Archive for the ‘Deutschland’ Category

Lukas Podolski pode se juntar à equipe da Alemanha em Tóquio para as Olimpíadas de 2020

O ex-jogador do Bayern de Munique e da Seleção Alemã pode ser um dos três jogadores veteranos selecionados para a equipe olímpica de 2020.

Resultado de imagem para lukas podolski Visi Kobe

Getty Images

 

Uma das regras do futebol nos Jogos Olímpicos, é que cada seleção pode ter três jogadores com idade acima das restrições do sub-21. Com os Jogos Olímpicos de verão previstos para Tóquio, Japão em 2020, a Alemanha pode escalar um jogador que sabe algo sobre vencer competições internacionais e o próprio Japão: Lukas Podolski.

Podolski, que fez parte da equipe alemã vencedora da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, atualmente joga pelo Vissel Kobe na Liga J1 do Japão e está sendo avaliado como um dos três jogadores “veteranos” permitidos para compor a Seleção Alemã.

O sonho do ouro olímpico 2020 em Tóquio acompanha a seleção da Alemanha sub-21. Apesar da falta de defesa do título na derrota contra a Espanha na final da Eurocopa, o time e o técnico Stefan Kuntz (56) já estão ansiosos pelo torneio. E agora um plano está tomando forma: Lukas Podolski (34) pode se tornar parte da equipe!

O Sport 1 falou com Podolski sobre a oportunidade:

“As Olimpíadas no Japão, o país que eu passei a amar e apreciar nos últimos anos, sem dúvida: isso seria, naturalmente, uma grande honra para mim.”

Podolski havia se aposentado da Seleção Alemã em março de 2017, após a Euro 2016, mas poderia ser uma escolha sentimental para fornecer liderança veterana durante as Olimpíadas.

Nas Olimpíadas de 2016, onde a Alemanha garantiu uma medalha de prata, o técnico Horst Hrubesch usou Lars Bender, Sven Bender e Nils Petersen como suas três escolhas.

 

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 13:54

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Por Josy Galvão

Futebol Feminino – No futebol europeu, mulheres são só 3% entre cartolas #FIFAWWC

Em termos de igualdade de gênero, a federação norueguesa, que já foi chefiada por uma mulher e tem uma ex-jogadora à frente de ambas as seleções, é exceção. Nos clubes e associações, imperam amplamente os homens.

Encontro da Uefa em 2007: apenas homens

Encontro da Uefa em 2007: apenas homens

 

Karen Espelund passou muitas noites sem dormir. Ela desenvolveu ideias, temas, novas abordagens, mas muitas vezes se deparou com resistências. Mais de 30 anos atrás, ela foi a primeira mulher a integrar a diretoria da Federação Norueguesa de Futebol.

“Eu não queria ser a mascote dos homens”, conta Espelund à DW. “Infelizmente as mulheres têm que provar constantemente sua competência nas diretorias. Você tem que trabalhar arduamente e ter a melhor preparação.”

Espelund se impôs e, assim, deu visibilidade às mulheres. Em 1999, ela se tornou secretária-geral da Federação Norueguesa de Futebol. Entre 2012 e 2016, fez parte do Comitê Executivo da UEFA.

A norueguesa, porém, ainda é uma das poucas exceções. Segundo um estudo da rede internacional Futebol contra o Racismo na Europa (Fare), apenas 3,7% das posições de liderança no futebol europeu são ocupadas por mulheres.

Nos clubes da Bundesliga, na Federação Alemã de Futebol (DFB) e na Liga Alemã de Futebol (DFL), por exemplo, quase 250 pessoas têm assento nos conselhos de supervisão, administração e presidências: mais de 95% são homens.

Benefício das cotas

No final dos anos 1980, Karen Espelund se beneficiou de uma cota para mulheres na federação norueguesa. Nessa época, a diretoria deveria contar com pelo menos duas mulheres. Hoje, são quatro homens e quatro mulheres.

“Seja no recrutamento de empregados, concursos ou períodos eleitorais, muitas vezes procuramos pessoas que nos assemelham”, diz Espelund. “Uma cota poderia romper com as estruturas tradicionais. A diversidade nos leva aos melhores resultados em qualquer organização.”

