Archive for the ‘História’ Category

Dez motivos para visitar Bonn

Cidade à beira do Reno já foi capital alemã e foi nela que o gênio da música Beethoven nasceu e viveu durante 22 anos. Na primavera, ela atrai visitantes para suas ruas repletas de cerejeiras.

Monumento a Beethoven

Estátua de Beethoven na Münsterplatz

O que seria da cidade sem Beethoven? Bonn tem orgulho de seu filho mais famoso, tendo inaugurado este monumento já em 1845 na praça Münsterplatz, no centro da cidade. Não muito longe dali está a casa natal do compositor, que hoje é um museu.

Velha Prefeitura de Bonn

Antiga Prefeitura

É neste prédio de fachada em estilo rococó que o prefeito de Bonn recebe seus convidados. O Livro de Ouro da cidade registra algumas figuras de destaque que passaram pelo local. Pois de 1949 a 1990 – durante a divisão da Alemanha – a cidade foi capital provisória da Alemanha Ocidental.

Antigo plenário do Parlamento alemão, em Bonn

Bundeshaus

O complexo de prédios serviu entre 1949 e 1999 como sede do Parlamento. Hoje, o lugar abriga o World Conference Center Bonn, onde são realizadas conferências internacionais. O antigo plenário do Parlamento pode ser visitado pelos interessados em história.

Carro usado pelo primeiro chanceler da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer, na Haus de Geschichte

Haus der Geschichte

Com 850 mil visitantes por ano, a Haus der Geschichte (casa da história) é um dos museus mais visitados da Alemanha. A exposição permanente conta a história do país desde 1945, através de mais de seis mil objetos e documentos. Entre as atrações, o carro usado pelo primeiro chanceler da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer.

Bonn Biergarten Alter Zoll

Biergarten na Alter Zoll

Este biergarten fica onde na Idade Média funcionava uma alfândega, que cobrava impostos dos barcos que circulavam no Reno. Os frequentadores do local têm uma bela vista do rio, da cadeia montanhosa Siebengebirge e do prédio Post Tower, que, com 162,5 metros, é o maior do estado de Renânia do Norte-Vestfália.

Prédio da Deutsche Welle

A Deutsche Welle

Ao lado da Post Tower fica a sede da Deutsche Welle. Nela trabalham pessoas de 60 países, produzindo diariamente material informativo multimídia em 30 idiomas. Interessados podem marcar uma visita guiada ao edifício.

Cerejeiras no centro antigo de Bonn

As flores das cerejeiras no centro antigo

Um espetáculo de beleza especial acontece anualmente na primavera. Turistas do mundo todo apreciam o mar cor-de-rosa de flores de cerejeiras em que o centro antigo da cidade se transforma. Carregada de flores durante o período, a rua Heerstraße é considerada uma das dez alamedas mais bonitas do mundo. As árvores foram plantadas nos anos 80 para dar cor ao centro antigo.

Palácio de Poppelsdorf, em Bonn

Palácio de Poppelsdorf

Neste prédio barroco são exibidas as coleções de ciências naturais da Universidade de Bonn. O vizinho Jardim Botânico está entre os mais antigos e mais ricos em variedades de espécies no mundo. Para os amantes da música clássica, os concertos de verão do palácio são atração imperdível.

Bonn Königswinter Besucher auf dem Drachenfels (picture-alliance/dpa/R. Jensen)

Drachenfels

O “rochedo dos dragões”, na cadeia montanhosa Siebengebirge, está entre os mais visitados pontos turísticos da região do Reno. Quem tem ambições esportivas pode subir a pé. Os outros podem subir de bondinho para apreciar a vista panorâmica lá de cima, a poucos quilômetros de Bonn.

Fogos e barcos iluminados no Reno, em Bonn

Reno em chamas

A série de eventos Rhein in Flammen traz luzes e cores a Bonn no primeiro fim de semana de maio. Durante a festa, navios são iluminados e um show de fogos de artifício encanta a multidão, com acompanhamento musical. Após o espetáculo de luzes, o público assiste a shows em diversos palcos no parque Rheinaue.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 13:51

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Josy Galvão

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Pfeffernüsse, clássico de Natal na Alemanha

Biscoitos têm especiarias como marca registrada, assim como muitos quitutes natalinos alemães. Doces são cobertos de glacê e, muitas vezes, levam amêndoas moídas e casca de limão ou laranja.

