Archive for the ‘Educação e Cultura’ Category

A Rota dos Contos dos irmãos Grimm

Uma das mais antigas rotas turísticas alemãs, do centro ao norte do país, tem 600 km e segue as pegadas dos irmãos Grimm. Ela vai de Hanau, onde nasceram Jakob e Wilhelm, a Bremen, do conto dos animais músicos.

Estátuas de bronze dos irmãos Grimm em Hanau

Hanau, cidade natal

A Rota dos Contos de Grimm começa em Hanau, a cerca de 18 km de Frankfurt. Ali nasceram os irmãos Jakob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) Grimm. A cidadezinha medieval preserva a memória dos ilustres irmãos com um festival anual de teatro, em que são interpretadas peças baseadas nos contos dos Grimm. A estátua de bronze é de 1896.

A casa onde moraram os irmãos Grimm em Steinau

Steinau, a infância dos Grimm

Os escritores e filólogos Jakob e Wilhelm Grimm passaram a infância em Steinau. A Amtshaus, prédio renascentista dos condes de Hanau, é hoje a Casa dos Irmãos Grimm, um museu sobre a vida e obra deles. Há também um teatro de marionetes em que são encenados contos de Grimm. Na foto, a casa onde eles moraram.

As cabeças no muro representam O lobo e os sete cabritinhos da fábula dos Grimm

Marburg, estudo do Direito

Foi nesta cidade que Jakob e Wilhelm Grimm moraram entre 1802 e 1805, se formaram em Direito e iniciaram o resgate de contos populares alemães. Fundada em 1527, a Universidade Philipp foi a primeira universidade protestante da Europa. Na cidade, há uma trilha com 15 estações dedicadas aos contos e fábulas dos Grimm. Na foto, as cabeças no muro representam “O lobo e os sete cabritinhos”.

Museu Grimmwelt em Kassel

Kassel, fonte de inspiração

Os irmãos Grimm residiram em Kassel por 30 anos. Em um dos bairros da cidade morava Dorothea Viehmann, uma das principais fontes dos contos e fábulas escritos pelos Grimm. A cidade tem o museu Grimmwelt, dividido em 25 áreas temáticas e com apresentações interativas sobre contos e fábulas, a vida de Jakob e Wilhelm, e o dicionário alemão, compilado pela primeira vez pelos Grimm.

O castelo da Bela Adormecida em Sababurg

Castelo da Bela Adormecida em Sababurg

Já no século 19, Sababurg era considerado pela tradição popular como o castelo em que se passou o conto da Bela Adormecida. A fortaleza foi construída em 1334, no coração do bosque Reinhardswald, entre Kassel e Göttingen.

Beijo na Gänseliesel traz sorte aos recém-formados em Göttingen

Os Grimm foram professores em Göttingen

Jakob e Wilhelm foram professores na Universidade de Göttingen até serem expulsos por terem ideias muito liberais. O símbolo de Göttingen é a “Gänseliesel”, a “pastorinha dos gansos”, de um conto dos Grimm. Reza a tradição que traz sorte aos recém-formados se eles beijam a bochecha da estátua.

Märchenhaus (casa dos contos de fadas) em Alsfeld

Alsfeld e a casa dos contos de fadas

A cidadezinha de Alsfeld, com suas dezenas de casas em enxaimel, já parece cenário de um conto. Na casa de 1628 (!) chamada “Märchenhaus” (casa dos contos de fadas) são lidos contos infantis e o acervo é dedicado aos irmãos Grimm. No andar superior há uma exposição de bonecas de mais de dois séculos.

Vila da Branca de Neve em Bad Wildungen

A vila da Branca de Neve

Segundo o historiador Eckard Sander, o conto da Branca de Neve remonta ao lugar chamado Bergfreiheit em Bad Wildungen. A personagem teria sido inspirada na excepcionalmente bela princesa Margaretha von Waldeck. Os sete anões seriam uma alusão ao trabalho infantil nas minas da região. Ali há uma “casa da Branca de Neve” e num festival anual são apresentados contos em palcos ao ar livre.

Casa onde nasceu Dorothea Viehmann em Baunatal

Baunatal, onde os contos foram narrados

Grande parte dos contos e mitos populares compilados pelos Grimm foram contados a eles por Katharina Dorothea Viehmann, que nasceu nessa casa em 08/11/1755. O pai dela tinha uma taverna e desde criança ela gostava de ouvir as histórias dos viajantes. Um dos mais de 40 contos que ela contou a Jakob e Wilhelm é “O pobre aprendiz de moleiro e a gatinha”, publicado no 2º volume de contos, em 1815.

Hamelin, a cidade do flautista que encanta ratos

Hamelin, “a cidade dos ratos”

“O Flautista de Hamelin” é um dos contos mais conhecidos da Alemanha. A história se passa na cidade medieval de Hamelin, na Baixa Saxônia. De maio a setembro, aos domingos, acontece na cidade o tradicional Festival Flautista de Hamelin.

Chapeuzinho Vermelho foi inspirada no traje tipico de Schwalmstadt

Chapeuzinho Vermelho de Schwalmstadt

Esqueçam a imagem do manto de Chapeuzinho Vermelho que nos acompanha desde a infância. Na realidade, a personagem foi inspirada no traje típico de Schwalmstadt, em que a menina usa um ornamento vermelho cabeça, parecido com um copo.

