Archive for the ‘Viajando pelo mundo’ Category

Dicas de turismo em Frankfurt

Mais conhecida por seu aeroporto, seus bancos e arranha-céus, metrópole alemã tem mais de 1,2 mil anos de história. Nela nasceu Goethe e foram coroados reis e imperadores. Hoje, a cidade caminha para um futuro verde.

Centro histórico e arranha-céus de Frankfurt

Centro histórico e arranha-céus de Frankfurt

 

Desde a Idade Média, Frankfurt é uma das principais cidades alemãs. Hoje, a metrópole do estado de Hessen se transformou num importante centro financeiro mundial, além de ser porta de entrada para a Alemanha, já que o seu aeroporto é o que mais recebe voos internacionais no país.

Com cerca de 750 mil habitantes (por volta de 2,5 milhões na área metropolitana), a cidade é sede do Banco Central Europeu (BCE), da Bolsa de Valores de Frankfurt, de diversos institutos financeiros, como os bancos Deutsche Bank e Commerzbank, e também de importantes feiras, como o Salão do Automóvel de Frankfurt e a Feira do Livro de Frankfurt.

A metrópole, no entanto, é mais que negócios e finanças. Seu nome (Frankfurt = Passo dos Francos) remonta à tribo germânica que ocupou a região a partir do século 6°. Com mais de 1,2 mil anos de história, a cidade se tornou uma importante rota comercial ao longo dos séculos, sendo palco da coroação de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico a partir do século 16. 

Essa história pode ser conhecida de perto em Frankfurt, pois o caminho da coroação(Krönungsweg) ia da praça Römerberg, onde se localiza a prefeitura da cidade, até a Igreja de São Bartolomeu (Kaiserdom), cuja torre domina o centro histórico até hoje.

As famosas salsichas frankfurter também são chamadas de “salsichas da coroação” (Krönungswürstchen), porque eram servidas nas festas na praça Römerberg.

Na área da Igreja de São Bartolomeu (Kaiserdom Sankt Bartholomäus),também se encontra o Jardim Arqueológico,com as fundações dos prédios mais antigos da cidade, desde termas romanas a casas medievais.

Frankfurt também é o berço da democracia na Alemanha, pois foi na Paulskirche que se reuniu pela primeira vez a Assembleia Nacional (Nationalversammlung) – o primeiro Parlamento eleito da Alemanha. O objetivo era estabelecer uma Constituição para a unificação dos países germânicos, o que fracassou diante da ambição da Prússia, que acabou anexando a cidade em 1866.

Em Frankfurt, o visitante pode ainda visitar a casa onde nasceu Johann Wolfgang von Goethe. Foi ali que o maior poeta alemão passou boa parte de sua vida e escreveu algumas de suas mais importantes obras. Hoje, 45 mil universitários estudam na Universidade Goethe de Frankfurt.

A metrópole abriga uma das vidas culturais mais agitadas da Alemanha, com um complexo único de museus ao longo das margens do rio Meno. Entre eles, o renomado Museu Städel, com um dos maiores acervos de pinturas da Europa, e a Escola Städel (Städelschule), uma das academias de belas-artes mais renomadas do planeta.

Além da vida cultural, Frankfurt possui uma cena musical bastante animada, afinal ela foi um dos berços da música tecno e, desde 1953, promove o mais antigo festival de jazz do mundo (Deutsches Jazzfestival). O prédio da ópera (Alte Oper) é considerado um dos mais belos da Alemanha, e os teatros da cidade estão entre os melhores do país.

Quem visita hoje Frankfurt pode dificilmente imaginar que, até a década de 1950, a torre da Igreja de São Bartolomeu era o ponto mais alto da cidade com seus 95 metros de altura. O centro histórico foi destruído na guerra e se antes a paisagem urbana era dominada por casas em enxaimel, hoje elas deram lugar a arranha-céus, o que rendeu à cidade o apelido de Mainhattan (junção de Main, nome em alemão do rio que banha Frankfurt, com Manhattan).

E com a saída do Reino Unido da União Europeia, os olhos se voltam agora também para Frankfurt, que poderá lucrar com o Brexit. E não menos importante: Frankfurt é uma das cidades mais ecológicas da Alemanha, rodeada por um cinturão verde – um prazer para os entusiastas dos passeios de bicicleta. Até 2050, a cidade estabeleceu medidas para que seu abastecimento energético provenha inteiramente de fontes renováveis.

Melhor época para visitar

Frankfurt é uma metrópole comercial e cultural que pode ser visitada durante todo o ano. O verão é geralmente quente e ensolarado, enquanto no inverno as temperaturas dificilmente ficam abaixo dos 0°C.

A temperatura média anual gira em torno dos 10°C. Em julho, o mês mais quente, essa média é por volta de 20°C. Janeiro é o mais frio com média em torno dos 1°C. Para quem não gosta de chuva, fevereiro é a melhor pedida, enquanto junho é quando se registram mais precipitações.

Visitar a cidade nos meses de verão tem a vantagem dos festivais ao ar livre, como a Museumsuferfest (Festas na Margem dos Museus), que acontece no fim de agosto. Mas quem vem no inverno pode prestigiar a Feira de Natal de Frankfurt, uma das maiores e mais antigas da Alemanha, que se realiza na praça Römerberg.

Onde se hospedar

Anualmente, mais de três milhões de pessoas pernoitam em Frankfurt, e a maioria vem a trabalho. Por esse motivo, nos últimos anos, hotéis de três estrelas adaptados a esse tipo de público foram inaugurados por toda a cidade.

Essas são boas opções de hospedagem na metrópole banhada pelo rio Meno, principalmente para quem fica no centro histórico (Altstadt), pois a partir dali é possível conhecer muitas das atrações turísticas da cidade a pé.

Em torno da Estação Central, você pode encontrar opções mais baratas de hospedagem. É uma região bastante movimentada de noite, até mesmo com zona de prostituição, o que pode ser uma desvantagem para quem quer sossego.

