Archive for the ‘Deutschland’ Category

Arqueólogos encontram sarcófago com cosméticos na Alemanha

Datado do século 3º, sarcófago é descoberto em antiga rota que ligava Trier a Colônia. Jovem romana foi enterrada com frascos de perfume, paleta de maquiagem e espelho de mão.

Frascos de perfume encontrados em sarcófago na Alemanha

Romana foi enterrada com frascos de perfume

 

Arqueólogos encontraram no oeste da Alemanha um sarcófago de uma jovem romana que continha diversos produtos de beleza. Datada do século 3º, a tumba de pedra, que pesa quatro toneladas e meia, foi descoberta próximo à cidade de Zülpich, anunciou nesta segunda-feira (30/07) o Museu Estadual Rheinische de Bonn.

Além de frascos de perfume, uma paleta de maquiagem e um espelho de mão de prata, dentro do sarcófago havia joias, alfinetes e um canivete dobrável que possui um cabo na forma da figura de Hércules.

Segundo Susanne Willer, do museu Rheinisches Landesmuseum Bonn, a quantidade e os tipos de objetos escolhidos para serem sepultados com a jovem morta são extraordinários.

Paleta da maquiagem encontradaem sarcófago na Alemanha

Entre objetos encontrados em sarcófago estava uma paleta de maquiagem

 

“O foco dos objetos está claramente em adornos e na cosmética, ou seja, tudo que pertence à beleza feminina, seguindo o lema, ela deveria ser bonita até a morte”, ressalta Willer.

As primeiras análises mostraram que a jovem teria entre 25 e 30 anos quando morreu. Os objetos e os esqueletos permaneceram cerca de 1.700 anos enterrados.

O sarcófago foi localizado ao longo da antiga via do Império Romano que ligava às atuais cidades de Trier e Colônia. Descoberta em setembro do ano passado, arqueólogos mantiveram segredo sobre a peça, por questões de segurança, enquanto analisavam outras sepulturas na região.

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 06:30

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Josy Galvão

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Por que é que a unificação das Alemanhas destruiu o futebol do lado Oriental?

Os capitães Bernd Bransch, da Alemanha Oriental, e Franz Beckenbauer, da ocidental, em 1974.

Créditos da foto: Os capitães Bernd Bransch, da Alemanha Oriental, e Franz Beckenbauer, da ocidental, em 1974.

A Alemanha é uma potência do futebol. No entanto, apenas um jogador da seleção que participou do Mundial de 2018, o meia Toni Kroos, veio da Alemanha Oriental.

Por um período de mais de 40 anos durante o século 20, a Alemanha esteve dividida em dois países separados, Oriental e Ocidental. Mas já se passaram 30 anos desde que a reunificação aconteceu, e qualquer um poderia achar que as disparidades regionais diminuíram. Então por que é que atualmente o futebol alemão é tão dominado por jogadores e clubes oriundos do lado Ocidental? E o que diz este desequilíbrio sobre o estado da reunificação alemã?

Durante a guerra fria, dos anos 1940 até outubro de 1990, a Alemanha Ocidental capitalista foi aliada dos Estados Unidos da América, enquanto a comunista Alemanha Oriental era aliada da União Soviética. Após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, as potências vitoriosas desmantelaram todas as organizações desportivas do país.

Alguns anos depois, o governo da Alemanha Oriental reintroduziu o futebol amador como parte do programa de educação física no trabalho nas grandes cooperativas controladas pelo Estado que surgiram após a estatização da economia. Enquanto isso, no início dos anos 1960, uma liga de futebol profissional, a Bundesliga, era criada no lado Ocidental.

Diferentemente do que acontecia na sua correspondente Ocidental, cujos clubes funcionavam como empresas comerciais, os clubes da Alemanha Oriental eram organizações fortemente controladas pelo Estado socialista. O governo da Alemanha Oriental investiu realmente no desporto. Mas eles priorizavam os atletas olímpicos do país, não os clubes de futebol.

Alguns clubes de futebol alemães orientais, como o 1. FC Magdeburg, conquistaram considerável sucesso em competições internacionais. O auge do futebol do país foi o gol de Jürgen Sparwasser que deu a vitória à Alemanha Oriental contra a Ocidental durante o Campeonato do Mundo de 1974. A Alemanha Ocidental perdeu em casa. A maioria dos alemães orientais acima dos 50 é capaz de dizer exatamente onde estava quando viu esse gol; é o “momento Kennedy” da sua geração.

