Archive for the ‘Deutschland’ Category

Tradicional trança de Páscoa alemã

Na Alemanha, café da manhã do domingo de Páscoa costuma incluir uma Hefezopf. Com ou sem recheio, pão doce trançado pode ser apreciado com manteiga e geleia e costuma ser decorado com ovos coloridos.

Osterzopf Hefezopf pode ser coberta de açúcar, amêndoas ou nozes

Na Alemanha, a Páscoa é um acontecimento quase tão grande quanto o Natal. Mais de um mês antes da data, os supermercados se enchem de coelhos, ovos e ovelhas de chocolate, e lojas vendem artigos de decoração com os mesmos motivos. Além da Sexta-feira Santa, há mais um dia de feriado por aqui, a Ostermontag (segunda-feira de Páscoa), o que significa que as famílias têm mais tempo de se reunir e, é claro, sentar à mesa juntas.

A Sexta-feira Santa é dia de comer peixe, assim como no Brasil. No domingo de Páscoa é comum preparar pratos com cordeiro, e muitas famílias fazem um longo café da manhã ou brunch antes de distribuir os ovos de chocolate.

Além da tradição de pintar ovos cozidos – aqui há uma tinta específica para isso – e da Osterlamm (cordeiro pascoal), um bolo em formato de cordeiro, é tradicional servir pela manhã uma Hefezopf ou Osterzopf – um pão doce em forma de trança.

A receita básica, coberta de açúcar, pode ser comida com manteiga ou geleia. Há variações com cobertura de amêndoas ou recheio de passas, chocolate, marzipã, damasco, entre outros. Por causa do fermento biológico fresco, a massa fica fofa e aerada. Ela é pincelada com ovo antes de ir ao forno, o que lhe dá um belo aspecto dourado.

A Hefezopf costuma ser preparada no dia antes da Páscoa, assim como os ovos cozidos e coloridos, que são muitas vezes usados para decorar a trança. O pão doce também é muitas vezes servido no Ano Novo. Aprenda a receita clássica:

Ingredientes

250 ml de leite

20 g de fermento biológico fresco

75 g de açúcar

1 ovo

1,5 colher (chá) de sal

500 g de farinha de trigo

75 g de manteiga

2 colheres (sopa) de açúcar cristal

Modo de preparo

Aquecer o leite até ficar morno. Despedaçar o fermento numa tigela pequena e misturar bem com um pouco do leite morno e o açúcar. Bater o ovo. Levar 3 colheres de sopa do ovo batido à geladeira num recipiente coberto.

Hefezopf
Trança pode ser recheada com passas, nozes ou frutas

Acrescentar o restante do ovo batido, o restante do leite, o sal e a farinha à mistura de fermento e bater na batedeira em velocidade baixa por cerca de 3 minutos. Aumentar a velocidade e bater por mais cinco minutos. Acrescentar a manteiga em cubos aos poucos e bater por mais cinco minutos até obter uma massa homogênea. Se desejar, acrescentar passas ou gotas de chocolate à massa.

Cobrir a tigela com a massa com um pano de prato úmido e deixar descansar em temperatura ambiente por uma hora.

Trabalhar a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada. Dividi-la em três e deixar descansar coberta por mais dez minutos.

Com os três terços de massa formar três rolos de cerca de 40 cm de comprimento cada. Trançá-los sem apertar muito. Colocar a trança sobre uma fôrma coberta com papel-manteiga, cobri-la e deixar descansar por mais 45 minutos.

Pincelar a trança com o ovo resfriado. Polvilhar com o açúcar cristal (e com lascas de amêndoas, se desejar) e assar em forno preaquecido a 200 °C por 25 minutos. Se estiver ficando dourado muito rapidamente, cobrir com papel alumínio nos últimos dez minutos.

 

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 23:15

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Josy Galvão

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Alemanha e Espanha ficam no empate em Dusseldorf

Alemanha e Espanha empatam: golos de Rodrigo e Muller

Alemanha e Espanha fizeram um grande jogo nesta sexta-feira em Dusseldorf. O amistoso teve ritmo intenso do início ao fim, com as duas equipes buscando o ataque e o resultado só terminou 1 a 1 graças às atuações dos goleiros Ter Stegen e De Gea.

