Archive for the ‘Deutschland’ Category

Estádios cheios na Alemanha: realidade ou mito?

Os números da Bundesliga despertam inveja em qualquer país do mundo: nenhum outro campeonato tem média tão alta de público pagante. Mas imagens de cadeiras vazias são cada vez mais frequentes. Uma tendência preocupante.

O estádio do Dortmund recebe em média 80 mil pagantes, como no último dia 13 de abril, diante do Mainz

O estádio do Dortmund recebe em média 80 mil pagantes, como no último dia 13 de abril, diante do Mainz

Entra ano, sai ano, e a Bundesliga orgulhosamente apresenta estatísticas comprovando que o Campeonato Alemão é indiscutivelmente um enorme sucesso de público. Christian Seifert, diretor executivo da DFL (Liga Alemã de Futebol), esbanja confiança: “Temos jogos muito bons nas duas divisões com muitos talentos individuais. O torcedor sabe disso, e comparece em massa aos estádios”.

Na temporada 17/18, por exemplo, compareceram 13,5 milhões de torcedores para ver as 306 partidas, uma média de 44,5 mil espectadores por jogo. O campeão de público foi o Borussia Dortmund, com quase 80 mil pessoas lotando o Signal Iduna Park cada vez que o time auri-negro entra em campo. Logo depois vem Bayern Munique (75 mil) e Schalke 04 (61 mil).

São números com os quais outras grandes ligas pelo mundo continuam apenas sonhando. A Premier League é a que mais se aproxima da Bundesliga no quesito público. Na temporada passada, compareceram por jogo em média 38 mil torcedores aos estádios ingleses.

Os três outros importantes campeonatos europeus atraem um público bem menor por jogo: Espanha (27 mil), Itália (25 mil) e França (22,5 mil).

Há diversas razões para este alto comparecimento aos estádios alemães. De modo geral, são arenas modernas com muito conforto para torcedores de qualquer faixa etária e com espaço para o torcedor “raiz” que prefere ficar em pé para assistir as partidas. Na arena do Borussia Dortmund, por exemplo, dos 81.365 lugares, 28.337 são da mundialmente famosa Muralha Amarela, onde todo mundo fica em pé antes, durante e após o jogo.

Outro fator é a venda antecipada de carnês para toda a temporada. Assim que o calendário estiver definido, o carnê já pode ser adquirido para os 17 jogos que o respectivo clube disputar em casa. Além da vantagem de garantir o seu lugar numerado, o torcedor ainda conta com um desconto sobre o preço normal do ingresso.

Em média, 50% dos ingressos são vendidos através desta modalidade de carnês. No caso de Dortmund e Schalke, o porcentual da pré-venda chega a aproximadamente 70%.

Mesmo com esta procura intensa por ingressos, porém, há pelo menos três temporadas se nota que, em muitos casos, os estádios não estão totalmente lotados. A diretoria da Liga afirma que a média de ocupação nas partidas da primeira divisão foi de 91,3% na temporada passada.  

Arquibancadas vazias no estádio do Leipzig: cena vem sem tornando mais comum na Bundesliga

Arquibancadas vazias no estádio do Leipzig: cena vem sem tornando mais comum na Bundesliga

Só que os números divulgados pela Liga e pelos clubes contemplam a quantidade total de ingressos vendidos, e não o número de pessoas presentes no estádio. Fica caracterizada assim uma distorção estatística.    

Quem assiste ao Campeonato Alemão aqui no Brasil pela TV deve ter notado que ultimamente podem ser vistas imagens com as arquibancadas apenas parcialmente lotadas ou com espaços totalmente vazios. Acontece até em jogos com a participação de clubes de grande apelo popular, como Bayern Munique, Borussia Dortmund e Schalke 04.

Um dos motivos apontados é que parte dos torcedores proprietários de carnês “cabulam” alguns jogos de sua equipe. Isso costuma acontecer quando o tempo não ajuda ou quando o adversário é considerado muito fraco. É o assim chamado “torcedor no-show”. Tem o carnê previamente pago, mas não comparece por puro comodismo. Prefere ficar em casa acompanhar tudo pela TV ou pelos serviços de streaming na internet, confortavelmente instalado no sofá e tomando sua cervejinha. 

O professor Dominik Schreyer, da Universidade de Düsseldorf, calcula que o índice de “torcedor no-show” é de aproximadamente 10,5%, o que reduziria drasticamente a ocupação dos estádios alemães de 91% para “apenas” 82%.