Para poder competir com clubes internacionais da Europa Ocidental capitalista que podiam contratar jogadores do mundo todo, os clubes alemães orientais investiram em operações de recrutamento locais e em academias de futebol, que identificavam e cultivavam o talento doméstico. Muitos destes jogadores amadureceram justamente no momento da reunificação do país.

No verão de 1990, nove meses após a queda do muro de Berlim, a seleção alemã – inteiramente composta por alemães ocidentais – ganhou o Campeonato do Mundo na Itália. Como as associações de futebol do Ocidente e do Oriente ainda não se haviam tornado uma só, nenhum jogador alemão oriental esteve em campo durante o torneio.

Após o jogo, o treinador Franz Beckenbauer orgulhosamente previu que a futura vinda de jogadores do lado Leste do rio Elba tornaria a seleção da Alemanha unificada imbatível por anos. Beckenbauer estava certo? Ja und nein.

A equipe da Alemanha unificada certamente não se tornou imbatível durante os anos 1990. No entanto, os jogadores da Alemanha Oriental de fato se juntaram  aos seus pares alemães ocidentais na seleção. Na verdade, apenas 9 dos 20 jogadores da seleção de 2002 tinham raízes ocidentais.
Os alemães orientais que jogaram na equipe da Alemanha unificada nas duas décadas após a reunificação nasceram todos entre a metade dos anos 1960 até o final dos 1970. Todos tinham sido descobertos e treinados pelos programas de desenvolvimento de jovens da Alemanha Oriental.

O que aconteceu? Por que – com a exceção de Kroos – nenhum destes jogadores da atual seleção alemã vem da parte Leste do país? A resposta está na economia. Após a queda do muro de Berlim, os melhores jogadores orientais se juntaram imediatamente aos clubes do lado Ocidental que lhes podiam pagar salários mais altos. Ao mesmo tempo, como aconteceu com as economias de outros países ex-soviéticos que fizeram a transição do comunismo para o capitalismo, a rápida reorganização da economia da Alemanha Oriental levou ao colapso indústrias inteiras.

Os clubes da Alemanha Oriental sentiram o golpe. Nem um só clube do lado Oriental conseguiu estabelecer uma presença permanente na Bundesliga, a primeira divisão alemã. Sem receber subsídios governamentais e incapazes de obter dinheiro de acordos com a televisão e parceiros privados como a sua irmã Ocidental, os clubes orientais foram forçados a reduzir radicalmente as suas escolas de formação.

Kroos naturalmente é o ponto fora da curva. Mas ele deve pouco aos clubes de futebol da Alemanha Oriental. O seu pai, Roland Kroos, foi treinador de futebol. Roland não só identificou o potencial do filho, como foi capaz de desenvolver os talentos do seu garoto. Quando Kroos era adolescente, o seu pai colocou-o na academia de um dos mais exitosos impérios do futebol, o Bayern de Munique. Foi no Ocidente que Toni – apelidado pelo pai de “projeto familiar”– amadureceu como jogador antes de se transferir para o Real Madrid, onde joga quando não está na seleção.

Hoje, o domínio do Ocidente no futebol alemão simboliza as divisões econômicas do país. Como muitas outras indústrias, o futebol da Alemanha Ocidental ficou à frente após a unificação. O desequilíbrio geográfico no futebol alemão é emblemático das não admitidas desigualdades econômicas entre Oriente e Ocidente que persistem até hoje.

Por: Per Urlaub é pró-reitor de Escolas de Línguas e Professor Associado do Middlebury College. Tradução: Cynara Menezes para Socialista Morena

 

 

Matéria originalmente publicada por:  https://www.cartamaior.com.br

São Paulo – Brasil – 08:05

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Josy Galvão

Atacante alemão critica atuações: “Não pensava que seria possível com este time”

Atacante alemão critica atuações:

Foto: Getty Images

 

Com a trajetória na Rússia encerrada de forma precoce, a delegação alemã voltou para casa na última quinta-feira e iniciou as férias antecipadas. Mas, dois dias depois da surpreendente eliminação na fase de grupos após uma derrota para a Coreia do Sul, os jogadores seguem se manifestando sobre a situação vivida pela equipe – como fez o atacante Mario Gómez.

