Posts Tagged ‘Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011’

Favoritas entre o triunfo e o desastre

Favoritas entre o triunfo e o desastre

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Resumo da rodada — A quarta-feira foi um dia a esquecer para duas seleções que já foram campeãs mundiais. Noruega e Estados Unidos perderam por 2 a 1 para Austrália e Suécia e agora terão destinos diferentes na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011. Para as norueguesas, será a primeira vez em que elas não estarão entre as oito melhores do torneio nas últimas oito participações. Já as americanas deram adeus a um invejável recorde de invencibilidade na fase de grupos.

Para Brasil e Austrália, porém, o dia foi de comemoração. Com a vitória de 3 a 0 sobre a Guiné Equatorial, as brasileiras terminaram na primeira colocação da chave pela quarta vez consecutiva e, assim como há quatro anos, não desperdiçaram pontos e nem sofreram gols. Já as australianas avançaram às quartas de final pela segunda edição seguida, somando um ponto a mais do que na campanha de 2007. Os jogos de hoje também definiram os outros confrontos dos mata-matas: aSuécia enfrentará a Austrália em Augsburgo, enquanto o Brasil medirá forças com os Estados Unidos em Dresden.

Resultados
Guiné Equatorial 0 x 3 Brasil
Austrália 2 x 1 Noruega
Suécia 2 x 1 EUA
Coreia do Norte 0 x 0 Colômbia

O gol do dia
Kyah Simon (12/2ºT), Austrália x Noruega
Comparando à rodada de ontem, que teve alguns candidatos a gol mais bonito do torneio, a quarta-feira foi modesta. Mas a Alemanha 2011 talvez não veja tento mais emocionante do que aquele que deixou as australianas em igualdade com as norueguesas. Apenas 63 segundos depois que Elise Thorsnes colocou as escandinavas em vantagem no marcador, a equipe do técnico Tom Sermanni deu a melhor resposta possível. Lisa De Vanna recuperou a bola na ponta esquerda e tocou com perfeição no meio da área para Simon arrematar para as redes. Este foi o segundo gol de empate mais rápido da história da Copa do Mundo Feminina da FIFA, juntamente com o de outra australiana, Dianne Alagich, que marcou contra a própria meta em uma partida contra a Rússia em 2003. O empate mais rápido saiu dos pés da nigeriana Nkiru Okosieme, que há 12 anos precisou de apenas alguns segundos para jogar um balde de água fria nas americanas.

Momentos marcantes
A sombra
Todo treinador fica satisfeito quando os atletas seguem as instruções à risca. Marcello Frigerio, então, deve ter ficado maravilhado com a marcação que a zagueira Bruna aplicou em Marta no primeiro tempo da partida entre Guiné Equatorial e Brasil. A defensora de 27 anos grudou na brasileira feito cola, seguindo a cinco vezes Jogadora do Ano da FIFA inclusive até o campo de defesa canarinho. Pouco antes do intervalo, Marta foi receber instruções do técnico Kleiton Lima e Bruna foi junto — não chega a surpreender que os dois tenham adiado a conversa!

Três é demais
A goleira norueguesa Ingrid Hjelmseth é mesmo azarada. Ela não só despontou para o futebol na mesma época em que a emblemática Bente Nordby, que a relegou ao banco por muitos anos, como ficou de fora dos últimos dois Mundiais devido a contusões. Embora estivesse bem fisicamente e fosse a titular para a atual campanha, Hjelmseth machucou o tornozelo esquerdo fazendo uma defesa corriqueira na partida contra a Austrália e precisou de atendimento médico. A camisa 1 voltou a campo para os 15 minutos finais do primeiro tempo, mas foi substituída por Erika Skarbo no intervalo.