Graças também a Espelund, a federação norueguesa está mais avançada do que outras organizações em termos de igualdade de gênero. A ex-jogadora Lise Klaveness é responsável por ambas as seleções nacionais do país.

Desde 2017, as jogadoras da seleção norueguesa recebem os mesmos salários que seus colegas homens. No entanto, o debate continua intenso: a craque Ada Hegerberg, por exemplo, lamentou “anos de discriminação” contra as jogadoras e, por isso, resolveu boicotar a Copa do Mundo de futebol feminino deste ano, na França.

Na maioria dos outros países, esse debate nem sequer teve lugar. Demorou muito tempo até que outras federações seguissem o modelo norueguês. A FIFA até diz que gostaria de ver pelo menos seis mulheres em seu comitê executivo. No entanto, está relutante em fazer exigências e recomendações às suas mais de 200 associações afiliadas.

A federação alemã tem apenas uma mulher na sua diretoria: Hannelore Ratzeburg é responsável pelo futebol feminino juvenil e adulto.

Devido à cota legal, a proporção de mulheres em cargos de liderança em empresas aumentou na Alemanha: para 44% na parte leste e para 27% na oeste do país. E no futebol?

Karen Espelund foi a primeira mulher a integrar a diretoria da Federação Norueguesa de Futebol

Karen Espelund foi a primeira mulher a integrar a diretoria da Federação Norueguesa de Futebol

No início de 2018, a advogada Eva-Maria Federhenn se candidatou à presidência do conselho de administração do FSV Mainz 05, time da primeira divisão da Bundesliga. Muitos fãs colocaram em xeque sua competência pelo fato de ela ser mulher.

Katharina Dahme, presidente do conselho de administração do clube SV Babelsberg, da quarta divisão, diz que tais declarações não são incomuns. Ela afirma que foi examinada de forma crítica em uma sala VIP por um funcionário do clube adversário.

“Eu disse que era membro do conselho de administração”, afirma Dahme, sobre quando se encontrou com o funcionário. “A partir daí, ele ficou muito chocado e deixou claro que as mulheres não tinham nada a ver com futebol.”

Nas quatro primeiras divisões alemãs, Katharina Dahme e Sandra Schwedler, do FC St. Pauli, são as únicas mulheres num conselho deliberativo de seu clube. As medidas para uma maior diversidade são raras: em 2016, a DFB e a Federação Alemã de Esportes Olímpicos lançaram o chamado “programa de liderança”.

Nele, 24 mulheres foram familiarizadas com responsabilidades de cargos de liderança e, a partir daí, algumas das 21 federações nacionais de futebol desenvolveram seus próprios programas.

“Alguns clubes já se dão como satisfeitos por ter uma mulher na diretoria”, conta Dahme. “Mas devíamos procurar mais candidatas. Muitas vezes as mulheres são céticas e precisam ser incentivadas de uma forma diferente. Por outro lado, os homens estão muitas vezes convencidos de que podem fazer as coisas.”

Daphna Goldschmidt hesitou mais de três anos em se candidatar à diretoria do time Hapoel Katamon, de Jerusalém

Daphna Goldschmidt hesitou mais de três anos em se candidatar à diretoria do time Hapoel Katamon, de Jerusalém

Pioneira no futebol israelense

Desde setembro de 2018, a exposição itinerante “Fan.tastic femmes: football her story” chama a atenção para as mulheres que estão no mundo do futebol. As fotos e os curta-metragens retratam mais de 80 mulheres de 21 países, sejam elas torcedores, ativistas ou diretoras.

“O projeto leva a sério nossa paixão em todas as suas facetas”, diz a israelense Daphna Goldschmidt, uma das retratadas e que possui uma rara biografia no futebol.

Ela foi uma das fundadoras de seu clube, em 2007. Assistiu a todos os jogos do Hapoel Katamon, de Jerusalém. Cantou, aplaudiu, pulou nas arquibancadas e se tornou uma das sócias mais influentes do clube. Mas hesitou durante mais de três anos em se candidatar à diretoria.

“A única coisa que me impediu foi o medo de não ser eleita e não ter sucesso”, afirma Goldschmidt. Há um ano, ela foi eleita presidente do clube e se tornou a primeira mulher a dirigir um clube profissional em Israel. “Isso também pode abrir a porta para outras mulheres que não acreditam que tal caminho seja possível”, frisa.