Pfeffernüsse

Apesar do nome, pfeffernüsse não costumam levar pimenta

 

Acho que uma das coisas que mais associo ao Natal na Alemanha é o aroma de especiarias. No popular glühwein (vinho quente) e nos doces de Natal, ingredientes como cravo e canela são marca registrada. Um desses quitutes são os biscoitos pfeffernüsse.

Apesar do nome (pfeffer=pimenta e nuss=noz), as receitas atuais não costumam levar pimenta. Não se sabe ao certo se antigamente o doce era sempre preparado com uma pitada de pimenta-do-reino. Talvez o nome se deva ao sabor aparentemente apimentado devido às demais especiarias contidas na massa, e, na Idade Média, temperos exóticos eram chamados genericamente de pfeffer. Já o nome nuss se deve ao formato do biscoito.

A massa contém sempre cravo e canela, e os demais ingredientes variam de região para região. Algumas receitas levam cardamomo, outras, noz-moscada e gengibre.

No norte da Alemanha, a massa é semelhante à do lebkuchen. No sul, costuma levar amêndoas e casca de limão ou laranja. Uma das principais características do pfeffernuss é o glacê branco que o cobre.

A origem dos pfeffernüsse é incerta. Eles também são populares na Dinamarca e na Holanda, onde são chamados de pebernødder e pepernoten, respectivamente.

Hoje há versões industrializadas do doce, que pode ser facilmente encontrado em supermercados da Alemanha na época de Natal – e até bem antes dela. Mas para muitos alemães, a receita favorita de pfeffernüsse é aquela de família, passada de geração para geração.

Ingredientes (para cerca de 50 unidades)

250 g de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento em pó

150 g de açúcar mascavo

1 pitada de sal

1 pitada de cardamomo em pó

1 pitada de cravo em pó

1 colher (chá) de canela em pó

1 ovo

3 colheres (sopa) de leite

100 g de manteiga

50 g de amêndoas moídas

1 colher (chá) de raspas de limão

250 g de açúcar de confeiteiro

3 colheres (sopa) de suco de limão

Farinha para a superfície de trabalho

Modo de preparo

Numa tigela, misturar a farinha com o fermento. Acrescentar o açúcar mascavo, o sal, o cardamomo, o cravo, a canela, o ovo e o leite. Cortar a manteiga em pedaços e acrescentar à mistura junto com as amêndoas e as raspas de limão. Bater na batedeira. Sobre uma superfície enfarinhada, formar uma massa homogênea com as mãos e levar à geladeira por uma hora.

Preaquecer o forno a 180 °C. Abrir a massa até ficar com cerca de 2 centímetros de espessura. Cortar na massa círculos de cerca 3 centímetros de diâmetro (pode ser com um copo de shot) e dispô-los sobre uma fôrma coberta com papel-manteiga. Assar por mais ou menos 15 minutos. Deixar esfriar.

Para o glacê, misturar o açúcar de confeiteiro peneirado com o suco de limão até obter uma calda densa. Cobrir os pfeffernüsse com o glacê.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 19:42

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Josy Galvão

O jardim das luzes em Berlim

Até 7 de janeiro, o Jardim Botânico da capital alemã se torna um bosque reluzente, repleto de luzes e cores. Sob o lema “A magia começa ao cair da noite”, os visitantes são encantados pelo ambiente natalino.

Silhueta de duas pessoas à frente de grandes balões coloridos iluminados

Passear na luz colorida

O circuito iluminado tem aproximadamente dois quilômetros de extensão, com 30 estações ao longo do percurso. A impressionante festa de luzes pode ser vista das 16h30 às 22h.

Projeção de estrelas na fachada de um prédio

Caminho dos Cristais

Na iluminação, foram usados mais de 1,5 milhão de pontos de luz e 3 mil pisca-piscas. A decoração tem tanto temas natalinos quanto botânicos. O planejamento levou oito meses e a decoração, 15 dias. A rota de passeio começa com o Caminho dos Cristais, a partir da praça Königin Luise.

Luzes em forma de estrelas com números no meio

Calendário de Advento

As 24 estrelas representando o calendário do Advento estão no gramado em frente à estufa tropical iluminada. Aliás, é uma das maiores estufas botânicas do mundo. Algumas das plantas que crescem ali têm mais de 150 anos.

