Archive for the ‘Mundo’ Category

Dicas de turismo em Frankfurt

Mais conhecida por seu aeroporto, seus bancos e arranha-céus, metrópole alemã tem mais de 1,2 mil anos de história. Nela nasceu Goethe e foram coroados reis e imperadores. Hoje, a cidade caminha para um futuro verde.

Centro histórico e arranha-céus de Frankfurt

Centro histórico e arranha-céus de Frankfurt

 

Desde a Idade Média, Frankfurt é uma das principais cidades alemãs. Hoje, a metrópole do estado de Hessen se transformou num importante centro financeiro mundial, além de ser porta de entrada para a Alemanha, já que o seu aeroporto é o que mais recebe voos internacionais no país.

Com cerca de 750 mil habitantes (por volta de 2,5 milhões na área metropolitana), a cidade é sede do Banco Central Europeu (BCE), da Bolsa de Valores de Frankfurt, de diversos institutos financeiros, como os bancos Deutsche Bank e Commerzbank, e também de importantes feiras, como o Salão do Automóvel de Frankfurt e a Feira do Livro de Frankfurt.

A metrópole, no entanto, é mais que negócios e finanças. Seu nome (Frankfurt = Passo dos Francos) remonta à tribo germânica que ocupou a região a partir do século 6°. Com mais de 1,2 mil anos de história, a cidade se tornou uma importante rota comercial ao longo dos séculos, sendo palco da coroação de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico a partir do século 16. 

Essa história pode ser conhecida de perto em Frankfurt, pois o caminho da coroação(Krönungsweg) ia da praça Römerberg, onde se localiza a prefeitura da cidade, até a Igreja de São Bartolomeu (Kaiserdom), cuja torre domina o centro histórico até hoje.

As famosas salsichas frankfurter também são chamadas de “salsichas da coroação” (Krönungswürstchen), porque eram servidas nas festas na praça Römerberg.

Na área da Igreja de São Bartolomeu (Kaiserdom Sankt Bartholomäus),também se encontra o Jardim Arqueológico,com as fundações dos prédios mais antigos da cidade, desde termas romanas a casas medievais.

Frankfurt também é o berço da democracia na Alemanha, pois foi na Paulskirche que se reuniu pela primeira vez a Assembleia Nacional (Nationalversammlung) – o primeiro Parlamento eleito da Alemanha. O objetivo era estabelecer uma Constituição para a unificação dos países germânicos, o que fracassou diante da ambição da Prússia, que acabou anexando a cidade em 1866.

Em Frankfurt, o visitante pode ainda visitar a casa onde nasceu Johann Wolfgang von Goethe. Foi ali que o maior poeta alemão passou boa parte de sua vida e escreveu algumas de suas mais importantes obras. Hoje, 45 mil universitários estudam na Universidade Goethe de Frankfurt.

A metrópole abriga uma das vidas culturais mais agitadas da Alemanha, com um complexo único de museus ao longo das margens do rio Meno. Entre eles, o renomado Museu Städel, com um dos maiores acervos de pinturas da Europa, e a Escola Städel (Städelschule), uma das academias de belas-artes mais renomadas do planeta.

Além da vida cultural, Frankfurt possui uma cena musical bastante animada, afinal ela foi um dos berços da música tecno e, desde 1953, promove o mais antigo festival de jazz do mundo (Deutsches Jazzfestival). O prédio da ópera (Alte Oper) é considerado um dos mais belos da Alemanha, e os teatros da cidade estão entre os melhores do país.

Quem visita hoje Frankfurt pode dificilmente imaginar que, até a década de 1950, a torre da Igreja de São Bartolomeu era o ponto mais alto da cidade com seus 95 metros de altura. O centro histórico foi destruído na guerra e se antes a paisagem urbana era dominada por casas em enxaimel, hoje elas deram lugar a arranha-céus, o que rendeu à cidade o apelido de Mainhattan (junção de Main, nome em alemão do rio que banha Frankfurt, com Manhattan).

E com a saída do Reino Unido da União Europeia, os olhos se voltam agora também para Frankfurt, que poderá lucrar com o Brexit. E não menos importante: Frankfurt é uma das cidades mais ecológicas da Alemanha, rodeada por um cinturão verde – um prazer para os entusiastas dos passeios de bicicleta. Até 2050, a cidade estabeleceu medidas para que seu abastecimento energético provenha inteiramente de fontes renováveis.

Melhor época para visitar

Frankfurt é uma metrópole comercial e cultural que pode ser visitada durante todo o ano. O verão é geralmente quente e ensolarado, enquanto no inverno as temperaturas dificilmente ficam abaixo dos 0°C.

A temperatura média anual gira em torno dos 10°C. Em julho, o mês mais quente, essa média é por volta de 20°C. Janeiro é o mais frio com média em torno dos 1°C. Para quem não gosta de chuva, fevereiro é a melhor pedida, enquanto junho é quando se registram mais precipitações.

Visitar a cidade nos meses de verão tem a vantagem dos festivais ao ar livre, como a Museumsuferfest (Festas na Margem dos Museus), que acontece no fim de agosto. Mas quem vem no inverno pode prestigiar a Feira de Natal de Frankfurt, uma das maiores e mais antigas da Alemanha, que se realiza na praça Römerberg.