Sachsenhausen, por sua vez, tem a vantagem de ser um bairro residencial, mas com muitos clubes, bares e restaurantes que servem o típico Apfelwein (vinho de maça) e ali também se localizam vários museus. Mas a área pode ser um pouco fora de mão para quem quiser conhecer outras atrações a pé.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 16:08

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Josy Galvão

 

10 destinos internacionais para passar o Carnaval em 2019

Image result for carnaval 2019Já se cansou do Carnaval no Rio, Salvador ou São Paulo e quer explorar novas possibilidades de festas? Ou cansou do agito e quer passar o próximo Carnaval bem longe de eventos carnavalescos, só descansando? Existem opções de destinos internacionais consideravelmente próximos ao Brasil e ideais para se curtir em apenas uma semana, tempo que costumamos ter de folga nessa época do ano.

Tem opções para quem quer curtir festas diferentes e para quem quer somente conhecer novos lugares e descansar. Confira:

Slide 1 de 10: Barranquilla é uma cidade colombiana famosa pela alegria e a dança. A mais de mil quilômetros de Bogotá, a capital, mais parece outro mundo, e certamente não é possível conciliar em uma mesma viagem os dois destinos - e Bogotá certamente vale a pena, se você quer explorar cidades fantásticas. Mas se você quer curtir uma boa celebração de Carnaval, é uma ótima opção. O Carnaval de Barranquilla é uma das mais tradicionais celebrações folclóricas do país e reúne milhares de pessoas fantasiadas nas ruas.+ Encontre sua hospedagem em Barranquilla

Slide 2 de 10: Também conhecida como Santiago do Chile, Santiago é a capital do país andino que ocupa parte da porção sul do nosso continente, ao lado da Argentina. Repleta de natureza, museus, centros culturais, bares, restaurantes, bairros coloridos e ótimos mirantes, a cidade é uma joia latino-americana que cresce aos pés da Cordilheira dos Andes desde sua fundação, em 1541, se tornando cada vez mais um destino turístico, cosmopolita e um centro financeiro e cultural. É um ótimo destino para conhecer em uma semana e fica bem pertinho daqui.+ Encontre sua hospedagem em Santiago

Slide 3 de 10: Buenos Aires é um destino popular entre os brasileiros - e não à toa. Bem pertinho do Brasil, a capital argentina é um lugar com arquitetura simpática, comida boa e ótimos shows de tango. Uma semana é um tempo muito bom para conhecer a cidade e ainda explorar vizinhanças mais distantes, como El Tigre. Além de ter fácil acesso (são apenas 3 horas de voo do Brasil), o destino ainda não exige visto ou passaporte. De fato, é um ótimo destino para quem ainda não conhece.+ Encontre sua hospedagem em Buenos Aires

Slide 4 de 10: Talvez tão famoso quanto o nosso carnaval, mas certamente mais antigo, o Carnaval de Veneza acontece anualmente na mesma época em que o nosso e termina com o Martedì Grasso, ou Terça-Feira Gorda, 40 dias antes da páscoa. Nessa festa que acontece há mais de 900 anos, locais de reúnem com turistas e vestem incríveis fantasias que fazem referência aos trajes usados na Renascença, sem falar das famosas máscaras, para festejar nas ruas. À noite, diversos estabelecimentos promovem festas que vão até o sol nascer.+ Encontre sua hospedagem em Veneza

Slide 5 de 10: Aruba é um destino popular para os amantes de praias paradisíacas e é certamente um ótimo destino para passar uma semana. Os especialistas na pequena ilha, que é um território do Reino dos Países Baixos (da Holanda), dizem que o melhor lugar para quem a visita pela primeira vez é a sua capital, Oranjestad, um lugar com belas praias, casinhas coloridas e ruínas históricas.+ Encontre sua hospedagem em Oranjestad

Slide 6 de 10: Lisboa é um destino mais barato e mais próximo para quem sai do Brasil e certamente pode ser explorada em uma semana, talvez até dê para conhecer um pouco do interior do país. A capital portuguesa reúne diversos lugares históricos com vielas e restaurantes aconchegantes, que revelam parte de um passado rico e marcado pela cultura.+ Encontre sua hospedagem em Lisboa

Slide 7 de 10: Como todas as capitais europeias, Madri é uma cidade cheia de história e cultura. A capital espanhola reúne um pouco da cultura de todo o país, ostenta em número de obras de artistas extremamente famosos e edifícios de arquitetura espetacular. Como se isso já não fosse o suficiente, ainda é um destino jovem e cosmopolita. Assim como Lisboa, é um dos destinos mais baratos para quem sai do Brasil, justamente por ser uma porta de entrada para a Europa, e uma semana é tempo suficiente para curtir a cidade e ainda fazer um bate-e-volta a cidades próximas.+ Encontre sua hospedagem em Madri

Slide 8 de 10: Mardi Gras é francês para Terça-Feira Gorda e é um tradicional festival que acontece em alguns lugares ao redor do mundo, sendo o mais famoso deles em New Orleans, nos EUA. A data, assim como nossa Terça-Feira de Carnaval, marca o último dia antes da Quaresma, o período católico de jejum, e por isso é sinônimo de abundância e fartura. Nesse dia, as ruas de New Orleans são tomadas por pessoas fantasiadas com álcool na mão em festividades – muito semelhantes ao nosso carnaval de rua – cheias de música e cor. As cores oficiais, aliás, são roxo, verde e dourado, que representam, respectivamente, justiça, fé e poder, e o lema da parada é laissez les bons tempos rouler ou, em português, deixe os bons tempos rolarem.+ Encontre sua hospedagem em New Orleans

