Archive for the ‘Futebol Feminino’ Category

Futebol feminino: Brasil encara Argentina na estreia de Pia; como assistir

Pia Sundhage, treinadora da seleção brasileira de futebol feminino, durante sessão de treinamento no Estádio do Pacaembu

Pia (à esq.) comandou treino na véspera, no Pacaembu (Charles Sholl/Folhapress)

 

Sob nova direção, a seleção brasileira feminina enfrenta a Argentina nesta quinta-feira, 29, a partir das 21h30 (de Brasília), no Pacaembu, em São Paulo. O clássico, válido pelo torneio amistoso Uber Internacional, marca a estreia da técnica sueca Pia Sundhage pelo Brasil, que não terá a meia Marta, cortada por lesão. O jogo será transmitido em TV aberta, pela Cultura, e fechada, pelo SporTV. 

Na véspera, a bem-humorada Pia Sundhage enalteceu suas jogadoras e fez uma promessa: falará português em breve – ela também ensinou a pronúncia de seu sobrenome, algo como “Sandhág”. “As jogadoras brasileiras são as melhores do mundo no um contra um, mas também é preciso orientação tática, especialmente para jogadoras de meio-campo, que conduzem e observam tudo”, disse a sueca.

“No momento, fico mais confortável em falar inglês, mas prometo que vou falar em português com vocês em breve. Existe uma linguagem dentro do campo de jogo, como ‘sobe, sobe’ para a marcação. Assim, vou me comunicar com as jogadoras do jeito correto. A maioria delas entende inglês e eu tenho uma comissão técnica muito preparada. Acho que vai funcionar bem”, explicou.

Matéria originalmente publicada por:  https://veja.abril.com.br

São Paulo – Brasil – 16:57

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Josy Galvão

Futebol Feminino – Pia Sunhage inicia trabalho na seleção feminina com corte da volante Thaisa

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A sueca Pia Sundhage inicia na tarde desta segunda-feira o seu trabalho em campo com a seleção brasileira feminina e já tem que encarar logo de cara um problema. Na noite de domingo, a CBF anunciou o corte da volante Thaisa, do Real Madrid, que assim desfalcará o time nacional no torneio amistoso em São Paulo, nesta semana, que marcará a estreia da treinadora, substituta de Osvaldo Alvarez, o Vadão.

Thaisa foi diagnosticada com uma lesão no músculo gastrocnêmio da perna esquerda, de grau 2. O Real Madrid, através do seu departamento médico, confirmou a lesão da atleta após exames clínicos e de imagem, realizados na Espanha, e comunicou à CBF. A comissão técnica da seleção feminina lamentou a contusão e anunciou a desconvocação.

Para a vaga de Thaisa, Pia Sundhage convocou a meio-campista Aline Milene, da Ferroviária, para a disputa dos dois jogos no Brasil. A meia se apresentou na manhã desta segunda-feira com todo o elenco em São Paulo. O primeiro treino do time será a partir das 16 horas, no CT do São Paulo, no bairro da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

A competição amistosa, toda realizada no estádio do Pacaembu, terá quatro jogos que serão disputados em rodadas duplas. O primeiro adversário do Brasil será a Argentina, nesta quinta-feira, às 21h30. Antes, às 19 horas, Costa Rica e Chile se enfrentam. Os dois vencedores passam automaticamente para a final, no domingo, às 13 horas. Em consequência, as duas equipes que perderem irão disputar o terceiro lugar, às 10h30.

Matéria originalmente publicada por:  https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 13:15

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Josy Galvão

Opinião: O futebol precisa de mais mulheres como Stéphanie Frappart

Por décadas futebol foi coisa de homem. Mas mulheres ajudam a moldar esse esporte há muito tempo, e agora, a exemplo da árbitra Stéphanie Frappart, é hora de elas passarem para a linha de frente, opina Joscha Weber.

Pulisic, do Chelsea, questiona decisão da juíza Frappart de anular gol feito por ele contra o Liverpool

A árbitra francesa Stéphanie Frappart foi a primeira mulher a apitar uma final europeia

A toda velocidade, a juíza Stéphanie Frappart se aproxima da grande área. Sua camisa amarela se move rapidamente através da respiração ofegante, após percorrer mais da metade do campo. Mas Frappart não irradia cansaço nem agitação, e sim calma. Ela acabou de anular um gol de Christian Pulisic, do Chelsea, na final da Supercopa da Europa contra o Liverpool.