Os espanhóis tiveram mais posse de bola. Tocavam curto, envolviam o adversário. Os alemães eram mais objetivos e chegavam ao gol adversário da mesma maneira. Eram dois estilos de jogo diferentes em campo, mas ambos tendo como principal objetivo o ataque e revezando as oportunidades de gol.

Os visitantes saíram na frente logo aos seis minutos. O brasileiro naturalizado espanhol Rodrigo, atacante do Valencia, marcou após assistência de Iniesta. Os donos da casa deixaram tudo igual ainda na primeira etapa em belo chute de Thomas Müller da intermediária, no ângulo de Ter Stegen.

A Alemanha volta a campo agora na próxima terça-feira, às 15h45 (de Brasília), quando enfrentará o Brasil, no primeiro encontro entre as seleções após o 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. No mesmo dia, a Espanha receberá a Argentina, em Madri.

O JOGO – A Alemanha começou com a marcação no campo adversário. Pressionava os espanhóis na saída de bola. Mas os visitantes mantiveram a calma, sobrava qualidade para tocar de um lado a outro.

E foi no toque de pé em pé que a Espanha abriu o placar logo aos seis minutos. Alba tocou para Iniesta, que deixou a zaga adversária sem reação, ao tocar para Rodrigo. O atacante brasileiro recebeu livre e tocou na saída de Ter Stegen.

O duelo seguiu equilibrado. A Alemanha assustou com Werner, que bateu cruzado com perigo. A Espanha assustou com Iniesta, que aproveitou sobra afastada pela zaga e chutou por cima da meta de Ter Stegen.

Os donos da casa chegaram ao empate com um gol de classe de Thomas Müller, aos 35 minutos. Ele recebeu na intermediária de Khedira, dominou, olhou para o goleiro, e bateu colocado no ângulo direito de De Gea.

O segundo tempo seguiu também com uma aula de futebol das duas equipes. A Espanha tinha um pouco da posse de bola e envolvia o adversário. Aos nove, Davi Silva abriu para Alba na esquerda, que cruzou rasteiro para Isco desviar. Ter Stegen fez grande defesa.

A Alemanha respondeu de imediato. No lance seguinte, Draxler recebeu lançamento na direita e mandou para a área. Özil ajeitou para Gündogan, que chutou rasteiro. De De Gea saltou no canto direito e mandou para escanteio.

Os treinadores começaram a mexer nas equipes, mas não alteraram a intensidade da partida. Os alemães acertaram o travessão em cabeceio de Hummels, enquanto os espanhóis quase fizeram o segundo em carrinho de David Silva.

Diego Costa, que entrou na vaga de Rodrigo, recebeu livre na área, mas demorou para chutar. Werner escapou da marcação pela direita, cruzou mas nenhum alemão apareceu na área para empurrar para as redes. A partida seguiu lá e cá até os acréscimos e terminou mesmo em 1 a 1.

 

Fonte:   https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 00:00

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Josy Galvão

 

Alemanha vai de verde à Copa de 2018

Federação Alemã de Futebol apresenta camisa reserva, que remete ao uniforme usado na Copa do Mundo de 1990. Cor verde tem origem enfadonha, mas esteve em quase todas as grandes conquistas da Nationalelf.

Garotos propaganda Julian Draxler (Paris Saint-Germain) e Timo Werner (RB Leipzig) posam com nova camisa reserva da seleção alemã

Garotos propaganda Julian Draxler (Paris Saint-Germain) e Timo Werner (RB Leipzig) posam com nova camisa reserva

O verde é a cor da esperança. E a Alemanha espera repetir na Rússia os feitos de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) e conquistar o tão sonhado pentacampeonato mundial. Para tal, a seleção alemã voltou às origens: o uniforme reserva será verde, com design semelhante ao usado na Copa do Mundo de 1990, vencido justamente pela Nationalelf.