Onde se hospedar

Anualmente, mais de três milhões de pessoas pernoitam em Frankfurt, e a maioria vem a trabalho. Por esse motivo, nos últimos anos, hotéis de três estrelas adaptados a esse tipo de público foram inaugurados por toda a cidade.

Essas são boas opções de hospedagem na metrópole banhada pelo rio Meno, principalmente para quem fica no centro histórico (Altstadt), pois a partir dali é possível conhecer muitas das atrações turísticas da cidade a pé.

Em torno da Estação Central, você pode encontrar opções mais baratas de hospedagem. É uma região bastante movimentada de noite, até mesmo com zona de prostituição, o que pode ser uma desvantagem para quem quer sossego.

Sachsenhausen, por sua vez, tem a vantagem de ser um bairro residencial, mas com muitos clubes, bares e restaurantes que servem o típico Apfelwein (vinho de maça) e ali também se localizam vários museus. Mas a área pode ser um pouco fora de mão para quem quiser conhecer outras atrações a pé.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 16:08

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Josy Galvão

 

Em alta, futebol contrasta com situação econômica da Alemanha

Esporte emprega mais de 55 mil pessoas e contribuiu com 1,28 bilhão de euros para os cofres públicos em um país que está a um passo da recessão.

Torcedores do Borussia Dortmund em jogo da Bundesliga em Dortmund, na Alemanha

Torcedores do Borussia Dortmund em jogo da Bundesliga em Dortmund, na Alemanha (Leon Kuegeler/Reuters)

A principal liga de futebol da Alemanha dobrou as receitas nos últimos sete anos e projeta que o crescimento continuará, oferecendo um contraste bem-vindo na comparação com as perspectivas cada vez mais sombrias da maior economia da Europa.

Impulsionada pelo crescimento das receitas com mídia, a Bundesliga, composta por 18 equipes, registrou um salto de 13 por cento, para um recorde de 3,81 bilhões de euros (US$ 4,32 bilhões) na temporada passada, anunciou a DFL, a associação do futebol alemão, na última quarta-feira.

Se incluída a segunda divisão, o esporte — que emprega mais de 55.000 pessoas na Alemanha — contribuiu com 1,28 bilhão de euros para os cofres públicos.

“O futebol profissional alemão continuou se desenvolvendo de forma positiva”, disse Christian Seifert, diretor-gerente da DFL, em comunicado. “A digitalização e a globalização criarão oportunidades adicionais nos próximos anos.”

A Alemanha, que cortou sua previsão de crescimento para o ritmo mais lento em seis anos, esteve à beira da recessão no final de 2018, quando a queda do setor automotivo e os reflexos das tensões comerciais pesaram sobre a economia orientada para a exportação.

Em contrapartida, a Bundesliga foi se dinamizando, com uma disputa acirrada pelo título e três clubes entre os 16 finalistas da Liga dos Campeões desta temporada.

Ainda assim, o futebol alemão tem tido dificuldades para competir com os clubes de elite da Europa, investindo grandes somas em superestrelas caras.

Isso aumentou a pressão sobre a DFL para relaxar as regras de propriedade e permitir que investidores endinheirados comprassem participações majoritárias nos clubes.

Matéria originalmente publicada por:   https://exame.abril.com.br

São Paulo – Brasil – 07:00

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Josy Galvão

10 destinos internacionais para passar o Carnaval em 2019

Image result for carnaval 2019Já se cansou do Carnaval no Rio, Salvador ou São Paulo e quer explorar novas possibilidades de festas? Ou cansou do agito e quer passar o próximo Carnaval bem longe de eventos carnavalescos, só descansando? Existem opções de destinos internacionais consideravelmente próximos ao Brasil e ideais para se curtir em apenas uma semana, tempo que costumamos ter de folga nessa época do ano.

Tem opções para quem quer curtir festas diferentes e para quem quer somente conhecer novos lugares e descansar. Confira:

Slide 1 de 10: Barranquilla é uma cidade colombiana famosa pela alegria e a dança. A mais de mil quilômetros de Bogotá, a capital, mais parece outro mundo, e certamente não é possível conciliar em uma mesma viagem os dois destinos - e Bogotá certamente vale a pena, se você quer explorar cidades fantásticas. Mas se você quer curtir uma boa celebração de Carnaval, é uma ótima opção. O Carnaval de Barranquilla é uma das mais tradicionais celebrações folclóricas do país e reúne milhares de pessoas fantasiadas nas ruas.+ Encontre sua hospedagem em Barranquilla

Slide 2 de 10: Também conhecida como Santiago do Chile, Santiago é a capital do país andino que ocupa parte da porção sul do nosso continente, ao lado da Argentina. Repleta de natureza, museus, centros culturais, bares, restaurantes, bairros coloridos e ótimos mirantes, a cidade é uma joia latino-americana que cresce aos pés da Cordilheira dos Andes desde sua fundação, em 1541, se tornando cada vez mais um destino turístico, cosmopolita e um centro financeiro e cultural. É um ótimo destino para conhecer em uma semana e fica bem pertinho daqui.+ Encontre sua hospedagem em Santiago

