Archive for the ‘Seleção Alemã’ Category

XXII de novembro – Parabéns, Torsten Frings

22/11 – Torsten Frings, um dos ícones do futebol alemão completa 41 anos. Nascido em 22/11 de 1976, na cidade de Würselen, Alemanha, iniciou sua carreira profissional no Alemannia Aachen, jogou pelo Borussia Dortmund, Werder Bremen e Bayern de Munique, na Alemanha. Considerado uma lenda no futebol alemão, Torsten encerrou a carreira de jogador, no Toronto FC do Canadá.

Torsten Frings ainda atuou por muito tempo na Seleção Alemã. Sua primeira escalação para a seleção principal ocorreu em 2001, tendo participado da Copa do Mundo FIFA 2002, em que a Alemanha foi vice-campeã, da UEFA Euro 2004, com uma fraca e muito criticada campanha da seleção nacional, eliminada logo na primeira fase do torneio. Participou também das equipes que ficaram na terceira colocação na Copa das Confederações 2005 e Copa do Mundo FIFA 2006 e da equipe vice-campeã da UEFA Euro 2008.

A todas as equipes que passou, Torsten Frings emprestou seu estilo impetuoso e compenetrado. Muito focado em seu trabalho, sempre foi muito mais preocupado em fazer as coisas acontecerem dentro de campo, do que em aparecer fora dele. Sua personalidade forte e seu jeito reservado, porém decidido, sempre foram sua marca registrada, e seu tranquilo jeito de liderar fez com que conquistasse admiradores e amigos em todas as equipes em que atuou.

Em 2013 assumiu no Werder Bremen,  o cargo de assistente técnico da equipe “U 23″. Em outubro de 2014 assumiu com o técnico Viktor Skripnik a equipe principal do Bremen, livrando-a do rebaixamento na  temporada. Frings ficou no cargo até 18 de setembro de 2016.

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Em dezembro de 2016, Torsten assumiu como técnico a equipe do Darmstadt, hoje na 2.Bundesliga.

Confira alguns momentos de Torsten Frings:

A equipe do Batom e Futebol deseja muitas felicidades e muito sucesso para o eterno capitão Torsten Frings.

Herzlichen Glückwunsch und die besten Wünsche, Kapitän!

Happy Birthday!

Feliz Cumpleaños!

Feliz Aniversário!

Liebe Grüße aus Brasilien!

 

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 23:49

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Por Josy Galvão

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Boateng diz que Alemanha está mais forte que em 2014

Sané, Özil, Boateng, Draxler e Khedira no lançamento do novo uniforme da seleção alemã, em 7 de novembro (Foto: EFE/FELIPE TRUEBA)

Sané, Özil, Boateng, Draxler e Khedira no lançamento do novo uniforme da seleção alemã, em 7 de novembro (Foto: EFE/FELIPE TRUEBA)

O ciclo entre Copas fez bem aos defensores do título mundial. É o que assegura o zagueiro Jérôme Boateng. Em entrevista ao jornal germânico “Bild” publicada nesta quarta-feira, o jogador disse que a Alemanha está mais forte do que em 2014, quando foi campeã no Brasil.

– Continuamos nos desenvolvendo em todos os setores da equipe, promovendo a chegada de jogadores que têm fome – afirmou o zagueiro do Bayern de Munique, desde 2009 na seleção principal. – Temos atualmente a melhor defesa desde que estou na seleção.

No meio de campo, as chegadas de Goretzka, Sané e Can dão novas possibilidades. E, no ataque, “ter encontrado um cara como Timo Werner é muito importante”. Além desses, a Alemanha também conta com os atacantes Sandro Wagner, Mario Gómez e Lars Stindl.

– É uma sorte ter novamente tantas possibilidades no ataque – concluiu Boateng.