Ainda é uma percentagem alta em comparação com outras ligas, mas a tendência decrescente preocupa. Há dois anos, de um total de 306 jogos, 146 contaram com a lotação esgotada. Na temporada seguinte, foram apenas 123, e no primeiro turno da atual, das 153 partidas, apenas 52 tiveram casa totalmente cheia.

Os sinais do decréscimo de público presente nos estádios são um primeiro alerta para a Liga e os clubes. Há um descontentamento da torcida porque os canais de comunicação entre fã-clubes e dirigentes foram unilateralmente silenciados pela federação. Também com os clubes os torcedores não estão nada satisfeitos. Criticam a extrema mercantilização do futebol tratado como se fosse apenas um produto a ser vendido, percebem que são vistos como meros consumidores e não entendem as somas milionárias pagas aos jogadores.

Para o torcedor, “o negócio chamado futebol se transformou num exclusivo mundo paralelo, distante a anos-luz do cotidiano do cidadão comum”, diz o jornalista Reinhard Rehberg, que há muitos anos acompanha o futebol alemão e, mais especificamente, o Mainz 05. O afastamento contínuo dos estádios seria apenas a consequência natural.

Talvez seja por isso que as torcidas de clubes como o St. Pauli (Hamburgo) e Union Berlin não fazem muita questão de que seus times subam para a primeira divisão. Percebem que na Segundona ainda se respira o futebol do tipo “gente como a gente”.

Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Desde 2002, atua nos canais ESPN como especialista em futebol alemão. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast “Bundesliga no Ar”. A coluna Halbzeit sai às terças. Siga-o no TwitterFacebook e no site Bundesliga.com.br

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 08:42

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Josy Galvão

Ex-presidente da Federação Alemã renuncia a cargos na UEFA e FIFA após escândalo

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Oito dias depois de anunciar a sua saída da presidência da Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão), na qual a sua permanência ficou insustentável após ter seu nome envolvido em um escândalo, Reinhard Grindel também confirmou nesta quarta-feira a sua renúncia aos cargos que ele vinha ocupando na UEFA e na FIFA.

Na semana passada, o dirigente deixou de ser o líder da entidade alemã após ser acusado de receber receitas suspeitas de uma afiliada da DFB em benefício próprio. E, ao oficializar o pedido de demissão, ele ainda fez um pedido público de desculpas por ter aceitado um relógio de luxo oferecido pelo empresário Hryhoriy Surkis, ex-presidente da Federação Ucraniana de Futebol e um dos ex-vice-presidentes da UEFA.

Para completar, a revista alemã Der Spiegel revelou que Grindel chegou a receber 78 mil euros (cerca de R$ 339 mil, pela cotação atual) antes de começar a presidir a DFB, então na qualidade de membro de um conselho próximo da federação, em uma renda extra supostamente ocultada dentro do órgão alemão.

E nesta quarta-feira, Grindel divulgou um comunicado no qual confirmou ter enviado uma carta ao presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, para explicar os motivos de seu pedido de demissão dos cargos de vice-presidente da entidade europeia e também de membro do Conselho da FIFA. Ele ocupava estes postos desde abril de 2017.

Neste comunicado, o ex-líder do futebol alemão negou novamente que tenha cometido atos de corrupção dentro da DFB, embora reconheça que foi um erro aceitar o relógio de luxo que ganhou de presente, que ele disse que fez “por educação”.

“A divulgação pública perdeu todas as medidas, e o anúncio tardio de um presente provocou especulações de que violei regras de boa governança”, escreveu Grindel, ressaltando depois que não agiu com conflito de interesses e que “todas as decisões que tomou” não foram influenciadas por este agrado de Hryhoriy Surkis a ele.

O ex-dirigente também reconheceu que foi de uma “inocência inexplicável” o fato ter aceitado o relógio como presente sem denunciar a atitude do empresário ucraniano. E ressaltou que renunciou ao seu cargo na UEFA para “proteger a reputação” da entidade e que saiu do seu posto no órgão máximo do futebol porque não quer “sobrecarregar o caminho da FIFA em direção a mais transparência e boa governança”.