Árvores iluminadas com fios de luzes

Árvores dançantes

Como se fosse numa boate, as luzes nas árvores piscam ao ritmo da música natalina ou trilhas sonoras de clássicos do cinema, convidando para dançar. A energia consumida pela iluminação vem toda de fontes renováveis.

Trenó e rena completamente enfeitados por luzes

Estacionamento do Papai Noel

O trenó do papai Noel está estacionado junto a um lago. Ele e sua rena pararam para descansar. Quem quiser, pode sentar-se no trenó para fazer uma foto.

Luzes colorem o prédio dedicado a plantas mediterrâneas no Jardim Botânico de Berlim

Jogo de luzes coloridas

O prédio dedicado a plantas mediterrâneas é uma das 14 estufas junto ao pavilhão tropical. O Jardim Botânico de Berlim é o maior da Alemanha. Todas as estufas estão abertas à visitação das 9h às 15h30.

Luzes em forma de flocos de neve

Flocos de neve cintilantes

O “lago dos flocos de neve” oferece um bastidor ímpar a todos que pretendem participar do concurso de fotografias. Até 10 de dezembro, as fotos podem ser inscritas no endereço https://christmas-garden.de/fotowettbewerb. As três fotos ganhadoras serão exibidas em janeiro em outdoors espalhados por Berlim.

Pessoas sobre uma pista de gelo

Patinação no gelo

Especialmente para a temporada das luzes natalinas, o Jardim Botânico recebeu uma pista de patinação no gelo de 300 metros quadrados. Quem quiser fazer algumas piruetas pode trazer os patins de casa ou alugá-los, por 3 euros.

Pessoas em volta de um braseiro cheio de lenha queimando

Braseiro aconchegante

Para combater o frio, nada melhor que um braseiro rústico. Ali junto, na Tenda do Papai Noel, podem ser saboreadas também comidas e bebidas, desde lanches simples a pratos vegetarianos ou mesmo típicos, como ganso assado e repolho roxo.

Silhueta de pessoa fazendo selfie envolta por pontos de luz amarelos

Mar de luzes brilhantes

A ideia foi importada da Inglaterra, onde o festival de luzes no jardim botânico de Londres acontece desde 2013. Em Berlim, ele foi realizado pela primeira vez em 2016, quando teve 120 mil visitantes, apesar do preço do ingresso: a entrada para um adulto custa 17 euros durante a semana e 19 euros no sábado e domingo.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 19:07

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Josy Galvão

 

Leipziger Allerlei, legumes à moda alemã

Originária de Leipzig, no leste da Alemanha, receita básica leva cenoura, ervilha e aspargo e pode incluir ingredientes como couve-flor, cogumelos e lagostins. Prato teria surgido durante Guerras Napoleônicas.

Leipziger Allerlei Originalmente, Leipziger Allerlei levava cogumelos e lagostins, mas hoje há uma série de variações da receita

Os ingredientes básicos do Leipziger Allerlei são ervilha, cenoura e aspargo. A mistura de legumes cozidos proveniente da cidade de Leipzig, no leste da Alemanha, é tão popular no país que é até vendida enlatada. Mas a versão tradicional é mais refinada, servida com molho branco e, muitas vezes, lagostins.

Diz a lenda que o Leipziger Allerlei (mistura de Leipzig, literalmente) foi criado há mais de dois séculos, nos tempos das Guerras Napoleônicas (1803-1815), para proteger a então rica Leipzig de pedintes e cobradores de impostos.

Um funcionário da prefeitura teria recomendado: “Escondamos o bacon e coloquemos somente legumes sobre a mesa, aos domingos talvez um pedaço de salsicha ou um pequeno lagostim. E quem vier e quiser alguma coisa receberá, em vez de carne, uma tigelinha de caldo de legumes, e todos os pedintes e cobradores de impostos seguirão para as cidades de Halle ou Dresden.”

Outras versões sobre a origem da receita dizem que ela surgiu bem antes das Guerras Napoleônicas e por muito tempo era considerada comida de pobre. A primeira menção escrita ao Leipziger Allerlei foi feita num livro de receitas de 1745.

Dizem que até o início do século 20, lagostins eram comuns em cursos de água de Leipzig, mas que hoje não se encontram mais na cidade. Mas nada impede de “importá-los” e servi-los junto aos legumes, seguindo a tradição.

