Archive for the ‘Educação e Cultura’ Category

Festival de forró traz sanfoneiro Flávio José à Alemanha

Em sua quinta edição, o Forró de Colônia é um dos maiores eventos do gênero na Europa.

Resultado de imagem para Flávio José na Alemanha

O Forró de Colônia é um exemplo da expansão desse gênero musical na Europa: de 2016 para 2017, o número de festivais de forró no continente triplicou, passando de 15 para 50.

Eventos como esse atraem cada vez mais participantes interessados em aprender a dança e os ritmos de origem nordestina, tornando-se um ponto de encontro cultural entre brasileiros e estrangeiros.

Em sua quinta edição, o Forró de Colônia contou com a presença do compositor e sanfoneiro Flávio José:

“Esse movimento que se vê aqui na Europa, ele já existe no Brasil ali no sudeste. Tem movimentos dessa natureza em São Paulo, em Minas, em Itaúnas, que é muito tradicional. Enfim, se sabe que no Nordeste em si não há tanto porque lá existe uma visibilidade muito grande para o que é modismo. Além de um pouco de discriminação para a nossa música. Uma vez eu disse que quem iria salvar a música nordestina iria ser o sudeste e a Europa. Aí estranharam, perguntaram por quê. Eu respondi que a internet estava aí para  comprovar o que eu estava dizendo e, chegando aqui, eu não tenho a menor dúvida disso.”

Confira o vídeo!

 

Matéria originalmente publicada por:      http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 18:37

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Josy Galvão

10 motivos para conhecer Hannover

Apesar de ter pouco mais de 500 mil habitantes, a capital da Baixa Saxônia e sede de importantes exposições internacionais não é apenas centro econômico, mas também polo cultural do estado.

Linha vermelha liga atrações em Hannover

Linha vermelha liga atrações

Uma linha vermelha de 4,2 km pintada na calçada conduz os visitantes por 36 atrações turísticas em Hannover. Folhetos e um aplicativo fornecem informações em dez idiomas sobre cada uma delas. Em 2017 a capital da Baixa Saxônia comemora 776 anos.

Relógio Kröpcke em Hannover

Calçadão Kröpcke

A linha vermelha leva também ao espaço Kröpcke, que leva o nome de uma confeitaria e café existente ali desde 1870. Neste, que é um dos maiores calçadões da Alemanha, fica também o relógio Kröpcke, popular ponto de encontro dos moradores da cidade.

Prefeitura nova de Hannover

Nova Prefeitura

A Nova Prefeitura é denominada assim apesar de já estar lá há mais de cem anos. Contudo é mais recente do que a antiga prefeitura, de 1410. Dentro da nova encontram-se maquetes da cidade em quatro épocas históricas. Um elevador arqueado, inaugurado em 1913, transporta os visitantes até a cúpula. Também indicado pela linha vermelha, o prédio da Nova Prefeitura é o símbolo da cidade.

Lago Maschsee

Lago Maschsee

Ali perto fica o lago artificial Maschsee, adorado pelos moradores da capital da Baixa Saxônia. Ele é um dos locais preferidos para atividades de lazer e esportes ao ar livre. A cada ano, o festival Maschseefest, que dura três semanas, atrai 2 milhões de participantes para as atividades na água e nas margens do lago.

Jardins do Castelo de Herrenhausen

Jardins do Castelo de Herrenhausen

Muitos chamam Hannover de “cidade dos jardins”, devido aos parques verdes do Castelo de Herrenhausen, em estilo barroco. Entre os séculos 17 e 19, os príncipes eleitores e reis da cidade mandaram construir vários jardins, como o Grosser Garten e o Berggarten, de plantas alpinas.

Os museus de Hannover

Museus de Hannover

A cidade tem vários museus, como o dedicado a Wilhelm Busch, precursor das histórias em quadrinhos, e o Museu Sprengel, com sua grande coleção de obras do expressionismo alemão, do cubismo francês, e também arte abstrata do pós-guerra. Há ainda muitas obras de arte em espaços abertos, como as famosas Nanas, de Niki de Saint Phalle. A francesa doou à cidade mais de 400 de suas esculturas.

As famosas Nanas de Hannover

As famosas Nanas

As grandes e coloridas esculturas de mulheres gordas da francesa Niki de Saint Phalle causaram escândalo ao serem instaladas, em 1974. Hoje, Sophie, Charlotte e Caroline são fotografadas aos milhares pelos turistas. Em volta delas, no centro histórico da cidade, realiza-se há 45 anos um mercado de pulgas, reunindo quinquilharias, antiguidades e obras de arte.

