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Futebol Alemão – A busca de Berlim por identidade no futebol

Em todas as grandes ligas europeias, as capitais têm clubes consagrados e disputando torneios continentais. Mas, na metrópole alemã, conturbada história política e falhas administrativas minaram o progresso do esporte.

As metrópoles europeias são repletas de variedades, e Berlim não é exceção. No entanto, quando se trata de futebol, a capital alemã deixa a desejar: na era profissional, nunca teve uma equipe campeã nacional.

O último título foi em 1931, época em que os campeões do norte e do sul do país se enfrentavam em partida única – o Hertha Berlin derrotou o Munique 1860 por 3 a 2. Durante a divisão da Alemanha, entre as temporadas de 1950 e 1991, Berlim comemorou apenas seis títulos do principal campeonato de futebol da Alemanha Oriental. Detalhe: o clube, Vorwärts Berlin, foi fundado em Leipzig e se mudou temporariamente à capital, onde ficou 18 anos.

Na França, o multimilionário Paris Saint-Germain; na Espanha, o maior campeão europeu Real Madrid; na Itália, a tradicional Roma; na Inglaterra, Arsenal e Chelsea; e em Portugal, o supercampeão Benfica – só para citar algumas das potências nacionais que costumam figurar nas competições continentais de futebol, como a Liga dos Campeões, que começou nesta terça-feira (15/09).

Das muitas equipes que têm se esforçado para superar os obstáculos financeiros e políticos da cidade nos últimos 70 anos, Hertha Berlin e Union Berlin são os dois clubes que sofreram os menores danos.

Mas ambos não possuem a ressonância condizente com um clube da capital. As razões vão desde fronteiras históricas, envelhecimento de estádios até as exigências do futebol moderno. A combinação de todos esses fatores cria a história de uma cidade desprovida de uma grande presença no futebol.

A turbulenta história de Berlim é conhecida mundialmente, mas os impactos dessa divisão entre leste e oeste perduram, apesar de o Muro ter sido derrubado há 25 anos. As diferenças ainda se refletem geograficamente através das bases de torcedores de Hertha e Union, que estão divididos quase exatamente como na época do antigo Muro.

O histórico efeito colateral da divisão tem arrastado Berlim para patamares mais baixos do mapa financeiro da Alemanha. Nenhuma das 30 principais empresas alemãs cotadas no mercado de ações está baseada em Berlim.

Frankfurt é a capital bancária do país e onde está localizada a sede do órgão que administra o futebol profissional da Alemanha, a DFL. Enquanto isso, o estado alemão com maior Produto Interno Bruto (PIB) é a Baviera e, consequentemente, o clube de futebol mais bem sucedido do país está localizado em Munique. Vale lembrar que o Bayern, recordista de títulos alemães, não fez parte dos clubes fundadores da Bundesliga e foi se tornar potência somente na década de 1970.

A reconhecidamente pobre, mas popular Berlim virou terreno fértil para diversidade cultural e social. Futebol, deve-se dizer, nunca foi o primeiro amor dos berlinenses. Porém, isso está começando a mudar, mas não às custas de outras modalidades – de basquete a hóquei no gelo, existem 72 equipes esportivas de alto nível na capital.

Em Berlim, a população mudou e seguiu as marés da história. Já Dortmund, Stuttgart, Frankfurt e Mönchengladbach tiveram o benefício do “efeito paixão” gerado em cidades menores. Elas viram um imenso apoio aos clubes ao longo das gerações, permitindo ao futebol criar raízes nos corações de suas comunidades – algo com que o Hertha Berlin só pode sonhar.

Mesmo dentro de sua própria cidade, o Hertha tem encontrado dificuldades para emplacar. Após a Segunda Guerra, o clube ficou meio que abandonado em Berlim Ocidental e acabou sem grandes realizações esportivas até 1990.

“São quase 50 anos de desenvolvimento que o Hertha simplesmente não teve comparado a outros clubes. E, entre 1983 e 1997, ele não disputou campeonatos do alto escalão, o que dificultou a transferência de apoio entre gerações”, diz Uwe Bremer, jornalista do diário local Berliner Morgenpost.

Numa Alemanha unificada, não tem sido fácil reunir apoio a partir do lado leste da cidade. O Union, por outro lado, tem alimentado um culto, que coloca o clube do lado oriental de Berlim acima de seus grandes rivais em termos de lealdade.

Para manter o clube vivo, torcedores doaram dinheiro, tempo e sangue, literalmente. Mas, apesar de todos esses esforços, ele continua sendo um clube de menor porte, ainda distante da primeira divisão. O recém-nomeado treinador Sascha Lewandowski, que teve passagem pelo Bayer Levekusen, pode mudar isso – mas não parece que os fãs do Union vão se importar muito.

Estádio Olímpico de Berlim e sua icônica pista de atletismo azul: torcedores reclamam da distância do gramado

No Hertha já não é assim. “Dizer que Berlim não se preocupa com o Hertha não é verdade. Na segunda divisão, tiveram média de 40 mil torcedores por partida, e agora estão em torno da marca de 50 mil”, explica Bremer.

Desde 2001, quando a DFL obrigou que todo clube profissional tivesse uma categoria de base, o Hertha possui uma das cinco melhores academias de futebol do país – cinco de seus talentos estiveram na Copa do Mundo de 2014: os irmãos Boateng, um pela Alemanha, outro por Gana; o iraniano Ashkan Dejagah; o bósnio Sejad Salihovic; e John Anthony Brooks, que foi convocado pelos Estados Unidos.

“Gigante adormecido”

Depois da queda do Muro, a lenda do futebol alemão Franz Beckenbauer previu que o Hertha era “um gigante adormecido pronto para ser despertado”. Vinte e cinco anos depois, o clube da capital alemã continua inerte, recentemente tendo dificuldades de se manter na primeira divisão.