Hoje há uma série de variações da receita básica. Algumas são vegetarianas, substituem os lagostins por salsicha e o molho branco por outro tipo de molho. Além de cenoura, ervilha e aspargo, há versões com couve-flor, brócolis, vagens, cogumelos do gênero Morchella (Morcheln, em alemão) ou couve-rábano (kohlrabi, da família do nabo). Nos tempos da Alemanha Oriental, os aspargos eram escassos no Leste alemão e, por isso, acabavam ficando de fora da mistura.

Puristas afirmam que o verdadeiro Leipziger Allerlei deve ser feito apenas com legumes frescos, que devem ser fervidos separadamente e salpicados com salsinha antes de servir. Mas, numa breve pesquisa, encontrei diferentes instruções sobre o cozimento dos legumes.

Quando leva carne, o Leipziger Allerlei pode ser uma entrada, mas hoje o prato é frequentemente servido como acompanhamento para carne e batatas. Para mim, se trata de algo suave e colorido, com o delicioso toque de salsinha e do molho que leva creme de leite e vinho branco.

Segue uma receita vegetariana e com ingredientes disponíveis no Brasil. Substituí os cogumelos por champignons. Como no Brasil é difícil encontrar aspargos frescos, você pode usá-los em conserva. Confira:

Ingredientes (para 4 pessoas)

200 g de cenouras

½ couve-flor (250 g)

200 g de aspargos frescos ou em conserva

200 g de vagem

300 g de ervilhas congeladas

12 champignons frescos

80 g de manteiga

Sal

Pimenta-do-reino

1 pitada de açúcar

100 ml de vinho branco

150 g de creme de leite fresco

1/2 colher (chá) de noz-moscada ralada

1 maço de salsinha

Modo de preparo

Descascar e picar as cenouras. Lavar a couve-flor e quebrá-la em pedaços menores. Se usar aspargos frescos, descascá-los e cortá-los em pedaços. Se usar os em conserva, escorrê-los e cortá-los em pedaços. Lavar as vagens. Deixar as ervilhas de molho.

Lavar e picar em quatro os cogumelos. Derreter uma colher de chá de manteiga numa frigideira e refogar os cogumelos por 5 minutos, com um pouco de sal.

Ferver água numa panela grande. Acrescentar sal, açúcar e 1 colher de chá de manteiga. Se usar aspargos frescos, cozinhá-los por 12 minutos. Se usar os aspargos em conserva, deixar para acrescentá-los somente ao final da receita.

Depois de 3 minutos, acrescentar à panela com água fervente a couve-flor, as cenouras e a vagem (cozinhá-las por mais 9 minutos). Depois de 9 minutos, acrescentar as ervilhas (cozinha-las por mais 3 minutos). Acrescentar os cogumelos no último minuto. Por fim, escorrer os legumes e guardar o caldo.

Ferver 125 ml do caldo com o vinho branco. Acrescentar o creme de leite e cozinhar rapidamente, sem deixar ferver. Temperar o molho com sal, açúcar, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Dispor os legumes cozidos e os cogumelos sobre um prato e regá-los com o molho. Lavar, secar e picar a salsinha e salpicar sobre os legumes antes de servir.

 

 

Matéria originalmente publicada por:      http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 22:57

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Josy Galvão

Oito anos sem Robert Enke

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Com a finalidade de chamar a atenção para uma doença silenciosa e fatal e também para guardar na memória o grande esportista, Robert Enke, o Batom e Futebol faz questão de lembrar esta data todos os anos.

No dia 10 de novembro de 2009, há exatos oito anos, a Alemanha, recebia chocada a morte do goleiro Robert Enke, que à época defendia o Hannover. O arqueiro tinha 32 anos de idade, sofria de depressão e cometeu suicídio, deixando-se atropelar por um trem em um cruzamento ferroviário de Eilvese, Neustadt am Rübenberge, a 30km da cidade de Hannover. Após seu falecimento, os olhos da Medicina ficaram mais atentos a este transtorno psiquiátrico. Dois meses depois da tragédia, a sua mulher, Teresa, criouFundação Robert Enke, que desenvolve projetos educativos sobre depressão e doenças cardíacas infantis, com o intuito de conscientizar as pessoas acerca da doença e evitar que tragédias semelhantes ocorram.

