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Copa do Mundo 2018 – As Eliminatórias na Europa já indicam as possíveis surpresas (e ausências) na Copa de 2018

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O sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo sempre privilegia o Ranking da FIFA. Um critério lógico, mas que nem sempre significa equilíbrio. Basta notar o que aconteceu no chaveamento da Europa, e que já define bastante o caminho das seleções do continente rumo ao Mundial da Rússia. Enquanto algumas potências terão que batalhar para ao menos ir à repescagem, outros tantos países terão a chance de ouro para se classificar à competição após muito tempo. Em especial, Gales e Romênia, que tiraram a sorte grande ao figurarem no primeiro pote e escapar dos adversários mais temíveis.

O caminho de galeses e romenos, é óbvio, passa pela competência recente das duas seleções. O Ranking da FIFA leva muito em consideração os resultados conquistados no último ano, o que ajudou os dois países. Ambos lideram as suas chaves nas Eliminatórias da Eurocopa de 2016 – com Gales, inclusive, à frente de Bélgica e Bósnia. Só que a dupla também estudou os números do ranking para perceber que os amistosos, na verdade, não auxiliam a pontuação: os galeses só disputaram partidas oficiais desde junho de 2014, enquanto os romenos só fizeram um amistoso. Algo que explica o salto nos potes.

E as bolinhas ainda foram afáveis com ambos, tirando de seus caminhos, por exemplo, Itália e França. Longe do torneio desde 1958, Gales terá como maiores desafiantes Áustria, Sérvia e Irlanda, que há tempos não figuram nas grandes competições. Será a chance de ouro de craques como Gareth Bale e David Alaba. Já a Romênia medirá forças com uma concorrência um pouco mais pesada, que inclui Dinamarca, Armênia, Polônia e Montenegro. Ao menos no papel, parece mais fácil ir à Eurocopa, onde Irlanda do Norte e Hungria são os seus reais desafiantes neste momento – e dois países avançam por chave.

No mais, todos os outros grupos contam com pelo menos uma seleção que foi à Copa de 2014. Interessante notar o caminho da Croácia, na chave que promete ser a mais equilibrada. A Islândia apareceu bem no ranking, no Pote 2, mas cruzou justamente com alguns dos times mais fortes abaixo: Ucrânia, Turquia e Finlândia. Qualquer um que passar não será tanta surpresa assim. Já em outros grupos, com apenas um favorito mais claro, também se candidatam a voltar ao Mundial Noruega, Irlanda do Norte e República Tcheca (Grupo C, da Alemanha); e Eslovênia, Escócia e Eslováquia (no F, da Inglaterra).

O problema é que ir à repescagem não é, nem de longe, garantia de sobrevida. Especialmente porque alguns gigantes deverão estar por lá. Itália e Espanha despontam no Grupo G, mas só uma delas terá a vaga direta no Mundial. Pior ainda o que acontece no Grupo A, de Holanda, França e Suécia. Um dos gigantes morrerá bem mais cedo. E isso se não tirarem muitos pontos entre si e deixarem o pior dos nove segundos colocados, que sequer tem direito à repescagem. Uma situação ingrata, mas bastante factível. Mesmo Portugal pode ter que decidir outra vez sua vida nos últimos instantes, já que medirá forças com a regular Suíça no Grupo C.

Grandes apostas? Islândia e Montenegro parecem os mais capazes a conquistar a classificação inédita ao Mundial. Enquanto isso, alguns gigantes que não vivem bom momento precisam se reinventar logo – mais especificamente, Itália, Espanha e Holanda, que passam alguns apuros já no qualificatório da Euro.

Talvez seja interessante para a Uefa e para a Fifa repensar a distribuição de suas seleções pelas Eliminatórias. A própria Copa do Mundo poderia ser um bom parâmetro, ou mesmo a Eurocopa. O fato é que os destinos para 2018 já estão traçados. E muitos países já sabem que não será nada fácil estar na Rússia.