Slide 3 de 10: Buenos Aires é um destino popular entre os brasileiros - e não à toa. Bem pertinho do Brasil, a capital argentina é um lugar com arquitetura simpática, comida boa e ótimos shows de tango. Uma semana é um tempo muito bom para conhecer a cidade e ainda explorar vizinhanças mais distantes, como El Tigre. Além de ter fácil acesso (são apenas 3 horas de voo do Brasil), o destino ainda não exige visto ou passaporte. De fato, é um ótimo destino para quem ainda não conhece.+ Encontre sua hospedagem em Buenos Aires

Slide 4 de 10: Talvez tão famoso quanto o nosso carnaval, mas certamente mais antigo, o Carnaval de Veneza acontece anualmente na mesma época em que o nosso e termina com o Martedì Grasso, ou Terça-Feira Gorda, 40 dias antes da páscoa. Nessa festa que acontece há mais de 900 anos, locais de reúnem com turistas e vestem incríveis fantasias que fazem referência aos trajes usados na Renascença, sem falar das famosas máscaras, para festejar nas ruas. À noite, diversos estabelecimentos promovem festas que vão até o sol nascer.+ Encontre sua hospedagem em Veneza

Slide 5 de 10: Aruba é um destino popular para os amantes de praias paradisíacas e é certamente um ótimo destino para passar uma semana. Os especialistas na pequena ilha, que é um território do Reino dos Países Baixos (da Holanda), dizem que o melhor lugar para quem a visita pela primeira vez é a sua capital, Oranjestad, um lugar com belas praias, casinhas coloridas e ruínas históricas.+ Encontre sua hospedagem em Oranjestad

Slide 6 de 10: Lisboa é um destino mais barato e mais próximo para quem sai do Brasil e certamente pode ser explorada em uma semana, talvez até dê para conhecer um pouco do interior do país. A capital portuguesa reúne diversos lugares históricos com vielas e restaurantes aconchegantes, que revelam parte de um passado rico e marcado pela cultura.+ Encontre sua hospedagem em Lisboa

Slide 7 de 10: Como todas as capitais europeias, Madri é uma cidade cheia de história e cultura. A capital espanhola reúne um pouco da cultura de todo o país, ostenta em número de obras de artistas extremamente famosos e edifícios de arquitetura espetacular. Como se isso já não fosse o suficiente, ainda é um destino jovem e cosmopolita. Assim como Lisboa, é um dos destinos mais baratos para quem sai do Brasil, justamente por ser uma porta de entrada para a Europa, e uma semana é tempo suficiente para curtir a cidade e ainda fazer um bate-e-volta a cidades próximas.+ Encontre sua hospedagem em Madri

Slide 8 de 10: Mardi Gras é francês para Terça-Feira Gorda e é um tradicional festival que acontece em alguns lugares ao redor do mundo, sendo o mais famoso deles em New Orleans, nos EUA. A data, assim como nossa Terça-Feira de Carnaval, marca o último dia antes da Quaresma, o período católico de jejum, e por isso é sinônimo de abundância e fartura. Nesse dia, as ruas de New Orleans são tomadas por pessoas fantasiadas com álcool na mão em festividades – muito semelhantes ao nosso carnaval de rua – cheias de música e cor. As cores oficiais, aliás, são roxo, verde e dourado, que representam, respectivamente, justiça, fé e poder, e o lema da parada é laissez les bons tempos rouler ou, em português, deixe os bons tempos rolarem.+ Encontre sua hospedagem em New Orleans

Slide 9 de 10: A cidade de Havana foi fundada pelos espanhóis no século 16 e, graças à sua posição estratégica, serviu, por muito tempo, de ponto de parada para os navios que vinham da Espanha para a América e vice-versa. Seu centro histórico é um Patrimônio Mundial da Unesco e é visitado por mais de um milhão de turistas anualmente – com um número cada vez mais crescente. Ela se destaca por sua história, cultura, arquitetura e monumentos, além de seu clima tropical e suas praias. Talvez o Carnaval seja uma boa época para ir explorar a capital cubana e seus arredores, uma vez que o país tem se aberto cada vez mais para o turismo.+ Encontre sua hospedagem em Havana

Slide 10 de 10: Miami é um dos destinos mais buscados por quem quer curtir praias paradisíacas e fazer boas compras. Cheia de brasileiros, você certamente se sentirá em casa - mas sem o agito do Carnaval daqui. A apenas pouco mais de oito horas de voo, uma semana é o tempo ideal para chegar lá, curtir bastante ótimas praias, fazer compras e ainda explorar os arredores.+ Encontre usa hospedagem em Miami

 

 

Matéria originalmente publicada por: Fonte:   https://www.msn.com

São Paulo – Brasil – 07:45

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Josy Galvão

 

Conheça as histórias que explicam passado da Oktoberfest

Quem vai a Munique para ver a festa da cerveja mais famosa do mundo também pode aprender sobre curiosidades da Oktoberfest com uma visita guiada. E descobrir que até Albert Einstein já instalou lâmpadas num estande.

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Tradição da cultura bávara, a Oktoberfest de Munique oferece diversão, muita música e, é claro, a bebida típica do evento: a cerveja. Mas, com visitas guiadas, o evento que já acontece há mais de 200 anos também abre espaço para quem quer saber mais sobre a história da festividade e até mesmo de alguns dos brinquedos disponíveis no parque de diversões no local.