Na terça passada, os alemães empataram por 2 a 2 com a França em amistoso e completaram o ano inteiro invictos, pela primeira vez desde 1997. A última derrota foi na semifinal da Eurocopa, em julho de 2016, justamente para os franceses, por 2 a 0. Desde então, foram 16 vitórias e cinco empates.

 

Matéria originalmente publicada por:      https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 00:08

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Josy Galvão

Alemanha marca no final e arranca empate com a França por 2 a 2 em amistoso

Alemanha empata com França no último suspiro

Atual campeã do mundo, a Alemanha por pouco perdeu a longa invencibilidade que detém desde a eliminação nas semifinais da Eurocopa de 2016 para a França. Nesta terça-feira, em Colônia, justamente contra os franceses, a seleção alemã precisou de um gol de Stindl, aos 47 minutos do segundo tempo, para arrancar o empate por 2 a 2 no amistoso e chegar a 21 jogos sem perder – 16 vitórias e agora 5 empates. É a primeira vez desde 1997 que os alemães terminam um ano sem serem batidos.

Os torcedores que foram ao Rhein-Energie Stadion, em Colônia, puderam assistir a um jogo em que nada parecia ser um amistoso. As duas seleções buscaram o ataque a todo o momento e os franceses surpreenderam pela velocidade de seus contra-ataques, que deixavam os alemães sem muita reação na defesa.

O centroavante Alexandre Lacazette, atualmente no Arsenal, brilhou ao marcar os dois gols da seleção treinada pelo técnico Didier Deschamps – em ambos, o contra-ataque foi puxado pelo atacante Mbappé, do Paris Saint-Germain. Já os atuais campeões do mundo contaram com um gol de Timo Werner no primeiro tempo, além do marcado por Stindl nos instantes finais.

O placar de 2 a 2, no entanto, poderia ter sido com mais gols. Do lado alemão, Timo Werner criou boas chances e Toni Kroos acertou a trave em uma cobrança de falta. Já os franceses obrigaram o goleiro Kevin Trapp a fazer três boas intervenções no primeiro tempo.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     https://istoe.com.br/

São Paulo – Brasil – 22:38

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Josy Galvão

“Pressão para vencer na Rússia é maior”, diz técnico Löw

Depois de se consagrar campeã na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, a Seleção Aalemã de futebol está pronta para enfrentar o desafio na Rússia, diz Joachim Löw à DW. Mas é preciso manter a ambição. E o clima é outro, lembra.

Joachim Löw (picture-alliance/dpa/C. Charisius)Joachim Löw, técnico da Seleção Alemã de futebol: “Provavelmente seremos os favoritos em 2018”

 

Em entrevista à Deutsche Welle, o técnico da seleção alemã de futebol, Joachim Löw, comentou a futura participação da equipe na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Indagado sobre as perspectivas de a Alemanha se tornar novamente campeã do mundo, repetindo a vitória no Brasil, três anos atrás, ele explicou: “Vai ser preciso um esforço gigantesco, uma concentração e, acima de tudo, nunca ceder”.

“Pode ser que a pessoa perca a ‘fome’, e isso significa que outros talvez sejam ainda mais ambiciosos e de algum jeito a derrube do pedestal. Por isso, a tarefa mais difícil é sempre ficar nesse nível alto, sem cair”, completou o técnico, que comanda a seleção desde 2006.

Além das diferenças climáticas em relação ao Brasil, local do Mundial de 2014, Löw também considera a pressão das expectativas um fator relevante para os craques alemães no próximo torneio.

“O Brasil era muito quente, o horário das partidas também era outro. Lá nós não estávamos tão em foco, desde o início, porque se dizia que nunca um europeu tinha conquistado um título em solo sul-americano”, declarou o técnico.

“Na Rússia, vamos provavelmente ser – não há como evitar – os favoritos neste torneio: campeões do mundo, vencedores da Copa da Confederações, conseguimos uma boa qualificação. A pressão está sempre lá, e eu acho que na Rússia ela vai ser um pouco maior sobre o nosso time.”