Grupo A: Luxemburgo, Belarus, Bulgária, Suécia, França, Holanda
Grupo B: Letônia, Andorra, Ilhas Faroe, Hungria, Suíça, Portugal
Grupo C: Azerbaijão, San Marino, Noruega, Irlanda do Norte, República Tcheca, Alemanha
Grupo D: Moldávia, Geórgia, Irlanda, Sérvia, Áustria, Gales
Grupo E: Armênia, Cazaquistão, Montenegro, Polônia, Dinamarca, Romênia
Grupo F: Lituânia, Malta, Eslovênia, Escócia, Eslováquia, Inglaterra
Grupo G: Macedônia, Liechtenstein, Israel, Albânia, Itália, Espanha
Grupo H: Chipre, Estônia, Grécia, Bósnia, Bélgica
Grupo I: Finlândia, Turquia, Ucrânia, Islândia, Croácia

Fonte:  http://trivela.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 01:28

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Josy Galvão

FIFA questiona Rússia por punir jogador que reagiu a racismo

Emmanuel Frimpong reage a insultos racistas da torcida do Spartak com gestos obscenos

Emmanuel Frimpong reage a insultos racistas da torcida do Spartak com gestos obscenos(VEJA.com/Reprodução)

A FIFA pediu explicações à União Russa de Futebol sobre o mais recente caso de racismo no país. Nesta quarta-feira, o ganês Emmanuel Frimpong, volante do FC UFA, foi suspenso por dois jogos por reagir a insultos racistas de torcedores do Spartak de Moscou, ocorridos na última sexta-feira. Na própria transmissão da partida, foi possível escutar torcedores do Spartak imitando sons de macacos em jogadas em que Frimpong participava – em uma delas, o volante reagiu exibindo o dedo médio e gritando palavrões em direção aos torcedores.

Frimpong foi expulso e suspenso por dois jogos por causa do gesto obsceno. O Spartak não sofreu punição, porque a federação russa avaliou que não havia evidência de racismo. A Rússia vai sediar a Copa do Mundo de 2018.

O chefe da divisão que trata de discriminação racial na Fifa, Federico Addiechi, disse nesta quinta que os russos têm até a próxima terça-feira para responder a um pedido de explicações do departamento disciplinar. Caso contrário, haverá punições. “Queremos saber se, para tomar a decisão, foi levada em conta a evidência que podemos ver claramente pela internet”, afirmou Addiechi, em São Petersburgo, onde acontecerá o sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 neste sábado.

Foram registrados vários casos de racismo no futebol russo nos últimos anos. O brasileiro Hulk e o camaronês Samuel Eto’o foram algumas das principais vítimas. Os dois estarão no sorteio da Copa de 2018. “Seria ingênuo e arrogante da nossa parte dizer que vamos educar a Rússia. Não estamos em uma posição para fazer isso, não temos autoridade moral para fazê-lo”, disse Addiechi.

Fonte:  http://veja.abril.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:14

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Josy Galvão

Brasil 2014 – Löw, um ano depois: “Futebol alemão é visto de outra maneira após a Copa”

Joachim Löw técnico Alemanha Copa do Mundo (Foto: Getty Images)Joachim Löw com o troféu da Copa do Mundo durante a festa do título em Berlim (Foto: Getty Images)

Do que seria a Alemanha, glorificada antes da hora pelo 7 a 1, em caso de derrota para a Argentina na final da Copa do Mundo? Ninguém sabe. Joachim Löw, por outro lado, tem a certeza de que o título no Maracanã coroou um trabalho de longo prazo e que agora traz consequências mais que positivas a seu país. Ele, claro, é um dos responsáveis diretos por isso.

O gol de Mario Götze aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação completou um ano nesta segunda-feira, 13 de julho. Löw concedeu longa entrevista ao jornal “Bild am Sonntag”. Bem-humorado, disse que não assiste aos vídeos do Mundial, elogiou o tratamento recebido pelos próprios brasileiros depois da marcante goleada e também pela opinião pública mundial.

– Eu não acho que vencer a Copa do Mundo me fez diferente. Mas agora somos vistos de outra maneira por pessoas fora da Alemanha. O futebol alemão aumentou drasticamente em popularidade depois da nossa vitória no Brasil. Deixa-me orgulhoso o fato de nós termos jogado como time e as pessoas terem reconhecido isso – disse.

Löw já pensa adiante. A Alemanha está em segundo lugar no Grupo D das eliminatórias para a Eurocopa de 2016 (os dois melhores de cada chave se classificam) com uma equipe um pouco modificada. Philipp Lahm, Miroslav Klose e Per Mertesacker, por exemplo, se aposentaram, mas outros nomes podem deixar o time – caso do atacante Lukas Podolski, reforço do Galatasaray, que recebeu um “ultimato” do treinador.