O participante mais famoso nos preparativos da Oktoberfest, por exemplo, é Albert Einstein, que chegou a instalar lâmpadas num estande porque os pais tinham uma empresa de artigos de eletricidade.

Outro fato marcante da Oktoberfest é o figurino usado no evento. O vestido usado pelas mulheres, o Dirndl, dá algumas dicas sobre as personalidades das usuárias: se o nó do avental estiver amarrado do lado direito, quer dizer que a dona do vestido é casada. Do lado esquerdo, mostra que a moça é solteira.

Com a ajuda de guias, turistas e moradores de Munique podem aprender ao passear pela estrutura da festa, criada para celebrar a união de dois membros da realeza da Baviera.

Tudo começou em 1810 com uma festa de casamento. Hoje a Oktoberfest de Munique é a maior festa popular do mundo, atraindo anualmente cerca de seis milhões de pessoas.

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:23

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Josy Galvão

 

Especial Oktoberfest: Guia das tendas da Oktoberfest

Beber ao menos uma cerveja numa tenda da Oktoberfest é obrigatório, e as filas começam cedo. A escolha pode ser influenciada pela marca da cerveja oferecida, a comida ou mesmo a idade dos frequentadores.

Tenda Schottenhamel na Oktoberfest

Schottenhamel

No parque da Oktoberfest são montadas grandes tendas. A mais antiga é a Schottenhammel, de 1867. Naquela época, ela era de madeira e com 50 lugares. Hoje, cabem na parte interna e no biergarten 10 mil pessoas. É na Schottenhammel que acontece a tradicional abertura da Oktoberfest, em que o prefeito de Munique abre o primeiro barril de cerveja. Aliás, aqui é servida a Spatenbräu.

 A figura pendurada no teto é o anjo Aloisius. Diz a lenda que ele está no céu, xingando porque não pode beber cerveja

Hofbräu

Seguindo a tradição da Hofbräuhaus no centro de Munique, também aqui é servida a cerveja de mesmo nome regada com muita música típica ao vivo, que leva nativos e turistas a dançarem sobre os bancos. Dez mil pessoas cabem na tenda. A figura pendurada no teto é o anjo Aloisius. Diz a lenda que ele está no céu, xingando porque não pode beber cerveja.

Também a cervejaria Hackerbräu tem uma grande tenda na festa em Munique

Hacker

Também a cervejaria Hackerbräu tem uma grande tenda na festa em Munique. Com capacidade para 9.300 pessoas, ela é frequentada principalmente por jovens e turistas. Reformada este ano, ela recebeu um melhor sistema de ventilação. O teto, que tem uma parte que pode ser aberta, é decorado pelo famoso “céu dos bávaros”.

O nome da tenda lembra a filha do ex-dono da cervejaria Pschorr, Rosi

Bräurosl

Beber, dançar e festejar: a tenda da Bräurosl é conhecida por seu ambiente agitado. Especialmente no primeiro domingo da Oktoberfest, gays e lésbicas se reúnem para o “Gay Sunday”. O nome da tenda lembra a filha do ex-dono da cervejaria Pschorr, Rosi. A cada ano, uma pessoa que cante “jodel”, a tradicional forma de canto tirolês, pode se autointitular “Bräurosl” e animar o público na tenda.

O público é variado, com muitas celebridades, como os jogadores do Bayern

Winzerer Fähndl

Na Oktoberfest, são servidos apenas os produtos de seis cervejarias de Munique. Na tenda Winzerer Fähndl, a cerveja é da Paulaner. A enorme tenda, com capacidade para mais de 10 mil pessoas sentadas, permite que todos vejam os músicos. O público é variado e inclui celebridades, como os jogadores do Bayern.

A Augustiner é a mais antiga cervejaria da capital da Baviera

Augustiner

A Augustiner é a mais antiga cervejaria da capital da Baviera. Sua cerveja é armazenada em barris de carvalho, e não em tanques de aço como nas outras tendas. Por isso, muitos apreciadores a consideram a melhor cerveja da Oktoberfest. Além disso, as garçonetes são consideradas muito simpáticas.

Nesta tenda da Oktoberfest acontece o campeonato estadual de tiro ao alvo

Tenda dos atiradores

Todos os anos, acontece nesta tenda com 110 estandes de tiro, a Schützenfestzelt, o campeonato estadual de tiro ao alvo. Até os anos 1960, havia apenas provas de tiro. Só depois é que passaram a ser oferecidas especialidades culinárias. Um prato recomendado é o leitão ao molho de cerveja preta. A tenda é frequentada por quem aprecia ambientes sofisticados e é ponto de encontro da nobreza alemã.

Tenda dos besteiros na Oktoberfest

Tenda dos besteiros

Tudo é bem alpino na Armbrustschützenzelt, a tenda dos praticantes de besta, uma modalidade parecida com o arco e flecha. Cada área tem o nome de um animal típico da região e não falta música folclórica, como numa tradicional festa bávara. E, claro, há competições de besta (diz-se bésta). O público é misto, com visitantes de todas as faixas etárias.