Pode-se dizer que o Hertha minou seu próprio progresso. Membro-fundador da Bundesliga, o clube esteve no centro de um escândalo de manipulação de resultados no futebol alemão na década de 1970. Nos anos 1990, esteve sob gerência do controverso Dieter Hoeness, irmão do ex-presidente do Bayern de Munique Uli Hoeness.

Dois anos após voltar à primeira divisão, o Hertha se classificou para a Liga dos Campeões. Muito dinheiro foi gasto, muitas vezes em maus jogadores. E a equipe não vingou. Nos anos seguintes, o Hertha conseguiu alcançar somente a quarta colocação da Bundesliga em três oportunidades – 2002, 2005 e 2009. O fracasso do investimento quase custou a vida do clube.

Dois recentes rebaixamentos também afetaram o Hertha. Como o dinheiro da televisão na Alemanha é calculado sobre uma base das colocações em cinco anos, rivais mais consistentes no meio da tabela, como o Hannover, são mais bem recompensados financeiramente.

O sucessor de Hoeness, Michael Preetz, consertou alguns estragos reduzindo os preços dos ingressos e reestruturando as finanças do clube. Preetz, no entanto, ainda não conseguiu inspirar, apesar de supostamente ter mais poder no clube do que o intocável presidente Werner Gegenbauer.

Basta perguntar a qualquer um dos seis treinadores que estiveram no Hertha desde que Preetz assumiu a direção. Além disso, o Hertha não soube capitalizar a recente loucura no mercado de transferências. “Como é possível competir quando Augsburg vende um único jogador por 30 milhões de euros?” argumenta Bremer.

O marfinense Salomon Kalou, ex-jogador do Chelsea e presente em duas Copas do Mundo, é a grande estrela do Hertha

E ainda há a questão da identidade local. Em muitas maneiras, o Hertha é um clube sem lar. Ambos os estádios originais, o Poststadion e sua casa atual, o Estádio Olímpico, são associados a Berlim ao invés de ao próprio clube. Além disso, os torcedores do Hertha acreditam que a distância do campo de jogo, causada pela pista de atletismo, lhes custa de três a quatro pontos numa temporada em termos de influência.

“Tem que ser muito apaixonado para torcer pelo Hertha”, diz Bremer. “Lembro de ter visto um cartaz no meio da multidão que dizia: ‘Primeiro Hertha, depois sexo’. Isso define tudo.”

Já o jornalista esportivo e morador de Berlim Kit Holden adota um tom mais crítico. “O Hertha falhou completamente em não acompanhar as mudanças em Berlim. Ele poderia ter capitalizado o fato de uma cidade estranha estar se tornando uma metrópole, mas não conseguiram deixar de ser um clube estranho”, disse.

Tanto Berlim como o futebol estão mudando muito rápido para o Hertha. E, numa cidade que faz tanto barulho, talvez não seja surpresa que o futebol tenha dificuldades de encontrar uma voz de liderança.

“Berlim não precisa do futebol como outras cidades precisam. E o futebol nunca precisou de Berlim como outras subculturas precisaram”, afirma Holden.

Fonte:     http://www.dw.com/pt

São Paulo – Brasil – 23:35

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Josy Galvão

A elitização do futebol: ingresso brasileiro é o mais inacessível do mundo

O Profut, sancionado por Dilma Rousseff no início deste mês, determina que clubes de futebol, aqueles que decidirem renegociar suas dívidas fiscais com o governo, mantenham “oferta de ingressos a preços populares”. Não especifica nem quantos bilhetes, nem a que preço. Mas devia. O ingresso brasileiro é o mais inacessível do mundo para a camada socioeconômica mais baixa da população.

Quantas horas uma pessoa que receba um salário mínimo precisa trabalhar para comprar o tíquete mais barato? A conta, aqui, foi feita por Oliver Seitz*, brasileiro que leciona administração esportiva na University College of Football Business em Londres: divide-se o salário mínimo pela carga horária de trabalho de cada país, depois pelo preço do ingresso mais baixo disponível. Vamos nos restringir aos campeões da última temporada, até porque o jogo do último colocado naturalmente tem menos demanda do que o do primeiro.

Um torcedor brasileiro precisa trabalhar dez horas e 18 minutos para comprar um ingresso, o mais barato, do Cruzeiro. Se o sujeito quiser ir ao Mineirão todo domingo, agora que o time não disputa mais a Copa do Brasil, precisa dedicar quase um quarto da carga de trabalho semanal só para comprar a entrada. Sem considerar transporte, talvez estacionamento, alimentação dentro ou fora do estádio. Um alemão, no lado oposto, tem de ficar na labuta uma hora e 48 minutos para assistir a uma partida do Bayern de Munique.

Talvez a Alemanha não seja a comparação mais justa, porque lá existe a filosofia de perder alguma receita no fim da temporada em prol de uma arena plenamente ocupada. Mas o Brasil é menos acessível do que todos os outros principais países do futebol.

Um francês, no país que tem uma das cargas de trabalho mais baixas da Europa, trabalha duas horas e 36 minutos para ver o Paris Saint-Germain. Um inglês, no território onde a camada mais pobre da população vê futebol pela TV a cabo e ingressos são reconhecidamente caros, leva seis horas e 18 minutos por uma partida do Chelsea. Até argentinos e portugueses, em economias bambas, têm de trabalhar menos para assistir a Racing e Benfica.

Esta análise não pode considerar só o valor do tíquete, mas o poder de compra da população. E elitização se mede não com números médios de preço do ingresso e renda do torcedor, mas mínimos. 

Comparação dos preços de ingressos dos campeões das principais ligas do mundo em 2014 (Foto: Infográfico: Giovana Tarakdjian)

O Cruzeiro, por acaso, está bem perto da média da primeira divisão brasileira: 11 horas e oito minutos de trabalho por um ingresso. Alguns demandam um pouco menos, outros muito mais. O mais legal é que, a partir da comparação do futebol brasileiro com as principais ligas europeias, é possível determinar um valor acessível para o cidadão menos endinheirado: R$ 20,63, ou quatro horas e 15 minutos de trabalho com um salário mínimo por mês.