Danças e lambanças
Depois que a cobrança de falta da capitã Nilla Fischer desviou na zagueira americana Amy LePeibelt, matando a goleira dos EUA, as suecas comemoraram o gol fazendo a coreografia do Logobitombo de Moussier Tombola, que se tornou a marca registrada delas na Alemanha. A poucos metros da festa escandinava, a experiente volante americana Shannon Boxx reanimava as companheiras, em choque com o gol que abriu 2 a 0 para a Suécia. Para quem estava em Wolfsburgo, foi mais uma prova de que o futebol realmente provoca uma montanha-russa de emoções.

O número
17 
— Antes do jogo de hoje, os Estados Unidos nunca haviam perdido nenhuma das 17 partidas que disputaram na fase de grupos do Mundial Feminino. Além disso, o país sempre havia terminado no topo da chave, acumulando 15 vitórias e dois empates. Desta vez, os dois gols da Suécia no primeiro tempo deixaram as americanas em terreno desconhecido e a caminho de um perigoso duelo com oBrasil nas quartas de final.

O que elas disseram
“Eu me adiantei para pegar a bola da Servet (Uzunlar), mas porque eu estava muito perto da linha da grande área eu não poderia usar as mãos, então tentei usar a cabeça. Não deu certo! Como eu mesma não consegui marcar o gol, estou dando graças a Deus pelas atacantes que temos, que puderam colocar a bola no fundo da rede! O futebol às vezes é um esporte engraçado.” Melissa Barbieri, capitã e goleira da Austrália, sobre as circunstâncias que levaram ao gol da Noruega em Leverkusen

O que vem por aí?
Sábado, 9 de julho
Inglaterra x França, Leverkusen, 13h (horário de Brasília)
Alemanha x Japão, Wolfsburg, 15h45 (horário de Brasília)

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

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Suécia destrona EUA e termina no topo

Suécia Suécia            X              EUA EUA

Suécia destrona EUA e termina no topo

AFP

A Suécia fechou a primeira fase da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011 no primeiro lugar do Grupo C ao derrotar os Estados Unidos por 2 a 1 em Wolfsburg nesta quarta-feira. O resultado definiu as americanas como rivais do Brasil nas quartas de final da competição, enquanto as escandinavas enfrentarão a Austrália.

As americanas começaram a partida assumindo o controle das ações, mas as suecas foram mais agressivas, roubando muitas bolas e partindo para o contra-ataque. Como no sétimo minuto de jogo, quando Lotta Schelin disparou em direção à área até ficar cara a cara com a goleira Hope Solo, que ficou com a bola. A jogadora do Olympique Lyon foi uma ameaça constante à equipe americana até que, aos 16 minutos, provocou um pênalti que Dahlkvist Lisa cobrou para fazer 1 a 0.

As jogadoras de Pia Sundhage tentaram reagir e chegaram perto do empate aos 32, com uma bola no travessão de Amy Rodriguez. A resposta sueca veio rapidamente: aos 35, Nilla Fisher soltou um belo chute de longa distância para ampliar o placar.

Os Estados Unidos não se intimidaram e continuaram buscando o gol, chegando perto com uma bela cabeçada de Abby Wambach e Carli Lloyd. A press foi recompensada aos 22, quando Wambach subiu mais que a zaga escandinava para fazer 2 a 1. Kelley O’Hara por pouco não fez o gol do empate americano, depois de receber boa assistência de Lauren Cheney aos 41.

Assim, as americanas dão adeus à invencibilidade de 17 jogos na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina da FIFA e pela primeira vez terminam em segundo lugar em seu grupo. O castigo: enfrentar o Brasil nas quartas de final.

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

Grings retorna em grande estilo

Grings retorna em grande estilo

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Doze anos depois, Inka Grings voltou a saborear a sensação de balançar as redes na Copa do Mundo Feminina da FIFA. Em 1999, a atacante havia feito dois gols na goleada da Alemanha contra o México. Na última terça-feira, seu nome voltou a constar na súmula de uma partida do torneio em grande estilo, com dois tentos decisivos para a vitória por 4 a 2 sobre a França. Chega a ser impressionante a paciência que a jogadora de 32 anos precisou ter para voltar a brilhar em um Mundial Feminino.

