Archive for the ‘Gastronomia’ Category

Tradicional trança de Páscoa alemã

Na Alemanha, café da manhã do domingo de Páscoa costuma incluir uma Hefezopf. Com ou sem recheio, pão doce trançado pode ser apreciado com manteiga e geleia e costuma ser decorado com ovos coloridos.

Osterzopf Hefezopf pode ser coberta de açúcar, amêndoas ou nozes

Na Alemanha, a Páscoa é um acontecimento quase tão grande quanto o Natal. Mais de um mês antes da data, os supermercados se enchem de coelhos, ovos e ovelhas de chocolate, e lojas vendem artigos de decoração com os mesmos motivos. Além da Sexta-feira Santa, há mais um dia de feriado por aqui, a Ostermontag (segunda-feira de Páscoa), o que significa que as famílias têm mais tempo de se reunir e, é claro, sentar à mesa juntas.

A Sexta-feira Santa é dia de comer peixe, assim como no Brasil. No domingo de Páscoa é comum preparar pratos com cordeiro, e muitas famílias fazem um longo café da manhã ou brunch antes de distribuir os ovos de chocolate.

Além da tradição de pintar ovos cozidos – aqui há uma tinta específica para isso – e da Osterlamm (cordeiro pascoal), um bolo em formato de cordeiro, é tradicional servir pela manhã uma Hefezopf ou Osterzopf – um pão doce em forma de trança.

A receita básica, coberta de açúcar, pode ser comida com manteiga ou geleia. Há variações com cobertura de amêndoas ou recheio de passas, chocolate, marzipã, damasco, entre outros. Por causa do fermento biológico fresco, a massa fica fofa e aerada. Ela é pincelada com ovo antes de ir ao forno, o que lhe dá um belo aspecto dourado.

A Hefezopf costuma ser preparada no dia antes da Páscoa, assim como os ovos cozidos e coloridos, que são muitas vezes usados para decorar a trança. O pão doce também é muitas vezes servido no Ano Novo. Aprenda a receita clássica:

Ingredientes

250 ml de leite

20 g de fermento biológico fresco

75 g de açúcar

1 ovo

1,5 colher (chá) de sal

500 g de farinha de trigo

75 g de manteiga

2 colheres (sopa) de açúcar cristal

Modo de preparo

Aquecer o leite até ficar morno. Despedaçar o fermento numa tigela pequena e misturar bem com um pouco do leite morno e o açúcar. Bater o ovo. Levar 3 colheres de sopa do ovo batido à geladeira num recipiente coberto.

Hefezopf
Trança pode ser recheada com passas, nozes ou frutas

Acrescentar o restante do ovo batido, o restante do leite, o sal e a farinha à mistura de fermento e bater na batedeira em velocidade baixa por cerca de 3 minutos. Aumentar a velocidade e bater por mais cinco minutos. Acrescentar a manteiga em cubos aos poucos e bater por mais cinco minutos até obter uma massa homogênea. Se desejar, acrescentar passas ou gotas de chocolate à massa.

Cobrir a tigela com a massa com um pano de prato úmido e deixar descansar em temperatura ambiente por uma hora.

Trabalhar a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada. Dividi-la em três e deixar descansar coberta por mais dez minutos.

Com os três terços de massa formar três rolos de cerca de 40 cm de comprimento cada. Trançá-los sem apertar muito. Colocar a trança sobre uma fôrma coberta com papel-manteiga, cobri-la e deixar descansar por mais 45 minutos.

Pincelar a trança com o ovo resfriado. Polvilhar com o açúcar cristal (e com lascas de amêndoas, se desejar) e assar em forno preaquecido a 200 °C por 25 minutos. Se estiver ficando dourado muito rapidamente, cobrir com papel alumínio nos últimos dez minutos.

 

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:15

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Josy Galvão

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Oito coisas para comer e beber ao visitar Hamburgo

Gastronomia da cidade portuária no norte da Alemanha é marcada por peixe. Folhado de açúcar e canela e compota de frutas vermelhas também são pedidas certas num passeio por Hamburgo.

Fischbrötchen

Fischbrötchen: típico sanduíche na versão com peixe empanado

 

Se você chegar a Hamburgo pela manhã ou no meio da tarde, aproveite para fazer um lanche e experimentar um dos itens mais típicos da gastronomia local: o franzbrötchen.  Nas padarias da cidade, o cheiro do pãozinho folhado saindo do forno, recheado de açúcar e canela, é simplesmente irresistível.

