Archive for the ‘Especiais’ Category

10 mulheres que mudaram a história do futebol feminino

O dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, escolhido para celebrar a luta feminina por liberdade e igualdade. O futebol, ainda mais do que em outras atividades, é um ambiente  “dominado pelos homens,” e muito machista. Mas com todas as dificuldades, objeções e preconceitos, temos mulheres que se destacam dentro das quatro linhas. 

Vamos citar algumas, para que através delas possamos homenagear todas as outras atletas e as mulheres em geral!

10.Birgit Prinz

ST. LEON-ROT, GERMANY - JULY 10: Birgit Prinz poses during the team presentation of 1899 Hoffenheim Women's at training ground St. Leon-Rot on July 10, 2015 in St. Leon-Rot, Germany.  (Photo by Andreas Schlichter/Bongarts/Getty Images)

A ex-atacante alemã Birgit Prinz jogou até 2011 e é a segunda maior vencedora do prêmio de melhor jogadora do mundo – ganhou em 2003, 2004 e 2005. É também a segunda maior artilheira em Copas do Mundo, com 14 gols. 

9. As torcedoras

Não se trata de uma mulher em específico, mas de um grupo delas. A expressão “torcedor” faz parte não só do futebol, mas de diversos outros esportes. Mas você sabe de onde ela vem? Nós explicamos. O termo existe por causa das mulheres. Nos primórdios da história do futebol no Brasil, no início do século XX, ir ao estádio fazia parte da vida social. Às Laranjeiras, estádio do Fluminense, as moças iam com vestidos de alta costura, chapéus e… luvas. Com o calor do Rio de Janeiro, acabavam por retirar as peças das mãos e torciam-nas com o nervosismo das partidas. Coelho Neto, cronista da época, notou o hábito e referiu-se às mulheres como “as torcedoras”. 

(Foto: Fluminense FC)

8. Mia Hamm

HOUSTON, TX - DECEMBER 16:  Mia Hamm warms up before the Kick In For Houston Charity Soccer Match at BBVA Compass Stadium on December 16, 2017 in Houston, Texas.  (Photo by Bob Levey/Getty Images for FOX Sports )

Mia Hamm é uma atacante norte-americana que jogou de 1988 até 2004. Com sua seleção, ganhou duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta-1996 e Atenas-2004) e uma Copa do Mundo (1999). Em 275 partidas com a camisa americana, Hamm marcou 158 gols. Ela aparece na lista de 125 melhores jogadores(as) vivos(as) da FIFA, divulgada em 2004, e foi eleita a melhor jogadora do mundo pela entidade por duas vezes (2001 e 2002). Mia também foi uma das fundadores do time Washington Freedom, em 2001, clube que mudou de nome em 2011 para magicJack. 

7. Silvia Regina

Silvia Regina foi reconhecida pela Federação Paulista de Futebol como árbitra em 1997 e passou seis anos de sua carreira apitando jogos de futebol feminino. Em ​2003, entrou para a história do futebol brasileiro ao se tornar a primeira mulher a apitar uma partida de futebol masculino da Série A do Brasileirão. Não só a arbitragem principal foi feminina, mas como todo o trio. Silvia teve a assistência das bandeirinhas Aline Lambert e Ana Paula Oliveira. 

6. Abby Wambach

NEW ORLEANS, LA - DECEMBER 16:  Abby Wambach #20 of the United States reacts during the women's soccer match against China at the Mercedes-Benz Superdome on December 16, 2015 in New Orleans, Louisiana.  (Photo by Chris Graythen/Getty Images)

Abby Wambach é a maior artilheira da história da Seleção dos Estados Unidos – tanto a feminina quanto a masculina. Com seus 184 gols, Abby conquistou duas medalhas de ouro olímpicas (Atenas-2004 e Londres-2012) e uma Copa do Mundo (2015). Foi eleita a melhor jogadora do mundo em 2012. 

5. Hope Solo

US goalkeeper Hope Solo prepares to kick the ball during the Rio 2016 Olympic Games Quarter-finals women's football match USA vs Sweden, at the Mane Garrincha Stadium in Brasilia on August 12, 2016. / AFP / EVARISTO SA        (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

A veterana goleira norte-americana tem uma extensa carreira na Seleção dos Estados Unidos, onde começou no ano de 2000. Em 18 anos, já acumula duas medalhas de ouro olímpicas (Pequim-2008 e Londres-2012) e uma Copa do Mundo (2015), além dos seguintes recordes pessoais: goleira que mais vestiu a camisa da seleção (192), minutos consecutivos jogando pela seleção (1.256) e maior número de partidas de invencibilidade na seleção (55). 

4. Honey Thaljieh

A photo taken on September 14, 2017, shows Honey Thaljieh (C), a corporate communications manager for football's world governing body FIFA, posing for a photo with youths during an event organised by Football United, a programme helping refugees integrate in Australia, in the western suburbs of Sydney. Organised sport is expensive in Australia and with some of the refugees coming from large families, enrolling each child in a local club is costly. As such, Football United provides an easy entry point for young arrivals keen to make new friends. They then get to develop their football abilities while also learning about Australian culture and life skills such as goal-setting and time management.  / AFP PHOTO / WILLIAM WEST / TO GO WITH AFP STORY FBL-AUS-REFUGEE-IMMIGRATION,FEATURE BY GLENDA KWEK        (Photo credit should read WILLIAM WEST/AFP/Getty Images)

Palestina, árabe, mulher e cristã. Nada disso impediu que Honey Thaljieh realizasse seu sonho de jogar futebol. Já na faculdade, em Belém, reuniu outras quatro mulheres no que seria o grupo embrionário da até então inexistente Seleção Palestina de futebol feminino. A Federação Palestina de Futebol autorizou a criação da equipe em 2005 e foi criada também uma liga feminina no país. Após cerca de 17 gols por sua seleção,Tholjieh se aposentou em 2009 devido a lesões, mas não abandonou o futebol. Terminou a pós-graduação da Fifa em “Gestão, lei e humanidades do esporte” em 2012 e trabalha na entidade desde então. Atualmente, é gerente de comunicações corporativas. 