O novo uniforme foi apresentado nesta terça-feira (20/03) em Düsseldorf. Assim como a camisa titular, revelada em fevereiro, a versão reserva remete visivelmente ao uniforme utilizado na Copa do Mundo da Itália, em 1990, com mosaicos em diferentes tons de verde. A estreia do novo uniforme será justamente contra a Espanha, na sexta-feira, em Düsseldorf. 

A cor verde começou a ser usada como uniforme reserva pela Alemanha após o fim do banimento imposto ao país depois da Segunda Guerra. A Nationalelf ficou de fora do Mundial de 1950 e retornou às Copas em 1954, na Suíça.

A Alemanha alcançou vitórias memoráveis com a camisa verde: 6 a 1 contra a Áustria na semifinal do Mundial de 1954; 3 a 1 contra a Inglaterra nas quartas de final da Eurocopa de 1972, em Wembley; e na classificação à final da Copa do Mundo de 1990, depois de eliminar a Inglaterra nas penalidades.

Em todas as grandes conquistas da Alemanha, Copas do Mundo (1954, 1974 e 1990) e Eurocopas (1972, 1980 e 1996), a Nationalelf atuou com o uniforme reserva em cor verde – única exceção: Mundial do Brasil, quando usou uma camisa inspirada no uniforme principal do Flamengo. 

Fußball WM 1990 Halbfinale Deutschland gegen England

Jogadores da Alemanha celebram a classificação à final da Copa de 1990, depois de eliminar a Inglaterra nos pênaltis

A origem da cor verde é pouco emocionante. Verde é a cor do brasão da Federação Alemã de Futebol (DFB). Circula na internet, em alguns fóruns, a lenda de que a Alemanha escolheu o verde para seu uniforme reserva porque a Irlanda foi o primeiro país que aceitou enfrentar a seleção alemã depois da Segunda Guerra. No entanto, as duas primeiras partidas da Nationalelf no pós-guerra foram contra a Suíça, em novembro de 1950 e em abril de 1951.

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Camisa Titular

 

O uniforme tradicional da Alemanha é branco e preto, embora a bandeira alemã seja composta por faixas horizontais em preto, vermelho e amarelo (dourado). A explicação é histórica: branco e preto são as cores da Prússia e também da Ordem Teutônica (ordem militar cruzada vinculada à Igreja Católica, formada em 1190 para auxiliar germânicos feridos nas Cruzadas). O vermelho, usado como uniforme reserva na Copa do Mundo de 2006, por exemplo, remete ao complemento das cores da bandeira do Império Alemão (preto, branco e vermelho).

A Copa do Mundo de 1998, na França, foi a última em que a Alemanha jogou de verde. Já em Eurocopas, a Nationalelf se apresentou de verde pela última vez em 2016, também na França. Ambas as competições não levaram à conquista.

Na Copa do Mundo da Rússia, a Alemanha está posicionada como visitante no confronto com a Suécia – a terceira partida da Nationalelf pelo Grupo F. Muito provavelmente, a Alemanha usará seu uniforme verde, repetindo a constelação da Copa do Mundo de 1974, quando derrotou a Suécia por 4 a 2 na segunda fase de grupos.

 

Matéria originalmente publicada por: http://www.dw.com/pt-br

São Paulo – Brasil – 00:21

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Josy Galvão

Confira a convocação da Alemanha para amistosos com o Brasil e Espanha

Lista da Alemanha para amistosos contra Espanha e Brasil tem 26 nomes, sendo oito campeões do mundo em 2014 (Foto: Reprodução / Twitter)

Lista da Alemanha para amistosos contra Espanha e Brasil tem 26 nomes, sendo oito campeões do mundo em 2014 (Foto: Reprodução / Twitter)

 

O técnico Joachim Löw anunciou na última sexta-feira os convocados para os amistosos da Alemanha contra Espanha e Brasil, ainda em março. Sem novidades, a lista tem 26 nomes e está recheada de estrelas como os meio-campistas Kroos (Real Madrid) e Özil (Arsenal), e os atacantes Müller (Bayern) e Sané (Manchester City), entre outros.