Zoológico com parques temáticos

Zoológico com parques temáticos

Os mais de 2 mil animais do parque zoológico de Hannover estão divididos em áreas temáticas, como a região fluvial do Sambesi, na África. No mundo dos macacos Kibongo, os visitantes podem observar, sem grades, primatas, leões, rinocerontes e girafas.

Maior festa de atiradores do mundo

Festa de atiradores

Todos os anos, Hannover celebra o maior festival de atiradores do mundo, com cerca de 10 mil participantes e 1 milhão de visitantes. O evento de dez dias transcorre num parque de dez hectares. O ponto alto é o desfile dos clubes de atiradores, do centro da cidade até o local do festival, onde diversões e barraquinhas de comida os esperam.

Lüttje Lage, a bebida reúne destilado e cerveja

Lüttje Lage

Tão típico quanto o joelho de porco e a salsicha branca para Munique, é o Lüttje Lage para Hannover. A bebida é uma combinação de destilado de cereal com cerveja, tomados de forma bem especial. O destilado do copinho escorre para o copo da cerveja e depois para a boca. Mas não precisa exagerar como o cavalheiro da foto. Prost!

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 21:59

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Josy Galvão

Stand up coloca no mesmo palco craques do futebol brasileiro e do jornalismo esportivo

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo

No futebol e no jornalismo eles não precisam de apresentações, mas agora resolveram fazer teatro e prometem muitas risadas ao público. Não acredita? Então vem conferir de perto.

2 SANTOS & 2 NEM TANTO este é o nome do espetáculo que contará com a presença ilustre dos craques do futebol e do jornalismo nacional, Vampeta, César Sampaio, Flávio Prado e Bruno Prado.  

Eles irão contar histórias espetaculares e hilariantes que vão divertir e emocionar o público. Histórias reais com malícia, pureza e outras bem cabeludas. Os fanáticos pelo futebol terão a possibilidade de interagir e fazer suas perguntas, além de matar suas curiosidades. Os que não são fanáticos irão se deleitar e se apaixonar por suas aventuras de superação e vitória. E aí, vai ficar fora dessa? Venha rir e se emocionar com histórias reais!

O stand up terá ainda a participação das atrizes e cantoras Priscilla Sampaio e Rita Prado, com a direção de Maximiliana Reis.

Quando:

DIAS: 07 e 28 de Setembro – Quinta: 21h

Duração: 80 minutos

Classificação etária: 10 anos

Onde: 

Teatro Gazeta – Av. Paulista, 900 térreo próximo ao metrô Trianon.

Lotação 700 lugares

Bilheteria e informações: (11) 3253-4102

Aberta de 3ª a domingo a partir das 14h até início do último espetáculo.

Vendas pelos sites:

www.teatrogazeta.com.br e www.ingressorapido.com.br

Convênio Estacionamento:

MultiPark – Rua São Carlos do Pinhal, 303 – Subsolo

 

 

São Paulo – Brasil – 23:02

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Por Josy Galvão

Tradicionais bolos europeus

O chá ou café com bolo não é só tradicional na Alemanha ou na Inglaterra. Conheça os bolos tradicionais de alguns países.

Englischer Kuchen (Imago/Westend61)

Bolo Inglês

O tradicional Bolo Inglês é feito com frutas secas, como passas, e cristalizadas, como laranja e limão. Se feito com mais algumas especiarias, é o bolo ideal para a época natalina. Pelos seus ingredientes, o sabor se intensifica com o passar dos dias.

Pão de ló português (Imago/GlobalImagens)

Pão de ló português

Muitos ovos, açúcar e farinha são o segredo desta especialidade. Pela textura, ganhou o nome “ló”, que é um tecido muito fino e leve. Em Portugal, há várias variedades regionais. Reservada aos padres abastados e magistrados, também era indicado para convalescentes. Era enviado como conforto para famílias enlutadas e oferecido com um copo de vinho aos condenados à morte, antes de subirem à forca.

Mandeltorte (Colourbox)

Bolo sueco de amêndoas

Por causa de sua cor, o bolo sueco de amêndoas é frequentemente consumido nos feriados de Páscoa. Ele também é conhecido como Bolo de Oscar 2º, porque era o preferido deste rei sueco, morto em 1907. Sua característica, além da massa feita com amêndoas, é o creme de manteiga, com a cobertura de amêndoas torradas.

Holländer Kirschtorte (imago/imagebroker)

Torta holandesa de cerejas

Esta torta típica da Holanda é uma bomba calórica. Ela é feita com massa folhada, que leva pedaços de manteiga e um pouco de vinagre. O recheio é geleia de cereja, de preferência com as frutas inteiras. Para ficar firme, a nata batida em chantili recebe gelatina.