A tenda Marstall substituiu o Hippodrom em 2014

Marstall, a tenda dos cavaleiros

A tenda Marstall substituiu o Hippodrom em 2014. Os cavalos são um tema presente desde o início da Oktoberfest, há 200 anos. O palco lembra um carrossel de cavalos. Esta é a primeira tenda da Oktober a oferecer comida vegana.

Na tenda da Löwenbräu há lugar para 8.500 pessoas sentadas

Löwenbräu

Na tenda Löwenbräu (cervejaria do leão), não poderia faltar a estátua do rei dos animais. E ninguém pode ignorar o rugido do animal gritando o nome da marca na entrada da tenda. Há lugar para 8.500 pessoas sentadas. Para apreciar o caneco de cerveja, nada melhor do que uma das especialidades: pernil de porco, pato e leitão.

Oktoberfest tem tenda do boi no espeto

A tenda do boi no espeto

A especialidade desta tenda, a Ochsenbraterei, é uma atração da Oktoberfest há mais de 130 anos. Um boi assado de 250 quilos rende 500 porções. O nome do animal tradicionalmente fica escrito em uma placa dentro da tenda. É tradição também que o primeiro animal assado na festa receba o nome do açougueiro e, o último, o do chefe de cozinha da tenda.

Fischer Vrioni é uma das menores entre as grandes tendas da Oktober

Fischer Vroni, especializada em peixes

O nome já revela: Fischer é pescador. A especialidade é o Steckerlfisch, onde os peixes enfiados em pauzinhos são assados um ao lado do outro em uma fileira de 15 metros. Com quase 3.400 lugares, a Fischer Vroni é uma das menores entre as grandes tendas da Oktober e muito procurada por turistas e pessoas mais velhas.

Kufflers Weinzelt, a tenda do vinho

Kufflers Weinzelt, a tenda do vinho

Vinho entre as tendas de cerveja? Sim, desde 1984 a família Kuffler, do ramo da gastronomia, oferece aqui vinho e espumantes. Em vez de sentar em bancos rústicos, os visitantes ficam em nichos separados e com bancos de madeira mais trabalhados. Na parte interna, cabem 1.920 pessoas, e, fora, 580. Enquanto a maioria das tendas fecha às 23h30, esta fica aberta até 1 hora.

A tenda Käfer é muito frequentada pela alta sociedade internacional

Käfer

Esta tenda pitoresca é muito frequentada pela alta sociedade internacional. Por isso, é bastante difícil conseguir um dos 3 mil lugares. Por dentro, ela parece uma cabana de montanha, com vários ambientes decorados de forma rústica e muitos cantinhos aconchegantes.

 

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:20

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Josy Galvão

Especial Oktoberfest: Começa a 185ª Oktoberfest em Munique

Durante os 16 dias do maior festival de cerveja em todo o mundo, capital bávara aguarda em torno de 6 milhões de visitantes que devem lotar os 16 pavilhões com capacidade para até 120 mil pessoas.

O prefeito de Munique, Dieter Reiter (dir.), abre o primeiro barril da festa observado pelo governador da Baviera, Markus Söder

O prefeito de Munique, Dieter Reiter (dir.), abre o primeiro barril da festa observado pelo governador Markus Söder (esq.)

 

A 185ª edição da Oktoberfest teve início no sábado (22/09) em Munique com a abertura do primeiro barril de cerveja, exatamente ao meio-dia (horário local), pelo prefeito da cidade, Dieter Reiter. O marco ocorreu no pavilhão Schottenhammel com as palavras O’zapf is (algo como “está aberto”, em dialeto bávaro).

A capital bávara deverá receber cerca de 6 milhões de visitantes durante os 16 dias do maior festival de cerveja em todo o mundo. No total, 16 pavilhões com quase 120 mil lugares serão atendidos pelas seis grandes cervejarias da cidade.

A Oktoberfest 2018 – também chamada de Wiesn, em alusão ao local da festa – vai até o dia 7 de outubro. A segurança foi reforçada com uma nova cerca em torno da área da festa, além de controles na entrada e policiais com câmeras acopladas ao corpo. Neste ano, a polícia também intensificou a vigilância por vídeo.

Continuam proibidas bolsas e mochilas maiores, como também sobrevoar a área da festa, incluindo drones. Entre os 600 policiais que vão atuar durante o evento estarão pela primeira vez os chamados “super-reconhecedores”, especialistas em identificar rostos em meio à multidão e reconhecer possíveis criminosos.

O reforço na segurança também conta com a ajuda das redes sociais. Desde 2015, as autoridades vêm usando a hashtag #SicherZurWiesn para fornecer dicas sobre a segurança na chegada e na partida dos visitantes e informá-los sobre as atividades policiais.

De acordo com o Departamento de Turismo da cidade, nos anos anteriores, a receita média da Oktoberfest atingiu quase 1 bilhão de euros. Para Munique, o negócio bilionário tornou-se tão importante que a cidade registrou o termo Wiesn como marca em toda a Europa, evitando que ele fosse utilizado de forma “não honrosa”.

Pela primeira vez, o preço de uma Mass – um litro de cerveja – supera o valor de 11 euros, chegando a 11,50 euros, o que significa um aumento de 3,6% em comparação com o ano passado, um percentual bem acima do nível da inflação.