Quando o suicídio de Enke ainda era um acontecimento recente, sua viúva, Teresa Enke, revelou os motivos que levaram o jogador à depressão. As passagens mal sucedidas por Barcelona – clube no qual ficou quase um ano sem jogar – e Fenerbahçe – o qual defendeu por empréstimo em apenas um jogo, uma traumática derrota de 3 a 0 para o Istambulspor; àquele dia, os torcedores do Fener o apontaram como o principal culpado pela derrota e o agrediram – e a morte da sua filha, Lara Enke, em 2006, decorrente de complicações no coração e na audição – a menina tinha apenas dois anos -, estes fatos nunca foram aceitos por Robert.

“Tentei dar-lhe esperança, dizia-lhe que nem tudo eram coisas ruins, que havia coisas belas na vida. Pensava que conseguiríamos, com amor… Mas às vezes o amor não basta”, lamentou Teresa, em revelação à imprensa alemã. Robert foi enterrado junto ao túmulo de Lara, em um cemitério da cidade de Hannover. Deixou Teresa, sua esposa, e Leila, uma filha adotiva.

A clássica foto de Robert Enke com Lara Enke nos braços tornou-se o logo da Fundação Robert Enke, da qual Teresa Enke faz parte (Foto: Getty Images)

 

“Há seis meses, Robert voltou ao meu consultório. Ele novamente estava sofrendo com fases depressivas que chegaram a afastá-lo dos treinos”, confirmara Valentin Makser, médico do jogador.

Nem as grandes atuações no Hannover, onde se tornou ídolo, e as recentes convocações à seleção alemã foram o suficiente para evitar a baixa autoestima de Robert Enke.

“Enke foi um número um no melhor sentido da palavra. É por isso que hoje temos os corações tão pesados”, disse Martin Kind, presidente do Hannover 96 àquele ano, à imprensa. O corpo de Enke foi velado no círculo central do gramado da AWD-Arena – atualmente denominada HDI-Arena -, e a torcida dos Roten compareceu à despedida em peso. Em homenagem ao ex-goleiro, o clube aposentou a camisa 1.

Em novembro de 2012, o jornalista e escritor alemão Ronald Reng lançou uma biografia do ex-atleta, intitulada “Robert Enke, uma vida curta demais”. Reng conheceu Enke em 2001, numa visita a Lisboa, quando o futebolista defendia o Benfica. A partir dali, firmaram uma amizade.

“Uma vez lhe dei um dos meus livros e ele gostou. Então, por brincadeira, disse-lhe que um dia poderíamos escrever um livro juntos”, explanou Ronald, em entrevista ao portal Mais futebol“Hoje sei por que razão ele levou essa ideia tão a sério. Ele esperava poder contar como tinha vencido uma doença chamada depressão, que nunca pudera assumir”, completou.

Na obra, é revelada uma proposta do Porto de José Mourinho ao goleiro, que preferiu assinar com o Barcelona pelo fato de o FCP ser um dos maiores rivais do SLB. O livro ainda conta que a ida ao FCB provocou um arrependimento por parte do jogador, que chegou a sentir saudades de Portugal, país onde demorou a se adaptar, mas do qual se agradou depois.

Para Ronald Reng, a morte de Robert Enke deixou um legado: agora, os jogadores não hesitarão em assumir qualquer doença.

“Antes, era virtualmente impossível um jogador assumir doenças deste tipo. Na equipe do Mönchengladbach, que Robert representou até 1999 (ano em que os Potros caíram para a segunda divisão pela primeira vez em sua história), antes de vir para o Benfica, houve cinco casos de jogadores com depressões. E nenhum foi divulgado na época Os jogadores arranjavam falsas lesões, para não jogarem ou não treinarem. Era impossível assumir um problema no cérebro, que é a parte mais íntima do corpo”, contou.

Nascido em Jena, município da antiga Alemanha Oriental, Enke iniciou sua carreira no clube da cidade, o Carl Zeiss Jena. Quando ascendeu ao profissionalismo, em 1995, tinha apenas 18 anos. Um ano depois, acertou sua transferência para o Borussia Mönchengladbach. Após o rebaixamento dos Potros, mudou-se para Portugal, onde defendeu o Benfica.