Rüblitorte (picture-alliance/dpa/F. Gabbert)

Bolo de cenoura, da Suíça

“Rüblitorte” vem de rübli = Rüben, cenouras. A receita mais antiga data de 1892, da cidade suíça de Kaiseraugst. O original da época levava 500 g de cenoura, 500 g de açúcar, 500 g de avelã moída, 3 ovos, 100 g de farinha de trigo e 10 g de fermento. O bolo é muito popular na Páscoa e também é muito apreciado na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Tarta de Santiago (imago/CTK Photo)

Tarta de Santiago, da Espanha

Este famoso bolo à base de amêndoas moídas e ovos é decorada com açúcar de confeiteiro e leva a marca da cruz de Santiago, por ser da região da Galícia. Em 2006, a especialidade se tornou “denominação de origem protegida”.

Französischer Zitronenkuchen Tarte au citron (Colourbox)

Torta de Limão, da França

Nesta especialidade francesa, o doce do açúcar é compensado com a acidez do limão. Enquanto a massa podre (ou melhor, pâte brisée) assa, é feito o recheio, que consiste em um creme de açúcar, gemas e casca e suco de limão. Por fim, o bolo pode ser coberto por merengue, que é dourado por alguns minutos no forno.

Sachertorte (Imago/Westend61)

Torta Sacher, da Áustria

A torta de chocolate com recheio de geleia de damasco foi inventado pelo confeiteiro Franz Sacher, em 1832, para o príncipe Klemens von Metternich, da Áustria. A marca “Original Sachertorte” foi registrada pelo Hotel Sacher, construído em 1876 pelo filho de Franz Sacher, em Viena. A receita é segredo.

Italienische Spezialität Panettone (imago/Schöning)

Panetone, da Itália

Este tradicional bolo de Natal é uma especialidade de Milão. Seu processo especial de fermentação garante uma consistência macia. Outra característica do panetone são as frutas secas e a forma, cilíndrica e alongada.

Deutschland Bächerei Konditortorte Schwarzwälder Kirschtorte (Fotolia/don57)

Floresta Negra, da Alemanha

O Schwarzwälder Kirschtorte (Bolo de Cereja Floresta Negra) é feito com três camadas de bolo de chocolate aromatizado com destilado de cereja, recheado com chantili e compota de ginja (cereja azeda). A decoração também é padronizada: chantili, raspas de chocolate e, sobre cada bico de chantili, uma cereja. A receita se popularizou a partir dos anos 1930 na Alemanha.

Autoria: Roselaine Wandscheer

Fonte:   http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:37

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Josy Galvão

David Beckham estrela campanha contra violência infantil

 

Moving: In a campaign video for UNICEF, David Beckham gets some new ink as animated drawings depicting  violent acts against children come to life on his skin

Tatuagens do jogador de futebol inglês são usadas para ilustrar as consequências duradouras da violência sofrida na infância.

O jogador de futebol e embaixador da boa vontade do Unicef, David Beckham, é a estrela do novo comercial do órgão das Nações Unidas. O vídeo usa as tatuagens de Beckham para retratar abusos físicos e psicológicos sofridos pelas crianças.

Fonte:       http://www.dw.com/pt

São Paulo – Brasil – 01:20

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Josy Galvão

As estrelas da Feira do Livro de Frankfurt

Neste ano, o maior evento do mundo editorial está mais político do que nunca. Algumas das principais atrações vão falar sobre democracia, extremismo e nacionalismo.

Feira do Livro de Frankfurt

O Brexit, a tentativa de golpe de Estado na Turquia, a crise de refugiados e os perigos dos movimentos populistas na Europa são alguns dos principais temas da Feira do Livro de Frankfurt, que abriu nesta quarta-feira (19/10) sua edição de número 68. Neste ano, Holanda e a região de Flandres são os convidados de honra. Dessa vez, não um país, mas uma língua e um espaço cultural protagonizam o evento.

Como em 2015, a feira reúne cerca de 7 mil expositores, provenientes de mais de cem países, mostrando que, ano após ano, Frankfurt fortalece sua posição como epicentro do mundo editorial, ao mesmo tempo que mantém seu atrativo de grande festival literário para o grande público, com quase 4 mil eventos e a participação de cerca de 600 autores. A DW selecionou dez das principais atrações de língua não alemã que comparecem à feira deste ano.

David Hockney

Frankfurter Buchmesse 2016 David Hockney (Alexander Heimann)O pintor britânico apresentou em Frankfurt um livro de 500 páginas que é considerado o maior da feira e talvez também um dos mais caros, pois custa 2 mil euros. Chamada A Bigger Book, a obra oferece um panorama visual da carreira do artista, de 79 anos, incluindo desde seus trabalhos mais antigos, passando por suas famosas pinturas de piscina e colagens de Polaroid, até seus desenhos mais recentes, feitos com iPad. O livro contém apenas algumas linhas de texto escrito à mão, deixando a arte falar por si. “Um livro como este não precisa de muito texto”, justificou Hockney. “Você só precisa de imagens.”

