Archive for the ‘Especiais’ Category

Doodle do Google faz homenagem a Ebenezer Cobb Morley o pai do futebol moderno

Doodle do Google faz homenagem a Ebenezer Cobb Morley o pai do futebol moderno

O doodle dessa quinta, homenageia a Ebenezer Cobb Morley o “pai do futebol moderno”.

A data marca o 187ª aniversário de nascimento de Morley, 16 de agosto de 1831.

Filho de um ministro, Morley cresceu como um entusiasta dos esportes e passou a estudar Direito. Depois de ingressar no Barnes Football Club em Londres, ele percebeu que o jogo se beneficiaria de mais estrutura e regulamentação. Ele escreveu para o jornal esportivo Bell’s Life para defender um jogo mais organizado.

Antes de Ebenezer Cobb Morley estabelecer as regras do futebol em 1863, o jogo era muito mais caótico do que a versão que conhecemos hoje. Sua 13ª regra dá alguma indicação de como o futebol era indisciplinado: “Nenhum jogador deve usar pregos, placas de ferro ou guta-percha nas solas ou nos saltos de suas botas”.

Seguiu-se uma reunião na Freeman’s Tavern, onde Morley se juntou a membros de clubes de futebol de toda a Inglaterra, que participaram da regulamentação antes de Morley redigir sua lista de 13 regras, que se tornou o padrão de jogo na Inglaterra.

As leis de Morley ajudaram a reduzir a violência no campo – embora ele achasse que os jogadores deveriam “hackear a perna da frente” – e formalizaram a regra crucial que agora chamamos de offsides, que impede os jogadores de se posicionarem permanentemente atrás da linha defensiva de um oponente. um passe.

Morley mais tarde ajudou a estabelecer a Associação de Futebol, que ainda é o órgão que rege o futebol na Grã-Bretanha. Em 1863 foi eleito Secretário Honorário da FA, ocupando o cargo até 1866 e presidente da FA de 1867 a 1874.

Outros grupos de vários países também fizeram avanços cruciais no futebol, mas graças a Morley, “o belo jogo” tornou-se menos brutal, a ação se espalhou pelo campo e é jogada do jeito que é hoje.

Feliz Aniversário Sr. Morley!

 

Matéria originalmente publicada por:    https://istoe.com.br/

São Paulo – Brasil – 06:20

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Josy Galvão

 

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Louis Vuitton ou Hermès: qual a marca de luxo mais autêntica?

Reprodução/Forbes

E não há negócio onde as apostas na autenticidade são mais altas do que no mercado de luxo

Atualmente, vivemos na era da autenticidade. Marcas, comunicações e relações autênticas com os consumidores são obrigatórias. Cerca de 86% deles disseram que essa característica é muito importante na hora de decidir quais marcas apoiar, revelou um estudo conduzido pela Stackla.

Essas descobertas foram validadas por outro estudo global da Cohn & Wolfe. Na pesquisa, feita com 15 mil entrevistados, 91% dos consumidores globais disseram que recompensariam uma marca por sua autenticidade por meio de “compra, investimento, endosso ou ação semelhante”. Desses 91%, mais de 60% “compram ou expressam maior interesse de compra” por uma marca que percebem ser genuína.

E não há negócio onde as apostas na autenticidade são mais altas do que no mercado de luxo, onde a confiança dos consumidores em patrimônio, perícia e qualidade é recompensada pela disposição de pagar a mais pelo privilégio de propriedade.

Na economia atual, onde dominam enormes conglomerados multinacionais como a LVMH, com fixação nos lucros trimestrais e crescimento, marcas de luxo são ameaçadas por serem onipresentes.

Quando essas marcas são vistas e estão disponíveis em todos os lugares, seus valores – sua autenticidade como verdadeiro luxo – se diluem. O colaborador da FORBES Walter Loeb apresenta uma excelente visão geral do delicado equilíbrio que a LVMH enfrenta ao manter a exclusividade e aumentar a acessibilidade.

“A autenticidade é considerada o grande desafio para o segmento de luxo do nosso tempo”, escrevem Patricia Anna Hitzler e Günter Müller-Stewens, da Universidade de St. Gallen, Suíça, em um estudo intitulado “O Papel Estratégico da Autenticidade nos Negócios de Luxo”. Nele, os autores definem os principais impulsionadores dessa característica como perícia, escassez de oferta, estética única e ligação à origem.

Além disso, Patricia e Müller-Stewens aconselham que os lucros devem ficar em segundo plano em relação a valores e ideais mais duradouros, para que um status autêntico de marca de luxo seja conquistado:

“O significado e a operação de longo prazo são princípios orientadores, aos quais uma organização que deseja ser percebida como autêntica deve prestar atenção especial. Isso pode incluir motivos como a preservação de empregos ou a promoção do patrimônio histórico e cultural.” Buscar o lucro, destacam os especialistas, é vital para a sobrevivência de uma organização. No entanto, a realização direcionada de lucros não é unicamente decisiva para a satisfação plena e duradoura. Um especialista sinaliza: “Deve haver algo diferente do mundo da imagem. Essa ‘outra coisa’ é o objetivo maior, uma missão que deve ser parte da identidade de uma organização de luxo que, junto com seus valores, dá à empresa uma estrutura na qual deveria operar”.