Na semana passada, ao justificar a sua saída da presidência da DFB, Grindel chegou a dizer: “Todos que me conhecem sabem que não sou ganancioso”. “O preço do relógio era de 6 mil euros (aproximadamente R$ 26 mil). Não sabia a marca e o seu valor quando ganhei. O senhor Surkis não tinha a intenção de usar isso com a DFB. Ele nunca me pediu qualquer apoio. Foi um presente particular sem qualquer relação com a federação ucraniana ou empresas comerciais. Fui apenas educado em aceitar. Não posso explicar por que não agi logo para esclarecer isso”, explicou, naquela ocasião.

 

Matéria originalmente publicada por:  https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 22:53

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Josy Galvão

A sombra da corrupção na federação alemã de futebol

Uma das maiores e mais ricas entidades esportivas do mundo viu seu terceiro presidente em sequência se afastar em meio a escândalos. Um baque para uma instituição que sempre tentou se distanciar da sujeira no futebol.

Reinhard Grinde durante partida da seleção alemã: gestão controversa na federação

Reinhard Grinde durante partida da seleção alemã: gestão controversa na federação

A Confederação Alemã de Futebol (DFB) engloba 26 federações regionais, com mais de 25 mil clubes e quase sete milhões de membros. É uma das maiores e mais ricas entidades esportivas do mundo. Com a renúncia do seu presidente Reinhard Grindel na semana passada, muitos se perguntam se não está na hora de uma ampla reforma estrutural.

Afinal, nestes últimos sete anos, Grindel já é o terceiro presidente da DFB que pega o seu chapéu antes de completar o mandato. Theo Zwanziger em 2012 e seu sucessor, Wolfgang Niersbach, em 2015, deixaram o cargo por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção de delegados da FIFA, que teriam sido subornados para favorecer a Alemanha como país-sede da Copa de 2006 em detrimento da África do Sul.

Reinhard Grindel, ex-jornalista e ex-deputado federal pela CDU (União Democrata Cristã), foi eleito presidente da DFB em 2016, menos pelos seus méritos e muito mais pelo fato de que não havia um melhor candidato disponível. Chegou à presidência sem ter competência para o cargo, mas com o objetivo de restabelecer a boa imagem da entidade conspurcada pelas duas gestões anteriores.

A DFB não se cansava de anunciar aos quatro cantos deste mundo que corrupção é sempre a corrupção na casa dos outros, se orgulhava da sua camisa branca imaculada e fazia de conta que não tinha nada a ver com a sujeira da FIFA.

Só que com Reinhard Grindel, que assumiu o cargo prometendo transparência, o tiro acabou saindo pela culatra. Foi pego com a boca na botija: recebeu 78 mil euros por ter participado durante algumas horas de uma reunião do Conselho Administrativo da DFB, quantia esta que esqueceu de declarar. Além disso, ganhou um relógio de ouro do oligarca ucraniano Hryhorij Surkis, um dos cinco vice-presidentes da UEFA. Trata-se de um cronógrafo cujo valor, dependendo do modelo, pode chegar a 50 mil euros.

Grindel admitiu que recebeu o presente em caráter pessoal e que não fazia ideia do seu valor, o que, no mínimo, soa muito estranho. Aparentemente arrependido, o ex-presidente se apressou em informar no seu comunicado de renúncia que devolveria o relógio “o mais rápido possível”.

De todo modo, a impressão generalizada que reinava nos corredores da sede da DFB em Frankfurt é que o cargo de presidente era areia demais para o caminhãozinho de Grindel. No dia a dia, gostava de humilhar funcionários subalternos, além de dar palpites em assuntos que não lhe diziam respeito, como por exemplo, transferir o jogo da seleção alemã de Frankfurt para uma outra cidade por medo dos protestos da torcida.

Isto sem contar a sua indevida intromissão nos assuntos internos da comissão técnica da seleção principal. Ele chegou a questionar em público as decisões do técnico Joachim Löw, criticava jogadores em mesas redondas de TV, culpou Mezut Özil pelo fracasso da Alemanha na Copa da Rússia e, depois do empate com a Holanda em novembro do ano passado, exigiu a aposentadoria de Thomas Müller.

Recentemente, fez ainda um papel deprimente quando, durante um programa de TV ao vivo, incomodado com a pergunta do repórter da Deutsche Welle, se levantou abruptamente dando a entrevista por encerrado.

Alguns dias depois desta sua infeliz aparição na TV, a revista Spiegel revelava que Grindel recebera em segredo 78 mil euros por fora. Em seguida veio o golpe fatal do relógio de ouro presenteado pelo oligarca da Ucrânia. Reinhard Grindel, como presidente da DFB, estava liquidado. Só lhe restava renunciar, e foi exatamente o que ele fez.