Can Dündar

Buchmesse Frankfurt Can Dündar - Raif Badawi Award 2016 (picture-alliance/dpa/S. Prautsch)O jornalista turco apelou em Frankfurt para que a Europa faça mais pela liberdade de opinião e imprensa na Turquia. Segundo ele, seu país está a caminho de uma “ditadura islâmica”. Dündar avalia que cerca de 130 jornalistas e escritores estão atualmente presos na Turquia. O ex-editor do jornal Cumhuriyet, ele foi condenado a quase seis anos de prisão em novembro de 2015, depois que seu jornal publicou revelações sobre supostos envios ilegais de armas pelo serviço secreto turco a extremistas na Síria.

Elif Shafak

Buchmesse Frankfurt Elif Shafak (picture-alliance/dpa/F. Rumpenhorst)A escritora turca residente em Londres quase foi presa em 2006, depois de ser acusada de “insultar o povo turco” pelas referências ao genocídio armênio incluídas em seu livro De volta a Istambul. Em Frankfurt, ela discute sobre a Europa e o islã e apresenta seu novo livro, que também lida com a Turquia – um país profundamente dividido entre a democracia secular ocidental e a cultura islâmica.

Boualem Sansal

Algerischer Schriftsteller Boualem Sansal (picture-alliance/dpa)Nascido em 1949, ele é um dos mais famosos escritores da Argélia. Há anos Sansal adverte, em seus romances e ensaios, sobre os perigos do islamismo radical. Em 2011, ganhou o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão. Seu romance2084 foi premiado no ano passado com o Grand Prix du Roman de l’Académie Française.

Timothy Garton Ash

Aachen Timothy Garton Ash erhält Karlsmedaille (picture-alliance/dpa/H. Kaiser)A Europa é o tema principal do historiador e escritor britânico Timothy Garton Ash. Não é de se admirar que, justamente por isso, ele tenha passado a ser um intelectual muito requisitado nesses tempos de ascensão dos movimentos nacionalistas europeus. O autor participa na Feira de Frankfurt de diversos debates sobre temas políticos, como, logicamente, não poderia deixar de ser.

Ian Kershaw

München Sir Ian Kershaw Historiker Mein Kampf Critical Edition Book Presentation (Getty Images/J. Simon)Mais um historiador britânico, ele tem agendadas várias participações durante a Feira do Livro de Frankfurt. Anos depois de sua monumental biografia de dois volumes sobre Adolf Hitler, um de seus maiores sucessos de vendas, seu mais recente livro, To Hell and Back: Europe, 1914-1949 (Ida e volta ao inferno: Europa, 1914-1949, em tradução livre), também lida com o século 20. Kershaw é um mestre em abordar a história de forma acessível ao grande público.

Leon de Winter

Ehrengast Buchmesse Leon de Winter (DW/S. Bartlick)Holanda e Flandres, convidados da Feira do Livro de Frankfurt deste ano, trouxeram autores de diferentes gerações. Leon de Winter é um deles. Ele apresenta seu romanceGeronimo. A obra é uma pequena provocação, pois traz uma trama eletrizante que mostra, na ficção, o lado humano do terrorista Osama bin Laden.
Fiona Kidman
Resultado de imagem para Fiona KidmanEla é pouco conhecida, tanto na Alemanha quanto no Brasil. Mas em seu país de origem, a Nova Zelândia, e em outros países da Commonwealth, a autora de 76 anos acumulou vários prêmios. Em seu mais recente romance, All Day at the Movies (Todo o dia no cinema, em tradução livre), a ex-jornalista conta a saga de uma família, tendo como pano de fundo a história da Nova Zelândia, com todas as agitações do passado recente.

John Burnside

Frankfurt Buchmesse Autor John Burnside (picture-alliance/E. Elsner)No best-seller A Lie About My Father (Uma mentira sobre meu pai, em tradução livre), Burnside escreveu sobre sua infância com o pai violento e alcoólatra. Em seu mais recente romance publicado na Alemanha, Waking up in Toytown(Subindo na cidade dos brinquedos, em tradução livre), ele se lembra de 1980, quando era, como ele mesmo diz, “muito louco”, ou seja, esquizofrênico. O livro descreve o longo e tortuoso caminho do escritor rumo à normalidade.