3. Carli Lloyd

ORLANDO, FL - MARCH 07:  Carli Lloyd #10 of United States kicks the ball during the SheBelieves Cup soccer match against England at Orlando City Stadium on March 7, 2018 in Orlando, Florida. (Photo by Alex Menendez/ Getty Images)

Carli Lloyd é a camisa 10 da Seleção dos Estados Unidos e acumula dois prêmios da Fifa de melhor jogadora do mundo (2015 e 2016). A meia também tem no currículo duas medalhas de ouro olímpicas (Pequim-2008 e Londres-2012) e uma Copa do Mundo (2015), da qual foi eleita também a melhor jogadora. Atualmente, joga pelo Sky Blue FC.

2. São José

São José-SP lidera Ranking Nacional de Clubes (RNC) feminino de 2019

O São José Esporte Clube, conhecido apenas como São José, é um clube de futebol feminino brasileiro, com sede na cidade de São José dos Campos. A equipe tem vários títulos conquistados em campeonatos nacionais e internacionais, entre eles a Copa do Brasil, Libertadores e vários outros. O São José é o primeiro colocado no ranking da CBF em 2019, posição que já era sua em 2018.

1. Marta

SEATTLE, WA - JULY 27:  Marta #10 of Brazil dribbles against Japan during the 2017 Tournament of Nations at CenturyLink Field on July 27, 2017 in Seattle, Washington.  (Photo by Otto Greule Jr/Getty Images)

Maior vencedora da premiação de melhor jogadora de futebol do mundo, Marta conquistou o prêmio de melhor do mundo da Fifa seis vezes, sendo cinco vezes consecutivas (2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018), um recorde entre homens e mulheres. É também a maior artilheira da história das Copas do Mundo femininas, com 15 gols, e a maior artilheira da história da Seleção Brasileira (tanto feminina quanto masculina), com 106 gols (este foi o último número que conseguimos encontrar), de acordo com a atleta nem ela sabe quantos gols já fez.

Marta é uma das mulheres mais poderosas do Brasil. A afirmação é da revista Forbes, que traz na capa de sua nova edição a atacante da Seleção Brasileira de futebol feminino e atleta do Orlando Pride, junto de outras expoentes em áreas diversas no país.

Este ano a atleta enganou os seus fãs afirmando que iria se aposentar dos gramados. No dia seguinte, porém, foi revelado que se tratava apenas de uma parceria entre a craque a Netflix para a divulgação de uma nova série.

 

OBS: Alguns dados foram mensurados até 2018.

Fonte: https://www.90min.com/pt-BR

 

São Paulo – Brasil – 08:00

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Por Josy Galvão

 

Aos 50, Michael Schumacher continua sendo ‘gigante’ admirado

Apesar de estar fora da vida pública após acidente de esqui, legado de comprometimento, competitividade e condicionamento físico na Fórmula 1 continua. Piloto conquistou sete mundiais e não foi superado até hoje.

Schumacher, com uniforme de piloto, com os dois braços levantados num momento de comemoração

Schumacher num dos muitos momentos de vitória: assim os fãs devem recordar o campeão

Michael Schumacher está longe dos holofotes. Ele vive isolado em sua casa na Suíça desde seu acidente de esqui, há cinco anos, em 29 de dezembro de 2013, nos Alpes franceses, acontecimento que transformou a vida de Schumacher de forma mais drástica do que suas incontáveis ​​conquistas, títulos e prêmios. O ex-piloto de Fórmula 1 Schumacher completou 50 anos nesta quinta-feira (03/01) distante do público. O que resta são as lembranças.

“Claro que o primeiro momento que me vem à cabeça é o de quando Michael me entregou a coroa de flores pela vitória na corrida de kart”, diz Sebastian Vettel. Naquela época, ele ainda era um menino, enquanto Schumacher já era um grande nome do circo da Fórmula 1. Há muito tempo que ele agora é seu colega de profissão e, há mais tempo ainda, seu ídolo. Michael Schumacher – o heptacampeão mundial, vencedor de 91 Grandes Prêmios, recordista da Fórmula 1.

Como piloto de corridas, Schumacher se tornou um fenômeno. Era um ponto fora da curva em seu métier. Um extrapolador de fronteiras, um perfeccionista. “Michael Schumacher podia fazer perguntas a ponto de se tornar irritante, de tanto que incomodava. Mas ele simplesmente queria saber exatamente sobre o que estava falando”, explica o ex-vice-presidente da Mercedes Benz Motorsport, Norbert Haug, em entrevista à agência de notícias DPA.

Segundo Haug, Schumacher queria fazer tudo da forma correta, perfeita. “Uma característica que eu achava realmente fascinante era a energia que ele podia investir nesta profissão, no automobilismo. Isso era loucura, sem limites e realmente incrível”, conta Nico Rosberg, que foi companheiro de equipe de Schumacher na Mercedes por três anos, depois que o piloto retornou às pistas em 2010, com quase 41 anos, após uma pausa de três anos.