Resta saber se o agora ex-presidente da Confederação Alemã de Futebol vai renunciar também aos seus dois cargos na FIFA e na UEFA, onde recebe a modesta quantia de 500 mil euros por ano. 

Já para a DFB, esta pode ser uma boa oportunidade para um novo recomeço com um novo presidente. Alguns nomes já estão sendo ventilados como Oliver Bierhoff, Philipp Lahm e Christoph Metzelder.

Seja quem for o escolhido em setembro, algumas qualidades lhe serão essenciais para o exercício do cargo, como competência, transparência e integridade pessoal, virtudes estas que tanta falta fizeram nas três últimas gestões presidenciais do DFB.  

Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Desde 2002, atua nos canais ESPN como especialista em futebol alemão. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast “Bundesliga no Ar”. A coluna Halbzeit sai às terças. Siga-o no TwitterFacebook e no site Bundesliga.com.br

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 16:57

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Josy Galvão

Clube alemão sob crítica por homenagem a torcedor neonazista

Torcedores do Chemnitz executam coreografia em honra ao falecimento de um hooligan neonazista

“Descanse em paz, Tommy”: o hooligan neonazista Thomas H. foi reverenciado por torcedores do Chemnitz

Reiteradamente, clubes de futebol do leste da Alemanha viram notícia por escândalos em torno do comportamento agressivo e extremista de hooligans – que não têm o menor constrangimento em propagar ideais neonazistas e adoram ignorar quaisquer diretrizes de segurança dentro dos estádios.

No último fim de semana, o Chemnitz foi a vítima – e o complacente – da vez. No duelo com o VSG Altglienicke, de Berlim (empate em 4 a 4), as torcidas organizadas e alguns jogadores do Chemnitz reverenciaram publicamente um falecido torcedor do clube – e conhecido nome da cena de extrema direita.

Antes do jogo, um retrato de Thomas H. foi exibido no telão do estádio. Atrás de um dos gols, hooligans executaram uma coreografia em homenagem ao colega morto e fizeram um minuto de silêncio, durante o qual uma cruz branca desenhada num pano preto foi alçada, além de uma faixa com a frase “descanse em paz, Tommy”. Os hooligans realizaram também um show de pirotecnia – o que é proibido em estádios alemães – e deram um discurso em honra aos serviços prestados por Thomas H. ao Chemnitz.

Durante a partida, o atacante Daniel Frahn – com passagens pela seleção Sub-19 da Alemanha e pelo RB Leipzig – celebrou seu gol levantando uma camiseta preta com a frase “Support your local Hools” (Apoie os hooligans locais, em tradução livre).

O conjunto de incidentes gerou uma avalanche de críticas e catapultou o Chemnitz em modo de crise. Horas depois do jogo, o gerente comercial do clube, Thomas Uhlig, pediu demissão “para evitar maiores danos ao Chemnitz FC”.

Além disso, o clube cortou os laços com Peggy Schellenberger, responsável pela comunicação entre clube e torcedores e também vereadora pelo Partido Social-Democrata (SPD). Schellenberger prestou condolências oficiais a Thomas H. na página dela no Facebook e recebeu duras críticas. Um funcionário do departamento de comunicação do clube e o locutor do estádio também perderam seus cargos. O atacante Frahn recebeu uma multa em dinheiro.

De acordo com Klaus Siemon, o administrador da insolvência do Chemnitz [que entrou em processo de falência em 2018], os acontecimentos no jogo contra o VSG Altglienicke se desviaram tanto da norma “que deve ser esclarecido como foi possível isso acontecer”. Ele disse que depoimentos de funcionários do clube sugerem coação, pois haveria risco de distúrbios se a homenagem não ocorresse.

Atacante do Chemnitz, Daniel Frahn, levanta uma camiseta de hooligans durante celebração de um gol

“Apoie os hooligans locais”, diz a frase na camiseta erguida pelo atacante Daniel Frahn durante a celebração de um gol

No domingo, o clube inicialmente comunicou que a cerimônia era um ato de humanidade com um torcedor falecido e de forma alguma uma homenagem às posições assumidas por ele em vida, dando a entender que havia concordado com o ato. “É um mandamento da humanidade – aos torcedores do Chemnitz e parentes e amigos que pediram a permissão de uma homenagem”, afirmou.