Com essa perspectiva em mente, estudei duas das mais conceituadas marcas de luxo do mundo – Louis Vuitton e Hermès – para ver como elas poderiam ser comparadas em termos de autenticidade. À primeira vista, a Louis Vuitton está no topo da lista do estudo “Global Authentic Brand 100”, da Cohn & Wolfe, classificada em 65o lugar. A Hermès, por outro lado, não aparece no ranking.

Mas as aparências enganam. Veja, na galeria de fotos abaixo, 5 motivos para a Hermès estar acima da Louis Vuitton no que diz respeito a luxo autêntico:

O luxo autêntico sussurra, não grita

No geral, a LVMH investiu muito mais em despesas de marketing e vendas do que a Hermès. Em 2017, 38,4% da receita total da empresa, de € 42,6 bilhões (US$ 48,6 bilhões), foram destinado a essas ações. Em comparação, a Hermès destinou 29,8% de suas receitas de € 5,5 bilhões (US$ 6,28 bilhões) para o mesmo propósito.

No entanto, esses números não são uma comparação estrita, já que a LVMH contempla 70 marcas individuais versus a Hermès.

A lista da FORBES das marcas mais valiosas do mundo apresenta os detalhes. A Louis Vuitton (a marca), classificada como 15ª no ranking geral e avaliada em US$ 33,6 bilhões, gerou US$ 12,9 bilhões em vendas e investe US$ 5,4 bilhões – 42,9% das vendas – em publicidade. Se isso não é gritante, eu não sei o que seria. (A LVMH não reporta receitas de suas marcas individuais.)

Por outro lado, a Hermès gasta 5% das vendas (US$ 298 milhões dos US$ 6 bilhões em receita) em publicidade. Elegância sutil e silenciosa é a abordagem da Hermès com relação à publicidade, e não a ampla exposição como no caso da Louis Vuitton.

O luxo autêntico não é para todos, mas para alguém especial

Sim, o monograma da Louis Vuitton tem uma herança que se estende por mais de um século, sendo introduzida pela primeira vez em 1896. Mas hoje, apesar do alto preço de suas bolsas de lona, ​​a marca e seus produtos podem ser os maiores perpetuadores de poluição gráfica do mundo.

Onde quer que você vá, uma bolsa LV está à espreita. A onipresença está em completa oposição ao código de conduta de uma autêntica marca de luxo.

A Hermès faz exatamente o oposto. Seu estilo é característico e imediatamente reconhecível para os familiarizados, embora, em nossa cultura obcecada por celebridades, a marca tenha se tornado mais amplamente reconhecida.

E, enquanto podem orgulhosamente usar Hermès – quem mais pode realmente pagar por ela? -, as celebridades possuem a marca, mas não são de propriedade da marca. Victoria Beckham teria uma coleção de bolsas da Hermès no valor de mais de US$ 2 milhões.

Ao mesmo tempo em que a Hermès rejeita os endossos das celebridades como uma estratégia de marketing, a Louis Vuitton a abraça completamente. Angelina Jolie, por exemplo, recebeu cerca de US$ 8,5 milhões para representar a marca em uma única campanha publicitária em 2011. Isso, supostamente, foi um dos maiores contratos de endosso de uma campanha publicitária.

Nesse cenário, a Louis Vuitton quebra outra regra fundamental do marketing de marcas de luxo descrito por Vincent Bastien e Jean-Noël Kapferer em um capítulo, em 2013, de “Luxury Marketing: A Challenge for Theory and Practice”:

“Celebridades devem ser usadas com cautela na estratégia de luxo, se a marca quiser construir seu poder de precificação, distinção, estilo e apelo sustentado. Elas não são usadas ​​como agentes de vendas, para novos clientes comprarem o produto por meio de um modelo de imitação”.

A Hermès faz o certo, usando verdadeiros compradores da marca para dar um testemunho autêntico de seu extraordinário valor.

O luxo autêntico é esquivo, não de fácil acesso

Exclusividade por meio da distribuição cuidadosamente controlada de uma coleção de marca de grife é outra característica do luxo autêntico. Assim como essas marcas não podem ser fortemente promovidas ou projetadas para agradar a todos, parte do mistério e da magia está no raro e difícil de conseguir.

A Louis Vuitton opera cerca de 460 boutiques. A Hermès não fica muito atrás, com pouco mais de 300 lojas em todo o mundo, mas é aí que as semelhanças terminam. A primeira também é amplamente distribuída em todo o mundo em várias lojas de departamentos de luxo, como Neiman Marcus, Saks, Bloomingdales, Nordstrom e Barneys, enquanto apenas um conjunto limitado de perfumes, louças e presentes da Hermès estão presentes nos mesmos locais.

