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Santos freia o Corinthians e deixa a zona de rebaixamento

Ricardo Oliveira comemora seu gol - Partida entre Santos e Corinthians, válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol 2015, realizada no estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro), na cidade de santos, litoral sul de São Paulo, neste sábado (20)Ricardo Oliveira, autor do único gol na vitória contra o Corinthians, comemora com os colegas santistas(VEJA.com/Getty Images)

O clássico alvinegro da Vila Belmiro acabou com a vitória por 1 a 0 do Santos em cima do Corinthians em duelo válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o time de Tite chega ao quinto clássico seguido sem vitória, enquanto o alvinegro praiano acaba com o jejum de seis jogos seguidos sem vitória e deixa a zona de rebaixamento.

No primeiro tempo, Ricardo Oliveira mostrou que mesmo aos 34 anos segue como seu faro de artilheiro em dia. Na única oportunidade que teve no jogo, aproveitou o vacilo de Edu Dracena e marcou um belo gol, quase sem ângulo, de perna esquerda. Na segunda etapa, o Corinthians pressionou, acerou duas bolas na trave, mas não conseguiu balançar as redes de Vladimir. O confronto também foi marcado pelas expulsões de Rafael Longuine e Fagner no segundo tempo, que deixaram o clássico aberto até os últimos minutos.

Com a vitória, o Peixe volta a vencer após seis partidas de jejum e chega aos 10 pontos no Campeonato Brasileiro, deixando a zona de rebaixamento para trás. Já o Timão continua com 13 pontos, agora fora do G-4.

Oliveira matador

A partida na Vila Belmiro começou com um leve atraso por causa de Cássio, que foi obrigado a trocar de uniforme já em cima da hora. Depois do apito do árbitro, os jogadores do Santos cumpriram com obediência a ordem do técnico Marcelo Fernandes de partir para cima do Corinthians desde o começo.

Mesmo sem criar uma chance clara de gol, o Peixe dominava as ações e mantinha a bola em seus pés. E assim, aos poucos, o alvinegro praiano foi pressionando até que Rafael Longuine achou Ricardo Oliveira na área, acertou um lindo lançamento e viu o camisa 9, mesmo com pouco ângulo, bater forte, cruzado, de esquerda, para abrir o placar no clássico. Edu Dracena vacilou no lance e Cássio foi pego de surpresa, com a bola passando em baixo de seu corpo.

O Santos cresceu com o gol. No embalo da torcida, que não compareceu em bom número, a equipe da casa seguiu martelando em busca do segundo gol. O Corinthians assustava apenas em jogadas de contra-ataque. Em uma delas, Mendoza recebeu cruzamento oriunda da direita na área e desperdiçou uma grande chance. Na sequência, Marquinhos Gabriel respondeu com um chute rasante e que raspou a trave esquerda de Cassio.

Aos 20, foi a vez de Geuvânio aproveitar a linha mal feita pelos zagueiros corintianos e sair na cara do gol. O camisa 11 não perdoou, mas o árbitro anulou o gol alegando impedimento do Caveirinha em um lance bastante duvidoso.

Dois minutos depois, o Timão se lançou ao ataque. Renato Augusto deu um lindo drible em Daniel Guedes e mandou a bola na área. Depois de muito bate rebate, David Braz afastou o perigo. O jogo ficou aberto, lá e cá, com emoção e contra-ataques em sequência.

Aos 32, o Timão chegou tocando pelo meio. Petros serviu Fagner, que bateu cruzado e Vagner Love não empatou por muito pouco, ao chegar de carrinho. Porém, o camisa 9 não alcançou a bola.

O Corinthians buscou o gol de empate ainda no primeiro tempo, mas, desorganizado, com as linhas muito espaçadas e com muitos erros individuais, principalmente com Mendoza, o time da Capital não conseguiu criar mais nenhuma chance de gol.