Na segunda-feira endureceu sua posição e registrou ocorrência para esclarecer as circunstâncias que levaram à cerimônia.  O clube afirmou que tomou conhecimento que “pessoas relevantes e bem conhecidas da cena extremista de direita viajaram de outras cidades para Chemnitz e a Saxônia para este dia”.

O Chemnitz possui um histórico de problemas com agrupamentos de torcedores extremistas – a cena de extrema direita da cidade tem fortes laços com hooligans. Muitos destes grupos chegaram a ser banidos de entrar nos estádios pelo próprio clube: por exemplo, a aliança HooNaRa (abreviação para hooligans, nazistas e racistas), fundada por Thomas H., ou os “NS Boys” – oficialmente “NS” significa “nova sociedade”, mas também é a abreviação de nacional-socialismo ou nazismo.      

O Chemnitz é um tradicional clube do leste alemão – presença constante na 2. Bundesliga na década de 1990 e rebaixado da 3. Bundesliga na temporada passada – e lidera a Liga Regional Nordeste, apesar dos recentes problemas financeiros. Segue a passos largos para voltar ao futebol profissional na Alemanha.

 

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 07:40

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Josy Galvão

A escola alemã de grandes goleiros

Na Alemanha, uma geração de ouro segue outra debaixo das traves, praticamente sem interrupção. Como se explica isso? Clubes e federação não medem esforços para investir desde cedo em jovens talentos.

Stegen e Neuer: estrelas da atual geração de goleiros

Stegen e Neuer: estrelas da atual geração de goleiros

 

Ao contrário do que muitas vezes acontece em outros países considerados potências do futebol mundial, na Alemanha o técnico da seleção, ao convocar o seu elenco, não se vê confrontado com o problema da falta de um excelente goleiro. O último homem da Mannschaft tem sido um mestre no seu ofício – uma maestria que em alguns casos beira à genialidade, diga-se de passagem. Uma geração de ouro segue outra, praticamente sem interrupção. Como se explica isso?

Para começar, é importante ressaltar que a garotada tem exemplos heroicos nos quais pode se espelhar. São goleiros que, no decorrer da história do futebol alemão, se transformaram em ícones a serem imitados e seguidos.

Talvez não seja exagero dizer que tudo começou com Toni Turek, um dos heróis do Milagre de Berna“, aquela partida épica que, para surpresa do mundo esportivo, deu o primeiro título de campeão mundial à Alemanha. Turek, por sua atuação contra a Hungria, acabou sendo exaltado pelo lendário locutor Herbert Zimmermann ainda durante o jogo: “Toni, você é o Deus do Futebol!  

Toni Turek, um dos heróis do Milagre de Berna, em partida contra a Turquia na Copa de 1954

Toni Turek, um dos heróis do “Milagre de Berna”, em partida contra a Turquia na Copa de 1954

E o que falar de Bert Trautmann? Foi prisioneiro de guerra no Reino Unido e se tornou ídolo na terra da rainha. Jogou 15 anos pelo Manchester City (1949 a 1964) e era considerado um dos melhores goleiros do mundo. Entrou definitivamente para a história quando, mesmo com a coluna cervical fraturada, continuou em campo na final do FA Cup de 1956 e garantiu a vitória e o título por 3 a 1 diante do Birmingham City.  

Logo após a Copa do Mundo de 1966, começava a era Sepp Maier que, na final contra a Holanda em 1974, se transformou numa muralha intransponível para os jogadores holandeses integrantes da Laranja Mecânica.  Sua atuação contra a Holanda de Cruyff naquela final entrou definitivamente para a história do futebol. No seu clube, Bayern de Munique, acumulou oito títulos nacionais e cinco internacionais. Impressionante!

A lista é longa e pode facilmente ser complementada com Bodo Illgner (campeão mundial em 1990) e seu sucessor Andreas Köpke (campeão europeu em 1996 e atual treinador de goleiros da seleção).

Logo surgiria um legítimo herdeiro da escola bávara de grandes goleiros: Oliver Kahn seguia as pegadas de Sepp Maier sendo eleito o melhor goleiro do mundo em três oportunidades. Era um titã que defendia com unhas e dentes (algumas vezes literalmente) o seu território à frente do gol.

Quanto à atual geração de goleiros alemães, pode-se dizer tranquilamente que o técnico Joachim Löw tem um problema de luxo. Em fins de março começa a fase eliminatória da Eurocopa 2020, e logo de cara a Alemanha terá um compromisso difícil fora de casa contra a Holanda.