Seria 2 a 0 para os atuais campeões da Liga Europa e talvez algo como uma decisão preliminar pouco antes do intervalo. Mas Frappart e suas duas assistentes, Manuela Nicolosi (França) e Michelle O’Neill (Irlanda), marcaram o impedimento de Pulisic.

Após breve confirmação do árbitro de vídeo Clément Turpin, a decisão de Frappart é mantida: não foi gol. Enquanto o americano Pulisic gesticula de forma irritada à sua frente, Frappart se mantém calma. Ela não se impressiona; irradia determinação e tem linguagem corporal confiante – a francesa domina seu trabalho. E não houve qualquer dúvida sobre isso nem antes nem depois da partida. 

Mesmo antes de se tornar a primeira mulher a apitar uma grande final de um torneio de futebol masculino, a juíza de 35 anos já era vista como uma das melhores árbitras. Já apitava jogos masculinos aos 19 anos de idade e, desde 2011, apita partidas internacionais. O destaque de sua carreira até então era a final da Copa do Mundo de Futebol Feminino em julho deste ano.

Contudo, sua vida mudou ao ser chamada para apitar a final da Supercopa da Europa, em Istambul. “Sou mais conhecida agora”, afirma Frappart, deixando claro que toda a excitação em torno desse jogo “histórico” é desnecessária: “O futebol é o mesmo, as regras são as mesmas.”

O fato de muitos torcedores se importarem com o gênero de quem apita um jogo revela muito sobre o esporte mais popular do mundo. Foi – e continua sendo – um mundo masculino. Durante décadas ir ao estádio aos sábados era coisa de homem – para alguns, parece que ainda é. E não somente no Irã ou na Arábia Saudita, mas também aqui na Europa, o berço desse esporte.

Mas as paredes da fortaleza masculina estão se desmoronando. A juíza Bibiana Steinhaus é dona do apito na Bundesliga, e Stéphanie Frappart faz o mesmo agora na Supercopa. Vozes femininas são cada vez mais ouvidas nas arquibancadas; há tempos mulheres fazem parte da comissão técnica de clubes profissionais; há várias narradoras de futebol nos bastidores e algumas comentaristas na tribuna de imprensa – mesmo que muitas delas ainda tenham que aturar comentários maliciosos.

Sem contar, é claro, com as inúmeras agentes de segurança interna, policiais, garçonetes, vendedoras de ingressos ou diretoras de TV que tornam possível a realização e a transmissão de um jogo. Há muito tempo as mulheres fazem parte do futebol, incluindo o futebol masculino – e está na hora de os homens verem isso também.

Stéphanie Frappart e sua equipe mostraram um desempenho forte e impecável num jogo apertado e competitivo – apesar da grande pressão do público. No 39º minuto do segundo tempo, Frappart apitou outro gol irregular do Chelsea, e a decisão foi tão correta quanto a marcação de um pênalti para o mesmo clube durante a prorrogação.

Esse desempenho impecável deve agora qualificar a francesa para missões ainda maiores: está na hora de uma mulher apitar jogos importantes num grande torneio masculino – e a Eurocopa 2020 é a próxima oportunidade para isso. O futebol masculino só pode se beneficiar de uma imparcialidade tão soberana e resiliente como a de Stéphanie Frappart.

E talvez o último tabu possa também ser derrubado: uma mulher como treinadora de um grande time ou equipe nacional masculina. As mulheres são capazes também desse trabalho. Por que não?

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 13:56

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Josy Galvão

Futebol Feminino – Análise: Nike desafia história em novo olhar sobre futebol

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Em 2008, durante seminário realizado pela Nike com jornalistas em sua sede, nos Estados Unidos, a marca apresentou alguns detalhes do plano que tinha para se tornar a marca líder em vendas no futebol até 2014. A meta era audaciosa, já que esse era um terreno soberano da Adidas durante décadas.

No ano da Copa do Mundo realizada no Brasil, a marca americana anunciou um recorde de US$ 2,4 bilhões em vendas com artigos de futebol. A meta havia sido cumprida pela empresa, que destronou a concorrente alemã. Mas o reinado durou pouco. A estonteante conquista da seleção da Alemanha, com direito a 7 a 1 no Brasil na semifinal, impulsionou as vendas da camisa germânica e, no final daquele mesmo ano fiscal de 2014/2015, a liderança voltou à Adidas.

O que teve de comum entre as duas marcas ao longo desse tempo foi a estratégia adotada para o crescimento. Para ser líder em vendas, é preciso ter bastante produto a se ofertar para o público. Para chegar à liderança, a Nike investiu pesado. Passou a vestir as seleções de França e Inglaterra, dois colossos de vendas. Além disso, mirou os esforços com clubes e seguiu a ser a marca com os atletas mais celebrados. 

