Archive for the ‘Gastronomia’ Category

Linzer Torte, a receita de torta mais antiga do mundo

Torta recheada de geleia e coberta de xadrez de massa tem origem na Áustria e foi mencionada pela primeira vez em livro de receitas do século 17. Apesar do preparo simples, quitute impressiona visualmente.

Linzer Torte

Origem da Linzer Torte muitas vezes é atribuída à cidade austríaca de Linz

 

Há receitas que fazem bem para o estômago e para os olhos. A Linzer Torte é uma delas. Na torta de origem austríaca, o recheio de geleia e o xadrez de tiras de massa compõem uma delicada obra de arte culinária. A receita mais antiga de que se tem conhecimento data de um livro de 1653, sendo considerada a receita de torta mais antiga do mundo.

A torta, que também é bastante popular na Alemanha, é feita de massa podre com nozes. Na Áustria, é típico usar geleia de groselha (johannisbeer), mas há uma série de versões, com geleia de framboesa ou damasco, por exemplo.

Apesar de simples de preparar, visualmente, a Linzer Torte é de impressionar. Chega a dar orgulho ao tirar a torta do forno e servi-la, e dá até pena de cortá-la em pedaços. Ela é bastante apreciada em ocasiões especiais e é comumente exibida em vitrines de confeitarias.

O nome da torta é muitas vezes ligado à cidade austríaca de Linz, onde ela teria origem. Outra versão da história diz que o quitute foi inventado por um confeiteiro vienense chamado Linzer.

Na Áustria, a massa usada na torta é chamada de Linzerteig (teig=massa), que designa a massa podre que leva nozes dentro. Ela também é usada para fazer biscoitos. Não se sabe exatamente se a Linzer Torte original levava avelãs ou amêndoas. Hoje, a maioria das receitas é feita com amêndoas.

Apesar de a receita mais antiga de que se tem conhecimento ser do século 17, há referências a uma receita visualmente semelhante à Linzer Torte já no Antigo Egito. Também nos tempos do Império Romano eram feitas tortas com ingredientes e aparência semelhantes. Hoje, além de Áustria e Alemanha, a Linzer Torte também é apreciada em países como Hungria, Suíça e Estados Unidos.

Confira a receita:

Ingredientes (fôrma de 26 cm de diâmetro)

Massa:

200 g de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento em pó

100 g de açúcar

1 colher (chá) cheia de açúcar de baunilha

1 pitada de cravo em pó

1 colher (chá) de canela em pó

1 ovo

1 clara

100 g de manteiga amolecida

100 g de amêndoas moídas

Recheio e cobertura:

100 g de geleia de sua preferência

1 colher (chá) de leite

1 gema

Modo de preparo

Misturar a farinha com o fermento. Acrescentar os demais ingredientes da massa e bater na batedeira ou com um mixer até obter uma massa homogênea. Formar uma bola com a massa, cobri-la com filme plástico e levar à geladeira por 30 minutos. Preaquecer o forno a 180°C. Untar e enfarinhar a fôrma, de fundo removível.

Abrir cerca de um terço da massa até obter um disco do tamanho da fôrma. Com um cortador de pastel, cortar o disco em tiras de cerca de 2 cm de largura. Abrir o restante da massa sobre o fundo da fôrma e encaixar a borda da fôrma no fundo.

Passar a geleia sobre a massa, deixando cerca de 1 cm sem geleia nas bordas. Dispor as tiras de massa sobre a geleia, formando um xadrez. Bater o leite com a gema e passar sobre as tiras de massa com um pincel de cozinha. Assar a 180°C por cerca de 30 minutos.

Remover a borda da fôrma e deixar a torta esfriar antes de servir.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 13:31

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão

Anúncios

Zimtsterne, estrelas de canela para o Natal

Biscoitos à base de amêndoas e canela estão entre os mais típicos no período natalino na Alemanha. Pesquisa coloca zimtsterne entre os dez quitutes natalinos mais apreciados no país.