Sepp Maier, com a taça de campeão do mundo: muralha contra a Laranja Mecânica

Sepp Maier, com a taça de campeão do mundo: “muralha” contra a Laranja Mecânica

Para Löw, se existe uma posição no time titular com a qual ele não precisa se preocupar é a posição de goleiro. Tem dois craques à disposição: Manuel Neuer e Ter Stegen.      

Fato é que, na Alemanha, de forma geral, um goleiro goza de maior prestígio esportivo e social do que em muitos outros países. Desde cedo, nos times de base, quem vai para o gol não é apenas aquele que não serve para outra posição.

A expressão ainda comum no Brasil (“Desgraçado é o goleiro, até onde ele pisa não nasce a grama”) não tem equivalente no futebol alemão. Pelo contrário. Tem garotos que desde pequenos já anunciam aos quatro ventos com muito orgulho: “Quando eu crescer, quero ser goleiro”.    

Consequentemente, a maioria dos clubes profissionais capricha na formação dos seus goleiros desde os times infantis. O capricho é tanto que hoje se fala abertamente numa “escola alemã de goleiros”. São organizados congressos e simpósios direcionados especificamente para goleiros e seus técnicos.

Os clubes realizam acampamentos de férias para crianças que sonham em seguir as pegadas dos grandes goleiros do futebol mundial e lá aprendem as primeiras lições do seu futuro ofício com ex-goleiros, seja da Nationalmannschaft ou, ao menos, em clubes da Bundesliga.

Os resultados destes esforços estão à vista de todos. Há décadas, a Alemanha é um celeiro de goleiros da mais alta qualidade. No país, a máxima de que bons ataques ganham jogos e boas defesas ganham campeonatos é levada a sério.

Levam tão a sério que investem na formação dos seus jovens goleiros. Sabem que boas defesas começam com excelentes goleiros.

Matéria originalmente publicada por:  https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:12

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Josy Galvão

A história do castelo alemão vendido por um euro

O castelo de Marienburg.© GETTY O castelo de Marienburg.

 

O príncipe Ernst August von Hannover levou 14 anos para tomar uma decisão que revelou que a nobreza alemã parece viver de aparências — e que os magníficos castelos nem sempre são o que parecem. Depois de se tornar em 2004 o chefe da Casa de Welf, talvez a mais nobre dinastia da Alemanha, o jovem de 35 anos se rendeu às leis que regem a vida dos ricos e pobres e decidiu vender, pelo preço simbólico de um euro, o magnífico palácio de Marienburg, a residência oficial da dinastia, no estado da Baixa Saxônia. O príncipe não queria gastar mais dinheiro na conservação do prédio.

“Foi uma decisão de grande importância para minha família”, admitiu o príncipe quando anunciou a venda do palácio. “Encontramos uma boa solução que permitirá que o palácio e seu inventário sejam preservados para o público”. O novo proprietário do palácio, que foi iniciado em 1867 no topo de uma colina, será a empresa LIemak Inmobilien, uma subsidiária da Klosterkammer, que se comprometeu a financiar os custos de renovação da grande residência, estimado em quase 30 milhões de euros, embora haja especialistas que dizem que, para evitar que o castelo se torne uma ruína, mais de 60 milhões devem ser gastos.

“Eu não podia mais cuidar das despesas”, admitiu o príncipe quase humildemente, aceitando que a conservação da grande residência, que tem 135 quartos, estava destruindo sua riqueza pessoal. O jovem iniciou negociações com as autoridades de Hannover há sete anos, mas seus problemas financeiros foram herdados quando seu pai, o príncipe Ernst August, transferiu-lhe o patrimônio da família em 2004.

Ekaterina Malysheva e Ernst August von Hannover, depois de seu casamento civil na Prefeitura de Hannover.© GTRESONLINE Ekaterina Malysheva e Ernst August von Hannover, depois de seu casamento civil na Prefeitura de Hannover.

Já em 2005, o jovem foi forçado a leiloar tesouros artísticos do palácio, medida que lhe rendeu 44 milhões de euros. Com o dinheiro, o príncipe pagou dívidas antigas e renovou uma torre que estava caindo aos pedaços. O jovem também lançou programas culturais que atraíram mais de 200.000 visitantes por ano, mas o sucesso não impediu que o majestoso palácio se deteriorasse ainda mais.