O diretor da Oktoberfest, Josef Schmid, reclamou antecipadamente do aumento, temendo que a festa acabe se tornando inacessível para muitas pessoas. Segundo ele, os altos preços afastam cada vez mais os participantes. Ele tentou, sem sucesso, impedir o aumento na Câmara Municipal de Munique.

No ano passado, 7,7 milhões de litros de cerveja, com teor alcoólico de 6,6%, foram consumidos durante a festa.

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 19:57

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Josy Galvão

 

Álcool mata mais de três milhões de pessoas por ano, diz OMS

Relatório da Organização Mundial da Saúde revela que o consumo de bebidas alcoólicas é responsável por um em cada 20 óbitos em todo o mundo – matando mais do que a aids, a violência e acidentes de trânsito juntos.

Pessoa consumindo bebida alcoólicaO consumo de álcool está associado a mais de 200 problemas de saúde e deixa as pessoas mais vulneráveis a doenças

Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na última sexta feira (21/09) revelou que o consumo de bebidas alcoólicas matou mais de três milhões de pessoas em 2016 – mais do que o total de vítimas da aids, violência e acidentes de trânsito juntos.

O estudo afirma que o álcool é responsável por cerca de uma em cada 20 mortes em todo o mundo, incluindo os acidentes causados por motoristas embriagados, violência e abusos induzidos pelo álcool, além de uma ampla variedade de doenças. Mais de três quartos das vítimas são homens.

As mais de 3 milhões de mortes relacionadas ao consumo da substância registradas em 2016 – as estatísticas mais recentes disponíveis – correspondem a 5,3% de todos os óbitos naquele ano.

“Um número demasiadamente grande de pessoas, famílias e comunidades sofre as consequências do uso nocivo do álcool através da violência, lesões, problemas de saúde mental e doenças como câncer e derrames”, disse em comunicado o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O consumo de álcool está associado a mais de 200 problemas de saúde, como a cirrose hepática, e deixa as pessoas mais vulneráveis a doenças como a tuberculose, aids e pneumonia, afirma o relatório.

Quanto aos jovens, os números são ainda mais alarmantes. Segundo a OMS, 13,5% de todas as mortes de pessoas de idade entre 20 a 29 anos em 2016 têm relação com o consumo de álcool. A título de comparação, a aids é responsável por 1,8% das mortes em todo o mundo; os acidentes de trânsito, por 2,5%; e a violência, por 0,8% dos óbitos.

Apesar de alarmantes, os números ainda são menores do que os registrados no relatório anterior da OMS, divulgado em 2014. A agência afirma que há algumas tendências positivas, como a redução da ocorrência de mortes relacionadas ao álcool e ao consumo esporádico da substância desde 2010.

A OMS adverte, porém, que o grande número de “doenças e lesões causadas pelo consumo nocivo do álcool é inaceitavelmente alto”, especialmente na Europa e nas Américas. Estima-se que, em todo o mundo, 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram de males provocados pelo consumo de álcool.

Na Europa, o problema atinge quase 15% dos homens e 3,5% das mulheres e, nas Américas, 11,5% dos homens e 5,1% das mulheres são afetados. Por outro lado, mais da metade da população com mais de 15 anos de idade se abstém completamente das bebidas alcoólicas.

Em média, os 2,3 bilhões de indivíduos considerados consumidores de álcool – aqueles que consumiram bebidas ao menos uma vez durante o ano – ingeriram 33 gramas diárias da substância pura, o que equivale, a grosso modo, a dois copos de vinho, uma garrafa de cerveja ou duas doses de destilados.

A Europa ainda é o maior consumidor per capita, com 10 ou mais litros de álcool puro consumidos anualmente, apesar de uma queda de mais de 10% registrada desde 2010. A OMS alertou, porém, que em outras regiões o consumo tende a aumentar. Isso ocorre especialmente na Ásia, com a China e a Índia registrando os números mais acentuados.

A OMS pede aos países que aumentem os impostos sobre as bebidas alcoólicas e proíbam as propagandas do produto, especialmente em eventos esportivos, como forma de coibir o consumo.

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:53

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Josy Galvão

Arqueólogos encontram sarcófago com cosméticos na Alemanha

Datado do século 3º, sarcófago é descoberto em antiga rota que ligava Trier a Colônia. Jovem romana foi enterrada com frascos de perfume, paleta de maquiagem e espelho de mão.

Frascos de perfume encontrados em sarcófago na Alemanha

Romana foi enterrada com frascos de perfume

 

Arqueólogos encontraram no oeste da Alemanha um sarcófago de uma jovem romana que continha diversos produtos de beleza. Datada do século 3º, a tumba de pedra, que pesa quatro toneladas e meia, foi descoberta próximo à cidade de Zülpich, anunciou nesta segunda-feira (30/07) o Museu Estadual Rheinische de Bonn.

Além de frascos de perfume, uma paleta de maquiagem e um espelho de mão de prata, dentro do sarcófago havia joias, alfinetes e um canivete dobrável que possui um cabo na forma da figura de Hércules.