O castelo da Rapunzel em Trendelburg

O castelo da Rapunzel em Trendelburg

A fortaleza de Trendelburg, com mais de 40 metros de altura, paredes de até sete metros de espessura e suas imponentes torres inspiraram o conto da Rapunzel. Quem estiver disposto a subir os 130 degraus até o telhado da fortaleza, tem a oportunidade de apreciar a bela paisagem.

As ruínas do burgo de Polle, que inspirou o conto da Cinderela

Burgo de Polle e “Cinderela”

No século 13, os condes de Everstein construíram um burgo sobre um rochedo, cuja primeira citação oficial data de 1285. Desde um incêndio em 1641, o burgo está em ruínas. Além de ser palco de um festival anual, o burgo tem um quarto da Cinderela e um museu que podem ser visitados.

Casa de Joãozinho e Mariazinha no Magic Park em Verden

“Parque Mágico” em Verden

Num enorme “bosque encantado” no parque Magic Park, em Verden, figuras móveis em tamanho natural e cenários dos contos dos irmãos Grimm encantam a criançada. O passeio pelo bosque dura meia hora.

A lebre e o ouriço em Buxtehude

Buxtehude, da lebre e do ouriço

O conto da lebre e do ouriço foi escrito por Wilhelm Schröder e publicado pela primeira vez em 1840 num jornal de Hannover com o título “A corrida entre a lebre e o ouriço num campo perto de Boxtehude”. Em 1843, os irmãos Grimm publicaram a fábula em seu quinto volume de contos. Os contos dos irmãos Grimm já foram traduzidos para mais de 160 idiomas.

A estátua dos animais músicos em Bremen

Bremen, dos animais músicos

A fábula do burro, cachorro, gato e galo que fogem de casa, onde seriam mortos, para viverem livres em Bremen, pode ser interpretada como a busca da liberdade pelos serviçais dos senhores feudais. Bremen, já na época, era uma cidade hanseática livre. Em 1977, a fábula inspirou Chico Buarque para o musical “Os Saltimbancos”.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil –  06:30

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Josy Galvão

Conheça as histórias que explicam passado da Oktoberfest

Quem vai a Munique para ver a festa da cerveja mais famosa do mundo também pode aprender sobre curiosidades da Oktoberfest com uma visita guiada. E descobrir que até Albert Einstein já instalou lâmpadas num estande.

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Tradição da cultura bávara, a Oktoberfest de Munique oferece diversão, muita música e, é claro, a bebida típica do evento: a cerveja. Mas, com visitas guiadas, o evento que já acontece há mais de 200 anos também abre espaço para quem quer saber mais sobre a história da festividade e até mesmo de alguns dos brinquedos disponíveis no parque de diversões no local.

O participante mais famoso nos preparativos da Oktoberfest, por exemplo, é Albert Einstein, que chegou a instalar lâmpadas num estande porque os pais tinham uma empresa de artigos de eletricidade.

Outro fato marcante da Oktoberfest é o figurino usado no evento. O vestido usado pelas mulheres, o Dirndl, dá algumas dicas sobre as personalidades das usuárias: se o nó do avental estiver amarrado do lado direito, quer dizer que a dona do vestido é casada. Do lado esquerdo, mostra que a moça é solteira.

Com a ajuda de guias, turistas e moradores de Munique podem aprender ao passear pela estrutura da festa, criada para celebrar a união de dois membros da realeza da Baviera.

Tudo começou em 1810 com uma festa de casamento. Hoje a Oktoberfest de Munique é a maior festa popular do mundo, atraindo anualmente cerca de seis milhões de pessoas.

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:23

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Josy Galvão

 

Especial Oktoberfest: Guia das tendas da Oktoberfest

Beber ao menos uma cerveja numa tenda da Oktoberfest é obrigatório, e as filas começam cedo. A escolha pode ser influenciada pela marca da cerveja oferecida, a comida ou mesmo a idade dos frequentadores.

Tenda Schottenhamel na Oktoberfest

Schottenhamel

No parque da Oktoberfest são montadas grandes tendas. A mais antiga é a Schottenhammel, de 1867. Naquela época, ela era de madeira e com 50 lugares. Hoje, cabem na parte interna e no biergarten 10 mil pessoas. É na Schottenhammel que acontece a tradicional abertura da Oktoberfest, em que o prefeito de Munique abre o primeiro barril de cerveja. Aliás, aqui é servida a Spatenbräu.

 A figura pendurada no teto é o anjo Aloisius. Diz a lenda que ele está no céu, xingando porque não pode beber cerveja

Hofbräu

Seguindo a tradição da Hofbräuhaus no centro de Munique, também aqui é servida a cerveja de mesmo nome regada com muita música típica ao vivo, que leva nativos e turistas a dançarem sobre os bancos. Dez mil pessoas cabem na tenda. A figura pendurada no teto é o anjo Aloisius. Diz a lenda que ele está no céu, xingando porque não pode beber cerveja.