Comparação dos preços de ingressos da primeira divisão do futebol brasileiro em 2015 (Foto: Infográfico: Giovana Tarakdjian )

O ideal, para um estádio de futebol, é que o preço do ingresso seja alto suficiente para que o mandante consiga dinheiro para investir em atletas, mas baixo suficiente para que o estádio esteja totalmente ocupado. O futebol inglês pode se dar ao luxo de cobrar mais caro pelo tíquete porque, afinal, lá os campeões têm 100% dos lugares preenchidos. No Brasil, onde a média nacional fica na casa dos 40%, a maior parte das arquibancadas que fica vazia todo jogo poderia ser ocupada pela camada mais pobre da população. Aquela que, antes da modernização dos estádios forçada pela Copa do Mundo, normalmente comparecia toda quarta e domingo para apoiar o time. Maximizaria, inclusive, as receitas. Um bom negócio para todos.

Não quer dizer que todos ingressos devam custar 20 pratas. Nem que, se custassem, estádios seriam preenchidos. Há mais variáveis que atraem ou afastam torcedores: desempenho do time, ídolo(s), acesso à arena, segurança, conforto, dia, horário, clima, fase do campeonato, se são pontos corridos, se é mata-mata. Mas é fato que o preço é um fator determinante. Tanto que o São Paulo, em 2013, quando baixou preços de ingressos de R$ 26 para R$ 11, em média, aumentou a média de público do Morumbi de 8.500 para 29.800 por jogo. O erro são-paulino, o mesmo cometido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) no Campeonato Cariocade 2015, foi fixar a quantia em um teto (o valor do bilhete mais caro), e não trabalhar a precificação a partir de um piso (o do mais barato).

Arena lota de baixo para cima. Quando começam as vendas, primeiro esgota o setor que tem entradas mais baratas. Depois, o seguinte. Depois, o seguinte. Se a primeira faixa de preço é cara demais para o torcedor que ganha um salário mínimo, ela é ocupada por outro, e este deixa de pagar pelo setor seguinte. O resultado é que, na hora do jogo, as arquibancadas mais salgadas, geralmente as que ficam visíveis durante a transmissão da partida pela TV, ficam às moscas. O Corinthians passa por isso em Itaquera. Atlético-MG e Cruzeiro, no Mineirão. O Palmeiras, no Allianz Parque. Em resumo: estádio precisa ser setorizado, e as faixas de preço dos ingressos precisam atender a todo tipo de público, do popular à elite, até encher a casa.

O cartola vai argumentar, como já faz, que o preço mínimo precisa ser alto para privilegiar o sócio-torcedor e incentivar a adesão ao programa. Só que para o fulano que ganha R$ 788 por mês gastar R$ 30 só para ter preferência na compra de ingressos, ou desembolsar para lá dos R$ 100 mensais para conseguir 25%, 50% ou 75% de desconto e ainda ter que pagar pelos bilhetes, tampouco é acessível. Também tem a meia-entrada, outro complicador, um problema de toda casa de entretenimento, do cinema e ao concerto musical. Mas nem assim se pode ignorar: futebol está caro demais.

Depois de longas discussões entre CBF, clubes e Bom Senso FC, deputados federais e senadores, esses responsáveis por representar a população brasileira, concordaram com um Profut que agrada a todos, menos ao torcedor. A CPI do Futebol do senador Romário (PSB-RJ) foi para cima dos sigilos bancário e fiscal de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, mas tampouco deu atenção a um dos poucos legados da Copa, a reconstrução dos estádios brasileiros e a consequente exclusão dos cidadãos mais pobres. A considerar que o salário mínimo deveria ser de R$ 2.088,20 para igualar o poder de compra do brasileiro ao do estrangeiro, e que isso nocautearia de vez a economia, tampouco pode-se esperar por uma “ajuda” de Dilma. É isso, torcedor. Conforme-se em ver teu time pela televisão aberta.

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*Oliver Seitz é PhD em indústria do futebol e professor de administração esportiva da UCFB em Londres (oliver@brain.srv.br).

 

 

Fonte:      http://epoca.globo.com/

São Paulo – Brasil – 00:39

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Josy Galvão

Futebol Alemão – Bundesliga, um dos motores da economia alemã

Futebol é um dos maiores geradores de emprego da Alemanha, com 110 mil pessoas trabalhando em tempo integral. Evento é avaliado em quase 8 bilhões de euros, mas crescer mais do que isso é uma tarefa complicada.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela consultoria McKinsey mostra que o Campeonato Alemão impulsiona consideravelmente o mercado de trabalho do país. Por causa da Bundesliga, 110 mil pessoas trabalham em tempo integral – se comparada com empresas que detêm ações na Bolsa de Frankfurt, o número coloca o evento esportivo como o quarto maior empregador privado alemão.

“O futebol alemão está se desenvolvendo bastante não só do ponto de vista esportivo, mas também no âmbito econômico”, afirma Thomas Netzer, autor do estudo e diretor da McKinsey em Colônia, em entrevista à agência de notícias DPA.

Dados da temporada 2013/14 mostram que o campeonato vale hoje 7,9 bilhões de euros – 50% a mais que os números divulgados no estudo anterior, realizado há cinco anos. Contudo, a Bundesliga tem uma participação bem menor na economia em comparação com empresas de setores mais importantes, como a indústria automobilística. Juntos, os 56 maiores clubes das três principais divisões do futebol local foram responsáveis por apenas 0,3% do crescimento do PIB alemão registrado em 2014.

No país, contudo, o futebol profissional tem mostrado uma expansão mais rápida que de outros setores. Com uma taxa anual de 6,1%, o esporte mais popular do mundo cresce mais que a engenharia automotiva, os serviços de TI e até mesmo o PIB. “O setor tem sido um verdadeiro motor de crescimento”, diz Netzer.