A compra do esplêndido prédio e os caros planos para renová-lo, como esperado, foram criticados pelos partidos da oposição. “Os planos do governo são absolutamente absurdos”, denunciou o especialista em orçamento dos Verdes, Stefan Wenzel. De acordo com a lei de proteção de monumentos, os proprietários são responsáveis pela preservação de edifícios históricos.

Mas o Ministério da Cultura defendeu a decisão de adquirir o palácio. “Marienburg é um monumento cultural e um lugar de recordação de grande importância para a identidade estatal da Baixa Saxônia”, disse o ministro Björn Thümler (CDU). “O palácio é um dos monumentos mais importantes da Baixa Saxônia.”

O acordo entre o chefe da Casa de Welf e o governo regional estipula a criação de uma fundação cultural que administrará cerca de 1700 obras de arte do palácio. A fundação será presidida pelo príncipe Ernst August. O governo regional também adquiriu dois milhões de euros, além de 100 obras de arte que serão expostas no museu do estado em Hannover, mas a famoso coroa da Casa Real de Hannover, a peça mais valiosa da família, continuará em posse do príncipe.

“Continuarei unindo a Marienburg, ainda que de outra forma”, admitiu o príncipe a um jornal regional de Hannover. Ernst August Jr. viveu até o ano passado em Londres, mas o jovem decidiu mudar sua residência para a Baixa Saxônia depois de se casar com Ekaterina Malysheva. O casamento aconteceu em Marienburg.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.msn.com/pt-br

São Paulo – Brasil –  18:05

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Josy Galvão

A Rota dos Contos dos irmãos Grimm

Uma das mais antigas rotas turísticas alemãs, do centro ao norte do país, tem 600 km e segue as pegadas dos irmãos Grimm. Ela vai de Hanau, onde nasceram Jakob e Wilhelm, a Bremen, do conto dos animais músicos.

Estátuas de bronze dos irmãos Grimm em Hanau

Hanau, cidade natal

A Rota dos Contos de Grimm começa em Hanau, a cerca de 18 km de Frankfurt. Ali nasceram os irmãos Jakob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) Grimm. A cidadezinha medieval preserva a memória dos ilustres irmãos com um festival anual de teatro, em que são interpretadas peças baseadas nos contos dos Grimm. A estátua de bronze é de 1896.

A casa onde moraram os irmãos Grimm em Steinau

Steinau, a infância dos Grimm

Os escritores e filólogos Jakob e Wilhelm Grimm passaram a infância em Steinau. A Amtshaus, prédio renascentista dos condes de Hanau, é hoje a Casa dos Irmãos Grimm, um museu sobre a vida e obra deles. Há também um teatro de marionetes em que são encenados contos de Grimm. Na foto, a casa onde eles moraram.

As cabeças no muro representam O lobo e os sete cabritinhos da fábula dos Grimm

Marburg, estudo do Direito

Foi nesta cidade que Jakob e Wilhelm Grimm moraram entre 1802 e 1805, se formaram em Direito e iniciaram o resgate de contos populares alemães. Fundada em 1527, a Universidade Philipp foi a primeira universidade protestante da Europa. Na cidade, há uma trilha com 15 estações dedicadas aos contos e fábulas dos Grimm. Na foto, as cabeças no muro representam “O lobo e os sete cabritinhos”.

Museu Grimmwelt em Kassel

Kassel, fonte de inspiração

Os irmãos Grimm residiram em Kassel por 30 anos. Em um dos bairros da cidade morava Dorothea Viehmann, uma das principais fontes dos contos e fábulas escritos pelos Grimm. A cidade tem o museu Grimmwelt, dividido em 25 áreas temáticas e com apresentações interativas sobre contos e fábulas, a vida de Jakob e Wilhelm, e o dicionário alemão, compilado pela primeira vez pelos Grimm.

O castelo da Bela Adormecida em Sababurg

Castelo da Bela Adormecida em Sababurg

Já no século 19, Sababurg era considerado pela tradição popular como o castelo em que se passou o conto da Bela Adormecida. A fortaleza foi construída em 1334, no coração do bosque Reinhardswald, entre Kassel e Göttingen.

Beijo na Gänseliesel traz sorte aos recém-formados em Göttingen

Os Grimm foram professores em Göttingen

Jakob e Wilhelm foram professores na Universidade de Göttingen até serem expulsos por terem ideias muito liberais. O símbolo de Göttingen é a “Gänseliesel”, a “pastorinha dos gansos”, de um conto dos Grimm. Reza a tradição que traz sorte aos recém-formados se eles beijam a bochecha da estátua.