Um dos mais experientes do elenco, o jogador de 32 anos usou uma rede social para agradecer o apoio dos torcedores e dar suas impressões sobre a queda na fase de grupos. Gómez criticou as atuações da equipe comandada por Jöachim Löw e apontou falta de unidade dentro de campo.

– Infelizmente, o sonho terminou para nós. Mesmo no segundo dia, isso segue horrível. Desta vez, não conseguimos mais do que a fase de grupos, por mais duro que isto pareça. Nunca fomos um time homogêneo em campo. Temos que enfrentar essas críticas! Eu não pensava que seria possível que isso acontecesse com este grande time… Um grande agradecimento a todos os nossos torcedores, que nos apoiaram muito até o fim. Agora, preciso de um pouco de tempo para processar isto. Mas depois da chuva, vem o sol. Vou aproveitar o tempo com minha família e me desligar – escreveu.

 

 

 

Matéria originalmente publicada por:     https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 23:47

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Josy Galvão

Seleção Alemã chega à Rússia para defender o título da Copa – vídeo

O técnico da Alemanha Joachim Low desembarca em Moscou, em 12 de junho de 2018

A Seleção Alemã, atual campeã do mundo, chegou nesta terça-feira à Rússia, onde terá a missão de defender seu título conquistado no Brasil em 2014.

O avião da Mannschaft aterrissou no aeroporto de Vnúkovo, no sul da capital russa.

Os alemães começam a disputa pelo Grup F no domingo, em Moscou, contra o México.

O técnico Joachim Löw, seus 23 jogadores e o resto da delegação terão como base Vatukinki, a 40 km ao sul de Moscou.

A escolha da sede durante o Mundial gerou debate: Vatukinki é uma localidade sem grandes atrativos e os jogadores ficarão reclusos em um lugar rodeado por muros de concreto.

Levando em conta a distância das duas cidades de suas partidas na primeira fase (Sochi e Kazán) e da probabilidade de voltar a jogar em Moscou no caso de classificação, o corpo técnico optou por instalar-se perto da capital, relativamente central na rede de estádios do Mundial.

“Queremos fazer história”, declarou o meia do Real Madrid, Toni Kroos.

A preparação da equipe alemã para esta Copa foi fora da curva, com uma única vitória em seis partidas, frente à Arábia Saudita, além de três empates e duas derrotas.

Joachim Löw comentou sobre o alto nível dos adversários.

“Teremos grandes adversários. A Espanha melhorou e o Brasil e a Argentina também estão bem”.

Confira a chegada do alemães!

#WeAreGermany

São Paulo – Brasil – 23:25

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Por Josy Galvão

O que comer numa visita a Berlim

Além de ver atrações famosas, como o Portão de Brandemburgo e o Parlamento, vale fazer um passeio gastronômico pela capital alemã, que oferece clássicos como currywurst, joelho de porco e sonhos recheados.

Currywurst Acredita-se que a currywurst tenha sido inventada em Berlim

 

Portão de Brandemburgo, cúpula do Parlamento, Torre de TV, praça Alexanderplatz, Checkpoint Charlie, East Side Gallery, Memorial do Holocausto, e por aí vai. A lista de atrações turísticas de Berlim é extensa, e sem dúvida caminhar de um lado para o outro da cidade tem um efeito certeiro: fome.

As experiências gastronômicas são tão importantes numa viagem quanto as culturais. Por isso segue algumas dicas  do que experimentar em alguns dos principais destinos turísticos da Alemanha, começando pela capital. Para mergulhar no universo culinário de Berlim, alguns pratos típicos foram selecionadaos e são facilmente encontrados em lanchonetes, restaurantes, bares e padarias da cidade.

É claro que uma das refeições em Berlim deve ser currywurst, afinal, acredita-se que a combinação de salsicha branca com molho picante de tomate e curry tenha sido inventada na cidade em 1949. Servida com pão ou batata frita, a currywurst é hoje uma das comidas de rua favoritas da Alemanha.

Bolinho de carne com salada de batata

Bulette: bolinho de carne com salada de batata é um clássico de Berlim

 

Quando se pede uma currywurst em Berlim, costuma-se ouvir a pergunta: “Mit oder ohne?” (Com ou sem?), que se refere à presença ou ausência de tripa em volta da salsicha. Quanto ao sabor, não há muita diferença entre as duas versões, mas a com tripa é mais crocante, e a sem, mais macia.