A retomada da Adidas seguiu essa mesma estratégia. O foco, porém, foram os clubes. A marca das três listras tirou da concorrente Manchester United e Juventus. Ampliou a parceria com clubes menores pelo mundo todo. E colheu os frutos.

Agora, a Nike faz um caminho diferente. Dentro do projeto traçado em 2015 de faturar US$ 50 bilhões até 2020, a marca decidiu mudar o rumo do investimento em futebol. Já sabendo que a meta estipulada há quase cinco anos não será alcançada, a empresa migrou o investimento. No lugar de ter maior quantidade de patrocínios, passou a selecionar melhor onde investir e, agora, mira o público feminino.

A guinada na comunicação veio só em março deste ano, em meio às celebrações do Dia Internacional da Mulher. Mas a estratégia está sólida. Com um histórico de ser pioneira em alguns movimentos, a marca tenta agora mostrar que a mulher é o caminho para a retomada das vendas. O maior problema, para isso, é que a indústria do futebol feminino está definitivamente mais atrasada do que a do masculino. Por isso, o potencial de crescimento do esporte ainda está represado. 

Se, há meia década, o caminho para ser líder em vendas era ter o maior número de patrocínios no futebol, a Nike tenta agora reescrever essa história. Até hoje ninguém conseguiu fazer isso. Mas até agora o futebol feminino nunca tinha sido prioridade.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://maquinadoesporte.uol.com.br

São Paulo – Brasil – 12:51

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Josy Galvão

Futebol Feminino – Projeto veta recurso para Copa de 2026 até que os EUA tenham igualdade no futebol

Crédito: LIONEL BONAVENTURE / AFP

A luta das jogadoras da seleção norte-americana de futebol por pagamentos iguais aos dos homens chegou ao Capitólio. Nesta semana, o senador Joe Manchin, eleito pelo Estado da Virgínia Ocidental, apresentou um projeto de lei que proíbe a destinação de recursos federais para a Copa do Mundo de 2026 até que a federação americana de futebol garanta remuneração igual para os dois times: feminino e masculino. A proposta chega a Washington no auge do entusiasmo e popularidade do time feminino, após a conquista do tetracampeonato no Mundial da França.

O projeto estabelece que “nenhum fundo federal poderá ser designado para apoiar a Copa do Mundo de 2026, incluindo: apoio a uma cidade anfitriã, a um estado participante ou agência local, à Federação de Futebol dos Estados Unidos, à Confederação de Futebol da América do Norte, da América Central e do Caribe (Concacaf) ou à FIFA, até a data em que a Federação de Futebol dos Estados Unidos concordar em pagar equitativamente” os integrantes das duas seleções.

As jogadoras da seleção americana deixaram claro antes de embarcar para a França que buscavam mais do que um troféu, mas direitos iguais em campo, e que usariam a exposição no Mundial como plataforma política. Em março, no Dia Internacional da Mulher, 28 jogadoras decidiram processar a federação americana de futebol para pedir salários iguais aos dos jogadores. Elas alegam que jogaram 19 partidas a mais do que a seleção masculina em um período de três anos, gastaram mais tempo em viagens, treinos e coletivas de imprensa, mas mesmo assim recebem o equivalente a 38% da remuneração paga aos homens. A federação e as jogadoras concordaram em iniciar um processo de mediação para resolver a questão.

“O pagamento desigual entre os times de futebol masculino e feminino dos EUA é inaceitável e fico feliz que a vitória da equipe feminina esteja causando clamor público”, afirmou o senador.

Uma das justificativas comuns para a diferença no pagamento é o argumento de que os jogos femininos não são tão lucrativos e não despertam o mesmo interesse das marcas patrocinadoras. No fim de junho, enquanto ainda acontecia o Mundial da França, o jornal The Wall Street Journal informou que os jogos da seleção feminina de futebol dos EUA geraram mais receita do que os da seleção masculina – segundo análise feita com base nos dados dos relatórios financeiros da Federação de Futebol dos EUA. Os direitos de transmissão e patrocínios, no entanto, são vendidos em um pacote e, por isso, é difícil diferenciar qual dos dois times recebeu mais verba.

A audiência nas televisões do país para assistir à final do Mundial Feminino foi pouco mais de 20% maior do que a conectada para assistir à final da Copa do Mundo masculina, em 2018, entre França e Croácia. A seleção americana masculina nunca ganhou uma Copa do Mundo – no ano passado, o time sequer se classificou para a competição.