Também a cervejaria Hackerbräu tem uma grande tenda na festa em Munique

Hacker

Também a cervejaria Hackerbräu tem uma grande tenda na festa em Munique. Com capacidade para 9.300 pessoas, ela é frequentada principalmente por jovens e turistas. Reformada este ano, ela recebeu um melhor sistema de ventilação. O teto, que tem uma parte que pode ser aberta, é decorado pelo famoso “céu dos bávaros”.

O nome da tenda lembra a filha do ex-dono da cervejaria Pschorr, Rosi

Bräurosl

Beber, dançar e festejar: a tenda da Bräurosl é conhecida por seu ambiente agitado. Especialmente no primeiro domingo da Oktoberfest, gays e lésbicas se reúnem para o “Gay Sunday”. O nome da tenda lembra a filha do ex-dono da cervejaria Pschorr, Rosi. A cada ano, uma pessoa que cante “jodel”, a tradicional forma de canto tirolês, pode se autointitular “Bräurosl” e animar o público na tenda.

O público é variado, com muitas celebridades, como os jogadores do Bayern

Winzerer Fähndl

Na Oktoberfest, são servidos apenas os produtos de seis cervejarias de Munique. Na tenda Winzerer Fähndl, a cerveja é da Paulaner. A enorme tenda, com capacidade para mais de 10 mil pessoas sentadas, permite que todos vejam os músicos. O público é variado e inclui celebridades, como os jogadores do Bayern.

A Augustiner é a mais antiga cervejaria da capital da Baviera

Augustiner

A Augustiner é a mais antiga cervejaria da capital da Baviera. Sua cerveja é armazenada em barris de carvalho, e não em tanques de aço como nas outras tendas. Por isso, muitos apreciadores a consideram a melhor cerveja da Oktoberfest. Além disso, as garçonetes são consideradas muito simpáticas.

Nesta tenda da Oktoberfest acontece o campeonato estadual de tiro ao alvo

Tenda dos atiradores

Todos os anos, acontece nesta tenda com 110 estandes de tiro, a Schützenfestzelt, o campeonato estadual de tiro ao alvo. Até os anos 1960, havia apenas provas de tiro. Só depois é que passaram a ser oferecidas especialidades culinárias. Um prato recomendado é o leitão ao molho de cerveja preta. A tenda é frequentada por quem aprecia ambientes sofisticados e é ponto de encontro da nobreza alemã.

Tenda dos besteiros na Oktoberfest

Tenda dos besteiros

Tudo é bem alpino na Armbrustschützenzelt, a tenda dos praticantes de besta, uma modalidade parecida com o arco e flecha. Cada área tem o nome de um animal típico da região e não falta música folclórica, como numa tradicional festa bávara. E, claro, há competições de besta (diz-se bésta). O público é misto, com visitantes de todas as faixas etárias.

A tenda Marstall substituiu o Hippodrom em 2014

Marstall, a tenda dos cavaleiros

A tenda Marstall substituiu o Hippodrom em 2014. Os cavalos são um tema presente desde o início da Oktoberfest, há 200 anos. O palco lembra um carrossel de cavalos. Esta é a primeira tenda da Oktober a oferecer comida vegana.

Na tenda da Löwenbräu há lugar para 8.500 pessoas sentadas

Löwenbräu

Na tenda Löwenbräu (cervejaria do leão), não poderia faltar a estátua do rei dos animais. E ninguém pode ignorar o rugido do animal gritando o nome da marca na entrada da tenda. Há lugar para 8.500 pessoas sentadas. Para apreciar o caneco de cerveja, nada melhor do que uma das especialidades: pernil de porco, pato e leitão.

Oktoberfest tem tenda do boi no espeto

A tenda do boi no espeto

A especialidade desta tenda, a Ochsenbraterei, é uma atração da Oktoberfest há mais de 130 anos. Um boi assado de 250 quilos rende 500 porções. O nome do animal tradicionalmente fica escrito em uma placa dentro da tenda. É tradição também que o primeiro animal assado na festa receba o nome do açougueiro e, o último, o do chefe de cozinha da tenda.

Fischer Vrioni é uma das menores entre as grandes tendas da Oktober

Fischer Vroni, especializada em peixes

O nome já revela: Fischer é pescador. A especialidade é o Steckerlfisch, onde os peixes enfiados em pauzinhos são assados um ao lado do outro em uma fileira de 15 metros. Com quase 3.400 lugares, a Fischer Vroni é uma das menores entre as grandes tendas da Oktober e muito procurada por turistas e pessoas mais velhas.

Kufflers Weinzelt, a tenda do vinho

Kufflers Weinzelt, a tenda do vinho

Vinho entre as tendas de cerveja? Sim, desde 1984 a família Kuffler, do ramo da gastronomia, oferece aqui vinho e espumantes. Em vez de sentar em bancos rústicos, os visitantes ficam em nichos separados e com bancos de madeira mais trabalhados. Na parte interna, cabem 1.920 pessoas, e, fora, 580. Enquanto a maioria das tendas fecha às 23h30, esta fica aberta até 1 hora.

A tenda Käfer é muito frequentada pela alta sociedade internacional

Käfer

Esta tenda pitoresca é muito frequentada pela alta sociedade internacional. Por isso, é bastante difícil conseguir um dos 3 mil lugares. Por dentro, ela parece uma cabana de montanha, com vários ambientes decorados de forma rústica e muitos cantinhos aconchegantes.