Schumacher pilotando um kart

Schumacher pilotando um kart: carreira trilhada por méritos próprios

 

Mas o que distingue um piloto de classe mundial? “Às vezes, as pessoas imaginam o automobilismo, vendo por fora, de forma um pouco errada, como se ele fosse movido pela insanidade. Mas é exatamente isso que ele não é”, diz Haug. “É uma arte do controle de alto nível em alta velocidade.” E o conhecimento de que cada erro pode ter consequências devastadoras. Schumacher teve experiência direta com isso já no começo da carreira na Fórmula 1.

Foi no dia 1° de maio de 1994, quando Ayrton Senna, ícone da principal categoria do automobilismo, morreu num acidente em Ímola, na Itália. Foi o final de semana mais negro da Fórmula 1. Um dia antes de Senna, o austríaco Roland Ratzenberger não sobrevivera a um acidente. Schumacher venceu a corrida e, naquele ano, também conquistou naquele ano o Campeonato Mundial pela primeira vez.

Cinco títulos seguidos com a Ferrari

Durante sua carreira, Schumacher escapou de ferimentos ou acidentes graves na maior parte das vezes. Ele ia até o limite, tanto das regras como no comportamento dentro da pista. Seu maior acidente na Fórmula 1 ocorreu em 1999, em Silverstone, quando Schumacher quebrou a tíbia ao bater o carro contra uma pilha de pneus no final de uma curva.

Um ano depois, começou sua era de títulos com a Ferrari, com cinco triunfos em série no Campeonato Mundial. “Ele estabeleceu um padrão de domínio, embora às vezes de forma controversa”, diz o britânico Damon Hill.

O ex-automobilista de 58 anos sabe do que fala. Hill está na lista de rivais que disputaram o título com Schumacher. Em 1994, o alemão e o inglês chocaram seus carros na Austrália. A colisão obrigou os dois motoristas a saírem da corrida final. Schumacher acabou levando o campeonato, alvo de controvérsias porque há pessoas que disseram acreditar que o alemão causou o acidente de forma deliberada.

Em 1995, Hill perdeu novamente o título para seu rival da Benetton. Em 1996, o inglês derrotou o alemão. Mas, com sete títulos mundiais, Schumacher ainda permanece inalcançável. “Ganhar sete títulos é loucura”, diz Hill, com um meneio de cabeça levemente incrédulo e um sorriso nos lábios.

Início no kart

Schumacher foi conquistando seus sucessos por mérito próprio. Mecânico de automóveis, sem pais ricos, o pai trabalhava como gerente de uma pista de kart, a mãe tinha um quiosque no local. Foi a ascensão de um menino simples a partir de uma origem humilde. “Você não consegue vencer essa fome crua, natural”, disse Lewis Hamilton há algumas semanas, durante entrevista à DPA. Junto com o irmão Ralf Schumacher, ele corria na pista de kart na cidade de Kerpen, onde ele também lançou as bases para sua carreira.

Imagem de vídeo gravado sobre a cabeça de Schumacher mostra o carro vermelho do alemão colidindo com outro veículo

Momento em que Schumacher faz seu carro colidir com o do rival Villeneuve em 1997

O que restam hoje são lembranças. De sete títulos mundiais, de mais de 300 taças, de duelos lendários, de desatinos, como na final do Mundial de 1997, quando ele tentou tirar da pista seu então adversário Jacques Villeneuve, em Jerez de la Frontera. Villeneuve terminou a corrida em terceiro e se sagrou, assim, campeão naquele ano, e Schumacher, além de acabar na caixa de brita, foi desclassificado, perdendo todos os seus pontos no campeonato, como punição por ter provocado o acidente.

Mas ele também era um jogador de equipe, um líder real. “Ser rápido é garantir o acesso ao clube dos melhores. Mas formar uma equipe, mantê-la robusta diante das adversidades, isso é o que faz a diferença entre pilotos bons e os muito, muito bons”, enfatiza Norbert Haug.

Tragédia

No final de todos os triunfos esportivos, veio a tragédia, o maldito 29 de dezembro de 2013, sem o qual a história de Michael Schumacher não pode mais ser contada. Mas o grave acidente de esqui do heptacampeão mundial de Fórmula 1 deve ficar em segundo plano pelo menos neste 3 de janeiro, dia em que Schumacher completa 50 anos, data em que suas conquistas serão mais lembradas.

“Ele sempre será o maior de todos os tempos”, elogiou Lewis Hamilton recentemente, em entrevista ao diário alemão Bild am Sonntag. “Pessoalmente, me lembro que eu sempre o escolhia como piloto quando jogava corrida no videogame, quando era jovem “.

Como está Michael Schumacher hoje? Como ele vai celebrar seu 50º aniversário? Na quarta-feira (02/01), sua família foi a público na página oficial de Schumacher no Facebook. “Estamos felizes com isso e queremos agradecer, de coração, que vocês estão comemorando o aniversário de 50 anos de Michael com ele e conosco”. 

O texto continua: “Michael pode ter orgulho do que conquistou. E nós também temos.” A família também pede compreensão pelo fato de continuar não havendo informações sobre o atual estado de saúde de Schumacher. “Podem ter certeza de que ele está em boas mãos e que estamos fazendo tudo o que é humanamente possível para ajudá-lo. Por favor, entendam que estamos atendendo aos desejos de Michael, deixando um tema tão sensível como a saúde na esfera privada – da mesma forma como foi no passado”, explicam.