Um dos lugares mais populares que servem a salsicha picante é Curry 61, na rua Oranienburger Strasse. E para quem se apaixonar por esse o símbolo da culinária berlinense, há até um museu dedicado a ele, o Deutsches Currywurst Museum Berlin.

Königsberger Klopse

Königsberger Klopse: combinação inusitada de almôndegas de carne com alcaparras

Outra opção de lanche rápido ou entrada antes de uma refeição berlinense, pode ser um pão com carne crua temperada, o chamado hackepeter, que também é apreciado em outras regiões do país e no sul do Brasil. Há ainda o clássico strammer max, que consiste simplesmente numa fatia de pão coberta com presunto e um ovo frito.

Depois de experimentar esses lanches e visitar, quem sabe, o Portão de Brandemburgo e o Memorial do Holocausto, que ficam bem pertinho um do outro, é possível que comece a dar sede. Para aqueles que quiserem ousar, dá para se aventurar no universo das cervejas coloridas.

Berliner Weisse

Cervejas coloridas: Berliner Weisse com xarope são sucesso no verão de Berlim

É isso mesmo: coloridas. Em Berlim, principalmente no verão, a cerveja do tipo Berliner Weisse – turva e ácida – é muito apreciada com xarope de framboesa ou de waldmeister, uma planta presente em toda a Europa. O resultado são cervejas adocicadas de cores vermelha e verde vibrantes. É possível também encontrar outras misturas com a Berliner Weisse em bares da cidade, com licor de damasco, por exemplo.

Como comer dá sede, e beber dá fome, é hora de uma refeição com sustância. Aí não faltam opções no cardápio de restaurantes dedicados à culinária local, como a Alt-Berliner Wirtshaus, que tem duas filiais, uma ao lado do Portão de Brandembrugo, e outra no bairro Nikolaiviertel.

Lá você encontra, por exemplo, o clássico eisbein (joelho de porco) com chucrute e purê de ervilhas. Outro prato berlinense famoso são as königsberger klopse, almôndegas servidas com – pode arregalar os olhos, caro leitor – alcaparras. E para completar, a receita ainda leva anchovas. E não é que combina?

Berliner Pfannkuchen

Berliner Pfannkuchen: sonhos berlinenses são recheados de geleia

Outro clássico da capital são as buletten, bolinhos de carne fritos, geralmente servidos com salada de batata. Esse prato, assim como currywurst, pode ser facilmente encontrado em biergartens de Berlim – recomendo o famoso Prater Garten e o Café am Neuen See, que fica à beira de um lago dentro do parque Tiergarten.

Por fim, é claro que não podem faltar doces para adoçar uma viagem. Ao pensar em comida de Berlim, para muitos alemães logo vêm à cabeça os berliner pfannkuchen. São sonhos, fritos e recheados de geleia. E para quem quiser algo mais leve como sobremesa, tem o berliner luft, um creme fofinho de clara em neve, gema, açúcar, baunilha e gelatina, que costuma ser servido com calda de framboesa.

Boa viagem e guten Appetit!

 

 

Matéria originalmente publicada por:  http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 20:17

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Josy Galvão

 

Os 23 convocados da Alemanha para o Mundial de 2018

Löw divulga nomes dos quatro atletas cortados e anuncia quais 23 jogadores representarão a seleção alemã na Rússia, entre eles o goleiro que é capitão da Nationalelf. Leroy Sané perde a concorrência com Julian Brandt.

O treinador da seleção alemã, Joachim Löw, definiu nesta segunda-feira (04/06) os 23 jogadores escolhidos para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Os quatro atletas cortados da pré-lista de 27 jogadores anunciada em 15 de maio são o goleiro Bernd Leno, o zagueiro Jonathan Tah e os atacantes Leroy Sané e o atacante Nils Petersen.

Dos quatro atletas cortados, Petersen, Sané e Rudy atuaram no amistoso de domingo contra a Áustria. Os comandados por Löw saíram derrotados, em Klagenfurt. Mesut Özil abriu o placar na primeira etapa, mas a Alemanha foi dominada pela seleção austríaca e sofreu a virada no segundo tempo. Petersen foi o 24º jogador a estrear com a camisa da Nationalelf desde a conquista da Copa do Mundo de 2014.