Jogando com casa cheia em Mönchengladbach, a atacante alemã mostrou a sua esperteza e o seu faro de gols em uma bela cabeçada para fazer 2 a 0 no primeiro tempo. Já na etapa complementar, quando a sua seleção precisava garantir a vitória para assegurar a liderança do grupo, Grings mostrou frieza e converteu uma cobrança de pênalti, levantando a galera no Estádio Borussia Park. Nos dois gols, a jogadora deixou clara a sua categoria. Ela tem uma média de gols superior até à da companheira Birgit Prinz, maior artilheira da história dos Mundiais Femininos. É difícil imaginar quantas vezes mais ela teria balançado as redes se não tivesse ficado de fora das edições de 2003 e 2007 da Copa do Mundo Feminina da FIFA, a primeira devido a uma contusão e a segunda por motivos pessoais.

Boa atuação traz tranquilidade
“É uma bela sensação para mim”, afirmou Grings após a última partida do Grupo A. “O meu objetivo na partida era me encaixar rapidamente na equipe. Isso funcionou de forma maravilhosa hoje. Eu estava incrivelmente ansiosa para o jogo e com grandes expectativas.” A jogadora parecia aliviada e teria vários motivos para isso. Em primeiro lugar, porque a Alemanha finalmente conseguiu desencantar na competição. Além disso, ela conseguiu retribuir com dois gols a confiança da treinadora, que a escalou pela primeira vez como titular no torneio. Não se pode exigir mais de uma atacante.

“A equipe agora se encontrou e isso faz muito bem a todas nós”, prosseguiu Grings com um grande sorriso no rosto. Durante vários anos, a jogadora foi considerada uma pessoa difícil e se afastou da seleção por algum tempo, mas a sua qualidade nunca foi questionada — e ela também nunca perdeu a confiança em si mesma. Para a seleção alemã, voltar a contar com Grings foi essencial, principalmente em um momento em que Prinz não vem fazendo gols.

O momento ideal
Antes do início da Copa do Mundo Feminina da FIFA, a camisa oito da Alemanha concedeu uma interessante entrevista ao FIFA.com. “Já conquistei muitas coisas, mas nunca uma Copa do Mundo”, comentou ela na ocasião. “Toda jogadora de ponta espera essa oportunidade. Para mim, está claro que o Mundial é o momento máximo. E agora o torneio será justamente no meu país. O que mais eu poderia querer? É um sonho que se realiza para mim, e farei de tudo para que o final seja positivo. Estou louca de vontade de jogar o Mundial.”

Grings marcou dois gols no momento em que o seu país mais precisava dela. Ao longo da carreira, ela já foi artilheira da Bundesliga seis vezes, recebeu a Chuteira de Ouro nas duas últimas edições da Eurocopa e disputou 271 partidas pelo 2001 Duisburg, marcando 353 gols. Contra a França, ela mostrou a mesma categoria de sempre, assumindo o papel de grande estrela do momento no futebol alemão. Com Grings jogando dessa forma, a situação ficará difícil para as adversárias. Se Prinz se reencontrar com o seu bom futebol, será difícil imaginar o que as outras seleções poderão tentar fazer para enfrentarem as alemãs.

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

Matildas quebram tabu e avançam

Austrália Austrália      X      Noruega Noruega

Matildas quebram tabu e avançam

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A Austrália confirmou a boa impressão deixada nas primeiras partidas e garantiu de forma valente sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011. Na decisão contra aNoruega nesta quarta-feira, a vitória por 2 a 1 veio de virada, na base do sofrimento, e serviu para que as Matildas, como são conhecidas no país, ficassem com a segunda colocação do Grupo D, com seis pontos, atrás apenas do líder Brasil. Agora, pegam o líder do Grupo C, que será definido no jogo entre Estados Unidos e Suécia.