Donna Leon

Buchmesse Frankfurt Donna Leon (picture-alliance/dpa/A. Dedert)Celebridade na Alemanha, a autora de romances policiais americana dá prosseguimento em uma turnê que realiza pelo país, apresentando em Frankfurt seu 25º romance tendo o comissário Brunetti como protagonista. A história se passa, como sempre, em Veneza, cidade que é lar adotivo da escritora, de 74 anos.

Fonte:       http://www.dw.com/

São Paulo – Brasil – 00:03

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Josy Galvão

Dez costumes em casamentos na Alemanha

Muitos dos rituais do casamento na Alemanha são iguais aos do Brasil. Mostramos aqui alguns que são diferentes.

Symbolbild Liebespaar Ehering

Aliança na mão direita

Na Alemanha, assim como na Áustria, Polônia, Rússia, Bulgária, Lituânia, Noruega e Ucrânia, a aliança de casamento é usada no dedo anelar da mão direita. Há uma superstição alemã segundo a qual as alianças não podem cair em mãos estranhas, pois isso traz azar.

Deutschland Symbolbild Hochzeit Brautschuhe und Brautstrauß

Rituais com o sapato da noiva

Antigamente era tradição pagar o sapato da noiva com moedas de centavos, para simbolizar que ela sabe poupar. Durante a festa, há um leilão simbólico do sapato da noiva, ou ele é passado entre os convidados para colocarem dinheiro para o jovem casal.

Deutschland Verzierung einer Hochzeitskerze

Vela de casamento

Muitos noivos ainda cultuam a tradição da vela de casamento, decorada especialmente para o casal. Ela é abençoada durante a cerimônia religiosa e depois fica em casa, para lembrar a união em momentos difíceis. A tradição da vela também é cultivada em batizados e comunhões ou confirmações.

Symbolbild Polterabend

Polterabend

“Scherben bringen Glück” (cacos trazem sorte) diz um ditado alemão. Por isso, o Polterabend (noite do barulho) antecede a união matrimonial. Trata-se de uma festa ou jantar com amigos e família, onde todos trazem louça para ser quebrada. No final, o casal tem que limpar a sujeira do chão para mostrar que consegue trabalhar unido.

Junggesellenabschied in Düsseldorf

Despedida de solteiro em público

Não é o mesmo que Polterabend. A festa de despedida de solteiro chama-se “Junggesellenabschied”. E é parecida com a do Brasil, só que as tarefas têm de ser cumpridas em locais públicos, geralmente envolvendo pessoas estranhas. Muitas vezes o grupo sai com a mesma fantasia ou um elemento comum. Entre as brincadeiras com os noivos está por exemplo a “venda” de beijos ou trocá-los por um gol.

Iran Deutschland Hochzeit

Dois padrinhos com muitas tarefas

Os alemães economizam em termos de padrinhos. E a lista de tarefas deles é longa: seja na organização da despedida de solteiro ou na coordenação das atividades durante a festa. Os convidados participam ativamente da festa, seja através de apresentações de vídeos, desenhos, fotos, danças, cantos ou brincadeiras.

Deutschland Eichwalde Herz aus Bettlaken ausschneiden

Atravessar um coração

Neste costume, a noiva e o noivo recortam, geralmente com uma tesourinha, um coração desenhado em um lençol. Depois, o noivo carrega a noiva através deste coração, para simbolizar que ambos enfrentam obstáculos juntos e terão uma vida conjugal feliz.

 Brautpaar zersägt Baumstamm

Serrar um tronco juntos

Entre as brincadeiras e desafios que os noivos têm de enfrentar juntos na festa, está o de serrar um tronco de madeira. Isso representa a capacidade de ambos trabalharem unidos.

Euromaxx Screenshots Champagner

Recepção após cerimônia civil

Muitas vezes, casa-se na Alemanha apenas no civil. A cerimônia religiosa pode nem acontecer ou ser em outra oportunidade. É praxe oferecer uma pequena recepção. No cartório, é feito o Familienstammbuch, livro da família, com informações como nascimento e origem (e mais tarde óbito) dos noivos, inclusive com as certidões de batismo e de casamento, e dados dos pais deles e mais tarde dos filhos.

Gedeckter Frühstückstisch

Café conjunto no dia seguinte

Não é costume os noivos “sumirem” antes da festa acabar. Eles ficam até o final e, na manhã seguinte, participam do café da manhã coletivo com os familiares e convidados que eventualmente ficaram no mesmo hotel.

Fonte:      http://www.dw.com/pt

São Paulo – Brasil – 22:27

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Josy Galvão

Um erro de português comum e as expressões do mundo da bola

Bola de futebol no gol

Bola de futebol: palavra vem do latim bulla

Agora se tornou “moda” no Futebol: o uso indiscriminado da expressão “essa bola”, por parte dos cronistas esportivos. Em outras palavras, os artigos definido e indefinido foram lançados ao escanteio.