O elenco tem oito campeões mundiais em 2014 e 17 jogadores que venceram a Copa das Confederações em 2017, na Rússia. São eles: Ginter, Hummels, Boateng, Khedira, Draxler, Kroos, Özil e Müller. O Bayern é o clube mais representado na convocação, com sete atletas.

Sem entrar em campo desde 16 de setembro, com uma fratura no metatarso, o goleiro Neuer segue ausente – o titular deverá ser Ter Stegen, do Barcelona, a não ser que Löw faça testes. Também não foram chamados Götze, autor do gol do título no Maracanã, e Reus, que voltou a jogar recentemente pelo Borussia Dortmund.

– Queremos ter um grupo maior de jogadores no início do ano da Copa do Mundo. É importante para nós nos concentrarmos em trabalhar com os atletas nesta época e conversar individualmente com cada um. É claro que sabemos que essa é uma prioridade para eles e, mais importante, eles sabem o que precisamos fazer antes da convocação final. Para nós, o sucesso e a realização vão acima e além. Queremos ver e sentir que os jogadores estão dando tudo de si e, se queremos ter sucesso na Rússia de novo, precisamos antes recuperar essa fome incondicional – disse Löw.

O primeiro jogo da Alemanha nesta data FIFA será contra a Espanha, no duelo entre as duas últimas campeãs do mundo, no dia 23, em Dusseldorf. A reedição da semifinal de 2014 diante do Brasil acontecerá no dia 27, em Berlim.

– Espanha e Brasil são testes de resistência bem-vindos, mas nesses jogos eu não estou interessado nos resultados, que não valem nada além de prestígio. Quero ver com qual paixão vamos trabalhar, como implementaremos os requisitos. Eu certamente vou testar um ou outro e tenho muito respeito pelas duas equipes, que eu acho que estão muito melhores em relação a 2014. Tanto Espanha quanto Brasil podem disputar o título na Rússia – afirmou o treinador.

A DFB (Federação Alemã de Futebol) aproveitou a oportunidade para divulgar detalhes do planejamento para a Copa do Mundo. A convocação da lista preliminar será feita em 15 de maio, no Museu do Futebol, em Dortmund. A seleção se apresenta para os treinos no dia 23 e fará amistosos contra Áustria (02/6) e Arábia Saudita (08/6). A viagem para a Rússia está marcada para 12 de junho. Os alemães estão no Grupo F ao lado de México (17/6), Suécia (23/6) e Coreia do Sul (27/6).

 

Confira a lista completa:

Goleiros: Bernd Leno (Bayer Leverkusen), Kevin Trapp (PSG) e Marc-André ter Stegen (Barcelona).

Defensores: Marvin Plattenhardt (Hertha Berlim), Jonas Hector (Colônia), Matthias Ginter (Borussia Mönchengladbach), Mats Hummels (Bayern), Antonio Rüdiger (Chelsea), Jerome Boateng (Bayern), Joshua Kimmich (Bayern) e Niklas Süle (Bayern).

Meio-campistas: Sami Khedira (Juventus), Julian Draxler (PSG), Toni Kroos (Real Madrid), Mesut Özil (Arsenal), Thomas Müller (Bayern), Emre Can (Liverpool), Sebastian Rudy (Bayern), Leroy Sané (Manchester City), Leon Goretzka (Schalke), Ilkay Gündogan (Manchester City) e Julian Brandt (Bayer Leverkusen).

Atacantes: Mario Gomez (Stuttgart), Sandro Wagner (Bayern), Lars Stindl (Borussia Mönchengladbach) e Timo Werner (RB Leipzig).

 

 

 

Fonte:  https://globoesporte.globo.com

São Paulo – Brasil – 14:46

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Josy Galvão

O que ficou da Alemanha do 7 x 1?