Por outro lado, o Peixe ficou apenas apostando na velocidade de seus atacantes, que vez ou outra até conseguiam alguma jogada de efeito, porém, sem efetividade. Desta forma, a etapa inicial acabou com a vitória merecida dos santistas por 1 a 0.

Trave e expulsões

O segundo tempo começou diferente. Desta vez o Corinthians, atrás do placar, tomou a iniciativa de partir para cima. O Santos, acuado, passou a abusar dos lançamentos. Aos 7 minutos, em um destes contra-ataques, Gabriel até chegou a marcar seu gol, mas novamente o atleta santista estava impedido e o gol foi bem anulado.

Aos 13, Jadson cobrou falta na área e Renato Augusto só não empatou porque Ricardo Oliveira, ajudando na zaga, deu um chutão salvador para escanteio.

Tite, então, resolveu colocar o time definitivamente no ataque. Sacou Petros e colocou Luciano no jogo. Em seguida, Serginho Chulapa, que trocou Gabriel por Neto Berola, apostando na velocidade do ex-atleticano para definir o jogo.

A partida perdeu velocidade e passou a ser mais estudada. As duas equipes tocavam muito a bola no setor e meio campo, mas sem conseguir assustar os goleiros Cassio e Vladimir.

Aos 25, o clássico foi apimentado por causa de um lance bobo, na lateral direita. Rafael Longuine parou Luciano com falta e, como já tinha cartão, recebeu o segundo amarelo e foi expulso do jogo. Na cobrança de falta, o próprio Luciano cabeceou para defesa de Vladimir.

Os treinadores resolveram mexer nas equipes de novo. Danilo entrou no lugar de Edu Dracena e Thiago Maia substituiu Marquinhos Gabriel. Porém, a vantagem numérica corintiana durou apenas três minutos, pois Fagner parou Neto Berola com falta e também recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Para recompor a lateral direita, Edilson entrou no lugar de Mendoza.

Aos 36 minutos, o Corinthians teve a grande chance de marcar seu gol. Renato Augusto recebeu bola alçada na área e, sozinho, cabeceou na trave. No rebote, Luciano foi travado por David Braz e a bola ficou limpa para Renato Augusto de novo, que bateu de primeira, mas para fora. Inacreditável a oportunidade desperdiçada pelo camisa 8.

Cinco minutos depois, o Corinthians seguiu na pressão e, na sobra do escanteio batido por Jadson, Edilson arrematou de primeira e de novo a trave salvou o Santos.

O sufoco foi até o fim, mas não teve jeito. O Santos acabou com a vitória por 1 a 0.

Na sequência do Brasileirão, o Corinthians recebe o Figueirense em sua Arena no sábado (27) e o Peixe visita o Internacional em Porto Alegre no domingo (28).

Fonte:  http://veja.abril.com.br/

São Paulo – Brasil – 00:24

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Josy Galvão

Santos vence Palmeiras nos pênaltis e é campeão Paulista

Robinho comemora com a taça: o Santos é campeão paulista de 2015
Robinho comemora com a taça: o Santos é campeão paulista de 2015
O Santos é o campeão paulista. Depois dos pênaltis, em duelo dramático, o torcedor alvinegro pode gritar à vontade. No tempo normal, o time de Marcelo Fernandes saiu na frente, abriu vantagem com David Braz e Ricardo Oliveira, mas viu o Palmeiras reagir aos 20 minutos do segundo tempo, com Lucas, em um belo passe de Valdivia: 2 a 1. Embalado com seu funk, Robinho foi garçom nos dois gols e depois foi substituído.

Com o placar de 2 a 1, a partida foi para os pênaltis, já que o alviverde foi à Vila Belmiro com o resultado de 1 a 0 conquistado no Allianz Parque.

Vladimir defendeu a cobrança de Rafael Marques, enquanto Jackson bateu na trave. Perfeitos, os donos da casa não erraram e puderam, enfim, comemorar o 21º título no campeonato.