Limitações

Os lucros com o aumento das vendas beneficiam tanto os torcedores quanto o setor público. A Liga de Futebol Alemã (DFL), responsável pela organização da primeira e segunda divisões, gera anualmente 2,3 bilhões de euros em impostos e seguro social – o que inclui, por exemplo, gastos adicionais do governo com segurança e transporte público em dias de jogos.

Porém, o Campeonato Alemão dificilmente se tornará um líder na economia do país, já que sobra pouco espaço para alcançar uma taxa de expansão maior que atual. As três divisões têm um número de limite de 600 jogos, o que corresponde a 900 horas de futebol.

Vendas de ingressos e patrocínio são bons negócios, mas estão chegando ao limite. Normalmente, os estádios utilizados na Bundesliga atingem 90% da capacidade – 5% a menos que a média da Premier League inglesa.

De acordo com Netzer, um crescimento de 35% poderia ser atingido até 2020, impulsionado pelo merchandising, direitos de transmissão para TV e patrocínio. Porém, outras medidas, como o aumento do preço dos ingressos, poderiam colocar em risco o principal alicerce do Campeonato Alemão: os torcedores.

Fonte: http://www.dw.com/pt

São Paulo – Brasil –00:25

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Josy Galvão

Alemanha – O Museu Alemão do Futebol em Dortmund é uma nova atração para os torcedores do melhor futebol do mundo

Na Alemanha, há cada vez mais razões positivas para falar de futebol. E, de maneira especial, neste momento: BERLIM é anfitriã da Final da Liga dos Campeões da UEFA. A Seleção feminina alemã está entre as favoritas na Copa do Mundo de futebol feminino no Canadá. E em Dortmund, está sendo preparada a inauguração do Museu ALEMÃO do Futebol. Ele registra a história do ESPORTE nacional dos alemães: mais de seis milhões de pessoas na Alemanha jogam futebol em mais de 25.000 clubes.

A chuteira de Mario Götze na Final

O museu na avenida Königswall em Dortmund deverá tornar-se uma atração para os torcedores de futebol. Ele está estruturado como uma partida de futebol. No primeiro tempo, ele apresenta a história e os maiores êxitos do futebol na Alemanha: da vitória da Seleção da Alemanha Federal na palpitante final de 1954 em Berna, passando pela legendária final da Copa do Mundo de 1966 em Wembley, até a mais recente vitória de 2014 no Brasil. No Brasil, a Seleção do treinador nacional ALEMÃO Joachim Löw conquistou a quarta estrela, com um excelente desempenho da equipe. Os visitantes do museu podem informar-se detalhadamente sobre o papel comunitário, político, social e econômico do futebol, mas ver também “relíquias” do esporte: por exemplo, a bola original da final de 1954 e a chuteira esquerda do artilheiro ALEMÃO na final da Copa do Mundo de 2014, Mario Götze. O futebol feminino e o futebol na RDA são outros temas. Atravessando uma sala de cinema, na qual são exibidos filmes sobre  futebol, chega-se ao primeiro andar. O segundo tempo do museu é dedicado ao futebol dos clubes na Alemanha – da Bundesliga e aos participantes da Liga Europa da UEFA, até o ESPORTE amador e o movimento dos grassroots no ESPORTE bem-sucedido na Alemanha.

Final da Liga dos Campeões da UEFA em 6 de junho de 2015 em BERLIM

Copa do Mundo de Futebol Feminino, de 6 de junho até 5 de julho de 2015 no Canadá

Início da venda on-line de ingressos do Museu ALEMÃO do Futebol, em junho de 2015

www.fussballmuseum.de

Fonte: © www.deutschland.de

São Paulo – Brasil – 23:31

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Josy Galvão

Com contrato até 2016, Guardiola não quer falar de renovação: ‘Um ano no futebol é muito tempo’

Champions League Guardiola coletiva Bayern Barcelona 2015

O treinador do Bayern de Munique, Pep Guardiola, não quis falar sobre uma possível renovação de contrato com o clube bávaro, nesta sexta-feira. No entanto, ele salientou que sua família está feliz  na Alemanha.

“Tenho um ano de contrato e um ano no futebol é muito tempo”, disse o treinador em coletiva antes da partida do fim de semana contra o Freiburg, pela Bundesliga. O espanhol fez questão de ressaltar, porém, que está bem adaptado à cidade. “Minha família é feliz em Munique”, garantiu.

Independentemente disso, entre Guardiola e a cúpula do clube já está acertado que ao final da temporada haverá uma conversa sobre o futuro do treinador e uma análise das competições disputadas pelo time.

Sobre possíveis contratações para o segundo semestre, ele se limitou a dizer que o Bayern já sabe sua opinião, evitando dar qualquer pista. Além disso, elogiou o elenco atual e só lamentou as lesões que assolaram o time em 2015.

Com título alemão assegurado e apenas cumprindo tabela na Bundesliga, o treinador garantiu que a equipe vai entrar em campo para ganhar. “Somo sérios, queremos ganhar sempre e queremos jogar o melhor possível sempre”, finalizou.

Fonte: http://espn.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 00:48

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Josy Galvão

Nova geração já aprende: o ‘país do futebol’ é a Alemanha

Livro não esconde que tenta mostrar os personagens reais das duas seleções

Livro não escode que tenta mostrar os personagens reais das duas seleções

Eles não sabem ainda nem ler. Mas já entenderam: a Alemanha é o país do futebol. Um livro infantil publicado para crianças a partir de 2 anos de idade na Alemanha mostra imagens e conta uma história de como, em uma partida contra o Brasil, o time europeu humilhou a seleção de amarelo e, ao final, levantou a taça.

Os editores da empresa Oetinger garantem que o livro foi produzido poucos meses antes da Copa do Mundo de 2014. Mas, contactadas, livrarias em Munique e Berlim admitem que as vendas e a distribuição aumentaram de forma substancial depois dos 7 a 1 e da conquista da Alemanha contra a Argentina, no Maracanã.