 

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:20

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Josy Galvão

Especial Oktoberfest: Começa a 185ª Oktoberfest em Munique

Durante os 16 dias do maior festival de cerveja em todo o mundo, capital bávara aguarda em torno de 6 milhões de visitantes que devem lotar os 16 pavilhões com capacidade para até 120 mil pessoas.

O prefeito de Munique, Dieter Reiter (dir.), abre o primeiro barril da festa observado pelo governador da Baviera, Markus Söder

O prefeito de Munique, Dieter Reiter (dir.), abre o primeiro barril da festa observado pelo governador Markus Söder (esq.)

 

A 185ª edição da Oktoberfest teve início no sábado (22/09) em Munique com a abertura do primeiro barril de cerveja, exatamente ao meio-dia (horário local), pelo prefeito da cidade, Dieter Reiter. O marco ocorreu no pavilhão Schottenhammel com as palavras O’zapf is (algo como “está aberto”, em dialeto bávaro).

A capital bávara deverá receber cerca de 6 milhões de visitantes durante os 16 dias do maior festival de cerveja em todo o mundo. No total, 16 pavilhões com quase 120 mil lugares serão atendidos pelas seis grandes cervejarias da cidade.

A Oktoberfest 2018 – também chamada de Wiesn, em alusão ao local da festa – vai até o dia 7 de outubro. A segurança foi reforçada com uma nova cerca em torno da área da festa, além de controles na entrada e policiais com câmeras acopladas ao corpo. Neste ano, a polícia também intensificou a vigilância por vídeo.

Continuam proibidas bolsas e mochilas maiores, como também sobrevoar a área da festa, incluindo drones. Entre os 600 policiais que vão atuar durante o evento estarão pela primeira vez os chamados “super-reconhecedores”, especialistas em identificar rostos em meio à multidão e reconhecer possíveis criminosos.

O reforço na segurança também conta com a ajuda das redes sociais. Desde 2015, as autoridades vêm usando a hashtag #SicherZurWiesn para fornecer dicas sobre a segurança na chegada e na partida dos visitantes e informá-los sobre as atividades policiais.

De acordo com o Departamento de Turismo da cidade, nos anos anteriores, a receita média da Oktoberfest atingiu quase 1 bilhão de euros. Para Munique, o negócio bilionário tornou-se tão importante que a cidade registrou o termo Wiesn como marca em toda a Europa, evitando que ele fosse utilizado de forma “não honrosa”.

Pela primeira vez, o preço de uma Mass – um litro de cerveja – supera o valor de 11 euros, chegando a 11,50 euros, o que significa um aumento de 3,6% em comparação com o ano passado, um percentual bem acima do nível da inflação.

O diretor da Oktoberfest, Josef Schmid, reclamou antecipadamente do aumento, temendo que a festa acabe se tornando inacessível para muitas pessoas. Segundo ele, os altos preços afastam cada vez mais os participantes. Ele tentou, sem sucesso, impedir o aumento na Câmara Municipal de Munique.

No ano passado, 7,7 milhões de litros de cerveja, com teor alcoólico de 6,6%, foram consumidos durante a festa.

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 19:57

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Josy Galvão

 

Conheça a única mulher com lugar no banco de reservas na Copa da Rússia

Iva Olivari, chefe da delegação da Croácia, é a única mulher a sentar em campo na Copa – Reprodução/Instagram

 

Entre meiões, chuteiras, calções e a tradicional camisa vermelha e branca quadriculada, ela se destaca em seu tailleur azul marinho, meia-calça cor da pele e scarpin preto. Seria praticamente impossível os olhares não se desviarem de Luka Modrić para Iva Olivari, a coordenadora da delegação da Croácia, nas comemorações das vitórias recentes sobre Dinamarca e Rússia. Enquanto a seleção croata busca fazer história e ser finalista do Mundial, ela já fez. É a primeira mulher a ocupar um assento num banco de reservas em uma Copa do Mundo de futebol masculino, com um cargo de chefia.

O caminho até ouvir o hino croata de pé, na beira do campo do estádio de Kaliningrado, na estreia da seleção contra a Nigéria, foi longo e cheio de percalços. Iva, de 49 anos, iniciou sua trajetória junto com o nascimento da Federação Croata de Futebol, após a independência do país da Iugoslávia, no início dos anos 90. Trabalhou em diversos cargos administrativos, após abandonar a carreira de tenista, aos 16, por causa de lesão no punho. Até chegar a um dos postos mais altos da entidade em 2012. Mas no Mundial do Brasil ela ainda ficou atrás dos panos. Ainda era cedo para colocar uma mulher ao lado da comissão técnica recheada de homens.

Como mulher num ambiente amplamente masculino, Iva sabe que causa estranheza seu lugar na seleção. Mas nunca se deixou abater pelos comentários sexistas que recebeu e recebe até hoje. Não por parte do seu ambiente de trabalho. Ela ressalta que na federação croata há mais mulheres do que homens, muitas delas em funções superiores. Fruto, segundo ela, do comando do presidente Davor Suker, um dos ídolos do futebol da Croácia, na chefia da entidade desde 2012. Foi ele quem a chamou para gerenciar a seleção.

