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#FutebolFeminino – Mulheres de palavra: Steffi Jones

O nome de Steffi Jones está diretamente ligado à Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011. Ela foi presidente do Comitê Organizador Local do último Mundial Feminino e desempenhou um importante papel para o seu grande sucesso. Na mídia alemã, ela era frequentemente chamada de “Kaiserin” (feminino de Kaiser em alemão) em referência ao apelido de Franz Beckenbauer. Para a ex-jogadora de 39 anos, o mais importante da Alemanha 2011 não era apenas que o seu país triunfasse em campo, mas sim afirmar a força do futebol feminino.

“Pela sua dedicação à Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011 e ao futebol feminino em geral, você viajou por todo o planeta e incentivou garotas e mulheres a nunca desistirem e seguirem sonhando com o futebol”, afirmou o presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, reconhecendo os serviços prestados por Jones. Juntamente com Birgit Prinz, a ex-jogadora, campeã mundial de 2003 e tricampeã europeia, foi nomeada em abril deste ano embaixatriz da FIFA para o futebol feminino.

No entanto, o caminho de Steffi Jones até a elite do futebol feminino foi bastante árduo. Filha de uma alemã e de um ex-soldado americano, ela cresceu no conturbado bairro de Bonames em Frankfurt e sofreu preconceito muitas vezes durante os anos de escola devido à cor da pele. Sem se deixar abalar, Jones direcionou toda a sua energia e paixão para o futebol.

De tanto sonhar com o futebol, ela acabou transformando os sonhos em realidade. Jones defendeu a seleção alemã em 111 partidas, foi campeã mundial em 2003, embora tenha ficado de fora da final devido a uma contusão, conquistou três Eurocopas Femininas, ganhou duas medalhas de prata nas Olimpíadas, sagrou-se hexacampeã alemã e conquistou ainda o título americano em 2003 pelo Washington Freedom.

Veja uma interessante coletânea de frases da simpática ex-jogadora.

“Se tenho talento para ser atriz? Não sei. Mas esta é uma boa experiência e, ao ver tudo isto aqui, consigo me imaginar em uma cena de crime. Eu poderia representar um cadáver.”
Após filmar um comercial, falando sobre o seu talento como atriz, que ela voltou a demonstrar em um episódio da série de TV alemã Tatort

“Nunca pensei que havia pessoas que gostariam de ter o meu autógrafo. É insano.”
Admirada com o fato de ser conhecida por tantas pessoas

“Quando alguém me ofende, não devolvo a ofensa, mas apenas penso comigo mesmo: ‘De alguma forma isso vai acabar se voltando contra você’. Ela dizia que eu não deveria me rebaixar a esse nível. ‘Steffi, algumas pessoas ficam horas tomando sol para terem a pele da cor da sua. Outras pagam caro no cabeleireiro para terem o cabelo ondulado. Você tem essas coisas de forma natural. Tenha orgulho do que você tem!'”
Em entrevista ao FIFA.com, sobre os ensinamentos que recebeu da mãe

“Este sempre foi o meu sonho de infância, vestir a camisa da Alemanha, subir para o campo, ouvir o hino nacional e sentir toda a emoção.”
Em entrevista à Epoch Times, explicando que não há nada tão bonito quanto vestir a camisa da seleção alemã pela primeira vez

“O futebol foi a minha salvação. Com ele, aprendi o que significam respeito e responsabilidade. O clube era a minha família.”
Explicando que o futebol é mais do que um simples jogo de bola

“Gosto de passar roupa. Fico vendo filmes e passando. É um pouco chato, porque muitas vezes furo as roupas com o ferro quente quando fica emocionante. Mas faz parte, assim como comer um pacote de Pringles enquanto faço tudo isso.”
Após a Copa do Mundo, finalmente sobrou tempo para passatempos, como serviços domésticos, conforme comentou Jones ao jornal alemão Bild

“Nos corredores da federação alemã, não sou chamada de ‘Kaiserin’, como alguém disse. As pessoas me chamam simplesmente de Steffi.”
Sobre uma nova etapa da sua vida, em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Rundschau

“Recusei o curso de oratória que a federação alemã me ofereceu. Quando cometo algum deslize, não me importo, a vida continua mesmo assim.”
Steffi Jones não deve e não teme, como declarou em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt

“Comecei a jogar golfe. Acho muito emocionante e divertido! Como não sou tão boa, nem sempre acerto a bola. Isso me chateia um pouco. Então, fico tão vidrada que fico batendo até acertar. Só então eu paro. A jogada precisa sempre terminar de forma positiva.”
Deixando claro que a força de vontade é importante em todos os esportes

“É verdade que acertei um ou outro vidro com os chutes que dava, e até cheguei a quebrar o relógio de um colega. Também costumava perder com frequência a mochila de treino. Uma vez me perdi e fui levada de volta para casa pela polícia. Mas tirando isso sempre fui muito bem comportada.”
Até mesmo a pequena Steffi Jones cometia as suas travessuras, como explicou ao Frankfurter Allgemeine

“Engana-se quem estiver pensando: ‘A Steffi vai sacudir a federação alemã’. Continua tudo igual, as pessoas apenas apresentam pedidos e fazem solicitações à diretoria.”
Sobre o trabalho em uma federação

Fonte: http://pt.fifa.com

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JGalvão

#FutebolFeminino – Solo: “Quero o ouro nas Olimpíadas”

Solo: "Quero o ouro nas Olimpíadas"

© Getty Images

No dia 17 de julho do ano passado, quando Hope Solo subiu ao pódio em Frankfurt para ser premiada individualmente pelas suas grandes atuações na Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, ela teve muita dificuldade para conter as lágrimas.

No plano individual, a americana recebeu dois importantes prêmios: a Luva de Ouro adidas, por ter sido eleita a melhor goleira do torneio, e a Bola de Bronze adidas, por ter sido considerada a terceira melhor jogadora do Mundial Feminino. No entanto, a seleção dos EUA foi derrotada pelo Japão na final, colocando ponto final em um grande sonho da jogadora.

Sete meses mais tarde, a atleta de 30 anos voltou a sorrir e está cheia de entusiasmo para enfrentar os desafios do ano de 2012. Para ela, a difícil derrota já faz parte do passado.

Solo passou a vestir a camisa da seleção dos EUA em 2005 e, mesmo antes da derrota contra o Japão, já havia vivido outras decepções. Na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2007, ela foi para o banco de reservas na partida contra o Brasil pelas semifinais e, depois de criticar a decisão do ténico, só voltou a ser convocada pela nova treinadora Pia Sundhage em 2008. Em 2010, passou por uma complicada cirurgia no ombro e ficou nove meses se recuperando.

Desafiando as dificuldades
“Passei por muitas dificuldades na minha vida pessoal e com a minha família”, afirmou Solo em entrevista exclusiva ao FIFA.com, na qual ela explicou como fez para se fortalecer psicologicamente. “Isso possibilitou que eu lutasse e sempre me esforçasse para dar o melhor de mim mesma. É algo que faz parte da minha personalidade. Acredito que superei muitos problemas e no final aprendi algo com eles. Isso fez de mim uma pessoa mais forte tanto no plano pessoal quanto profissional. Enfrentei essas coisas de cabeça erguida e levei a melhor no final.”

Se pensarmos nas suas maravilhosas atuações durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011, é difícil acreditar que até poucos meses antes do torneio Solo ainda estava lutando para se recuperar da sua cirurgia no ombro. “No Mundial, eu tinha dores e estava tomando remédios que me ajudavam diariamente a suportar os treinos”, comentou ela. “Os nossos treinamentos em dezembro foram muito interessantes para mim. Quinze meses depois da minha operação [em setembro de 2010], comecei a preparação para os Jogos Olímpicos. Estou aprendendo a usar os ombros de outra forma. Não tomo mais medicamentos e tenho menos dores. Os meus movimentos estão diferentes. Para mim, está sendo como me acostumar a um novo corpo na esperança de estar em melhor forma nos Jogos Olímpicos do que eu estava na Copa do Mundo.”

Nas eliminatórias para o Torneio Olímpico de Futebol Feminino Londres 2012, Solo deixou claro que a sua recuperação está sendo bem-sucedida. As garotas dos EUA marcaram 31 gols e não sofreram nenhum na fase de grupos do torneio classificatório que aconteceu em Vancouver, no Canadá. Em seguida, a goleira também não foi vazada na semifinal contra o México e na final contra as donas da casa.