Para os americanos, o futebol está longe de ser o esporte favorito. Outros vêm na mente dos moradores dos Estados Unidos muito antes de pensarem em uma Copa do Mundo. Futebol americano, basquete, beisebol e hóquei despertam as paixões nacionais. Mas, na Copa Feminina, a seleção americana tem conseguido despertar entusiasmo entre os americanos desde 2015, com o tricampeonato. Na quarta-feira, em um desfile das jogadoras campeãs em Nova York, a igualdade salarial foi tema central – não apenas nos discursos e cartazes das jogadoras, mas também entre o público. Uma das faixas dizia “desfiles são legais, mas pagamento igual é mais legal”.

Matéria originalmente publicada por:  https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 12:20

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Josy Galvão

Futebol Feminino – FIFA é criticada por escândalo sexual envolvendo jogadoras afegãs

Enquanto celebra a Copa do Mundo feminina, FIFA dá pouca atenção a denúncias de abusos sexuais sofridos por atletas da seleção afegã. Para treinadora, federação varre o problema para baixo do tapete.

Jogadoras da seleção do Afeganistão treinam em Cabul

Jogadoras da seleção do Afeganistão treinam em Cabul

 

“Ouse brilhar” é o slogan oficial desta Copa do Mundo de Futebol Feminino. Cartazes com esse lema estão pendurados em todos os lugares: nos centros das cidades e nos estádios franceses. A frase também aparece em transmissões feitas por emissoras de televisão, enviando a mensagem para todo o mundo.

Em uma propaganda, jogadores famosos explicam o que está por trás dessa frase. Pablo Aimar, ex-jogador da seleção argentina e atualmente auxiliar técnico, diz que a frase tem a ver com livrar-se da pressão e de preconceitos.

“Você tem a oportunidade de fazer algo extraordinário e especial”, diz a ex-jogadora da seleção alemã, Celia Sasic. E a recordista brasileira Marta declara: “Isso deve lhe motivar a correr riscos na vida e a não ter medo de cometer erros.”

Enquanto as melhores do mundo brigam pelo título, as jogadoras do Afeganistão lutam por algo muito mais importante do que um troféu: para serem ouvidas, por dignidade e pela própria identidade.

As esportistas se atreveram a dizer algo que não é tolerado por sua sociedade: que elas foram e são sexualmente assediadas e violadas, abusadas físico e psicologicamente por funcionários de sua própria associação de futebol.

“Elas abdicaram de suas vidas inteiras, de tudo aquilo por que lutavam, para jogar futebol pelo seu país e deixar as pessoas orgulhosas”, afirma Kelly Lindsey, treinadora da seleção feminina do país, com lágrimas nos olhos e voz trêmula em coletiva de imprensa da AFDP Global, organização que promove a tolerância e o respeito no futebol.

“Embora as jovens tenham tido a coragem de falar a verdade, elas têm agora que se esconder. Elas já não podem mais mostrar seus rostos e são desrespeitadas. Suas famílias são ameaçadas”, acrescentou Lindsey.

Menos de oito horas depois, a apenas 20 quilômetros do centro histórico de Lyon, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) deixou rolar no estádio da cidade a segunda semifinal da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Espectadores bem-humorados de todo o mundo compravam freneticamente nas lojas oficiais da FIFA, celebravam as seleções da Holanda e da Suécia.

“Em fevereiro e março do ano passado, nós fomos a um campo de treinamento na Jordânia, e as jogadoras começaram a reclamar apenas de forma hesitante e depois com veemência, sobre dois funcionários que estavam na viagem”, afirmou a treinadora da seleção afegã em entrevista à DW.

“Eles teriam assediado as jogadoras e entrado em seus quartos. E, ainda, forçado as esportistas a entrar em seus quartos. Todas as meninas se sentiram desconfortáveis. Circularam rumores de abuso sexual”, afirmou a ex-jogadora dos EUA, que disse ter informado imediatamente à associação de futebol afegã (AFF). A reação? “Coisas assim acontecem mesmo”, teria dito a associação.

Foi também difícil ser ouvida pela FIFA. Quando elas finalmente encontraram alguém disposto a lidar com a questão, pareceu uma partida de tênis com duração de oito meses, explicou Lindsey.

“Foi de um lado para o outro. Nós tentamos responsabilizar a FIFA. Eles queriam entregar o problema à ONU, de novo à FIFA e depois de novo à ONU”, contou. 