A família aproveitou também o anúncio para contar uma grande novidade, a Fundação Keep Fighting, que é da família do heptacampeão da Fórmula 1, dará aos fãs do alemão um novo presente: o aplicativo oficial de Michael Schumacher. O App trará uma visão da exposição “Michael Schumacher Private Collection” que está no museu Motorworld, na cidade de Colônia, na Alemanha.

A novidade consiste em um museu virtual que homenageia a carreira do maior vencedor da história da F1. O App oferece carros de corrida em 3D e seus sons de motor, aprofunda as estatísticas e registros de Michael Schumacher e conta também com uma entrevista gravada com o alemão em 2013. Os anos anteriores à F1 não são esquecidos, com a presença de karts e outros carros como Fórmula König, Fórmula 3, DTM e carros esportivos guiados por Schumi.

O app oficial de Michael Schumacher será lançado em 3 de janeiro — Foto: Reprodução

O app oficial de Michael Schumacher será lançado em 3 de janeiro — Foto: Reprodução

“The Official Michael Schumacher App” estará disponível para download em versões para iOS e Android desde o  dia 3 de janeiro de 2019.

Exposição em Maranello

Há duas semanas, o Museu da Ferrari em Maranello anunciou que também faria uma homenagem a Michael Schumacher pelos 50 anos do ex-piloto da Scuderia. O museu abriu també, no dia 03 de janeiro uma exibição especial dedicada ao alemão. No anúncio oficial, a Ferrari apresentou a ideia não só como uma celebração, mas um gesto de gratidão ao piloto mais bem-sucedido pela equipe do cavalo rampante.

Matéria originalmente publicada por: Fonte:   https://www.dw.com/pt-br  e  https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 08:00

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Josy Galvão

 

 

 

Feliz 2019 com o Batom e Futebol

Resultado de imagem para feliz ano novo 2019

Ter asas é dançar na chuva…
É plantar uma árvore…
Ver a inocência nos olhos de uma criança.
É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada…
É subir uma montanha…
É encontrar os amigos e não falar nada importante, mas falar, falar muito…
É cantarolar uma música antiga…
É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa…
É andar sem rumo, só por andar…
É falar sozinho…
É sorrir para aquele velhinho lá da praça…
É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo.
Ah! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos…
É brincar…
É rir de si mesmo…
É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando…
E ficar de bobeira…

É jogar futebol com os amigos…
É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio…
Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré…
Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas do dia a dia…
Ter asas é ficar em silêncio e conversar com Deus.

É isso que desejamos para o Ano Novo que está chegando… Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que Deus nos dê “asas de águia” para voarmos bem alto em busca dos nossos sonhos e na construção de um mundo melhor.

A equipe do Batom e Futebol agradece por mais um ano juntos e deseja que em 2019 possamos continuar esta troca de energias positivas com muita paz, amor e futebol!!!

Feliz Ano Novo!

Happy New Year!

Frohes Neue Jahr!

¡Feliz Año Nuevo!

 

São Paulo – Brasil – 00:26

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Por Josy Galvão

Doodle do Google faz homenagem a Ebenezer Cobb Morley o pai do futebol moderno

Doodle do Google faz homenagem a Ebenezer Cobb Morley o pai do futebol moderno

O doodle dessa quinta, homenageia a Ebenezer Cobb Morley o “pai do futebol moderno”.

A data marca o 187ª aniversário de nascimento de Morley, 16 de agosto de 1831.

Filho de um ministro, Morley cresceu como um entusiasta dos esportes e passou a estudar Direito. Depois de ingressar no Barnes Football Club em Londres, ele percebeu que o jogo se beneficiaria de mais estrutura e regulamentação. Ele escreveu para o jornal esportivo Bell’s Life para defender um jogo mais organizado.

Antes de Ebenezer Cobb Morley estabelecer as regras do futebol em 1863, o jogo era muito mais caótico do que a versão que conhecemos hoje. Sua 13ª regra dá alguma indicação de como o futebol era indisciplinado: “Nenhum jogador deve usar pregos, placas de ferro ou guta-percha nas solas ou nos saltos de suas botas”.

Seguiu-se uma reunião na Freeman’s Tavern, onde Morley se juntou a membros de clubes de futebol de toda a Inglaterra, que participaram da regulamentação antes de Morley redigir sua lista de 13 regras, que se tornou o padrão de jogo na Inglaterra.

As leis de Morley ajudaram a reduzir a violência no campo – embora ele achasse que os jogadores deveriam “hackear a perna da frente” – e formalizaram a regra crucial que agora chamamos de offsides, que impede os jogadores de se posicionarem permanentemente atrás da linha defensiva de um oponente. um passe.

Morley mais tarde ajudou a estabelecer a Associação de Futebol, que ainda é o órgão que rege o futebol na Grã-Bretanha. Em 1863 foi eleito Secretário Honorário da FA, ocupando o cargo até 1866 e presidente da FA de 1867 a 1874.

Outros grupos de vários países também fizeram avanços cruciais no futebol, mas graças a Morley, “o belo jogo” tornou-se menos brutal, a ação se espalhou pelo campo e é jogada do jeito que é hoje.

Feliz Aniversário Sr. Morley!

 

Matéria originalmente publicada por:    https://istoe.com.br/

São Paulo – Brasil – 06:20

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Josy Galvão

 

Louis Vuitton ou Hermès: qual a marca de luxo mais autêntica?

Reprodução/Forbes

E não há negócio onde as apostas na autenticidade são mais altas do que no mercado de luxo

Atualmente, vivemos na era da autenticidade. Marcas, comunicações e relações autênticas com os consumidores são obrigatórias. Cerca de 86% deles disseram que essa característica é muito importante na hora de decidir quais marcas apoiar, revelou um estudo conduzido pela Stackla.