Slide 9 de 10: A cidade de Havana foi fundada pelos espanhóis no século 16 e, graças à sua posição estratégica, serviu, por muito tempo, de ponto de parada para os navios que vinham da Espanha para a América e vice-versa. Seu centro histórico é um Patrimônio Mundial da Unesco e é visitado por mais de um milhão de turistas anualmente – com um número cada vez mais crescente. Ela se destaca por sua história, cultura, arquitetura e monumentos, além de seu clima tropical e suas praias. Talvez o Carnaval seja uma boa época para ir explorar a capital cubana e seus arredores, uma vez que o país tem se aberto cada vez mais para o turismo.+ Encontre sua hospedagem em Havana

Slide 10 de 10: Miami é um dos destinos mais buscados por quem quer curtir praias paradisíacas e fazer boas compras. Cheia de brasileiros, você certamente se sentirá em casa - mas sem o agito do Carnaval daqui. A apenas pouco mais de oito horas de voo, uma semana é o tempo ideal para chegar lá, curtir bastante ótimas praias, fazer compras e ainda explorar os arredores.+ Encontre usa hospedagem em Miami

 

 

Matéria originalmente publicada por: Fonte:   https://www.msn.com

São Paulo – Brasil – 07:45

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Josy Galvão

 

A história do castelo alemão vendido por um euro

O castelo de Marienburg.© GETTY O castelo de Marienburg.

 

O príncipe Ernst August von Hannover levou 14 anos para tomar uma decisão que revelou que a nobreza alemã parece viver de aparências — e que os magníficos castelos nem sempre são o que parecem. Depois de se tornar em 2004 o chefe da Casa de Welf, talvez a mais nobre dinastia da Alemanha, o jovem de 35 anos se rendeu às leis que regem a vida dos ricos e pobres e decidiu vender, pelo preço simbólico de um euro, o magnífico palácio de Marienburg, a residência oficial da dinastia, no estado da Baixa Saxônia. O príncipe não queria gastar mais dinheiro na conservação do prédio.

“Foi uma decisão de grande importância para minha família”, admitiu o príncipe quando anunciou a venda do palácio. “Encontramos uma boa solução que permitirá que o palácio e seu inventário sejam preservados para o público”. O novo proprietário do palácio, que foi iniciado em 1867 no topo de uma colina, será a empresa LIemak Inmobilien, uma subsidiária da Klosterkammer, que se comprometeu a financiar os custos de renovação da grande residência, estimado em quase 30 milhões de euros, embora haja especialistas que dizem que, para evitar que o castelo se torne uma ruína, mais de 60 milhões devem ser gastos.

“Eu não podia mais cuidar das despesas”, admitiu o príncipe quase humildemente, aceitando que a conservação da grande residência, que tem 135 quartos, estava destruindo sua riqueza pessoal. O jovem iniciou negociações com as autoridades de Hannover há sete anos, mas seus problemas financeiros foram herdados quando seu pai, o príncipe Ernst August, transferiu-lhe o patrimônio da família em 2004.

Ekaterina Malysheva e Ernst August von Hannover, depois de seu casamento civil na Prefeitura de Hannover.© GTRESONLINE Ekaterina Malysheva e Ernst August von Hannover, depois de seu casamento civil na Prefeitura de Hannover.

Já em 2005, o jovem foi forçado a leiloar tesouros artísticos do palácio, medida que lhe rendeu 44 milhões de euros. Com o dinheiro, o príncipe pagou dívidas antigas e renovou uma torre que estava caindo aos pedaços. O jovem também lançou programas culturais que atraíram mais de 200.000 visitantes por ano, mas o sucesso não impediu que o majestoso palácio se deteriorasse ainda mais.

A compra do esplêndido prédio e os caros planos para renová-lo, como esperado, foram criticados pelos partidos da oposição. “Os planos do governo são absolutamente absurdos”, denunciou o especialista em orçamento dos Verdes, Stefan Wenzel. De acordo com a lei de proteção de monumentos, os proprietários são responsáveis pela preservação de edifícios históricos.

Mas o Ministério da Cultura defendeu a decisão de adquirir o palácio. “Marienburg é um monumento cultural e um lugar de recordação de grande importância para a identidade estatal da Baixa Saxônia”, disse o ministro Björn Thümler (CDU). “O palácio é um dos monumentos mais importantes da Baixa Saxônia.”

O acordo entre o chefe da Casa de Welf e o governo regional estipula a criação de uma fundação cultural que administrará cerca de 1700 obras de arte do palácio. A fundação será presidida pelo príncipe Ernst August. O governo regional também adquiriu dois milhões de euros, além de 100 obras de arte que serão expostas no museu do estado em Hannover, mas a famoso coroa da Casa Real de Hannover, a peça mais valiosa da família, continuará em posse do príncipe.

“Continuarei unindo a Marienburg, ainda que de outra forma”, admitiu o príncipe a um jornal regional de Hannover. Ernst August Jr. viveu até o ano passado em Londres, mas o jovem decidiu mudar sua residência para a Baixa Saxônia depois de se casar com Ekaterina Malysheva. O casamento aconteceu em Marienburg.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.msn.com/pt-br

São Paulo – Brasil –  18:05

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Josy Galvão

A Rota dos Contos dos irmãos Grimm

Uma das mais antigas rotas turísticas alemãs, do centro ao norte do país, tem 600 km e segue as pegadas dos irmãos Grimm. Ela vai de Hanau, onde nasceram Jakob e Wilhelm, a Bremen, do conto dos animais músicos.

Estátuas de bronze dos irmãos Grimm em Hanau

Hanau, cidade natal

A Rota dos Contos de Grimm começa em Hanau, a cerca de 18 km de Frankfurt. Ali nasceram os irmãos Jakob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) Grimm. A cidadezinha medieval preserva a memória dos ilustres irmãos com um festival anual de teatro, em que são interpretadas peças baseadas nos contos dos Grimm. A estátua de bronze é de 1896.