Nos últimos anos, a equipe subiu da quinta para a segunda divisão masculina, mas Goldschmidt prefere descrever os projetos sociais do clube: cursos de línguas para imigrantes e torneios para jovens judeus e muçulmanos.

Goldschmidt diz que as coisas nem sempre são fáceis – por exemplo, em reuniões com funcionários de outros clubes. “Ainda é estranho ser a única mulher numa sala de conferência”, conta.

“Às vezes alguém me diz que só tomei esta ou aquela decisão porque sou mulher. Então eu respondo: você tem algum argumento que seja mais relevante?” A esse questionamento, ela não costuma receber resposta.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com

Futebol Feminino: Com estreante e algoz, conheça o grupo do Brasil na Copa do Mundo

(Foto: Divulgação/CBF)

 

Falta pouco mais de uma semana para o principal evento mundial de futebol feminino. Em solo francês, a Copa do Mundo irá reunir grandes estrelas da modalidade. 

A edição de 2019 acontecerá entre os dias 7 de junho e 7 de julho e contará com 24 times divididos em seis grupos, cada um com quatro seleções.

Chegando ao grupo da Seleção Brasileira, que estreia dia 9, diante da estreante Jamaica. Além dos times americanos, o Grupo C também conta a Austrália, que se tornou uma pedra no sapato brasileiro recentemente, e a Itália, que volta à Copa depois de 20 anos sem conseguir se classificar.

Austrália

              Foto: Divulgação/Fifa)

Como reflexo dos investimentos do país no futebol feminino, vide a profissionalização das jogadoras e a criação de um teto salarial, a seleção australiana vem progredindo bastante nos últimos anos e subindo no ranking da Fifa, competindo de igual para igual com seleções mais tradicionais.

Já são 45 anos de história e a seleção, também conhecida como ‘As Matildas’, vem tendo uma evolução visível na Copa do Mundo. Esta será a sétima participação em Copas das australianas, que já cruzaram o caminho brasileiro em duas oportunidades. Em 2007, depois de ter avançado ao mata-mata pela primeira vez depois de três edições caindo na fase de grupos, o país foi eliminado nas quartas pelo Brasil. Resultado que se repetiu na Copa seguinte, dessa vez diante da Suécia. A revanche em cima das brasileiras veio em 2015, quando, ainda nas oitavas, a Austrália superou as brasileiras, mas seguiu apenas até as quartas, no ano em que fez sua melhor campanha até o momento.

A expectativa no país é que, na França, o time melhore ainda mais o desempenho no Mundial. Lideradas por Sam Kerr, as Matildas são apontadas como um seleção que corre por fora, mas que pode surpreender nesta edição do Mundial.

Brasil

           (Foto: Divulgação/CBF)

A Seleção Brasileira carrega uma grande tradição no futebol, mas nas maiores competições mundiais da modalidade, o time sempre esbarra e para no ‘quase’. Com um incômodo histórico de bater na trave na hora H, o Brasil já chegou perto de conquistar uma Copa, em 2007, diante da Alemanha, mas ficou com o vice.

Depois da prata, a melhor campanha brasileira foi ainda em 1999, nos Estados Unidos, quando alcançou o terceiro lugar, ao bater a Dinamarca. Apesar da sina de não ir bem no Mundial, a Seleção sempre entrou como uma das grandes apostas para a briga pelo título, já que conta com jogadoras como Marta, Cristiane e Formiga. Mas, em 2019, a situação não é a mesma.

Mesmo sendo campeã continental em 2018, o histórico recente do time comandado por Vadão é ruim, e nesta temporada, foram nove derrotas seguidas antes da apresentação para a Copa. Ou seja, a Seleção entra no Mundial longe de ser apontada como um dos principais times. E mesmo com o discurso coletivo entre jogadoras e comissão técnica de que é possível reverter o retrospecto recente em uma boa campanha, não existe muita confiança da torcida e de quem acompanha a modalidade.