A Louis Vuitton não é o que alguém chamaria de inacessível, muito pelo contrário. Las Vegas, por exemplo, tem nove locais onde os produtos da marca podem ser comprados. Por outro lado, a Hermès limita estritamente a produção e os locais para comprar suas principais linhas. Além disso, mantém uma lista de espera para pessoas que querem comprar uma Birkin, uma de suas bolsas clássicas que geralmente exige dois ou anos ou mais de paciência.

A Hermès limita estritamente a produção e a distribuição de seus produtos com a intenção explícita de não atender à demanda do consumidor, mas de melhorá-la. A Louis Vuitton, por outro lado, responde às pressões de seus acionistas para impulsionar o crescimento. Isso requer mais produtos distribuídos em mais lugares.

No caso do luxo autêntico, quanto mais fundo você cavar, mais autêntico ele se tornará

O luxo autêntico está no centro da marca Hermès e do que ela representa. No caso da Louis Vuitton, ao mesmo tempo que mantém as aparências, não mede esse fator.

Por exemplo: o “Business of Korea” informou este ano que os sapatos da Louis Vuitton são produzidos em uma fábrica na Romênia e, em seguida, enviados para a Itália, onde as solas são fixadas. Isso acontece apenas para que a marca possa anexar uma etiqueta de “Made in Italy” nos produtos. Essa operação é estritamente legal, embora não autenticamente genuína, uma vez que as regras da União Europeia especificam que o país de origem pode ser reivindicado onde a produção final é realizada, não onde a maioria do produto é realmente feita.

O título de uma autêntica marca de luxo deve ser conquistado, não autoproclamado

Para ser uma autêntica marca de luxo, a designação deve ser conquistada (Hermès) e não apenas um título reivindicado (Louis Vuitton). Em última análise, a Louis Vuitton é forte em marketing, mas leve na autenticidade. A Hermès é o oposto.

O fato de que a Louis Vuitton pode continuar impulsionando as vendas e o crescimento é digno de crédito, como comprovam seus resultados mais recentes, do primeiro semestre: 25% de crescimento da receita nas categorias de moda e artigos de couro onde é classificada.

Mas, como disse Abraham Lincoln, “você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, e todas as pessoas algumas vezes, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.

Até hoje, a Louis Vuitton fez um excelente trabalho ao manter um crescimento agressivo por meio de marketing e gerenciamento especializados, mas está brincando com sua autenticidade. Este pode ser o calcanhar de Aquiles da marca, o fator que que poderá desequilibrá-la. Os clientes verdadeiramente ricos querem marcas autênticas de luxo e não pretendentes.

Matéria originalmente publicada por:       https://forbes.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:02

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Josy Galvão

 

Futebol tem, intuitivamente, elementos do pensamento lean

Um dos esportes mais praticados no mundo, o futebol, também guarda elementos típicos do pensamento lean, que intuitivamente foram incorporados ao longo dos anos e auxiliaram na evolução dessa atividade esportiva que se torna ainda mais popular nos períodos de Copa do Mundo, como esta que ocorreu na Rússia.

Como foram surgindo espontaneamente, ou seja, não foram implementados por alguém com conhecimento de gestão, esses elementos lean presentes no futebol são evidentemente subutilizados.

Nesta Copa do Mundo, por exemplo, uma grande novidade foi o já polêmico VAR (sigla em inglês de Video Assistant Referee), conhecido no Brasil como “árbitro de vídeo”, um sistema criado pela FIFA para tentar evitar os erros de arbitragem que são tão comuns no futebol.

O VAR foi claramente concebido para ser uma “ferramenta” poka-yoke, expressão japonesa que pode ser traduzida como “à prova de erros”, que representa métodos ou dispositivos que ajudam as pessoas num ambiente de trabalho a evitarem falhas.

Esse sistema já auxiliou em diversas marcações de pênaltis, gols e cartões, porém como vimos na primeira partida da seleção brasileira no mundial – e também em outros jogos –, o sistema aparentemente não impediu que alguns erros ocorressem. Ou pelo menos não convenceu algumas pessoas de que as algumas falhas estão sendo efetivamente coibidas. Isso nos leva ao aprendizado de que tão importante quanto ter um poka-yoke é desenvolver a forma mais correta e precisa de usá-lo. Por se tratar de uma primeira experimentação desse sistema, espera-se que algumas reflexões e melhorias possam ser feitas sobre como melhorá-lo para que o jogo não perca a fluidez e principalmente que iniba ainda mais os erros que os árbitros possam cometer.

Por outro lado, um bom exemplo do uso de um dispositivo poka-yoke é o do chip na bola, que indiscutivelmente foi aplicado sem nenhuma discussão nas partidas da Copa. Esse sistema funciona com a instalação de um chip dentro da bola e alguns transmissores espalhados no estádio que conseguem capturar a informação de onde a bola está no campo, ou seja, consegue identificar se a bola entrou ou não no gol. Essa informação é repassada para o árbitro pelo seu relógio. Outras informações que podem ser repassadas ao árbitro pelo relógio são os jogadores que receberam cartões amarelos ou vermelhos e as substituições dos jogadores. Toda essa informação pode ajudar o árbitro a tomar decisões mais coerentes.