– O mais importante para Podolski agora é ganhar consistência em termos de jogo. O próximo ano será decisivo para ele.

Confira outros trechos da entrevista abaixo:

Memórias da Copa
Eu não vejo muitos replays daquele gol (do Götze). Quando voltei para casa em Freiburg depois da Copa do Mundo, revi o primeiro tempo do jogo contra o Brasil e a prorrogação contra a Argentina.

Os momentos memoráveis obviamente foram o gol contra a Argentina e o apito final. Foi quando toda a pressão sobre nós simplesmente evaporou. Mas o que mais me impressionou foi a resposta das pessoas no Brasil depois que ganhamos da seleção deles por 7 a 1. Elas nos escoltaram de volta ao aeroporto e em todo o caminho até o nosso QG (em Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia). Esse tratamento que nós recebemos foi a maior honra que você pode ter de um rival. Eu nunca me esquecerei disso. Assim como nosso retorno a Berlim, que foi extremamente emocionante. Foi uma grande sensação descer do avião e ver tantos rostos felizes.

Schweinsteiger sangrando final Alemanha x Argentina (Foto: Reuters)“Schweinsteiger simbolizou nossa campanha”, diz Löw (Foto: Reuters)

Schweinsteiger
Para mim ele é sólido como uma pedra. Sua atuação na final simbolizou o nosso espírito. Ele se sacrificou em prol do time. Um guerreiro Schweinsteiger, que sempre se levanta quando é atingido. Ele simbolizou a nossa campanha inteira na Copa do Mundo.

Götze
Mario é extremamente profissional dentro e fora do campo. Tenho certeza de que ele vai fazer isso e eu disse o mesmo a ele. A situação que ele está passando no Bayern no momento é apenas parte de ser um jogador. Você precisa lutar pelo seu caminho e Mario quer fazer isso e ganhar mais troféus.

Eliminatórias da Euro-2016
Os primeiros meses foram definitivamente difíceis para os jogadores e também para nós treinadores. A Copa foi extremamente desgastante física e mentalmente. Muitos tiveram dificuldade em encontrar o ritmo novamente. Precisamos ter o nosso tempo e encontrar nova motivação. Isso nos custou muitos pontos, mas começamos a melhorar depois do Ano Novo.

Caras novas no time
Não temos que fazer muitas mudanças porque nossos jogadores ainda são jovens e famintos. Mas obviamente há diversos nomes, que também estiveram na Euro Sub-21, que estão começando a ter regularidade em seus times. Emre Can é um interessante e extremamente versátil jogador. Kevin Volland e os goleiros Bernd Leno e Marc-André ter Stegen também são candidatos. Obviamente eu sinto que tenho uma ligação forte com os jogadores que venceram a Copa do Mundo, mas no fim do dia tudo é sobre momento.

Mario Gotze Ter Stegen Bayern de Munique Barcelona (Foto: Getty Images)Mario Götze e Ter Stegen conversam no duelo entre Bayern e Barcelona pela semifinal da Champions (Foto: Getty Images)

Fonte:    http://globoesporte.globo.com/

São Paulo – Brasil – 00:43

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Josy Galvão

Podolski vai tentar a sorte no Galatasaray

 Foto: Reprodução Twitter

Inglaterra, Itália, Turquia – após a Copa do Mundo, Podolski continua viajando pela Europa e agora vai se transferir para o campeão turco Galatasaray Istambul. O agente do jogador, Nassim Touihri, confirmou ao jornal Bild que Podolski está de malas prontas: “Tivemos uma boa conversa com Arsene Wenger porque ele pretendia ficar com Lukas, mas sem lhe garantir uma vaga no time titular. Por este motivo, optamos por uma mudança.”

O clube turco vai pagar 4 milhões de Euros (aproximadamente R$ 13 milhões) para ter o campeão mundial em suas fileiras até 2018. Podolski saiu do Colônia em 2012 para atuar no Arsenal. Ultimamente, porém, já não estava mais nos planos de Wenger e foi emprestado para a Inter de Milão no começo do ano onde “Poldi” não conseguiu se firmar.