Essas descobertas foram validadas por outro estudo global da Cohn & Wolfe. Na pesquisa, feita com 15 mil entrevistados, 91% dos consumidores globais disseram que recompensariam uma marca por sua autenticidade por meio de “compra, investimento, endosso ou ação semelhante”. Desses 91%, mais de 60% “compram ou expressam maior interesse de compra” por uma marca que percebem ser genuína.

E não há negócio onde as apostas na autenticidade são mais altas do que no mercado de luxo, onde a confiança dos consumidores em patrimônio, perícia e qualidade é recompensada pela disposição de pagar a mais pelo privilégio de propriedade.

Na economia atual, onde dominam enormes conglomerados multinacionais como a LVMH, com fixação nos lucros trimestrais e crescimento, marcas de luxo são ameaçadas por serem onipresentes.

Quando essas marcas são vistas e estão disponíveis em todos os lugares, seus valores – sua autenticidade como verdadeiro luxo – se diluem. O colaborador da FORBES Walter Loeb apresenta uma excelente visão geral do delicado equilíbrio que a LVMH enfrenta ao manter a exclusividade e aumentar a acessibilidade.

“A autenticidade é considerada o grande desafio para o segmento de luxo do nosso tempo”, escrevem Patricia Anna Hitzler e Günter Müller-Stewens, da Universidade de St. Gallen, Suíça, em um estudo intitulado “O Papel Estratégico da Autenticidade nos Negócios de Luxo”. Nele, os autores definem os principais impulsionadores dessa característica como perícia, escassez de oferta, estética única e ligação à origem.

Além disso, Patricia e Müller-Stewens aconselham que os lucros devem ficar em segundo plano em relação a valores e ideais mais duradouros, para que um status autêntico de marca de luxo seja conquistado:

“O significado e a operação de longo prazo são princípios orientadores, aos quais uma organização que deseja ser percebida como autêntica deve prestar atenção especial. Isso pode incluir motivos como a preservação de empregos ou a promoção do patrimônio histórico e cultural.” Buscar o lucro, destacam os especialistas, é vital para a sobrevivência de uma organização. No entanto, a realização direcionada de lucros não é unicamente decisiva para a satisfação plena e duradoura. Um especialista sinaliza: “Deve haver algo diferente do mundo da imagem. Essa ‘outra coisa’ é o objetivo maior, uma missão que deve ser parte da identidade de uma organização de luxo que, junto com seus valores, dá à empresa uma estrutura na qual deveria operar”.

Com essa perspectiva em mente, estudei duas das mais conceituadas marcas de luxo do mundo – Louis Vuitton e Hermès – para ver como elas poderiam ser comparadas em termos de autenticidade. À primeira vista, a Louis Vuitton está no topo da lista do estudo “Global Authentic Brand 100”, da Cohn & Wolfe, classificada em 65o lugar. A Hermès, por outro lado, não aparece no ranking.

Mas as aparências enganam. Veja, na galeria de fotos abaixo, 5 motivos para a Hermès estar acima da Louis Vuitton no que diz respeito a luxo autêntico:

O luxo autêntico sussurra, não grita

No geral, a LVMH investiu muito mais em despesas de marketing e vendas do que a Hermès. Em 2017, 38,4% da receita total da empresa, de € 42,6 bilhões (US$ 48,6 bilhões), foram destinado a essas ações. Em comparação, a Hermès destinou 29,8% de suas receitas de € 5,5 bilhões (US$ 6,28 bilhões) para o mesmo propósito.

No entanto, esses números não são uma comparação estrita, já que a LVMH contempla 70 marcas individuais versus a Hermès.

A lista da FORBES das marcas mais valiosas do mundo apresenta os detalhes. A Louis Vuitton (a marca), classificada como 15ª no ranking geral e avaliada em US$ 33,6 bilhões, gerou US$ 12,9 bilhões em vendas e investe US$ 5,4 bilhões – 42,9% das vendas – em publicidade. Se isso não é gritante, eu não sei o que seria. (A LVMH não reporta receitas de suas marcas individuais.)

Por outro lado, a Hermès gasta 5% das vendas (US$ 298 milhões dos US$ 6 bilhões em receita) em publicidade. Elegância sutil e silenciosa é a abordagem da Hermès com relação à publicidade, e não a ampla exposição como no caso da Louis Vuitton.

O luxo autêntico não é para todos, mas para alguém especial

Sim, o monograma da Louis Vuitton tem uma herança que se estende por mais de um século, sendo introduzida pela primeira vez em 1896. Mas hoje, apesar do alto preço de suas bolsas de lona, ​​a marca e seus produtos podem ser os maiores perpetuadores de poluição gráfica do mundo.

Onde quer que você vá, uma bolsa LV está à espreita. A onipresença está em completa oposição ao código de conduta de uma autêntica marca de luxo.

A Hermès faz exatamente o oposto. Seu estilo é característico e imediatamente reconhecível para os familiarizados, embora, em nossa cultura obcecada por celebridades, a marca tenha se tornado mais amplamente reconhecida.

E, enquanto podem orgulhosamente usar Hermès – quem mais pode realmente pagar por ela? -, as celebridades possuem a marca, mas não são de propriedade da marca. Victoria Beckham teria uma coleção de bolsas da Hermès no valor de mais de US$ 2 milhões.