O doce lembra um croissant. Além do tradicional franzbrötchen recheado de açúcar e canela, há versões com passas, chocolate, nozes ou maçã.

Franzbrötchen

Franzbrötchen, delícia das padarias de Hamburgo

 

Para acompanhar, um café vai muito bem. E Hamburgo é um lugar especial para isso. A primeira cafeteria hamburguesa de que se tem notícia data de 1677. Mais de três séculos depois, a cidade no norte da Alemanha continua sendo a principal porta de entrada para o café no país e um local onde a qualidade dos grãos é bastante valorizada.

Vale provar um café torrado na hora na Speicherstadt, antigo complexo de armazéns de que é Patrimônio da Unesco. Num dos prédios de fachadas de tijolos, construído em 1888, fica a cafeteria Kafferösterei, onde também é possível assistir ao processo de torra dos grãos.

Saindo da Speicherstadt – onde também se pode visitar o famoso museu de miniaturas Miniatur Wunderland –, dá para dar uma olhada na fachada da impressionante Filarmônica do Elba e seguir para a área portuária, símbolo da cidade.

LabskausLabskaus: combinação de carne curada, batata, beterraba, pepino e arenque

Ali, não se pode deixar de provar um fischbrötchen, um sanduíche de peixe. O recheio do pãozinho, parecido com o nosso francês, pode ser o tradicional arenque ou camarão, peixe empanado, salmão defumado, entre outros. O lanche costuma conter cebola, picles, molho remoulade e alface. O sabor ficará ainda melhor se você der sorte de pegar um dia de sol. Uma das lanchonetes mais famosas para comer o fischbrötchen é a Brücke 10.

Ainda no tema comida de rua, Hamburgo também é um bom lugar para se pedir uma currywurst – salsicha branca com molho picante de tomate e curry, acompanhada de batatas fritas ou pão branco. Apesar de ser mais conhecida a versão que atribui a origem da iguaria a Berlim, Hamburgo também reivindica a invenção. Seja como for, vale a pena comer uma currywurst em qualquer uma das duas cidades.

Birne, Bohnen und SpeckBirne, Bohnen und Speck: cozido de pera, bacon e vagem é tradicional de Hamburgo

Se quiser provar pratos de maior sustância, um dos mais tradicionais é o labskaus. A especialidade culinária do norte da Alemanha consiste numa espécie de hambúrguer de carne bovina curada, batata e beterraba, coberto com ovo frito e geralmente acompanhado de arenque, beterraba e pepino em conserva. Parece estranho, mas não é.

Para quem torce o nariz para peixe, mais especificamente para arenque, outra opção da culinária local é birnen, bohnen und speck – pera, vagem e bacon cozidos. Eu prefiro este prato ao labskaus. Adoro a combinação de pera com comidas salgadas. Antes de provar o prato típico de Hamburgo, eu só conhecia a fruta com queijo, mas não é que fica boa com bacon também?

Rote Grütze

Rote Grütze: compota de frutas vermelhas com chantilly. Também pode ser servida com calda ou sorvete de baunilha.

Para a sobremesa, uma boa pedida é o rote grütze. A compota de frutas vermelhas é geralmente servida com calda ou sorvete de baunilha ou chantilly. Para mim, é a combinação perfeita de doce e azedo.

Para comer as comidas típicas, há uma série de restaurantes na cidade, como o Alt Hamburger Aalspeicher e o Bordersen. É claro que, como numa boa cidade alemã, também não faltam opções de cerveja em Hamburgo. A mais popular é a Astra. Vale visitar uma das cervejarias da cidade, como a Blockbräu e a Hopper Bräu.

 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 21:53

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Josy Galvão

Linzer Torte, a receita de torta mais antiga do mundo

Torta recheada de geleia e coberta de xadrez de massa tem origem na Áustria e foi mencionada pela primeira vez em livro de receitas do século 17. Apesar do preparo simples, quitute impressiona visualmente.

Linzer Torte

Origem da Linzer Torte muitas vezes é atribuída à cidade austríaca de Linz

 

Há receitas que fazem bem para o estômago e para os olhos. A Linzer Torte é uma delas. Na torta de origem austríaca, o recheio de geleia e o xadrez de tiras de massa compõem uma delicada obra de arte culinária. A receita mais antiga de que se tem conhecimento data de um livro de 1653, sendo considerada a receita de torta mais antiga do mundo.