Zimsterne

Zimtsterne têm massa leve e delicada

 

É difícil pensar em Natal na Alemanha sem zimtsterne, biscoitinhos de amêndoas e canela. Eles fazem tão parte das comemorações natalinas quanto o pinheiro decorado e os presentes. De acordo com uma pesquisa, o doce está entre um dos dez quitutes de Natal favorito dos alemães, ao lado de outros clássicos, como spekulatius e lebkuchen.

As estrelas de canela são originárias da região da Suábia, no sudoeste da Alemanha. Apesar de levar poucos ingredientes – claras em neve, açúcar, amêndoas moídas e canela –, o difícil da receita é acertar a consistência da massa, que geralmente não inclui farinha.

Mas há algumas dicas para facilitar: para que a massa não fique grudenta, não use ovos grandes demais. Se mesmo assim a massa ainda estiver muito líquida, acrescente mais um pouco de amêndoas moídas.

Vale a pena se arriscar na receita. Adoro a consistência leve e delicada da massa e a combinação do sabor da canela com as amêndoas. Lembra um pouco a consistência dos macarons franceses.

Na Alemanha, também é possível encontrar as zimsterne industrializadas, vendidas em supermercados, ou em versões mais artesanais nos mercados de Natal. Mas, para muitos, a versão caseira é a melhor.

Confira a receita:

Ingredientes (para cerca de 50 biscoitos)

250 g de açúcar de confeiteiro e mais um pouco para a superfície de trabalho

3 claras

Sal

2 colheres (chá) rasas de canela

350 g de amêndoas moídas

Papel-manteiga

Forminha em formato de estrela

Um pouco de farinha de trigo (para trabalhar com as forminhas)

Modo de preparo

Peneirar o açúcar de confeiteiro. Bater as três claras em neve, com uma pitada de sal. Acrescentar o açúcar de confeiteiro às claras em neve aos poucos. Separar oito colheres de sopa da mistura para pincelar sobre as bolachas depois. Ao restante da mistura, acrescentar a canela e as amêndoas. Levar à geladeira por meia hora.

Abrir a massa, em porções menores, sobre uma superfície polvilhada com açúcar de confeiteiro ou coberta de filme plástico até ficar com 0,5 centímetro de espessura. Para que a massa não grude no rolo, você pode encapá-lo com filme plástico.

Com uma forminha em formato de estrela, passada na farinha, cortar estrelas na massa. Sempre retrabalhar as rebarbas da massa e abri-la novamente. Para a massa não grudar na forminha, passá-la pela farinha de tempos em tempos. Preaquecer o forno a 150 °C. Dispor as estrelas sobre uma forma coberta de papel-manteiga.

Com um pincel de cozinha ou uma faca de ponta arredondada, cobrir as estrelas com a clara em neve com açúcar. Assar os biscoitos (uma forma no forno por vez) por cerca de 15 minutos. Retirar os biscoitos do forno assim que a parte de baixo ficar levemente amarronzada. Eles endurecem mais quando esfriam. 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 23:27

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão

Pfeffernüsse, clássico de Natal na Alemanha

Biscoitos têm especiarias como marca registrada, assim como muitos quitutes natalinos alemães. Doces são cobertos de glacê e, muitas vezes, levam amêndoas moídas e casca de limão ou laranja.

Pfeffernüsse

Apesar do nome, pfeffernüsse não costumam levar pimenta

 

Acho que uma das coisas que mais associo ao Natal na Alemanha é o aroma de especiarias. No popular glühwein (vinho quente) e nos doces de Natal, ingredientes como cravo e canela são marca registrada. Um desses quitutes são os biscoitos pfeffernüsse.

Apesar do nome (pfeffer=pimenta e nuss=noz), as receitas atuais não costumam levar pimenta. Não se sabe ao certo se antigamente o doce era sempre preparado com uma pitada de pimenta-do-reino. Talvez o nome se deva ao sabor aparentemente apimentado devido às demais especiarias contidas na massa, e, na Idade Média, temperos exóticos eram chamados genericamente de pfeffer. Já o nome nuss se deve ao formato do biscoito.