Mesmo assim, o experiente técnico de 57 anos tem uma noção bem definida do que poderá contribuir para a vitória na Rússia: “Acho que dá para dizer numa frase, mesmo que talvez soe gasta ou banal: cada um deve se concentrar cem por cento na própria tarefa.”

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 01:20

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Josy Galvão

Mats Hummels: “França é uma equipe sensacional”

Mats Hummels: «França é uma equipa sensacional»

Foto: Reuters

 

O zagueiro alemão Mats Hummels fez grandes elogios à seleção francesa, a qual vai enfrentar na próxima terça-feira (14), num amistoso de preparação para o Mundial de 2018. Em declarações ao ‘Bild’, o  jogador disse considerar a equipe comandada por Didier Deschamps uma das grandes favoritas e destacou a quantidade de soluções que tem para todas as posições.

“Eles têm uma quantidade incrível de jogadores jovens. Nunca vi nada assim. Nós também temos mas, neste patamar, eles estão um passo à frente. É uma equipe sensacional e favorita para o torneio. É que, mesmo que dois jogadores se lesionem, eles têm alternativas suficientes para escolher em todas as posições, o que é fascinante”, afirmou.

 

 

São Paulo – Brasil – 01:12

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Por Josy Galvão

Oito anos sem Robert Enke

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Com a finalidade de chamar a atenção para uma doença silenciosa e fatal e também para guardar na memória o grande esportista, Robert Enke, o Batom e Futebol faz questão de lembrar esta data todos os anos.

No dia 10 de novembro de 2009, há exatos oito anos, a Alemanha, recebia chocada a morte do goleiro Robert Enke, que à época defendia o Hannover. O arqueiro tinha 32 anos de idade, sofria de depressão e cometeu suicídio, deixando-se atropelar por um trem em um cruzamento ferroviário de Eilvese, Neustadt am Rübenberge, a 30km da cidade de Hannover. Após seu falecimento, os olhos da Medicina ficaram mais atentos a este transtorno psiquiátrico. Dois meses depois da tragédia, a sua mulher, Teresa, criouFundação Robert Enke, que desenvolve projetos educativos sobre depressão e doenças cardíacas infantis, com o intuito de conscientizar as pessoas acerca da doença e evitar que tragédias semelhantes ocorram.

Quando o suicídio de Enke ainda era um acontecimento recente, sua viúva, Teresa Enke, revelou os motivos que levaram o jogador à depressão. As passagens mal sucedidas por Barcelona – clube no qual ficou quase um ano sem jogar – e Fenerbahçe – o qual defendeu por empréstimo em apenas um jogo, uma traumática derrota de 3 a 0 para o Istambulspor; àquele dia, os torcedores do Fener o apontaram como o principal culpado pela derrota e o agrediram – e a morte da sua filha, Lara Enke, em 2006, decorrente de complicações no coração e na audição – a menina tinha apenas dois anos -, estes fatos nunca foram aceitos por Robert.

“Tentei dar-lhe esperança, dizia-lhe que nem tudo eram coisas ruins, que havia coisas belas na vida. Pensava que conseguiríamos, com amor… Mas às vezes o amor não basta”, lamentou Teresa, em revelação à imprensa alemã. Robert foi enterrado junto ao túmulo de Lara, em um cemitério da cidade de Hannover. Deixou Teresa, sua esposa, e Leila, uma filha adotiva.

A clássica foto de Robert Enke com Lara Enke nos braços tornou-se o logo da Fundação Robert Enke, da qual Teresa Enke faz parte (Foto: Getty Images)

 

“Há seis meses, Robert voltou ao meu consultório. Ele novamente estava sofrendo com fases depressivas que chegaram a afastá-lo dos treinos”, confirmara Valentin Makser, médico do jogador.

Nem as grandes atuações no Hannover, onde se tornou ídolo, e as recentes convocações à seleção alemã foram o suficiente para evitar a baixa autoestima de Robert Enke.