A conquista em 2014 marcou o ápice de uma geração, e Joachim Löw teve de efetuar reformulações no elenco e no plano tático. Em 100 dias começa a Copa na Rússia: que cara deve ter o time que buscará o penta?

defaultAgora capitão da Nationalelf, o goleiro Manuel Neuer quer repetir este gesto em 15 de julho, no Estádio Olímpico de Moscou

Não há dúvidas de que a Alemanha faz parte do seleto grupo dos grandes favoritos na Copa do Mundo de 2018: é a atual campeã mundial, encabeça o ranking da FIFA, fez uma Eliminatória impecável e sagrou-se campeã com uma equipe alternativa da Copa das Confederações. Por outro lado, embora o retrospecto recente mostre números expressivos, a conquista no Brasil marcou o ápice de uma geração – e o fim de parte dela – e a Alemanha inevitavelmente levará à Rússia uma equipe menos experiente. 

Para buscar o sonhado pentacampeonato mundial – e, desta forma, igualar a seleção brasileira – não falta motivação: além de poder repetir os títulos consecutivos de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), a Federação Alemã de Futebol (DFB) ofereceu uma premiação recorde de 350 mil euros para cada atleta. De quebra, Joachim Löw pode igualar a marca do italiano Vittorio Pozzo – o único treinador que conquistou duas Copas seguidas.

Fußball Köln Länderspiel D vs Frankreich Torjubel Timo Werner 1:1Com sete gols em 10 jogos, Timo Werner, atacante do RB Leipzig, é a nova esperança de gols da seleção alemã

Aposentadorias e novos talentos

Mas para isso, o treinador alemão precisa encontrar um equilíbrio tático no reformulado elenco e uma hierarquia saudável dentro da Nationalelf. Löw forçosamente levará à Rússia uma equipe menos calejada, com incógnitas no setor ofensivo e carente de líderes natos, após as aposentadorias de bastiões de longa data da seleção alemã e peças fundamentais para o sucesso no Brasil: o ex-capitão Philipp Lahm, o cão de guarda Bastian Schweinsteiger, o maior artilheiro de todas as Copas Miroslav Klose e o atacante Lukas Podolski.

Além disso, outros jogadores importantes em 2014 e com mais bagagem internacional têm feito uma temporada discreta em seus clubes: Mario Götze, autor do gol do título no Maracanã, fez apenas dois gols pelo Borussia Dortmund; seu companheiro de equipe André Schürrle disputou singelos 17 jogos; Thomas Müller tem se sacrificado taticamente no Bayern de Munique e deixou de ser protagonista; Mesut Özil somou sete assistências no Arsenal; e o defensor Benedikt Höwedes atuou em apenas 68 minutos pela Juventus.

Dos atletas que estiveram no Brasil, apenas o zagueiro Mats Hummels, o volante Sami Khedira e o meia Toni Kroos apresentam estatísticas respeitáveis na temporada. No entanto, desde o Mundial de 2014, alguns talentos despontaram e aproveitaram suas chances na Copa das Confederações: os defensores Niklas Süle e Joshua Kimmich (Bayern de Munique), Matthias Ginter (Borussia Mönchengladbach) e Antonio Rüdiger (Chelsea), os meio-campistas Julian Draxler (Paris Saint-Germain), Leon Goretzka e Max Meyer (Schalke 04), Emre Can (Liverpool), Sebastian Rudy (Bayern de Munique), Julian Weigl (Borussia Dortmund) e Ilkay Gündogan (Manchester City), além dos atacantes Timo Werner (RB Leipzig), Sandro Wagner (Bayern de Munique) e Leroy Sané (Manchester City).

WM-Trikot für 2018Presenças certas na Copa: Toni Kroos, Mesut Özil e Mats Hummels na apresentação do novo uniforme da Alemanha

Recorde nas Eliminatórias

A remodelação do elenco surtiu efeito nas Eliminatórias. A Alemanha venceu todos os dez jogos (43 gols pró e 4 contra) e quebrou o recorde histórico da Espanha (2009, 10 vitórias com 28 gols pró e 5 contra). No entanto, o grupo da Alemanha era fraco, com San Marino, Azerbaijão, Noruega, República Tcheca e Irlanda do Norte. Com 21 marcadores diferentes, os artilheiros da Alemanha nas Eliminatórias foram Thomas Müller e Sandro Wagner com apenas cinco gols cada – para efeito de comparação: Robert Lewandowski marcou 16 vezes pela Polônia.      