A massa contém sempre cravo e canela, e os demais ingredientes variam de região para região. Algumas receitas levam cardamomo, outras, noz-moscada e gengibre.

No norte da Alemanha, a massa é semelhante à do lebkuchen. No sul, costuma levar amêndoas e casca de limão ou laranja. Uma das principais características do pfeffernuss é o glacê branco que o cobre.

A origem dos pfeffernüsse é incerta. Eles também são populares na Dinamarca e na Holanda, onde são chamados de pebernødder e pepernoten, respectivamente.

Hoje há versões industrializadas do doce, que pode ser facilmente encontrado em supermercados da Alemanha na época de Natal – e até bem antes dela. Mas para muitos alemães, a receita favorita de pfeffernüsse é aquela de família, passada de geração para geração.

Ingredientes (para cerca de 50 unidades)

250 g de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento em pó

150 g de açúcar mascavo

1 pitada de sal

1 pitada de cardamomo em pó

1 pitada de cravo em pó

1 colher (chá) de canela em pó

1 ovo

3 colheres (sopa) de leite

100 g de manteiga

50 g de amêndoas moídas

1 colher (chá) de raspas de limão

250 g de açúcar de confeiteiro

3 colheres (sopa) de suco de limão

Farinha para a superfície de trabalho

Modo de preparo

Numa tigela, misturar a farinha com o fermento. Acrescentar o açúcar mascavo, o sal, o cardamomo, o cravo, a canela, o ovo e o leite. Cortar a manteiga em pedaços e acrescentar à mistura junto com as amêndoas e as raspas de limão. Bater na batedeira. Sobre uma superfície enfarinhada, formar uma massa homogênea com as mãos e levar à geladeira por uma hora.

Preaquecer o forno a 180 °C. Abrir a massa até ficar com cerca de 2 centímetros de espessura. Cortar na massa círculos de cerca 3 centímetros de diâmetro (pode ser com um copo de shot) e dispô-los sobre uma fôrma coberta com papel-manteiga. Assar por mais ou menos 15 minutos. Deixar esfriar.

Para o glacê, misturar o açúcar de confeiteiro peneirado com o suco de limão até obter uma calda densa. Cobrir os pfeffernüsse com o glacê.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 19:42

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão

Leipziger Allerlei, legumes à moda alemã

Originária de Leipzig, no leste da Alemanha, receita básica leva cenoura, ervilha e aspargo e pode incluir ingredientes como couve-flor, cogumelos e lagostins. Prato teria surgido durante Guerras Napoleônicas.

Leipziger Allerlei Originalmente, Leipziger Allerlei levava cogumelos e lagostins, mas hoje há uma série de variações da receita

Os ingredientes básicos do Leipziger Allerlei são ervilha, cenoura e aspargo. A mistura de legumes cozidos proveniente da cidade de Leipzig, no leste da Alemanha, é tão popular no país que é até vendida enlatada. Mas a versão tradicional é mais refinada, servida com molho branco e, muitas vezes, lagostins.

Diz a lenda que o Leipziger Allerlei (mistura de Leipzig, literalmente) foi criado há mais de dois séculos, nos tempos das Guerras Napoleônicas (1803-1815), para proteger a então rica Leipzig de pedintes e cobradores de impostos.

Um funcionário da prefeitura teria recomendado: “Escondamos o bacon e coloquemos somente legumes sobre a mesa, aos domingos talvez um pedaço de salsicha ou um pequeno lagostim. E quem vier e quiser alguma coisa receberá, em vez de carne, uma tigelinha de caldo de legumes, e todos os pedintes e cobradores de impostos seguirão para as cidades de Halle ou Dresden.”

Outras versões sobre a origem da receita dizem que ela surgiu bem antes das Guerras Napoleônicas e por muito tempo era considerada comida de pobre. A primeira menção escrita ao Leipziger Allerlei foi feita num livro de receitas de 1745.