Itália

             (Foto: Divulgação/Fifa)

Foram exatos 20 anos fora da Copa do Mundo, e a Itália finalmente volta a participar da principal competição da modalidade. Será apenas a terceira vez que as italianas disputam o Mundial, e ainda assim, na primeira edição de todas, em 1991, na China, o país conseguiu uma boa campanha, chegando às quartas de final.

Apesar do começo parecer promissor, a seleção italiana sofreu nas décadas seguintes com constantes insucessos para alcançar a classificação para o Mundial. Foi só nos últimos anos que o investimento no país aumentou e o resultado apareceu com a volta do time à Copa.

Para a volta, a expectativa na Itália é de que o time chegue às oitavas. Já que Austrália e Brasil são mais tradicionais, conseguir ficar em segundo no grupo seria um bom resultado depois de tantos anos longe da competição.

Jamaica

               (Foto: Divulgação/Fifa)

Em evolução recente, o futebol da Jamaica chega pela primeira vez na história à Copa do Mundo. Apesar de não ser tão difundida no país, a modalidade vem recebendo mais atenção e, principalmente após o resultado da última Concacaf, quando alcançou o inédito terceiro lugar, ganhou confiança dos amantes do futebol.

Como é a sua primeira participação no Mundial, os objetivos não são muito ambiciosos, ainda mais em um grupo com três times mais fortes e tradicionais. A Jamaica tenta fazer bonito em sua estreia com um jogo digno, após uma boa preparação e mesmo com a alta ansiedade de disputar a tão sonhada Copa do Mundo.

Matéria originalmente publicada por:  https://www.gazetaesportiva.com

São Paulo – Brasil – 22:57

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Josy Galvão

Hospitalizado, Löw é substituído por assistente nos próximos jogos da Alemanha

Joachim Löw em Alemanha x Holanda — Foto: Reuters

Joachim Löw em Alemanha x Holanda — Foto: Reuters

 

O técnico da seleção da Alemanha, Joachim Löw, foi hospitalizado na cidade de Freiburg por conta de um acidente sofrido num treinamento e será substituído por seu assistente nas duas próximas partidas da equipe, anunciou na sexta-feira a Federação Alemã de Futebol.

Löw sofreu problemas circulatórios, como consequência do acidente que ocorreu há alguns dias quando um haltere caiu sobre seu peito enquanto se exercitava. O incidente teria comprimido uma de suas artérias, informou a federação em um comunicado.

O treinador campeão mundial de 2014 será então substituído por seu assistente Marcus Sorg nas duas próximas partidas classificatórias para a Eurocopa-2020, no dia 8 de junho na Bielorrússia e no dia 11 contra a Estônia na cidade alemã de Mainz.

– Me sinto mais ou menos bem de novo, mas tenho que ficar tranquilo nas próximas quatro semanas. Estou em contato constante com minha comissão técnica e também vamos manter contato por telefone durante as partidas – afirmou Löw, citado no comunicado da federação.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 22:13

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Josy Galvão

Técnico da Alemanha, Joachim Löw sofre acidente durante o treinamento e acaba internado

Imprensa aponta que o treinador deixou um haltere cair em seu peito. Federação Alemã divulga nota informando que ele sofreu um problema em uma artéria, mas passa bem.

Joachim Löw está internado na alemanha — Foto: Michael Dalder/Reuters

Joachim Löw está internado na alemanha — Foto: Michael Dalder/Reuters

 

A seleção da Alemanha terá um importante desfalque para os jogos contra Bielorrússia e Estônia, ambos pelo Grupo C das eliminatórias europeias da Eurocopa, nos dias 8 e 11 de junho, respectivamente. O técnico Joachim Löw sofreu um acidente durante um treino da Alemanha, no qual deixou um haltere cair na altura do peito, e foi internado com problema em uma das artérias. Nas partidas citadas, ele será substituído por seu auxiliar, Marcus Sorg.

A Federação Alemã de futebol divulgou uma nota oficial informando do “acidente esportivo” que Löw sofreu, apontando que uma artéria foi espremida e a internação acabou sendo necessária. Apesar do tratamento e da boa recuperação do treinador, ele precisará ficar afastado por algumas semanas, informa o comunicado da Federação.

Joachim Löw tratou de enviar uma mensagem para os fãs da seleção alemã, informando que está bem e mantém contato com os membros da sua comissão técnica.