Com sua saída do clube de Londres, Podolski atendeu uma exigência do técnico da seleção alemã, Joachim Löw que ainda espera contar com o jogador na Eurocopa 2016: “Eu disse ao Lukas que ele precisa de mais prática de jogo  – pelo menos 30 a 40 partidas completas por temporada. Ele precisa jogar porque ficar dois anos sem esta prática de jogo não seriam uma boa base para ele estar conosco na Euro 2016″, explicou Löw.

Agora é bem provável que ele terá a chance de se firmar como titular no clube turco e com isto até melhorar a sua situação na “Mannschaft” onde ultimamente tem apenas esquentado o banco ou então, como aconteceu durante a Copa do Mundo, foi destaque nas mídias sociais e eleito pelos fãs o “Rei do Selfie da Copa 2014″.

Por Gerd Wenzel

Fonte:    http://www.bundesliga.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:36

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Josy Galvão

Canadá 2015 – Gol contra põe Japão na luta pelo bi mundial

Japonesas comemoram o gol contra inglês que as classificou
Japonesas comemoram o gol contra inglês que as classificou

Um gol contra da inglesa Bassett, aos 47 minutos do segundo tempo, em Edmonton, no Canadá, definiu o Japão vivo pelo sonho do bicampeonato na Copa do Mundo feminina nesta quarta-feira. A vitória de 2 a 1 frustrou a Inglaterra e pôs as japonesas mais uma vez frente a frente como os Estados Unidos. Na última Copa do Mundo feminina, em 2011, o Japão levou a melhor sobre as americanas.

A final da competição será domingo, às 20h de Brasília. Já a Inglaterra vai disputar o terceiro lugar um dia antes, às 17h de Brasília, contra a Alemanha, eliminada pelos Estados Unidos.

O jogo

As duas equipes iniciaram a partida de forma equilibrada, com muita disputa no meio de campo. Com troca de passes, tentavam esperar o melhor omento para arriscar algum chute.

E, curiosamente, os gols acabaram nascendo em bola parada, com pênaltis. O primeiro do Japão. Ariyoshi acabou derrubada dentro da área por Rafferty. Sem pestanejar, Miyama cobrou aos 33 minutos e pôs o Japão na frente. 1 a 0.

A Inglaterra, então, lançou-se ao ataque e levava perigo com Duggan na tentativa dos arremates de fora da área. Mas foi também dentro da área que as inglesas conseguiram igualar o placar, ainda no fim do primeiro tempo. Houghton entrou na área e foi derrubada por Ogimi. Pênalti que Fara Williams bateu bem para empatar. 1 a 1. E o primeiro tempo chegou ao fim.

Na segunda etapa, os times passaram a arriscar mais as finalizações, principalmente de fora da área. Aos 16 minutos, Duggan bateu forte de fora da área e carimbou o travessão da goleira Kaihori. Minutos depois, Houghton quase marcou em cabeçada após cobrança de escanteio. As japonesas pareciam assustadas na partida.

Em seguida, o jogo voltou a ficar equilibrado, mas com muitas jogadas no meio de campo. As jogadoras mostravam cansaço e pouco arriscavam.

Mas, aos 47 minutos do segundo tempo, após cruzamento do ataque japonês pela direita, a inglesa Bassett tentou cortar de carrinho, mas encobriu a goleira Bardsley. 2 a 1. Não houve tempo para nada. Desilusão inglesa. E o sonho do bicampeonato japonês segue vivo.

 

Fonte:    http://espn.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:21

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Josy Galvão

Canadá 2015 – EUA batem Alemanha e vão à segunda final consecutiva da Copa do Mundo

Seleção norte-americana passou pela Alemanha e está na final
Seleção norte-americana passou pela Alemanha e está na final
Os Estados Unidos estão na final da Copa do Mundo feminina, que acontece no Canadá. Nesta terça-feira, a equipe norte-americana bateu a Alemanha por 2 a 0 e buscará o tricampeonato depois de perder a última decisão.

Em Montreal, a seleção alemã teve a chance de abrir o placar aos 15 minutos do segundo tempo, mas Sasic cobrou o pênalti para fora. Pouco tempo depois, a bola “puniu”, e Lloyd fez para os EUA também em cobrança de pênalti.

Mais tarde, aos 30 minutos, O’Hara, que havia entrado no lugar de Heath, fez o segundo para as norte-americanas e deu mais tranquilidade até o apito final.