Outro conceito tipicamente lean que também, de certa forma, é utilizado no futebol é o andon, ferramenta que mostra o estado das operações em uma área e avisa quando ocorre algo de anormal. Por exemplo, o apito do árbitro e a bandeira dos assistentes sinalizam a todos acerca de uma situação anormal (falta, impedimento, reversão etc.), que podem ocorrer durante o jogo.

A diferença evidente, porém, é que o andon, uma vez utilizado num ambiente de produção, pressupõe a necessidade de resolver o problema alertado, atuando nas causas raízes, para que a mesma falha não ocorra novamente. No futebol, o apito e as bandeiras dos árbitros não conseguem, obviamente, evitar que erros futuros ocorram. Tanto isso é verdade que atletas que são alertados por terem provocado faltas voltam a cometê-las diversas vezes numa mesma partida. Caberia, então, ao treinador e à comissão técnica tentar entender o “porquê” de seus jogadores estarem fazendo muitas faltas ou ficando sempre em impedimento. Entendendo o real problema, poderiam propor contramedidas adequadas a cada uma das situações, podendo agir desde situações comportamentais, como com jogadores mais temperamentais, a mudanças de esquema de jogo e treinamentos específicos para o caso de impedimentos constantes. Dessa forma, sempre o mais importante é entender as causas dos problemas, analisá-las e combatê-las.

Outro aspecto muito aparente no futebol é a “gestão visual”, um conceito fundamental do pensamento lean, que permite o entendimento da situação real do trabalho por todos os envolvidos.

O mais óbvio deles é a numeração das camisas dos jogadores, que desde 1933 torna possível reconhecer de forma rápida quem são os jogadores e suas respectivas posições dentro do campo. Outro mecanismo visual que facilitou a comunicação entre os árbitros e jogadores e espectadores foram os cartões vermelhos e amarelos, criados na Copa de 70, pois no mundial anterior, em um jogo entre Inglaterra e Argentina, um jogador foi expulso, mas se recusou a sair de campo porque não havia entendido o árbitro alemão. As famosas bandeirinhas dos árbitros assistentes também foram criadas na década de 70 e seguiram a mesma lógica dos cartões, ou seja, facilitar o entendimento dos jogadores e espectadores, com uma sinalização mais visual, para marcações de algumas infrações, como: impedimento, falta e reversão.

Resta analisar se ainda hoje a comunicação em campo é eficiente, em especial em partidas internacionais, em que os árbitros e jogadores falam línguas diferentes.

Mesmo nas questões táticas que envolvem uma partida é possível identificar elementos da gestão lean. Quem nunca ouviu falar nas expressões “carrossel holandês”, “retranca italiana” ou “tiki-taka espanhol”? Todos esses termos se referem a esquemas táticos que foram consagrados por algumas seleções e são conhecidos até hoje. No futebol moderno e dinâmico, um termo muito conhecido é a “compactação”. Ou seja, os jogadores jogam bem próximos uns dos outros em setores menores do campo, com o intuito de facilitar o controle da bola e melhorar a marcação, seja no ataque ou na defesa. Para isso, os atletas precisam ser versáteis e ter múltiplas habilidades, como marcação, passe, desarme, chute, velocidade etc.

Esses conceitos aproximam-se dos layouts celulares que são bastante utilizados nos ambientes de manufatura e administrativos, pois justamente tem como intuito melhorar os fluxos. E necessitam dessa proximidade física de diferentes processos e de um time multifuncional.

Seria interessante que os treinadores tivessem conhecimento acerca de como mudanças de layout podem auxiliar em um ambiente lean. Com isso poderiam potencializar e solidificar um esquema tático.

Percebe-se então que, mesmo intuitivamente, alguns elementos do lean auxiliaram na evolução tática e de jogabilidade do futebol. Entretanto, um maior conhecimento do lean thinking por parte das federações, clubes e seleções poderiam trazer reflexões profundas com intuito de identificar e eliminar causas raízes de problemas organizacionais dentro e fora do campo. Eliminariam diversos desperdícios e agregariam ainda mais valor para os seus clientes, os torcedores.