Novo sistema, velhas qualidades
Apesar desse desempenho impressionante da seleção americana, Solo acredita que a equipe tem um longo caminho a percorrer para alcançar o seu verdadeiro potencial. “O novo sistema é muito direcionado para o ataque, mas temos buracos na defesa”, analisou ela com a propriedade de quem há um bom tempo se tornou uma importante líder do selecionado americano. “Isso pôde ser observado na Copa do Mundo. Para conseguirmos chegar à final das Olimpíadas, precisamos refletir sobre um aspecto pelo qual sempre fomos conhecidas: o sistema defensivo. Melhoramos o ataque, mas precisamos continuar a ser a melhor equipe do mundo na defesa.”

“Estou na seleção há um bom tempo e já passamos por altos e baixos”, prosseguiu a goleira. “Há muitas diferentes personalidades dentro da equipe e já passamos por muitas coisas juntas, por exemplo, na Copa do Mundo 2007. Foi uma catástrofe para a nossa seleção, mas no final a Pia Sundhage chegou e deu uma oportunidade real para cada uma de nós desenvolvermos a nossa personalidade. Há várias líderes no grupo. A Abby (Wambach) é uma delas, assim como a Christie Rampone e eu. E a nossa dinâmica está funcionando bem.”

Sonhando com o ouro olímpico
Apesar dos golpes da sorte, contusões e dificuldades ao longo da carreira, Solo acredita que tem tudo para seguir jogando no mais alto nível. A goleira nunca desistiu e pretende fazer de tudo para alcançar o seu grande sonho. “Eu sempre disse que quero vencer a medalha de ouro nas Olimpíadas”, declarou ela. “Também ainda não conquistei o título mundial, mas o plano é disputar mais uma Copa do Mundo.”

No entanto, antes da realização da sétima edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA no Canadá em 2015, também teremos um grande torneio da modalidade neste ano: o Torneio Olímpico de Futebol Feminino Londres 2012. Para Solo, esta é a prioridade absoluta. “Em 2012, a única coisa que importa é vencer uma medalha nas Olimpíadas”, comentou ela. “Mas não uma medalha qualquer — a medalha de ouro!”

Fonte: fifa.com

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JGalvão

Qual foi a melhor lembrança de 2011?

Se alguém disser que conseguiu controlar os seus níveis de adrenalina assistindo futebol durante o ano de 2011, isso significa que essa pessoa deve ter perdido muitos emocionantes momentos ao longo da temporada. O esporte mais popular do planeta proporcionou emoções inesquecíveis nos últimos 12 meses e, sem dúvidas, é impensável que um verdadeiro fanático por futebol tenha conseguido manter a calma o tempo inteiro.

Não faltaram, por exemplo, surpresas impressionantes. No início de 2011, quem poderia adivinhar que o Japão seria campeão da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011? O país desbancou tanto a seleção alemã quanto a dos EUA antes de levantar o troféu e, com isso, devolveu o sorriso ao rosto dos japoneses que sofreram com as tragédias naturais causadas por um terremoto e tsunamis em março. Ou quem poderia prever que a Rússia superaria o Brasil na final da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA em Ravena, na Itália?

O Uruguai também não era o principal favorito na Copa América, mas acabou ficando com o título ao deixar para trás os gigantes Brasil e Argentina, assim como na Copa do Mundo da FIFA 2010. As apresentações de gala do Barcelona se acumularam e nada disso chegou a ser uma surpresa. Talvez apenas os placares marcantes nas finais da Liga dos Campeões da UEFA (3 a 1 contra o Manchester United) e na Copa do Mundo de Clubes da FIFA (4 a 0 contra o Santos) é que destoem um pouco mais.

Além disso, outras grandes conquistas em 2011 foram as do México, jogando em casa na Copa do Mundo Sub-17 da FIFA, e a do Brasil na Copa do Mundo Sub-20 da FIFA na Colômbia. Isso sem falar dos feitos do Santos, na Libertadores, do Vasco, na Copa do Brasil, e do Corinthians, no Brasileirão.

Com o final do ano se aproximando, agora é hora de relaxar e saborear essas deliciosas lembranças. E responder à pergunta: Qual foi a sua melhor lembrança no futebol em 2011? Deixe o seu comentário, revele qual foi a sua melhor lembrança no futebol em 2011.