Vestiu a camisa dos Encarnados até 2002, época em que rumou para o Barcelona. Durante o período em que esteve vinculado aos catalães, foi emprestado ao Tenerife, também da Espanha, e ao Fenerbahçe, da Turquia. Posteriormente às passagens discretas pelos territórios espanhol e turco, retornou à Alemanha em 2004, para assinar com o Hannover, último clube de sua vida. Foi lá onde o goleiro voltou a ter grandes atuações, até decidir partir.

Para os fãs do futebol ficam as eternas saudades e os mais sinceros agradecimentos a quem engrandeceu o esporte e lutou bravamente contra uma grave doença.

Robert Enke é lembrado na sala de troféus do Carl Zeiss Jena, primeiro clube de sua carreira (Foto: Divulgação/Carl Zeiss Jena)

Passados oito anos da partida de Robert, nós que fazemos o Batom e Futebol e que acreditamos no poder transformador do futebol, insistimos que se faz necessária mais atenção por parte dos dirigentes e  clubes de futebol, que olhem em volta e percebam que o futebol é muito mais do que um esporte e um negócio, o futebol é e deve ser tratado como uma ciência humana. O atleta precisa e deve ter um acompanhamento físico, psicológico, social, familiar e financeiro. Para que ele renda o que o seu clube espera, deve estar com sua vida totalmente em equilíbrio, inclusive sendo preparado para quando chegar a hora de parar de jogar.

Que a saudade deixada pelo grande atleta que foi Robert, sirva para lembrar que a depressão é uma doença e que em nenhuma profissão, sexo, idade, raça, credo ou condição social o ser humano está distante dela.

 

 

São Paulo – Brasil – 19:00

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Por Josy Galvão

FIFA lança a Telstar 18, a bola oficial da Copa do Mundo da Rússia

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A FIFA divulgou nesta quinta-feira a primeira imagem da bola oficial da Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Batizada de Telstar 18, o modelo foi produzido pela Adidas e inspirado na bola de mesmo nome utilizada no Mundial de 1970, no México, quando a seleção brasileira conquistou o tricampeonato.

A Telstar 18 é uma repaginação do modelo clássico com 32 gomos pretos e brancos. O nome da original Telstar – a primeira bola de Copa produzida pela Adidas – veio da expressão “estrela de TV”, já que o padrão com detalhes pretos, à época, foi projetado para se destacar nos televisores ainda sem cor da década de 1970. 

“A bola evoca memórias inesquecíveis da Copa de 70 e de lendas como Pelé, Gerd Müller, Giacinto Facchetti, Pedro Rocha e Bobby Moore, e vai alimentar os sonhos daqueles que disputarão o prêmio mais cobiçado do futebol”, disse a FIFA em seu site oficial.

A Copa da Rússia será a primeira desde 1998, na França, a não ter uma bola colorida. Além do novo design, a Telstar 18 também incluirá embalagem reciclável e um chip NFC incorporado, que permitirá aos torcedores interagir com o produto por meio de um smartphone. A Adidas também promete uma experiência personalizada que dará aos torcedores acesso a “desafios” durante a preparação para o Mundial.

“A Telstar original é um dos maiores ícones de futebol de todos os tempos e mudou o design do futebol para sempre, então desenvolver a Telstar 18 se mantendo fiel ao modelo original foi um desafio realmente estimulante para nós, que levará a inovação no futebol e no design a um novo nível”, disse Roland Rommler, executivo da Adidas.

Patrocinado pela gigante de material esportivo, Lionel Messi aprovou o produto. “Tive sorte de conhecer esta bola um pouco antes e fiz um teste. Gosto de tudo nela: o novo design, as cores, tudo”, garantiu o argentino.

A Telstar 18 vai rolar nos gramados da Rússia no dia 14 de junho do ano que vem, quando começa o Mundial. O sorteio dos grupos do torneio será no dia 1º de dezembro.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://istoe.com.br/

São Paulo – Brasil – 01:20

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Josy Galvão

A Ópera Semper, em Dresden

Considerada uma das mais belas casas de ópera da Europa, a Semperoper tornou famoso o autor do projeto, o arquiteto Gottfried Semper, por causa da excelente acústica.