A torta, que também é bastante popular na Alemanha, é feita de massa podre com nozes. Na Áustria, é típico usar geleia de groselha (johannisbeer), mas há uma série de versões, com geleia de framboesa ou damasco, por exemplo.

Apesar de simples de preparar, visualmente, a Linzer Torte é de impressionar. Chega a dar orgulho ao tirar a torta do forno e servi-la, e dá até pena de cortá-la em pedaços. Ela é bastante apreciada em ocasiões especiais e é comumente exibida em vitrines de confeitarias.

O nome da torta é muitas vezes ligado à cidade austríaca de Linz, onde ela teria origem. Outra versão da história diz que o quitute foi inventado por um confeiteiro vienense chamado Linzer.

Na Áustria, a massa usada na torta é chamada de Linzerteig (teig=massa), que designa a massa podre que leva nozes dentro. Ela também é usada para fazer biscoitos. Não se sabe exatamente se a Linzer Torte original levava avelãs ou amêndoas. Hoje, a maioria das receitas é feita com amêndoas.

Apesar de a receita mais antiga de que se tem conhecimento ser do século 17, há referências a uma receita visualmente semelhante à Linzer Torte já no Antigo Egito. Também nos tempos do Império Romano eram feitas tortas com ingredientes e aparência semelhantes. Hoje, além de Áustria e Alemanha, a Linzer Torte também é apreciada em países como Hungria, Suíça e Estados Unidos.

Confira a receita:

Ingredientes (fôrma de 26 cm de diâmetro)

Massa:

200 g de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento em pó

100 g de açúcar

1 colher (chá) cheia de açúcar de baunilha

1 pitada de cravo em pó

1 colher (chá) de canela em pó

1 ovo

1 clara

100 g de manteiga amolecida

100 g de amêndoas moídas

Recheio e cobertura:

100 g de geleia de sua preferência

1 colher (chá) de leite

1 gema

Modo de preparo

Misturar a farinha com o fermento. Acrescentar os demais ingredientes da massa e bater na batedeira ou com um mixer até obter uma massa homogênea. Formar uma bola com a massa, cobri-la com filme plástico e levar à geladeira por 30 minutos. Preaquecer o forno a 180°C. Untar e enfarinhar a fôrma, de fundo removível.

Abrir cerca de um terço da massa até obter um disco do tamanho da fôrma. Com um cortador de pastel, cortar o disco em tiras de cerca de 2 cm de largura. Abrir o restante da massa sobre o fundo da fôrma e encaixar a borda da fôrma no fundo.

Passar a geleia sobre a massa, deixando cerca de 1 cm sem geleia nas bordas. Dispor as tiras de massa sobre a geleia, formando um xadrez. Bater o leite com a gema e passar sobre as tiras de massa com um pincel de cozinha. Assar a 180°C por cerca de 30 minutos.

Remover a borda da fôrma e deixar a torta esfriar antes de servir.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 13:31

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Josy Galvão

Zimtsterne, estrelas de canela para o Natal

Biscoitos à base de amêndoas e canela estão entre os mais típicos no período natalino na Alemanha. Pesquisa coloca zimtsterne entre os dez quitutes natalinos mais apreciados no país.

Zimsterne

Zimtsterne têm massa leve e delicada

 

É difícil pensar em Natal na Alemanha sem zimtsterne, biscoitinhos de amêndoas e canela. Eles fazem tão parte das comemorações natalinas quanto o pinheiro decorado e os presentes. De acordo com uma pesquisa, o doce está entre um dos dez quitutes de Natal favorito dos alemães, ao lado de outros clássicos, como spekulatius e lebkuchen.

As estrelas de canela são originárias da região da Suábia, no sudoeste da Alemanha. Apesar de levar poucos ingredientes – claras em neve, açúcar, amêndoas moídas e canela –, o difícil da receita é acertar a consistência da massa, que geralmente não inclui farinha.

Mas há algumas dicas para facilitar: para que a massa não fique grudenta, não use ovos grandes demais. Se mesmo assim a massa ainda estiver muito líquida, acrescente mais um pouco de amêndoas moídas.

Vale a pena se arriscar na receita. Adoro a consistência leve e delicada da massa e a combinação do sabor da canela com as amêndoas. Lembra um pouco a consistência dos macarons franceses.

Na Alemanha, também é possível encontrar as zimsterne industrializadas, vendidas em supermercados, ou em versões mais artesanais nos mercados de Natal. Mas, para muitos, a versão caseira é a melhor.