“Enke foi um número um no melhor sentido da palavra. É por isso que hoje temos os corações tão pesados”, disse Martin Kind, presidente do Hannover 96 àquele ano, à imprensa. O corpo de Enke foi velado no círculo central do gramado da AWD-Arena – atualmente denominada HDI-Arena -, e a torcida dos Roten compareceu à despedida em peso. Em homenagem ao ex-goleiro, o clube aposentou a camisa 1.

Em novembro de 2012, o jornalista e escritor alemão Ronald Reng lançou uma biografia do ex-atleta, intitulada “Robert Enke, uma vida curta demais”. Reng conheceu Enke em 2001, numa visita a Lisboa, quando o futebolista defendia o Benfica. A partir dali, firmaram uma amizade.

“Uma vez lhe dei um dos meus livros e ele gostou. Então, por brincadeira, disse-lhe que um dia poderíamos escrever um livro juntos”, explanou Ronald, em entrevista ao portal Mais futebol“Hoje sei por que razão ele levou essa ideia tão a sério. Ele esperava poder contar como tinha vencido uma doença chamada depressão, que nunca pudera assumir”, completou.

Na obra, é revelada uma proposta do Porto de José Mourinho ao goleiro, que preferiu assinar com o Barcelona pelo fato de o FCP ser um dos maiores rivais do SLB. O livro ainda conta que a ida ao FCB provocou um arrependimento por parte do jogador, que chegou a sentir saudades de Portugal, país onde demorou a se adaptar, mas do qual se agradou depois.

Para Ronald Reng, a morte de Robert Enke deixou um legado: agora, os jogadores não hesitarão em assumir qualquer doença.

“Antes, era virtualmente impossível um jogador assumir doenças deste tipo. Na equipe do Mönchengladbach, que Robert representou até 1999 (ano em que os Potros caíram para a segunda divisão pela primeira vez em sua história), antes de vir para o Benfica, houve cinco casos de jogadores com depressões. E nenhum foi divulgado na época Os jogadores arranjavam falsas lesões, para não jogarem ou não treinarem. Era impossível assumir um problema no cérebro, que é a parte mais íntima do corpo”, contou.

Nascido em Jena, município da antiga Alemanha Oriental, Enke iniciou sua carreira no clube da cidade, o Carl Zeiss Jena. Quando ascendeu ao profissionalismo, em 1995, tinha apenas 18 anos. Um ano depois, acertou sua transferência para o Borussia Mönchengladbach. Após o rebaixamento dos Potros, mudou-se para Portugal, onde defendeu o Benfica.

Vestiu a camisa dos Encarnados até 2002, época em que rumou para o Barcelona. Durante o período em que esteve vinculado aos catalães, foi emprestado ao Tenerife, também da Espanha, e ao Fenerbahçe, da Turquia. Posteriormente às passagens discretas pelos territórios espanhol e turco, retornou à Alemanha em 2004, para assinar com o Hannover, último clube de sua vida. Foi lá onde o goleiro voltou a ter grandes atuações, até decidir partir.

Para os fãs do futebol ficam as eternas saudades e os mais sinceros agradecimentos a quem engrandeceu o esporte e lutou bravamente contra uma grave doença.

Robert Enke é lembrado na sala de troféus do Carl Zeiss Jena, primeiro clube de sua carreira (Foto: Divulgação/Carl Zeiss Jena)

Passados oito anos da partida de Robert, nós que fazemos o Batom e Futebol e que acreditamos no poder transformador do futebol, insistimos que se faz necessária mais atenção por parte dos dirigentes e  clubes de futebol, que olhem em volta e percebam que o futebol é muito mais do que um esporte e um negócio, o futebol é e deve ser tratado como uma ciência humana. O atleta precisa e deve ter um acompanhamento físico, psicológico, social, familiar e financeiro. Para que ele renda o que o seu clube espera, deve estar com sua vida totalmente em equilíbrio, inclusive sendo preparado para quando chegar a hora de parar de jogar.