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História turbulenta

Ela é um destaque do centro histórico de Dresden. Poucos sabem que este prédio já é a terceira versão da Ópera Semper. A primeira, de 1840, foi totalmente destruída por um incêndio. A segunda foi arrasada pelas bombas da Segunda Guerra Mundial. A cuidadosa reconstrução do edifício se deve também à insistência dos habitantes da cidade.

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Projeto desenhado no exílio

Assim era a primeira versão da Ópera Semper, que pegou fogo em 1869. O arquiteto Gottfried Semper, autor do projeto, foi encarregado de reconstruir o edifício, mas não podia voltar à cidade, por ser procurado pela polícia, acusado de participar das revoluções de 1848. Ele projetou a nova construção no exílio, em Viena, e seu filho Manfred liderou as obras em Dresden, seguindo as instruções do pai.

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Destruição na Segunda Guerra

Mas a segunda versão da Ópera Semper também não durou muito. O bombardeio de Dresden, em fevereiro de 1945, destruiu palco e auditório. O resto do edifício foi consumido por um incêndio. Nos anos do pós-guerra, a fachada foi refeita, e a reconstrução do interior começou em 1977. Exatamente 40 anos depois de sua destruição, a ópera foi reaberta em 13 de fevereiro de 1985.

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Gesso minimiza risco de incêndio

Graças aos inúmeros esboços originais de Semper, muitos detalhes puderam ser reconstruídos. Nos trabalhos no teto do foyer, os restauradores descobriram até mesmo alguns afrescos originais. O revestimento da parede, que parece de carvalho, é feito de gesso pintado. Com a ideia, Semper visou reduzir o risco de incêndio.

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Suntuosas escadarias

As colunas de mármore no hall de entrada, através do qual o visitante se aproxima do salão, o ponto alto da casa, também são imitações. Elaboradas meticulosamente, elas não se prestaram a reduzir custos, mas a corresponder ao estilo escolhido por Semper: o alto renascimento italiano.

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Camarote para convidados

No salão da Ópera Semper, a reconstrução trouxe algumas mudanças. Para uma melhor visualização, o piso e as fileiras de assentos foram ligeiramente inclinados. Para ganhar mais espaço, a parede foi colocada uns poucos metros para fora. Em troca, diversos camarotes deixaram de existir. Apenas um sobrou, bem no meio, reservado a convidados do governo do estado da Saxônia.

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Lugares cobiçados

Concertos, óperas e balés são realizados neste palco frequentemente com casa lotada. A Ópera Semper, com seus 1.300 assentos, é a casa de ópera economicamente mais lucrativa da Alemanha. Atores e cantores não precisam de microfone, graças à excelente acústica. A orquestra da casa, a Sächsische Staatskapelle, está entre as mais antigas do mundo.

Bildergalerie Semperoper Dresden

Original derretido

O lustre, pendurado no teto ornamentado do salão, pesa 1,9 tonelada e é preso por inúmeras cordas. Ele sobreviveu, como por milagre, às bombas na Segunda Guerra, mas não à sede por metais não ferrosos dos primeiros anos da Alemanha Oriental. O original foi derretido. O lustre atual é uma réplica.

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Foyer principal

Estes corredores arqueados do saguão principal no primeiro andar encantam os visitantes da ópera nas pausas dos espetáculos. Aqui também os ornamentos do teto em estuque puderam ser restaurados de acordo com os desenhos originais de Semper. As grandes janelas convidam a um olhar para fora, onde fica a Theaterplatz, a praça mais importante de Dresden do ponto de vista da história da arquitetura.

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Theaterplatz

Nos arredores da Theaterplaz (praça do teatro) estão a igreja barroca Katholische Hofkirche e o palácio renascentista Residenzschloss, onde residiam os reis, e que foi recentemente restaurado. No canto direito, o Schinkelwache, prédio em estilo clássico. No verão, a praça é palco de concertos ao ar livre.

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A Florença do Elba

A Ópera Semper (no canto direito) é uma das várias atrações turísticas reconstruídas do centro antigo de Dresden. Para os habitantes de Dresden, ela é mais do que uma mera casa de ópera. Graças à sua restauração, o edifício devolveu à cidade um pedaço de sua antiga silhueta, assim como de sua identidade, se tornando um sinal de reconciliação com o passado.

Aproveite e faça um tour por esta bela cidade!

 

Vídeo: Facebook da Embaixada da Alemanha em Brasília

Matéria originalmente publicada por:      http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 20:04

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Josy Galvão