Renato Mariz é especialista lean do Lean Institute Brasil com mais de 10 anos de experiência em gerenciamento de obras e aplicação de conceitos lean na construção no Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolveu métodos para aplicação do trabalho padronizado na construção, gerando aumento da produtividade e redução de desperdícios. Instrutor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Pará (Sinduscon/PA) para disciplina “Lean Construction”. É engenheiro civil pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Engenharia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde desenvolve doutorado no programa de pós-graduação.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.lean.org.br

São Paulo – Brasil – 08:00

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Josy Galvão

 

Conheça a única mulher com lugar no banco de reservas na Copa da Rússia

Iva Olivari, chefe da delegação da Croácia, é a única mulher a sentar em campo na Copa – Reprodução/Instagram

 

Entre meiões, chuteiras, calções e a tradicional camisa vermelha e branca quadriculada, ela se destaca em seu tailleur azul marinho, meia-calça cor da pele e scarpin preto. Seria praticamente impossível os olhares não se desviarem de Luka Modrić para Iva Olivari, a coordenadora da delegação da Croácia, nas comemorações das vitórias recentes sobre Dinamarca e Rússia. Enquanto a seleção croata busca fazer história e ser finalista do Mundial, ela já fez. É a primeira mulher a ocupar um assento num banco de reservas em uma Copa do Mundo de futebol masculino, com um cargo de chefia.

O caminho até ouvir o hino croata de pé, na beira do campo do estádio de Kaliningrado, na estreia da seleção contra a Nigéria, foi longo e cheio de percalços. Iva, de 49 anos, iniciou sua trajetória junto com o nascimento da Federação Croata de Futebol, após a independência do país da Iugoslávia, no início dos anos 90. Trabalhou em diversos cargos administrativos, após abandonar a carreira de tenista, aos 16, por causa de lesão no punho. Até chegar a um dos postos mais altos da entidade em 2012. Mas no Mundial do Brasil ela ainda ficou atrás dos panos. Ainda era cedo para colocar uma mulher ao lado da comissão técnica recheada de homens.

Como mulher num ambiente amplamente masculino, Iva sabe que causa estranheza seu lugar na seleção. Mas nunca se deixou abater pelos comentários sexistas que recebeu e recebe até hoje. Não por parte do seu ambiente de trabalho. Ela ressalta que na federação croata há mais mulheres do que homens, muitas delas em funções superiores. Fruto, segundo ela, do comando do presidente Davor Suker, um dos ídolos do futebol da Croácia, na chefia da entidade desde 2012. Foi ele quem a chamou para gerenciar a seleção.

— É um orgulho dizer que a federação, liderada por ele, dá todo o apoio à equidade de gêneros — disse Iva, que acredita que a educação recebida em casa a ajudou a superar o preconceito e a desconfiança. — Meus pais sempre nos criaram (ela e a irmã) com a crença de que podemos realizar tudo o que queremos, se formos fortes o suficiente e se formos persistentes no que fazemos. É assim que eu crio meus filhos até hoje.

Chamada de “tia Iva” pelos jogadores, croata tem quebrado a predominância masculina – Reprodução/Instagram

 

A proximidade com os jogadores e sua função estratégica — ela é o Edu Gaspar da CBF — a colocaram no banco de reservas na Rússia. “Tia Iva”, como é chamada carinhosamente por eles, conhece os atletas de longa data. Como trabalhou nas divisões de base, a maioria teve o primeiro contato com ela ainda na adolescência.

Hoje, além de todas as funções burocráticas como organizar viagens, vistos, credenciamento, jogos e treinamentos, ser o elo com a UEFA e a FIFA, ela tem o papel de conselheira dos jogadores.

— É uma pessoa maravilhosa, nosso anjo da guarda. A conheço há 10 anos e todos nós a adoramos — afirmou o goleiro Subašić, em entrevista recente.

Rusgas acontecem, ela admite. Nem sempre todos estão de bom humor. Mas nada que estremeça o bom relacionamento entre eles.

— Todos eles são grandes estrelas do futebol, mas eles me respeitam. Nosso relacionamento é muito aberto e direto. Dizemos um ao outro o que temos que fazer e continuamos. Estou aqui para eles, tento ser discreta o máximo possível e eles sabem que podem confiar em mim. É um relacionamento que foi construído há muitos anos — conta.

Em meio aos jogadores, Iva comemora vitória da Croácia sobre a Dinamarca, nas oitavas – Reprodução/Instagram

Sob os holofotes nesta Copa — deu diversas entrevistas para meios de comunicação de todo o mundo —, ela sabe que, mesmo sem levantar bandeiras ou fazer parte de movimentos feministas, a sua presença no Mundial é um ato político em si. Iva tem recebido muitas mensagens de mulheres reconhecendo e parabenizando seu trabalho.

Lentamente, a mentalidade do mundo em relação às questões de gêneros está mudando, acredita Iva. Destaca o fato de a FIFA ter uma secretária-geral (a senegalesa Fatma Samoura, que ocupa o cargo desde 2016, eleita pela Forbes, neste ano, a mulher mais poderosa do esporte internacional).

— Mais e mais pessoas são capazes de aceitar ver mulheres no futebol, mesmo nas posições mais altas. Devido à popularidade mundial, o futebol é uma plataforma muito boa para promover a diversidade de todos os tipos, social, racial, sexual, e todos nós, independentemente do sexo, devemos nos esforçar para promover toda a igualdade.