A casa onde moraram os irmãos Grimm em Steinau

Steinau, a infância dos Grimm

Os escritores e filólogos Jakob e Wilhelm Grimm passaram a infância em Steinau. A Amtshaus, prédio renascentista dos condes de Hanau, é hoje a Casa dos Irmãos Grimm, um museu sobre a vida e obra deles. Há também um teatro de marionetes em que são encenados contos de Grimm. Na foto, a casa onde eles moraram.

As cabeças no muro representam O lobo e os sete cabritinhos da fábula dos Grimm

Marburg, estudo do Direito

Foi nesta cidade que Jakob e Wilhelm Grimm moraram entre 1802 e 1805, se formaram em Direito e iniciaram o resgate de contos populares alemães. Fundada em 1527, a Universidade Philipp foi a primeira universidade protestante da Europa. Na cidade, há uma trilha com 15 estações dedicadas aos contos e fábulas dos Grimm. Na foto, as cabeças no muro representam “O lobo e os sete cabritinhos”.

Museu Grimmwelt em Kassel

Kassel, fonte de inspiração

Os irmãos Grimm residiram em Kassel por 30 anos. Em um dos bairros da cidade morava Dorothea Viehmann, uma das principais fontes dos contos e fábulas escritos pelos Grimm. A cidade tem o museu Grimmwelt, dividido em 25 áreas temáticas e com apresentações interativas sobre contos e fábulas, a vida de Jakob e Wilhelm, e o dicionário alemão, compilado pela primeira vez pelos Grimm.

O castelo da Bela Adormecida em Sababurg

Castelo da Bela Adormecida em Sababurg

Já no século 19, Sababurg era considerado pela tradição popular como o castelo em que se passou o conto da Bela Adormecida. A fortaleza foi construída em 1334, no coração do bosque Reinhardswald, entre Kassel e Göttingen.

Beijo na Gänseliesel traz sorte aos recém-formados em Göttingen

Os Grimm foram professores em Göttingen

Jakob e Wilhelm foram professores na Universidade de Göttingen até serem expulsos por terem ideias muito liberais. O símbolo de Göttingen é a “Gänseliesel”, a “pastorinha dos gansos”, de um conto dos Grimm. Reza a tradição que traz sorte aos recém-formados se eles beijam a bochecha da estátua.

Märchenhaus (casa dos contos de fadas) em Alsfeld

Alsfeld e a casa dos contos de fadas

A cidadezinha de Alsfeld, com suas dezenas de casas em enxaimel, já parece cenário de um conto. Na casa de 1628 (!) chamada “Märchenhaus” (casa dos contos de fadas) são lidos contos infantis e o acervo é dedicado aos irmãos Grimm. No andar superior há uma exposição de bonecas de mais de dois séculos.

Vila da Branca de Neve em Bad Wildungen

A vila da Branca de Neve

Segundo o historiador Eckard Sander, o conto da Branca de Neve remonta ao lugar chamado Bergfreiheit em Bad Wildungen. A personagem teria sido inspirada na excepcionalmente bela princesa Margaretha von Waldeck. Os sete anões seriam uma alusão ao trabalho infantil nas minas da região. Ali há uma “casa da Branca de Neve” e num festival anual são apresentados contos em palcos ao ar livre.

Casa onde nasceu Dorothea Viehmann em Baunatal

Baunatal, onde os contos foram narrados

Grande parte dos contos e mitos populares compilados pelos Grimm foram contados a eles por Katharina Dorothea Viehmann, que nasceu nessa casa em 08/11/1755. O pai dela tinha uma taverna e desde criança ela gostava de ouvir as histórias dos viajantes. Um dos mais de 40 contos que ela contou a Jakob e Wilhelm é “O pobre aprendiz de moleiro e a gatinha”, publicado no 2º volume de contos, em 1815.

Hamelin, a cidade do flautista que encanta ratos

Hamelin, “a cidade dos ratos”

“O Flautista de Hamelin” é um dos contos mais conhecidos da Alemanha. A história se passa na cidade medieval de Hamelin, na Baixa Saxônia. De maio a setembro, aos domingos, acontece na cidade o tradicional Festival Flautista de Hamelin.

Chapeuzinho Vermelho foi inspirada no traje tipico de Schwalmstadt

Chapeuzinho Vermelho de Schwalmstadt

Esqueçam a imagem do manto de Chapeuzinho Vermelho que nos acompanha desde a infância. Na realidade, a personagem foi inspirada no traje típico de Schwalmstadt, em que a menina usa um ornamento vermelho cabeça, parecido com um copo.

O castelo da Rapunzel em Trendelburg

O castelo da Rapunzel em Trendelburg

A fortaleza de Trendelburg, com mais de 40 metros de altura, paredes de até sete metros de espessura e suas imponentes torres inspiraram o conto da Rapunzel. Quem estiver disposto a subir os 130 degraus até o telhado da fortaleza, tem a oportunidade de apreciar a bela paisagem.

As ruínas do burgo de Polle, que inspirou o conto da Cinderela

Burgo de Polle e “Cinderela”

No século 13, os condes de Everstein construíram um burgo sobre um rochedo, cuja primeira citação oficial data de 1285. Desde um incêndio em 1641, o burgo está em ruínas. Além de ser palco de um festival anual, o burgo tem um quarto da Cinderela e um museu que podem ser visitados.

Casa de Joãozinho e Mariazinha no Magic Park em Verden

“Parque Mágico” em Verden

Num enorme “bosque encantado” no parque Magic Park, em Verden, figuras móveis em tamanho natural e cenários dos contos dos irmãos Grimm encantam a criançada. O passeio pelo bosque dura meia hora.

A lebre e o ouriço em Buxtehude

Buxtehude, da lebre e do ouriço

O conto da lebre e do ouriço foi escrito por Wilhelm Schröder e publicado pela primeira vez em 1840 num jornal de Hannover com o título “A corrida entre a lebre e o ouriço num campo perto de Boxtehude”. Em 1843, os irmãos Grimm publicaram a fábula em seu quinto volume de contos. Os contos dos irmãos Grimm já foram traduzidos para mais de 160 idiomas.