Segundo Susanne Willer, do museu Rheinisches Landesmuseum Bonn, a quantidade e os tipos de objetos escolhidos para serem sepultados com a jovem morta são extraordinários.

Paleta da maquiagem encontradaem sarcófago na Alemanha

Entre objetos encontrados em sarcófago estava uma paleta de maquiagem

 

“O foco dos objetos está claramente em adornos e na cosmética, ou seja, tudo que pertence à beleza feminina, seguindo o lema, ela deveria ser bonita até a morte”, ressalta Willer.

As primeiras análises mostraram que a jovem teria entre 25 e 30 anos quando morreu. Os objetos e os esqueletos permaneceram cerca de 1.700 anos enterrados.

O sarcófago foi localizado ao longo da antiga via do Império Romano que ligava às atuais cidades de Trier e Colônia. Descoberta em setembro do ano passado, arqueólogos mantiveram segredo sobre a peça, por questões de segurança, enquanto analisavam outras sepulturas na região.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 06:30

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Josy Galvão

Por que é que a unificação das Alemanhas destruiu o futebol do lado Oriental?

Os capitães Bernd Bransch, da Alemanha Oriental, e Franz Beckenbauer, da ocidental, em 1974.

Créditos da foto: Os capitães Bernd Bransch, da Alemanha Oriental, e Franz Beckenbauer, da ocidental, em 1974.

A Alemanha é uma potência do futebol. No entanto, apenas um jogador da seleção que participou do Mundial de 2018, o meia Toni Kroos, veio da Alemanha Oriental.

Por um período de mais de 40 anos durante o século 20, a Alemanha esteve dividida em dois países separados, Oriental e Ocidental. Mas já se passaram 30 anos desde que a reunificação aconteceu, e qualquer um poderia achar que as disparidades regionais diminuíram. Então por que é que atualmente o futebol alemão é tão dominado por jogadores e clubes oriundos do lado Ocidental? E o que diz este desequilíbrio sobre o estado da reunificação alemã?

Durante a guerra fria, dos anos 1940 até outubro de 1990, a Alemanha Ocidental capitalista foi aliada dos Estados Unidos da América, enquanto a comunista Alemanha Oriental era aliada da União Soviética. Após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, as potências vitoriosas desmantelaram todas as organizações desportivas do país.

Alguns anos depois, o governo da Alemanha Oriental reintroduziu o futebol amador como parte do programa de educação física no trabalho nas grandes cooperativas controladas pelo Estado que surgiram após a estatização da economia. Enquanto isso, no início dos anos 1960, uma liga de futebol profissional, a Bundesliga, era criada no lado Ocidental.

Diferentemente do que acontecia na sua correspondente Ocidental, cujos clubes funcionavam como empresas comerciais, os clubes da Alemanha Oriental eram organizações fortemente controladas pelo Estado socialista. O governo da Alemanha Oriental investiu realmente no desporto. Mas eles priorizavam os atletas olímpicos do país, não os clubes de futebol.

Alguns clubes de futebol alemães orientais, como o 1. FC Magdeburg, conquistaram considerável sucesso em competições internacionais. O auge do futebol do país foi o gol de Jürgen Sparwasser que deu a vitória à Alemanha Oriental contra a Ocidental durante o Campeonato do Mundo de 1974. A Alemanha Ocidental perdeu em casa. A maioria dos alemães orientais acima dos 50 é capaz de dizer exatamente onde estava quando viu esse gol; é o “momento Kennedy” da sua geração.

Para poder competir com clubes internacionais da Europa Ocidental capitalista que podiam contratar jogadores do mundo todo, os clubes alemães orientais investiram em operações de recrutamento locais e em academias de futebol, que identificavam e cultivavam o talento doméstico. Muitos destes jogadores amadureceram justamente no momento da reunificação do país.

No verão de 1990, nove meses após a queda do muro de Berlim, a seleção alemã – inteiramente composta por alemães ocidentais – ganhou o Campeonato do Mundo na Itália. Como as associações de futebol do Ocidente e do Oriente ainda não se haviam tornado uma só, nenhum jogador alemão oriental esteve em campo durante o torneio.

Após o jogo, o treinador Franz Beckenbauer orgulhosamente previu que a futura vinda de jogadores do lado Leste do rio Elba tornaria a seleção da Alemanha unificada imbatível por anos. Beckenbauer estava certo? Ja und nein.

A equipe da Alemanha unificada certamente não se tornou imbatível durante os anos 1990. No entanto, os jogadores da Alemanha Oriental de fato se juntaram  aos seus pares alemães ocidentais na seleção. Na verdade, apenas 9 dos 20 jogadores da seleção de 2002 tinham raízes ocidentais.
Os alemães orientais que jogaram na equipe da Alemanha unificada nas duas décadas após a reunificação nasceram todos entre a metade dos anos 1960 até o final dos 1970. Todos tinham sido descobertos e treinados pelos programas de desenvolvimento de jovens da Alemanha Oriental.

O que aconteceu? Por que – com a exceção de Kroos – nenhum destes jogadores da atual seleção alemã vem da parte Leste do país? A resposta está na economia. Após a queda do muro de Berlim, os melhores jogadores orientais se juntaram imediatamente aos clubes do lado Ocidental que lhes podiam pagar salários mais altos. Ao mesmo tempo, como aconteceu com as economias de outros países ex-soviéticos que fizeram a transição do comunismo para o capitalismo, a rápida reorganização da economia da Alemanha Oriental levou ao colapso indústrias inteiras.