Ao mesmo tempo em que a Hermès rejeita os endossos das celebridades como uma estratégia de marketing, a Louis Vuitton a abraça completamente. Angelina Jolie, por exemplo, recebeu cerca de US$ 8,5 milhões para representar a marca em uma única campanha publicitária em 2011. Isso, supostamente, foi um dos maiores contratos de endosso de uma campanha publicitária.

Nesse cenário, a Louis Vuitton quebra outra regra fundamental do marketing de marcas de luxo descrito por Vincent Bastien e Jean-Noël Kapferer em um capítulo, em 2013, de “Luxury Marketing: A Challenge for Theory and Practice”:

“Celebridades devem ser usadas com cautela na estratégia de luxo, se a marca quiser construir seu poder de precificação, distinção, estilo e apelo sustentado. Elas não são usadas ​​como agentes de vendas, para novos clientes comprarem o produto por meio de um modelo de imitação”.

A Hermès faz o certo, usando verdadeiros compradores da marca para dar um testemunho autêntico de seu extraordinário valor.

O luxo autêntico é esquivo, não de fácil acesso

Exclusividade por meio da distribuição cuidadosamente controlada de uma coleção de marca de grife é outra característica do luxo autêntico. Assim como essas marcas não podem ser fortemente promovidas ou projetadas para agradar a todos, parte do mistério e da magia está no raro e difícil de conseguir.

A Louis Vuitton opera cerca de 460 boutiques. A Hermès não fica muito atrás, com pouco mais de 300 lojas em todo o mundo, mas é aí que as semelhanças terminam. A primeira também é amplamente distribuída em todo o mundo em várias lojas de departamentos de luxo, como Neiman Marcus, Saks, Bloomingdales, Nordstrom e Barneys, enquanto apenas um conjunto limitado de perfumes, louças e presentes da Hermès estão presentes nos mesmos locais.

A Louis Vuitton não é o que alguém chamaria de inacessível, muito pelo contrário. Las Vegas, por exemplo, tem nove locais onde os produtos da marca podem ser comprados. Por outro lado, a Hermès limita estritamente a produção e os locais para comprar suas principais linhas. Além disso, mantém uma lista de espera para pessoas que querem comprar uma Birkin, uma de suas bolsas clássicas que geralmente exige dois ou anos ou mais de paciência.

A Hermès limita estritamente a produção e a distribuição de seus produtos com a intenção explícita de não atender à demanda do consumidor, mas de melhorá-la. A Louis Vuitton, por outro lado, responde às pressões de seus acionistas para impulsionar o crescimento. Isso requer mais produtos distribuídos em mais lugares.

No caso do luxo autêntico, quanto mais fundo você cavar, mais autêntico ele se tornará

O luxo autêntico está no centro da marca Hermès e do que ela representa. No caso da Louis Vuitton, ao mesmo tempo que mantém as aparências, não mede esse fator.

Por exemplo: o “Business of Korea” informou este ano que os sapatos da Louis Vuitton são produzidos em uma fábrica na Romênia e, em seguida, enviados para a Itália, onde as solas são fixadas. Isso acontece apenas para que a marca possa anexar uma etiqueta de “Made in Italy” nos produtos. Essa operação é estritamente legal, embora não autenticamente genuína, uma vez que as regras da União Europeia especificam que o país de origem pode ser reivindicado onde a produção final é realizada, não onde a maioria do produto é realmente feita.

O título de uma autêntica marca de luxo deve ser conquistado, não autoproclamado

Para ser uma autêntica marca de luxo, a designação deve ser conquistada (Hermès) e não apenas um título reivindicado (Louis Vuitton). Em última análise, a Louis Vuitton é forte em marketing, mas leve na autenticidade. A Hermès é o oposto.

O fato de que a Louis Vuitton pode continuar impulsionando as vendas e o crescimento é digno de crédito, como comprovam seus resultados mais recentes, do primeiro semestre: 25% de crescimento da receita nas categorias de moda e artigos de couro onde é classificada.

Mas, como disse Abraham Lincoln, “você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, e todas as pessoas algumas vezes, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.

Até hoje, a Louis Vuitton fez um excelente trabalho ao manter um crescimento agressivo por meio de marketing e gerenciamento especializados, mas está brincando com sua autenticidade. Este pode ser o calcanhar de Aquiles da marca, o fator que que poderá desequilibrá-la. Os clientes verdadeiramente ricos querem marcas autênticas de luxo e não pretendentes.

Matéria originalmente publicada por:       https://forbes.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:02

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Josy Galvão

 

Futebol tem, intuitivamente, elementos do pensamento lean

Um dos esportes mais praticados no mundo, o futebol, também guarda elementos típicos do pensamento lean, que intuitivamente foram incorporados ao longo dos anos e auxiliaram na evolução dessa atividade esportiva que se torna ainda mais popular nos períodos de Copa do Mundo, como esta que ocorreu na Rússia.

Como foram surgindo espontaneamente, ou seja, não foram implementados por alguém com conhecimento de gestão, esses elementos lean presentes no futebol são evidentemente subutilizados.

Nesta Copa do Mundo, por exemplo, uma grande novidade foi o já polêmico VAR (sigla em inglês de Video Assistant Referee), conhecido no Brasil como “árbitro de vídeo”, um sistema criado pela FIFA para tentar evitar os erros de arbitragem que são tão comuns no futebol.

O VAR foi claramente concebido para ser uma “ferramenta” poka-yoke, expressão japonesa que pode ser traduzida como “à prova de erros”, que representa métodos ou dispositivos que ajudam as pessoas num ambiente de trabalho a evitarem falhas.