Mesmo sem direitos de reproduzir imagens oficiais, o livro não consegue esconder que tenta mostrar os personagens reais das duas seleções. De um lado, um senhor de bigode e com uma certa barriga é o treinador do Brasil. De outro, um jovem de cabelo preto e camisa bem passada é o técnico da Alemanha. Qualquer coincidência com Scolari e Löw é mera coincidência. Também não faltam jogadores estranhamente parecidos com Khedira ou até Ronaldinho Gaúcho, que não foi ao Mundial.

Numa das imagens, o livro mostra como os alemães colocaram os jogadores brasileiros em uma rodinha. Na seguinte, uma imagem de como um jogador brasileiro apela, faz uma falta feia e leva um cartão vermelho.

No placar final, apenas 1 a 0 para a Alemanha. Mas o suficiente para mais imagens de brasileiros desconsolados e alemães vibrando com a vitória. O título do livro não deixa de ser sugestivo: “Toooor”, ou simplesmente “Goool” em alemão.

PLANO

Se o livro pode ser apenas uma “coincidência”, a realidade é que a direção do futebol da Alemanha não pretende parar de trabalhar depois da conquista. Uma campanha de publicidade usando os campeões mundiais levou a Bundesliga a ser o torneio nacional com o maior público do mundo, superando pela primeira vez a Liga Inglesa. Considerando todos os esportes, apenas o público da NFL dos EUA supera os alemães no futebol. Nas escolinhas de futebol espalhadas pela Alemanha, crianças fazem fila para conseguir um lugar.

Já na seleção, Löw declarou no início de março que prepara um novo plano para tornar o time “mais competitivo”, já tendo em vista a Eurocopa de 2016. “Taticamente, precisamos ser mais flexíveis”, declarou. Vivendo uma ressaca da Copa, sua seleção está em segundo lugar no grupo D das Eliminatórias para o torneio na França, no ano que vem.

Ele também deixa claro que a renovação do time para o Mundial de 2018 já começou. “O time que ganhou a Copa no Brasil não existe mais”, declarou. “Isso significa que temos de nos atualizar e promover mudanças”.

Sua estratégia é a de contar com duas seleções para poder chegar em 2018 com um time competitivo. Além da equipe principal, Löw acompanha de perto cada jogador do sub­21.

Na federação, porém, a ordem é a de manter a estratégia dos últimos anos e espalhar pelos clubes observadores que possam identificar futuras promessas. A base para a escolha, porém, jamais foi tão grande como agora.

Fonte: http://esportes.estadao.com.br/

São Paulo – Brasil – 01:57

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Josy Galvão

Uniforme dos jogadores

Calção, meiões, caneleira, chuteiras e luvas. O que precisa um jogador para entrar em campo?

Nationaltrikot WM 2014

Uniforme obrigatório

A Regra de número 4 do futebol estabelece que o uniforme do jogador deve consistir, obrigatoriamente, de camisa de manga curta ou comprida, calção, meiões, caneleira e chuteiras. Durante o jogo, a camisa e o calção servem para diferenciar as equipes, no entanto, segundo o Departamento Alemão de Patentes e Marcas (DPMA), tal vestimenta também pode ser usada para conter irregularmente o adversário.

Fußball WM 2014 Italien Uruguay

Camisetas coladas

A tecnologia do caimento justo passou a ser usada na Copa de 2010 e foi vista com mais frequência na Copa de 2014. Segundo os fabricantes, o desempenho e a resistência do jogador aumentam com um tecido que comprima os músculos. Mas é um problema para aqueles que estão com quilinhos a mais.

Trikot mit Sollrissstellen

Uniforme com partes rasgáveis

Peças de roupa cujos componentes resistem até certa carga de esforço: essa foi a reação à falta de ética no futebol com o aumento da violência a partir da década de 1990. Surgiram então patentes de uniformes com partes rasgáveis, o que permite ao árbitro avaliar a gravidade de uma falta, mas também oferece a possibilidade de manipulação pelo próprio jogador, afirma o Depto de Patentes.

FIFA WM 2014 Trikot Iran

Efeito camuflagem

Além da segurança e do desempenho dos jogadores, o vestuário também pode ser utilizado para obter vantagem sobre o adversário através de estímulos visuais, como mostra uma patente americana de 2007. Assim, o movimento do atleta pode ser amparado ou escondido por meio de elementos gráficos estampados no uniforme. Isso pode levar, por exemplo, a um efeito de camuflagem no caso de um drible.

Symbolbild Nike Sportschuche

Caneleira

A caneleira é outra peça obrigatória do uniforme de futebol. Sua história se iniciou na segunda metade do século 19, quando o escudo usado por jogadores de críquete passou a ser comum também no futebol. Mas a redução da liberdade de movimento não combinava com a crescente velocidade do futebol, por isso se tornou comum limitar a proteção da perna aos pontos mais vulneráveis, sobretudo à canela.

WM 2014 Achtelfinale Brasilien Chile

Força de impacto

A principal função das caneleiras é distribuir a força de impacto por uma superfície maior, reduzindo a energia do golpe ou pontapé. A Regra 4 estabelece que elas devem proporcionar razoável grau de proteção, estar totalmente cobertas pelos meiões e ser feitas de borracha, plástico ou material apropriado. No início, isso foi obtido com o uso de placas de metal, madeira ou couro, fixadas à perna.

Fussball Schienbeinschoner

Casquilho e revestimento

Mas logo surgiu a ideia de acoplar um forro elástico à caneleira, surgindo assim uma cavidade entre o casquilho rígido e a perna, como mostra uma patente alemã de 1925. A partir dos anos 1950, as caneleiras passaram a ser feitas de materiais termoplásticos rígidos, com seu interior revestido frequentemente com tecido macio ou espuma. Casquilho e revestimento também podem estar unidos por velcro.