Märchenhaus (casa dos contos de fadas) em Alsfeld

Alsfeld e a casa dos contos de fadas

A cidadezinha de Alsfeld, com suas dezenas de casas em enxaimel, já parece cenário de um conto. Na casa de 1628 (!) chamada “Märchenhaus” (casa dos contos de fadas) são lidos contos infantis e o acervo é dedicado aos irmãos Grimm. No andar superior há uma exposição de bonecas de mais de dois séculos.

Vila da Branca de Neve em Bad Wildungen

A vila da Branca de Neve

Segundo o historiador Eckard Sander, o conto da Branca de Neve remonta ao lugar chamado Bergfreiheit em Bad Wildungen. A personagem teria sido inspirada na excepcionalmente bela princesa Margaretha von Waldeck. Os sete anões seriam uma alusão ao trabalho infantil nas minas da região. Ali há uma “casa da Branca de Neve” e num festival anual são apresentados contos em palcos ao ar livre.

Casa onde nasceu Dorothea Viehmann em Baunatal

Baunatal, onde os contos foram narrados

Grande parte dos contos e mitos populares compilados pelos Grimm foram contados a eles por Katharina Dorothea Viehmann, que nasceu nessa casa em 08/11/1755. O pai dela tinha uma taverna e desde criança ela gostava de ouvir as histórias dos viajantes. Um dos mais de 40 contos que ela contou a Jakob e Wilhelm é “O pobre aprendiz de moleiro e a gatinha”, publicado no 2º volume de contos, em 1815.

Hamelin, a cidade do flautista que encanta ratos

Hamelin, “a cidade dos ratos”

“O Flautista de Hamelin” é um dos contos mais conhecidos da Alemanha. A história se passa na cidade medieval de Hamelin, na Baixa Saxônia. De maio a setembro, aos domingos, acontece na cidade o tradicional Festival Flautista de Hamelin.

Chapeuzinho Vermelho foi inspirada no traje tipico de Schwalmstadt

Chapeuzinho Vermelho de Schwalmstadt

Esqueçam a imagem do manto de Chapeuzinho Vermelho que nos acompanha desde a infância. Na realidade, a personagem foi inspirada no traje típico de Schwalmstadt, em que a menina usa um ornamento vermelho cabeça, parecido com um copo.

O castelo da Rapunzel em Trendelburg

O castelo da Rapunzel em Trendelburg

A fortaleza de Trendelburg, com mais de 40 metros de altura, paredes de até sete metros de espessura e suas imponentes torres inspiraram o conto da Rapunzel. Quem estiver disposto a subir os 130 degraus até o telhado da fortaleza, tem a oportunidade de apreciar a bela paisagem.

As ruínas do burgo de Polle, que inspirou o conto da Cinderela

Burgo de Polle e “Cinderela”

No século 13, os condes de Everstein construíram um burgo sobre um rochedo, cuja primeira citação oficial data de 1285. Desde um incêndio em 1641, o burgo está em ruínas. Além de ser palco de um festival anual, o burgo tem um quarto da Cinderela e um museu que podem ser visitados.

Casa de Joãozinho e Mariazinha no Magic Park em Verden

“Parque Mágico” em Verden

Num enorme “bosque encantado” no parque Magic Park, em Verden, figuras móveis em tamanho natural e cenários dos contos dos irmãos Grimm encantam a criançada. O passeio pelo bosque dura meia hora.

A lebre e o ouriço em Buxtehude

Buxtehude, da lebre e do ouriço

O conto da lebre e do ouriço foi escrito por Wilhelm Schröder e publicado pela primeira vez em 1840 num jornal de Hannover com o título “A corrida entre a lebre e o ouriço num campo perto de Boxtehude”. Em 1843, os irmãos Grimm publicaram a fábula em seu quinto volume de contos. Os contos dos irmãos Grimm já foram traduzidos para mais de 160 idiomas.

A estátua dos animais músicos em Bremen

Bremen, dos animais músicos

A fábula do burro, cachorro, gato e galo que fogem de casa, onde seriam mortos, para viverem livres em Bremen, pode ser interpretada como a busca da liberdade pelos serviçais dos senhores feudais. Bremen, já na época, era uma cidade hanseática livre. Em 1977, a fábula inspirou Chico Buarque para o musical “Os Saltimbancos”.

 

Matéria originalmente publicada por:     https://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil –  06:30

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Josy Galvão