Löw aproveitou o grupo acessível das Eliminatórias, a Copa das Confederações e diversos amistosos para testar jogadores e diversificar as opções táticas da equipe. Somente nas Eliminatórias, Löw utilizou 37 jogadores (recorde) – apenas Kimmich atuou em todas as partidas. O esquema favorito de Löw notoriamente é o 4-2-3-1. Mas em diversos jogos a Alemanha foi a campo com uma linha de três defensores, variando entre formações em 3-5-2 e 3-4-2-1. E isso se deve principalmente a dois fatores: dúvidas na composição das laterais e preocupações em como contornar a falta de poderio ofensivo.

Claramente, Löw busca dar uma variedade, uma imprevisibilidade ao futebol da seleção alemã. A Nationalelf deve mostrar na Rússia uma preocupação maior em gerar uma proteção mais coesa diante da própria grande área. A compactação dos setores será ainda mais importante do que foi no Brasil, justamente pela falta de jogadores decisivos e para fazer com que a falta de opções no comando de ataque seja suprida pela versatilidade trazida por jogadores como Sané, Draxler, Goretzka, Gündogan e Özil. As bolas paradas serão uma arma fundamental com Kroos, Hummels, Boateng, Khedira e eventualmente Süle, Wagner e Kimmich. 

Ninguém contesta a solidez da base – seja ela de jogadores, de proposta de jogo ou de mentalidade – da seleção da Alemanha. Ainda mais depois de conquistar a Copa das Confederações com Draxler como o jogador que mais havia vestido a camisa pesada da Nationalelf  na época eram 30 partidas.

Fußball Köln Länderspiel D vs FrankreichCom dificuldades contra as principais seleções, Alemanha empatou em 2 a 2 com a França no último amistoso

Desempenho inconstante contra potências

Mas os resultados frente às grandes seleções, seja na Eurocopa de 2016 ou em amistosos, geraram dúvidas e expuseram fragilidades: cobertura na subida dos laterais, quem será o lateral-esquerdo, constância competitiva durante 90 minutos e vacância na posição de centroavante – posição na qual o nome do experiente Mario Gómez, de 32 anos, vem ganhando força na Alemanha.

Desde o final da Copa do Mundo de 2014, a Alemanha disputou 48 jogos, com 31 vitórias, nove empates e oito derrotas, mas teve dificuldades contra as seleções mais fortes: Argentina (derrota), Espanha (vitória), França (duas derrotas, uma na Eurocopa de 2016, e um empate), Inglaterra (derrota, vitória e empate), Itália (vitória e dois empates, um na Eurocopa) e Polônia (cabeça de chave da Copa – derrota, vitória e empate na Eurocopa). 

Antes do Mundial da Rússia, os atuais campeões mundiais receberão a Espanha, em 23 de março, e a seleção brasileira, em 27 de março. Löw anunciará a lista provisória de convocados em 15 de maio, três dias após a última rodada da Bundesliga. A preparação envolverá outros dois amistosos: 2 de junho contra a Áustria e 8 de junho frente à Arábia Saudita.

A lista final com os 23 convocados deve ser entregue à Fifa até 4 de junho. A base escolhida pela DFB será cerca de 40 quilômetros ao sudoeste de Moscou. A estreia da Alemanha na fase de grupos será em Moscou, contra o México. Em seguida enfrentará a Suécia, em Sochi, e a Coreia do Sul, em Kazan.

Joachim LöwPara colocar a quinta estrela no escudo da DFB, Löw tem primeiramente a difícil missão de escolher 23 jogadores

Quem vai à Rússia?