Lindsey não teve a sensação de que algo estava realmente sendo feito. Entretanto, as meninas ficavam cada vez mais desesperadas e continuavam sendo abusadas. A treinadora disse que, de alguma forma, era necessário garantir que elas estivessem seguras.

Dare to shine (Ouse brilhar) é o slogan oficial desta Copa do Mundo de Futebol Feminino na França

“Dare to shine” (“Ouse brilhar”) é o slogan oficial desta Copa do Mundo de Futebol Feminino na França

“Nós tínhamos que tentar tirá-las do país para que pudessem falar abertamente sobre o assunto.” A sensação de não ter voz e de não ser ouvida é a pior coisa, contou a treinadora. “É assustador saber que ninguém está ouvindo você, que você tem que continuar como se nada tivesse acontecido.”

Os negócios do futebol continuaram como se nada tivesse acontecido. Os meios de comunicação também seguiram celebrando jogadoras famosas que fazem uma campanha impressionante a favor da igualdade e contra a discriminação.

Todos os canais, jornais e sites falaram sobre a jogadora americana Megan Rapinoe, que, se vencer o título da Copa do Mundo, “não quer ir à maldita Casa Branca”, como declarou a esportista de 33 anos. Já o tema abuso não se vende ao público com muita facilidade.

Um dia após o início da Copa do Mundo de Futebol Feminino, a FIFA publicou uma declaração em seu site, escondida nos menus de navegação, afirmando que a organização “considera o senhor Keramuudin Karim, ex-presidente da Federação Afegã de Futebol e ex-integrante da FIFA, culpado por usar sua posição para abusar sexualmente de várias jogadoras”.

A FIFA aplicou uma suspensão vitalícia a Karim, e ele terá que pagar uma multa. Não é feita nenhuma referência aos outros funcionários que também teriam assediado as jogadoras.

“Os outros acusados são membros da associação afegã de futebol. O governo iniciou uma investigação, e o secretário-geral foi proibido de viajar”, afirmou o príncipe Ali bin al-Hussein, da Jordânia, o fundador da AFDP Global, em entrevista à DW.

“Ao mesmo tempo, porém, o secretário-geral foi eleito representante da Federação Asiática de Futebol junto à FIFA. É bizarro que ele tenha sido aprovado na verificação de integridade da FIFA”, completou al-Hussein.

“A FIFA simplesmente varre o problema para debaixo do tapete”, disse a treinadora da seleção afegã, Lindsey. Para ela, a suspensão vitalícia de um único homem apenas aconteceu para mostrar ao mundo que fizemos alguma coisa, mas a FIFA precisa finalmente se engajar para provocar uma mudança sistemática.

“Os agressores devem ser responsabilizados, e as vítimas devem ser protegidas. [O que aconteceu até agora] não é suficiente”, concluiu Lindsey.

Ela acusa o presidente da FIFA, Gianni Infantino, de omissão. “Ele é uma vergonha e perdeu sua integridade. E, para ser honesta, ele não é o meu presidente. Ele não defende suas próprias diretrizes da FIFA em matéria de direitos humanos. Ele não deveria mais ser presidente, principalmente depois de como a FIFA lidou com esse escândalo.”

Infantino estará no estádio em Lyon neste domingo (07/07), quando as vencedoras da Copa do Mundo de Futebol Feminino serão celebradas. Ele dirá que as jogadoras tiveram a coragem de brilhar e entregará a taça para as esportistas sob chuva de confetes. Provavelmente, ele não dirá uma única palavra sobre as jogadoras nacionais afegãs que foram abusadas.

Matéria publicada antes da final da Copa do Mundo Feminina 2019.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 17:26

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Josy Galvão

Futebol Feminino – A grande estrela da Copa do Mundo de Futebol Feminino

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A americana Megan Rapinoe ficará na memória como o rosto deste Mundial – dentro e fora do campo. Com seu gol na final e o título para sua equipe, ela reforçou a luta por igualdade e valorização do futebol feminino. Os 60 mil espectadores assobiaram e vaiaram alto quando o presidente da FIFA, Gianni Infantino, entrou no estádio de Lyon para a cerimônia de premiação. As duas torcidas – dos EUA e da Holanda – exigiram em voz alta e por minutos “Equal payment” – igualdade de remuneração: uma declaração clara de que na Copa do Mundo de Futebol Feminino da França muito mais do que o título de campeãs estava em jogo.