A estátua dos animais músicos em Bremen

Bremen, dos animais músicos

A fábula do burro, cachorro, gato e galo que fogem de casa, onde seriam mortos, para viverem livres em Bremen, pode ser interpretada como a busca da liberdade pelos serviçais dos senhores feudais. Bremen, já na época, era uma cidade hanseática livre. Em 1977, a fábula inspirou Chico Buarque para o musical “Os Saltimbancos”.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil –  06:30

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Josy Galvão

Conheça as histórias que explicam passado da Oktoberfest

Quem vai a Munique para ver a festa da cerveja mais famosa do mundo também pode aprender sobre curiosidades da Oktoberfest com uma visita guiada. E descobrir que até Albert Einstein já instalou lâmpadas num estande.

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Tradição da cultura bávara, a Oktoberfest de Munique oferece diversão, muita música e, é claro, a bebida típica do evento: a cerveja. Mas, com visitas guiadas, o evento que já acontece há mais de 200 anos também abre espaço para quem quer saber mais sobre a história da festividade e até mesmo de alguns dos brinquedos disponíveis no parque de diversões no local.

O participante mais famoso nos preparativos da Oktoberfest, por exemplo, é Albert Einstein, que chegou a instalar lâmpadas num estande porque os pais tinham uma empresa de artigos de eletricidade.

Outro fato marcante da Oktoberfest é o figurino usado no evento. O vestido usado pelas mulheres, o Dirndl, dá algumas dicas sobre as personalidades das usuárias: se o nó do avental estiver amarrado do lado direito, quer dizer que a dona do vestido é casada. Do lado esquerdo, mostra que a moça é solteira.

Com a ajuda de guias, turistas e moradores de Munique podem aprender ao passear pela estrutura da festa, criada para celebrar a união de dois membros da realeza da Baviera.

Tudo começou em 1810 com uma festa de casamento. Hoje a Oktoberfest de Munique é a maior festa popular do mundo, atraindo anualmente cerca de seis milhões de pessoas.

 

Matéria originalmente publicada por:    https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:23

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Josy Galvão

 

Especial Oktoberfest: Guia das tendas da Oktoberfest

Beber ao menos uma cerveja numa tenda da Oktoberfest é obrigatório, e as filas começam cedo. A escolha pode ser influenciada pela marca da cerveja oferecida, a comida ou mesmo a idade dos frequentadores.

Tenda Schottenhamel na Oktoberfest

Schottenhamel

No parque da Oktoberfest são montadas grandes tendas. A mais antiga é a Schottenhammel, de 1867. Naquela época, ela era de madeira e com 50 lugares. Hoje, cabem na parte interna e no biergarten 10 mil pessoas. É na Schottenhammel que acontece a tradicional abertura da Oktoberfest, em que o prefeito de Munique abre o primeiro barril de cerveja. Aliás, aqui é servida a Spatenbräu.

 A figura pendurada no teto é o anjo Aloisius. Diz a lenda que ele está no céu, xingando porque não pode beber cerveja

Hofbräu

Seguindo a tradição da Hofbräuhaus no centro de Munique, também aqui é servida a cerveja de mesmo nome regada com muita música típica ao vivo, que leva nativos e turistas a dançarem sobre os bancos. Dez mil pessoas cabem na tenda. A figura pendurada no teto é o anjo Aloisius. Diz a lenda que ele está no céu, xingando porque não pode beber cerveja.

Também a cervejaria Hackerbräu tem uma grande tenda na festa em Munique

Hacker

Também a cervejaria Hackerbräu tem uma grande tenda na festa em Munique. Com capacidade para 9.300 pessoas, ela é frequentada principalmente por jovens e turistas. Reformada este ano, ela recebeu um melhor sistema de ventilação. O teto, que tem uma parte que pode ser aberta, é decorado pelo famoso “céu dos bávaros”.

O nome da tenda lembra a filha do ex-dono da cervejaria Pschorr, Rosi

Bräurosl

Beber, dançar e festejar: a tenda da Bräurosl é conhecida por seu ambiente agitado. Especialmente no primeiro domingo da Oktoberfest, gays e lésbicas se reúnem para o “Gay Sunday”. O nome da tenda lembra a filha do ex-dono da cervejaria Pschorr, Rosi. A cada ano, uma pessoa que cante “jodel”, a tradicional forma de canto tirolês, pode se autointitular “Bräurosl” e animar o público na tenda.

O público é variado, com muitas celebridades, como os jogadores do Bayern

Winzerer Fähndl

Na Oktoberfest, são servidos apenas os produtos de seis cervejarias de Munique. Na tenda Winzerer Fähndl, a cerveja é da Paulaner. A enorme tenda, com capacidade para mais de 10 mil pessoas sentadas, permite que todos vejam os músicos. O público é variado e inclui celebridades, como os jogadores do Bayern.

A Augustiner é a mais antiga cervejaria da capital da Baviera

Augustiner

A Augustiner é a mais antiga cervejaria da capital da Baviera. Sua cerveja é armazenada em barris de carvalho, e não em tanques de aço como nas outras tendas. Por isso, muitos apreciadores a consideram a melhor cerveja da Oktoberfest. Além disso, as garçonetes são consideradas muito simpáticas.

Nesta tenda da Oktoberfest acontece o campeonato estadual de tiro ao alvo

Tenda dos atiradores

Todos os anos, acontece nesta tenda com 110 estandes de tiro, a Schützenfestzelt, o campeonato estadual de tiro ao alvo. Até os anos 1960, havia apenas provas de tiro. Só depois é que passaram a ser oferecidas especialidades culinárias. Um prato recomendado é o leitão ao molho de cerveja preta. A tenda é frequentada por quem aprecia ambientes sofisticados e é ponto de encontro da nobreza alemã.