A lista de convocados engloba três goleiros e 20 jogadores de linha. O goleiro Manuel Neuer, que se recupera de uma fratura no pé esquerdo, será o capitão da seleção alemã. Além de Neuer, Marc-André ter Stegen, do Barcelona, deve ter posição garantida na convocação. Pela terceira vaga disputam Bernd Leno, do Bayer Leverkusen, Kevin Trapp, do Paris Saint-Germain, e o reserva de Neuer no Bayern de Munique, Sven Ulreich.

A 100 dias da abertura da Copa do Mundo, Löw enalteceu a qualidade de jogadores a sua disposição e apontou para a dificuldade de nomear os 23 atletas: “Trata-se da disputa [por vagas] mais dura que já enfrentamos. Teremos de tomar decisões realmente muito difíceis”, afirmou.

A DW Brasil ousou ajudar Löw nesta missão:

Goleiros: Manuel Neuer, Marc-André ter Stegen e Bernd Leno.
Laterais: Joshua Kimmich e Jonas Hector.
Zagueiros: Mats Hummels, Jérôme Boateng, Niklas Süle e Antonio Rüdiger.
Meio-campistas: Toni Kroos, Julian Draxler, Leon Goretzka, Mario Götze, Ilkay Gündogan, Sami Khedira, Mesut Özil, Julian Brandt e Emre Can.
Atacantes: Thomas Müller, Marco Reus, Leroy Sané, Sandro Wagner e Timo Werner.

Time base: Manuel Neuer; Joshua Kimmich, Jérôme Boateng, Mats Hummels e Jonas Hector; Sami Khedira e Toni Kroos; Mesut Özil, Thomas Müller e Marco Reus; Timo Werner.

 

 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com/pt-br/

São Paulo – Brasil – 00:07

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Josy Galvão

Oito coisas para comer e beber ao visitar Hamburgo

Gastronomia da cidade portuária no norte da Alemanha é marcada por peixe. Folhado de açúcar e canela e compota de frutas vermelhas também são pedidas certas num passeio por Hamburgo.

Fischbrötchen

Fischbrötchen: típico sanduíche na versão com peixe empanado

 

Se você chegar a Hamburgo pela manhã ou no meio da tarde, aproveite para fazer um lanche e experimentar um dos itens mais típicos da gastronomia local: o franzbrötchen.  Nas padarias da cidade, o cheiro do pãozinho folhado saindo do forno, recheado de açúcar e canela, é simplesmente irresistível.

O doce lembra um croissant. Além do tradicional franzbrötchen recheado de açúcar e canela, há versões com passas, chocolate, nozes ou maçã.

Franzbrötchen

Franzbrötchen, delícia das padarias de Hamburgo

 

Para acompanhar, um café vai muito bem. E Hamburgo é um lugar especial para isso. A primeira cafeteria hamburguesa de que se tem notícia data de 1677. Mais de três séculos depois, a cidade no norte da Alemanha continua sendo a principal porta de entrada para o café no país e um local onde a qualidade dos grãos é bastante valorizada.

Vale provar um café torrado na hora na Speicherstadt, antigo complexo de armazéns de que é Patrimônio da Unesco. Num dos prédios de fachadas de tijolos, construído em 1888, fica a cafeteria Kafferösterei, onde também é possível assistir ao processo de torra dos grãos.

Saindo da Speicherstadt – onde também se pode visitar o famoso museu de miniaturas Miniatur Wunderland –, dá para dar uma olhada na fachada da impressionante Filarmônica do Elba e seguir para a área portuária, símbolo da cidade.

LabskausLabskaus: combinação de carne curada, batata, beterraba, pepino e arenque

Ali, não se pode deixar de provar um fischbrötchen, um sanduíche de peixe. O recheio do pãozinho, parecido com o nosso francês, pode ser o tradicional arenque ou camarão, peixe empanado, salmão defumado, entre outros. O lanche costuma conter cebola, picles, molho remoulade e alface. O sabor ficará ainda melhor se você der sorte de pegar um dia de sol. Uma das lanchonetes mais famosas para comer o fischbrötchen é a Brücke 10.