Confira a receita:

Ingredientes (para cerca de 50 biscoitos)

250 g de açúcar de confeiteiro e mais um pouco para a superfície de trabalho

3 claras

Sal

2 colheres (chá) rasas de canela

350 g de amêndoas moídas

Papel-manteiga

Forminha em formato de estrela

Um pouco de farinha de trigo (para trabalhar com as forminhas)

Modo de preparo

Peneirar o açúcar de confeiteiro. Bater as três claras em neve, com uma pitada de sal. Acrescentar o açúcar de confeiteiro às claras em neve aos poucos. Separar oito colheres de sopa da mistura para pincelar sobre as bolachas depois. Ao restante da mistura, acrescentar a canela e as amêndoas. Levar à geladeira por meia hora.

Abrir a massa, em porções menores, sobre uma superfície polvilhada com açúcar de confeiteiro ou coberta de filme plástico até ficar com 0,5 centímetro de espessura. Para que a massa não grude no rolo, você pode encapá-lo com filme plástico.

Com uma forminha em formato de estrela, passada na farinha, cortar estrelas na massa. Sempre retrabalhar as rebarbas da massa e abri-la novamente. Para a massa não grudar na forminha, passá-la pela farinha de tempos em tempos. Preaquecer o forno a 150 °C. Dispor as estrelas sobre uma forma coberta de papel-manteiga.

Com um pincel de cozinha ou uma faca de ponta arredondada, cobrir as estrelas com a clara em neve com açúcar. Assar os biscoitos (uma forma no forno por vez) por cerca de 15 minutos. Retirar os biscoitos do forno assim que a parte de baixo ficar levemente amarronzada. Eles endurecem mais quando esfriam. 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 23:27

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Josy Galvão

Pfeffernüsse, clássico de Natal na Alemanha

Biscoitos têm especiarias como marca registrada, assim como muitos quitutes natalinos alemães. Doces são cobertos de glacê e, muitas vezes, levam amêndoas moídas e casca de limão ou laranja.

Pfeffernüsse

Apesar do nome, pfeffernüsse não costumam levar pimenta

 

Acho que uma das coisas que mais associo ao Natal na Alemanha é o aroma de especiarias. No popular glühwein (vinho quente) e nos doces de Natal, ingredientes como cravo e canela são marca registrada. Um desses quitutes são os biscoitos pfeffernüsse.

Apesar do nome (pfeffer=pimenta e nuss=noz), as receitas atuais não costumam levar pimenta. Não se sabe ao certo se antigamente o doce era sempre preparado com uma pitada de pimenta-do-reino. Talvez o nome se deva ao sabor aparentemente apimentado devido às demais especiarias contidas na massa, e, na Idade Média, temperos exóticos eram chamados genericamente de pfeffer. Já o nome nuss se deve ao formato do biscoito.

A massa contém sempre cravo e canela, e os demais ingredientes variam de região para região. Algumas receitas levam cardamomo, outras, noz-moscada e gengibre.

No norte da Alemanha, a massa é semelhante à do lebkuchen. No sul, costuma levar amêndoas e casca de limão ou laranja. Uma das principais características do pfeffernuss é o glacê branco que o cobre.

A origem dos pfeffernüsse é incerta. Eles também são populares na Dinamarca e na Holanda, onde são chamados de pebernødder e pepernoten, respectivamente.

Hoje há versões industrializadas do doce, que pode ser facilmente encontrado em supermercados da Alemanha na época de Natal – e até bem antes dela. Mas para muitos alemães, a receita favorita de pfeffernüsse é aquela de família, passada de geração para geração.

Ingredientes (para cerca de 50 unidades)

250 g de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento em pó

150 g de açúcar mascavo

1 pitada de sal

1 pitada de cardamomo em pó

1 pitada de cravo em pó

1 colher (chá) de canela em pó

1 ovo

3 colheres (sopa) de leite

100 g de manteiga

50 g de amêndoas moídas

1 colher (chá) de raspas de limão

250 g de açúcar de confeiteiro

3 colheres (sopa) de suco de limão

Farinha para a superfície de trabalho

Modo de preparo

Numa tigela, misturar a farinha com o fermento. Acrescentar o açúcar mascavo, o sal, o cardamomo, o cravo, a canela, o ovo e o leite. Cortar a manteiga em pedaços e acrescentar à mistura junto com as amêndoas e as raspas de limão. Bater na batedeira. Sobre uma superfície enfarinhada, formar uma massa homogênea com as mãos e levar à geladeira por uma hora.