Tenda dos besteiros na Oktoberfest

Tenda dos besteiros

Tudo é bem alpino na Armbrustschützenzelt, a tenda dos praticantes de besta, uma modalidade parecida com o arco e flecha. Cada área tem o nome de um animal típico da região e não falta música folclórica, como numa tradicional festa bávara. E, claro, há competições de besta (diz-se bésta). O público é misto, com visitantes de todas as faixas etárias.

A tenda Marstall substituiu o Hippodrom em 2014

Marstall, a tenda dos cavaleiros

A tenda Marstall substituiu o Hippodrom em 2014. Os cavalos são um tema presente desde o início da Oktoberfest, há 200 anos. O palco lembra um carrossel de cavalos. Esta é a primeira tenda da Oktober a oferecer comida vegana.

Na tenda da Löwenbräu há lugar para 8.500 pessoas sentadas

Löwenbräu

Na tenda Löwenbräu (cervejaria do leão), não poderia faltar a estátua do rei dos animais. E ninguém pode ignorar o rugido do animal gritando o nome da marca na entrada da tenda. Há lugar para 8.500 pessoas sentadas. Para apreciar o caneco de cerveja, nada melhor do que uma das especialidades: pernil de porco, pato e leitão.

Oktoberfest tem tenda do boi no espeto

A tenda do boi no espeto

A especialidade desta tenda, a Ochsenbraterei, é uma atração da Oktoberfest há mais de 130 anos. Um boi assado de 250 quilos rende 500 porções. O nome do animal tradicionalmente fica escrito em uma placa dentro da tenda. É tradição também que o primeiro animal assado na festa receba o nome do açougueiro e, o último, o do chefe de cozinha da tenda.

Fischer Vrioni é uma das menores entre as grandes tendas da Oktober

Fischer Vroni, especializada em peixes

O nome já revela: Fischer é pescador. A especialidade é o Steckerlfisch, onde os peixes enfiados em pauzinhos são assados um ao lado do outro em uma fileira de 15 metros. Com quase 3.400 lugares, a Fischer Vroni é uma das menores entre as grandes tendas da Oktober e muito procurada por turistas e pessoas mais velhas.

Kufflers Weinzelt, a tenda do vinho

Kufflers Weinzelt, a tenda do vinho

Vinho entre as tendas de cerveja? Sim, desde 1984 a família Kuffler, do ramo da gastronomia, oferece aqui vinho e espumantes. Em vez de sentar em bancos rústicos, os visitantes ficam em nichos separados e com bancos de madeira mais trabalhados. Na parte interna, cabem 1.920 pessoas, e, fora, 580. Enquanto a maioria das tendas fecha às 23h30, esta fica aberta até 1 hora.

A tenda Käfer é muito frequentada pela alta sociedade internacional

Käfer

Esta tenda pitoresca é muito frequentada pela alta sociedade internacional. Por isso, é bastante difícil conseguir um dos 3 mil lugares. Por dentro, ela parece uma cabana de montanha, com vários ambientes decorados de forma rústica e muitos cantinhos aconchegantes.

 

 

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São Paulo – Brasil – 23:20

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Josy Galvão

Especial Oktoberfest: Começa a 185ª Oktoberfest em Munique

Durante os 16 dias do maior festival de cerveja em todo o mundo, capital bávara aguarda em torno de 6 milhões de visitantes que devem lotar os 16 pavilhões com capacidade para até 120 mil pessoas.

O prefeito de Munique, Dieter Reiter (dir.), abre o primeiro barril da festa observado pelo governador da Baviera, Markus Söder

O prefeito de Munique, Dieter Reiter (dir.), abre o primeiro barril da festa observado pelo governador Markus Söder (esq.)

 

A 185ª edição da Oktoberfest teve início no sábado (22/09) em Munique com a abertura do primeiro barril de cerveja, exatamente ao meio-dia (horário local), pelo prefeito da cidade, Dieter Reiter. O marco ocorreu no pavilhão Schottenhammel com as palavras O’zapf is (algo como “está aberto”, em dialeto bávaro).

A capital bávara deverá receber cerca de 6 milhões de visitantes durante os 16 dias do maior festival de cerveja em todo o mundo. No total, 16 pavilhões com quase 120 mil lugares serão atendidos pelas seis grandes cervejarias da cidade.

A Oktoberfest 2018 – também chamada de Wiesn, em alusão ao local da festa – vai até o dia 7 de outubro. A segurança foi reforçada com uma nova cerca em torno da área da festa, além de controles na entrada e policiais com câmeras acopladas ao corpo. Neste ano, a polícia também intensificou a vigilância por vídeo.

Continuam proibidas bolsas e mochilas maiores, como também sobrevoar a área da festa, incluindo drones. Entre os 600 policiais que vão atuar durante o evento estarão pela primeira vez os chamados “super-reconhecedores”, especialistas em identificar rostos em meio à multidão e reconhecer possíveis criminosos.

O reforço na segurança também conta com a ajuda das redes sociais. Desde 2015, as autoridades vêm usando a hashtag #SicherZurWiesn para fornecer dicas sobre a segurança na chegada e na partida dos visitantes e informá-los sobre as atividades policiais.

De acordo com o Departamento de Turismo da cidade, nos anos anteriores, a receita média da Oktoberfest atingiu quase 1 bilhão de euros. Para Munique, o negócio bilionário tornou-se tão importante que a cidade registrou o termo Wiesn como marca em toda a Europa, evitando que ele fosse utilizado de forma “não honrosa”.

Pela primeira vez, o preço de uma Mass – um litro de cerveja – supera o valor de 11 euros, chegando a 11,50 euros, o que significa um aumento de 3,6% em comparação com o ano passado, um percentual bem acima do nível da inflação.

O diretor da Oktoberfest, Josef Schmid, reclamou antecipadamente do aumento, temendo que a festa acabe se tornando inacessível para muitas pessoas. Segundo ele, os altos preços afastam cada vez mais os participantes. Ele tentou, sem sucesso, impedir o aumento na Câmara Municipal de Munique.