No último domingo, assistindo ao jogo entre Corinthians e Flamengo, lá estava a muleta “essa bola”, em frases como:

O Mengão não está mais jogando essa bola toda!
Em vez de terem jogado essa bola para fora, deram ao atacante.
Se o atacante acertasse essa bola, seria um golaço!

Em tempo, explico: o pronome demonstrativo “essa” deve ser utilizado como referencial a palavras anteriores.

O atacante estava frente ao gol. Perdeu uma bola e tanto! Essa bola mudaria a história do jogo.

Que alguém possa alertar os cronistas! Afinal de contas, as narrações não merecem tamanho gol contra (ou “autogolo” como é utilizado em Portugal).

Ademais, comentemos sobre a origem de expressões do mundo da Bola:

BOLA
A palavra vem do latim bulla. As primeiras referências a ela surgiram em pinturas de 2000 a.C. feitas em paredes de tumbas egípcias.

CARTOLA
No passado, o futebol era um esporte aristocrático. Os uniformes dos jogadores tinham até gravata, e alguns dirigentes usavam cartolas. Com o tempo, porém, o termo ganhou conotação pejorativa, passando a classificar dirigentes de entidades esportivas que se aproveitam de sua posição em benefício próprio.

CRAQUE
No turfe, os ingleses chamavam o melhor cavalo do páreo de crack-horse. O futebol copiou o termo e passou a designar de crack os melhores jogadores de um time. O aportuguesamento do termo, pois, é craque.

DRIBLE
Em meio a uma série de palavras inglesas (já que o esporte veio da Inglaterra), o futebolístico “drible” advém do verbo “to dribble” – que significa “enganar, fintar”.

Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Instagram!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa
Autor Gramatical pela Editora Saraiva

 

Fonte:   http://exame.abril.com.br

São Paulo – Brasil – 22:27

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Josy Galvão

Schwarz Rot Gold – Ser alemão vai além da cor da pele

Projeto multimídia ‘Schwarz Rot Gold’ reúne perfis de alemães negros com o objetivo de combater o racismo no país. “O problema não é apenas o radicalismo de direita, mas também a sociedade que o tolera”, diz cineasta.

Marie Nejar é uma elegante e dinâmica senhora de 85 anos. Ela fala alemão com sotaque de Hamburgo e veste um vestido preto com gola de renda branca. É uma típica avó alemã – e é negra. “Sou uma alemã típica, fui criada de maneira prussiana pela minha querida avó”, diz. Nejar é um dos dez afro-alemães que o jornalista Jermain Raffington e sua esposa, a psicóloga Laurel Raffington, entrevistaram para o projeto Schwarz Rot Gold (Preto, Vermelho e Dourado, em alusão às cores da bandeira alemã).

A avó de Nejar vinha de uma família burguesa e se apaixonou por um martinicano, e o pai de Nejar era de Gana. Ela cresceu no bairro de St. Pauli, em Hamburgo, e sobreviveu ao nazismo, também graças ao esforço de muitos alemães que aceitaram e protegeram Nejar. Em filmes de propaganda nazista, ela desempenhou o papel de comparsas exóticos. Depois da guerra, trabalhou como enfermeira.

Já Theodor Wonja Michael, nascido em 1925, filho de uma alemã e de um africano de Camarões, antiga colônia germânica, sabe bem como é ter a origem sempre questionada devido à cor da pele. “Sou negro. Mas o que está por baixo desta pele?”, pergunta. Quando criança, ele já era vítima de racismo. Depois que a mãe morreu, durante a República de Weimar, teve que participar dos chamados Völkerschauen (zoológicos humanos). Mais tarde, trabalhou como ator, jornalista e para o Departamento Federal de Informações da Alemanha (BND).

Identidade e cor da pele

De maneira inteligente e sensível, os perfis de Schwarz Rot Gold retratam o racismo do passado. Mas ainda hoje muitos no país têm dificuldade em aceitar que a identidade alemã não é definida apenas pela cor da pele. “Você não é diferente, você só é visto de maneira diferente”, diz Michael em seu vídeo de 15 minutos.

Mushatsi-Kareba: “Somos todos alemães, porque vivemos aqui, não importa se somos azuis, amarelos, verdes ou pretos”

A cultura afro-alemã faz parte da história do país há gerações. Porém, a sociedade de maioria branca mal sabe disso – uma das razões pelas quais Jermain começou o projeto. Outra motivação do diretor é bastante pessoal: filho de uma alemã e de um jamaicano, ele cresceu em Hamburgo e se tornou jogador profissional de basquete. Constantemente ele é questionando “de onde vem, realmente” e se pergunta sobre a própria identidade. “Eu buscava exemplos positivos além de clichês.”