– Eu já me sinto muito bem. Estou em contato constante com minha comissão técnica, e vamos permanecer em contato por telefone durante os dois jogos – afirmou o treinador.

 

 

 

Matéria originalmente publicada por:  https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 11:12

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Josy Galvão

Dicas de turismo em Frankfurt

Mais conhecida por seu aeroporto, seus bancos e arranha-céus, metrópole alemã tem mais de 1,2 mil anos de história. Nela nasceu Goethe e foram coroados reis e imperadores. Hoje, a cidade caminha para um futuro verde.

Centro histórico e arranha-céus de Frankfurt

Centro histórico e arranha-céus de Frankfurt

 

Desde a Idade Média, Frankfurt é uma das principais cidades alemãs. Hoje, a metrópole do estado de Hessen se transformou num importante centro financeiro mundial, além de ser porta de entrada para a Alemanha, já que o seu aeroporto é o que mais recebe voos internacionais no país.

Com cerca de 750 mil habitantes (por volta de 2,5 milhões na área metropolitana), a cidade é sede do Banco Central Europeu (BCE), da Bolsa de Valores de Frankfurt, de diversos institutos financeiros, como os bancos Deutsche Bank e Commerzbank, e também de importantes feiras, como o Salão do Automóvel de Frankfurt e a Feira do Livro de Frankfurt.

A metrópole, no entanto, é mais que negócios e finanças. Seu nome (Frankfurt = Passo dos Francos) remonta à tribo germânica que ocupou a região a partir do século 6°. Com mais de 1,2 mil anos de história, a cidade se tornou uma importante rota comercial ao longo dos séculos, sendo palco da coroação de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico a partir do século 16. 

Essa história pode ser conhecida de perto em Frankfurt, pois o caminho da coroação(Krönungsweg) ia da praça Römerberg, onde se localiza a prefeitura da cidade, até a Igreja de São Bartolomeu (Kaiserdom), cuja torre domina o centro histórico até hoje.

As famosas salsichas frankfurter também são chamadas de “salsichas da coroação” (Krönungswürstchen), porque eram servidas nas festas na praça Römerberg.

Na área da Igreja de São Bartolomeu (Kaiserdom Sankt Bartholomäus),também se encontra o Jardim Arqueológico,com as fundações dos prédios mais antigos da cidade, desde termas romanas a casas medievais.

Frankfurt também é o berço da democracia na Alemanha, pois foi na Paulskirche que se reuniu pela primeira vez a Assembleia Nacional (Nationalversammlung) – o primeiro Parlamento eleito da Alemanha. O objetivo era estabelecer uma Constituição para a unificação dos países germânicos, o que fracassou diante da ambição da Prússia, que acabou anexando a cidade em 1866.

Em Frankfurt, o visitante pode ainda visitar a casa onde nasceu Johann Wolfgang von Goethe. Foi ali que o maior poeta alemão passou boa parte de sua vida e escreveu algumas de suas mais importantes obras. Hoje, 45 mil universitários estudam na Universidade Goethe de Frankfurt.

A metrópole abriga uma das vidas culturais mais agitadas da Alemanha, com um complexo único de museus ao longo das margens do rio Meno. Entre eles, o renomado Museu Städel, com um dos maiores acervos de pinturas da Europa, e a Escola Städel (Städelschule), uma das academias de belas-artes mais renomadas do planeta.

Além da vida cultural, Frankfurt possui uma cena musical bastante animada, afinal ela foi um dos berços da música tecno e, desde 1953, promove o mais antigo festival de jazz do mundo (Deutsches Jazzfestival). O prédio da ópera (Alte Oper) é considerado um dos mais belos da Alemanha, e os teatros da cidade estão entre os melhores do país.

Quem visita hoje Frankfurt pode dificilmente imaginar que, até a década de 1950, a torre da Igreja de São Bartolomeu era o ponto mais alto da cidade com seus 95 metros de altura. O centro histórico foi destruído na guerra e se antes a paisagem urbana era dominada por casas em enxaimel, hoje elas deram lugar a arranha-céus, o que rendeu à cidade o apelido de Mainhattan (junção de Main, nome em alemão do rio que banha Frankfurt, com Manhattan).