No ano passado, 7,7 milhões de litros de cerveja, com teor alcoólico de 6,6%, foram consumidos durante a festa.

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São Paulo – Brasil – 19:57

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Josy Galvão

 

O que comer numa visita a Berlim

Além de ver atrações famosas, como o Portão de Brandemburgo e o Parlamento, vale fazer um passeio gastronômico pela capital alemã, que oferece clássicos como currywurst, joelho de porco e sonhos recheados.

Currywurst Acredita-se que a currywurst tenha sido inventada em Berlim

 

Portão de Brandemburgo, cúpula do Parlamento, Torre de TV, praça Alexanderplatz, Checkpoint Charlie, East Side Gallery, Memorial do Holocausto, e por aí vai. A lista de atrações turísticas de Berlim é extensa, e sem dúvida caminhar de um lado para o outro da cidade tem um efeito certeiro: fome.

As experiências gastronômicas são tão importantes numa viagem quanto as culturais. Por isso segue algumas dicas  do que experimentar em alguns dos principais destinos turísticos da Alemanha, começando pela capital. Para mergulhar no universo culinário de Berlim, alguns pratos típicos foram selecionadaos e são facilmente encontrados em lanchonetes, restaurantes, bares e padarias da cidade.

É claro que uma das refeições em Berlim deve ser currywurst, afinal, acredita-se que a combinação de salsicha branca com molho picante de tomate e curry tenha sido inventada na cidade em 1949. Servida com pão ou batata frita, a currywurst é hoje uma das comidas de rua favoritas da Alemanha.

Bolinho de carne com salada de batata

Bulette: bolinho de carne com salada de batata é um clássico de Berlim

 

Quando se pede uma currywurst em Berlim, costuma-se ouvir a pergunta: “Mit oder ohne?” (Com ou sem?), que se refere à presença ou ausência de tripa em volta da salsicha. Quanto ao sabor, não há muita diferença entre as duas versões, mas a com tripa é mais crocante, e a sem, mais macia.

Um dos lugares mais populares que servem a salsicha picante é Curry 61, na rua Oranienburger Strasse. E para quem se apaixonar por esse o símbolo da culinária berlinense, há até um museu dedicado a ele, o Deutsches Currywurst Museum Berlin.

Königsberger Klopse

Königsberger Klopse: combinação inusitada de almôndegas de carne com alcaparras

Outra opção de lanche rápido ou entrada antes de uma refeição berlinense, pode ser um pão com carne crua temperada, o chamado hackepeter, que também é apreciado em outras regiões do país e no sul do Brasil. Há ainda o clássico strammer max, que consiste simplesmente numa fatia de pão coberta com presunto e um ovo frito.

Depois de experimentar esses lanches e visitar, quem sabe, o Portão de Brandemburgo e o Memorial do Holocausto, que ficam bem pertinho um do outro, é possível que comece a dar sede. Para aqueles que quiserem ousar, dá para se aventurar no universo das cervejas coloridas.

Berliner Weisse

Cervejas coloridas: Berliner Weisse com xarope são sucesso no verão de Berlim

É isso mesmo: coloridas. Em Berlim, principalmente no verão, a cerveja do tipo Berliner Weisse – turva e ácida – é muito apreciada com xarope de framboesa ou de waldmeister, uma planta presente em toda a Europa. O resultado são cervejas adocicadas de cores vermelha e verde vibrantes. É possível também encontrar outras misturas com a Berliner Weisse em bares da cidade, com licor de damasco, por exemplo.

Como comer dá sede, e beber dá fome, é hora de uma refeição com sustância. Aí não faltam opções no cardápio de restaurantes dedicados à culinária local, como a Alt-Berliner Wirtshaus, que tem duas filiais, uma ao lado do Portão de Brandembrugo, e outra no bairro Nikolaiviertel.

Lá você encontra, por exemplo, o clássico eisbein (joelho de porco) com chucrute e purê de ervilhas. Outro prato berlinense famoso são as königsberger klopse, almôndegas servidas com – pode arregalar os olhos, caro leitor – alcaparras. E para completar, a receita ainda leva anchovas. E não é que combina?

Berliner Pfannkuchen

Berliner Pfannkuchen: sonhos berlinenses são recheados de geleia

Outro clássico da capital são as buletten, bolinhos de carne fritos, geralmente servidos com salada de batata. Esse prato, assim como currywurst, pode ser facilmente encontrado em biergartens de Berlim – recomendo o famoso Prater Garten e o Café am Neuen See, que fica à beira de um lago dentro do parque Tiergarten.

Por fim, é claro que não podem faltar doces para adoçar uma viagem. Ao pensar em comida de Berlim, para muitos alemães logo vêm à cabeça os berliner pfannkuchen. São sonhos, fritos e recheados de geleia. E para quem quiser algo mais leve como sobremesa, tem o berliner luft, um creme fofinho de clara em neve, gema, açúcar, baunilha e gelatina, que costuma ser servido com calda de framboesa.

Boa viagem e guten Appetit!

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 20:17

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Josy Galvão

 

“Eu te amo” versus “Ich liebe dich”

Há quase duas décadas na Alemanha, o colunista Ricardo Domeneck ainda pasma com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. “Para eles, parecemos saídos de uma telenovela.”

Symbolbild Universität Seminar Bibliothek Flirt (Yü Lan/Fotolia)

Sim, dizem que “ich liebe dich” quer dizer “eu te amo” em alemão. Será mesmo que “eu te amo” quer dizer “ich liebe dich” em português? Não quero relativizar sentimentos que certamente ocorrem por toda a espécie, independente de cultura. Os poemas de amor de todos os tempos e lugares estão aí para confirmar. Ora, é patente que ele (em português, é masculino o sentimento, o amor) ou ela (em alemão torna-se feminino, “die Liebe“) pode ser observado até mesmo em outras espécies. Algumas espécies são monogâmicas. Outras são poligâmicas. E nós, Homo sapiens? “Nós quem, cara pálida?” – alguém poderia responder.