Os quatro atletas cortados foram notificados pessoalmente por Löw e deixam o centro de treinamento no Tirol do Sul, na parte italiana dos Alpes, ainda nesta segunda-feira. Dos cortados, Tah, Sané e Leno estiveram no elenco da Eurocopa de 2016, enquanto Leno foi campeão na Copa das Confederações, em 2017, na Rússia. Petersen fez parte do grupo medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2016.

Do grupo atual, Sebastian Rudy, Julian Brandt e Marco Reus tinham sido cortados da lista final da Eurocopa 2016. Reus, atacante do Borussia Dortmund que tinha sido cortado também da Copa do Mundo de 2014, participará de seu primeiro grande torneio com a seleção da Alemanha. O meia Leon Goretzka foi cortado para o Mundial no Brasil, mas que faz parte do grupo na Rússia.  

O penúltimo amistoso serviu também como teste para o goleiro e capitão da Nationalelf, Manuel Neuer. Ele atuou durante os 90 minutos e mostrou estar recuperado de sua lesão no pé esquerdo. Sem culpa nos gols sofridos, Neuer teve algumas intervenções importantes, que evitaram um placar ainda mais amargo para os comandados por Löw.

“Depois de tanto tempo [sem jogar], foi um bom retorno de Neuer. Ele defendeu uma ou duas bolas super bem. Mas a derrota me irrita. Não fizemos as coisas da maneira que pretendíamos”, afirmou Löw. “Estivemos muito desleixados no jogo. Se jogarmos assim, não temos chance na Rússia. Há muito trabalho a fazer.”

Joachim Löw

Löw ficou irritado com atuação da Alemanha em amistoso contra Áustria: “Se jogarmos assim, não temos chance na Rússia”

Cronograma

No cronograma da seleção alemã, os 23 atletas convocados por Löw farão um último teste antes do Mundial – contra a Arábia Saudita, em 8 de junho, em Leverkusen. A viagem para Moscou – base da seleção alemã durante a Copa – está marcada para 12 de junho.

Na primeira fase, a Alemanha estreia contra o México, em 17 de junho, no estádio Luzhniki – o mesmo em que será disputada a grande final. Na sequência, joga contra a Suécia, em 23 de junho, em Sochi, e encerra a fase de grupos contra a Coreia do Sul, em 27 de junho, em Kazan.  

Os 23 convocados

Atleta (clube/país) – participação em Copas – jogos pela seleção (gols)

Goleiros:
Manuel Neuer (Bayern de Munique/ALE) – Copa: 2010 e 2014 – 75 jogos
Marc-André ter Stegen (Barcelona/ESP) – Copa: estreia – 19 jogos
Kevin Trapp (Paris Saint-Germain/FRA) – Copa: estreia – 3 jogos

Laterais:
Joshua Kimmich (Bayern de Munique/ALE) – Copa: estreia – 28 jogos (3)
Jonas Hector (Colônia/ALE) – Copa: estreia – 37 jogos (3)
Marvin Plattenhardt (Hertha Berlim/ALE) – Copa: estreia – 6 jogos (0)

Zagueiros:
Mats Hummels (Bayern de Munique/ALE) – Copa: 2014 – 63 jogos (5)
Jérôme Boateng (Bayern de Munique/ALE) – Copa: 2010 e 2014 – 70 jogos (1)
Niklas Süle (Bayern de Munique/ALE) – Copa: estreia – 10 jogos (0)
Antonio Rüdiger (Chelsea/ING) – Copa: estreia – 24 jogos (1)
Matthias Ginter (Borussia Mönchengladbach/ALE) – Copa: 2014 – 17 jogos (0)

Meio-campistas:
Sami Khedira (Juventus/ITA) – Copa: 2010 e 2014 – 74 jogos (7)
Sebastian Rudy (Bayern de Munique/ALE) – Copa: estreia – 25 jogos (1)
Ilkay Gündogan (Manchester City/ING) – Copa: estreia – 25 jogos (4)
Leon Goretzka (Schalke 04/ALE) – Copa: estreia – 15 jogos (6)
Toni Kroos (Real Madrid/ESP) – Copa: 2010 e 2014 – 82 jogos (12)
Julian Draxler (Paris Saint-Germain/FRA) – Copa: 2014 – 43 jogos (6)
Mesut Özil (Arsenal/ING) – Copa: 2010 e 2014 – 90 jogos (23)
Julian Brandt (Bayer Leverkusen/ALE) – Copa: estreia – 15 jogos (1)