Iva sonha em fazer história. Se a Croácia ganhar a Copa de 2018, a ex-tenista será a primeira mulher com chance de ter em mãos o troféu de campeão do mundo.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     https://oglobo.globo.com

São Paulo – Brasil – 06:50

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Josy Galvão

 

 

 

O humor indestrutível dos brasileiros

Torcedor brasileiro enfeitado com bandeirinhas do Brasil, flores e bichos antes da partida contra o México pela Copa de 2018Torcedor brasileiro na partida contra o México pela Copa de 2018

 

Escrevi nesta coluna alguns textos muito críticos sobre a situação do Brasil. A maioria dos leitores concordava com a condenação. Mesmo assim, também sentia o desconforto com o fato de um julgamento tão severo sobre o país vir logo de um estrangeiro. E, com cada vez mais frequência, ouço a pergunta: não tem nada que você goste no Brasil, por que você vive aqui?

Por isso, hoje quero falar sobre uma das características mais adoráveis dos brasileiros: o humor indestrutível. Além da incrível musicalidade, ele é o que eu mais admiro. Tenho a impressão de que os brasileiros – se é que posso generalizar assim – têm uma grande facilidade de rir. De certa maneira, eles são a imagem antagônica ao clichê do alemão sério.

Foi justamente durante o jogo do Brasil contra a Bélgica na Copa do Mundo que tive a ideia de escrever sobre isso. Ao meu lado, estavam sentadas duas senhoras que deviam ter uns 65 anos. Elas comentavam a partida de forma vivaz e, a cada ataque dos belgas, pediam aos risos que os “gigantes vermelhos” fossem derrubados. Quando o jogo acabou e o Brasil foi eliminado, uma das duas falou: “Agora vamos buscar o hexa no Catar. Nosso time vai amadurecer e ficar ainda melhor”. A outra respondeu: “Igual à gente”. As duas deram risada.

Testemunhei o mesmo tipo de descontração na rua. Não se ouviam xingamentos agressivos como na Alemanha, depois da eliminação. Em vez disso, as pessoas estavam preocupadas em mostrar os primeiros memes que iam aparecendo nas mensagens de celular, a exemplo da bandeira alemã redesenhada como bandeira belga: “A inimiga não foi embora. Ela está disfarçada”.

A velocidade com que se inventam piadas no Brasil sempre volta a me deixar pasmado. É algo que já tinha chamado minha atenção durante o 7 a 1. No intervalo, as pessoas já diziam que nem a Volkswagen conseguia fazer cinco gols em 45 minutos.

Se o Brasil passa por uma crise – e, nos últimos anos, elas foram abundantes – pode-se ter certeza de que alguém vai começar a tirar um sarro da situação. E o humor, que frequentemente consiste no exagero e no cruzamento de coisas que não têm nada a ver umas com as outras, é o que mais se aproxima da descrição de uma realidade que costuma ser absurda. Ele torna o insuportável mais suportável.

Foi assim durante os protestos de 2013 (“Odeio bala de borracha, joga um Halls”). E voltou a acontecer no último fim de semana, durante o cabo de guerra jurídico envolvendo a soltura de Lula (“Justiça brasileira recorre ao árbitro de vídeo para julgar o caso Lula”). Especialmente em momentos de crise e de dor, as fábricas de memes brasileiras trabalham a todo vapor. O humor nasce da necessidade.

Essa criatividade espontânea também existe no âmbito pessoal. Recentemente, por exemplo, ouvi um homem conversando ao telefone na rua. Ele estava brigando com a outra pessoa, até que falou: “Você plantou pimenta. Não vai colher morango, não.”

Do mesmo jeito o Neymar que caía demais nos jogos da Seleção já virou verbo na fala popular. Num bar eu ouvi um homem falar: “Vou beber até Neymar”. E o nome do ministro Gilmar Mendes, na linguagem popular, agora é sinónimo de “soltar”. Ele virou o “Soltador-Geral da República”.

Como alemão, é claro que admiro o jeito criativo com que os brasileiros lidam com situações difíceis. É que, enquanto as pessoas na Alemanha tendem a problematizar muitas coisas e mergulhar na angústia, os brasileiros, muitas vezes, riem da própria condição. Eles conseguem – bem diferente dos alemães – rir de si mesmos e da situação do país.

Naturalmente, isso tem relação com o fato de que não parece ter alternativa. Como viver num país no qual os ricos são os ladrões, e os pobres, os roubados? Como brasileiro, é preciso olhar para frente com esperança porque o presente não costuma ser motivo de alegria. Da tragédia de viver num país que sempre fica abaixo das próprias expectativas nasce a comédia. O riso como libertação.

Com frequência, a origem do riso brasileiro é datada nos tempos da escravidão. Os escravos eram obrigados a se apresentarem bem-humorados na Casa Grande. Depois, rir sobre a tristeza continuou no samba. Já é possível encontrar essa atitude em Pelo Telefone, o primeiro samba, que já tem 102 anos. O peru me disse/Se o morcego visse/Não fazer tolice/Que eu então saísse/Dessa esquisitice/De disse-não-disse.