Os clubes da Alemanha Oriental sentiram o golpe. Nem um só clube do lado Oriental conseguiu estabelecer uma presença permanente na Bundesliga, a primeira divisão alemã. Sem receber subsídios governamentais e incapazes de obter dinheiro de acordos com a televisão e parceiros privados como a sua irmã Ocidental, os clubes orientais foram forçados a reduzir radicalmente as suas escolas de formação.

Kroos naturalmente é o ponto fora da curva. Mas ele deve pouco aos clubes de futebol da Alemanha Oriental. O seu pai, Roland Kroos, foi treinador de futebol. Roland não só identificou o potencial do filho, como foi capaz de desenvolver os talentos do seu garoto. Quando Kroos era adolescente, o seu pai colocou-o na academia de um dos mais exitosos impérios do futebol, o Bayern de Munique. Foi no Ocidente que Toni – apelidado pelo pai de “projeto familiar”– amadureceu como jogador antes de se transferir para o Real Madrid, onde joga quando não está na seleção.

Hoje, o domínio do Ocidente no futebol alemão simboliza as divisões econômicas do país. Como muitas outras indústrias, o futebol da Alemanha Ocidental ficou à frente após a unificação. O desequilíbrio geográfico no futebol alemão é emblemático das não admitidas desigualdades econômicas entre Oriente e Ocidente que persistem até hoje.

Por: Per Urlaub é pró-reitor de Escolas de Línguas e Professor Associado do Middlebury College. Tradução: Cynara Menezes para Socialista Morena

 

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.cartamaior.com.br

São Paulo – Brasil – 08:05

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Josy Galvão

“Eu te amo” versus “Ich liebe dich”

Há quase duas décadas na Alemanha, o colunista Ricardo Domeneck ainda pasma com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. “Para eles, parecemos saídos de uma telenovela.”

Symbolbild Universität Seminar Bibliothek Flirt (Yü Lan/Fotolia)

Sim, dizem que “ich liebe dich” quer dizer “eu te amo” em alemão. Será mesmo que “eu te amo” quer dizer “ich liebe dich” em português? Não quero relativizar sentimentos que certamente ocorrem por toda a espécie, independente de cultura. Os poemas de amor de todos os tempos e lugares estão aí para confirmar. Ora, é patente que ele (em português, é masculino o sentimento, o amor) ou ela (em alemão torna-se feminino, “die Liebe“) pode ser observado até mesmo em outras espécies. Algumas espécies são monogâmicas. Outras são poligâmicas. E nós, Homo sapiens? “Nós quem, cara pálida?” – alguém poderia responder.

Há quase duas décadas na Alemanha, ainda pasmo por vezes com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. A essa coisa que chamam de amor. Como podem por vezes ser diferentes as reações a situações tão parecidas. Minha impressão ainda é que, para eles, parecemos saídos de uma telenovela, e nem mesmo das brasileiras, mas das mexicanas. Exagerados! Dramáticos! Gosto de brincar que é tudo culpa de Dolores Duran, Chico Buarque e Angela Rô Rô. Essas nossas lições de fossa.

Eu não deveria ter ouvido tantas vezes os versos daquela canção: “E que me sobe às faces e me faz corar / E que me salta aos olhos a me atraiçoar / E que me aperta o peito e me faz confessar / O que não tem mais jeito de dissimular / E que nem é direito ninguém recusar / E que me faz mendigo, me faz suplicar.”

Não é à toa. Olhem isso. Exageradíssimos. Não consigo pensar em algo equivalente entre os alemães. Sempre brinco com outra coisa: para nós do sul, virar os olhos é expressão de êxtase. Para os do norte, é expressão de tédio.

Pensem bem: na década de 1970, quando Chico Buarque estava compondo “O que será (À flor da pele)”, por aqui reinavam supremos Kraftwerk, Can e Tangerine Dream. Enquanto Chico Buarque e Milton Nascimento soltavam seus falsetes, por aqui cantavam “Wir laden unsere Batterie / Jetzt sind wir voller Energie / Wir sind die Roboter” [“Nós carregamos nossas baterias / Agora estamos cheios de energia / Nós somos os robôs”]. Carambola, vamos nos entender como? Está certo, está certo, estou fazendo exatamente o que eles reclamam que eu faço: exagerando.

Mas deixem-me contar uma história: certa vez, levei um pé na bunda de um alemão. Sofri como um condenado, como um camelo, estava mais perdido do que cachorro que caiu de foguete espacial. Sabe a Laika? Pois é, a Laika.

Estava na casa de um amigo, que olhou para mim, lá sofrendo, e disse: “Como deve ser difícil ser assim.” Eu falei: “Assim como?” E ele respondeu: “Sofrendo como um condenado por causa do fim de um namoro.” Fazia duas semanas! “Criatura, faz duas semanas!”, eu disse. “Ainda vou sofrer por seis meses pelo menos.” E ele respondeu o de sempre: “Como você é exagerado.”

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 20:25

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Josy Galvão