Fonte: fifa.com

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JGalvão

Mundial Feminino bate recordes de audiência

Mundial Feminino bate recordes de audiência

Getty Images

A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011 estabeleceu um novo marco na audiência de TV para a modalidade. Milhões de espectadores de todo o mundo acompanharam o torneio e bateram vários recordes televisivos no período. Isso ficou evidente especialmente na anfitriã Alemanha, que defendia o bicampeonato mundial, e nos países de origem das duas seleções finalistas, Japão e Estados Unidos.

Os quatro jogos que a seleção alemã disputou tiveram uma média de mais de 14 milhões de espectadores na Alemanha, sendo que os três últimos compromissos do selecionado contaram com uma audiência de mais de 16 milhões. As cifras foram de longe as mais altas de partidas da Copa do Mundo Feminina da FIFA no país. Mais de 17 milhões de pessoas assistiram à eliminação das donas da casa contra o Japão, o que representa quase um quarto da população nacional.

Para se ter uma ideia da dimensão destes números, 15,5 milhões de espectadores em média na Alemanha assistiram à recente luta de boxe entre Klitschko e Haye em Hamburgo, válida pelo título mundial, e uma média de 14,8 milhões de pessoas acompanharam Alemanha x Sérvia na Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010. A audiência do Mundial Feminino no país-sede do torneio foi também a maior de qualquer evento esportivo transmitido desde a final de 2010, entre Espanha e Holanda.

“São cifras de respeito”, disse o diretor de TV da FIFA, Niclas Ericson. “E quando você as compara com outros grandes eventos esportivos, elas demonstram enfaticamente que a Copa do Mundo Feminina da FIFA foi um programa incrivelmente popular entre os telespectadores.”

Nos Estados Unidos, 14,1 milhões de pessoas assistiram à final entre a seleção nacional e o Japão. A ESPN obteve a maior parte da audiência, relatando uma média de 13,5 milhões de espectadores e um pico durante a decisão por pênaltis de mais de 21,1 milhões. A audiência foi a maior da história do canal para um jogo de futebol e a segunda maior para uma transmissão diurna na história da TV a cabo americana (atrás apenas da final do campeonato de futebol americano universitário de 2011). As cifras também são três vezes maiores do que a média de audiência da fase final do Aberto de golfe do último domingo e 10% maiores do que as do Jogo das Estrelas do beisebol americano da semana passada.

No Japão, novo campeão mundial feminino, a audiência da decisão também foi recorde, apesar de o jogo ter sido transmitido na madrugada de segunda-feira por conta do fuso horário. Na média, 10,4 milhões de pessoas viram a vitória japonesa sobre os Estados Unidos, com um pico de mais de 15 milhões durante as penalidades máximas. O número é mais de três vezes maior do que o recorde anterior para uma partida de futebol feminino, estabelecido justamente na semifinal contra a Suécia. É também 50% mais alto do que o registrado no país durante a final da África do Sul 2010 e leva vantagem sobre as audiências de outros grandes eventos esportivos no Japão, como o Masters de golfe.

Na França, o recorde foi estabelecido na semifinal da seleção feminina contra as americanas, com uma média de 2,3 milhões de espectadores. Ela representa mais que o dobro da marca anterior, que já havia sido alcançada nas quartas de final com a Inglaterra. O pico de audiência chegou às 3,3 milhões de pessoas, no final do jogo com os Estados Unidos.

Fonte: http://pt.fifa.com
JGalvão

Copa do Mundo Feminina FIFA faz audiência de futebol disparar!

Em matéria publicada no blog do Estadão, foi constatado pelo Google Trends que a palavra de ordem para os brasileiros aos domingos é futebol. Observem através do gráfico que os domingos com os picos mais altos de audiência,  foram justamente os da ocasião da Copa do Mundo Feminina FIFA, realizada na Alemanha no período de 26/06 a 17/07.

Domingo é dia de futebol e de shopping. Sábado é dia de cinema e de bar. Os lugares comuns sobre os hábitos dos brasileiros são comuns mesmo. É o que mostra o Google Trends, uma ferramenta que mede o quanto uma palavra ou expressão foi procurada no Google a cada dia.