Dizem que até o início do século 20, lagostins eram comuns em cursos de água de Leipzig, mas que hoje não se encontram mais na cidade. Mas nada impede de “importá-los” e servi-los junto aos legumes, seguindo a tradição.

Hoje há uma série de variações da receita básica. Algumas são vegetarianas, substituem os lagostins por salsicha e o molho branco por outro tipo de molho. Além de cenoura, ervilha e aspargo, há versões com couve-flor, brócolis, vagens, cogumelos do gênero Morchella (Morcheln, em alemão) ou couve-rábano (kohlrabi, da família do nabo). Nos tempos da Alemanha Oriental, os aspargos eram escassos no Leste alemão e, por isso, acabavam ficando de fora da mistura.

Puristas afirmam que o verdadeiro Leipziger Allerlei deve ser feito apenas com legumes frescos, que devem ser fervidos separadamente e salpicados com salsinha antes de servir. Mas, numa breve pesquisa, encontrei diferentes instruções sobre o cozimento dos legumes.

Quando leva carne, o Leipziger Allerlei pode ser uma entrada, mas hoje o prato é frequentemente servido como acompanhamento para carne e batatas. Para mim, se trata de algo suave e colorido, com o delicioso toque de salsinha e do molho que leva creme de leite e vinho branco.

Segue uma receita vegetariana e com ingredientes disponíveis no Brasil. Substituí os cogumelos por champignons. Como no Brasil é difícil encontrar aspargos frescos, você pode usá-los em conserva. Confira:

Ingredientes (para 4 pessoas)

200 g de cenouras

½ couve-flor (250 g)

200 g de aspargos frescos ou em conserva

200 g de vagem

300 g de ervilhas congeladas

12 champignons frescos

80 g de manteiga

Sal

Pimenta-do-reino

1 pitada de açúcar

100 ml de vinho branco

150 g de creme de leite fresco

1/2 colher (chá) de noz-moscada ralada

1 maço de salsinha

Modo de preparo

Descascar e picar as cenouras. Lavar a couve-flor e quebrá-la em pedaços menores. Se usar aspargos frescos, descascá-los e cortá-los em pedaços. Se usar os em conserva, escorrê-los e cortá-los em pedaços. Lavar as vagens. Deixar as ervilhas de molho.

Lavar e picar em quatro os cogumelos. Derreter uma colher de chá de manteiga numa frigideira e refogar os cogumelos por 5 minutos, com um pouco de sal.

Ferver água numa panela grande. Acrescentar sal, açúcar e 1 colher de chá de manteiga. Se usar aspargos frescos, cozinhá-los por 12 minutos. Se usar os aspargos em conserva, deixar para acrescentá-los somente ao final da receita.

Depois de 3 minutos, acrescentar à panela com água fervente a couve-flor, as cenouras e a vagem (cozinhá-las por mais 9 minutos). Depois de 9 minutos, acrescentar as ervilhas (cozinha-las por mais 3 minutos). Acrescentar os cogumelos no último minuto. Por fim, escorrer os legumes e guardar o caldo.

Ferver 125 ml do caldo com o vinho branco. Acrescentar o creme de leite e cozinhar rapidamente, sem deixar ferver. Temperar o molho com sal, açúcar, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Dispor os legumes cozidos e os cogumelos sobre um prato e regá-los com o molho. Lavar, secar e picar a salsinha e salpicar sobre os legumes antes de servir.

 

 

Matéria originalmente publicada por:      http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 22:57

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão

Assim foi a Oktoberfest 2017

Mais de seis milhões de pessoas participaram da tradicional festa da cerveja em Munique, que se encerrou no feriado da Reunificação. Em pouco mais de duas semanas, foram consumidos sete milhões de litros de cerveja.

O prefeito de Munique abre o primeiro barril

Prefeito abre o primeiro barril

Como já é tradição, o primeiro barril foi aberto pelo prefeito de Munique, Dieter Reiter, no sábado, dia 16 de setembro. Normalmente a festa dura duas semanas, mas este ano foi estendida até o feriado da Unidade Alemã, em 3 de outubro.