— É um orgulho dizer que a federação, liderada por ele, dá todo o apoio à equidade de gêneros — disse Iva, que acredita que a educação recebida em casa a ajudou a superar o preconceito e a desconfiança. — Meus pais sempre nos criaram (ela e a irmã) com a crença de que podemos realizar tudo o que queremos, se formos fortes o suficiente e se formos persistentes no que fazemos. É assim que eu crio meus filhos até hoje.

Chamada de “tia Iva” pelos jogadores, croata tem quebrado a predominância masculina – Reprodução/Instagram

 

A proximidade com os jogadores e sua função estratégica — ela é o Edu Gaspar da CBF — a colocaram no banco de reservas na Rússia. “Tia Iva”, como é chamada carinhosamente por eles, conhece os atletas de longa data. Como trabalhou nas divisões de base, a maioria teve o primeiro contato com ela ainda na adolescência.

Hoje, além de todas as funções burocráticas como organizar viagens, vistos, credenciamento, jogos e treinamentos, ser o elo com a UEFA e a FIFA, ela tem o papel de conselheira dos jogadores.

— É uma pessoa maravilhosa, nosso anjo da guarda. A conheço há 10 anos e todos nós a adoramos — afirmou o goleiro Subašić, em entrevista recente.

Rusgas acontecem, ela admite. Nem sempre todos estão de bom humor. Mas nada que estremeça o bom relacionamento entre eles.

— Todos eles são grandes estrelas do futebol, mas eles me respeitam. Nosso relacionamento é muito aberto e direto. Dizemos um ao outro o que temos que fazer e continuamos. Estou aqui para eles, tento ser discreta o máximo possível e eles sabem que podem confiar em mim. É um relacionamento que foi construído há muitos anos — conta.

Em meio aos jogadores, Iva comemora vitória da Croácia sobre a Dinamarca, nas oitavas – Reprodução/Instagram

Sob os holofotes nesta Copa — deu diversas entrevistas para meios de comunicação de todo o mundo —, ela sabe que, mesmo sem levantar bandeiras ou fazer parte de movimentos feministas, a sua presença no Mundial é um ato político em si. Iva tem recebido muitas mensagens de mulheres reconhecendo e parabenizando seu trabalho.

Lentamente, a mentalidade do mundo em relação às questões de gêneros está mudando, acredita Iva. Destaca o fato de a FIFA ter uma secretária-geral (a senegalesa Fatma Samoura, que ocupa o cargo desde 2016, eleita pela Forbes, neste ano, a mulher mais poderosa do esporte internacional).

— Mais e mais pessoas são capazes de aceitar ver mulheres no futebol, mesmo nas posições mais altas. Devido à popularidade mundial, o futebol é uma plataforma muito boa para promover a diversidade de todos os tipos, social, racial, sexual, e todos nós, independentemente do sexo, devemos nos esforçar para promover toda a igualdade.

Iva sonha em fazer história. Se a Croácia ganhar a Copa de 2018, a ex-tenista será a primeira mulher com chance de ter em mãos o troféu de campeão do mundo.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     https://oglobo.globo.com

São Paulo – Brasil – 06:50

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Josy Galvão

 

 

 

O humor indestrutível dos brasileiros

Torcedor brasileiro enfeitado com bandeirinhas do Brasil, flores e bichos antes da partida contra o México pela Copa de 2018Torcedor brasileiro na partida contra o México pela Copa de 2018

 

Escrevi nesta coluna alguns textos muito críticos sobre a situação do Brasil. A maioria dos leitores concordava com a condenação. Mesmo assim, também sentia o desconforto com o fato de um julgamento tão severo sobre o país vir logo de um estrangeiro. E, com cada vez mais frequência, ouço a pergunta: não tem nada que você goste no Brasil, por que você vive aqui?

Por isso, hoje quero falar sobre uma das características mais adoráveis dos brasileiros: o humor indestrutível. Além da incrível musicalidade, ele é o que eu mais admiro. Tenho a impressão de que os brasileiros – se é que posso generalizar assim – têm uma grande facilidade de rir. De certa maneira, eles são a imagem antagônica ao clichê do alemão sério.

Foi justamente durante o jogo do Brasil contra a Bélgica na Copa do Mundo que tive a ideia de escrever sobre isso. Ao meu lado, estavam sentadas duas senhoras que deviam ter uns 65 anos. Elas comentavam a partida de forma vivaz e, a cada ataque dos belgas, pediam aos risos que os “gigantes vermelhos” fossem derrubados. Quando o jogo acabou e o Brasil foi eliminado, uma das duas falou: “Agora vamos buscar o hexa no Catar. Nosso time vai amadurecer e ficar ainda melhor”. A outra respondeu: “Igual à gente”. As duas deram risada.

Testemunhei o mesmo tipo de descontração na rua. Não se ouviam xingamentos agressivos como na Alemanha, depois da eliminação. Em vez disso, as pessoas estavam preocupadas em mostrar os primeiros memes que iam aparecendo nas mensagens de celular, a exemplo da bandeira alemã redesenhada como bandeira belga: “A inimiga não foi embora. Ela está disfarçada”.