O goleiro também foi decisivo durante o duelo, fazendo duas defesas fundamentais para garantir o título da sua equipe.

Essa foi a sétima final seguida do alvinegro, desde 2009: ganhou quatro vezes e foi vice nas outras três oportunidades. O alviverde, por outro lado, não chegava a uma decisão desde 2008, última vez que foi campeão, em cima da Ponte Preta.

A vitória desta temporada é também a superação do vexame do ano passado, quando o Santos perdeu o título estadual para o Ituano, na época comandado por Doriva, que ganhou nos pênaltis, no segundo confronto.

Para ser campeão, o Santos teve um longo caminho.

Sob nova gestão, de Modesto Roma Jr., o clube passou por algumas mudanças neste ano, como a saída de alguns jogadores por atrasos salariais, como Mena, Arouca, Damião, Aranha e Edu Dracena. Mesmo com a crise financeira, a diretoria apostou em alguns reforços, como Ricardo Oliveira, 34 anos, já menos badalado pela idade. 

No meio do campeonato, o então treinador Enderson Moreira foi demitido, depois de ter alguns conflitos com o elenco. A cúpula alvinegra bancou a efetivação de Marcelo Fernandes, interino na época, que trabalha agora com a ajuda de Serginho Chulapa e amplo apoio dos jogadores. 

O que aconteceu nos 90 minutos:

Hino sem palmeirenses

Uma cena bizarra aconteceu logo no início do clássico: o Palmeiras demorou para entrar em campo, o Santos perfilou, como acontece normalmente, e o hino nacional começou a tocar sem a presença dos jogadores do alviverde. Ao final da música, o time de Oswaldo de Oliveira apareceu, ainda acenou para a torcida e, depois, foi cumprimentar os adversários. Com isso, o segundo duelo da final começou atrasado. Marcado para as 16 horas deste domingo, o confronto teve início às 16h10.

Valdivia sem dor no joelho

O meia chileno era dúvida até minutos antes da partida, pelo menos pelo mistério feito por Oswaldo de Oliveira. Praticamente no primeiro lance do duelo, o jogador tomou um belo chapéu de Renato. Aos 8 da primeira etapa, o atleta tomou cartão amarelo por ter acertado um chute em Chiquinho, após ter cometido falta. Valdivia ficou mais tranquilo, mas sem grandes jogadas. No segundo tempo melhorou, dando assistência para Lucas marcar o gol do Palmeiras.

Robinho recuperado da coxa

Também tinha ficado fora do primeiro confronto, mas se recuperou para a grande decisão. Entrou solto, dando toques de efeito e participando bastante do jogo. Foi fundamental para os dois gols do Santos, de David Braz e Ricardo Oliveira, sendo garçom nos dois lances. Deu até dura em Geuvânio, quando segurou demais a bola.

Garçom

O primeiro gol do jogo saiu aos 29 minutos do primeiro tempo. Em jogada de falta, Lucas Lima cobrou, a zaga palmeirense afastou, Valencia jogou de volta para a área, Robinho recebeu sozinho e tocou com tranquilidade para David Braz, que sem marcação só colocou para dentro da meta adversária. Jogada legal, embora o alviverde tenha ficado esperando o impedimento.

Ricardo Oliveira não perdoa

Aos 47 minutos, Robinho deu um toque de cabeça, a bola sobrou para Ricardo Oliveira, já quase na entrada da área, que ganhou na dividida com Vitor Hugo, ficou cara a cara com Prass e não perdoou.

Dudu expulso e aos prantos

Já no finalzinho da primeira etapa, Dudu se entrelaçou com Geuvânio, perto da área santista, e os dois acabaram expulsos de campo. Irritado com a decisão do árbitro, o jogador alviverde deu um empurrão em Guilherme Ceretta de Lima. Saiu de campo aos prantos, consolado por alguns companheiros.

Intervalo sem vestiário

No meio tempo, o time de Marcelo Fernandes não foi para o vestiário. A equipe ficou descansando dentro de campo, no círculo central, com acompanhamento dos médicos e auxiliares.