Típico bávaro abana no desfile em Munique

Desfile tradicional

Mais da metade dos visitantes da Oktoberfest são os próprios moradores de Munique. Não surpreende, portanto, que compareçam com a roupa típica.

O canecão Oktoberfest 2017 com capa

Acessório para o caneco

Uma das novidades da tradicional festa foi uma capa para manter a cerveja gelada. O caneco de um litro, chamado “Mass”, custou de 10,60 a 10,95 euros.

Garçonete da Oktoberfest carregando cerveja

Milhões de litros de cerveja

O preço não espantou os visitantes, que consumiram 7,5 milhões de litros da bebida, 127 bois e 59 novilhos assados.

Uma das tendas lotadas em Munique

Tendas lotadas

Cada cervejaria tem sua tenda no parque da Oktoberfest. E, já antes de abrirem, há filas diante de algumas. Pessoas de 65 países vieram à festa, principalmente dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Suíça.

Uma das modas da Oktoberfest foram os calçados brancos com roupa típica

Tênis brancos

Tanto os moradores de Munique como muitos visitantes costumam vir com as roupas típicas da Baviera: o “dirndl” para as garotas” e a calça de couro para os rapazes – se bem que muitas moças também usam a calça de couro. A moda este ano foi usar tênis brancos.

 Foto noturna do parque da Oktoberfest

Não só cerveja

O festival da cerveja de Munique, ou “Wiesn”, como é conhecido entre os bávaros, tem também um enorme parque de diversões, instalado no parque Theresienwiese.

Patrizia Dinkel, de 21 anos, foi a playmate da Oktoberfest 2017. A miss de outubro da revista Playboy nasceu em Lichtenfels, na Alemanha, mas mora em Munique.

Teve até playmate

Patrizia Dinkel, de 21 anos, é a playmate da Oktoberfest.

Jogadores do Bayern na Oktoberfest 2017

Jogadores

Numa festa tradicional como a Oktoberfest de Munique não poderia faltar o tradicional clube da capital bávara, o Bayern de Munique. Na foto, os jogadores James Rodriguez, Rafinha, Kingsley Coman, Franck Ribery, Corentin Tolisso e David Alaba.

Oktoberfest em Qingdao, na China

Cópias pelo mundo

Em várias cidades do mundo há “cópias” deste festival da cerveja, seja no Brasil, nos Estados Unidos ou mesmo na China, como em Qingdao (foto).

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 00:08

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão

Wiener schnitzel, o bife à milanesa austríaco

Origem do escalope de vitela empanado, que deve ser crocante por fora e suculento por dentro, é rodeada por lendas. Uma das mais famosas envolve um comandante do Exército, um cozinheiro imperial e uma estadia na Itália.

Wiener Schnitzel

O escalope fino e largo, frito após ser empanado com ovo e migalhas de pão e geralmente servido com uma rodela de limão siciliano, é símbolo da culinária austríaca. Hoje o wiener schnitzel, ou wienerschnitzel, também é extremamente popular aqui na Alemanha – onde costuma ser preparado com carne de porco, e não de vitela, como na versão vienense. No entanto, diz a lenda que a origem do prato não está em nenhum dos dois países.

Como se não bastasse ter a pasta, o risotto e a pizza em seu repertório gastronômico, a Itália pode ser a responsável por mais esse clássico. Uma das muitas versões sobre o surgimento do wiener schnitzel diz que um comandante do Exército austríaco levou a receita para o país natal em 1857.

Ao passar um período na Itália, o comandante Feldmarschall Redetzky teria se encantado tanto com a cotolleta alla milanese (costeleta de Milão) – a qual, por sua vez, teria surgido entres os séculos 14 e 16 – que informou o imperador austríaco sobre o prato. Ao retornar para Viena, ele teria sido convocado a ensinar pessoalmente a receita ao chef de cozinha imperial. Logo, o escalope empanado teria conquistado todo o império.