A velocidade com que se inventam piadas no Brasil sempre volta a me deixar pasmado. É algo que já tinha chamado minha atenção durante o 7 a 1. No intervalo, as pessoas já diziam que nem a Volkswagen conseguia fazer cinco gols em 45 minutos.

Se o Brasil passa por uma crise – e, nos últimos anos, elas foram abundantes – pode-se ter certeza de que alguém vai começar a tirar um sarro da situação. E o humor, que frequentemente consiste no exagero e no cruzamento de coisas que não têm nada a ver umas com as outras, é o que mais se aproxima da descrição de uma realidade que costuma ser absurda. Ele torna o insuportável mais suportável.

Foi assim durante os protestos de 2013 (“Odeio bala de borracha, joga um Halls”). E voltou a acontecer no último fim de semana, durante o cabo de guerra jurídico envolvendo a soltura de Lula (“Justiça brasileira recorre ao árbitro de vídeo para julgar o caso Lula”). Especialmente em momentos de crise e de dor, as fábricas de memes brasileiras trabalham a todo vapor. O humor nasce da necessidade.

Essa criatividade espontânea também existe no âmbito pessoal. Recentemente, por exemplo, ouvi um homem conversando ao telefone na rua. Ele estava brigando com a outra pessoa, até que falou: “Você plantou pimenta. Não vai colher morango, não.”

Do mesmo jeito o Neymar que caía demais nos jogos da Seleção já virou verbo na fala popular. Num bar eu ouvi um homem falar: “Vou beber até Neymar”. E o nome do ministro Gilmar Mendes, na linguagem popular, agora é sinónimo de “soltar”. Ele virou o “Soltador-Geral da República”.

Como alemão, é claro que admiro o jeito criativo com que os brasileiros lidam com situações difíceis. É que, enquanto as pessoas na Alemanha tendem a problematizar muitas coisas e mergulhar na angústia, os brasileiros, muitas vezes, riem da própria condição. Eles conseguem – bem diferente dos alemães – rir de si mesmos e da situação do país.

Naturalmente, isso tem relação com o fato de que não parece ter alternativa. Como viver num país no qual os ricos são os ladrões, e os pobres, os roubados? Como brasileiro, é preciso olhar para frente com esperança porque o presente não costuma ser motivo de alegria. Da tragédia de viver num país que sempre fica abaixo das próprias expectativas nasce a comédia. O riso como libertação.

Com frequência, a origem do riso brasileiro é datada nos tempos da escravidão. Os escravos eram obrigados a se apresentarem bem-humorados na Casa Grande. Depois, rir sobre a tristeza continuou no samba. Já é possível encontrar essa atitude em Pelo Telefone, o primeiro samba, que já tem 102 anos. O peru me disse/Se o morcego visse/Não fazer tolice/Que eu então saísse/Dessa esquisitice/De disse-não-disse.

E, também na literatura, há exemplos suficientes. Estou lendo o maravilhoso épico Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. Além da fantasia sem fronteiras do autor, admiro seu tom subjacente levemente irônico. Paradoxalmente, o livro trata do violento surgimento do Brasil.

Porém, mesmo com todos os elogios à leveza brasileira, é preciso dizer que nem todo humorista autodenominado é engraçado. Quem faz gozação sobre os mais fracos, ou brinca com o ressentimento em relação a minorias, não tem humor no coração, mas ódio. Figuras como Danilo Gentile não entenderam a natureza do humor, que, desde seu surgimento, sempre serviu para que aqueles que não tinham poder rissem dos poderosos.

E, portanto, não é à toa que o presidente brasileiro seja um objeto tão apreciado de zombaria e escárnio. Parece ser um esporte nacional fazer piada dele. “Michel: Marcela, onde vamos jantar? – Marcela: Fora, Temer!

Com seu humor espontâneo, os brasileiros são para a América Latina o que os ingleses são para a Europa com seu humor negro. Eles me lembram um pouco o Cristo no filme A vida de Brian, da trupe satírica Monty Python. Crucificado, ele canta: “Sempre enxergue o lado bom da vida.”

O colunista da DW Philipp Lichterbeck, que vive no Rio de Janeiro

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Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio.

 

 

 

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São Paulo – Brasil – 06:50

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Josy Galvão

“Eu te amo” versus “Ich liebe dich”

Há quase duas décadas na Alemanha, o colunista Ricardo Domeneck ainda pasma com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. “Para eles, parecemos saídos de uma telenovela.”

Symbolbild Universität Seminar Bibliothek Flirt (Yü Lan/Fotolia)

Sim, dizem que “ich liebe dich” quer dizer “eu te amo” em alemão. Será mesmo que “eu te amo” quer dizer “ich liebe dich” em português? Não quero relativizar sentimentos que certamente ocorrem por toda a espécie, independente de cultura. Os poemas de amor de todos os tempos e lugares estão aí para confirmar. Ora, é patente que ele (em português, é masculino o sentimento, o amor) ou ela (em alemão torna-se feminino, “die Liebe“) pode ser observado até mesmo em outras espécies. Algumas espécies são monogâmicas. Outras são poligâmicas. E nós, Homo sapiens? “Nós quem, cara pálida?” – alguém poderia responder.