Inicialmente o projeto previu dez perfis, e os primeiros cinco já estão prontos. Eles mostram afro-alemães que, com sua trajetória de vida, podem ser justamente esses exemplos positivos que Raffington buscava. O jogador de futebol Jérome Boateng já aceitou participar, assim como Kevin John Edusei, principal maestro da Orquestra Sinfônica de Munique, além de uma professora universitária e um capitão da Bundeswehr (Forças Armadas Alemãs).

Somos todos alemães

“Somos todos alemães, porque vivemos aqui, não importa se somos azuis, amarelos, verdes ou pretos”, diz Patrick Mushatsi-Kareba, diretor de uma grande plataforma online de música e outro dos retratados no projeto. Formado em Ciências Políticas, ele cresceu em Frankfurt, e o pai, natural do Burundi, abandonou a família cedo. A mãe, italiana, logo se casou de novo.

Apesar de viver num ambiente multicultural, ele também sofreu rejeição e hostilidade. Ele vê a educação como a única maneira de mudar isso. “Hoje em dia nenhuma sociedade pode se permitir dizer, ‘somos tolerantes, mas…'”

O projeto Schwarz Rot Gold é apoiado pelo Ministério do Exterior alemão e pela iniciativa DeutschPlus, entre outros. Os perfis registrados por Jermain e Laurel Raffington mostram uma parte da sociedade alemã que ainda é praticamente ignorada pela maioria. “O problema não é apenas o radicalismo de direita, mas também a sociedade que o tolera”, afirma Raffington.

Confira o vídeo da campanha clicando aqui!

Fonte:     http://www.dw.com/pt

São Paulo – Brasil – 23:50

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Josy Galvão

O futebol “negócio” e o futebol “espetáculo” segundo José Saramago

saramago

“O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas”. A frase poderia ter sido cunhada por um grande técnico de futebol. Um grande pensador do esporte. Na verdade, é atribuída a um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa. E teria sido dita por José Saramago em uma conversa informal com ninguém menos do que Luís Figo, após um infortúnio da seleção portuguesa. Aspas para qualquer jogador carregar pelo resto da vida.

Saramago não era exatamente dos mais apaixonados do futebol, mas tinha sua relação com o esporte. Filho de um benfiquista fanático, chegou a ser sócio do clube, mas não frequentou as arquibancadas por tanto tempo. Com o passar dos anos, desanimou. Tanto com a espetacularização quanto com a mercantilização do jogo. Ainda assim, mostrava-se um daqueles que gostavam do futebol bem jogado.

Abaixo, reproduzimos alguns trechos da entrevista de Saramago à extinta “A Bola Magazine”, concedida em 1998 – logo após se tornar o primeiro escritor em língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Fala sobre as suas visões sobre o esporte, assim como a presença do futebol nos livros. É óbvio, você não precisa concordar com tudo o que ele diz. Mas é sempre legal tentar entrar na mente de um dos maiores nomes da literatura dos últimos 100 anos, ainda mais em um assunto tão cotidiano. No aniversário dos cinco anos da morte de Saramago (18/06), fica a homenagem:

Porque é que o esporte em geral e o futebol em particular têm sido incompatíveis com a literatura? Quer dizer, o esporte não é propriamente um tema literário, pois não?
Aqui entre nós, não é. Mas na América Latina é, e muito. Tem-se escrito, e muitíssimo bem, sobre o mundo do futebol.

Mas qual o porquê de esse fenômeno ser tão localizado?
Não sei como responder-lhe a essa pergunta. No caso da América Latina poderíamos atribuir isso à terrível paixão com que o jogo é vivido por lá.

Aparentemente, por aqui também há paixão…
…mas talvez não haja.

Que me lembre, dos 94 Prêmios Nobel da Literatura que o precederam, apenas um, Camilo José Cela, escreveu assumidamente em redor do esporte no seu “Onze Contos de Futebol”. Alguma vez lhe passaria pela cabeça escrever contos sobre futebol?
Não… Não. E a razão é simples: trata-se de um mundo que não conheço. Em princípio, quem escreve deve ter muito cuidado e não meter-se por assuntos que não domina. Da mesma maneira que não seria capaz de escrever um romance ou um conto em que o personagem principal fosse um presidente do conselho de administração de uma empresa multinacional, também não seria capaz de meter-me na pele de um dirigente de um clube de futebol ou de um jogador de futebol.