Preaquecer o forno a 180 °C. Abrir a massa até ficar com cerca de 2 centímetros de espessura. Cortar na massa círculos de cerca 3 centímetros de diâmetro (pode ser com um copo de shot) e dispô-los sobre uma fôrma coberta com papel-manteiga. Assar por mais ou menos 15 minutos. Deixar esfriar.

Para o glacê, misturar o açúcar de confeiteiro peneirado com o suco de limão até obter uma calda densa. Cobrir os pfeffernüsse com o glacê.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 19:42

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Josy Galvão

Leipziger Allerlei, legumes à moda alemã

Originária de Leipzig, no leste da Alemanha, receita básica leva cenoura, ervilha e aspargo e pode incluir ingredientes como couve-flor, cogumelos e lagostins. Prato teria surgido durante Guerras Napoleônicas.

Leipziger Allerlei Originalmente, Leipziger Allerlei levava cogumelos e lagostins, mas hoje há uma série de variações da receita

Os ingredientes básicos do Leipziger Allerlei são ervilha, cenoura e aspargo. A mistura de legumes cozidos proveniente da cidade de Leipzig, no leste da Alemanha, é tão popular no país que é até vendida enlatada. Mas a versão tradicional é mais refinada, servida com molho branco e, muitas vezes, lagostins.

Diz a lenda que o Leipziger Allerlei (mistura de Leipzig, literalmente) foi criado há mais de dois séculos, nos tempos das Guerras Napoleônicas (1803-1815), para proteger a então rica Leipzig de pedintes e cobradores de impostos.

Um funcionário da prefeitura teria recomendado: “Escondamos o bacon e coloquemos somente legumes sobre a mesa, aos domingos talvez um pedaço de salsicha ou um pequeno lagostim. E quem vier e quiser alguma coisa receberá, em vez de carne, uma tigelinha de caldo de legumes, e todos os pedintes e cobradores de impostos seguirão para as cidades de Halle ou Dresden.”

Outras versões sobre a origem da receita dizem que ela surgiu bem antes das Guerras Napoleônicas e por muito tempo era considerada comida de pobre. A primeira menção escrita ao Leipziger Allerlei foi feita num livro de receitas de 1745.

Dizem que até o início do século 20, lagostins eram comuns em cursos de água de Leipzig, mas que hoje não se encontram mais na cidade. Mas nada impede de “importá-los” e servi-los junto aos legumes, seguindo a tradição.

Hoje há uma série de variações da receita básica. Algumas são vegetarianas, substituem os lagostins por salsicha e o molho branco por outro tipo de molho. Além de cenoura, ervilha e aspargo, há versões com couve-flor, brócolis, vagens, cogumelos do gênero Morchella (Morcheln, em alemão) ou couve-rábano (kohlrabi, da família do nabo). Nos tempos da Alemanha Oriental, os aspargos eram escassos no Leste alemão e, por isso, acabavam ficando de fora da mistura.

Puristas afirmam que o verdadeiro Leipziger Allerlei deve ser feito apenas com legumes frescos, que devem ser fervidos separadamente e salpicados com salsinha antes de servir. Mas, numa breve pesquisa, encontrei diferentes instruções sobre o cozimento dos legumes.

Quando leva carne, o Leipziger Allerlei pode ser uma entrada, mas hoje o prato é frequentemente servido como acompanhamento para carne e batatas. Para mim, se trata de algo suave e colorido, com o delicioso toque de salsinha e do molho que leva creme de leite e vinho branco.

Segue uma receita vegetariana e com ingredientes disponíveis no Brasil. Substituí os cogumelos por champignons. Como no Brasil é difícil encontrar aspargos frescos, você pode usá-los em conserva. Confira:

Ingredientes (para 4 pessoas)

200 g de cenouras

½ couve-flor (250 g)

200 g de aspargos frescos ou em conserva

200 g de vagem

300 g de ervilhas congeladas

12 champignons frescos

80 g de manteiga

Sal

Pimenta-do-reino

1 pitada de açúcar

100 ml de vinho branco

150 g de creme de leite fresco

1/2 colher (chá) de noz-moscada ralada

1 maço de salsinha

Modo de preparo

Descascar e picar as cenouras. Lavar a couve-flor e quebrá-la em pedaços menores. Se usar aspargos frescos, descascá-los e cortá-los em pedaços. Se usar os em conserva, escorrê-los e cortá-los em pedaços. Lavar as vagens. Deixar as ervilhas de molho.