Ainda no tema comida de rua, Hamburgo também é um bom lugar para se pedir uma currywurst – salsicha branca com molho picante de tomate e curry, acompanhada de batatas fritas ou pão branco. Apesar de ser mais conhecida a versão que atribui a origem da iguaria a Berlim, Hamburgo também reivindica a invenção. Seja como for, vale a pena comer uma currywurst em qualquer uma das duas cidades.

Birne, Bohnen und SpeckBirne, Bohnen und Speck: cozido de pera, bacon e vagem é tradicional de Hamburgo

Se quiser provar pratos de maior sustância, um dos mais tradicionais é o labskaus. A especialidade culinária do norte da Alemanha consiste numa espécie de hambúrguer de carne bovina curada, batata e beterraba, coberto com ovo frito e geralmente acompanhado de arenque, beterraba e pepino em conserva. Parece estranho, mas não é.

Para quem torce o nariz para peixe, mais especificamente para arenque, outra opção da culinária local é birnen, bohnen und speck – pera, vagem e bacon cozidos. Eu prefiro este prato ao labskaus. Adoro a combinação de pera com comidas salgadas. Antes de provar o prato típico de Hamburgo, eu só conhecia a fruta com queijo, mas não é que fica boa com bacon também?

Rote Grütze

Rote Grütze: compota de frutas vermelhas com chantilly. Também pode ser servida com calda ou sorvete de baunilha.

Para a sobremesa, uma boa pedida é o rote grütze. A compota de frutas vermelhas é geralmente servida com calda ou sorvete de baunilha ou chantilly. Para mim, é a combinação perfeita de doce e azedo.

Para comer as comidas típicas, há uma série de restaurantes na cidade, como o Alt Hamburger Aalspeicher e o Bordersen. É claro que, como numa boa cidade alemã, também não faltam opções de cerveja em Hamburgo. A mais popular é a Astra. Vale visitar uma das cervejarias da cidade, como a Blockbräu e a Hopper Bräu.

 

 

Matéria originalmente publicada por:   http://www.dw.com

São Paulo – Brasil – 21:53

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Josy Galvão

Hamburgo é escolhida sede do Mundial de Vôlei de Praia de 2019

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A cidade de Hamburgo, na Alemanha, foi anunciada nesta quarta-feira como sede do Mundial de Vôlei de Praia de 2019. As partidas terão como palco o Rothenbaum Stadium, conforme divulgou a Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Sede das finais do World Tour Finals em 2017, Hamburgo foi muito elogiada pela federação, especialmente pelo presidente da entidade, o brasileiro Ary Graça. “Não tenho dúvida de que Hamburgo será uma excelente anfitriã”, disse o mandatário em entrevista coletiva nesta quarta. “A Alemanha é um mercado-chave para a FIVB e estamos muito satisfeitos com o fato de Hamburgo se comprometer a realizar grandes eventos de vôlei de praia da FIVB e mostrar o grande apelo e popularidade do nosso esporte”.

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Na cerimônia para o anúncio da sede do torneio, além de Ary Graça, estavam presentes o presidente da Federação Alemã de Voleibol, Thomas Krohne, o presidente da empresa Beach Major Company, Hannes Jagerhofer, e a atual campeã mundial, a alemã Kira Walkenhorst.

Na edição de 2019, serão 48 duplas femininas e 48 masculinas que competirão em um total de 208 jogos. O torneio oferecerá premiação total de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 3,2 milhões), segundo a federação internacional. As duplas que conquistarem o título na Alemanha em 2019 estarão classificadas automaticamente para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Os brasileiros Evandro e André são os atuais campeões mundiais e irão defender o título que conquistaram em Viena, na Áustria, em 2017. No feminino, Kira Walkenhorst foi campeã ao lado da parceira Laura Ludwig.

 

 

Matéria originalmente publicada por:   https://istoe.com.br

São Paulo – Brasil – 00:21

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Josy Galvão