E, também na literatura, há exemplos suficientes. Estou lendo o maravilhoso épico Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. Além da fantasia sem fronteiras do autor, admiro seu tom subjacente levemente irônico. Paradoxalmente, o livro trata do violento surgimento do Brasil.

Porém, mesmo com todos os elogios à leveza brasileira, é preciso dizer que nem todo humorista autodenominado é engraçado. Quem faz gozação sobre os mais fracos, ou brinca com o ressentimento em relação a minorias, não tem humor no coração, mas ódio. Figuras como Danilo Gentile não entenderam a natureza do humor, que, desde seu surgimento, sempre serviu para que aqueles que não tinham poder rissem dos poderosos.

E, portanto, não é à toa que o presidente brasileiro seja um objeto tão apreciado de zombaria e escárnio. Parece ser um esporte nacional fazer piada dele. “Michel: Marcela, onde vamos jantar? – Marcela: Fora, Temer!

Com seu humor espontâneo, os brasileiros são para a América Latina o que os ingleses são para a Europa com seu humor negro. Eles me lembram um pouco o Cristo no filme A vida de Brian, da trupe satírica Monty Python. Crucificado, ele canta: “Sempre enxergue o lado bom da vida.”

O colunista da DW Philipp Lichterbeck, que vive no Rio de Janeiro

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Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio.

 

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 06:50

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Josy Galvão

O que comer numa visita a Berlim

Além de ver atrações famosas, como o Portão de Brandemburgo e o Parlamento, vale fazer um passeio gastronômico pela capital alemã, que oferece clássicos como currywurst, joelho de porco e sonhos recheados.

Currywurst Acredita-se que a currywurst tenha sido inventada em Berlim

 

Portão de Brandemburgo, cúpula do Parlamento, Torre de TV, praça Alexanderplatz, Checkpoint Charlie, East Side Gallery, Memorial do Holocausto, e por aí vai. A lista de atrações turísticas de Berlim é extensa, e sem dúvida caminhar de um lado para o outro da cidade tem um efeito certeiro: fome.

As experiências gastronômicas são tão importantes numa viagem quanto as culturais. Por isso segue algumas dicas  do que experimentar em alguns dos principais destinos turísticos da Alemanha, começando pela capital. Para mergulhar no universo culinário de Berlim, alguns pratos típicos foram selecionadaos e são facilmente encontrados em lanchonetes, restaurantes, bares e padarias da cidade.

É claro que uma das refeições em Berlim deve ser currywurst, afinal, acredita-se que a combinação de salsicha branca com molho picante de tomate e curry tenha sido inventada na cidade em 1949. Servida com pão ou batata frita, a currywurst é hoje uma das comidas de rua favoritas da Alemanha.

Bolinho de carne com salada de batata

Bulette: bolinho de carne com salada de batata é um clássico de Berlim

 

Quando se pede uma currywurst em Berlim, costuma-se ouvir a pergunta: “Mit oder ohne?” (Com ou sem?), que se refere à presença ou ausência de tripa em volta da salsicha. Quanto ao sabor, não há muita diferença entre as duas versões, mas a com tripa é mais crocante, e a sem, mais macia.

Um dos lugares mais populares que servem a salsicha picante é Curry 61, na rua Oranienburger Strasse. E para quem se apaixonar por esse o símbolo da culinária berlinense, há até um museu dedicado a ele, o Deutsches Currywurst Museum Berlin.

Königsberger Klopse

Königsberger Klopse: combinação inusitada de almôndegas de carne com alcaparras

Outra opção de lanche rápido ou entrada antes de uma refeição berlinense, pode ser um pão com carne crua temperada, o chamado hackepeter, que também é apreciado em outras regiões do país e no sul do Brasil. Há ainda o clássico strammer max, que consiste simplesmente numa fatia de pão coberta com presunto e um ovo frito.

Depois de experimentar esses lanches e visitar, quem sabe, o Portão de Brandemburgo e o Memorial do Holocausto, que ficam bem pertinho um do outro, é possível que comece a dar sede. Para aqueles que quiserem ousar, dá para se aventurar no universo das cervejas coloridas.

Berliner Weisse

Cervejas coloridas: Berliner Weisse com xarope são sucesso no verão de Berlim

É isso mesmo: coloridas. Em Berlim, principalmente no verão, a cerveja do tipo Berliner Weisse – turva e ácida – é muito apreciada com xarope de framboesa ou de waldmeister, uma planta presente em toda a Europa. O resultado são cervejas adocicadas de cores vermelha e verde vibrantes. É possível também encontrar outras misturas com a Berliner Weisse em bares da cidade, com licor de damasco, por exemplo.

Como comer dá sede, e beber dá fome, é hora de uma refeição com sustância. Aí não faltam opções no cardápio de restaurantes dedicados à culinária local, como a Alt-Berliner Wirtshaus, que tem duas filiais, uma ao lado do Portão de Brandembrugo, e outra no bairro Nikolaiviertel.