Por isso, o roteiro para esta final não poderia ter sido mais bem escrito. A atacante americana Megan Rapinoe marcou em um pênalti o gol decisivo e redentor da final da competição contra a Holanda. Foi o seu sexto gol nesta Copa. Graças a ele, a atleta de 34 anos dividiu a artilharia do torneio com a colega de equipe Alex Morgan e a inglesa Ellen White.

Com o seu gol na final, e sobretudo com mais um título para sua equipe, Rapinoe voltou a reforçar mais uma vez suas declarações políticas: a luta contra a discriminação e a homofobia, por mais igualdade e valorização do futebol feminino.

Graças ao seu desempenho impressionante na França, ela garantirá que o futebol feminino continue sendo discutido além da final deste domingo (07/07) – graças à disputa no Twitter que travou com o presidente dos EUA, Donald Trump.

É particularmente irônico que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tenha tido que apertar três vezes a mão de Rapinoe durante a cerimônia de premiação. Primeiro, quando ela foi anunciada como a maior artilheira. Depois, quando ela foi eleita a melhor jogadora da Copa. E, finalmente, quando toda a equipe recebeu suas medalhas e a taça.

Embora a seleção holandesa mereça muito respeito, porque, como zebra, fez uma final emocionante contra as favoritas, para o desenvolvimento do futebol feminino não poderia ter havido um vencedor melhor do que os EUA e o rosto desta Copa: Megan Rapinoe.

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 14:34

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Josy Galvão

Futebol Feminino – Quem foi Cleo de Galsan, a irmã de Pagu que defendia o futebol feminino

Na década de 20, sob pseudônimo, Cleo expunha em jornais sua opinião favorável ao direito das mulheres a qualquer tipo de prática esportiva.

Mulheres jogam futebol em Paris, em 1929 Foto: ullstein bild Dtl. / ullstein bild via Getty Images

Mulheres jogam futebol em Paris, em 1929 Foto: ullstein bild Dtl. / ullstein bild via Getty Images

Anos antes de a irmã mais nova, Patricia Galvão, a Pagu, despontar como um dos símbolos do movimento modernista e entrar para a história, entre outras coisas, como a primeira presa política brasileira, Cleo de Galsan expunha sua opinião favorável ao direito das mulheres à qualquer tipo de prática esportiva, sobretudo aquela que já ganhava contornos de preferida da população.

Não há relatos de que ela tenha chutado uma bola na juventude dos seus 21 anos na região do Brás, em meados da segunda década do século XX, como fizeram contemporâneas suas no Rio e em São Paulo. Preferiu usar a escrita para fazer valer seus argumentos na imprensa diante de um sem-número de homens contrários à presença de mulheres nos gramados e quadras.

Ao ofício do magistério, uniu o de jornalista na seção esportiva do jornal A Gazeta entre os anos de 1924 e 1925. Convite do então noivo Leopoldo Santanna, com quem trabalhou na Escola Normal do Brás, e que era responsável pela editoria de esportes do diário.

Num dos poucos artigos próprios assinados com o pseudônimo (Seu primeiro nome era Conceição. Galsan é a junção de seu sobrenome — Galvão — com o de Leopoldo — Santanna), ela levanta a discussão da validade dos argumentos de médicos, jornalistas e até mesmo outros esportistas no artigo “A mulher e o esporte — O futebol feminino é o jogo recommendado à mocidade feminina”, de 14 de abril de 1924.

“Quanto ao esporte a ser praticado pela mulher — segundo o conselho de  um médico consciencioso e competente — ella pode escolher o que lhe parece melhor, de acordo com sua constituição physica, e também, logicamente, com seu gosto. A natação, aviação, athletismo, corrida rústica, futebol, entre outros, não destoam do sexo — e, uma vez praticados methodica e scientificamente, só podem contribuir para lhe fortalecer os orgams, embelezando-lhe as linhas da plástica”, escreve ela.

Em 1982, o Festival das Mulheres nas Artes, em São Paulo, terminou com um jogo de futebol no Morumbi, que chegou a ser proibido Foto: Arquivo do Museu do Futebol

Em 1982, o Festival das Mulheres nas Artes, em São Paulo, terminou com um jogo de futebol no Morumbi, que chegou a ser proibido Foto: Arquivo do Museu do Futebol

Cleo de Galsan vai além das críticas à sanha proibitiva de boa parte da sociedade (em 1941, o então presidente Getulio Vargas assinaria um decreto-lei proibindo a prática de determinados esportes por mulheres, incluindo o futebol). Foi a primeira da família Galvão a questionar em seus artigos o movimento feminista no Brasil nos anos 20. Tradutora da revista francesa Très Sportive , também incluía seus comentários na versão publicada pela Gazeta .