Esse sistema já auxiliou em diversas marcações de pênaltis, gols e cartões, porém como vimos na primeira partida da seleção brasileira no mundial – e também em outros jogos –, o sistema aparentemente não impediu que alguns erros ocorressem. Ou pelo menos não convenceu algumas pessoas de que as algumas falhas estão sendo efetivamente coibidas. Isso nos leva ao aprendizado de que tão importante quanto ter um poka-yoke é desenvolver a forma mais correta e precisa de usá-lo. Por se tratar de uma primeira experimentação desse sistema, espera-se que algumas reflexões e melhorias possam ser feitas sobre como melhorá-lo para que o jogo não perca a fluidez e principalmente que iniba ainda mais os erros que os árbitros possam cometer.

Por outro lado, um bom exemplo do uso de um dispositivo poka-yoke é o do chip na bola, que indiscutivelmente foi aplicado sem nenhuma discussão nas partidas da Copa. Esse sistema funciona com a instalação de um chip dentro da bola e alguns transmissores espalhados no estádio que conseguem capturar a informação de onde a bola está no campo, ou seja, consegue identificar se a bola entrou ou não no gol. Essa informação é repassada para o árbitro pelo seu relógio. Outras informações que podem ser repassadas ao árbitro pelo relógio são os jogadores que receberam cartões amarelos ou vermelhos e as substituições dos jogadores. Toda essa informação pode ajudar o árbitro a tomar decisões mais coerentes.

Outro conceito tipicamente lean que também, de certa forma, é utilizado no futebol é o andon, ferramenta que mostra o estado das operações em uma área e avisa quando ocorre algo de anormal. Por exemplo, o apito do árbitro e a bandeira dos assistentes sinalizam a todos acerca de uma situação anormal (falta, impedimento, reversão etc.), que podem ocorrer durante o jogo.

A diferença evidente, porém, é que o andon, uma vez utilizado num ambiente de produção, pressupõe a necessidade de resolver o problema alertado, atuando nas causas raízes, para que a mesma falha não ocorra novamente. No futebol, o apito e as bandeiras dos árbitros não conseguem, obviamente, evitar que erros futuros ocorram. Tanto isso é verdade que atletas que são alertados por terem provocado faltas voltam a cometê-las diversas vezes numa mesma partida. Caberia, então, ao treinador e à comissão técnica tentar entender o “porquê” de seus jogadores estarem fazendo muitas faltas ou ficando sempre em impedimento. Entendendo o real problema, poderiam propor contramedidas adequadas a cada uma das situações, podendo agir desde situações comportamentais, como com jogadores mais temperamentais, a mudanças de esquema de jogo e treinamentos específicos para o caso de impedimentos constantes. Dessa forma, sempre o mais importante é entender as causas dos problemas, analisá-las e combatê-las.

Outro aspecto muito aparente no futebol é a “gestão visual”, um conceito fundamental do pensamento lean, que permite o entendimento da situação real do trabalho por todos os envolvidos.

O mais óbvio deles é a numeração das camisas dos jogadores, que desde 1933 torna possível reconhecer de forma rápida quem são os jogadores e suas respectivas posições dentro do campo. Outro mecanismo visual que facilitou a comunicação entre os árbitros e jogadores e espectadores foram os cartões vermelhos e amarelos, criados na Copa de 70, pois no mundial anterior, em um jogo entre Inglaterra e Argentina, um jogador foi expulso, mas se recusou a sair de campo porque não havia entendido o árbitro alemão. As famosas bandeirinhas dos árbitros assistentes também foram criadas na década de 70 e seguiram a mesma lógica dos cartões, ou seja, facilitar o entendimento dos jogadores e espectadores, com uma sinalização mais visual, para marcações de algumas infrações, como: impedimento, falta e reversão.

Resta analisar se ainda hoje a comunicação em campo é eficiente, em especial em partidas internacionais, em que os árbitros e jogadores falam línguas diferentes.

Mesmo nas questões táticas que envolvem uma partida é possível identificar elementos da gestão lean. Quem nunca ouviu falar nas expressões “carrossel holandês”, “retranca italiana” ou “tiki-taka espanhol”? Todos esses termos se referem a esquemas táticos que foram consagrados por algumas seleções e são conhecidos até hoje. No futebol moderno e dinâmico, um termo muito conhecido é a “compactação”. Ou seja, os jogadores jogam bem próximos uns dos outros em setores menores do campo, com o intuito de facilitar o controle da bola e melhorar a marcação, seja no ataque ou na defesa. Para isso, os atletas precisam ser versáteis e ter múltiplas habilidades, como marcação, passe, desarme, chute, velocidade etc.

Esses conceitos aproximam-se dos layouts celulares que são bastante utilizados nos ambientes de manufatura e administrativos, pois justamente tem como intuito melhorar os fluxos. E necessitam dessa proximidade física de diferentes processos e de um time multifuncional.

Seria interessante que os treinadores tivessem conhecimento acerca de como mudanças de layout podem auxiliar em um ambiente lean. Com isso poderiam potencializar e solidificar um esquema tático.

Percebe-se então que, mesmo intuitivamente, alguns elementos do lean auxiliaram na evolução tática e de jogabilidade do futebol. Entretanto, um maior conhecimento do lean thinking por parte das federações, clubes e seleções poderiam trazer reflexões profundas com intuito de identificar e eliminar causas raízes de problemas organizacionais dentro e fora do campo. Eliminariam diversos desperdícios e agregariam ainda mais valor para os seus clientes, os torcedores.