Foi ainda a primeira vitória do país no histórico do confronto com a Noruega, que, até então, nunca havia deixado de chegar aos mata-matas em Mundiais. Campeãs em 1995, as nórdicas também não vão defender a medalha de ouro conquistada no último Torneio Olímpico de Futebol Feminino, já que o torneio alemão servia como eliminatórias europeias.

No duelo em Leverkusen, a Austrália foi melhor no primeiro tempo e teve mais chances mesmo precisando de um empate. Já as norueguesas encontravam dificuldades e se arriscavam de longa distância. Foi assim que Thorsnes chegou em três ocasiões seguidas, sempre parando na goleira Barbieri. Na mesma moeda, as australianas responderam com Di Vanna.

Apesar de terem mais posse de bola, as Matildas não conseguiram abrir o placar e, no segundo tempo, viram a classificação ficar ameaçada aos 11 minutos, quando as norueguesas abriram o placar. Em toque aparentemente despretensioso de Stensland, a defesa vacilou e Thorsnes apareceu bem para marcar.

A festa nórdica, no entanto, durou pouco. Logo na reposição, Di Vanna fez boa jogada pela esquerda, cruzou e encontrou Simon, que desviou de cabeça para empatar. Novamente com a vantagem, as australianas recuperaram também o moral e passaram a criar muito mais. O segundo gol quase saiu com Di Vanna e depois com Simon, eleita no final a melhor do jogo.

Pressionada pelo relógio e precisando do gol, a Noruega se jogou ao ataque e por muito pouco não voltou a liderar quando Ronning acertou cobrança de falta na trave. No entanto, a situação que já era boa para as Matildas ficou ainda melhor aos 42, quando Carroll cruzou e encontrou novamente Simon. Segundo gol da atacante e festa garantida para as australianas.

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

Goleada em 45 minutos

Guiné Equatorial Guiné Equatorial     X     Brasil Brasil

Goleada em 45 minutos

FIFA.com

Foram 45 minutos de assustar, outros 45 para recuperar a esperança. Se no primeiro tempo contra Guiné Equatorial a Seleção Brasileira não foi nem sombra da equipe que passou por cima da Noruega no domingo, no segundo se encontrou em campo e deslanchou rumo à terceira vitória na Copa do Mundo Feminina da FIFA. Com os 3 a 0 nesta quarta-feira – destaque para Cristiane, autora de dois gols -, o Brasil fechou o Grupo D na ponta com 100% de aproveitamento em três jogos, sete gols marcados e nenhum sofrido.

Classificado às quartas de final, enfrenta agora o segundo colocado do Grupo C, que será definido na noite desta quarta no duelo entre Estados Unidos e Suécia. Ambas as seleções têm seis pontos, mas as americanas jogam pelo empate por terem melhor saldo de gols.

Ao contrário do que aconteceu contra as norueguesas, Marta desta vez não brilhou. A Jogadora do Ano da FIFA nas últimas cinco temporadas tentou como pôde suas características arrancadas, mas parou na forte marcação individual de Bruna. Assim, a saída foi se arriscar nas bolas paradas e foi desta forma que ela assustou em algumas ocasiões.

Logo aos dois minutos, em jogada ensaiada, a camisa 10 mandou da intermediária para a área e a bola passou por todo mundo até sair com perigo. Mas a pressão inicial durou pouco e a Seleção, pouco organizada, não assustou mais. Em contrapartida, quase levou o gol de Guiné, com a outra camisa 10, Anonman, recebendo na área, girando e chutando para defesa corajosa de Andreia.

Sem conseguir passar pela defesa, Marta voltou a aparecer com destaque em bola parada. No escanteio pela direita, ela cobrou com veneno e quase fez um gol olímpico. E foi só. Até o apito final, as duas equipes não tiveram mais chances em um jogo truncado no meio e com muitas faltas.