Vladimir, a muralha

O goleiro santista voltou do intervalo e fez duas grandes defesas. Cleiton Xavier, que entrou no lugar de Robinho no segundo tempo, cobrou escanteio, Rafael Marques deu de cabeça e Vladimir parou a bola na linha do gol. Minutos depois, Zé Robertou mandou um chute de fora, no ângulo direito do defensor, que conseguiu chegar para espalmar e impedir o gol do alviverde.

Fim do milagre, reação alviverde

Pouco tempo depois de ser muralha, Vladimir não conseguiu evitar a reação do Palmeiras. Valdivia deu um belo passe para Lucas, decisivo nas fases finais do Paulista, marcar o primeiro da equipe. 2 a 1.

Protesto Rede Globo

Os santistas se manifestaram mais uma vez contra a Rede Globo. Nas arquibancadas, não foi diferente: “Chupa, Rede Globo, é o meu Santos na final de novo”. A música também tinha sido cantada nos minutos finais do confronto contra o São Paulo, na semifinal. Nesta edição da competição, o Santos teve apenas dois jogos transmitidos em TV aberta – o Palmeiras teve seis, o São Paulo, 11, e o Corinthians, 15.

Palmeiras com nove em campo

O Palmeiras ficou com nove jogadores em campo, aos 31 minutos do segundo tempo. Victor Ramos foi expulso após fazer falta em Ricardo Oliveira na entrada da área. Logo em seguida, Oswaldo de Oliveira tirou Valdivia e colocou Jackson.

Gol anulado

O time de Oswaldo fez o segundo, aos 43 minutos, mas o gol foi anulado pelo árbitro, corretamente, já que Amaral estava em posição de impedimento no momento que tocou a bola para as redes.

O milagre de Prass

Depois das grandes defesas de Vladimir, foi a vez de Fernando Prass. Aos 44 do segundo tempo, ele ficou cara a cara com Ricardo Oliveira e conseguiu evitar o terceiro e salvar o Palmeiras.

Campanha do Santos no Paulista:

Finais:
Santos 2 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 0 Santos

Semifinal:
Santos 2 x 1 São Paulo

Quartas de final:
Santos 3 x 0 XV de Piracicaba

Fase de grupo:
Santos 2 x 0 Rio Claro
Corinthians 1 x 1 Santos
Santos 2 x 2 São Bento
Ponte Preta 3 x 1 Santos
Santos 1 x 0 Audax
Marília 1 x 4 Santos
Santos 2 x 1 Palmeiras
Botafogo 0 x 3 Santos
Santos 4 x 2 Linense
Portuguesa 1 x 3 Santos
São Bernardo 0 x 1 Santos
Santos 0 x 0 São Paulo
Santos 2 x 1 Red Bull
Mogi Mirim 0 x 0 Santos
Santos 3 x 0 Ituano

FICHA TÉCNICA:
SANTOS (4) 2 x 1 (2) PALMEIRAS

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 3 de maio de 2015, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Público: 14.662 espectadores
Renda: R$ 1.555.280,00
Cartões amarelos: Valencia e David Braz (Santos); Valdivia, Gabriel e Lucas (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Geuvânio (Santos); Dudu e Victor Ramos (Palmeiras)
Gols:
Santos: David Braz, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Ricardo Oliveira, aos 43 minutos do primeiro tempo
Palmeiras: Lucas, aos 19 minutos do segundo tempo
Pênaltis:
Palmeiras: Cleiton Xavier (gol), Rafael Marques (goleiro), Jackson (trave) e Leandro Pereira (gol)
Santos: David Braz (gol), Gustavo Henrique (gol), Victor Ferraz (gol) e Lucas Lima (gol)

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho; Valencia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Cicinho) e Ricardo Oliveira
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Fonte: http://espn.uol.com.br/

São Paulo – Brasil – 21:57

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Josy Galvão