Os Estados Unidos chegam à segunda final consecutiva depois de perderem a decisão de 2011 para o Japão. A equipe norte-americana é a maior vencedora de Copas do Mundo com dois títulos conquistados. O último, porém, aconteceu em 1999.

O adversário na final do próximo domingo saíra na quarta-feira, quando o atual campeão Japão encara a Inglaterra, em Edmonton. Já a Alemanha disputa o terceiro lugar no sábado.

Fonte:    http://espn.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 23:28

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Josy Galvão

Canadá 2015 – Como a ganância da FIFA criou um chaveamento injusto que prejudicou a França

Alemanha-França

Sucesso de público e audiência, a Copa do Mundo feminina vai chegando à reta final, com as semifinais já definidas. Os jogos derradeiros da competição poderiam ser ainda mais atrativos, não fosse o método mercantilista, voltado mais para interesses econômicos do que esportivos, aplicado pela FIFA na definição dos chaveamentos da fase de grupos e, consequentemente, dos mata-matas do Mundial. Por intervenção direta da entidade, Alemanha e França, duas das três melhores seleções no ranking feminino, tiveram que se enfrentar cedo, ainda nas quartas de final. As alemãs saíram vencedoras, e as francesas, claro, revoltadas com a influência de um sistema de chaveamento nada aleatório.

Desde a definição dos grupos da Copa do Mundo, sabia-se que, caso França e Alemanha terminassem líderes de suas chaves e vencessem seus confrontos nas oitavas de final, duas possibilidades bastante prováveis, teriam de se enfrentar já nas quartas de final. E isso por causa de um chaveamento da FIFA que, diferentemente do que acontece no futebol masculino, não conta com um sorteio. O motivo para isso? Segundo a própria entidade, “por razões promocionais e de venda de ingressos”.

Após a eliminação, Camille Abily, da seleção francesa, foi dura nas críticas, queixou-se do método e pediu um sorteio como acontece no Mundial masculino. “Infelizmente, voltaremos a isso, mas a FIFA não conduziu um sorteio de verdade. Não estou os culpando (pela derrota francesa), mas por que não fazemos como os garotos? O A1 sendo o Canadá, e o restante sendo aleatoriamente sorteados de acordo com o chaveamento. Não venha me dizer que, para ver um jogo de Copa do Mundo, não havia ninguém em Moncton! Em algum momento, eles precisam parar de nos fazer de idiotas. Sinto muito, mas se eles tivessem feito um sorteio de verdade, talvez não tivéssemos jogado contra a Alemanha ou os Estados Unidos tão cedo. Inevitavelmente, é frustrante, mesmo que soubéssemos disso desde o início. A esperança era de, ainda assim, ir até o fim, como provamos na sexta-feira”, afirmou a meio-campista.

Na lógica da FIFA, que buscava o lucro, era preciso colocar certos times em certas cidades, como a França em Montreal neste confronto de quartas de final, para vender ingressos; e em certos fusos horários, para melhorar a audiência dos jogos das equipes nas emissoras de seus respectivos países. Tal medida tomada na formação dos grupos, que naturalmente já teriam as equipes mais fortes separadas de si, é compreensível, mas influenciando também a fase de mata-mata minando parte do interesse esportivo no torneio justamente no momento em que isso mais deveria prevalecer.

Como se isso não fosse o bastante, ainda cria desequilíbrios, como o fato de que Alemanha, Estados Unidos e França, os três melhores países no ranking de futebol feminino da FIFA, caíssem do mesmo lado do chaveamento. Ou como o conhecimento prévio de que Estados Unidos e Canadá, dois cabeças de chave, só poderiam encontrar outros cabeças de chave a partir das semifinais.

Depois de apresentar um dos melhores desempenhos técnicos até aqui, a França teve de enfrentar a Alemanha, outra equipe que vinha encantando. Caiu apenas nos pênaltis. Daqui a alguns anos, quando observar a Copa do Mundo de 2015, a maior parte das pessoas não se lembrará desse detalhe infeliz do chaveamento, mas, sim, de uma campanha de simples quartas de final por parte das francesas. Isso torna compreensível o descontentamento das Bleus e necessária a mudança por um sistema mais justo e que não privilegie as receitas em detrimento do nível técnico.

 

Por:

Fonte:     http://trivela.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 01:45

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Josy Galvão