação

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Quais serão seus próximos passos?
O momento abre perspectivas. Nos próximos jogos temos a oportunidade de uma série de outros jogadores atuarem para que a competição em alto nível aconteça.

A Seleção está pronta para estar entre as melhores do Mundial de 2018?
Na medida em que se repete o desempenho e não se oscila, cria-se uma consistência. Essa é a hora de se consolidar. A equipe não está pronta.

Como classifica a relevância do capitão Neymar para a equipe?
Ele é surpreendente com os movimentos, a genialidade é imprevisível. É um processo de maturidade para chegar a ser o melhor do mundo. Com o erro do pênalti que não foi bem batido (contra o Paraguai), ele teve capacidade de reagir e ir para dentro de novo.

As marcas de Tite na Seleção

8 vitórias seguidas durante os oito jogos da Seleção, o que garantiu a classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia

24 gols é o saldo conquistado nos jogos com as seleções sul-americanas durante as Eliminatórias para o Mundial, uma média de três por partida.

consagração No estádio do Yokohama, no Japão, após a conquista do Mundial pelo Corinthians em 2012

CONSAGRAÇÃO No estádio do Yokohama, no Japão, após a conquista do Mundial pelo Corinthians em 2012

Na carreira

15 clubes nacionais e internacionais, além da Seleção brasileira, passaram pelo comando de Tite, entre eles Corinthians, Atlético Mineiro e Palmeiras

13 títulos de peso durante toda a carreira. Ele alcançou projeção nacional ao conquistar o Campeonato Gaúcho de 2000 pelo Caxias e no Corinthians se consagrou com o Brasileirão de 2011, a Libertadores e o Mundial de
Clubes de 2012

 

Fonte:   http://istoe.com.br/

São Paulo – Brasil –01:51

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Josy Galvão

Löw admite que Nagelsmann seria um bom sucessor na Seleção Alemã

Löw admite que Nagelsmann seria um bom sucessor na seleção alemã

O treinador alemão, Joachim Löw, considera que Julian Nagelsmann, de 29 anos, o técnico sensação que comanda o Hoffenheim, pode vir a ser o seu sucessor à frente da Alemanha.

“Talvez seja um dia o técnico nacional. Tem muita competência, empatia e uma boa ligação com os jogadores. Se continuar como tem feito, penso que vai ser um grande treinador”, declarou Löw ao jornal ‘Bild’. 

Nagelsmann é o mais jovem treinador na história da Bundesliga e na última semana foi eleito o técnico de 2016 na Alemanha.

Löw, de 57 anos, que levou a seleção germânica ao título mundial no Brasil, em 2014, está à frente da equipe desde 2006 e é o treinador de maior sucesso na equipe germânica, com 97 vitórias, 25 empates e 23 derrotas em 145 jogos.

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Julian Nagelsmann é um dos treinadores em foco no panorama do futebol alemão, depois de na última temporada ter mantido o Hoffenheim no principal escalão e na atual estar na quarta posição.

O treinador alemão lembrou também que Nagelsmann fez do Hoffenheim candidato à qualificação europeia, depois de anos na luta contra o rebaixamento, conseguindo otimizar jogadores e integrar outros, sem oportunidades em outras equipes.

Löw tem contrato com a Federação alemã até ao final da Euro de 2020 e já disse que o seu objetivo é ver a Alemanha revalidar o título mundial, em 2018, na Rússia.

São Paulo – Brasil – 23:33

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Por Josy Galvão