“Neles, ela procura deixar claro que não se sente representada pelo movimento feminista brasileiro, no qual denuncia a frivolidade e o elitismo das seguidoras. Também acredita que as mulheres devem fugir do padrão lânguido, frágil. Seus corpos devem ser fortes, constituídos a partir de uma vida esportiva ativa. Para isso, devem ser livres para praticar o esporte que quiserem”, explica a doutora em antropologia social pela Universidade Federal de Santa Catarina, Caroline Soares de Almeida, que tem se debruçado sobre os artigos de Cleo de Galsan.

“Mulheres de verdade, formidáveis adversárias do sexo considerado forte, enérgicas batalhadoras pela igualdade de direitos, que saberão cumular, a par de seus ideaes políticos, o de ser mães robustas, sadias, fortes, capazes de crear filhos que sejam homens de valor”, diz trecho de outro artigo publicado pela Gazeta .

Reportagem do GLOBO, de 1976, mostra a prática do futebol nas areias por domésticas na Zona Sul Foto: Reprodução

Reportagem do GLOBO, de 1976, mostra a prática do futebol nas areias por domésticas na Zona Sul Foto: Reprodução

Os pensamentos de Cleo, ou melhor, Conceição se refletem nos escritos e na postura de Pagu. Apesar de ser pouco citada em suas biografias, a irmã mais velha teve certa influência sobre a caçula da família de classe média que circulou pela intelectualidade da capital paulista.

Almeida ressalta que Pagu começou a escrever em jornais locais quase na mesma época que a irmã. Enquanto Cleo, nos anos 20, apontava, mais discretamente, a necessidade de um feminismo mais representativo das mulheres brasileiras, a caçula defenderia, na década seguinte, a militância feminina nas causas das trabalhadoras:

“Esse tipo de consciência reflete o contexto em que essas pessoas estão inseridas. A maioria das mulheres que fazia parte da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino pertencia a uma elite intelectual. Bertha Lutz era bióloga e concursada no Museu Nacional. Júlia Lopes de Almeida era escritora. Estavam muito interessadas na propriedade intelectual — além do direito ao voto, inserção em diferentes profissões etc. Até levantavam bandeiras mais ‘universais’, relativas à maternidade. Mas não representavam a totalidade das brasileiras. Falo isso porque não levavam em conta as realidades vividas por mulheres de outras camadas sociais. Essa é principal crítica à geração de feministas brasileiras de 1920”, diz.

As trajetórias das irmãs, no entanto, tomaram rumos diferentes. Patricia Galvão se tornou a revolucionária Pagu. Cleo passou a ser tão somente Conceição Galvão Santanna no mesmo ano em que começou a escrever para A Gazeta . No ano seguinte, deu nome à primeira filha do casal e os cuidados com a criança a afastou, aos poucos, do jornalismo. Ainda teria um segundo filho, Geraldo. Os poucos documentos disponíveis mostram que se aposentou como professora.

Matéria originalmente publicada por:  https://epoca.globo.com

São Paulo – Brasil – 14:18

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Josy Galvão

Futebol Feminino – FIFA apresenta cinco propostas para o futebol feminino, inclusive 32 seleções na Copa de 2023

Fifa apresenta cinco propostas para o futebol feminino, inclusive 32 seleções na Copa de 2023

Foto: REUTERS/Remo Casilli/File Photo

 

Gianni Infantino, presidente da FIFA, definiu a Copa do Mundo de 2019 realizada na França, como um marco para o futebol feminino. Uma empolgação que, ao que tudo indica, pode trazer algumas mudanças pontuais para o cenário da modalidade. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Lyon, o dirigente apresentou um discurso entusiasmado, sobretudo com o alcance deste Mundial.

– Antes de falar do futuro, vamos falar um pouco do presente. Essa Copa foi fenomenal, incrível, emocionante, apaixonante e fantástica. A melhor Copa Feminina de todos os tempos, a melhor da história. Temos um ”antes e o depois da Copa de 2019” no futebol feminino – disse o presidente da FIFA.

– Muitas pessoas assistiram futebol feminino pela primeira vez. O que eles viram é futebol. Temos atletas, mulheres e meninas jogando futebol com técnica e tática. Tivemos grandes jogos. Vimos alguns jogos ruins, claro, como em todos os torneios. Mas a maioria dos jogos foi fantástica. Milhares de espectadores (nos estádios), bilhões pelo mundo. Depende de nós garantir a oportunidade para fazermos algo sobre isso.