E com a saída do Reino Unido da União Europeia, os olhos se voltam agora também para Frankfurt, que poderá lucrar com o Brexit. E não menos importante: Frankfurt é uma das cidades mais ecológicas da Alemanha, rodeada por um cinturão verde – um prazer para os entusiastas dos passeios de bicicleta. Até 2050, a cidade estabeleceu medidas para que seu abastecimento energético provenha inteiramente de fontes renováveis.

Melhor época para visitar

Frankfurt é uma metrópole comercial e cultural que pode ser visitada durante todo o ano. O verão é geralmente quente e ensolarado, enquanto no inverno as temperaturas dificilmente ficam abaixo dos 0°C.

A temperatura média anual gira em torno dos 10°C. Em julho, o mês mais quente, essa média é por volta de 20°C. Janeiro é o mais frio com média em torno dos 1°C. Para quem não gosta de chuva, fevereiro é a melhor pedida, enquanto junho é quando se registram mais precipitações.

Visitar a cidade nos meses de verão tem a vantagem dos festivais ao ar livre, como a Museumsuferfest (Festas na Margem dos Museus), que acontece no fim de agosto. Mas quem vem no inverno pode prestigiar a Feira de Natal de Frankfurt, uma das maiores e mais antigas da Alemanha, que se realiza na praça Römerberg.

Onde se hospedar

Anualmente, mais de três milhões de pessoas pernoitam em Frankfurt, e a maioria vem a trabalho. Por esse motivo, nos últimos anos, hotéis de três estrelas adaptados a esse tipo de público foram inaugurados por toda a cidade.

Essas são boas opções de hospedagem na metrópole banhada pelo rio Meno, principalmente para quem fica no centro histórico (Altstadt), pois a partir dali é possível conhecer muitas das atrações turísticas da cidade a pé.

Em torno da Estação Central, você pode encontrar opções mais baratas de hospedagem. É uma região bastante movimentada de noite, até mesmo com zona de prostituição, o que pode ser uma desvantagem para quem quer sossego.

Sachsenhausen, por sua vez, tem a vantagem de ser um bairro residencial, mas com muitos clubes, bares e restaurantes que servem o típico Apfelwein (vinho de maça) e ali também se localizam vários museus. Mas a área pode ser um pouco fora de mão para quem quiser conhecer outras atrações a pé.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 16:08

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Josy Galvão

 

Estádios cheios na Alemanha: realidade ou mito?

Os números da Bundesliga despertam inveja em qualquer país do mundo: nenhum outro campeonato tem média tão alta de público pagante. Mas imagens de cadeiras vazias são cada vez mais frequentes. Uma tendência preocupante.

O estádio do Dortmund recebe em média 80 mil pagantes, como no último dia 13 de abril, diante do Mainz

O estádio do Dortmund recebe em média 80 mil pagantes, como no último dia 13 de abril, diante do Mainz

Entra ano, sai ano, e a Bundesliga orgulhosamente apresenta estatísticas comprovando que o Campeonato Alemão é indiscutivelmente um enorme sucesso de público. Christian Seifert, diretor executivo da DFL (Liga Alemã de Futebol), esbanja confiança: “Temos jogos muito bons nas duas divisões com muitos talentos individuais. O torcedor sabe disso, e comparece em massa aos estádios”.

Na temporada 17/18, por exemplo, compareceram 13,5 milhões de torcedores para ver as 306 partidas, uma média de 44,5 mil espectadores por jogo. O campeão de público foi o Borussia Dortmund, com quase 80 mil pessoas lotando o Signal Iduna Park cada vez que o time auri-negro entra em campo. Logo depois vem Bayern Munique (75 mil) e Schalke 04 (61 mil).

São números com os quais outras grandes ligas pelo mundo continuam apenas sonhando. A Premier League é a que mais se aproxima da Bundesliga no quesito público. Na temporada passada, compareceram por jogo em média 38 mil torcedores aos estádios ingleses.

Os três outros importantes campeonatos europeus atraem um público bem menor por jogo: Espanha (27 mil), Itália (25 mil) e França (22,5 mil).