José  Saramago  no  SESC

O distanciamento entre si e o esporte é assim tão grande?
Bom, eu joguei tênis durante muitos anos, vivia na Parede e tinha acesso fácil às quadras. Nado, como qualquer pessoa nada, pratiquei um esporte menos que amadorístico, as mudanças da minha vida afastaram-me da prática desportiva. Mas distanciamento não posso dizer que haja. Sou dos que assistem aos espetáculos confortavelmente sentados frente à televisão. Gosto de ver umas modalidades bem menos que outras. O salto em comprimento, por exemplo, aborrece-me porque é excessivamente repetitivo. Mas aprecio as corridas. As corridas que não são de longa distância, porque essas são excessivamente táticas, deixando a resolução para as últimas voltas, dando vontade de perguntar para que é que se correram todas as voltas anteriores. O futebol tem o velho problema: ou é bem ou mal jogado.

Tal como os livros. Ou são bem ou mal escritos…
E, da mesma maneira que um livro mal escrito se torna entediante, também me sucede estar a ver um jogo de futebol e deixá-lo a meio. Além disso, o futebol de hoje tem uma coisa que não suporto e que é o jogo violento. Não o jogo violento no sentido… razoável. Não é preciso embrulhar os jogadores em algodão-em-rama. Mas existe uma violência, assente na crueldade, que não aceito. Que me incomoda.

Já li, numa entrevista que deu, se não me engano ao Baptista-Bastos, que o futebol deixou de exercer em si qualquer atração. Qual foi o porquê da desilusão? Houve alguma razão especial para isso?
Não. Eu fui sócio do Benfica com os meus oito ou nove anos. Por influência do meu pai, claro, ele era um benfiquista ferrenho, no tempo do Estádio das Amoreiras. Mas depois as mudanças de vida levaram-me por outros caminhos. Não me apetecia estar a sair de casa para ver um jogo. Nunca fui suficientemente entusiasta para andar de bandeira e cachecol e toda essa parafernália que fez com que o espetáculo se tenha deslocado do campo para as arquibancadas. O que, aliás, está de acordo com os atuais costumes do mundo. Além do mais desagradei-me…

Também não quero estar aqui com a conversa saudosista do “antigamente é que era bom”. Mas a verdade é que, nessa época, o jogador tinha o seu clube, e clube e jogador estavam pegados um ao outro. A camisa era uma coisa respeitável. Quase como uma outra bandeira. E o Benfica viveu o orgulho de só ter jogadores portugueses… Num tempo não muito distante. E agora o que é que acontece? Caiu-se num exagero. Onde estão hoje o Benfica, o Sporting, o Porto? O futebol não passa de um negócio. Desapareceu uma certa solidariedade de grupo. Isso fez-me desinteressar pelo futebol, mas também é certo que nunca fui um grande aficionado.

saramagoAFP

É o autor do conceito do transiberismo, o que para a questão que lhe quero colocar vai dar ao mesmo. Quando se trata de uma Copa do Mundo, por quem torce: pelos portugueses, pelos ibéricos, pelos lusófonos?
Eu defendo que devemos sair deste pequeno quintal que é o nosso e pensarmos que estamos numa realidade maior que é a Península Ibérica. Mas também não é ficar por aí. Olhar para o outro lado do Atlântico, para a América, para a África. E esta recente cimeira Ibero-Americana fez-nos perceber que podemos esperar do futuro algumas coisas magníficas nesse domínio, logo veremos o quê. Quanto ao que me pergunta, enfim, eu continuo a ter uma forte costela patriótica. Agora se são, por exemplo, espanhóis a defrontar alemães, eu fico do lado dos espanhóis, naturalmente. O que também não significa muito, porque prefiro sempre aqueles que fazem o seu trabalho bem feito. E se uma boa equipe alemã joga com uma boa equipe portuguesa, vejo por vezes a minha preferência cair para aquele que está a jogar melhor, independentemente do patriotismo. Com uma exceção, em todo o caso: quando um pequeno joga com um muito grande, mesmo que jogue mal estou a favor do pequeno.

O poeta T. S. Eliot, por acaso também ele Nobel lá pelos idos de 48, dizia que “o futebol é um elemento fundamental da cultura contemporânea”. Que comentário lhe merece esta frase?
O comentário que essa frase me merece é o de que nem sempre os poetas têm razão. Essas coisas são sempre muito pessoais. E nada pior do que as citações dos escritores. Primeiro, porque correspondem a uma ideia pessoal; depois, porque as formulam como se fossem ideias universais. O futebol converteu-se num espetáculo e já nada tem praticamente de esporte. Apenas isso.

Fonte:   http://trivela.uol.com.br/

Por: Leandro Stein

São Paulo – Brasil – 01:31

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Josy Galvão