Lavar e picar em quatro os cogumelos. Derreter uma colher de chá de manteiga numa frigideira e refogar os cogumelos por 5 minutos, com um pouco de sal.

Ferver água numa panela grande. Acrescentar sal, açúcar e 1 colher de chá de manteiga. Se usar aspargos frescos, cozinhá-los por 12 minutos. Se usar os aspargos em conserva, deixar para acrescentá-los somente ao final da receita.

Depois de 3 minutos, acrescentar à panela com água fervente a couve-flor, as cenouras e a vagem (cozinhá-las por mais 9 minutos). Depois de 9 minutos, acrescentar as ervilhas (cozinha-las por mais 3 minutos). Acrescentar os cogumelos no último minuto. Por fim, escorrer os legumes e guardar o caldo.

Ferver 125 ml do caldo com o vinho branco. Acrescentar o creme de leite e cozinhar rapidamente, sem deixar ferver. Temperar o molho com sal, açúcar, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Dispor os legumes cozidos e os cogumelos sobre um prato e regá-los com o molho. Lavar, secar e picar a salsinha e salpicar sobre os legumes antes de servir.

 

 

Matéria originalmente publicada por:      http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 22:57

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Josy Galvão

Assim foi a Oktoberfest 2017

Mais de seis milhões de pessoas participaram da tradicional festa da cerveja em Munique, que se encerrou no feriado da Reunificação. Em pouco mais de duas semanas, foram consumidos sete milhões de litros de cerveja.

O prefeito de Munique abre o primeiro barril

Prefeito abre o primeiro barril

Como já é tradição, o primeiro barril foi aberto pelo prefeito de Munique, Dieter Reiter, no sábado, dia 16 de setembro. Normalmente a festa dura duas semanas, mas este ano foi estendida até o feriado da Unidade Alemã, em 3 de outubro.

Típico bávaro abana no desfile em Munique

Desfile tradicional

Mais da metade dos visitantes da Oktoberfest são os próprios moradores de Munique. Não surpreende, portanto, que compareçam com a roupa típica.

O canecão Oktoberfest 2017 com capa

Acessório para o caneco

Uma das novidades da tradicional festa foi uma capa para manter a cerveja gelada. O caneco de um litro, chamado “Mass”, custou de 10,60 a 10,95 euros.

Garçonete da Oktoberfest carregando cerveja

Milhões de litros de cerveja

O preço não espantou os visitantes, que consumiram 7,5 milhões de litros da bebida, 127 bois e 59 novilhos assados.

Uma das tendas lotadas em Munique

Tendas lotadas

Cada cervejaria tem sua tenda no parque da Oktoberfest. E, já antes de abrirem, há filas diante de algumas. Pessoas de 65 países vieram à festa, principalmente dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Suíça.

Uma das modas da Oktoberfest foram os calçados brancos com roupa típica

Tênis brancos

Tanto os moradores de Munique como muitos visitantes costumam vir com as roupas típicas da Baviera: o “dirndl” para as garotas” e a calça de couro para os rapazes – se bem que muitas moças também usam a calça de couro. A moda este ano foi usar tênis brancos.

 Foto noturna do parque da Oktoberfest

Não só cerveja

O festival da cerveja de Munique, ou “Wiesn”, como é conhecido entre os bávaros, tem também um enorme parque de diversões, instalado no parque Theresienwiese.

Patrizia Dinkel, de 21 anos, foi a playmate da Oktoberfest 2017. A miss de outubro da revista Playboy nasceu em Lichtenfels, na Alemanha, mas mora em Munique.

Teve até playmate

Patrizia Dinkel, de 21 anos, é a playmate da Oktoberfest.

Jogadores do Bayern na Oktoberfest 2017

Jogadores

Numa festa tradicional como a Oktoberfest de Munique não poderia faltar o tradicional clube da capital bávara, o Bayern de Munique. Na foto, os jogadores James Rodriguez, Rafinha, Kingsley Coman, Franck Ribery, Corentin Tolisso e David Alaba.

Oktoberfest em Qingdao, na China

Cópias pelo mundo

Em várias cidades do mundo há “cópias” deste festival da cerveja, seja no Brasil, nos Estados Unidos ou mesmo na China, como em Qingdao (foto).

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 00:08

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Josy Galvão