Fussball Schienbeinschoner

Funções adicionais

Atualmente, os casquilhos não são feitos apenas de massa plástica rígida, mas exibem muitas vezes uma complexa estrutura multicamadas com propriedades amortecedoras. Ao longo dos anos, também foram concebidas caneleiras com função adicional de proteção da parte inferior da perna. Os exemplos atuais mostram elementos acoplados de forma flexível para proteção de tornozelo, calcanhar e peito do pé.

Fußball Mexiko Torwart Jorge Campos

Uniforme do goleiro

O goleiro deve vestir cores que o diferenciem dos demais jogadores, do árbitro e seus assistentes. O uso de roupas especiais contribui para reduzir o risco de lesões. Por isso, em geral, camisa e calção de goleiro são acolchoados na região do cotovelo, ombros, quadril e joelhos. Mas, por razões de mobilidade, regiões sensíveis como estômago e rins permanecem quase sempre desprotegidas.

Deutschland vs Brasilien Testspiel 05.05.1963

Luvas

Até a década de 1970, era comum o goleiro jogar sem luvas. Mas as vantagens da luva de goleiro já foram reconhecidas bem cedo, como mostra uma patente inglesa de 1885. Além da proteção, o aperfeiçoamento das luvas levou em conta o melhor controle da bola. Até hoje, trabalha-se com diferentes materiais para otimizar a aderência, como plásticos com propriedades colantes fixados à palma da luva.

Segmentierungen eines Torwarthandschuhs

Acolchoamento

O acolchoamento da luva absorve o impacto da bola e protege a mão do goleiro. No entanto, o aumento do volume de revestimento diminuiu a mobilidade dos dedos, como também da palma da mão. A correção dessa falha é feita através da segmentação do acolchoamento da palma da mão ou por meio de entalhes e recortes nas camadas exteriores da luva, como mostra uma patente alemã de 1982.

Frank Rost HSV

Pesos adicionais

Em geral, uma luva deve ser o mais leve possível, contribuindo para a rapidez do goleiro e evitando fadiga muscular. Mas qualquer material adicional acoplado à luva para facilitar o controle da bola leva a um aumento de peso. Em alguns casos, porém, a introdução de pesos adicionais em determinadas partes da luva permite o treinamento direcionado de grupos musculares específicos do goleiro.

Handschuhe

Novidades nas luvas

A inovação está na segurança da mão por meio de protetores adicionais que impedem a flexão do dedo na direção contrária ao movimento natural. Comum desde os anos de 1980, basicamente, esse efeito é obtido através de reforços colocados sobre os dedos na parte anterior da luva. A introdução de “membranas aquáticas” entre os dedos, evitando o afastamento excessivo, remonta às luvas de beisebol.

 

 

Fonte: http://www.dw.de/

São Paulo – Brasil – 01:22

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Josy Galvão

Soldados jogavam futebol durante ataques na 1ª Guerra Mundial

Cartaz convoca jogadores de futebol a se alistarem no “Batalhão do Futebol”

Cem anos depois de seu início, ainda é difícil entender o que foi a Primeira Guerra Mundial. Você pode pensar nas trincheiras lotadas, no aspecto lunar do terreno entre elas, nos ratos, insetos, excrementos e umidade, na chuva, no frio glacial, na proliferação de doenças de todos os tipos e na ausência de antibióticos. Você pode pensar que a estratégia dos comandantes de todos os exércitos envolvidos era esgotar as forças do lado oposto, o que significava basicamente desenvolver formas eficazes de matar pessoas.

Você pode pensar nos gases venenosos espalhados pelo ar, nos ataques aéreos sem hora para eclodir, no lançamento de bombas cada vez mais letais e na impossibilidade de tratar os feridos ou mesmo de enterrar a maioria dos mortos. Você pode pensar em números: 16 milhões de cadáveres, 20 milhões de feridos, 6 milhões de corpos jamais encontrados.

Mas você pode pensar também no London Irish Rifles, um batalhão de irlandeses formado por jogadores de futebol. No meio de um ataque ao exército alemão, os soldados resolveram chutar uma bola de couro em direção ao inimigo.

Foi na Batalha de Loos, na França, em 1915, o segundo ano da guerra. Os jogadores/soldados fizeram chegar às trincheiras seis bolas de couro e combinaram levá-las intactas ao terreno alemão. Os superiores souberam do plano e não o autorizaram. Cinco bolas foram encontradas e destruídas. Mas o soldado Frank Edwards escondeu a última embaixo da farda e a inflou momentos antes do ataque.

Quando o apito soou indicando o início do assalto, Edwards escalou a parede da trincheira e chutou a bola contra os alemães. Ela ficou presa em uma cerca de arame farpado ali perto. O soldado conseguiu recuperá-la e a conduziu por cerca de 20 metros em direção ao exército germânico até ser abatido pela artilharia.

A bola continuou quicando no campo de batalha, enquanto o massacre acontecia em volta dela. Nos registros do regimento, consta que homens foram vistos trocando passe até sumirem no meio de nuvens de fumaça além das linhas inimigas. “London Irish, para a bola!”, eles gritavam conforme avançavam.

Eles acreditavam que jogar bola em uma das guerras mais sangrentas da humanidade era exibir bravura.

O futebol em todo lugar

Não foi um ato isolado. O futebol estava por toda parte na Primeira Guerra Mundial. Está nas fotos posadas de soldados e oficiais ao lado de canhões e bolas de couro, alguns usando rudimentares máscaras antigás que os assemelhavam a personagens de filmes de ficção científica. Está nos cartazes de guerra convocando especificamente jogadores a se alistarem no exército, já que eles estavam entre os homens mais robustos e fisicamente aptos a uma empreitada como aquelas.

Está no famoso “Batalhão do Futebol”, um regimento britânico formado principalmente por atletas, juízes e torcedores, que tiveram a chance de lutar (e morrer) lado a lado. Mais de mil membros desse batalhão pereceram durante a guerra.