Que a saudade deixada pelo grande atleta que foi Robert, sirva para lembrar que a depressão é uma doença e que em nenhuma profissão, sexo, idade, raça, credo ou condição social o ser humano está distante dela.

 

 

São Paulo – Brasil – 19:00

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Por Josy Galvão

Na Rússia, Podolski vê Alemanha forte para Copa e mantém flerte com o Fla

Podolski na Praça Vermelha: atacante está em Moscou para lançamento de bola oficial da Copa (Foto: Reprodução/Instagram)

Podolski na Praça Vermelha: atacante está em Moscou para lançamento de bola oficial da Copa (Foto: Reprodução/Instagram)

Aos 32 anos, Lukas Podolski anunciou a sua saída da Seleção Alemã em agosto de 2106. A aposentadoria foi em março, num jogo amistoso que marcou a aparição de número 130 dele com a camisa da equipe tetracampeã mundial. O atacante do Vissel Kobe, do Japão, está em Moscou para o lançamento da bola oficial do Mundial. Num papo com a reportagem do GloboEsporte.com, disse que decidiu parar por já ter cumprido todos os objetivos com a Alemanha. Arrependimento por ter parado? Nenhum.

– O meu tempo… Já deu para mim. Não dá para alcançar mais do que eu já fiz – afirmou.

Podolski disputou três Copas do Mundo pela Alemanha (2006, 2010 e 2014) e conquistou o título no Mundial do Brasil. Em 2006 e 2010, os alemães terminaram na terceira colocação. Mesmo depois de a Alemanha ganhar a Copa das Confederações deste ano com um time formado por jovens jogadores e de ter feito uma campanha com 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias (dez vitórias em dez jogos), o atacante é cauteloso ao falar sobre favoritismo.

– Eu acho que estamos fortes, mas a Copa do Mundo é diferente da Copa dos Confederações. Temos de estar muito concentrados na competição num período de seis a oito semanas.

A relação com o Brasil, e principalmente com o Flamengo, também foi tema da conversa com o atacante. Ele ainda tem dois anos de contrato com o Vissel Kobe, mas mantém o flerte com o Rubro-Negro. O atacante, que já se declarou torcedor do time brasileiro em várias entrevistas e também nas redes sociais, disse que pode discutir o tema se “a oportunidade vier”, deixando em aberto a possibilidade de defender a equipe um dia.

– Claro que existe (possibilidade). Eu nunca digo não para algo, você nunca sabe o que pode acontecer no futebol. Eu tive ótimos momentos no Brasil, não sei o que vai acontecer depois do Japão. Eu gostaria de jogar mais do que os dois anos de contrato. Todo mundo sabe que eu gosto do Brasil, gosto do time do Flamengo, adoro o amor dos fãs. Vamos ver o que acontece.

 

Podolski posa com camisa do Flamengo: atacante mantém relação de carinho com o clube (Foto: Arquivo pessoal)

Podolski posa com camisa do Flamengo: atacante mantém relação de carinho com o clube (Foto: Arquivo pessoal)

Confira a íntegra da entrevista:

Nós queríamos saber por que você se aposentou da seleção alemã um ano antes da Copa do Mundo. Porque talvez fosse uma grande oportunidade para sua quarta Copa…
– O meu tempo… Já deu pra mim. Eu tive muitos jogos, muitos grandes momentos e em alguma hora você precisa parar. Acho que foi o momento certo de dizer adeus. Você pode sempre argumentar sobre o momento. Por que um ano antes? Por que um ano depois? Por que agora? Mas pra mim foi a hora de dizer adeus. Porque eu tenho agora 130 jogos pela seleção, joguei muitas Copas do Mundo, Eurocopas, eu vi o mundo com a seleção da Alemanha e eu acho que é o suficiente. Não dá pra alcançar mais do que eu já fiz.