O gráfico abaixo mostra que os brasileiros tem hábitos regulares no seu divertimento. Os picos da curva verde (que representa as buscas pela palavra “futebol“) são sempre aos domingos (26 de junho, 10 de julho e 17 de julho). Já os da curva amarela (“shopping“) são sempre aos sábados (2, 9 e 16 de julho), com exceção do primeiro. É que nessa semana houve um feriado nacional (Corpus Christi) e a procura pelas compras foi antecipada.
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A curva azul clara marca a busca pela palavra “cinema” e tem seus picos aos sábados (ou no feriado). Seu desenho é muito semelhante ao da curva amarela, com os mesmos vales e picos, uma prova de como o hábito de ir ao cinema está cada vez mais associado ao de frequentar o shopping center.

A curva vermelha, com seus cumes aos sábados, ilustra a busca pela palavra “bar“. E a azul escura, com picos aos domingos, mostra a pesquisa por “pizza“.

Essas curvas se referem aos últimos 30 dias, mas se repetem com as mesmas frequências semanais em quaisquer outros meses passados. Pode conferir clicando no gráfico. Uma curiosidade: se você substituir qualquer uma das palavras por “hospital”, verá que essa busca se concentra habitualmente às segundas-feiras.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br

JGalvão

Sawa, a locomotiva do Japão

Lembranças e agradecimentos

Lembranças e agradecimentos

Getty Images

Um dia antes da final da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, o presidente da FIFA, Joseph S. Blastter, fez a seguinte declaração: “A final será transmitida de um lado a outro do planeta. Do leste, onde o sol se levanta, até o oeste.” Após a vitória das japonesas, pareceu até que o sol havia resolvido permanecer no leste, considerando a alegria irradiada por Homare Sawa e suas companheiras após a conquista.

“Ainda não consigo acreditar que conquistamos o título”, afirmou a atacante japonesa Kozue Ando, que atua pelo Duisburg da Alemanha. “Mas depois da partida contra a Alemanha, as minhas companheiras de clube me disseram que venceríamos o título. Obviamente, isso nos deu força. Estou orgulhosa de termos sido as primeiras campeãs mundiais provenientes da Ásia. As nossas precursoras haviam preparado o caminho para que alcançássemos essa conquista.”

Foi um título pelo qual o selecionado nipônico precisou lutar muito. O país só conseguiu derrotar os EUA, atuais campeões olímpicos e primeiros colocados do Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola, após prorrogação e pênaltis. “Eu não sabia onde as jogadoras americanas iam chutar nas penalidades e apenas segui a minha intuição”, comentou a goleira Ayumi Kaihori, entre risos. “Quando estávamos perdendo por 2 a 1, não desistimos, porque ainda havia tempo suficiente.”

Com o pensamento nas vítimas de Fukushima
“Ainda não consigo acreditar que conseguimos”, declarou Kaihori, que disse estar pensando nas pessoas que ainda se recuperam dos desastres naturais ocorridos no Japão há poucos meses. “Ficarei muito feliz se conseguirmos dar mais coragem às pessoas do Japão com a nossa vitória. Então, elas poderão ver o que é possível conseguir através da luta.”

Cerca de quatro meses após a tragédia em Fukushima, as jogadoras da seleção japonesa conseguiram cumprir a sua missão de renovar as esperanças e devolver o sorriso ao rosto dos seus compatriotas. “A nossa motivação certamente foram as vítimas de Fukushima”, afirmou Aya Miyama. “Agora, a seleção deveria enviar o dinheiro que ganhou aqui às vítimas de Fukushima. Pelo menos, é o que eu gostaria de fazer com o dinheiro. Espero que consigamos trazer alegria e pensamentos positivos ao nosso país. Até o final, não desistimos e sempre acreditei que podíamos conseguir. Mesmo antes do torneio.”

Sawa, a locomotiva do Japão
Não eram apenas as jogadoras que estavam radiantes após o grande triunfo, mas também o presidente da Federação Japonesa de Futebol, Junji Ogura, que expressou a sua alegria aos jornalistas presentes. “Para nós, é um milagre”, afirmou o dirigente. “Já havíamos enfrentado os EUA 25 vezes e não tínhamos conquistado nenhuma vitória. Os EUA são os primeiros do ranking feminino. Se no futuro o Japão tiver a oportunidade de sediar uma Copa do Mundo Feminina, o meu desejo será que Homare Sawa seja a responsável pela organização. Estou feliz que as jogadoras tenham mostrado toda a força que existe na mulher japonesa. Não há nenhum presidente mais feliz do que eu.”