Está na poesia de Siegfried Sassoon, um escritor que serviu como oficial do exército britânico e lia notícias de futebol para acalmar seus homens antes de um ataque. Está na saudação feita pelo soldado alemão que propôs a famosa Trégua de Natal de 1914, quando os dois lados interromperam as hostilidades para trocar presente e bater bola entre as trincheiras. As primeiras palavras ditas pelo alemão aos ingleses foram um comentário sobre o Tottenham e o Arsenal.

Se havia alguma coisa que ligava grande parte daqueles homens além da necessidade mútua de se matarem era o fato de que eles eram apaixonados por futebol, um esporte que estava no auge da popularidade na Europa.

E transformar a guerra em um jogo era uma forma de suportá-la. Em um episódio que ficou conhecido como “O Ataque do Futebol”, o capitão Wilfred Nevill propôs um desafio a quatro de seus fuzileiros: o primeiro que conseguisse levar uma bola de futebol até as linhas inimigas, ganharia um prêmio. O próprio Nevill iniciou o ataque chutando a sua bola em direção ao exército rival. Foi imediatamente morto pela artilharia. Um sobrevivente relatou depois:

“Quando o tiroteio acabou, eu vi um fuzileiro subir no parapeito em direção ao terreno entre as trincheiras, incentivando os outros a fazerem o mesmo. Enquanto fazia isso, ele chutou uma bola. A bola subiu e cruzou a linha alemã. Isso pareceu um sinal para avançar.”

Chutar uma bola no meio das batalhas “se tornou rapidamente um ato que mostrava status e bravura”, de acordo com Paul Fussell, autor do livro The Great War and Modern Memory (“A Grande Guerra e a memória moderna”, sem edição no Brasil).

O fim da inocência

“Toda guerra aniquila a inocência, mas nenhuma guerra mais do que essa”, escreveu o jornalista Brian Phillips sobre o conflito que começou em 1914. No ano seguinte, ainda existia inocência no meio da barbárie.

Em 24 de abril de 1915, 50 mil torcedores estavam em um estádio de Manchester, na Inglaterra, para ver a final da Copa da Liga entre Chelsea e Sheffield United. Dois dias antes, havia começado a batalha de Ypres, na Bélgica, uma das mais sangrentas da Primeira Guerra. Milhares de soldados franceses morreram logo nos primeiros minutos do conflito ao inalar um gás venenoso dispersado no ar pelos alemães – alemães também morreram porque o vento soprava para todos os lados.

 

Bola de couro usada na 1ª Guerra foi encontrada em 2011 – Divulgação/Leather Conservation Centre

A batalha ainda estava acontecendo quando Chelsea e Sheffield entraram em campo. Nas fotos da partida, é possível ver militares em muletas, militarem com faixas médicas na cabeça, militares que tiraram férias da barbárie da guerra para ver futebol.

Depois disso, intelectuais nacionalistas começaram uma campanha para interromper o calendário esportivo e forçar atletas a se alistarem no exército. Era um absurdo, diziam eles, que esportistas continuassem suas vidas, enquanto milhares de pessoas morriam no exterior para defender a nação. “Nunca a mesma inocência de novo”, escreveu o poeta Philip Larkin, sobre os eventos esportivos no meio do conflito.       

Um século e incontáveis guerras depois, continuamos falando de futebol em termos bélicos porque a metáfora segundo a qual uma partida é uma batalha ainda faz sentido. O jogador que marca mais gols tem a artilharia de um torneio. Ele também pode ser um matador e um Gladiador. Uma equipe que é goleada sai de campo massacrada. Um chute pode ser um tiro, como um tiro de meta ou um tiro livre. Já um chute muito forte é uma bomba. Um time que evita o rebaixamento no fim do campeonato é um time de guerreiros. O técnico é chamado de comandante e o líder do time é o capitão.

Cem anos depois ainda é difícil entender o que foi a Primeira Guerra Mundial, mas parece que a guerra nunca saiu de nós.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 20:07

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Josy Galvão

  

Futebol Alemão – Confira as partidas da 1ª rodada da Bundesliga 2014/2015

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Depois de um longo recesso, a Bundesliga está de volta para a temporada 2014/2015. Na próxima sexta-feira, 22 de agosto, será dada a largada para mais uma temporada, de um futebol brilhante, avassalador, contagiante, o futebol Campeão do Mundo. Nós que fazemos o Batom e Futebol, estamos ansiosos por este retorno. Esperamos por você também, para juntos acompanharmos o mais belo e empolgante campeonato do planeta!
Auf wiedersehen!
Confira as partidas da 1ª rodada:
                                                              Temporada 2014/ 2015
                                                                         1ª Rodada
                                                                 Sex – 22.08. –  15:30                                      
Bayern de Munique         x                                Wolfsburg
                                                                 Sáb – 23.08. –  10:30
1899 Hoffenheim         ×                                Augsburg
Hannover 96         ×                                Schalke 04
Hertha Berlin         ×                                Werder Bremen
Eintracht Frankfurt         ×                                Freiburg
1 FC Köln         ×                                Hamburgo
                                                                Sáb – 23.08. –  13:30     
Borussia Dortmund         ×                                Bayer Leverkusen
                                                                Dom – 24.08. – 10:30      
SC Paderborn 07         ×                                Mainz 05
                                                                Dom – 24.08. – 12:30        
Borussia M’Gladbach         ×                                VfB Stuttgart
Pos. Clube J V E D Gols Saldo Pontos Obs.
1 Hannover 96 0 0 0 0   0:0 0 0 CL*
2 Bayern de Munique 0 0 0 0   0:0 0 0 CL*
3 Schalke 04 0 0 0 0   0:0 0 0 CL*
4 Bayer Leverkusen 0 0 0 0   0:0 0 0 CL* Qual.
5 Wolfsburg 0 0 0 0   0:0 0 0 EL* Qual.
6 Borussia M’Gladbach 0 0 0 0   0:0 0 0 EL* Qual.
7 Mainz 05 0 0 0 0   0:0 0 0
8 Augsburg 0 0 0 0   0:0 0 0
9 1899 Hoffenheim 0 0 0 0   0:0 0 0
10 Borussia Dortmund 0 0 0 0   0:0 0 0
11 Hertha Berlin 0 0 0 0   0:0 0 0
12 Werder Bremen 0 0 0 0   0:0 0 0
13 Eintracht Frankfurt 0 0 0 0   0:0 0 0
14 Freiburg 0 0 0 0   0:0 0 0
15 VfB Stuttgart 0 0 0 0   0:0 0 0
16 Hamburgo 0 0 0 0   0:0 0 0 ZR
17 1 FC Köln 0 0 0 0   0:0 0 0 ZR*
18 SC Paderborn 07 0 0 0 0   0:0 0 0 ZR*
CL – Classificados diretamente para a Champions League 2014/2015
CL* Qual. – Classificado para torneio de qualificação da Champions League 2014/2015
EL* Qual. – Classificados para Liga Europa 2014/2015
ZR – Zona de repescagem – joga com 3º colocado da 2ª divisão
ZR* – Zona de rebaixamento para a 2ª divisão