Apesar de muito difundida, a lenda de Redetzky é bastante contestada, já que se acredita que, muito antes dos tempos do comandante, alimentos empanados já tenham feito parte da culinária vienense, para aproveitar restos de pão.

Historiadores dizem que a arte de “encapar” a comida surgiu no Império Bizantino no século 12, de onde teria sido levada para a Espanha e para a Itália. Em Veneza, teria nascido a moda de empanar pedaços de carne e outros alimentos com folhas de ouro. Em 1514, quando a prática foi proibida, os cozinheiros encontraram um substituto à técnica no empanado com migalhas de pão, que ganha um brilho dourado após a fritura.

Para mim, o wiener schnitzel só é bom quando servido sequinho por fora e suculento por dentro. Nada de gordura pingando. A maior diferença com o bife à milanesa brasileiro e italiano está na espessura, sendo a versão austríaca bem mais fina. Na Itália e na Áustria, a cotoletta alla milanese e o wiener schnitzel são tradicionalmente fritos na manteiga.

Segundo a revista gastronômica alemã Essen und Trinken, o segredo do wiener schnitzel está na adição de um pouco de creme de leite aos ovos batidos que servem de base para o empanado, o que faz com que a crosta se descole levemente da carne e fique crocante. Eis a receita clássica, segundo a publicação:

Ingredientes (para 4 porções)

4 bifes de vitela de cerca de 120 g cada

Sal

Pimenta-do-reino

2 ovos

2 colheres (sopa) de creme de leite fresco

50 g de farinha de trigo

150 g de farinha de rosca

200 g de manteiga

Fatias de limão (de preferência siciliano)

Modo de preparo

Bata os bifes envoltos em filme plástico com a ajuda de um martelo de carne, até ficarem finos. Tempere-os com sal e pimenta-do-reino.

Bata os ovos e o creme de leite com um garfo. Coloque a farinha de trigo em um prato e a farinha de rosca em outro.

Passe cada um dos bifes rapidamente pela farinha de trigo, sacuda o excesso, depois pela mistura de ovo e creme de leite, e, por fim, generosamente pela farinha de rosca.

Derreta a manteiga numa frigideira grande e frite os bifes por 3 minutos de cada lado, até dourarem. Coloque sobre papel toalha para tirar o excesso de gordura e sirva com rodelas de limão por cima.

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:14

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão

A Alemanha e suas mil e uma saladas de batata

Acompanhamento tipicamente alemão tem incontáveis variantes. Receitas variam de região para região e de família para família, sendo preparadas com ou sem maionese. Aprenda duas versões.

Salada de batata

Muitas receitas de salada de batata alemãs levam bacon ou presunto

 

Nada como uma maionese de batata para acompanhar o churrasco. Assim como no Brasil, na Alemanha a salada do tubérculo também não pode faltar como acompanhamento à carne grelhada – ou, com mais frequência, à salsicha. Mas por aqui, a Kartoffelsalat não é sinônimo de maionese, pois nem sempre é preparada com o molho. Há incontáveis versões do prato, variando de região para região e de família para família.

Num livro de culinária alemão, encontrei até uma brincadeira a respeito. Diz a publicação que os melhores estudos de campo sobre o tema salada de batata podem ser feitos numa festa à qual se pede que cada convidado traga um prato. O resultado são várias tigelas com diferentes variantes de Kartoffelsalat e uma discussão sobre como a avó de um a preparava na região da Suábia ou a receita que outro provou certa vez na Baviera – com pepinos frescos em vez de em conserva.

Até mesmo moradores de uma mesma região alemã podem preparar a salada de diferentes maneiras, e é difícil categorizar as receitas por região. “Isso porque, na Alemanha, há tantas receitas de salada de batata quanto pessoas com o sobrenome Müller [comparável a Silva no Brasil]”, diz o livro Culinaria Deutschland: Deutsche Spezialitäten.