Esta, aliás, foi uma das muitas vezes que o nome de Sawa foi pronunciado em meio à festa pelo título. A excepcional jogadora, que foi indiscutivelmente a grande estrela do selecionado nipônico e da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011, encerrou o torneio com cinco gols, no topo da artilharia, e, além da Chuteira de Ouro adidas, recebeu também a Bola de Ouro adidas por ter sido a melhor jogadora do Mundial. Motivos de sobra para que recebesse elogios de todas as partes. “Sou muito grata e estou orgulhosa de a Sawa ter conquistado tantos troféus, porque ela é a locomotiva da nossa equipe”, comentou Yuri Nagasato sobre a capitã do Japão.

Shinobu Ohno compartilhou a opinião da sua companheira de seleção. “A Sawa é a estrela do Japão”, afirmou a atacante. “O que ela fez pela equipe vale mais do que a medalha de ouro.” Frases como essas não deixam dúvidas sobre a qualidade da seleção japonesa e uma jogadora da envergadura de Sawa também deixa claro que o país mereceu se tornar campeão mundial.

 

Fonte: http://pt.fifa.com
JGalvão

#Alemanha2011 – Um sonho que virou realidade

Sawa: “Nem parece realidade”

Sawa: "Nem parece realidade"
Getty Images

Mesmo com um excelente trabalho em equipe e um organizado esquema tático, o maior destaque da seleção japonesa campeã mundial foi a meio-campista Homare Sawa, que ganhou a Bola de Ouro de melhor jogadora e a Chuteira de Ouro de artilheira da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011.

Sawa foi merecidamente homenageada: ela se destacou tanto na marcação e no auxílio à defesa quanto na criação e finalização de oportunidades de ataque. Além disso, entrou para a história como a atleta de mais idade a balançar as redes em uma final de Mundial Feminino.

O FIFA.com conversou com a jogadora de 32 anos logo depois da final em Frankfurt para saber o que ela sentiu durante a decisão por pênaltis e o que significa ganhar tantos prêmios na mesma noite.

FIFA.com: No início do torneio, você imaginou que poderia ser campeã?
Homare Sawa: Antes do torneio chegamos aqui para lutar pelo título e pelo menos chegar às semifinais. Viemos disputar uma medalha, mas nunca imaginei que iríamos vencer. Também não imaginava ganhar a Chuteira de Ouro além de ser campeã do mundo.

Integrante da seleção japonesa há quase duas décadas, como você se sente agora que atingiu este êxito?
Esta é a minha quinta Copa do Mundo, mas não tinha conseguido nada nas quatro anteriores. Por isso estou muito feliz com o resultado de hoje. Jogo na seleção há 18 anos. A espera foi muito longa. Estou me sentindo muito aliviada, pois passei por momentos difíceis para o futebol feminino no Japão. Nem parece realidade.

Não imaginava ganhar a Chuteira de Ouro além de ser campeã do mundo.

O que você acha que torna esta seleção japonesa tão especial?
Nenhuma das nossas jogadoras desistiu e todas nós trabalhamos duro até o último minuto. Quando levamos o 2 a 1, achei que ficaria difícil, mas ninguém desistiu e foi assim que conseguimos. Formamos uma boa equipe durante todo o torneio e nos mantivemos unidas. As jogadoras que estavam na reserva nos ajudaram durante toda a competição, e as jovens permaneceram calmas. Jogadoras como Miyama, Fukumoto e Kinga se desenvolveram e cresceram muito depois dos Jogos Olímpicos de Pequim e nos ajudaram muito.

Qual é a sua mensagem a todos os torcedores no Japão que as apoiaram durante todo o torneio?
Este apoio dos japoneses no nosso país foi algo que conquistamos como equipe. Estou muito grata e agradecida a todos os torcedores que apoiaram a mim e ao resto da seleção.

Para você o que significa ganhar a Bola e a Chuteira de Ouro?
É absolutamente incrível ganhar todos estes troféus. Mas eles não são para mim. A equipe como um todo deu uma contribuição fundamental para que eu pudesse ganhar estes prêmios. Não posso me orgulhar pessoalmente de tê-los conquistado.

A quem você quer dedicar esta vitória?
Aos meus pais, especialmente à minha mãe. Depois que chegamos à final, ela veio de avião à Alemanha para ver o jogo de hoje. Sou muito grata à minha mãe e quero dedicar a vitória aos meus pais.

Fonte: http://pt.fifa.com
JGalvão