Fonte: http://www.bundesliga.de

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São Paulo – Brasil – 19:59

Por Josy Galvão

Futebol Feminino – Megan Lee, de jovem promessa a nova craque

Megan Lee, de jovem promessa a nova craque
© Getty Images

Birth of a Great Star (“O nascimento de uma grande estrela”) é o título de um popular programa de TV da Coreia do Sul. Parece difícil de acreditar, mas existe um vínculo entre ele e o jogo entre Nova Zelândia e Costa Rica pela Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Canadá 2014. Enquanto do concurso televisivo surgem novas estrelas da música, no Estádio Nacional de Futebol de Toronto o público presenciou o salto para a fama de uma jovem neozelandesa.

Curiosamente, a ganhadora do reality show sul-coreano e a nova craque “kiwi” têm o mesmo nome: Megan Lee. Mas se você se interessar mais pela cantora, esta talvez não seja a página adequada para conhecê-la melhor. Aqui, em compensação, você encontrará tudo que precisa saber sobre sua atleta e xará, porque ela foi entrevistada logo depois de um encontro em que, como não podia ser diferente, ela foi eleita a melhor em campo.

“Acho que sim, que fiz um bom jogo”, admite rindo quando perguntamos se, caso pudesse votar, teria escolhido a si mesma. “Para falar a verdade, você não pensa nessas coisas nem antes nem durante o jogo, mas quando elas chegam, são muito boas”, continua dizendo, ao mesmo tempo em que reconhece a dificuldade do trabalho que realiza o Grupo de Estudos Técnicos da FIFA, encarregado de selecionar a jogadora de maior destaque em cada encontro. “Se tivesse tido que escolher, eu teria sofrido… Principalmente com esta equipe, porque jogamos uma pela outra. É verdade que eu joguei bem, mas teria sido difícil destacar uma só jogadora. Teria escolhido a equipe inteira!”, garante.

E o reconhecimento teria sido merecido porque, inspiradas por Lee, autora do segundo dos três gols neozelandeses, todo o conjunto fez sua parte para alcançar as quartas de final – é a primeira vez que a Nova Zelândia consegue isto na história da competição. “A sensação agora é extraordinária, porque temos consciência de que realizamos algo muito grande”, reforça a jogadora do Forrest Hill Milford United, em seu país natal. “Acho que, depois de todo o trabalho realizado, nós merecemos isto. Quando você sofre para alcançar um objetivo, a sensação é ainda melhor. Foram precisos dois anos de preparação para chegar até aqui. As garotas fizeram um esforço enorme. Todas nós cuidamos de nossos interesses, mas jogamos em equipe, uma pela outra”.

Barreira superada
Lee é o melhor exemplo disso, já que, contra as costa-riquenhas se multiplicou pela lateral, correndo sem parar, recuperando a bola e dando passes precisos para as companheiras, mas ao mesmo tempo soube mostrar individualismo quando foi preciso, avançando sozinha para marcar o segundo gol de sua equipe. Na hora de definir, ela até teve tempo de levantar a cabeça e ver onde estavam as duas zagueiras que cobriam o gol antes de colocar a bola longe de seu alcance – uma demonstração de maturidade que o técnico Aaron McFarland atribui à experiência. “A Megan está jogando sua terceira Copa do Mundo”, recorda, em referência à participação da jovem de 19 anos nos Mundiais Sub-17 de 2010 e 2012. “É a minha quinta (Copa), e esta classificação histórica não é só mérito desta equipe, mas de todas as jogadoras que nos antecederam e das lições para o futuro aprendidas em cada ocasião. Nossa evolução foi lógica, mais cedo ou mais tarde teria que acontecer. Já estávamos há muito tempo ficando bem perto deste marco e hoje, com esta vitória, conseguimos superar a barreira”.

Uma vez que o obstáculo foi superado, por que não continuar avançando? Ao menos é o que Lee e as companheiras se propuseram. “Queremos mais”, proclama, e garante que estar entre as oito melhores seleções do mundo é só o começo. “A equipe se reuniu algumas semanas antes de começar o torneio, e todas estávamos de acordo em que temos os recursos necessários para chegar às semifinais. Queríamos nos classificar para as quartas, mas não nos contentaremos com isso, nem pensaremos que já cumprimos a meta ao chegar até aqui. Agora, estabelecemos objetivos mais ambiciosos”.

In the Future e Destiny são atualmente alguns dos grandes hits de Megan Lee, a cantora. Resta apenas conhecer os sucessos de Megan Lee, a jogadora.

Fonte: http://pt.fifa.com/

São Paulo – Brasil – 23:06

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Josy Galvão