Há quase duas décadas na Alemanha, ainda pasmo por vezes com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. A essa coisa que chamam de amor. Como podem por vezes ser diferentes as reações a situações tão parecidas. Minha impressão ainda é que, para eles, parecemos saídos de uma telenovela, e nem mesmo das brasileiras, mas das mexicanas. Exagerados! Dramáticos! Gosto de brincar que é tudo culpa de Dolores Duran, Chico Buarque e Angela Rô Rô. Essas nossas lições de fossa.

Eu não deveria ter ouvido tantas vezes os versos daquela canção: “E que me sobe às faces e me faz corar / E que me salta aos olhos a me atraiçoar / E que me aperta o peito e me faz confessar / O que não tem mais jeito de dissimular / E que nem é direito ninguém recusar / E que me faz mendigo, me faz suplicar.”

Não é à toa. Olhem isso. Exageradíssimos. Não consigo pensar em algo equivalente entre os alemães. Sempre brinco com outra coisa: para nós do sul, virar os olhos é expressão de êxtase. Para os do norte, é expressão de tédio.

Pensem bem: na década de 1970, quando Chico Buarque estava compondo “O que será (À flor da pele)”, por aqui reinavam supremos Kraftwerk, Can e Tangerine Dream. Enquanto Chico Buarque e Milton Nascimento soltavam seus falsetes, por aqui cantavam “Wir laden unsere Batterie / Jetzt sind wir voller Energie / Wir sind die Roboter” [“Nós carregamos nossas baterias / Agora estamos cheios de energia / Nós somos os robôs”]. Carambola, vamos nos entender como? Está certo, está certo, estou fazendo exatamente o que eles reclamam que eu faço: exagerando.

Mas deixem-me contar uma história: certa vez, levei um pé na bunda de um alemão. Sofri como um condenado, como um camelo, estava mais perdido do que cachorro que caiu de foguete espacial. Sabe a Laika? Pois é, a Laika.

Estava na casa de um amigo, que olhou para mim, lá sofrendo, e disse: “Como deve ser difícil ser assim.” Eu falei: “Assim como?” E ele respondeu: “Sofrendo como um condenado por causa do fim de um namoro.” Fazia duas semanas! “Criatura, faz duas semanas!”, eu disse. “Ainda vou sofrer por seis meses pelo menos.” E ele respondeu o de sempre: “Como você é exagerado.”

 

 

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São Paulo – Brasil – 20:25

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Josy Galvão

Alemanha: blitz em aeroportos para pegar quem mata aula

Na Baviera, policiais flagram ao menos 20 famílias que anteciparam feriado e viajavam com seus filhos durante período de aulas. Ir à escola é obrigatório no país, e os pais podem levar multa de até 5 mil euros.

Aeroporto na AlemanhaOs pais flagrados viajando com seus filhos não apresentaram dispensa escolar

 

Cerca de 20 famílias foram paradas pela polícia em aeroportos na Baviera, no sul da Alemanha, por embarcarem com seus filhos em viagens de férias enquanto eles deveriam estar na escola, noticiou a imprensa alemã nesta segunda-feira (21/05). Os pais estão agora sujeitos a penalidades.

Em algumas regiões do país, os aeroportos costumam estar movimentados nesta época do ano em razão do recesso escolar relacionado aos feriados religiosos de Pentecostes, nesta segunda, e de Corpus Christi, que em 2018 será comemorado em 31 de maio. As chamadas férias de Pentecostes podem durar uma ou duas semanas, dependendo do estado. Na Baviera, são 14 dias de folga.

A fim de evitar a multidão nos terminais e os preços mais altos de passagens nos primeiros dias do recesso, muitas famílias optam por começar a viagem na semana anterior, deixando seus filhos perderem alguns dias de aula – algo que, para alguns, parece inofensivo.

Na Alemanha, no entanto, ir à escola é obrigatório. Com base nessa lei, a polícia esteve fiscalizando em aeroportos os pais que decidiram antecipar o recesso. Entre esta quinta e sexta-feira, ao menos duas dezenas de famílias transgressoras foram flagradas.

Segundo a polícia, 11 famílias foram notificadas no aeroporto de Nurembergue, no norte da Baviera, e outras dez em Allgäu, na cidade de Memmingen, no sul do estado. Em Munique, que abriga o maior aeroporto da região, a polícia não registrou ocorrências, disse o jornal Süddeutsche Zeitung.

Pela infração, os pais podem ser obrigados a pagar uma multa que, segundo o diário alemão, pode chegar a 5 mil euros. Os casos são analisados individualmente, e a penalidade é determinada pelos próprios municípios. Em muitos casos, as famílias recebem apenas uma advertência e, quase sempre, são liberadas para seguir viagem.

Em aeroportos alemães, não é incomum que policiais façam blitz para flagrar os estudantes que matam aula para viajar. Em 2008, cerca de 100 famílias foram notificadas em Nurembergue por terem prolongado as férias escolares. As multas na ocasião chegaram a mil euros.

A Alemanha, assim como muitos países da Europa, possui uma lei de frequência escolar obrigatória – o que torna ilegal, por exemplo, o ensino doméstico. Em geral, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos devem estar matriculados numa instituição de ensino e comparecer às aulas, mas as regras variam de um estado para outro.