Costuma-se diferenciar entre as receitas do norte e do sul da Alemanha. No norte do país, assim como na região da Silésia (hoje pertencente à Alemanha, Polônia e República Tcheca), o prato costuma ser preparado com maionese.

Na região da Renânia, além de maionese e batata, a salada costuma levar pepinos em conserva e maçãs. No norte, as versões mais comuns contêm maçãs e ovos cozidos. Muitas vezes, iogurte é usado como substituto ou complemento da maionese.

No sul da Alemanha e na Áustria, a maionese costuma ficar de fora, e as batatas são temperadas com caldo de carne, vinagre e mostarda. Muitas vezes, acrescentam-se cubinhos de bacon ou pedaços de pepino. É comum marinar as batatas ainda quentes, e a salada pode então ser servida fria ou morna (warmer kartoffelsalat). Até hoje a salada de batata morna com bacon é chamada nos EUA de German Potato Salad.

Salda de batata com salsichaPara muitas famílias alemãs, salada de batata com salsicha é o prato típico da ceia de Natal

Além de churrasco, a salada de batata é um acompanhamento popular para o clássico Wiener Schnitzel e para peixe empanado. Em muitas famílias, é costume comer a salada com salsichas na véspera de Natal.

Eu gosto particularmente da versão que se atribui à região da Suábia, no sudoeste da Alemanha, sem maionese e com vinagre e com pedacinhos de bacon. Isso porque é assim que minha avó prepara o prato.

Selecionei duas das muitas variantes da Kartoffelsalat, uma com e uma sem maionese. Confira as receitas:

Schwäbischer Kartoffelsalat (salada de batata suábia)

Ingredientes

1,2 kg de batatas

Sal

1 cebola

200 ml de caldo de carne

5 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco

2 colheres (chá) de mostarda

Pimenta-do-reino

1 colher (chá) de azeite

 1 maço de cebolinha

Modo de preparo

Lavar e cozinhar as batatas com casca em água salgada por 20 minutos. Escorrer, deixar esfriar um pouco e descascar as batatas. Deixar esfriar completamente e cortar em fatias de 4 a 5 mm de espessura. Picar bem a cebola e adicioná-la ao caldo. Deixar ferver e tirar do fogo.

Misturar o vinagre, a mostarda, o sal, a pimenta e o açúcar. Despejar o caldo quente sobre as batatas. Misturar cuidadosamente para que as fatias não quebrem e deixar descansar por cerca de uma hora. Temperar com azeite e sala e pimenta a gosto. Picar a cebolinha e polvilhar sobre a salada pouco antes de servir.

Salada de batata com maionese

Ingredientes

800 g de batata

150 g de presunto cozido

2 pepinos em conserva grandes

5 ovos bem cozidos

100 g de ervilhas cozidas

Cebolinha

125 ml de caldo de carne

4 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco

Sal

Pimenta-do-reino

200 g de maionese

100 g de iogurte natural

Modo de preparo

Cozinhar as batatas com casca em água com sal. Ao final, descascá-las e cortar em fatias.

Enquanto as batatas cozinham, picar o presunto, os pepinos e os ovos em cubinhos e misturar às ervilhas. Picar a cebolinha.

Ferver o caldo de carne com o vinagre. Temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto e despejar o líquido sobre as batatas fatiadas. As batatas devem absorver o caldo quase que por completo. Após 15 minutos, acrescentar os demais ingredientes. Misturar a maionese com o iogurte e acrescentar à salada de batata. Ajustar o sal se necessário.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 22:59

Siga o Batom e Futebol no Twitter, a casa do Futebol Alemão no Brasil: @Batom_efutebol

Follow Batom and Futebol on Twitter, the home of German Football in Brazil:  @Batom_efutebol

Siga o Batom e Futebol no Facebook, a casa do Futebol Alemão no Brasil:https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Follow Batom and Futebol on Facebook, the home of German Football in Brazil: https://www.facebook.com/BatomeFutebol

Josy Galvão