Há quase duas décadas na Alemanha, ainda pasmo por vezes com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. A essa coisa que chamam de amor. Como podem por vezes ser diferentes as reações a situações tão parecidas. Minha impressão ainda é que, para eles, parecemos saídos de uma telenovela, e nem mesmo das brasileiras, mas das mexicanas. Exagerados! Dramáticos! Gosto de brincar que é tudo culpa de Dolores Duran, Chico Buarque e Angela Rô Rô. Essas nossas lições de fossa.

Eu não deveria ter ouvido tantas vezes os versos daquela canção: “E que me sobe às faces e me faz corar / E que me salta aos olhos a me atraiçoar / E que me aperta o peito e me faz confessar / O que não tem mais jeito de dissimular / E que nem é direito ninguém recusar / E que me faz mendigo, me faz suplicar.”

Não é à toa. Olhem isso. Exageradíssimos. Não consigo pensar em algo equivalente entre os alemães. Sempre brinco com outra coisa: para nós do sul, virar os olhos é expressão de êxtase. Para os do norte, é expressão de tédio.

Pensem bem: na década de 1970, quando Chico Buarque estava compondo “O que será (À flor da pele)”, por aqui reinavam supremos Kraftwerk, Can e Tangerine Dream. Enquanto Chico Buarque e Milton Nascimento soltavam seus falsetes, por aqui cantavam “Wir laden unsere Batterie / Jetzt sind wir voller Energie / Wir sind die Roboter” [“Nós carregamos nossas baterias / Agora estamos cheios de energia / Nós somos os robôs”]. Carambola, vamos nos entender como? Está certo, está certo, estou fazendo exatamente o que eles reclamam que eu faço: exagerando.

Mas deixem-me contar uma história: certa vez, levei um pé na bunda de um alemão. Sofri como um condenado, como um camelo, estava mais perdido do que cachorro que caiu de foguete espacial. Sabe a Laika? Pois é, a Laika.

Estava na casa de um amigo, que olhou para mim, lá sofrendo, e disse: “Como deve ser difícil ser assim.” Eu falei: “Assim como?” E ele respondeu: “Sofrendo como um condenado por causa do fim de um namoro.” Fazia duas semanas! “Criatura, faz duas semanas!”, eu disse. “Ainda vou sofrer por seis meses pelo menos.” E ele respondeu o de sempre: “Como você é exagerado.”

 

 

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São Paulo – Brasil – 20:25

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Josy Galvão

Currywurst é prato preferido dos alemães no almoço

Salsicha com molho picante é preferência absoluta há 26 anos em pesquisa realizada anualmente em cantinas de empresas. Entre as crianças, sopa de tomate com arroz e almôndegas é o prato favorito.

Currywurst

Pesquisa comprova amor dos alemães pela Currywurst

 

A Currywurst acompanhada de batatas fritas foi eleita o prato preferido dos alemães para o almoço nos dias de trabalho em 2017. A salsicha branca com molho picante de tomate e curry é líder absoluta há 26 anos no ranking realizado por uma empresa que fornece alimentos a cantinas de empresas, escolas e asilos.

Segundo a pesquisa realizada pela Apetito, em segundo lugar ficou o schnitzel, bife de porco ou vitela à milanesa, com batatas e, em terceiro, o espaguete à bolonhesa.

Wiener schnitzel https://batomefutebol.wordpress.com/2017/10/18/wiener-schnitzel-o-bife-a-milanesa-austriaco/

Em escolas e jardins de infância, a sopa de tomate com arroz e almôndegas continuou pelo segundo ano consecutivo sendo o preferido das crianças. O segundo lugar ficou com o ravióli de legumes e o terceiro com uma sopa de lentilha.

A pesquisa divulgada na terça-feira (15/05) também analisou as preferências alimentares dos idosos. Pratos tradicionais foram os favoritos dos alemães mais velhos. O líder absoluto foi o rolo de carne com molho, seguido por leberkäse, bolo de carne assado em forma de pão, servido com repolho azedo, e pelo cozido de vagem.

A Apetito fornece alimentos para estabelecimentos em toda Alemanha.  Cerca de 550 mil pessoas comem diariamente nas cantinas, escolas e asilo abastecidas pela empresa.

A preferência alimentar alemã se reflete na saúde. Segundo a Sociedade Alemã para Alimentação, dois terços dos homens e uma em cada duas mulheres estão acima do peso na Alemanha. Um em cada quatro adultos é obeso no país.

Aprenda a preparar uma das muitas receitas de currywurst:

Ingredientes (para 4 porções):*

1 cebola

1 dente de alho

1 colher (chá) de óleo ou azeite

1 colher (chá) de extrato de tomate

2 colheres (sopa) de curry em pó

250 g de tomates pelados em lata

Sal

Pimenta-do-reino

Açúcar

2-3 colheres (chá) de tabasco

2-3 colheres (chá) de suco de limão

4 salsichas brancas

Modo de preparo:

Descascar e picar bem a cebola e o alho. Aquecer o óleo numa panela e refogar a cebola e o alho. Acrescentar o extrato de tomate, o curry e os tomates pelados. Temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto. Cozinhar em fogo baixo por cerca de 15 minutos.

Por fim, passar o molho por uma peneira. Temperar com açúcar a gosto, tabasco e o suco de limão e cozinhar em fogo médio até engrossar um pouco.

Fazer alguns cortes rasos e de comprido nas salsichas e fritá-las numa frigideira com um pouco de óleo, em fogo médio e mexendo de vez em quando.

Cortar as salsichas em rodelas com 3 a 4 centímetros de espessura, distribuí-las sobre um prato e regar com o molho. Polvilhar com curry em pó e servir com batatas fritas ou pão francês.

 

 

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São Paulo – Brasil – 13:57

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Josy Galvão