Somente em alguns casos excepcionais, como casamento ou morte de familiar no exterior, é permitido que os estudantes sejam dispensados de ir à escola por certo período, mas a administração escolar precisa emitir um documento que prove a dispensa.

Em 2013 em Berlim, uma mãe foi condenada a nove meses de prisão por violar a lei referente à presença escolar obrigatória. Nesse caso, o filho dela chegou a faltar quase mil dias de aula.

 

 

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São Paulo – Brasil – 22:02

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Josy Galvão

Nuri Sahin vai frequentar a Harvard Business School

Alemanha: Nuri Sahin vai frequentar a Harvard Business School

O jogador do Borussia Dortmund, Nuri Sahin, anunciou, esta sexta-feira, que vai frequentar o curso de Gestão Esportiva, na Harvard Business School.

“É com grande satisfação que anuncio que fui admitido na Harvard Business School. Estou bastante entusiasmado com o programa do curso e com a possibilidade de conhecer a lendária professora Anita Elberse”, escreveu o turco, nas redes sociais.

Nuri Sahin, joga atualmente no Borussia Dortmund. Ao longo da sua carreira, passou por clubes como Feyenoord, Real Madrid e Liverpool.

 

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 22:02

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Por Josy Galvão

Dez motivos para visitar Bonn

Cidade à beira do Reno já foi capital alemã e foi nela que o gênio da música Beethoven nasceu e viveu durante 22 anos. Na primavera, ela atrai visitantes para suas ruas repletas de cerejeiras.

Monumento a Beethoven

Estátua de Beethoven na Münsterplatz

O que seria da cidade sem Beethoven? Bonn tem orgulho de seu filho mais famoso, tendo inaugurado este monumento já em 1845 na praça Münsterplatz, no centro da cidade. Não muito longe dali está a casa natal do compositor, que hoje é um museu.

Velha Prefeitura de Bonn

Antiga Prefeitura

É neste prédio de fachada em estilo rococó que o prefeito de Bonn recebe seus convidados. O Livro de Ouro da cidade registra algumas figuras de destaque que passaram pelo local. Pois de 1949 a 1990 – durante a divisão da Alemanha – a cidade foi capital provisória da Alemanha Ocidental.

Antigo plenário do Parlamento alemão, em Bonn

Bundeshaus

O complexo de prédios serviu entre 1949 e 1999 como sede do Parlamento. Hoje, o lugar abriga o World Conference Center Bonn, onde são realizadas conferências internacionais. O antigo plenário do Parlamento pode ser visitado pelos interessados em história.

Carro usado pelo primeiro chanceler da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer, na Haus de Geschichte

Haus der Geschichte

Com 850 mil visitantes por ano, a Haus der Geschichte (casa da história) é um dos museus mais visitados da Alemanha. A exposição permanente conta a história do país desde 1945, através de mais de seis mil objetos e documentos. Entre as atrações, o carro usado pelo primeiro chanceler da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer.

Bonn Biergarten Alter Zoll

Biergarten na Alter Zoll

Este biergarten fica onde na Idade Média funcionava uma alfândega, que cobrava impostos dos barcos que circulavam no Reno. Os frequentadores do local têm uma bela vista do rio, da cadeia montanhosa Siebengebirge e do prédio Post Tower, que, com 162,5 metros, é o maior do estado de Renânia do Norte-Vestfália.

Prédio da Deutsche Welle

A Deutsche Welle

Ao lado da Post Tower fica a sede da Deutsche Welle. Nela trabalham pessoas de 60 países, produzindo diariamente material informativo multimídia em 30 idiomas. Interessados podem marcar uma visita guiada ao edifício.

Cerejeiras no centro antigo de Bonn

As flores das cerejeiras no centro antigo

Um espetáculo de beleza especial acontece anualmente na primavera. Turistas do mundo todo apreciam o mar cor-de-rosa de flores de cerejeiras em que o centro antigo da cidade se transforma. Carregada de flores durante o período, a rua Heerstraße é considerada uma das dez alamedas mais bonitas do mundo. As árvores foram plantadas nos anos 80 para dar cor ao centro antigo.

Palácio de Poppelsdorf, em Bonn

Palácio de Poppelsdorf

Neste prédio barroco são exibidas as coleções de ciências naturais da Universidade de Bonn. O vizinho Jardim Botânico está entre os mais antigos e mais ricos em variedades de espécies no mundo. Para os amantes da música clássica, os concertos de verão do palácio são atração imperdível.

Bonn Königswinter Besucher auf dem Drachenfels (picture-alliance/dpa/R. Jensen)

Drachenfels

O “rochedo dos dragões”, na cadeia montanhosa Siebengebirge, está entre os mais visitados pontos turísticos da região do Reno. Quem tem ambições esportivas pode subir a pé. Os outros podem subir de bondinho para apreciar a vista panorâmica lá de cima, a poucos quilômetros de Bonn.

Fogos e barcos iluminados no Reno, em Bonn

Reno em chamas

A série de eventos Rhein in Flammen traz luzes e cores a Bonn no primeiro fim de semana de maio. Durante a festa, navios são iluminados e um show de fogos de artifício encanta a multidão, com acompanhamento musical. Após o espetáculo de luzes, o público assiste a shows em diversos palcos no parque Rheinaue.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 13:51

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