Mesmo conseguindo o ponto que daria a liderança, o técnico Kleiton Lima não se mostrou satisfeito e mudou o esquema para o segundo tempo. Com Marta anulada, ele avançou Erika e ganhou novas opções no ataque. E a troca deu resultado logo aos quatro minutos, quando exatamente a camisa 13 se apresentou no ataque e acertou um lindo chute da entrada área.

Com o gol, a Seleção se soltou em campo e praticamente definiu a vitória cinco minutos depois. Em arrancada pela esquerda, Marta enfim ganhou da marcação, cruzou e achou Cristiane dentro da pequena área. A centroavante se antecipou à zagueira e, com um belo toque, marcou seu primeiro gol no torneio.

Sem conseguir resistir na defesa, Guiné também não se mostrou muito criativa na frente e só apareceu mesmo com Anonman. Foi dela uma cobrança de falta perigosa aos 17 minutos, que passou raspando à trave de Andreia.

Preocupado em poupar algumas jogadoras para a sequência, Kleiton Lima mexeu no time, que seguiu tendo muito mais posse de bola e chances que as rivais. No entanto, foi apenas nos acréscimos que saiu o terceiro gol. Depois de ganhar na corrida de Bruna, Marta foi derrubada na área e recompensada com um pênalti. Na cobrança, Cristiane fechou a conta com seu segundo no jogo e oitavo em Mundiais.

Brasil nas quartas e um técnico Kleiton Lima bem mais aliviado após o péssimo desempenho da primeira etapa. “Foi um jogo de dois tempos distintos. Erramos mais passe no primeiro tempo que em todo o jogo contra a Noruega. Mas consertamos no segundo, avançamos a Erika e jogamos mais pelas beiradas. Fomos muito melhores”, destacou, falando em seguida do desempenho de Marta. “A Bruna colou nela e ainda tinha sempre duas meninas na cobertura. Mas ela contribuiu muito, abriu espaços. A Marta tem a cabeça para o grupo e é isso que importa.”

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

Em busca de um último sorriso

Coreia do Norte Coreia do Norte    X   Colômbia Colômbia

Em busca de um último sorriso

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Fechando o Grupo C da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, Coreia do Norte e Colômbiaterão a chance de se despedirem do torneio com uma nota positiva nesta quarta-feira em Bochum. As duas equipes perderam para Estados Unidos e Suécia e não podem mais avançar às quartas de final, mas ainda há tempo de voltar para casa com três pontos.

O jogo
Coreia do Norte x Colômbia, Bochum, quarta-feira, 6 de julho, 15h45 (horário de Brasília)

Em cena
Antes da edição de 2011, as norte-coreanas se classificaram ao Mundial Feminino em três oportunidades e avançaram aos mata-matas em 2007, perdendo para a Alemanha nas quartas. Em 12 partidas na história do torneio, elas registram três vitórias — uma sobre a Dinamarca e duas sobre a Nigéria — e um honroso empate em 2 a 2 com os Estados Unidos há quatro anos.

Tirando pelo retrospecto, o selecionado asiático é favorito para o jogo desta quarta-feira, já que aColômbia faz a sua estreia na Copa do Mundo Feminina da FIFA. A partida marcará o primeiro encontro entre os dois países em competições femininas de qualquer categoria de idade, além de ser a primeira da Coreia do Norte contra equipes sul-americanas em Mundiais.

O número
— As integrantes do plantel colombiano que jogam no exterior. As cinco defendem equipes universitárias dos Estados Unidos.

O que eles disseram
“Será um jogo complicado para nós, contra um oponente teimoso. É a nossa última partida aqui, então queremos deixar uma boa impressão para o público.” Ricardo Rozo, técnico da Colômbia

“Os resultados estão aí e estamos fora da competição, mas esta continua sendo uma partida importante para nós. A nossa equipe é jovem e vamos tirar proveito da experiência de participar. Haverá muitos efeitos positivos no futuro.” Kim Kwang-Min, técnico da Coreia do Norte

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão

Especialista em Mundiais

Especialista em Mundiais

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Shannon Boxx conhece bem o caminho do sucesso na Copa do Mundo Feminina da FIFA. Além de Abby Wambach e Christie Rampone, ela é a única do atual elenco americano a ter participado de pelo menos três Mundiais. A estreia aconteceu em casa, no ano de 2003, quando ela foi convocada sem jamais ter atuado pela seleção, algo que nunca aconteceu com qualquer outra jogadora dos Estados Unidos. Desde então, a sua história se mistura à própria história da competição.