Renato Mariz é especialista lean do Lean Institute Brasil com mais de 10 anos de experiência em gerenciamento de obras e aplicação de conceitos lean na construção no Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolveu métodos para aplicação do trabalho padronizado na construção, gerando aumento da produtividade e redução de desperdícios. Instrutor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Pará (Sinduscon/PA) para disciplina “Lean Construction”. É engenheiro civil pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Engenharia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde desenvolve doutorado no programa de pós-graduação.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.lean.org.br

São Paulo – Brasil – 08:00

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Josy Galvão

 

Conheça a única mulher com lugar no banco de reservas na Copa da Rússia

Iva Olivari, chefe da delegação da Croácia, é a única mulher a sentar em campo na Copa – Reprodução/Instagram

 

Entre meiões, chuteiras, calções e a tradicional camisa vermelha e branca quadriculada, ela se destaca em seu tailleur azul marinho, meia-calça cor da pele e scarpin preto. Seria praticamente impossível os olhares não se desviarem de Luka Modrić para Iva Olivari, a coordenadora da delegação da Croácia, nas comemorações das vitórias recentes sobre Dinamarca e Rússia. Enquanto a seleção croata busca fazer história e ser finalista do Mundial, ela já fez. É a primeira mulher a ocupar um assento num banco de reservas em uma Copa do Mundo de futebol masculino, com um cargo de chefia.

O caminho até ouvir o hino croata de pé, na beira do campo do estádio de Kaliningrado, na estreia da seleção contra a Nigéria, foi longo e cheio de percalços. Iva, de 49 anos, iniciou sua trajetória junto com o nascimento da Federação Croata de Futebol, após a independência do país da Iugoslávia, no início dos anos 90. Trabalhou em diversos cargos administrativos, após abandonar a carreira de tenista, aos 16, por causa de lesão no punho. Até chegar a um dos postos mais altos da entidade em 2012. Mas no Mundial do Brasil ela ainda ficou atrás dos panos. Ainda era cedo para colocar uma mulher ao lado da comissão técnica recheada de homens.

Como mulher num ambiente amplamente masculino, Iva sabe que causa estranheza seu lugar na seleção. Mas nunca se deixou abater pelos comentários sexistas que recebeu e recebe até hoje. Não por parte do seu ambiente de trabalho. Ela ressalta que na federação croata há mais mulheres do que homens, muitas delas em funções superiores. Fruto, segundo ela, do comando do presidente Davor Suker, um dos ídolos do futebol da Croácia, na chefia da entidade desde 2012. Foi ele quem a chamou para gerenciar a seleção.

— É um orgulho dizer que a federação, liderada por ele, dá todo o apoio à equidade de gêneros — disse Iva, que acredita que a educação recebida em casa a ajudou a superar o preconceito e a desconfiança. — Meus pais sempre nos criaram (ela e a irmã) com a crença de que podemos realizar tudo o que queremos, se formos fortes o suficiente e se formos persistentes no que fazemos. É assim que eu crio meus filhos até hoje.

Chamada de “tia Iva” pelos jogadores, croata tem quebrado a predominância masculina – Reprodução/Instagram

 

A proximidade com os jogadores e sua função estratégica — ela é o Edu Gaspar da CBF — a colocaram no banco de reservas na Rússia. “Tia Iva”, como é chamada carinhosamente por eles, conhece os atletas de longa data. Como trabalhou nas divisões de base, a maioria teve o primeiro contato com ela ainda na adolescência.

Hoje, além de todas as funções burocráticas como organizar viagens, vistos, credenciamento, jogos e treinamentos, ser o elo com a UEFA e a FIFA, ela tem o papel de conselheira dos jogadores.

— É uma pessoa maravilhosa, nosso anjo da guarda. A conheço há 10 anos e todos nós a adoramos — afirmou o goleiro Subašić, em entrevista recente.

Rusgas acontecem, ela admite. Nem sempre todos estão de bom humor. Mas nada que estremeça o bom relacionamento entre eles.

— Todos eles são grandes estrelas do futebol, mas eles me respeitam. Nosso relacionamento é muito aberto e direto. Dizemos um ao outro o que temos que fazer e continuamos. Estou aqui para eles, tento ser discreta o máximo possível e eles sabem que podem confiar em mim. É um relacionamento que foi construído há muitos anos — conta.

Em meio aos jogadores, Iva comemora vitória da Croácia sobre a Dinamarca, nas oitavas – Reprodução/Instagram

Sob os holofotes nesta Copa — deu diversas entrevistas para meios de comunicação de todo o mundo —, ela sabe que, mesmo sem levantar bandeiras ou fazer parte de movimentos feministas, a sua presença no Mundial é um ato político em si. Iva tem recebido muitas mensagens de mulheres reconhecendo e parabenizando seu trabalho.

Lentamente, a mentalidade do mundo em relação às questões de gêneros está mudando, acredita Iva. Destaca o fato de a FIFA ter uma secretária-geral (a senegalesa Fatma Samoura, que ocupa o cargo desde 2016, eleita pela Forbes, neste ano, a mulher mais poderosa do esporte internacional).

— Mais e mais pessoas são capazes de aceitar ver mulheres no futebol, mesmo nas posições mais altas. Devido à popularidade mundial, o futebol é uma plataforma muito boa para promover a diversidade de todos os tipos, social, racial, sexual, e todos nós, independentemente do sexo, devemos nos esforçar para promover toda a igualdade.

Iva sonha em fazer história. Se a Croácia ganhar a Copa de 2018, a ex-tenista será a primeira mulher com chance de ter em mãos o troféu de campeão do mundo.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     https://oglobo.globo.com

São Paulo – Brasil – 06:50

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Josy Galvão