Atacantes:
Thomas Müller (Bayern de Munique/ALE) – Copa: 2010 e 2014 – 90 jogos (38)
Marco Reus (Borussia Dortmund/ALE) – Copa: estreia – 30 jogos (9)
Timo Werner (RB Leipzig/ALE) – Copa: estreia – 13 jogos (7)
Mario Gómez (Stuttgart/ALE) – Copa: 2010 – 74 jogos (31)

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 22:58

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Josy Galvão

 

“Eu te amo” versus “Ich liebe dich”

Há quase duas décadas na Alemanha, o colunista Ricardo Domeneck ainda pasma com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. “Para eles, parecemos saídos de uma telenovela.”

Symbolbild Universität Seminar Bibliothek Flirt (Yü Lan/Fotolia)

Sim, dizem que “ich liebe dich” quer dizer “eu te amo” em alemão. Será mesmo que “eu te amo” quer dizer “ich liebe dich” em português? Não quero relativizar sentimentos que certamente ocorrem por toda a espécie, independente de cultura. Os poemas de amor de todos os tempos e lugares estão aí para confirmar. Ora, é patente que ele (em português, é masculino o sentimento, o amor) ou ela (em alemão torna-se feminino, “die Liebe“) pode ser observado até mesmo em outras espécies. Algumas espécies são monogâmicas. Outras são poligâmicas. E nós, Homo sapiens? “Nós quem, cara pálida?” – alguém poderia responder.

Há quase duas décadas na Alemanha, ainda pasmo por vezes com as diferenças entre brasileiros e alemães em relação ao amor. A essa coisa que chamam de amor. Como podem por vezes ser diferentes as reações a situações tão parecidas. Minha impressão ainda é que, para eles, parecemos saídos de uma telenovela, e nem mesmo das brasileiras, mas das mexicanas. Exagerados! Dramáticos! Gosto de brincar que é tudo culpa de Dolores Duran, Chico Buarque e Angela Rô Rô. Essas nossas lições de fossa.

Eu não deveria ter ouvido tantas vezes os versos daquela canção: “E que me sobe às faces e me faz corar / E que me salta aos olhos a me atraiçoar / E que me aperta o peito e me faz confessar / O que não tem mais jeito de dissimular / E que nem é direito ninguém recusar / E que me faz mendigo, me faz suplicar.”

Não é à toa. Olhem isso. Exageradíssimos. Não consigo pensar em algo equivalente entre os alemães. Sempre brinco com outra coisa: para nós do sul, virar os olhos é expressão de êxtase. Para os do norte, é expressão de tédio.

Pensem bem: na década de 1970, quando Chico Buarque estava compondo “O que será (À flor da pele)”, por aqui reinavam supremos Kraftwerk, Can e Tangerine Dream. Enquanto Chico Buarque e Milton Nascimento soltavam seus falsetes, por aqui cantavam “Wir laden unsere Batterie / Jetzt sind wir voller Energie / Wir sind die Roboter” [“Nós carregamos nossas baterias / Agora estamos cheios de energia / Nós somos os robôs”]. Carambola, vamos nos entender como? Está certo, está certo, estou fazendo exatamente o que eles reclamam que eu faço: exagerando.

Mas deixem-me contar uma história: certa vez, levei um pé na bunda de um alemão. Sofri como um condenado, como um camelo, estava mais perdido do que cachorro que caiu de foguete espacial. Sabe a Laika? Pois é, a Laika.

Estava na casa de um amigo, que olhou para mim, lá sofrendo, e disse: “Como deve ser difícil ser assim.” Eu falei: “Assim como?” E ele respondeu: “Sofrendo como um condenado por causa do fim de um namoro.” Fazia duas semanas! “Criatura, faz duas semanas!”, eu disse. “Ainda vou sofrer por seis meses pelo menos.” E ele respondeu o de sempre: “Como você é exagerado.”

 

 

Matéria originalmente publicada por:     http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 20:25

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Josy Galvão