O gol marcado na estreia, diante de ninguém menos que a Suécia, já dava sinais da grandeza da jogadora. A partida foi disputada na cidade de Washington e acabou com vitória americana por 3 a 1. Oito anos se passaram, mas a volante espera que a história se repita, desta vez em Wolfsburgo, apesar de os EUA entrarem em campo sabendo que um simples empate já basta para garantir a liderança do Grupo C.

“Sempre nos doamos 100% e entramos para ganhar”, diz Boxx ao FIFA.com, eliminando qualquer eventual dúvida quanto à vontade de vencer das americanas. “Queremos melhorar a cada jogo, temos um espírito bastante competitivo dentro do elenco. A Suécia tem uma grande equipe, por isso a partida será muito boa e empolgante. As duas seleções irão jogar para valer.”

Esta será a quarta vez em que os dois países se encontram pela Copa do Mundo Feminina da FIFA, fazendo do confronto mais frequente das seis edições da competição, ao lado de EUA x Coreia do Norte e EUA x Noruega. Segundo a atleta, no entanto, a familiaridade com as adversárias não dá margem a nenhum tipo de menosprezo, muito pelo contrário.

“Parece que estamos sempre nos enfrentando”, diverte-se a volante, natural de Redondo Beach, na Califórnia. “Com certeza nos conhecemos muito bem, mas acho que isso aumenta a rivalidade. Também conhecemos uma boa parte das jogadoras, o que é divertido.”

Algo que adiciona ainda mais tempero ao encontro é o histórico da sueca Pia Sundhage, que hoje comanda os Estados Unidos, mas que jogou 22 anos pela seleção do seu país. A Copa do Mundo Feminina da FIFA também marca o currículo da treinadora, hoje com 51 anos, que disputou as duas primeiras edições do torneio como jogadora e dirigiu a China em 2007, quando a nação mais populosa do mundo sediou a competição.

Para seguir no embalo
Se não perderem da Suécia, as americanas evitarão um possível cruzamento com o Brasil nas quartas de final — isso desde que as brasileiras consigam pelo menos um ponto diante da Guiné Equatorial e confirmem o primeiro lugar no Grupo D. Apesar disso, talvez respaldada pela graduação em psicologia, Boxx garante que o único foco da equipe é vencer a partida seguinte independentemente do adversário e continuar crescendo.

“Estamos aqui para vencer”, declara a americana. “É preciso acreditar, mas no momento estamos nos concentrando em um jogo de cada vez. Não existe outro caminho. Jogamos bem contra a Coreia do Norte e também diante da Colômbia, quando acabamos fazendo belos gols. Até agora, os nossos gols foram marcados por cinco jogadoras diferentes, o que é um ótimo sinal. Estamos embalando, mas ainda temos muito mais para dar.”

Após participar de três edições da Copa do Mundo Feminina da FIFA e de duas edições do Torneio Olímpico de Futebol Feminino, Boxx tem bagagem de sobra para avaliar o torneio na Alemanha 2011, tanto em termos de competição quanto padrão de jogo. “Esta Copa do Mundo tem se mostrado bem competitiva, o que é excelente”, elogia. “Todos nós queremos que o esporte evolua, o que vem acontecendo aqui na Alemanha. Não há como não se alegrar. Estamos todos lutando pelo desenvolvimento do futebol feminino, independentemente da origem de cada um.”

Fonte: http://pt.fifa.com

JGalvão