A seleção alemã ganhou a Copa das Confederações com uma geração novinha em folha, e eles pareceram jogadores muito habilidosos. O que você pode dizer sobre o Goretzka, o Timo Werner e esses caras? 

Nós temos sorte, nós temos tantos bons jogadores, jogadores jovens… Não é fácil para o treinador escolher quem serão os jogadores da Copa, porque nós temos muitos. Vamos ver o que acontece. Mas a Copa das Confederações foi muito forte, assim como as Eliminatórias com 10 jogos e 10 vitórias. Eu acho que nós estamos fortes, mas a Copa do Mundo é algo diferente da Copa das Confederações, porque é um outro nível, é uma grande luta, que exige muita concentração entre seis e oito semanas. Isso é o mais importante, e nos vamos ver o que acontece. É claro que o objetivo pra gente, para a seleção alemã, é ganhar a Copa de novo.

Você já viu a bola da Copa do Mundo. Já deu pra sentir como ela é? Você gostou?
Sim! É um design novo, ela é feita de um novo material, tem algo novo com sequência de desenhos dela, designs novos… Vamos ver como essa bola vai se comportar na Copa, quantos gols eles vão marcar com a bola. E o que eu gosto mais é a cor dela, preta e branca, sempre com alguns referências à fabricante dela, mas é uma bola legal, vamos ver durante a Copa.

Nós vimos que a sua relação com os brasileiros foi muito boa, você falou bastante do Flamengo quando estava lá na Copa… Mas para os brasileiros o período em que vocês estiveram foi tipo um pesadelo para a gente, por causa do 7 a 1 na semifinal, foi pesado demais… Durante aquele jogo você sentiu pena, vamos dizer assim, da seleção brasileira ou não? Como você se sentiu durante aquele jogo?Não, durante o jogo eu não senti nada, senti mais após o jogo, porque muita gente estava chorando no estádio e os jogadores brasileiros estavam muito desapontados após o jogo. É claro que você sente algo pelo adversário, mas nós somos alemães, ficamos sempre focados no jogo. Você pôde ver também que após o jogo nós não comemoramos muito. Fomos até os nossos, depois fomos cumprimentar os brasileiros e já começamos a nos concentrar na final. É por isso que as pessoas sempre dizem que os alemães são focados, são como máquinas, e é por isso que a gente ganhou a Copa. Por isso que somos sempre fortes. É claro que a gente sente pelo Brasil, quando saímos do estádio no ônibus a atmosfera era muito ruim. Mas isso é esporte. Tínhamos que seguir adiante, faltava um jogo pro nosso objetivo. E na final a atmosfera já era boa, tínhamos vários brasileiros torcendo pra gente e isso também foi legal. Ver várias camisas do Brasil e do Flamengo no estádio na final criou um ambiente muito bom pra gente.

Você ainda é jovem, 32 anos, jogando no Japão. Ainda há uma possibilidade de jogar no Brasil, no Flamengo, como você falou no passado?

Sim, é claro eu nunca digo “não” para algo assim, porque não dá pra saber o que acontece no futebol. Nas vezes em que estive no Brasil eu curti muito, mas não sei o que vai acontecer quando eu deixar o Japão. Eu gostaria de jogar mais do que os dois anos de contrato que eu tenho (com o Vissel Kobe) e vamos ver o que acontece. Eu gosto do jogo, gosto de jogar.

E você gosta do Brasil…

Eu gosto de jogar, mas não posso dizer sim ou não. Quando a oportunidade vier, a gente pode discutir isso. Mas no momento eu estou no Japão e não há razão pra falar disso. Todos sabem que eu gosto do Brasil, gosto do clube Flamengo, gosto do amor dos torcedores por mim. Eu diria… Vamos ver, vamos ver o que acontece.

 

Matéria originalmente publicada por:      https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 01:43

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