Após o discurso, Infantino se antecipou às perguntas e apresentou o que chamou de cinco propostas para o futebol feminino. Ele reiterou que as ideias estão na mesa, mas precisam ser apoiadas e votadas pelo conselho da FIFA. São elas:

  • Criação de um Mundial de Clubes Feminino o mais rápido possível
  • Criação da Liga Mundial Feminina (como a Liga das Nações na Europa)
  • Aumento do número de seleções na próxima Copa de 24 para 32
  • Dobrar as premiações na Copa do Mundo de 2023
  • Dobrar o investimento no desenvolvimento do esporte para 1 bilhão de dólares

– É nosso dever não esquecer o que construímos a partir disso. Não podemos apenas daqui a quatro anos fazer uma outra boa coletiva de imprensa. Temos que trabalhar a partir de agora, e é por isso que vou propor ao conselho da FIFA e a todas as associações a abraçar o desenvolvimento do futebol feminino – completou.

Confira as propostas detalhadas:

Mundial de Clubes Feminino

– Gostaria de propor o Mundial de Clubes Feminino começando o quanto antes. Uma Copa do Mundo de Clubes para desenvolver (o esporte) em todo o mundo. Pode ser jogada todo ano, expondo clubes do mundo todo, para elas realmente brilharem num palco mundial de clubes.

Liga Mundial Feminina

– Falei isso em 2017, há dois anos, fizemos uma proposta, conversamos com as associações. Podemos botar na mesa de novo e podemos criar um evento, a Liga Mundial Feminina, um torneio em todo o mundo, em diferentes níveis.

32 seleções na Copa do Mundo

– A terceira proposta é olhar essa Copa e ver os times que não se classificaram, crescer o número de participantes. Fizemos com o masculino, acho que temos que crescer o feminino. Temos uma Copa chegando em 2023, começamos os processos com 24 times (no planejamento), mas teremos que agir rapidamente para ter 32 times em 2023. Vamos agir com urgência para ter isso. Nada é impossível. É baseado no sucesso dessa Copa, temos que acreditar mais, como já fizemos antes.

Dobrar as premiações no Mundial

Dobrar o investimento no esporte

– A quinta é novamente investimento em futebol feminino. Já decidimos investir 500 milhões de dólares no futebol feminino. Há uma reserva (financeira) na Fifa, e parte disso será realocado para o futebol feminino. Quero propor mais 500 milhões (de investimento) em todo o mundo, em competições, temos que investir nisso.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 16:53

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Josy Galvão

Futebol Feminino – Museu do Futebol recebe debate sobre o futebol feminino

Museu do Futebol terá debate na exposição Contra-Ataque - As Mulheres do Futebol (Foto:Divulgação)

Museu do Futebol terá debate na exposição Contra-Ataque – As Mulheres do Futebol (Foto:Divulgação)
O Museu do Futebol abriu espaço para o futebol feminino. O local, que está localizado dentro do estádio do Pacaembu, em São Paulo, está exibindo a amostra ‘Contra-Ataque! – As Mulheres do Futebol’, um manifesto de igualdade em campo e que questiona como o ‘país do futebol’ ainda não valoriza as mulheres que praticam o esporte.

Para falar sobre reconhecimento e perspectivas do assunto, a mostra terá um debate com o tema ‘Chegou a vez das mulheres no futebol?’. Para debater o assunto, quatro especialistas foram convidadas.

O debate acontecerá neste sábado dia 6/7, das 10h às 11h30h, no auditório do Museu do Futebol (174 lugares + 4 cadeirantes). Não é necessário ter inscrição prévia para o evento. A entrada neste final de semana é gratuita. Após o debate será exibida a disputa do 3º lugar da Copa do Mundo, entre Inglaterra e Suécia, às 12h no auditório e também na sala Jogo de Corpo.

A exposição

Na mostra, o público vai poder conferir vídeos, fotografias, objetos dos acervos pessoais de atletas e um panorama com fatos que vão desde antes da proibição da prática do futebol pelas mulheres – que vigorou ao longo de várias décadas do século 20 – até a oitava edição da Copa do Mundo.

A ideia da exposição é lançar o olhar para o futuro da modalidade e inspirar o público a valorizar essa história, e também empoderar as meninas para a prática esportiva, transformando velhos preconceitos em ações positivas para o mundo, incentivando a prática do futebol feminino.

A mostra ficará exposta no Museu do Futebol até o dia 20 de outubro, de terça a domingo, das 9h às 17h. 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.terra.com.br

São Paulo – Brasil – 14:52

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Josy Galvão