Lá você encontra, por exemplo, o clássico eisbein (joelho de porco) com chucrute e purê de ervilhas. Outro prato berlinense famoso são as königsberger klopse, almôndegas servidas com – pode arregalar os olhos, caro leitor – alcaparras. E para completar, a receita ainda leva anchovas. E não é que combina?

Berliner Pfannkuchen

Berliner Pfannkuchen: sonhos berlinenses são recheados de geleia

Outro clássico da capital são as buletten, bolinhos de carne fritos, geralmente servidos com salada de batata. Esse prato, assim como currywurst, pode ser facilmente encontrado em biergartens de Berlim – recomendo o famoso Prater Garten e o Café am Neuen See, que fica à beira de um lago dentro do parque Tiergarten.

Por fim, é claro que não podem faltar doces para adoçar uma viagem. Ao pensar em comida de Berlim, para muitos alemães logo vêm à cabeça os berliner pfannkuchen. São sonhos, fritos e recheados de geleia. E para quem quiser algo mais leve como sobremesa, tem o berliner luft, um creme fofinho de clara em neve, gema, açúcar, baunilha e gelatina, que costuma ser servido com calda de framboesa.

Boa viagem e guten Appetit!

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 20:17

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Josy Galvão

 

Tradicional trança de Páscoa alemã

Na Alemanha, café da manhã do domingo de Páscoa costuma incluir uma Hefezopf. Com ou sem recheio, pão doce trançado pode ser apreciado com manteiga e geleia e costuma ser decorado com ovos coloridos.

Osterzopf Hefezopf pode ser coberta de açúcar, amêndoas ou nozes

Na Alemanha, a Páscoa é um acontecimento quase tão grande quanto o Natal. Mais de um mês antes da data, os supermercados se enchem de coelhos, ovos e ovelhas de chocolate, e lojas vendem artigos de decoração com os mesmos motivos. Além da Sexta-feira Santa, há mais um dia de feriado por aqui, a Ostermontag (segunda-feira de Páscoa), o que significa que as famílias têm mais tempo de se reunir e, é claro, sentar à mesa juntas.

A Sexta-feira Santa é dia de comer peixe, assim como no Brasil. No domingo de Páscoa é comum preparar pratos com cordeiro, e muitas famílias fazem um longo café da manhã ou brunch antes de distribuir os ovos de chocolate.

Além da tradição de pintar ovos cozidos – aqui há uma tinta específica para isso – e da Osterlamm (cordeiro pascoal), um bolo em formato de cordeiro, é tradicional servir pela manhã uma Hefezopf ou Osterzopf – um pão doce em forma de trança.

A receita básica, coberta de açúcar, pode ser comida com manteiga ou geleia. Há variações com cobertura de amêndoas ou recheio de passas, chocolate, marzipã, damasco, entre outros. Por causa do fermento biológico fresco, a massa fica fofa e aerada. Ela é pincelada com ovo antes de ir ao forno, o que lhe dá um belo aspecto dourado.

A Hefezopf costuma ser preparada no dia antes da Páscoa, assim como os ovos cozidos e coloridos, que são muitas vezes usados para decorar a trança. O pão doce também é muitas vezes servido no Ano Novo. Aprenda a receita clássica:

Ingredientes

250 ml de leite

20 g de fermento biológico fresco

75 g de açúcar

1 ovo

1,5 colher (chá) de sal

500 g de farinha de trigo

75 g de manteiga

2 colheres (sopa) de açúcar cristal

Modo de preparo

Aquecer o leite até ficar morno. Despedaçar o fermento numa tigela pequena e misturar bem com um pouco do leite morno e o açúcar. Bater o ovo. Levar 3 colheres de sopa do ovo batido à geladeira num recipiente coberto.

Hefezopf
Trança pode ser recheada com passas, nozes ou frutas

Acrescentar o restante do ovo batido, o restante do leite, o sal e a farinha à mistura de fermento e bater na batedeira em velocidade baixa por cerca de 3 minutos. Aumentar a velocidade e bater por mais cinco minutos. Acrescentar a manteiga em cubos aos poucos e bater por mais cinco minutos até obter uma massa homogênea. Se desejar, acrescentar passas ou gotas de chocolate à massa.

Cobrir a tigela com a massa com um pano de prato úmido e deixar descansar em temperatura ambiente por uma hora.

Trabalhar a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada. Dividi-la em três e deixar descansar coberta por mais dez minutos.

Com os três terços de massa formar três rolos de cerca de 40 cm de comprimento cada. Trançá-los sem apertar muito. Colocar a trança sobre uma fôrma coberta com papel-manteiga, cobri-la e deixar descansar por mais 45 minutos.

Pincelar a trança com o ovo resfriado. Polvilhar com o açúcar cristal (e com lascas de amêndoas, se desejar) e assar em forno preaquecido a 200 °C por 25 minutos. Se estiver ficando dourado muito rapidamente, cobrir com papel alumínio nos últimos dez minutos.

 

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:15

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Josy Galvão