Há diversas razões para este alto comparecimento aos estádios alemães. De modo geral, são arenas modernas com muito conforto para torcedores de qualquer faixa etária e com espaço para o torcedor “raiz” que prefere ficar em pé para assistir as partidas. Na arena do Borussia Dortmund, por exemplo, dos 81.365 lugares, 28.337 são da mundialmente famosa Muralha Amarela, onde todo mundo fica em pé antes, durante e após o jogo.

Outro fator é a venda antecipada de carnês para toda a temporada. Assim que o calendário estiver definido, o carnê já pode ser adquirido para os 17 jogos que o respectivo clube disputar em casa. Além da vantagem de garantir o seu lugar numerado, o torcedor ainda conta com um desconto sobre o preço normal do ingresso.

Em média, 50% dos ingressos são vendidos através desta modalidade de carnês. No caso de Dortmund e Schalke, o porcentual da pré-venda chega a aproximadamente 70%.

Mesmo com esta procura intensa por ingressos, porém, há pelo menos três temporadas se nota que, em muitos casos, os estádios não estão totalmente lotados. A diretoria da Liga afirma que a média de ocupação nas partidas da primeira divisão foi de 91,3% na temporada passada.  

Arquibancadas vazias no estádio do Leipzig: cena vem sem tornando mais comum na Bundesliga

Arquibancadas vazias no estádio do Leipzig: cena vem sem tornando mais comum na Bundesliga

Só que os números divulgados pela Liga e pelos clubes contemplam a quantidade total de ingressos vendidos, e não o número de pessoas presentes no estádio. Fica caracterizada assim uma distorção estatística.    

Quem assiste ao Campeonato Alemão aqui no Brasil pela TV deve ter notado que ultimamente podem ser vistas imagens com as arquibancadas apenas parcialmente lotadas ou com espaços totalmente vazios. Acontece até em jogos com a participação de clubes de grande apelo popular, como Bayern Munique, Borussia Dortmund e Schalke 04.

Um dos motivos apontados é que parte dos torcedores proprietários de carnês “cabulam” alguns jogos de sua equipe. Isso costuma acontecer quando o tempo não ajuda ou quando o adversário é considerado muito fraco. É o assim chamado “torcedor no-show”. Tem o carnê previamente pago, mas não comparece por puro comodismo. Prefere ficar em casa acompanhar tudo pela TV ou pelos serviços de streaming na internet, confortavelmente instalado no sofá e tomando sua cervejinha. 

O professor Dominik Schreyer, da Universidade de Düsseldorf, calcula que o índice de “torcedor no-show” é de aproximadamente 10,5%, o que reduziria drasticamente a ocupação dos estádios alemães de 91% para “apenas” 82%.

Ainda é uma percentagem alta em comparação com outras ligas, mas a tendência decrescente preocupa. Há dois anos, de um total de 306 jogos, 146 contaram com a lotação esgotada. Na temporada seguinte, foram apenas 123, e no primeiro turno da atual, das 153 partidas, apenas 52 tiveram casa totalmente cheia.

Os sinais do decréscimo de público presente nos estádios são um primeiro alerta para a Liga e os clubes. Há um descontentamento da torcida porque os canais de comunicação entre fã-clubes e dirigentes foram unilateralmente silenciados pela federação. Também com os clubes os torcedores não estão nada satisfeitos. Criticam a extrema mercantilização do futebol tratado como se fosse apenas um produto a ser vendido, percebem que são vistos como meros consumidores e não entendem as somas milionárias pagas aos jogadores.

Para o torcedor, “o negócio chamado futebol se transformou num exclusivo mundo paralelo, distante a anos-luz do cotidiano do cidadão comum”, diz o jornalista Reinhard Rehberg, que há muitos anos acompanha o futebol alemão e, mais especificamente, o Mainz 05. O afastamento contínuo dos estádios seria apenas a consequência natural.

Talvez seja por isso que as torcidas de clubes como o St. Pauli (Hamburgo) e Union Berlin não fazem muita questão de que seus times subam para a primeira divisão. Percebem que na Segundona ainda se respira o futebol do tipo “gente como a gente”.

Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Desde 2002, atua nos canais ESPN como especialista em futebol alemão. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast “Bundesliga no Ar”. A coluna Halbzeit sai às terças. Siga-o no TwitterFacebook e no site Bundesliga.com.br

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 08:42

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Josy Galvão